❌

Reading view

Análise: Republicanos encontram dificuldades em estados “vermelhos”

Os republicanos estão enfrentando dificuldades não apenas nos chamados estados-pêndulo, mas também em estados tradicionalmente alinhados ao partido — os chamados estados “vermelhos”. A avaliação é da editora de Internacional da CNN Mariana Catacci.

Segundo Catacci, nos últimos dias, o presidente Donald Trump tem cumprido agenda justamente nesses redutos historicamente republicanos, o que reflete a preocupação do partido com a disputa pela renovação do Congresso.

“Além dos estados pêndulo, que já seriam tradicionalmente disputados, outros estados vermelhos, que seriam mais garantidos para os republicanos, as pesquisas também mostram que os democratas estão concorrendo com força”, afirmou Catacci.

Democratas ameaçam domínio republicano no Senado

De acordo com as pesquisas apresentadas, os democratas estão muito bem colocados em estados que costumavam ser considerados território seguro para os republicanos.

Catacci citou o Texas como exemplo emblemático: um dos maiores redutos republicanos nos Estados Unidos, o estado vem registrando afastamento de parte do eleitorado latino em relação a Donald Trump e ao Partido Republicano, motivado, em parte, pela insatisfação com a política migratória.

A editora também mencionou o estado de Iowa, onde um eleitor relatou ter apoiado Donald Trump com a promessa de mais oportunidades para o eleitorado rural.

No entanto, segundo Catacci, o aumento no preço do diesel — consequência do fechamento do estreito de Ormuz em razão da guerra do Irã — elevou os custos de transporte de diversos produtos, incluindo feno, impactando diretamente esse eleitorado em um estado tradicionalmente republicano.

Estados pêndulo e surpresas democratas

Catacci ressaltou que os estados considerados pêndulo, representados em roxo nos mapas eleitorais, continuam sendo palco de disputas acirradas. O Michigan, segundo ela, tem chamado bastante atenção pelo nível de competitividade.

Por outro lado, há estados democratas em que os republicanos também estão se saindo bem. É o caso do Maine, onde a republicana Susan Collins conseguiu se distanciar de Donald Trump e se posicionar de forma mais alinhada ao “establishment”, conquistando espaço relevante na disputa.

O panorama geral traçado pela editora evidencia uma eleição de meio de mandato marcada por disputas em múltiplas frentes, com os democratas liderando as pesquisas e sendo apontados como favoritos para garantir maioria no Senado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Portugal leva 110 empresas à WTM London para reforçar mercado britânico

WTM 2026O Turismo de Portugal participa na feira, de 3 a 5 de novembro, com um stand de 1.025 m², que reúne também as sete Agências Regionais de Promoção Turística. O Reino Unido continua a ser o principal mercado internacional para Portugal, tendo gerado mais de 3,1 mil milhões de euros em receitas turísticas entre janeiro e agosto de 2026.
  •  

El 50º cumpleaños de Victoria de Suecia en el punto de mira tras los 350.000 euros presupuestados para la celebración

La princesa heredera Victoria de Suecia cumplirá 50 años el próximo 14 de julio y, aunque todavía quedan ocho meses para la cita, el país ya se prepara para albergar una gran celebración. Como ya ocurriera en el 80º cumpleaños del rey Carlos Gustavo de Suecia, está previsto un importante despliegue de medios y la presencia de la familia real sueca en su totalidad —y quizás de otros representantes de las monarquías europeas—. Pero ya hay críticas a dicha celebración después de que la ministra de Finanzas del país, Elisabeth Svantesson, confirmase en rueda de prensa una partida presupuestaria especial de cuatro millones de coronas suecas (unos 350.000 euros al cambio actual) para los festejos.

Seguir leyendo

© Jonas Ekströmer/TT (TT NEWS AGENCY)

La princesa Victoria de Suecia durante un viaje a Letonia, el 21 de octubre de 2026.
  •  

‘O sistema do Estado é horrível’: Caraguatatuba é campeã em violência contra a mulher

O relógio se aproxima das onze da manhã quando Alcione senta na poltrona da sala de acolhimento. A mulher, cujo nome homenageia a sambista, está lá para contar sua história que, nos últimos anos, tem sido marcada por ciclos de violência e resistência. Um tormento que se agrava quando o ex-marido, em recusa ao fim do casamento, a ameaça de morte. Uma mulher que reflete milhares de outras Brasil afora, presas a uma espiral de violência enquanto lutam pelo direito de seguirem vivas.

A poucos metros dali, as ondas quebram ao chegarem na faixa de areia, vazia devido à baixa temporada. Estamos em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, o município brasileiro com mais de 100 mil habitantes que possui a maior taxa de mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido à violência física. A taxa média dos últimos dez anos é de 312 casos por 100 mil habitantes, o triplo do estado de São Paulo, segundo levantamento feito pela Agência Pública a partir de dados do DataSUS de 2016 a 2025.

Além de estar no topo do ranking das cidades com a maior taxa de violência física, Caraguatatuba também é o município paulista com mais de 50 mil habitantes com a maior taxa de tentativa de feminicídio: foram 24 entre 2021 e 2025, quase cinco por ano, segundo dados do Ministério da Justiça. Apesar disso, os feminicídios estão abaixo da média: foram seis no mesmo período. Um indício de que a cidade pode estar conseguindo acolher mulheres vítimas de violência, impedindo que cheguem a ser assassinadas.

“A institucionalidade na prevenção à violência contra as mulheres previne mortes. Quanto mais equipamentos você tem, menor a chance  do agravamento dessa violência intrafamiliar, que é o feminicídio”, analisa a demógrafa Jackeline Ferreira Romio, que pesquisou o cenário do feminicídio no Brasil a partir de dados do sistema de saúde.

Apesar de evitar mortes, os equipamentos públicos não têm sido eficientes na prevenção inicial da violência, atuando de forma reativa, quando a mulher já corre risco grave. Medidas protetivas seguem sendo negadas e, quando concedidas, violadas. Mesmo equipada com aparelhos públicos voltados para a proteção das mulheres que vão desde Conselhos, delegacia especializada, centros de acolhimento e aplicativos de denúncia, Caraguatatuba ainda não viu os números de agressões e tentativas de feminicídio caírem. Falta algo.

Alcione relata que o comportamento controlador do marido se agravou no segundo ano de casamento. Àquela altura, João*, retomou um antigo vício em álcool e outras drogas e, desempregado, começou a vender os móveis da casa para sustentar a dependência. Quando o marido quis vender a bicicleta que haviam comprado juntos, ela pediu para que ele saísse da casa, que era dela.

Ele saiu, mas pouco tempo depois, apareceu no portão de Alcione. Chorando, disse que estava dormindo na rua e pediu ajuda para se alimentar. Com pena, ela permitiu que ele entrasse, ofereceu banho e comida. O clima amigável mudou quando ela se recusou a reatar o relacionamento.

“Ele me aferiu um tapa na cara, um tapa muito forte. Eu fui até a cozinha chorando, ele foi me acompanhando e disse ‘Não chora, porque esse tapa não doeu. Vai doer agora, porque eu vou pegar uma faca e te matar’”.

A mulher correu até a casa da frente, onde mora sua mãe, e pediu ajuda aos familiares presentes. João conseguiu fugir. No dia seguinte, Alcione buscou atendimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Caraguatatuba. Mesmo sendo uma unidade especializada em violência contra mulheres, sentiu-se desrespeitada: foi atendida por uma funcionária da prefeitura que não demonstrou preparo em acolhê-la.

“Uma pessoa grossa. Fazia perguntas como se eu fosse a culpada. Saí de lá humilhada. Tive vontade de desistir.” Após a mobilização de Alcione e outras vítimas, a funcionária foi retirada da delegacia e uma assistente social a substituiu.

Alcione foi ameaçada de morte pelo ex-marido, mas conseguiu sair do ciclo de dor e violência.

Para Márcia Coelho, presidente do Conselho da Mulher de Caraguatatuba (CMDMC), as mudanças recentes na Delegacia de Defesa da Mulher melhoraram o acolhimento, mas ainda há dinâmicas sistêmicas que prejudicam a experiência de quem busca atendimento: “O sistema do Estado é horrível. É uma coisa fria. Na sala de espera há um balcão com vidro e você tem que falar ali na frente de todo mundo”, explica.

As caraguatatubenses que sofrem qualquer tipo de violência de gênero durante os finais de semana ou feriados precisam aguardar até o próximo dia útil para que possam buscar atendimento especializado. Isso porque a Delegacia de Defesa da Mulher do município, assim como 75,8% das DDMs do país, atende apenas de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. A alternativa oferecida pelo Governo do Estado é uma Sala DDM 24h, que opera dentro de uma delegacia comum. O problema é que as agressões são mais frequentes quando o homem está em casa – à noite ou no final de semana.

Segundo a vereadora Cássia Gonçalves de Jesus (PT), a experiência nessas salas pode agravar o estado emocional da mulher, pois “o acolhimento é feito pelo mesmo delegado, o mesmo plantonista. Não são pessoas especializadas. Escutamos muitos relatos de mulheres que sofreram outra violência durante o atendimento”, explica.

Crime crescente no Brasil e em São Paulo

No estado, houve um aumento de 22,2% nos casos de feminicídio entre 2023 e 2025 (saindo de 221 mortes de mulheres para 270) – um aumento três vezes maior do que a média nacional (de 6,3% no período).

Em sua campanha eleitoral, o governador Tarcísio de Freitas, reeleito com 62,6% dos votos, trouxe a segurança da mulher como um de seus focos. Ele promete o “fortalecimento da rede”, aumentar em três vezes o número de Delegacias de Defesa da Mulher 24 horas, a expansão do aplicativo SP Mulher Segura e a continuidade da Patrulha SP Mulher Segura.

As promessas de campanha, no entanto, não condizem com o que foi feito nos primeiros quatro anos de governo. Tarcísio deixou de destinar R$ 35,7 milhões entre 2023 e 2025 para as Delegacias de Defesa da Mulher e para a Secretaria de Política para as Mulheres, segundo dados compilados pela Agência Pública.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deixou de destinar R$ 35,7 milhões entre 2023 e 2025 para programas de proteção às mulheres.

“No ano passado, por exemplo, menos de 30% do recurso destinado ao enfrentamento da violência contra a mulher foi aplicado no estado. Ou seja, mais de 70% do que estava disponível não foi investido”, critica a vereadora.

Cássia explica que parte do alto índice de agressão à mulher em Caraguatatuba tem relação com o fato de a cidade ser muito desigual e violenta. O município também lidera o ranking da maior taxa de mortes violentas do estado, concentrando 17,6 mortes a cada 100 mil habitantes, conforme dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os altos índices refletem as fragilidades estruturais e a desigualdade socioeconômica do município, acentuadas pela escassez de investimentos estatais e por um déficit histórico de políticas habitacionais e de infraestrutura pública, como analisa a vereadora.

“Se você pegar o mapa da violência em Caraguatatuba, vai ver que ela se concentra na região sul, onde vive mais de 50% da população, majoritariamente a classe trabalhadora. É a área onde os equipamentos públicos são mais ausentes e onde falta o braço do Estado para garantir direitos básicos, como moradia. Isso também impacta a violência – que recai sobre as mulheres.”

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirma que, assim como a Delegacia da Mulher, a Sala DDM permite registrar ocorrências, solicitar medidas protetivas e receber orientações, prezando por um atendimento em ambiente reservado, com sigilo e escuta qualificada. A instituição destaca o aumento das prisões em flagrante por violência doméstica e o crescimento dos investimentos em políticas para mulheres, mas não comenta porque quase R$ 36 milhões deixaram de ser investidos nos últimos quatro anos.

Em nota, a prefeitura de Caraguatatuba diz que o município segue os fluxos oficiais de notificação e conta com uma rede de proteção que integra serviços de assistência social, saúde e segurança pública, entre outros. Sobre a profissional mencionada por Alcione, informa que ela deixou de integrar a equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em julho de 2026. Por fim, reconhece que a existência de serviços não é suficiente para eliminar a violência e afirma que busca aprimorar os fluxos de atendimento, a integração entre os serviços e as ações de prevenção e proteção às mulheres.

Violência patrimonial

Na contramão da declaração de Cássia, Marília* teve uma experiência positiva quando buscou a delegacia de polícia do município para denunciar uma ameaça de feminicídio de seu marido.

Ainda jovem, se apaixonou por um homem mais velho vindo de uma família rica. Como prova de seu amor, na hora de assinarem os documentos oficializando o casamento, concordou com uma união com separação total de bens. O que ela viria a descobrir depois é que, junto da união, havia assinado também um acordo que eximia o parceiro de arcar com qualquer tipo de gasto relacionado a ela, nem mesmo gastos para alimentação.

Não demorou para se ver presa em um casamento pautado pelo dinheiro. Ao longo dos anos, dividida entre cuidar do filho e reformar os imóveis do marido sem qualquer remuneração, definhou em uma espiral depressiva. A situação se arrastou até o início do segundo semestre de 2026, quando ele se recusou a pagar um tratamento psicológico para Marília.

Para ajudá-la, o filho do casal, um adolescente de 17 anos, se prontificou a ir até o pai e convencê-lo a mudar de ideia. Depois desse encontro, Marília estranhou a insistência do menino para que a mãe não voltasse para casa. Inquieta, questionou o porquê até que o jovem falasse a verdade.

“Ele foi pra cima do meu filho, falando que, quando eu chegasse, ele daria uma facada em mim. Assim que ouvi aquilo decidi fazer o B.O [boletim de ocorrência]. Não tenho família para pedir ajuda, queria só que, caso ele me matasse, a polícia soubesse quem foi”.

Uma cidade de contrastes: de um lado, lindas praias, de outro, recorde em violência contra a mulher

Na delegacia, mãe e filho foram encaminhados para atendimento psicológico e psiquiátrico, serviços que acessam até hoje. As consultas ajudaram Marília a entender que estava vivendo violência psicológica e patrimonial.

Contempladas pela Lei Maria da Penha desde sua criação em 2006, a violência psicológica e a patrimonial são reconhecidas como formas de violência doméstica. A violência psicológica caracteriza-se por condutas que causem dano emocional, diminuam a autoestima ou busquem controlar, limitar ou perturbar as ações, comportamentos, crenças e decisões da vítima. Atualmente, determinadas condutas dessa natureza podem configurar o crime autônomo de violência psicológica contra a mulher, previsto no o Código Penal, cuja pena é de reclusão de 6 meses a 2 anos e multa, salvo se o fato constituir crime mais grave.

Já a violência patrimonial consiste na retenção, subtração, destruição parcial ou total ou apropriação de bens, valores, documentos pessoais, instrumentos de trabalho, direitos ou recursos econômicos da mulher. Diferentemente da violência psicológica, não existe um único crime denominado “violência patrimonial”, de modo que a conduta praticada poderá configurar crimes diversos, como furto, apropriação indébita, dano ou estelionato. Ambas violências podem ser sofridas simultaneamente e, mesmo que a agressão física não ocorra, devem ser denunciadas.

‘O ideal seria o agressor sair imediatamente’

Além do amparo para a saúde mental, mãe e filho foram encaminhados para a Casa de Acolhimento Provisório. O espaço, criado em 2023, é destinado a mulheres em situação de violência sem risco iminente de morte, acompanhadas ou não de filhos menores de 18 anos. O acesso ocorre mediante encaminhamento da delegacia ou do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e o tempo de permanência é de 15 dias podendo ser estendido por mais 15 dias. Dentro desse prazo, a vítima precisa encontrar uma nova casa.

Sônia Cordeiro, diretora da Divisão de Proteção Especial da Secretaria de Assistência Social de Caraguatatuba, conta que a moradia é o principal desafio no rompimento do ciclo da violência doméstica. “Elas vão para a casa de acolhimento porque o agressor continua no domicílio, mas não é uma residência permanente e muitas não possuem renda própria para irem para outro lugar. Hoje o Governo do estado oferece uma ajuda de R$ 500, mas é um valor baixo, não dá pra custear um aluguel”.

Jackeline esclarece que esses mecanismos são importantes, mas ainda se limitam a soluções primárias: “Não são o melhor para a mulher, mas é o melhor que podemos oferecer hoje. O ideal seria o agressor sair da casa imediatamente, deixando ela para a mulher e o filho. O Estado ainda oferece apenas o básico. É triste pensar que, para manter mulheres vivas, estamos ofertando apenas estratégias mínimas”.

Marilia e o filho voltaram a morar em uma das casas reformadas por ela. Sem renda, a mulher começou a trabalhar como motorista de aplicativo, mas ainda não ganha o suficiente para sustentar os dois.

“Muitas vezes eu saio desesperada pra trabalhar, pra comprar comida pro mesmo dia. O que mais me dói é ver meu filho vender os brinquedos que ele coleciona pra me ajudar a comprar nossas coisas. Ele podia continuar com o pai e ter tudo, mas preferiu ficar comigo comendo pão com mortadela”, diz, emocionada.

A medida que falha em proteger

Com o apoio das assistentes sociais, Marília foi até o Ministério Público solicitar uma medida protetiva de urgência. O promotor negou o pedido sob a alegação de que se ela não estava fisicamente machucada, não havia justificativa para a proteção.

“Eu falei pra ele: ‘Olha, eu preferia que o meu marido me espancasse e eu parasse num hospital, do que eu passar esses 20 anos de abuso psicológico, tomando vários remédios. Até suicídio eu tentei, porque não achava saída’. O que mata o ser humano é essa comparação. Como eu vou mensurar o tamanho da dor que cada mulher está sentindo?” Marília desabafa.

Manifestação em São Paulo em comemoração dos 20 anos da lei Maria da Penha.

A segunda solicitação foi aceita. Agora, ela e o filho possuem uma medida protetiva provisória que vigora até novembro deste ano. Desde que foi concedida, o marido mudou-se para outra cidade. Com medo do que pode acontecer caso a medida não seja renovada, Marília vai semanalmente à Defensoria Pública pedindo uma atualização, mas voltava para casa com a mesma resposta.

“Toda vez é um estagiário diferente e eu tenho que contar a mesma história de novo e de novo. Isso já é violento. No fim, eles falam que eu tenho que esperar e que deveria voltar quando faltasse quinze dias pro prazo acabar. Eu e meu filho temos medo. Eu sei que ele tá esperando o prazo acabar pra vir atrás da gente”. Os únicos momentos em que Marília chora são ao falar do filho e do medo que tem do que o marido pode fazer contra os dois.

Em nota, a Defensoria Pública afirma que o atendimento a mulheres em situação de violência doméstica é considerado urgente e segue um protocolo que prevê o relato dos fatos uma única vez, para evitar a revitimização. As medidas protetivas são acompanhadas e, quando provisórias, é feito um agendamento do retorno antes que o prazo acabe, para reavaliar a situação de risco e adotar as providências necessárias à continuidade da proteção.

Em 2025, Alcione também conseguiu uma medida protetiva provisória que, na época, precisava ser renovada a cada dois meses. Assim que foi notificado sobre a proibição de aproximação, João passou a persegui-la. Em uma das vezes, entrou na casa de Alcione e tentou estuprá-la.

O agressor chegou a passar cinco meses preso, mas, assim que foi solto, retomou as tentativas de assédio. Cada invasão foi registrada pelas câmeras de segurança da casa e pelo acionamento do Botão do Pânico – aplicativo que aciona a Guarda Civil Municipal automaticamente. Nenhuma delas foi considerada no primeiro julgamento. Após duas audiências, João segue respondendo por seus crimes em liberdade.

“Eu estou revoltada, porque foi uma luta. Todas as vezes que ele ia lá, eu tinha que ir na delegacia, para mim também era humilhante. E hoje ele está solto sabendo que, provavelmente, não vai ter nada. Eu acredito que a justiça vai chegar”, Alcione diz, decidida.

Em 2025, para cada um dos 1.571 feminicídios no país, houve 2,7 tentativas de feminicídio e 84 descumprimentos de medidas protetivas de urgência foram registrados. Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera as denúncias de tentativas de feminicídios – das 4.189 tentativas totais, 757 foram no estado – e fica em segundo lugar nos descumprimentos de medidas, com 22.820 casos, atrás apenas do Paraná, com 23.220 infrações.

Na visão de Jackeline, também falta, a nível nacional, um plano de reabilitação para os agressores: “A gente não tem um serviço de psicologia social voltado à readaptação desse homem violento para relações harmônicas e não patriarcais. Não basta esperar que a vítima saia da violência. A gente precisa responsabilizar o agressor para que novas violências não aconteçam”.

Caraguatatuba ainda enfrenta o problema estrutural de um governo que, há décadas, não volta seus olhos para as demandas da população feminina. É o que devende a vereadora: “São governos de direita que não enxergam esse tema como central na construção de uma sociedade. É a estrutura machista e patriarcal que se não conseguirmos romper, não vamos avançar. Temos que botar o pé na porta e falar: ‘É necessário olhar pra isso, porque precisamos seguir vivas”.

Onde buscar ajuda

Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher. Gratuito, 24 horas. Orienta sobre direitos, recebe denúncias e indica serviços de atendimento próximos. Também atende pelo WhatsApp: (61) 9610-0180. 

Ligue 190 — Em caso de emergência, risco imediato ou violência acontecendo naquele momento, acione a Polícia Militar. 

Delegacia da Mulher — Para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência. Na ausência de uma delegacia especializada, busque uma delegacia de polícia. 

Casa da Mulher Brasileira e Centros de Referência (CRAM/CRAMS) — Oferecem acolhimento e podem reunir atendimento psicológico, social, jurídico e outros serviços da rede de proteção. 

Serviços de saúde — UBS, UPA e hospitais também podem acolher mulheres em situação de violência. Em casos de violência sexual, procure atendimento o quanto antes.

  •  

Famalicão vai a Leiria sentar-se à mesa dos crescidos

Famalicão faz história e está na final four da Taça da Liga. Ainda, a polémica despenalização de Durán, CR7 mais perto do golo 1000 e as palavras de Rui Borges que revela que o filho foi "enxovalhado"

  •  

El miedo de los colonos israelíes a un Gobierno con los partidos árabes: “Nadie nos protegerá”

Un enorme y ya descolorido póster electoral del ministro de Finanzas, Bezalel Smotrich, recibe al visitante tras atravesar el portón de seguridad de la colonia israelí de Efrat, en Cisjordania. El gesto sonriente y confiado del líder ultraderechista choca con el semblante preocupado de los habitantes de este asentamiento cuando salen a relucir los resultados de las elecciones legislativas del martes.

Seguir leyendo

Vista de Efrat, colonia israelí de Cisjordania, el 29 de octubre de 2026.Dovi Shefler, presidente del Consejo de la colonia de Efrat, en su despacho, el 29 de octubre de 2026.

© RONEN ZVULUN (REUTERS)

Vista de la colonia israelí de Efrat, en Cisjordania.
  •  

Una lectora: “No podemos normalizar que viajar en transporte público se convierta en un acto de fe”

Familiares de desaparecidos en el accidente de trenes, en el polideportivo de Urda (Toledo), este miércoles.

Con un saldo insoportable de vidas rotas, la tragedia ferroviaria de Toledo nos devuelve de golpe a la más cruda realidad: no podemos normalizar que viajar en transporte público se convierta en un acto de fe frente a fallos evitables y cadenas de negligencias. Confiamos en una red que, ante la primera brecha, delega toda la responsabilidad en el factor humano bajo presiones incomprensibles. La modernidad de un país no se mide solo por la velocidad de sus trenes, sino por la firmeza con la que prioriza la seguridad por encima de cualquier urgencia operativa. Exigir transparencia y responsabilidades hasta el final no es solo una deuda con las víctimas y sus familias, sino la única manera de rescatar la confianza en unas infraestructuras públicas que hoy nos duelen en el alma.

Seguir leyendo

  •  

Ocho novelas sobre las relaciones entre padres e hijos y las herencias familiares envenenadas

Siete novelas y una novela gráfica publicadas en 2026 que invitan a sumergirse en las no siempre fáciles relaciones familiares.

Hay quien hereda bienes inmobiliarios y quien, por el contrario, a falta de dinero, lo único que hereda son traumas familiares. Los primeros son más ricos (al menos económicamente). Los segundos lo pueden ser a nivel narrativo, porque sus historias, personales e individuales, crecen en las páginas de los libros hasta interpelar, emocionar y remover en su sillón a cualquier lector; hasta hacerse universales.

Seguir leyendo

'Principio, medio, fin' (Feltrinelli):

Una madre y su hija adolescente llegan a Sicilia buscando recomponerse, reconocerse y reencontrarse tras una separación. Sus voces incluyen a las de otras dos mujeres: una desde la distancia —la abuela, que parece estar perdiendo la memoria—; la otra desde el pasado —la bisabuela, emigrante siciliana en México—. Con esta genealogía femenina, el paisaje de la isla y las erupciones volcánicas de fondo, Valeria Luiselli teje una obra inclasificable, llena de poesía y de luz, en la que combina mitología, memoria, reflexiones sobre la escritura y la literatura, sabias divagaciones sobre la tarea de maternar y educar, brillantes escenas y conversaciones madre-hija y su habitual maestría para jugar con los siempre difusos límites entre la realidad y la ficción. Una auténtica genialidad para disfrutar sin prisas.

'Primero llega el silencio' (Impedimenta):

Una mujer ve cómo se aleja y se tensa la relación con su hija mientras, a la vez, mantiene una conflictiva relación con su madre. Las tres tienen algo en común, una herencia envenenada sepultada bajo toneladas de silencio: son hijas únicas y sus padres las abandonaron (o se separaron de sus madres). Dora, el eslabón intermedio de esta tríada de mujeres, una mujer que busca el amor —a la vez que lo rehúye— en relaciones por correspondencia en Facebook mientras intenta no ser para su hija lo que un día fue para ella su madre, es la narradora de esta historia que oscila entre el presente y los recuerdos simbólicos del pasado. La escritora rumana Iona Maria Stancescu (con traducción de Marian Ochoa de Eribe) se presenta en España con una escritura íntima, un punto irónica, por momentos poética y metafórica, que desgrana con acierto las siempre delicadas relaciones entre madres e hijas.

'A flor de piel' (Tránsito):

Una niña con problemas en la piel que no deja de llorar y que se la arranca a tiras. Una madre joven, sola, superada por los gastos, el trabajo y los cuidados, que tiene en el tequila el único remedio para aguantar, para no dejarse caer en la locura que es la crianza de su hija. Ellas dos son las protagonistas principales. Y a ellas dos se suma un elenco de secundarios (abuela, tía, amigas de escuela, amantes ocasionales, médicos, etcétera) que de una u otra forma las empujan al abismo que es esta novela corta brutal, adictiva, dueña de una atmósfera asfixiante. La escritora mexicana Nora Muñiz debuta con este cuento de terror que se lee de un tirón y que convierte al lector en un animal sediento, voraz, incapaz de dejar de seguir el rastro de la sangre.

'¿Dónde están los adultos?' (Gatopardo Ediciones):

Con la capacidad para detectar las crisis que atenazan a buena parte de las sociedades occidentales, y que ya demostró en sus títulos anteriores, y la causticidad que caracteriza a su escritura, la autora noruega Nina Lykke se mete en esta ocasión en la piel de una psicóloga próxima a los sesenta tan perdida o más que sus pacientes. Ida sigue hablando con su madre muerta (con la que tuvo una relación cuanto menos difícil), ha sido abandonada por su segundo marido y su hijo mayor ha cortado toda relación con ella sin motivo aparente, impidiéndole disfrutar de su nieta. Más allá del interesante estudio de esa figura materna y de los conflictos intergeneracionales, la autora acierta al poner el foco sobre el hijo de la protagonista —paradigma de una generación cuidada entre algodones, frágil, eternamente adolescente—, que fracasa en su papel de hijo a la vez que naufraga en su rol como padre. Traducción de Ana Flecha Marco.

'Radio Sarajevo' (Libros del Asteroide):

La primera víctima de toda guerra es la infancia. Y de eso da fe este magnífico libro del autor bosnio Tijan Sila (con traducción de Javier García Albero), que desprende verdad y sensibilidad en su narración autobiográfica de la pérdida del paraíso y de la inocencia en mitad de un conflicto armado devastador como la guerra de los Balcanes. El texto refleja también a la perfección la relación del autor con sus padres en mitad de la contienda, la desesperación y la incapacidad de ambos en un contexto que les era completamente ajeno (profesores universitarios inservibles para la batalla) y el fracaso de la mano dura y la violencia como estrategia educativa, un recurso cotidiano en los noventa —especialmente, por lo visto, en la Sarajevo de entonces— que, como deja entrever Sila en sus memorias, dejó en el alma de aquellos niños tantas secuelas como las bombas.

'La vida imaginada' (Muñeca Infinita):

Steve Mills, un hombre de mediana edad, casado y con un hijo, regresa a su infancia para —a través de familiares y compañeros de su padre— entender por qué su progenitor dilapidó una prometedora carrera académica y desapareció de su vida sin dejar rastro cuando apenas contaba 12 años. Lo hace mientras él mismo está a punto de hacer descarrilar la vida que ha construido, envenenado por esa herida primal, por ese duelo jamás curado. Andrew Porter (traducción de Ce Santiago) construye una preciosa y conmovedora novela que pide ser degustada a pequeños sorbos sobre el trauma que supone perder el paraíso de la infancia antes de tiempo —y más aún a costa de tu padre, que supuestamente debería velar por él—, sobre la necesidad de entender para perdonar —para seguir viviendo sin arrastrar a otros con la herencia que cada cual carga sobre sus hombros— y sobre la escritura como herramienta terapéutica en ese doloroso proceso.

'Cuando seas feliz, golpea tú primero' (Impedimenta):

Tras emocionar con ‘El verano en que mi madre tuvo los ojos verdes’, su maravillosa novela sobre una turbulenta relación madre-hijo, la escritora moldava Tatiana Tibuleac se adentra ahora en otra relación familiar, en este caso entre una hija y su padre periodista, bebedor, lector voraz y progenitor ausente. “No digo que mi padre no me quisiera. Solo digo que me habría querido más si entre nosotros no hubiera habido malentendidos. Si yo no hubiera sido una mujer, sino un libro”, afirma Mila, la narradora protagonista de ese complejo vínculo que ejerce de columna vertebral de una novela terriblemente dura, menos luminosa que su predecesora, más compleja quizás, pero igualmente provocadora y capaz de remover a los lectores. De esa columna en un viaje incesante entre el presente y el pasado, surgen además otros temas como el duelo por la madre perdida, la amistad o la soledad y la precariedad del exilio. Traducción de Marian Ochoa de Eribe.

'Maravilloso' (Garbuix Books):

El autor de cómic francés afincado en Barcelona Cookie Kalkair da forma a una emotiva y personalísima novela gráfica protagonizada por un hombre adulto, recientemente convertido en padre, que, desde Canadá, ha puesto tierra y océano de por medio con su propio progenitor, con el que mantiene una difícil relación. Sin embargo, cuando este último sufre un ictus en Burdeos que le deja sin apenas capacidad para hablar, esa distancia física se irá diluyendo poco a poco; y también la que el protagonista mantiene con la familia que formó su padre tras separarse de su madre. Una conmovedora historia sobre una relación padre-hijo en la que la enfermedad y los cuidados actúan como catalizadores de un reencuentro y un renacer del amor paternofilial que parecía improbable. Traducción de Carme Rosselló.
  •  

Los derechos retroceden en África occidental: pena de muerte, persecución de homosexuales y arrestos arbitrarios

Los derechos y libertades están en retroceso en África occidental. Ocho años después de su abolición, Burkina Faso acaba de reinstaurar la pena de muerte para delitos como la alta traición, el terrorismo o actos de espionaje. Hace un año, incluyó a la homosexualidad en la categoría de delitos con pena de cárcel, mientras su vecino Senegal endurecía hasta los ocho años de prisión los castigos contra los gais. Tanto en Burkina Faso como en Malí y Níger, el arresto y encarcelamiento de periodistas y activistas se ha convertido en moneda corriente. Hace apenas una década, esta región presumía de ser la excepción democrática de África. En la actualidad, nada menos que seis de sus 15 países están gobernados por militares o viven bajo regímenes autocráticos.

Seguir leyendo

© Anadolu (Anadolu Agency via Getty Images)

El presidente de Burkina Faso, Ibrahim Traoré (izq), se reúne con el presidente de Malí, Assimi Goïta, en Bamako, en noviembre de 2022.
  •  

La señora de los anillos: el COI de Coventry se deshace de las Comisiones

El pasado 16 de octubre, en el marco del proceso Fit for the Future, la presidenta del Comité Olímpico Internacional, Kirsty Coventry, anunció, tras meses de suspense, la supresión de doce comisiones del COI. En lugar de ellas se crearán grupos de trabajo constituidos ad hoc, más flexibles y sin ningún ánimo de permanencia temporal. En principio, la medida resulta razonable: menos burocracia, más agilidad y un ahorro nada despreciable para las arcas del COI. Hasta aquí, todo parece correcto. Sin embargo, conviene analizar en detalle lo que hay detrás del discurso de la eficiencia.

Seguir leyendo

© Louisa Gouliamaki (REUTERS)

La presidenta del COI, Kirsty Coventry, cuando fue electa presidenta de la organización.
  •  

La suspensión de las fiestas de Halloween en los colegios abre un debate entre familias y profesores: “El luto no se impone”

Niños disfrazados en Barcelona en una imagen de archivo.

“Estimadas familias y alumnado: Ante los tres días de luto oficial decretados por la Comunidad de Madrid, del 29 al 31 de octubre, tras el accidente ferroviario ocurrido ayer en Urda, os informamos de que queda suspendida la celebración de Halloween prevista para mañana, viernes”. El mensaje del Instituto Ramiro de Maeztu de Madrid pasó de emails a grupos de padres y desembocó en conversaciones familiares sobre el luto, la muerte y la gestión de las frustraciones. Sucedió lo mismo en decenas de centros de primaria y secundaria de toda España. Algunas fiestas locales han sido igualmente suspendidas.

Seguir leyendo

  •  

Fujimori elogia en El Salvador la receta de seguridad de Bukele: “Es un faro de esperanza para Latinoamérica”

La presidenta peruana, Keiko Fujimori, anunció este jueves en El Salvador que construirá nuevas cárceles inspiradas en el modelo de mano dura de Nayib Bukele y que pretende adoptar algunas de sus severas medidas de aislamiento y control de los reclusos. El anuncio se produjo después de que la mandataria recorriera el Centro de Confinamiento del Terrorismo (Cecot), la megacárcel convertida en símbolo de la política de encarcelamiento masivo con la que Bukele ha combatido a las pandillas. Fujimori busca incorporar parte de esa estrategia a su ofensiva contra el crimen organizado en el Perú.

Seguir leyendo

© Rodrigo Sura (EFE)

Keiko Fujimori y Nayib Bukele tras firmar un acuerdo de cooperación este jueves en la Casa Presidencial, en San Salvador.
  •  

El pueblo de Granada donde Lorca pasó su infancia y que inspiró 'La casa de Bernarda Alba'

Federico García Lorca es una de las figuras más importantes de la historia de la literatura en España, y nueve décadas después de su muerte en la Guerra Civil, su figura sigue siendo ampliamente celebrada. Los últimos en homenajear al autor han sido Los Javis (Javier Calvo y Javier Ambrossi) en su exitosa película La bola negra, protagonizada (entre otros) por Guitarricadelafuente y por Penélope Cruz y que se rodó en parte en la provincia de Granada.

El poeta nació en la localidad de Fuente Vaqueros, en la comarca de la Vega de Granada, pero con apenas siete años se mudó al pueblo vecino de Valderrubio, que se encuentra a tan solo cuatro kilómetros de su municipio natal y que casi un siglo después también mantiene vivo el legado del dramaturgo, siendo uno de los lugares clave en la historia de uno de los mayores genios de todos los tiempos.

Valderrubio, el otro pueblo de Federico García Lorca

La localidad de Valderrubio cuenta con unos 2.000 habitantes y, a pesar de que tiene pasado nazarí y de tener un papel importante en la zona durante la Edad Media, siendo uno de los grandes centros agrícolas de la región, los grandes lugares de interés del municipio son los que tienen que ver con Federico García Lorca, que ha sido su vecino más ilustre.

Durante los cuatro años que el poeta vivió en la villa (de 1905 a 1909), dejó una huella imborrable en Valderrubio, sobre todo en la casa que habitó y que hoy en día es la Casa-Museo Federico García Lorca, donde se puede aprender más sobre el escritor granadino, aunque a tan solo unos metros de distancia se encuentra otro de los lugares más importantes que marcaron tanto la vida como la obra del autor, ya que inspiró una de sus creaciones más conocidas: la Casa Bernarda Alba, que recibe su nombre de una vivienda tradicional que hay en el casco urbano del pueblo.

Además, a dos kilómetros del centro de la localidad se encuentra la finca de Daimuz, donde Lorca vivió con su familia antes de mudarse a la casa del pueblo. Eso sí, en Valderrubio no solo se pueden encontrar tesoros lorquianos, sino que también cuenta con alguna que otra maravilla arquitectónica, como atesora a la perfección la Iglesia de Nuestra Señora de la Purificación, que se remonta al siglo XVIII y que es el principal templo del municipio.

Cómo llegar a Valderrubio

El pueblo de Valderrubio se encuentra a tan solo media hora por carretera de la ciudad de Granada. Para ir desde la capital provincial, tan solo es necesario enfilar la A-92G y empalmar con la A-92 hasta llegar a la altura de Láchar, donde se debe tomar el desvío por la carretera que lleva hasta el casco urbano de esta localidad marcada por uno de los mayores artistas de todos los tiempos.

  •  

Vereadora do Paraná é investigada por declarações contra nordestinos

A vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, no Oeste do Paraná, provocou polêmica após declarações contra nordestinos e baianos durante uma sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira (26/10), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu não quero mais ver um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade”, afirmou a parlamentar na tribuna.

Durante o discurso, Salete criticou eleitores de Lula, associou o resultado das eleições ao recebimento de benefícios sociais e chegou a defender uma divisão territorial do Brasil. A vereadora também mencionou possíveis cortes em programas sociais e afirmou que eleitores poderiam enfrentar dificuldades para conseguir alimentos.

Após a repercussão, Salete divulgou uma nota de retratação, reconheceu que suas declarações foram inadequadas e pediu desculpas. A manifestação ocorreu depois que o vídeo da sessão circulou nas redes sociais e gerou críticas de parlamentares e entidades.

O Ministério Público do Paraná solicitou a abertura de um inquérito, instaurado pela Polícia Civil, para investigar possíveis crimes de discriminação e preconceito. O caso também motivou uma representação que pede a cassação do mandato da parlamentar. A Câmara Municipal de Nova Santa Rosa deve analisar o pedido nos próximos dias.

The post Vereadora do Paraná é investigada por declarações contra nordestinos appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

  •  
❌