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Investigadoras da UMinho mostram caminhos para novos tratamentos contra o cancro

Uma equipa coordenada pelo Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho analisou evidências de que “certas proteínas ajudam as células malignas a sobreviver e a desenvolver-se, podendo constituir alvos para futuras terapias”, foi hoje divulgado pela instituição.

A revisão científica foi agora publicada na “Physiological Reviews”, a revista com maior impacto mundial na área da fisiologia.

O artigo é assinado por Julieta Afonso, Joana Pereira-Vieira e Fátima Baltazar, do ICVS da Escola de Medicina da UMinho, a par de colegas do IPO-Porto, da Universidade Politécnica do Porto e do Hospital de Câncer de Barretos (Brasil).

De acordo com a UMinho, o trabalho avalia o papel das proteínas chamadas transportadores de monocarboxilatos (MCT), que permitem às células transportar moléculas como o lactato, envolvido na produção e utilização de energia e na regulação do ambiente celular.

“Embora este processo seja essencial para o funcionamento normal das células, as células malignas podem aproveitar os mesmos mecanismos para sustentar o seu crescimento rápido. Os MCTs ajudam-nas a gerir as grandes quantidades de lactato que produzem, a manter o metabolismo e a adaptar-se ao microambiente tumoral”, explica.

As autoras abordam o papel dessas proteínas nos tecidos saudáveis e o seu envolvimento na progressão do cancro e na resistência aos tratamentos. Discutem ainda o “potencial desses transportadores como alvos terapêuticos e os desafios até à sua prática clínica”. Embora existam “inibidores em fase inicial de avaliação clínica, é preciso mais investigação e validação para determinar em que tipos de tumor estas abordagens poderão ser eficazes”.

O trabalho contribui assim para o “estudo do metabolismo do cancro e do papel do lactato na biologia do tumor, aproximando a investigação fundamental da procura de novas estratégias terapêuticas”.

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Francisco Conceição punido com três jogos de suspensão

A punição por "insultos e linguagem abusiva" ao árbitro no Portugal-Noruega deixa o jogador da Juventus fora de dois jogos do Grupo A4 e da primeira mão dos quartos.

© JOSE COELHO/EPA

Francisco Conceição foi expulso do jogo Portugal-Noruega da Liga das Nações aos 86 minutos, com dois cartões amarelo seguidos, por palavras ao árbitro
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Braga: Burocracia atrasa permuta entre Museu dos Biscainhos e Recolhimento das Convertidas

A burocracia está a atrasar o processo de permuta, entre o Estado e a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado, dos edifícios do Museu dos Biscainhos e do antigo Recolhimento das Convertidas, ambos em Braga. Falta um certificado de eficiência energética.

Só que, diz a Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural (ASPA), o Recolhimento das Convertidas e a Capela anexa de São Gonçalo – monumento de interesse público de referência para a Braga/Capital do Barroco – têm, desde o início de 2025, uma janela aberta e falta de vidros nas outras janelas, o que lhe causa ”danos graves”.

Fonte da ASPA adiantou a O MINHO que o monumento está em risco e o património barroco, existente na capela, pode não resistir por muito mais tempo.

Impõe-se, por isso, – sublinha – saber-se que diligências têm sido efetuadas, pela CIM Cávado, desde agosto de 2025 – data da autorização governamental para a permuta -, junto da ESTAMO S.A – a empresa estatal proprietária das Convertidas -, no sentido da concretização da permuta.

CIM tem atuado junto da ESTAMO

Contactada a propósito, a CIM Cávado afirma que tem atuado junto da ESTAMO, com vista à concretização da permuta de imóveis, salientando que “foram reunidos e remetidos os documentos solicitados para a realização da escritura, tendo sido também regularizada a questão relativa à toponímia de um dos imóveis”.

“A escritura ainda não foi realizada porque se encontra pendente a obtenção do documento comprovativo da isenção de certificação energética do edifício dos Biscainhos, solicitado pelo Cartório Notarial, através da ESTAMO, necessário para a conclusão do processo”, explica.

O organismo acrescenta que, “atendendo à classificação e à natureza patrimonial dos imóveis em causa, estes se encontram abrangidos pelas isenções previstas na legislação aplicável. Contudo, tendo sido solicitado um documento comprovativo dessa isenção, a CIM Cávado já solicitou a documentação e aguarda a sua emissão.

A concluir, a CIM assegura que “mantém o empenho para a concretização, com a brevidade possível, desta permuta, reconhecendo a importância da salvaguarda e valorização do património histórico e cultural do território, incluindo o Recolhimento das Convertidas”.

Em novembro de 2025, o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e a vereadora da Cultura, Catarina Miranda, visitaram o edifício, tendo anunciado que a autarquia vai avançar com “pequenas intervenções de emergência” para mitigar o avanço da sua degradação. E pediu que o Estado empreste as chaves para que tal seja possível.

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Braga: Doentes oncológicas aprendem a recuperar autoestima através da maquilhagem 

Um grupo de doentes oncológicas acompanhadas na Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga participou, esta tarde, num ‘workshop’ de automaquilhagem no Hospital de Braga.

A sessão, dinamizada pela equipa de Senologia da instituição, em parceria com a marca Perfumes & Companhia, ensinou técnicas de maquilhagem e de cuidados com a pele que “ajudam a atenuar as marcas visíveis dos tratamentos”, no âmbito das comemorações do Outubro Rosa. 

De acordo com a ULS Braga, as participantes foram convidadas a “deixar as preocupações e a vergonha à porta”.

Num ambiente descontraído, falou-se “abertamente da realidade do cancro e de como a doença afeta a autoestima de quem a enfrenta”.

Braga: Doentes oncológicas aprendem a recuperar autoestima através da maquilhagem 
Foto: ULS Braga
Braga: Doentes oncológicas aprendem a recuperar autoestima através da maquilhagem 
Foto: ULS Braga
Braga: Doentes oncológicas aprendem a recuperar autoestima através da maquilhagem 
Foto: ULS Braga
Braga: Doentes oncológicas aprendem a recuperar autoestima através da maquilhagem 
Foto: ULS Braga
Braga: Doentes oncológicas aprendem a recuperar autoestima através da maquilhagem 
Foto: ULS Braga
Braga: Doentes oncológicas aprendem a recuperar autoestima através da maquilhagem 
Foto: ULS Braga

Ao longo da tarde, cada mulher aprendeu a devolver os tons rosados ao rosto, a aplicar cor nos lábios e a escolher um iluminador adequado ao seu tom de pele. No final, saíram da sessão “mais bonitas e com mais vida”, refere Benedita Aguiar, psicóloga clínica e responsável por dinamizar a 17.ª edição desta iniciativa.

A tarde não se ficou pela maquilhagem. Pela primeira vez, o programa incluiu um ‘workshop’ de cor e imagem, orientado pela esteticista e cosmetologista bracarense Paula Ramos. A sessão mostrou como combinar as cores das roupas com a fisionomia e o tom de pele de cada mulher. Cada cor relaciona-se de forma diferente com o tom de pele, o formato do rosto e a cor dos olhos, e pode fazer as pessoas sentirem-se mais leves ou mais pesadas.

“A maquilhagem é algo que nos ajuda a ficar mais bonitas e mais confiantes. Portanto, numa fase em que a mulher, por força dos efeitos da doença, perde algumas das características naturais, como o cabelo e as sobrancelhas, e fica com uma cor natural mais pálida, as técnicas que ensinamos hoje aqui vão permitir capacitar estas senhoras para poderem elas próprias trabalharem a sua autoimagem e, consequentemente, recuperarem a sua autoestima”, explica Margarida Esperança, enfermeira na ULS Braga e dinamizadora da iniciativa, citada em comunicado.

O Outubro Rosa é o mês dedicado à sensibilização para o cancro da mama, a doença oncológica mais frequente entre as mulheres em Portugal.

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Manifestações pela habitação em Braga e Viana do Castelo este sábado

Estão marcadas para este sábado iniciativas de protesto pela habitação nas cidades de Braga e Viana do Castelo.

Em Braga, o Movimento Popular pela Habitação de Braga convocou nova concentração e assembleia popular no coreto da Avenida Central, entre as 15:00 e as 22:00.

A organização adianta que haverá “conversa sobre habitação, atividades culturais, assembleia popular às 18:00 e jantar comunitário com concerto”.

Em Viana do Castelo, o ManifestAM – Movimento Cívico Apartidário do Alto Minho / Movimento Pela Habitação convocou, também para este sábado, uma concentração para a Praça da República, entre as 10:30 e as 18:00.

Segundo os organizações, no arranque da concentração será apresentado o movimento, com leitura do manifesto e roda de conversa. Depois haverá concertos solidários, assembleia popular e microfone aberto.

“Esta iniciativa marca o primeiro evento público do Movimento Pela Habitação e pretende reunir a população do Alto Minho num espaço de encontro, debate e participação coletiva sobre a crise da habitação, preparando também a manifestação prevista para 14 de novembro”, salienta o comunicado enviado a O MINHO.

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É no Minho onde se vive mais tempo

É no Minho, mais concretamente na região do Cávado, que agrega os concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terra de Bouro e Vila Verde, que é maior a esperança de vida à nascença em Portugal, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística hoje divulgados.

Segundo o relatório consultado por O MINHO, relativo ao triénio 2023-2025, no Cávado a esperança de vida à nascença é de 83,06 anos. Um valor superior à média nacional que foi estimada em 81,85 anos, sendo 79,22 anos para os homens e 84,26 anos para as mulheres.

A nível nacional, estes dados representam, relativamente a 2022-2024, um aumento de 0,28 anos (3,4 meses) para os homens e de 0,26 anos (3,1 meses) para as mulheres.

“No triénio 2023-2025, a esperança de vida à nascença mais elevada registou-se na região Norte, para o total da população (82,31 anos), para os homens (79,83 anos) e para as mulheres (84,57 anos)”, sublinha o INE, sendo que a sub-região do Cávado é que a volta a ter, tal como nos últimos três anos, a maior longevide: 83,06 anos.

No Alto Minho, a esperança média de vida à nascença é de 81,92 anos e no Ave de 82,23.

Esperança de vida aos 65 anos

A esperança de vida aos 65 anos em Portugal, no período 2023-2025, foi estimada em 20,19 anos para o total da população. Aos 65 anos, os homens podiam esperar viver 18,49 anos e as mulheres 21,55 anos, o que corresponde a um aumento de 0,13 anos para os homens e 0,19 anos para as mulheres relativamente a 2022-2024.

Por região NUTS II, no triénio 2023-2025, a esperança de vida aos 65 anos mais elevada registou-se na região Norte para o total da população (20,49 anos), para os homens (18,93 anos) e para as mulheres (21,75 anos).

Por região NUTS III, o Cávado e a Região de Coimbra registaram os valores mais elevados da esperança de vida aos 65 anos: 21,28 e 20,99 anos, respetivamente. 

No Alto Minho, é de 20,78 anos e no Ave de 20,57.

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A magia de Lukebakio pode ser “problema” para Marco Silva

A “taça xanax” acordou. Benfica, Gil Vicente, Braga e Famalicão trouxeram emoção à prova que tinha dado para dormir nos primeiros dois jogos. Ainda o Sporting a tentar livrar-se da crise e CR985.

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Em 8 meses, o Hospital de Braga já implantou 100 válvulas aórticas sem cirurgia aberta

O Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga realizou, esta semana, o 100.º implante de válvula aórtica por via percutânea, conhecido internacionalmente como TAVI (Transcatheter Aortic Valve Implantation), foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, a que pertence o hospital, explica que a técnica, introduzida na instituição no final de fevereiro deste ano, permite substituir a válvula aórtica doente por uma prótese que chega ao coração por meio de um cateter, introduzido, na maioria dos casos, pela artéria femoral, na virilha.

O procedimento destina-se sobretudo a doentes com estenose aórtica, uma doença em que a válvula que separa o coração da artéria aorta fica estreitada e endurecida. O coração passa a fazer mais esforço para bombear o sangue, o que pode provocar cansaço de esforço, falta de ar, dor no peito ou desmaios. Sem tratamento, a doença sintomática tende a agravar-se e a limitar seriamente a vida do doente.

Por dispensar a abertura do tórax, a TAVI é uma alternativa menos invasiva à cirurgia cardíaca convencional, com benefícios comprovados em doentes mais idosos. Muitos destes doentes têm outras doenças associadas que tornam a cirurgia aberta mais arriscada, encontrando nesta técnica uma forma de tratamento com menor risco.

“Em oito meses, o programa cresceu e consolidou-se. A manutenção de uma capacidade de resposta regular foi fulcral para o desenvolvimento do processo e permitiu atingir a centena de doentes tratados”, salienta o comunicado.

É um resultado que se deve ao “rigor e à dedicação de uma equipa que percorreu este caminho com enorme profissionalismo”, afirma Jorge Marques, diretor do Serviço de Cardiologia da ULS Braga, citado no comunicado.

Cada intervenção envolve uma equipa multidisciplinar que acompanha o doente desde a avaliação inicial até ao seguimento após o procedimento. “Cada caso é estudado ao pormenor antes da intervenção. Ver doentes com limitação cardiovascular objetiva e que recuperam capacidade funcional é o que dá sentido a este trabalho”, acrescenta Jorge Marques.

“A ULS Braga reforça, assim, a sua resposta na área das doenças cardiovasculares e garante aos utentes da região acesso a uma técnica diferenciada”, remata o comunicado.

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Famalicão vai a Leiria sentar-se à mesa dos crescidos

Famalicão faz história e está na final four da Taça da Liga. Ainda, a polémica despenalização de Durán, CR7 mais perto do golo 1000 e as palavras de Rui Borges que revela que o filho foi "enxovalhado"

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Exames do 9.º ano: Colégio em Guimarães no 2.º lugar nacional, Conservatório de Braga é melhor escola pública

As notas nas provas finais de 9.º ano de Português e Matemática pioraram no ano passado, havendo muito mais negativas entre os estudantes das escolas públicas e melhores resultados nas escolas das grandes cidades do litoral.

Houve um ligeiro agravamento do desempenho dos alunos nas provas finais de 3.º ciclo, segundo uma análise da agência Lusa às mais de 180 mil provas realizadas em 2025 e em 2024: a média global desceu de 2,91 valores para 2,87 valores (numa escala de zero a cinco).

Num universo de 1.043 escolas, apenas 25,2% obtêm média positiva, segundo dados do Ministério da Educação, que mostram que no ano anterior 32,5% das escolas tinha “positiva”.

Os alunos das escolas públicas tiveram mais dificuldades: enquanto 83% das escolas públicas teve média negativa, 82% das privadas teve média positiva.

No ‘ranking’ da Lusa, os colégios voltam a ocupar os primeiros lugares da tabela, agora liderada pelo Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com uma média de 4,26 valores.

Nas posições seguintes surgem o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em Guimarães, Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, Colégio Moderno, em Lisboa, e Grande Colégio Universal, no Porto.

Os dados mostram uma forte concentração no litoral e nos principais centros urbanos do país: Dos 10 estabelecimentos com melhores médias, quatro localizam-se no distrito do Porto, dois em Lisboa e dois em Braga.

Os primeiros lugares da tabela pertencem a colégios privados localizados em áreas metropolitanas e concelhos mais povoados do litoral.

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian é a primeira escola pública

A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, é a primeira escola pública da lista e surge em 17.º lugar.

As escolas públicas com melhores resultados médios também se encontram nos grandes centros urbanos do litoral, capitais de distrito e cidades universitárias. Lisboa, Porto e Braga concentram sete dos 10 primeiros estabelecimentos públicos do ‘ranking’, aos quais se juntam Coimbra e Aveiro.

Fazendo um ‘zoom’, percebe-se que estão localizados em bairros habitados maioritariamente por pessoas com elevada escolaridade e onde os preços da habitação estão entre os mais elevados do país, como o Parque das Nações, Telheiras ou Alvalade, em Lisboa, ou a Foz, no Porto.

Neste ‘ranking’ destacam-se também as escolas artísticas, já que três dos primeiros cinco lugares são Conservatórios de Música: além do Conservatório em Braga, está também o Conservatório do Porto e o Conservatório Nacional, em Lisboa.

Já as 10 escolas públicas com piores resultados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, regiões conhecidas pela falta de professores.

Olhando para os bairros onde estão localizadas, percebe-se que são escolas que servem populações maioritariamente mais pobres, corroborando os estudos que indicam que os alunos de famílias mais desfavorecidas têm mais dificuldades em atingir o sucesso académico.

Muitas destas escolas estão abrangidas pelo Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), destinado a estabelecimentos situados em zonas com muitas crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, que tem como objetivo melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar.

No Monte da Caparica, os alunos do 9.º ano da Escola Básica do Miradouro de Alfazina tiveram a média mais baixa do país: 1,95 valores. A escola integra o programa TEIP e é frequentemente referida como um território com grandes desafios sociais.

Outros casos bastante conhecidos que voltam a surgir no fim da tabela são a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, nos Açores, marcada pelos problemas de pobreza e exclusão social.

O impacto do estatuto socioeconómico nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres a terem notas muito mais baixas do que as crianças não beneficiárias já tinha sido apontado no relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).

Apesar de terem piores notas nas provas finais, há muito mais casos de alunos que fazem o 3.º ciclo sem chumbar, segundo o indicador dos “percursos diretos de sucesso”, que mostra a percentagem de alunos sem retenções ao longo do 3.º ciclo e com positiva nas provas finais do 9.º ano.

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Braga, Guimarães, Famalicão e Fafe lideram ‘ranking’ das escolas públicas com mais notas 20

Mais de 15 mil alunos tiveram, pelo menos, uma nota máxima na pauta pelo trabalho realizado ao longo do ano, sendo mais raro encontrar alunos de famílias carenciadas neste universo de notas 20. A lista de escolas públicas com mais notas 20 tem nos primeiros postos estabelecimentos de Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Fafe.

As raparigas voltaram a conseguir ter mais notas máximas na pauta, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação das classificações internas dos alunos dos cursos científico-humanísticos do 11.º e 12.º anos no ano letivo de 2024/25.

Naquele ano, 15.557 alunos tiveram, pelo menos, uma nota 20 na pauta: 2.013 estudavam em colégios e os restantes 13.544 em escolas públicas.

Os professores atribuíram 6.585 notas máximas no privado e 40.149 no público, sendo Educação Física, Aplicações Informáticas B, Inglês e Educação Moral e Religiosa e Biologia as disciplinas mais visadas.

A teoria de que os alunos de famílias carenciadas atravessam mais obstáculos para atingir o sucesso académico confirma-se também nestes números, já que mais de oito em cada 10 notas máximas (81,6%) foram dadas a alunos sem Apoio Social Escolar (ASE).

Os mais carenciados são uma minoria: Apenas 5.079 alunos chegaram ao final do ano com, pelo menos, uma nota máxima.

A Lusa fez um ‘ranking’ das escolas públicas com mais “20” na pauta e nos primeiros 15 lugares aparecem apenas estabelecimentos de ensino no litoral norte.

No entanto, o 1.º lugar pertence à secundária Alves Martins, em Viseu, onde os professores atribuíram 713 notas máximas aos seus alunos que também se destacaram nos exames nacionais (4.ª melhor média nacional entre as públicas).

À exceção da secundária de Viseu, não há escolas alentejanas ou algarvias, nem do interior do país nos primeiros lugares.

As primeiras posições são ocupadas por estabelecimentos em Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Porto, Santo Tirso e Penafiel. Em 16.º lugar surge a Infanta Dona Maria, em Coimbra, e em 23.º a secundária do Restelo, em Lisboa.

Muitas das escolas que estão entre as públicas com melhores médias nos exames nacionais têm poucos beneficiários de Ação Social Escolar (ASE) com classificações máximas: na secundária Garcia de Orta, por exemplo, representam apenas 5,9% dos 20 atribuídos, na Infanta D. Maria são 6,6%, e na Alves Martins 6,9%.

As escolas com maior percentagem de alunos carenciados com notas máximas estão, invariavelmente, a meio da tabela que ordena os estabelecimentos de ensino por média nos exames nacionais.

Na Escola de Paços de Ferreira, uma em cada três notas 20 foram atribuídas a alunos com ASE (33,7%), seguindo-se a secundária de Amarante (32,9%), a Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão (22,4%), a Secundária de Penafiel (21,6%) e a Secundária de Fafe (21,1%).

As escolas públicas com mais 20 valores parecem revelar duas realidades: de um lado estabelecimentos tradicionalmente associados a contextos mais favorecidos com poucos alunos carenciados, e do outro escolas de concelhos industriais do norte, como Paços de Ferreira, Amarante ou Penafiel, que parecem contrariar a ideia de que a excelência académica é exclusiva de meios mais privilegiados.

Nos colégios, ao contrário do que acontece no ensino público, as classificações máximas concentram-se sobretudo em escolas situadas nos grandes centros urbanos.

Muitos destes estabelecimentos são colégios que lideram os ‘rankings’ de exames nacionais, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, Efanor, D. Diogo de Sousa, Novo da Maia ou Salesianos de Lisboa.

Nas pautas do Externato Ribadouro houve 533 notas 20, sendo a escola privada com mais notas máximas atribuídas, seguindo-se o Colégio D. Diogo de Sousa e o Colégio Nossa Senhora do Rosário.

A Nossa Senhora do Rosário foi a segunda escola com melhor média nacional nos exames (16,5 valores), o Colégio D. Diogo de Sousa aparece em 6.º lugar desse ‘ranking’ (15,8 valores) e o Externato Ribadouro em 21.º.

Mas há também muitos colégios que atribuem um número muito elevado de classificações máximas sem conseguirem uma posição equivalente nos exames nacionais.

Em agosto, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou um relatório que revelou que 38 colégios atribuíram classificações de 19 ou 20 valores a mais de 30% dos alunos em 2024/25, e que 21 deles repetiram este padrão durante oito anos consecutivos. Já no ensino público, apenas três escolas atingiram esse mesmo limiar.

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Ranking: Colégio de Braga no ‘top 10’ nacional, escola de Monção no pódio das públicas

Os alunos das escolas públicas melhoraram o seu desempenho nos exames nacionais em 2025, mas os colégios privados voltam a destacar-se no ‘ranking’ geral, em que a primeira pública surge apenas em 38.º lugar. 

No ‘ranking’ da Lusa, o Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, ocupa o 6.º lugar, enquanto que, entre as escolas públicas, a Escola Secundária de Monção encontra-se no 3.º lugar. Já a Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, ficou no 7.º posto.

Entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 provas realizadas no ano passado, as médias nacionais subiram tanto no público como no privado, mas são os colégios que ocupam os primeiros lugares.

Familiarizado com o número um, o Grande Colégio Universal, no Porto, lidera a tabela pelo segundo ano consecutivo, com uma média de 16,93 valores (numa escala de zero a 20) entre as 231 provas realizadas às 16 disciplinas analisadas pela Lusa.

No final do ano letivo 2024/2025, as classificações dos alunos do Colégio Universal foram muito próximas da média interna atribuída pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano, superando-a até por 0,04 valores. 

Os nomes seguintes na lista também não são estranhos ao ‘top 10’, que a maioria integrou nos últimos anos, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, que volta a ocupar o 2.º lugar com 16,59 valores, e o Colégio Efanor, em Matosinhos, novamente em 3.º lugar, com 16,32 valores.

Em 4.º lugar, aparece a Academia de Música de Santa Cecília, a escola da zona de Lisboa mais bem posicionada, seguida do Colégio Novo da Maia, do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, do Colégio de S. Tomás, em Lisboa, do Salesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José, do Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, e do Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.

Num universo de 479 escolas públicas e 91 privadas, é preciso descer até ao 38.º lugar para encontrar a escola pública com melhor média nacional: a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto.

Entre as 121 provas realizadas, os alunos daquele conservatório conseguiram uma média de 14,01 valores, ligeiramente mais alta do que a melhor escola pública do ano anterior que, na altura, ocupava o 33.º lugar com 13,85 valores.

Além do Conservatório de Música do Porto, na lista das 10 públicas com melhores resultados surgem outras duas escolas artísticas bem conhecidas dos lugares cimeiros da rede pública: a Soares dos Reis, no Porto, em 8.º lugar, e a António Arroio, em Lisboa, em 9.º lugar.

Outra “repetente” é a Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, este ano em 2.º lugar, seguida das secundárias de Monção, Alves Martins, em Viseu, Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim, do Colégio Militar, em Lisboa, da secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, e, em 10.º lugar, a Martinho Árias, em Soure.

Sobretudo no público, as escolas do norte dominam os melhores resultados nos exames. Entre as 223 escolas com desempenhos acima da média nacional, a maioria (61,9%) situa-se nessa zona do país.

Pelo contrário, das 60 escolas públicas com médias abaixo dos 10 valores, uma percentagem idêntica (61,7%) encontra-se em apenas dois distritos: Lisboa e Setúbal.

Este ano, o último lugar do ‘ranking’ geral elaborado pela Lusa é ocupado pela Escola Portuguesa da Guiné-Bissau (privada), onde a média das 121 provas foi 6,66 valores, mas em seguida surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, em Vale da Amoreira, Moita.

Naquela escola da margem sul do Tejo, onde a média foi 7,09 valores, a maioria dos alunos recebe apoio da Ação Social Escolar e só metade consegue concluir o ensino secundário em três anos.

Integrada no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), a secundária da Baixa da Banheira está ainda inserida num quadro de zona pedagógica (QZP) considerado carenciado devido à insuficiência estrutural de professores, um contexto que é partilhado por outras três das 10 escolas com média mais baixa: as secundárias de Odivelas, Camarate (Loures), e Gil Vicente (Lisboa).

Nessa lista, estão também a secundária José Cardoso Pires, em Loures, igualmente inserida num QZP carenciado, a Professor António da Natividade (TEIP), em Mesão Frio, a Escola Portuguesa do Lubango (privada), em Angola, a secundária Jaime Cortesão, em Coimbra e o Real Colégio de Portugal (privada), em Lisboa. 

10 melhores e 10 piores da tabela geral
DistritoEscolaMédia de exame (valores)Média de exame (%)N.º de exames
10 melhores
PortoGrande Colégio Universal16,93169,3%232
PortoColégio Nossa Senhora do Rosário16,59165,9%637
PortoColégio Efanor16,32163,2%348
LisboaAcademia de Música de Santa Cecília16,03160,3%115
PortoColégio Novo da Maia15,92159,2%466
BragaColégio D. Diogo de Sousa15,86158,6%766
LisboaColégio de S. Tomás15,80158,0%450
LisboaSalesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José15,70157,0%974
PortoColégio Nova Encosta15,62156,2%169
CoimbraColégio da Rainha Stª Isabel15,41154,1%475
10 piores
LisboaReal Colégio de Portugal8,7387,3%266
LisboaEscola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa8,7187,1%201
LisboaEscola Secundária de Odivelas8,6186,1%844
CoimbraEscola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra8,4684,6%190
LisboaEscola Secundária de Camarate, Loures8,3983,9%167
EstrangeiroEscola Portuguesa do Lubango7,7777,7%103
Vila RealEscola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio7,7477,4%101
LisboaEscola Secundária José Cardoso Pires, Loures7,7377,3%213
SetúbalEscola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita7,0970,9%170
EstrangeiroEscola Portuguesa da Guiné-Bissau6,6666,6%121
10 melhores e 10 piores escolas públicas classificadas
DistritoEscolaMédia de exame (valores)Média de exame (%)N.º de exames
10 melhores
PortoEscola Artística do Conservatório de Música do Porto14,01140,1%121
LisboaEscola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre, Lisboa13,38133,8%839
Viana do CasteloEscola Secundária de Monção13,38133,8%392
ViseuEscola Secundária Alves Martins, Viseu13,36133,6%2215
PortoEscola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim13,30133,0%1425
LisboaColégio Militar13,09130,9%189
Viana do CasteloEscola Básica e Secundária Pintor José de Brito, Viana do Castelo13,06130,6%155
PortoEscola Artística Soares dos Reis, Porto13,00130,0%1038
LisboaEscola Artística António Arroio, Lisboa12,98129,8%1438
CoimbraEscola Básica e Secundária Martinho Árias, Soure12,96129,6%262
10 piores
SetúbalEscola Básica e Secundária Prof. Ruy Luís Gomes, Almada8,8588,5%316
LisboaEscola Básica e Secundária Dr. Azevedo Neves, Damaia, Amadora8,7587,5%231
SetúbalEscola Secundária Dom Manuel Martins, Setúbal8,7387,3%348
LisboaEscola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa8,7187,1%201
LisboaEscola Secundária de Odivelas8,6186,1%844
CoimbraEscola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra8,4684,6%190
LisboaEscola Secundária de Camarate, Loures8,3983,9%167
Vila RealEscola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio7,7477,4%101
LisboaEscola Secundária José Cardoso Pires, Loures7,7377,3%213
SetúbalEscola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita7,0970,9%170

O conteúdo Ranking: Colégio de Braga no ‘top 10’ nacional, escola de Monção no pódio das públicas aparece primeiro em O MINHO.

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