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Portugal perde terreno na captação de investimento estrangeiro na União Europeia


Portugal voltou a captar investimento direto estrangeiro no primeiro semestre de 2026, após ter registado uma saída líquida de capitais um ano antes. Mas a recuperação não chegou para acompanhar o peso que o país tinha no investimento recebido pela União Europeia.

Segundo o relatório “FDI in Figures”, publicado esta sexta-feira pela OCDE, as entradas líquidas de investimento estrangeiro na economia portuguesa atingiram 7.718 milhões de dólares entre janeiro e junho, contra um saldo negativo de 300 milhões no mesmo período de 2025.

Esta subida coloca Portugal entre as economias que recuperaram a captação de capital externo em 2026, embora o montante tenha ficado 44,3% abaixo dos 13.862 milhões recebidos no segundo semestre do ano passado – os valores são preliminares e excluem as entidades com finalidade especial, veículos usados pelos grupos empresariais para canalizar operações financeiras.

Por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,6 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,2 dólares nos seis meses anteriores.

A dinâmica de Portugal em captar capital estrangeiro também fica aquém da média dos países da OCDE e da União Europeia. Segundo os dados do relatório, o investimento estrangeiro recebido pelos países da OCDE passou de 278,9 mil milhões para 684,4 mil milhões de dólares, um aumento de 145,4%, enquanto na União Europeia avançou de 59,7 mil milhões para 296,8 mil milhões, quase cinco vezes mais.

Estes dois movimentos contribuíram para que Portugal perdesse peso na captação de investimento direto estrangeiro na União Europeia: por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,60 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,20 dólares nos seis meses anteriores.  A quota nacional caiu, assim, 8,6 pontos percentuais, para menos de um quarto da registada no segundo semestre de 2025.

Apesar desta perda de peso no contexto europeu, Portugal recuperou num período em que algumas das maiores economias europeias receberam menos investimento do que um ano antes. É o caso de Espanha, que captou 9.505 milhões de dólares, menos 28,4% em termos homólogos; da Alemanha, que recebeu 31.956 milhões, menos 20,5%; e de França, que atraiu 17.920 milhões, menos 39,8% em termos homólogos.

O montante português ficou próximo dos 7.985 milhões recebidos pela Grécia e dos 8.511 milhões da Suécia, mas abaixo dos 15.915 milhões da Polónia.

A comparação exige, contudo, cautela, dado que a OCDE explica que algumas economias europeias apresentam “grandes flutuações do investimento direto estrangeiro”, associadas a operações de capital e empréstimos entre empresas de grupos multinacionais. Nos Países Baixos, por exemplo, o saldo passou de uma saída de 51.758 milhões no primeiro semestre de 2025 para entradas de 48.033 milhões em 2026, contribuindo para a recuperação europeia.

Os dados da OCDE revelam também um recuou de 86,9% do investimento das empresas portuguesas no estrangeiro em termos homólogos, com esse investimento a passar de 2.820 milhões de dólares no primeiro semestre de 2025 para 369 milhões no mesmo período de 2026.

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Detenido el presunto líder y fundador del movimiento Blocus en España

La Guardia Civil ha detenido hoy en Picanya (Valencia) al presunto fundador y principal impulsor en España del movimiento "Blocus", vinculado a convocatorias difundidas en redes sociales que, bajo la apariencia de protestas estudiantiles, buscaba "llevar a cabo saqueos y actos violentos", según ha informado el Instituto Armado en una nota de prensa.

Según informa la Guardia Civil, al investigado se le atribuye la creación y administración de grupos de Telegram desde los que se coordinaban estas acciones. Desde su perfil, en esta red social difundió un vídeo en el que aparece un encapuchado que se autoproclama líder de "Blocus". Él mismo se presentaba en redes como responsable del movimiento en España.

Los hechos investigados podrían constituir delitos de desórdenes públicos agravados y organización criminal, sin perjuicio de la calificación que resulte de la instrucción.

La actuación ha permitido identificar al presunto principal promotor en apenas unos días, antes de la nueva movilización anunciada para el 31 de octubre en varios lugares de España.

La investigación se relaciona con los disturbios del 24 de octubre en Barcelona, en los que alrededor de 500 personas participaron en los altercados, los cuales tuvieron como resultado numerosos comercios saqueados, incendios y varios detenidos, muchos de ellos menores, según el balance recogido en las actuaciones.

Protestas estudiantiles como cobertura

La captación comenzaba con vídeos en TikTok y carteles, elaborados con carteles de inteligencia artificial y códigos QR, desde donde los interesados eran derivados a grupos de WhatsApp y Telegram y, posteriormente, a canales privados.

Los organizadores pedían difundir los enlaces en grupos de clase y otros espacios del entorno escolar, lo que facilitaba la llegada de las convocatorias a menores de edad.

Los mensajes indicaban acudir con mochilas, material escolar y pancartas para aparentar una reivindicación estudiantil, pero también vestir ropa negra y máscaras para dificultar la identificación. Para los agentes, estas consignas revelan que la protesta se utilizaba como cobertura de acciones violentas previamente planificadas.

Saqueos y propuestas de incendio

Para el 31 de octubre se había previsto reunir a los participantes en un punto general y comunicar después, mediante un chat privado, qué establecimientos carecían de presencia policial. El objetivo era dirigir los saqueos en tiempo real hacia los comercios considerados más accesibles.

En las conversaciones se señalaron joyerías, tiendas de lujo y grandes almacenes. Además, algunos participantes propusieron incendiar comercios e incluso el Ayuntamiento de Barcelona. También se detectaron medidas para borrar mensajes y trasladar las comunicaciones a canales más cerrados.

Intervención antes de nuevas movilizaciones

El seguimiento de fuentes abiertas y canales de mensajería permitió relacionar al investigado con varios grupos de Telegram, algunos sustituidos por otros tras su cierre.

Los investigadores detectaron preparativos para nuevas convocatorias durante las semanas siguientes en Barcelona y otras ciudades españolas. La detención se ha producido mientras se preparaban esas movilizaciones y antes de la convocatoria del 31 de octubre.

Prevención y responsabilidad

La Guardia Civil recuerda que una convocatoria presentada como protesta no ampara saqueos, incendios ni agresiones. Sus promotores y quienes participen en hechos delictivos pueden afrontar responsabilidades penales, con consecuencias especialmente importantes para el futuro de los menores. Se recomienda a familias y centros educativos prestar atención a mensajes que animen a ocultar la identidad, cambiar de punto de reunión o cometer actos violentos.

Captación de menores

La difusión en grupos escolares y el hecho de que la mayoría de los detenidos el 24 de octubre fueran menores de edad evidencian la especial exposición de los adolescentes a estas convocatorias. La Guardia Civil advierte de que promover o participar en actos violentos puede dar lugar a investigaciones por delitos graves y a consecuencias judiciales relevantes, también para los menores, conforme a su régimen específico de responsabilidad penal.

Esta operación ha sido desarrollada por la Jefatura de Información y las Secciones de Información de las Zonas de Cataluña y Comunidad Valenciana de la Guardia Civil.

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Da falida Mt. Gox até à Binance. Os maiores ciberataques de sempre nas criptomoedas


A bolsa de criptomoedas Binance sofreu esta quinta-feira um ciberataque que está a ser descrito como o maior de sempre nas moedas virtuais, que resultou num prejuízo estimado em 6,3 mil milhões de dólares (cerca de 5,6 mil milhões de euros) e levou ao congelamento de mais de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,25 mil milhões de euros) de forma a evitar a retirada de fundos pelos hackers.

A maior plataforma digital de criptomoedas do mundo vai-se chegar à frente para cobrir “todas as perdas decorrentes do ataque”, que teve uma magnitude quatro vezes superior ao da Bybit, em fevereiro de 2025. Nos últimos 15 anos, este setor sofreu uma série de furtos, continuando a levantar questões sobre a segurança do dinheiro dos clientes.

Segundo a agência Reuters, os ciberataques evidenciam as vulnerabilidades da blockchain e das finanças descentralizadas, na qual os utilizadores emprestam, pedem e depositam tokens digitais e contornam os intermediários tradicionais do sistema financeiro, como bancos e empresas de trading.

O especialista em cibersegurança Georgy Kucherin, investigador sénior na Kaspersky, diz que ainda não se pode excluir a hipótese de terem sido exploradas vulnerabilidades. “Estes incidentes mostram que as plataformas de negociação de criptomoedas não estão imunes a ciberataques. Podem ser comprometidas através de diversos vetores, e tanto os sistemas internos como as dependências externas podem servir de superfícies de ataque”, afirma o analista, lembrando que ainda na quarta-feira os utilizadores da Polymarket foram afetados por um ataque.

O portátil de um engenheiro informático terá sido o ponto de entrada dos cibercriminosos na Binance. A maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos.

O investigador da Kaspersky explica que o portátil comprometido de um engenheiro de desenvolvimento e operações (DevOps) da Binance poderá ter permitido a um atacante aceder a um sistema de serviço e submeter transações de levantamento não autorizadas.

Para a empresa de cibersegurança Check Point Software, o “incidente evidencia a necessidade de proteger toda a cadeia de autorização de operações”, desde os equipamentos dos trabalhadores com acessos privilegiados até aos serviços que validam e executam as suas instruções. “O ataque à Binance terá permitido desviar entre 6,3 e 6,36 mil milhões de dólares em criptoativos através de dez redes blockchain. Segundo a TRM Labs, a maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos”, revela a tecnológica norte-americana.

Quais os maiores ciberataques a plataformas de criptomoedas?

  • Fevereiro de 2025 – A bolsa de criptomoedas Bybit, corretora de criptomoedas, registou 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros à cotação atual) em tokens digitais furtados. As criptomoedas foram retiradas de uma “carteira fria” (wallet geralmente armazenada offline e, portanto, supostamente mais segura) que era utilizada para tokens Ether.
  • Março de 2022 – A rede Ronin Network, que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, sofreu um furto de aproximadamente 540 milhões de dólares (na ordem dos 482 milhões de euros) de um projeto blockchain ligado ao jogo online Axie Infinity. Os hackers roubaram cerca de 173.600 tokens Ether e 25,5 milhões de tokens USD Coin (USDC).
  • Fevereiro de 2022 – A Wormhole, uma plataforma de finanças descentralizadas que movimenta ativos, dados e aplicações através de mais de 45 blockchains, teve um assalto de 320 milhões de dólares (286 milhões de euros) em que os hackers roubaram 120 mil tokens digitais ligados à segunda maior criptomoeda do mundo, a Ether. A norte-americana Jump Trading, que no ano anterior havia comprado a empresa por detrás da Wormhole, depois repôs os fundos.
  • Agosto de 2021 – A rede Poly Network, que agiliza transações de tokens, sofreu um ataque a 610 milhões de dólares (545 milhões de euros), embora os cibercriminosos depois tivessem devolvido quase todos os fundos.
  • Janeiro de 2018 – A corretora Coincheck, com sede em Tóquio, sofreu um assalto a uma das “carteiras quentes” (carteira armazenada online) com o objetivo de drenar os fundos, culminando em 530 milhões de dólares (473 milhões de euros) impactados. À data, a Coreia do Sul culpou um grupo de hackers norte-coreanos.
  • 2011-2014 – Também de Tóquio, a bolsa de criptomoedas Mt. Gox foi alvo de um dos primeiros e mais mediáticos ataques informáticos neste mundo das moedas digitais. Ao longo de três anos, foram furtadas bitcoins no valor de quase 500 milhões de dólares (447 milhões de euros). A Mt. Gox, que chegou a processar cerca de 80% das transações globais de bitcoin, declarou insolvência no início de 2014, após o ciberataque no qual aproximadamente 24 mil clientes perderam acesso ao seu dinheiro.
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Campanha de Sanchéz foi atropelada pelo acidente? — Debate

Em menos de nove meses, Espanha sofre o segundo acidente nas linhas ferroviárias de alta velocidade. Será que os problemas de conservação da ferrovia vão ser mais um pedra no caixão de Sanchéz?

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Taxa de desemprego recua em Portugal face a 2025

No mês de setembro, Portugal contabilizava 313 mil pessoas desempregadas, menos 16 mil do que em 2025. Na UE o acréscimo foi de 471 mil pessoas e de 420 mil na zona euro.

O Eurostat considera desempregadas as pessoas sem trabalho que procuravam emprego ativamente nas quatro semanas anteriores
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Vuoi una targa su misura? Sono 600 euro. Il Fisco scopre l’IVA sulla vanità

Vuoi una targa su misura? Sono 600 euro

C’è una celebre battuta cinematografica in cui in esattore delle tasse elenca meticolosamente i tributi dovuti dai cittadini, lasciando intendere che, prima o poi, si sarebbe pagato anche per il solo fatto di respirare. Fino ad oggi, lo Stato si è dimostrato perspicace ma
geometrico. Aveva mappato la nostra intera esistenza con la precisione di un geometra pignolo.

Pensiamoci: lo Stato incassa su cosa mangiamo (e qui l’IVA si diverte a fare lo slalom tra i beni di prima necessità e i peccati di gola), su cosa possediamo (dalla casa alla macchina, passando per qualunque oggetto che abbia l’ardire di occupare uno spazio sul suolo pubblico o privato e perfino cosa lasciamo in eredità. Si, perché il Fisco non ti abbandona nemmeno quando decidi di passare a miglior vita: resta sull’uscio il notaio, a dare un’ultima occhiata ai tuoi averi prima che finiscano nelle mani di figli e nipoti.

C’è un solo territorio rimasto vergine, un’isola felice rimasta miracolosamente fuori dai radar dell’Agenzia delle Entrate: la fantasia. Quella capacità tutta umana di inventare, combinare lettere, sognare e ironizzare. Fino ad oggi appunto. Perché da questo momento lo Stato ha deciso di monetizzare anche l’ingegno e la vanità automobilistica. Seicento euro. Questa è la cifra esatta che ogni cittadino dovrà sborsare se vorrà riscattare la propria auto dall’anonimato delle combinazioni casuali di lettere e numeri imposta dalla motorizzazione. Vuoi che la tua targa parli di te? Vuoi che gridi al mondo il tuo nome, la tua squadra del cuore o un messaggio cifrato? Prego, accomodati alla cassa: sono seicento euro, grazie.

La targa personalizzata diventa così il nuovo status symbol della creatività regolamentata. Un tempo per distinguersi servivano auto sportive o verniciature speciali, oggi basta un bonifico allo Stato per trasformare un banale pezzo di metallo in un manifesto programmatico. L’italiano si sa, davanti a queste sfide burocratiche non si scoraggia, anzi, si esalta. E se il governo pensava di incassare seicento euro offrendo in cambio una rampa di lancio per l’orgoglio personale, non aveva fatto i conti con la sottile arte della protesta ironica. La prima vera genialità, infatti, è già stata registrata. Un cittadino, con encomiabile tempismo e una discreta dose di flemma, ha già prenotato la sua combinazione ideale. Il testo ?: “Z:Z FINIMOLA OB”. Per i non addetti ai lavori della sintassi stradale, quel finale “OB” non è un codice d’errore del sistema e nemmeno un omaggio a qualche oscura sigla provinciale. Significa molto più semplicemente: “Ora Basta”.

La bellezza dell’operazione è sublime nella sua contraddizione. Il cittadino in questione ha pagato la neonata tassa sulla fantasia precisamente per contestare il principio stesso per cui lo Stato continua chiedere denaro. Ha sborsato seicento euro per poter scrivere sulla propria vettura e a caratteri cubitali e legalmente riconosciuti, che è stanco di pagare. E’ il circuito perfetto del contribuente moderno: finanziare il fisco per avere il diritto di dirgli, sul paraurti posteriore, che ha esagerato. Resta da capire se questa mossa aprirà la strada a nuovi filoni letterari da autostrada. Vedremo presto sfrecciare messaggi d’amore, insulti velati ai passati datori di lavoro o riassunti della propria filosofia di vita in sette caratteri? Probabile. Nel frattempo, non ci resta che fare i complimenti al pioniere del “Ora Basta”. Ha dimostrato che la fantasia non si può recintare, nemmeno se le metti una tassa sopra. Al massimo, costa seicento euro e viaggia in corsia di sorpasso.

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Mid-term USA: la volatilità può creare opportunità

Mid-term USA: la volatilità può creare opportunità

Le elezioni di mid-term USA del 3 novembre arrivano in un contesto macro complesso, caratterizzato da un’economia ancora resiliente e da un ciclo degli utili societari solido, ma anche da crescenti pressioni sui mercati obbligazionari, con il Treasury decennale vicino al 5%, il petrolio sopra i $100 al barile, una Fed nuovamente restrittiva e un deficit federale intorno al 6% del PIL.

Non riteniamo tuttavia che il voto sia il principale fattore di pressione sui rendimenti obbligazionari. La nostra lettura è che il rialzo dei tassi sia guidato soprattutto dalla forza dell’economia americana (con una crescita del PIL del terzo trimestre stimata al 3.5% annualizzato – GDPNow FED di Atlanta), più che da un’inflazione fuori controllo: le aspettative di lungo periodo restano ancorate e non emergono significativi effetti di secondo round sui salari.

A questo si aggiungono pressioni strutturali sul mercato obbligazionario: il crescente fabbisogno di finanziamento del Tesoro americano, una domanda estera di Treasury meno solida e l’accelerazione delle emissioni corporate degli hyperscaler per finanziare gli ingenti investimenti nell’intelligenza artificiale, che aumentano la competizione per il capitale disponibile. Il risultato elettorale potrà incidere sulle prospettive fiscali e sul premio per il rischio del debito americano, ma saranno soprattutto crescita, Fed ed equilibrio tra domanda e offerta di obbligazioni a determinare la traiettoria dei rendimenti e, di conseguenza, le valutazioni degli asset finanziari.

In questo contesto, manteniamo una visione moderatamente positiva sui mercati azionari, sostenuta dalla solidità degli utili e dal ciclo di investimenti in tecnologia e infrastrutture. Al di là dei massimi toccati da diversi indici nelle ultime settimane, una parte significativa del mercato ha già attraversato una correzione, con il rialzo concentrato su un numero ristretto di titoli.

Riteniamo che un progressivo ampliamento della partecipazione al rialzo possa rappresentare un importante elemento di sostegno nei prossimi mesi. Riteniamo che eventuali fasi di volatilità legate al voto possano offrire opportunità di acquisto, con una preferenza per Europa e Italia rispetto agli Stati Uniti, grazie a valutazioni più interessanti.

Scenari

Le aspettative di mercato indicano un significativo vantaggio dei Democratici nella corsa alla Camera e una competizione più aperta al Senato. Le previsioni riflettono anche uno scenario di maggioranza democratica in entrambe le camere, sebbene le dinamiche elettorali locali possano ancora riservare sorprese.

* Simulazioni Equita. Valori puramente indicativi.

Per questo motivo, non darei per chiusa la partita del Senato. Se alla Camera il ribaltone è considerato quasi scontato, al Senato i sondaggi tradizionali vedono una corsa leggermente più in bilico, con diversi seggi incerti (anche se le previsioni sono più ottimiste per i Democratici). Per questo uno scenario di governo diviso, con Camera democratica e Senato repubblicano, merita la stessa attenzione del successo pieno dell’opposizione.

In questa configurazione la Camera bloccherebbe nuove leggi di spesa e tagli fiscali e userebbe i suoi poteri di indagine. Il Senato resterebbe però in mano repubblicana, e con esso le conferme delle nomine, compresi i nuovi governatori della Fed: i timori sull’indipendenza della banca centrale non si attenuerebbero. Trump continuerebbe a governare soprattutto per ordini esecutivi, come già fa. I passaggi obbligati, cioè bilancio federale, spesa per la difesa e tetto del debito, diventerebbero terreno di negoziazione serrata, con un rischio più alto di rinvii, finanziamenti provvisori e shutdown rispetto a un Congresso controllato da un solo partito. Più sottili sono le maggioranze, più lunghe tendono a essere le trattative. Va poi ricordato che Trump mantiene ampi poteri esecutivi, soprattutto in politica estera e commerciale, sebbene le recenti pronunce giudiziarie abbiano ridimensionato i margini di intervento unilaterale sui dazi. Le procedure di rimborso già avviate e i vincoli legali rendono meno probabile una nuova escalation tariffaria generalizzata, pur lasciando spazio a interventi mirati su specifici settori e Paesi.

Oltre il voto: la corsa all’AI e l’energia

Due fattori peseranno sui mercati nei prossimi mesi più dell’esito delle midterm. Il primo è la priorità strategica che Washington attribuisce all’intelligenza artificiale. Il segretario al Tesoro Bessent lo ha detto senza giri di parole: nulla conta se la Cina vince la corsa all’AI. Per gli USA la rivoluzione dell’AI non serve solo a sostenere la crescita e a mantenere il primato economico. È la condizione per preservare anche il primato militare. Su questo punto c’è un consenso che attraversa i due partiti: anche ex funzionari delle amministrazioni Trump e Biden concordano sulla necessità di una spinta tecnologica (AI) e energetica per vincere la competizione con Pechino.

La conseguenza per i mercati è rilevante. Con un debito vicino al 100% del PIL e un deficit intorno al 6%, gli USA non possono lasciare che i tassi lunghi salgano in modo disordinato fino a soffocare questo ciclo di investimenti. Il Tesoro ha fatto capire di essere pronto a intervenire per impedire un rialzo disordinato dei tassi lunghi. La via d’uscita più probabile resta abbassare i tassi reali e spostare il finanziamento del fabbisogno sulla parte breve della curva. Questo riduce, a nostro avviso, la probabilità di una correzione marcata degli indici azionari, chiunque controlli il Congresso. Un Congresso democratico potrà chiedere più trasparenza e più tutele sui costi energetici dei data center, ma difficilmente frenerà una corsa considerata di sicurezza nazionale.

Il secondo fattore è l’energia e lo scenario geopolitico, che rimane complesso e caratterizzato da elevata incertezza, soprattutto per le tensioni in Medio Oriente e il protrarsi del conflitto tra Russia e Ucraina, con possibili ripercussioni sui prezzi dell’energia e sull’inflazione. La nostra visione resta tuttavia di cauto ottimismo: riteniamo che i crescenti costi economici e politici dei conflitti possano favorire nei prossimi mesi una graduale de-escalation e l’apertura di soluzioni negoziali. Uno scenario che, se confermato, contribuirebbe ad allentare le pressioni sui mercati energetici e a sostenere la fiducia degli investitori.

Azionario: volatilità di breve, ma fondamentali solidi e valutazioni ragionevoli

Separerei il “rumore” elettorale dal ciclo. Il voto di midterm ha storicamente funzionato come un evento di “chiarimento” dell’incertezza politica. Storicamente, i mesi successivi alle elezioni di metà mandato americane sono stati caratterizzati da una performance positiva dei mercati azionari, sia negli Stati Uniti sia in Europa, con rialzi spesso significativi.

Il governo diviso, in particolare, è storicamente un contesto costruttivo per le Borse: meno leggi significano meno sorprese. Attenzione però al brevissimo: nelle due settimane dopo il voto anche questo scenario ha storicamente coinciso con piccole prese di profitto, perché i mercati devono prezzare mesi di negoziati su bilancio e tetto del debito.

Ci sono poi i fondamentali. La stagione delle trimestrali sta confermando una crescita degli utili robusta, sostenuta dal ciclo di investimenti in intelligenza artificiale, difesa, infrastrutture e reshoring. E le valutazioni europee restano ragionevoli: Wall Street tratta a circa 19x gli utili attesi a dodici mesi, l’Eurozona a 14x, Piazza Affari intorno a 12x.

La nostra view resta moderatamente positiva sull’azionario e un’eventuale debolezza post-elettorale andrebbe usata per accumulare, con una preferenza per Europa e Italia rispetto agli Stati Uniti per ragioni di valutazione. Le nostre convinzioni settoriali per i prossimi mesi:

  • Ciclici rispetto ai difensivi. Banche, Capital Goods e materie prime mostrano un momentum degli utili in accelerazione. Sulle utility manteniamo invece cautela, per l’incertezza su possibili interventi regolatori se i prezzi dell’elettricità dovessero restare elevati a lungo.
  • Banche italiane. Il livello dei tassi continua a sostenere il margine di interesse, le valutazioni restano ragionevoli e la remunerazione degli azionisti è elevata. Sul risparmio gestito riteniamo eccessive le preoccupazioni per una possibile disruption da parte dell’AI: FinecoBank e Banca Mediolanum sono i nostri titoli preferiti.
  • AI ed elettrificazione. Restiamo positivi sui beneficiari degli investimenti in AI lungo tutta la catena del valore, dai cavi e dalle infrastrutture elettriche (Prysmian) ai semiconduttori (STMicroelectronics, Technoprobe). Un Congresso democratico potrebbe introdurre più controlli su permessi e costi energetici dei data center, ma ci aspettiamo che questo rallenti solo marginalmente l’espansione, senza fermarla: la politica sull’AI resta largamente bipartisan.
  • Selettività su software e servizi IT. Privilegiamo i leader nei rispettivi segmenti, in particolare le società che abilitano l’adozione dell’AI e quelle per cui il mercato ha scontato in modo eccessivo il rischio di cannibalizzazione da parte delle soluzioni AI. Segnaliamo Reply, Sesa e Moltiply.
  • Reti e difesa come trend strutturali. Il deficit di potenza dei data center, la scarsità di rame e gli investimenti europei in infrastrutture e difesa sostengono cavi, reti e difesa. Il rafforzamento della spesa militare in Europa e la crescente attenzione alla sicurezza strategica danno visibilità alla crescita del settore, dove confermiamo il posizionamento forte di Leonardo, Fincantieri e Avio.
  • Ancora cautela su consumi e lusso. Inflazione e rialzo dei tassi pesano sui consumi in generale. Nel lusso si aggiunge la debolezza della domanda cinese, con segnali di rallentamento nei mesi estivi da parte di diversi operatori. I nostri titoli preferiti restano Brunello Cucinelli nel lusso, grazie al posizionamento di fascia alta, e Campari nel food & beverage, grazie alla forza degli aperitivi. Nell’healthcare, siamo positivi su Amplifon e DiaSorin.
  • Energia, Commodity e Oro da sovrappesare, anche come copertura dai rischi geopolitici e trend di monetizzazione del debito pubblico USA.

In uno scenario democratico, tra i potenziali beneficiari europei ci sono i settori sensibili ai tassi (materiali da costruzione, rinnovabili, società del risparmio gestito) e più esposti alle tariffe americane. Il beneficio sul fronte commerciale potrebbe tuttavia essere limitato, considerando che le recenti decisioni giudiziarie hanno già ridimensionato alcune misure tariffarie. Una conferma repubblicana premierebbe invece la filiera degli investimenti in data center e le attività esposte alla deregolamentazione energetica, senza necessariamente comportare un significativo peggioramento delle condizioni per l’export europeo.

Obbligazionario: il voto passa dai tassi a lungo termine

Un Congresso democratico rende meno probabili nuove manovre espansive: meno deficit incrementale, meno emissioni, un premio a termine più basso. La storia va nella stessa direzione: dopo un voto che consegna il Congresso all’opposizione di un Presidente repubblicano, la curva americana si è tipicamente appiattita con tassi lunghi in lieve calo. Un Senato democratico avrebbe un effetto aggiuntivo non trascurabile: ogni nuovo governatore della Fed dovrebbe passare dalla sua conferma, attenuando i timori sull’indipendenza della banca centrale.

Con un governo diviso l’effetto sui tassi sarebbe più contenuto. Lo stallo impedirebbe nuove manovre espansive, ma senza aprire la strada a una revisione del fisco, e le nomine alla Fed resterebbero sotto il controllo di un Senato allineato al Presidente. Il premio a termine resterebbe quindi più elevato che nello scenario di vittoria piena dei Democratici. Il passaggio più delicato sarebbe il tetto del debito: un Congresso spaccato rende l’accordo più difficile e una trattativa portata fino all’ultimo giorno potrebbe riaccendere la volatilità sui Treasury nel corso del 2027.

Non bisogna però attendersi miracoli. Il deficit americano è comunque atteso in salita, verso il 6.4% del PIL nel 2027, perché la spesa per interessi e quella obbligatoria corrono da sole. Nell’autunno 2027 tornerà inoltre il tema del tetto del debito. Il vero driver dei tassi resta la Fed: quasi tutto il rialzo del decennale da inizio anno si spiega con il riprezzamento dei Fed Funds. Su questo fronte vediamo segnali di esaurimento: il mercato è arrivato a scontare uno scenario molto aggressivo, le aspettative di inflazione restano ancorate e i salari non stanno incorporando lo shock energetico.

Sul piano strutturale restiamo però convinti di essere in un regime di “fiscal dominance”. Con debito pubblico intorno al 100% del PIL e un costo del debito di questa entità, lo scenario più probabile per gli USA è mantenere i tassi reali bassi.

L’Italia: quale effetto su crescita e PIL

Per l’Italia, ci aspettiamo una crescita modesta ma resiliente: un PIL reale in aumento del +0.8/+0.9% nel 2026 e +0.5% nel 2027, frenato in parte da energia più cara e condizioni finanziarie più restrittive.

Le midterm americane incidono su questo quadro attraverso tre canali:

  • Commercio. Gli Stati Uniti sono il secondo mercato di sbocco dell’export italiano. Meccanica, farmaceutica, agroalimentare, vini e alcolici, moda. L’impatto delle midterm sulle politiche tariffarie potrebbe essere relativamente limitato: la sentenza della Corte Suprema e l’avvio dei rimborsi hanno già ridimensionato parte delle misure introdotte, riducendo il rischio di nuovi aumenti generalizzati dei dazi. Restano possibili interventi settoriali, ma non ci attendiamo cambiamenti sostanziali legati al risultato elettorale.
  • Tassi. Una riduzione del premio per il rischio sui Treasury si trasmette ai rendimenti europei e quindi al costo del credito per famiglie e imprese e alla spesa per interessi dello Stato, con un debito che nel 2027 toccherà il picco intorno al 138% del PIL.
  • Energia. Un Congresso democratico potrebbe frenare la guerra con l’Iran. Un petrolio più basso sarebbe il beneficio più rilevante per un Paese importatore come il nostro, anche se, per i tempi di ripristino della capacità di raffinazione, l’effetto sull’economia reale arriverebbe solo dopo alcuni mesi.

Mettendo insieme questi elementi, la nostra stima indicativa è che lo scenario democratico valga per l’Italia un contributo netto positivo ma modesto. Il contributo verrebbe soprattutto da tassi ed energia, in parte compensati da una domanda americana meno vivace. Il governo diviso si collocherebbe a metà strada, con un impatto sostanzialmente neutro. Sul commercio l’impatto sarebbe limitato, perché i margini della Casa Bianca sui dazi sono già stati ridotti dalla Corte Suprema; sui tassi il beneficio sarebbe minore, ma lo stallo legislativo eviterebbe sorprese negative sulla domanda americana. In altre parole, per la crescita italiana le midterm sono un fattore di secondo ordine rispetto a prezzo dell’energia, politica della BCE e scadenze politiche europee. Le presidenziali francesi della primavera 2027 e, da noi, le politiche del 2027 con la nuova legge elettorale sono elementi di maggiore attenzione.

BTP. Lo spread con il Bund è risalito dal minimo di 59 punti base di gennaio a un’area tra 105 e 120, ma per contagio dalla Francia più che per fattori domestici: oggi l’OAT francese rende più del BTP, un’inversione impensabile fino a pochi anni fa. I fondamentali italiani tengono: deficit 2026 al 2%, possibile uscita dalla procedura per deficit eccessivo, un giudizio di S&P atteso per il 13 novembre con outlook positivo, e la domanda di titoli governativi italiani (sia istituzionale che retail) resta solida. Il voto americano agisce sul BTP soprattutto attraverso il canale dei tassi globali: un calo del premio per il rischio sui Treasury aiuterebbe Bund e BTP.

Conclusioni

Il messaggio per gli investitori è di non farsi guidare dall’emotività del risultato. Nel breve è ragionevole attendersi volatilità. Nel medio periodo, che si tratti di un Congresso interamente democratico o di un governo diviso, una Washington meno capace di approvare nuove manovre in deficit è una buona notizia per i tassi e, per questa via, per le valutazioni azionarie, in particolare in Europa. La differenza tra i due scenari sta più nell’intensità che nella direzione: più beneficio sui tassi con il primo, più stabilità legislativa, storicamente gradita alle Borse, con il secondo.

A sostenere il quadro ci sono due convinzioni che vanno oltre il voto. La prima è che la corsa all’AI è una priorità strategica americana, che nessuna maggioranza al Congresso metterà in discussione e che il Tesoro difenderà anche sul fronte dei tassi. La seconda è che l’usura dei conflitti rende più probabile una de-escalation che un’escalation, pur con una normalizzazione dell’energia che richiederà tempo. Restiamo positivi sulle Borse, con un posizionamento disciplinato e un monitoraggio stretto dei rischi, perché gli scenari restano binari.

Siamo tatticamente positivi sui governativi e sul BTP, che offre un rendimento interessante sul tratto intermedio. I rischi da monitorare: un ulteriore rialzo del petrolio, un rallentamento degli investimenti in AI per l’aumento del loro costo di finanziamento e il rischio politico francese.

*CEO di EQUITA

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Inflação em França sobe para 3,4% em outubro e PIB cai 0,1% no 3º trimestre

A inflação homóloga em França subiu três décimas em outubro, para 3,4%, um máximo desde dezembro de 2023, e o produto interno bruto francês contraiu 0,1% no terceiro trimestre, anunciou hoje o instituto nacional de estatística francês (INSEE).

Segundo dados provisórios do INSEE, a aceleração da inflação homóloga em outubro deveu-se principalmente ao aumento dos preços do gás e do petróleo.

Num comunicado, o INSEE sublinha que os preços da energia aceleraram pelo quarto mês consecutivo em outubro, principalmente devido aos produtos petrolíferos e gás, que subiram concretamente 24,1% em relação ao mesmo mês de 2025, contra 21,3% em setembro.

A subida da inflação também foi impulsionada pelos serviços, com um aumento homólogo de 2,7% em outubro, contra 2,4% em setembro, especialmente devido ao aumento dos preços nos serviços de alojamento e transporte.

Já os alimentos progrediram 1,2% em termos homólogos em outubro, menos duas décimas que em setembro, e isso por uma desaceleração do aumento dos produtos frescos, que de qualquer forma se manteve forte (8%, contra 9,5% em setembro).

A inflação harmonizada homóloga de França, que é a que serve para as comparações com outros países europeus, subiu para 3,8% em outubro, com base nos dados provisórios, mais quatro décimas do que em setembro.

Em relação ao produto interno bruto (PIB) francês, que recuou 0,1% no terceiro trimestre, depois de estagnar no segundo e de cair 0,2% no primeiro trimestre, o INSEE refere que se deveu à retração dos investimentos e à deterioração do comércio externo.

A formação bruta de capital fixo, que mede o investimento, voltou a recuar, com uma queda de 0,6%, após diminuir 0,5% no segundo trimestre, segundo o INSEE.

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Euribor termina outubro com média inalterada a 3 meses, a subir a 6 e a cair a 12 meses

euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,992%, mais 0,019 pontos percentuais que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 3,306%, menos 0,002 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,676%, mais 0,033 pontos.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, também como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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El euríbor rompe su racha al alza en octubre, pero encarece las hipotecas variables más de 1.000 euros al año

El euríbor a doce meses cierra octubre entorno al 3,3%, rompiendo con tres meses consecutivos al alza al registrar una ligera caída respecto a septiembre. Pese al retroceso de este indicador, el más utilizado en España para calcular los créditos hipotecarios variables, las hipotecas variables seguirán al alza, ya que la tasa media del euríbor se sitúa muy por encima de la de octubre de 2025, cuando fue del 2,187%.

De esta manera, para una hipoteca media de 150.000 euros, a 25 años y con un interés del euríbor más el 1%, el incremento anual superará los 1.000 euros. En cambio, si el préstamo es superior, de 300.000 euros, con las mismas condiciones, el alza en las cuotas podría alcanzar los 2.100 euros anuales.

Todavía queda una sesión para que finalice el mes, pero el euríbor de octubre alcanza actualmente esa tasa media provisional del 3,235 %, levemente inferior al 3,247 % de septiembre, cuando encadenó su tercer mes de subidas, y alcanzó su nivel más alto de 2024.

En declaraciones a EFE, el analista de Banco BiG Joaquín Robles, ha explicado que en la evolución del euríbor, "la clave" sigue siendo las perspectivas de inflación y los movimientos de los bancos centrales. Ha recordado que en la eurozona, la inflación sigue subiendo, lo que ha llevado al Banco Central Europeo (BCE) a elevar los tipos de interés en dos ocasiones este año: una en junio, y otra en septiembre.

De cara a final de año, ha indicado Robles, se espera que el banco central vuelva a subir los tipos otros 25 puntos básicos si la inflación continúa al alza.Todo ello, ha aclarado, está afectando directamente al euríbor, que se ha disparado por encima del 3 %, y está provocando un encarecimiento a las hipotecas variables.

De cara a los próximos meses, Robles espera que el euríbor se mantenga por encima del 3%, condicionado por las perspectivas de inflación. "Si seguimos viendo conflictos geopolíticos, el estrecho de Ormuz cerrado y nuevas subidas en la inflación, probablemente veamos más subidas de tipos y por lo tanto más subidas en el euríbor", ha advertido Robles.

Por el contrario, ha asegurado que si hay algún tipo de acuerdo en dichos conflictos, se relajan los precios energéticos y la inflación, se empezará el camino de reducción de tipos y de caída del indicador.

Asimismo, el analista hipotecario de HelpMyCash, Miquel Riera, ha añadido que la pausa o estancamiento que registra el euríbor en octubre podría estar relacionada con el hecho de que el BCE mantenga los tipos de interés este mes. "Sin embargo, su evolución hasta finales de año dependerá, en buena medida, de los conflictos en Ucrania y Oriente Medio y de su impacto sobre la inflación", ha añadido.

Desde HelpMyCash contemplan también dos escenarios para el cierre de 2026, ya que si las tensiones geopolíticas se reducen y la inflación se modera, el euríbor podría bajar hasta el 3% o situarse por debajo de esa cota.

En cambio, si los conflictos se recrudecen y el BCE vuelve a subir los tipos en la última reunión del año, el indicador podría alcanzar el 3,5% a cierre de año.

© Google

El euríbor vuelve a subir y el BCE aprieta: dónde están las hipotecas baratas en julio
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Furiosa AI fecha ronda de financiamento de 620 milhões e reforça equipas de em Portugal

A Furiosa AI, empresa sul-coreana que desenvolve aceleradores de inteligência artificial para inferência com elevada eficiência energética, anunciou o fecho de uma ronda de financiamento Series D de 620 milhões de dólares (547 mil milhões de euros), com uma avaliação pós-investimento de 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros). A ronda contou com a participação dos investidores internacionais Cisco Investments, Infinitum, Jericho Capital, NeoFort Holding, QUDA Capital e Worldline Capital. O Fundo Nacional de Crescimento da Coreia do Sul contribuiu com 280 milhões de dólares (247 milhões de euros). O Export-Import Bank of Korea, a UAMCO e a Hanwha Asset Management entraram como novos investidores.

Os três investidores iniciais da empresa, NAVER, DSC Investment e KDB Capital, voltaram a investir, tal como o KDB, a Nextrans, a Kakao Investment e vários outros investidores das primeiras rondas. O novo capital será aplicado em três frentes: aumentar a produção do acelerador de inferência RNGD, reforçar o ecossistema de software e acelerar o desenvolvimento do chip de terceira geração. A Furiosa AI prevê produzir 20 000 aceleradores RNGD em 2026 e mais do que duplicar esse volume em 2027, para mais de 40 000 unidades.

O chip de terceira geração, em desenvolvimento com a Broadcom e outros parceiros, terá um design multi-die em 2 nm com memória HBM4/4E. Destina-se a executar modelos de fronteira de IA baseados em agentes em grandes clusters.

Lisboa reforça o seu papel como sede europeia

Com este financiamento, a Furiosa AI vai reforçar as equipas de investigação e desenvolvimento (I&D) e comercial em Portugal. Lisboa é, a par de Seul, Silicon Valley e Singapura, um dos locais onde a empresa está a recrutar. A Furiosa AI abriu a sua sede europeia em Lisboa em abril de 2026. O escritório concentra as operações comerciais e o suporte técnico a clientes e parceiros em toda a Europa. Acolhe também uma equipa de I&D dedicada a compiladores e ao desenho de chips, uma combinação de funções que dá a Lisboa um papel na organização global da empresa. Em julho, a empresa deu o primeiro passo na disponibilização do RNGD na Europa, com a instalação de servidores no centro de dados LS2 da Equinix, em Lisboa. Estes servidores permitem às empresas europeias avaliar o desempenho da arquitetura da Furiosa nos modelos de IA mais avançados, com o apoio da equipa de Lisboa.

“Esta ronda confirma a aposta da Furiosa AI em Portugal. Seis meses depois de abrirmos a sede europeia em Lisboa, vamos reforçar tanto a equipa de I&D, em compiladores e desenho de chips, como a equipa comercial que acompanha os clientes europeus. Portugal tem o talento e a energia limpa de que a infraestrutura de IA precisa, e queremos que o país seja o centro de toda a atividade da Furiosa AI na Europa”, diz Nuno Lopes, vice-presidente para a Europa e África da Furiosa AI.

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Portagens vão ficar mais caras já em 2027! Aumento poderá chegar aos 3,82%

Quem utiliza regularmente as autoestradas portuguesas deverá preparar a carteira. As portagens poderão aumentar 3,82% a partir de 1 de janeiro de 2027, segundo os dados provisórios da inflação divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A atualização dos preços tem por base a taxa de inflação homóloga, excluindo a habitação, registada no [...]

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Portugal Ventures conclui saída da Perceive3D após aquisição pela Smith+Nephew

A Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do Grupo Banco Português de Fomento, anuncia a conclusão do processo de desinvestimento na Perceive3D (P3D), startup do seu portefólio de Life Sciences, na sequência da aquisição integral da empresa pela multinacional britânica de tecnologia médica Smith+Nephew (S+N), líder global em ortopedia e artroscopia.

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Portugal Ventures conclui saída da Perceive3D após aquisição pela Smith+Nephew

Banco do Fomento

A Portugal Ventures anunciou a conclusão do desinvestimento na Perceive3D, empresa portuguesa de tecnologia médica adquirida integralmente pela multinacional britânica Smith+Nephew em 2020. O anúncio, divulgado a 29 de outubro, surge na sequência da autorização pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) do sistema TESSA, desenvolvido a partir da tecnologia da startup.

Fundada por João P. Barreto e Rui Melo, a Perceive3D nasceu como spin-off da Universidade de Coimbra e dedica-se ao desenvolvimento de soluções de visão por computador, inteligência artificial e realidade aumentada aplicadas à cirurgia minimamente invasiva. A sua plataforma de navegação para artroscopia permite transpor o planeamento pré-operatório para o contexto cirúrgico em tempo real, com o objetivo de aumentar a precisão dos procedimentos.

Esta tecnologia deu origem ao TESSA — Tracking Enabled Spatial Surgery Assistant —, atualmente integrado no portefólio da Smith+Nephew. Segundo o comunicado, a primeira aplicação clínica do sistema destina-se à reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior do joelho, numa abordagem de navegação intra-articular que a empresa designa por «Cirurgia Espacial». A autorização da FDA foi concedida através da via regulatória De Novo.

A Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do Grupo Banco Português de Fomento, investiu na Perceive3D em 2013, quando a empresa se encontrava na fase pre-seed. Ao longo dos anos, apoiou o desenvolvimento tecnológico, a proteção da propriedade intelectual, a validação clínica e os primeiros projetos-piloto hospitalares.

A aquisição pela Smith+Nephew, em 2020, permitiu acelerar o desenvolvimento industrial e regulatório da tecnologia, de acordo com a nota de imprensa. O comunicado não divulga o valor da aquisição, o montante investido pela Portugal Ventures ou o retorno obtido com a operação, nem detalha as condições da conclusão do desinvestimento agora anunciada.

Para Marco Neves, presidente do conselho de administração da Portugal Ventures, a integração da tecnologia num grupo internacional e a autorização regulatória nos Estados Unidos demonstram o papel do investimento na valorização da investigação científica. «Ver esta tecnologia integrada num líder global como a S+N e agora validada pela FDA confirma o impacto que o capital de risco pode ter na transformação de ciência em inovação», afirma, citado no comunicado.

João P. Barreto, fundador e diretor executivo e científico da Perceive3D, destaca a complexidade do percurso entre a investigação inicial e a chegada ao mercado. “Levar uma tecnologia médica com esta complexidade e sofisticação de TRL 1 a TRL 9, ou seja, dos princípios científicos básicos até à introdução no mercado, foi uma experiência única e com poucos precedentes em Portugal”, refere.

O responsável salienta ainda o contributo da Universidade de Coimbra, da Portugal Ventures, enquanto principal investidor, e da Smith+Nephew, que adquiriu a tecnologia antes da sua comercialização.

Também o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, considera que a autorização constitui um reconhecimento da investigação desenvolvida na instituição. O percurso da Perceive3D, afirma, demonstra “como o conhecimento produzido na nossa instituição pode transformar-se em inovação com impacto global”.

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