Aprender algo novo: mais de 800 experiências em Portugal

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

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O executivo de Olhão assumiu 64 compromissos para o mandato até 2029. A educação concentra mais avanços, com três medidas cumpridas e cinco em execução.
O conteúdo Ricardo Calé contabiliza 25 compromissos cumpridos ou em execução num ano aparece primeiro em Barlavento.
O município tem 942 respostas habitacionais em curso e aponta intervenções nas escolas, saúde, cultura e transportes. O parque habitacional municipal passou de 330 para 474 habitações.
O conteúdo Telmo Pinto faz balanço positivo do primeiro ano de mandato com 171 casas entregues em Loulé aparece primeiro em Barlavento.
A Turquia planeja emplacar uma meta global para aumentar a eletrificação na COP31, a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática que acontecerá no país em novembro. Entretanto, não está claro se as fontes renováveis devem liderar a expansão.
O objetivo é consumir 35% da energia mundial na forma de eletricidade até 2035, um salto em relação aos 23,4% registrados no ano passado. Esse deve ser um dos grandes temas da cúpula na cidade de Antália, embora o tema não faça parte da agenda de negociações entre quase 200 países.
O assunto integra a chamada Agenda de Ação, coordenada pela presidência turca da conferência, que reúne ações voluntárias do setor privado. Em formato inédito na história das COPs, a Austrália irá chefiar a parte diplomática do evento.
Combustíveis fósseis ainda dominam a geração de eletricidade
Mais da metade da eletricidade produzida no planeta em 2025 teve origem nos combustíveis fósseis, os principais causadores do aquecimento global: o carvão forneceu 33,6%, e o gás natural, 21,3%. A fonte hidráulica ocupa a terceira posição, com 14%, seguida por nuclear (8,9%), eólica (8,4%) e solar (8,3%).
Umit Sahin, chefe do Programa de Mudanças Climáticas do Centro de Políticas de Istambul, diz que a meta da COP31 não deve abrir espaço para países aumentarem o uso de energia nuclear ou gás natural.
“É preciso deixar evidente que o compromisso de eletrificação serve para estimular o abandono gradual, justo e ordenado dos combustíveis fósseis”, afirma.
Taha Arvas, diretor-geral da Epias, a operadora do mercado de energia da Turquia, diz que a redução de preço ajudou a impulsionar as renováveis, mas argumenta que ainda não é possível ter segurança energética sem fósseis.
“A população não se importa com as metas de carbono, ela quer eletricidade”, diz. “Se não há eletricidade, ninguém quer saber das desculpas: se o sol não brilhou, se não choveu ou ventou o suficiente.”
Turquia mantém dependência de combustíveis fósseis

Rodeada pelas guerras na Ucrânia e no Irã, a Turquia importa 95% do gás natural e 65% do carvão que consome. Apesar do aumento das renováveis, que respondem por 56% da geração nacional de energia, as emissões de gases-estufa do setor energético duplicaram de 2000 a 2024, devido à expansão da demanda.
O país tem a meta de se tornar neutro em carbono até 2053 e alcançar 120 GW (gigawatts) de renováveis até 2035, partindo dos 43 GW atuais. Entretanto, não há um plano doméstico para reduzir o uso de carvão.
“Somos agnósticos quanto ao tipo de energia negociado em nosso mercado, mas acreditamos que, se ele for eficiente e transparente, a adesão às energias renováveis continuará crescendo”, afirma Arvas.
Sahin diz que a presidência turca tenta reduzir a dependência de fósseis pelo lado da demanda, ao estimular a eletrificação, e que o tema estava ausente da agenda das COPs. “O país é bastante conservador ou tradicional na política doméstica. Na política internacional, é progressista quando o assunto é eletrificação”, afirma.
Ozlem Katisoz, coordenadora para a Turquia no braço europeu da Climate Action Network, uma das principais organizações de clima, afirma que a sociedade civil pressionará pela inclusão de renováveis na meta. “Será um dos grandes focos, visto que as presidências da Turquia e da Austrália querem priorizar a eletrificação na COP.”
Alkim Bag, diretora do Centro de Transição Energética Shura, sediado em Istambul, diz que o assunto é relevante em nível internacional e também para o país-sede da conferência.
“A Turquia chegou a um marco importante na descarbonização da oferta, mas, em termos de eletrificação, não avançamos muito: há vários anos, a taxa permanece em torno de 22%”, afirma.
Fontes poluentes lideram a geração de eletricidade no país, com 33% vindos do carvão e 23% do gás natural em 2025. “Propusemos a eletrificação para reduzir os combustíveis fósseis, e essa ligação deveria estar mais explícita.”
Brasil defende eletrificação baseada em renováveis

No Brasil, o índice de eletrificação da energia em 2025 foi de 20,9%, e 86,6% da eletricidade nacional vem de renováveis, segundo a Empresa de Pesquisa Energética.
Rosana Santos, diretora-executiva do Instituto E+ Transição Energética, diz que o debate sobre a eletrificação precisa incluir indústrias e avançar para além de carros elétricos.
“Na realidade brasileira, só faz sentido a eletrificação passar de 20,9% para 35% se for com renováveis e se isso se traduzir em ganho de competitividade para a economia”, afirma. “A gente não precisa fazer por fazer.”
Santos diz que a tensão geopolítica atual é um dos motivos para a Turquia priorizar essa pauta: “Eles escolheram um tema em que tem algum tipo de convergência, onde é possível ter alguma conversa”.
Roteiro para reduzir uso de fósseis segue em discussão
Por enquanto, não há sinal de discussões sobre petróleo em Antália. A presidência brasileira da COP30, realizada em Belém (PA) em 2025, deve divulgar nas próximas semanas o roteiro para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
O documento sofreu resistência de países petroleiros e acabou excluído do acordo da cúpula na Amazônia.
Sahin diz que a Turquia e a Austrália têm a responsabilidade de elevar a importância do roteiro e continuar os trabalhos. “A transição para o fim dos combustíveis fósseis é benéfica para a economia turca, principalmente por reduzir a dependência de importações e mitigar o impacto da alta dos preços de petróleo e gás.” (Gabriel Gama/FOLHAPRESS)
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O CIV subiu do 17.º para o 12.º lugar nacional na lista geral do ensino secundário. A média dos exames realizados em 2025 passou de 14,94 para 15,70 valores.
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O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma das métricas para avaliar a qualidade do ensino no país. A edição deste ano acontece já nos dias 8 e 15 de novembro, aumentando a expectativa de estudantes em torno dos assuntos que serão abordados na prova. Para se preparar melhor para o teste, é importante saber quais assuntos foram exigidos em anos anteriores.
À CNN Brasil, Caetano Siqueira, diretor-geral da Parceiros da Educação, relatou quais assuntos foram destaque das cinco últimas edições do Enem e que, possivelmente, serão exigidos na prova no próximo mês.
Segundo o profissional, interpretação de texto e variação linguística dominam em Linguagens.
Em Matemática, a base forte dos últimos cinco anos foram razão e proporção, estatística e geometria.
Em Ciências da Natureza, o destaque vai para ecologia, eletrodinâmica e química orgânica.
Por fim, em Humanas, o candidato teve que dominar assuntos relacionados ao Brasil Império e República, além de urbanização e cidadania.
Há alguns assuntos que foram perdendo força com o passar do tempo, como a cobrança de gramática normativa pura, a exigência de decorar datas e fórmulas, além de botânica tradicional.
“Em contrapartida, ganharam uma força gigantesca os temas de emergência climática, transição energética, biotecnologia e os impactos do mundo digital e da inteligência artificial na sociedade”, aponta Siqueira.
Para Caetano, o estilo do Enem se consolidou como uma prova extremamente contextualizada e interdisciplinar. Em relação às suas exigências, o foco está na leitura rápida e em um raciocínio crítico afiado, para que o aluno aplique os conhecimentos em assuntos importantes, e não apenas mostre que decorou a matéria na escola ou no cursinho.
Diversos assuntos estão em voga no Brasil e no mundo nos últimos anos. Segundo Caetano Siqueira, a prova costuma evitar debate político-partidário e foca no que está respaldado pela Constituição e pelos Direitos Humanos.
“O mais provável para este ano é a presença de temas como governança ambiental, ética na inteligência artificial, envelhecimento da população brasileira e políticas de combate às desigualdades sociais”, aposta o diretor.
Ele explica que, nos simulados atuais, o grande destaque tem sido a inteligência artificial e as transformações no mercado de trabalho, ao lado de matrizes energéticas e eventos climáticos extremos.
Já na parte de exatas, há uma presença maciça de matemática financeira e análise de dados, enquanto na biologia o foco recai sobre imunologia, saúde pública e biotecnologia.

© PAULO NOVAIS/LUSA
A primeira fase do vestibular da Fuvest 2027 será realizada oficialmente neste domingo (1º). Para além da atenção durante a prova, os estudantes também devem se atentar ao horário de fechamento dos portões e às regras que, se não forem cumpridas, podem acarretar desclassificação.
Realizado anualmente em novembro, o exame está previsto para ser realizado em 30 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, do interior e do litoral paulista, além de Fortaleza (CE). Ao todo, 88 locais receberão os vestibulandos.
Nesta edição do processo seletivo, 106.165 candidatos estão inscritos para a 1ª Fase. Os estudantes disputarão 8.147 vagas, assim distribuídas: 4.888 para a modalidade Ampla Concorrência; 2.053 para egressos de escolas públicas; e 1.206 para egressos de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
Assim como em edições anteriores, a abertura dos portões de todas as escolas ao redor do Brasil acontecerá às 12h (horário de Brasília), com fechamento oficial das portas de entrada e início da aplicação da prova às 13h (horário de Brasília).
A prova da 1ª Fase terá 80 questões de múltipla escolha, em vez das 90 aplicadas até o ano passado. Apesar da diminuição, a organização manterá o mesmo tempo de realização: 5 horas.
*Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil
Fuvest divulga mudanças da 2ª fase do Vestibular da USP em 2028

Entre os cursos disponíveis estão formações sobre a utilização do Microsoft Copilot em atividades pedagógicas. Os conteúdos incluem orientações para elaboração de planos de aula, criação de comandos para sistemas de inteligência artificial (prompt) e desenvolvimento de assistentes virtuais para apoiar atividades educacionais.
A programação prevê ainda um módulo sobre os direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital. A proposta é orientar educadores sobre situações envolvendo exposição online de estudantes, uso de tecnologias no ambiente escolar e aplicação da legislação de proteção de crianças e adolescentes.
Os cursos integram o programa Professor 4.0, iniciativa da Escola Superior de Redes (ESR) em parceria com a Microsoft. Segundo a instituição, o programa foi criado para ampliar a preparação dos educadores para o uso de tecnologias digitais e para os desafios trazidos pela expansão da inteligência artificial nos processos de ensino e aprendizagem.
Cursos disponíveis:
As inscrições podem ser feitas pela internet, na página do programa, onde também estão disponíveis informações sobre carga horária, certificação e conteúdo das aulas.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) apresentou queixa à Provedora de Justiça do “desrespeito” do Governo pela negociação coletiva na aprovação de diplomas relativos ao recrutamento docente, anunciou, este sábado, 31 de outubro, a organização, responsabilizando também o Presidente da República.
“As promulgações pelo Presidente da República dos diplomas relativos ao recrutamento docente, ao Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e à educação inclusiva responsabilizam também o primeiro órgão de soberania pelas consequências das decisões tomadas e pela validação de ilegalidades nos processos que lhes deram origem”, afirmou a Fenprof, em comunicado.
Em causa estão, segundo esta organização sindical de professores, “atropelos às regras da negociação coletiva” por parte do Governo PSD/CDS-PP, pondo em causa o regular funcionamento das instituições democráticas.
Discordando do conteúdo destes diplomas do Governo, a Fenprof realçou que “o processo negocial não respeitou a lei” e, no caso do regime de recrutamento e colocação de docentes, solicitou ao Presidente da República, António José Seguro, que não o promulgasse, “face às graves irregularidades que denunciou no que deveria ter sido a negociação suplementar”.
“O executivo aprovou o diploma em apreço, em reunião de Conselho de Ministros, quando a negociação suplementar ainda nem tinha acontecido. Assim, converteu em simulacro uma fase negocial que a lei prevê precisamente para permitir um esforço derradeiro de discussão das propostas e de procura de aproximações e melhores soluções”, expôs a organização sindical.
A Fenprof acusa mesmo o Governo de “uma flagrante desconsideração pela negociação coletiva e pelas associações sindicais representantes dos professores”.
Por isso, a Fenprof comunicou estas preocupações ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, ao primeiro-ministro e ao Presidente da República, mas não recebeu qualquer resposta às questões colocadas.
Sobre a ausência de resposta por parte do Presidente da República, a federação lamentou que António José Seguro tenha promulgado o diploma sem sequer se pronunciar sobre as denúncias apresentadas, acabando por “dar cobertura ao desrespeito por regras legais, contribuindo para a degradação da negociação coletiva.
Afirmando que a negociação coletiva, que “vem sendo sucessivamente maltratada pelo Governo”, é um mecanismo fundamental do diálogo social e da democracia, que não pode ser convertido numa “encenação destinada a legitimar decisões previamente tomadas pelos governos”.
“A questão assume especial importância quando está em curso a revisão do Estatuto da Carreira Docente. A Fenprof não aceitará que um processo com consequências profundas para a carreira e as condições de trabalho dos professores seja conduzido segundo uma lógica em que as decisões são tomadas unilateralmente e antes ainda de a negociação terminar”, reclamou.
Neste sentido, a organização sindical de professores exigiu que o Governo respeite a negociação coletiva e que as instituições democráticas não desvalorizem denúncias de incumprimento das regras, apelando ao Presidente da República para que assuma a fiscalização política da atividade legislativa dos outros órgãos de soberania.
“Atendendo à gravidade dos factos”, a Fenprof apresentou queixa à Provedora de Justiça, Luísa Neto, com quem a federação teve uma reunião quinta-feira, na qual foi abordada a queixa anteriormente remetida, aguardando agora os resultados desta diligência relativa ao diferendo com o Ministério da Educação sobre a remuneração dos docentes que classificaram exames nacionais.
A federação disse ainda que irá informar a Assembleia da República sobre a situação de “desrespeito” pelas regras legais da negociação coletiva, e desenvolverá as diligências institucionais e sindicais necessárias à defesa dos direitos dos docentes e investigadores, da escola pública e da democracia nas relações de trabalho.


A Universidade de Lisboa (ULisboa) ocupa o primeiro lugar em Portugal no Industry Collaboration Index (ICI) 2026, elaborado pela Global Research Partnerships, que avalia a colaboração entre instituições de ensino superior e empresas. A nível mundial, a instituição alcança a 275.ª posição entre 1.038 universidades, enquanto no contexto europeu ocupa o 119.º lugar entre 388 instituições avaliadas.
O índice analisa a ligação entre a investigação académica e o setor empresarial, tendo por base a produção científica conjunta e as relações de investigação documentadas. Entre 2021 e 2025, a ULisboa registou 1.097 publicações científicas em coautoria com empresas, envolvendo um total de 544 grupos empresariais.
Deste universo, 187 empresas colaboraram com a universidade em pelo menos dois trabalhos científicos, enquanto 44 mantiveram relações de colaboração particularmente consistentes ao longo do período analisado. A diversidade das parcerias alcançou o percentil 89 e a dimensão da rede de colaboração empresarial situou-se no percentil 79.
Entre os parceiros com maior número de publicações conjuntas destacam-se empresas portuguesas como a Bial, Hovione, PLUX, Terraprima e NZYTech, bem como grupos internacionais de referência, incluindo AstraZeneca, Pfizer, Novartis e Johnson & Johnson. Cerca de 24% dos trabalhos científicos envolveram organizações sediadas em Portugal, demonstrando a relevância da ULisboa na aproximação entre a investigação académica e o tecido empresarial nacional.
Para Luís Ferreira, reitor da Universidade de Lisboa, os resultados refletem a estratégia institucional de reforço da inovação, da valorização do conhecimento e do impacto da investigação científica.
“A colaboração com empresas permite identificar desafios comuns, desenvolver projetos conjuntos, formar recursos humanos e aproximar a produção científica dos contextos em que pode ser aplicada”, sublinha o responsável.
O reitor considera ainda que o índice permite identificar oportunidades para intensificar relações e consolidar parcerias duradouras, contribuindo para reforçar a transferência dos resultados da investigação para a sua aplicação económica e social.

Entrar no Museu Nacional de Arte Antiga pela rua das Janelas Verdes é reencontrar as gigantescas lajes de pedra, a vastidão do pé direito, a escadaria que espreita e nos convida a subir, a porta de madeira tantas vezes empurrada para aceder a umas singelas escadas que nos levam ao jardim que tem o Tejo como pano de fundo. Assim, de um só fôlego. Memórias vívidas e vividas. Mas já seguimos por entre peças protegidas, umas. Embaladas, outras. Funcionários do museu numa coreografia de quem está em contagem decrescente para a reabertura ao público.
O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) encerrou em setembro de 2025 para curar algumas das suas feridas. O financiamento do PRR, 8,5 milhões de euros, permitiu a conservação da fachada norte e a reabilitação de coberturas. Permitiu modernizar equipamentos e espaços, atualizar a museografia, reformular o piso dedicado às artes decorativas e digitalizar milhares de peças que constituem o acervo do museu, cerca de 40.000 peças. E, cereja no topo do bolo, permitiu concluir o restauro da Capela das Albertas, nome popular dado à antiga Igreja do Convento de Santo Alberto, primeira casa da Ordem das Carmelitas Descalças em Portugal, fundada em 1585.
Como tudo começou
Recuamos no tempo para enquadrar o espaço fundacional do MNAA, instalado no palácio construído precisamente ao lado da Capela das Albertas, mandado erguer, em finais do século XVII, pelo 1º conde de Alvor, D. Francisco de Távora, após o seu regresso da Índia, onde foi vice-rei. Em 1744, o edifício ficou na posse de Matias Aires Ramos da Silva de Eça, Provedor da Moeda, que o arrendou ao embaixador da Alemanha e, mais tarde, em 1762, ao Contratador dos Diamantes e cônsul da Holanda. Daniel Gildemeester residiu neste palácio durante décadas, ao longo das quais efetuou obras de beneficiação dos interiores.
Com a morte de Matias de Aires, segue-se outro senhor nesta casa, Paulo de Carvalho, que em 1768 o arrematou em praça por intermédio de Gildemeester, e, por morte daquele, à do marquês de Pombal, seu irmão. Manteve-se nesta família até à sua compra pelo Estado, em 1883. Um ano depois, a 12 de junho de 1884, o Museu Nacional de Arte Antiga abre ao público, concretizando uma antiga aspiração surgida após a abolição das ordens religiosas, em 1834. A de dar destino às obras de arte que nessa altura passaram para a posse do Estado.
Reformado em 1911, adquirindo então o nome que atualmente tem: Museu Nacional de Arte Antiga. Guardião da mais completa coleção pública do país. Pintura, escultura e artes decorativas, desde a Idade Média até ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como “tesouros nacionais”. Entre eles, não podemos deixar de destacar os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, obra-prima da pintura europeia do século XV, ou os Biombos Namban, de finais do século XVI, onde se regista a presença dos portugueses no Japão.
Acrescentamos aquela que será, porventura, a jóia da coroa, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por D. Manuel I e datada de 1506. Sem esquecer, também, as “Tentações de Santo Antão”, de Hieronymus Bosch, exemplo máximo da pintura flamenga do início do século XVI, ou o “São Jerónimo”, de Dürer, para não fastidiar com mais tesouros do MNAA.
Eis-nos, então, no interior do museu, na companhia de Maria de Jesus Monge. A diretora do MNAA não poupa elogios ao trabalho da equipa que fez o restauro da Capela das Albertas e revela que este tesouro do Barroco Português está a ser preparado para funcionar como “uma introdução ao museu.” Não de uma “forma excessivamente clássica”, refere, antes introduzindo “algumas interrogações.”
Os desafios são imensos, a começar pela relevância. Esse será o principal repto a que um museu do século XXI tem de responder, mostrando “as nossas especificidades e aquilo que nos faz únicos num mundo em grande transformação, num mundo global, mas que precisa de âncoras”. E não só. “Cuidar” é o verbo que Maria de Jesus Monge escolhe para dizer que essa é a primeira função do MNAA. “Temos de garantir que aquilo que recebemos vai não só ser entregue aos que vêm a seguir, mas que vai ser entregue melhor, no sentido de maior conhecimento e, também, maior capacidade de diálogo com as novas gerações.”
A arte é uma ponte que nos une
O que carateriza a coleção do MNAA é o intercâmbio que foi possível criar ao longo dos séculos, salienta a diretora. “São muito poucas as peças neste museu, se é que as há, que resultam de uma criação isolada. Não é possível criar isoladamente. Nós somos o resultado deste constante contacto. E isso trouxe-nos até ao sítio onde estamos hoje: um dos países mais seguros do mundo, um país que as pessoas gostam de visitar.” Não se pense que cai numa visão idílica.
“Somos uma sociedade que não é perfeita, mas somos uma sociedade que é estimada e estimável. É importante que os portugueses tenham orgulho naquilo que fizeram, mas também é importante – e aqui estamos a falar para o Jornal Económico – que percebam o valor do nosso património. O valor que a Cultura traz.” Económico, sim, mas que também funciona como cola, outra forma de dizer coesão nacional. “É importante polir a nossa autoestima”, realça Maria de Jesus Monge, da mesma forma que é importante estimular a curiosidade, que, “muito provavelmente, é um dos grandes bens que os museus têm para fomentar o conhecimento”.
“Quem entra aqui”, diz ao JE, “tem de ser curioso e, de preferência, sair daqui com muito mais interrogações do que respostas.” Para Maria de Jesus Monge, os museus são espaços de encontro. Com a arte, com o pensamento, com o conhecimento. Espaços que convidam a esquecer o telemóvel, o frenesi do quotidiano. Que estimulam, lá está, a curiosidade. E que nos devolvem, muitas vezes, o olhar do Outro. Caso dos biombos Namban ou das esculturas do Benim, para invocar apenas dois exemplos. Entretanto, a conversa deslizou até à China.
A diretora do MNAA entusiasma-se – ela que é uma grande apreciadora de porcelana chinesa azul e branca – quando refere que, na reabertura, haverá uma exposição temporária que conta a história da porcelana chinesa através de papéis pintados chineses. Encontram-se há muitos anos no museu, mas só agora foram restaurados. O mecenato institucional desempenha um papel extremamente relevante na área do restauro. A Fundação Millennium BCP tem sido um benfeitor estratégico, incluindo no restauro ainda em curso dos Painéis de São Vicente, que se estima estar concluído nos primeiros meses de 2027. Tal como o Grupo dos Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga (GAMNAA), associação pioneira em Portugal e uma das mais antigas do mundo, reconhecida, em 2009, pelo Estado Português, como Utilidade Pública.
O objetivo, explica Maria de Jesus Monge, é continuar a apresentar exposições temporárias, “tendencialmente uma ou duas por ano, porque são grandes projetos e muito exigentes quer em termos de recursos humanos, quer financeiros.” Atualmente, a equipa no MNAA é composta por 60 pessoas. Elenca a crescente dificuldade de recrutar vigilantes ou assistentes técnicos, por exemplo. Mas o imenso desafio que lhe ocupa o pensamento para lá da reabertura é aquele que está diagnosticado há mais de 60 anos: a necessidade de o museu crescer. Ter espaço para dar a conhecer mais obras daquela que é a instituição museológica portuguesa com maior relevância internacional.
Um desígnio e uma vontade, diz Monge. Apesar de tudo, “queremos acreditar que está mais próximo. Porque já existem os edifícios na Av. 24 de Julho. Porque já existe uma vontade que foi reconhecida pelas sucessivas tutelas, mas também pelos lisboeta e pelo país inteiro. O Museu Nacional de Arte Antiga precisa de crescer não só para mostrar as suas imensas coleções, como para cumprir a sua missão. E aquilo que se pede a um museu hoje em dia não é o mesmo que se pedia em 1940”, data da última ampliação. Monge não abdica da sua convicção. A de que vale a pena persistir nesta demanda. Ou não fossem os museus “preciosos aliados no diálogo com as comunidades e na transformação das mentalidades e das sociedades.”
O Halloween, ou Dia da Bruxas, é celebrado o anualmente nos Estados Unidos em 31 de outubro. No Brasil, algumas pessoas seguem a tradição e realizam festas à fantasia, brincadeiras e comemoram de diferentes formas. Para quem deseja aprimorar o inglês de uma forma divertida, os filmes são uma ótima escolha.
A estratégia pode ser adaptada ao nível de conhecimento de cada pessoa. Para os iniciantes, é recomendado acompanhar o áudio original com legendas em português, enquanto os estudantes mais avançados podem optar por legendas em inglês ou até mesmo sem o recurso.
“O filme coloca o aluno em contato com o idioma dentro de um contexto. Ele não escuta apenas uma palavra isolada, mas consegue relacioná-la à situação, às imagens, às expressões dos personagens e ao restante do diálogo. Isso contribui para a compreensão e também ajuda a perceber como o inglês é realmente utilizado em uma conversa”, explica Reginaldo Kaeneêne, fundador e CEO da KNN Idiomas.

O humor peculiar e os personagens excêntricos do filme de Tim Burton fazem de “Beetlejuice” uma opção para quem já possui algum domínio do inglês. Os diálogos trazem expressões informais, ironias e variações de ritmo que desafiam a compreensão auditiva.
Disponível no HBO Max, a produção conta a história do casal Barbara e Adam Maitland, que morre em um acidente de carro e fica preso como fantasma na própria casa. Uma nova família excêntrica compra e se muda para o imóvel. Como as tentativas dos Maitland de assustá-los falham, eles decidem contratar Beetlejuice, um espírito espalhafatoso e “bioexorcista”, para expulsar os novos moradores.

Morticia, Gomez, Wandinha e companhia são praticamente sinônimos de Halloween. Além do humor sombrio, o filme apresenta situações familiares e conversas cotidianas que ajudam a ampliar o vocabulário relacionado à casa, aos relacionamentos e à convivência entre os personagens.
O clássico, que pode ser encontrado no Paramount+, gira em torno de um clã aristocrático que adora o sombrio, o gótico e o mórbido, vivendo em total harmonia com sua natureza peculiar.

Bruxas, feitiços e Halloween são o pano de fundo de um dos filmes mais lembrados nesta época do ano. Por isso, “Abracadabra”, disponível no Disney+, também pode ser utilizado para ampliar um vocabulário diretamente relacionado à data. Palavras como witch (bruxa), spell (feitiço), candle (vela) e Halloween night (noite de Halloween) aparecem em um contexto que facilita a associação entre imagem, situação e significado.
Lançada em 1993, a comédia de fantasia acompanha três bruxas do século XVII que são ressuscitadas por engano nos dias atuais. Para garantir a imortalidade, as irmãs Sanderson têm até o amanhecer para realizar um feitiço e sugar a alma de todas as crianças da cidade.

Para quem gosta de aprender inglês com música, a animação é uma das opções mais interessantes da lista. As canções ajudam na repetição de palavras e frases, e permitem acompanhar simultaneamente ritmo, pronúncia e significado.
O filme, que está disponível no Disney+, é uma animação em stop-motion dirigida por Henry Selick e baseada nos personagens e história criados por Tim Burton. Encantado pelas cores, luzes e pelo espírito caloroso do lugar, Jack decide que quer comandar o Natal daquele ano.

Com diálogos mais simples e muitas situações do cotidiano, “Gasparzinho” pode ser uma boa alternativa para quem ainda está nos primeiros níveis de aprendizado. O contexto visual também facilita a compreensão da história mesmo quando o espectador não reconhece todas as palavras.
A produção pode ser encontrada no Disney+ e no Telecine Amazon Channele e acompanha a gananciosa Carrigan Crittenden (Cathy Moriarty), que herda uma mansão caindo aos pedaços chamada Whipstaff Manor, mas descobre que o local é habitado por fantasmas e que há um tesouro escondido lá dentro.

Embora seja mais recente do que outros títulos da lista, “Coraline” já se tornou presença constante nas maratonas de Halloween. A animação associa diálogos cotidianos com fantasia e pode ser especialmente interessante para estudantes que desejam aumentar o vocabulário sem começar por produções com conversas muito rápidas.
Atualmente disponível no Universal+ Amazon Channel, a animação em stop-motion, dirigida por Henry Selick e baseada no livro homônimo de Neil Gaima, acompanha a história de Coraline Jones, uma garota de 11 anos que se muda com seus pais ocupados e distantes para um casarão antigo chamado Corónia (ou Pink Palace), no Oregon.

Para quem já está em um nível intermediário ou avançado, “Pânico” pode representar um desafio maior. As conversas entre os adolescentes apresentam linguagem informal, velocidade mais próxima de uma conversação real e diferentes expressões usadas no inglês americano.
O longa está disponível no Paramount+, e acompanha Sidney Prescott (Neve Campbell), uma jovem que ainda tenta lidar com o trauma do brutal assassinato de sua mãe, ocorrido exatamente um ano antes. Sidney torna-se o principal alvo do assassino, que faz telefonemas sádicos fazendo perguntas sobre filmes de terror.

Além da famosa pergunta “Who you gonna call?” (Quem você vai chamar?), o clássico mistura humor, aventura e diálogos cotidianos. A variedade de personagens e situações permite observar diferentes maneiras de formular perguntas, respostas e comentários em inglês.
A produção pode ser assistida na HBO Max, e acompanha três cientistas e parapsicólogos do departamento de psicologia da Universidade de Columbia em Nova York — Peter Venkman (Bill Murray), Ray Stantz (Dan Aykroyd) e Egon Spengler (Harold Ramis).
Descubra as origens, significado e curiosidades sobre o Halloween
Dois estudantes sentam lado a lado na sala de aula, realizam a mesma prova e entregam o gabarito com exatamente o mesmo número de acertos brutos. Meses depois, ao abrirem o sistema de resultados, um deles comemora a aprovação enquanto o outro descobre que sua nota foi centenas de pontos inferior. Essa disparidade aparente não é um erro de sistema, mas o coração da metodologia de avaliação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
A correção não funciona como um teste escolar comum, em que cada ponto é somado de forma linear, mas sim como um radar comportamental que analisa a consistência do seu conhecimento.
A correção do exame utiliza um modelo matemático chamado Teoria de Resposta ao Item, desenhado especificamente para medir o nível real de habilidade do participante e neutralizar a sorte. Em testes tradicionais, um aluno que domina o assunto e um aluno que preencheu o gabarito de forma aleatória podem obter a mesma pontuação final se tiverem a mesma quantidade de acertos. O modelo adotado pelo Ministério da Educação elimina essa brecha ao tratar cada pergunta não apenas como um ponto a ser conquistado, mas como uma peça de um quebra-cabeça maior.
O sistema avalia a proficiência do candidato, criando uma régua de conhecimento. Imagine uma escada em que os degraus mais baixos são os conceitos básicos e os mais altos são os problemas de altíssima complexidade. O algoritmo espera que o estudante consiga subir essa escada passo a passo. Quando o sistema lê o seu cartão de respostas, ele constrói um gráfico do seu desempenho e procura um comportamento lógico. Se você acerta as questões que exigem pouco esforço mental, é natural que também consiga resolver as de nível médio e, talvez, esbarre nas mais difíceis.
O objetivo principal do instituto responsável pela prova é garantir que a vaga na universidade seja ocupada por quem realmente se preparou ao longo dos anos, e não por quem teve um dia de sorte ao chutar alternativas de forma aleatória. Por isso, o peso de cada item varia drasticamente dependendo do conjunto geral da sua prova.
O sistema cruza os seus erros e acertos para formar um perfil pedagógico. Se o seu gabarito mostra que você errou perguntas básicas de aritmética, mas acertou um problema intrincado de logaritmo, o cálculo matemático entende que houve uma quebra de lógica e que provavelmente a questão difícil foi acertada graças a um chute.
Na prática, o sistema não retira pontos que você já ganhou, mas ele atribui um valor incrivelmente baixo àquele acerto no problema complexo. O algoritmo interpreta este acerto isolado como um chute estatístico. Como resultado, o ponto que poderia alavancar a sua média final acaba valendo apenas uma fração do seu valor original. A penalidade pela falta de coerência é severa: o estudante que erra o básico e acerta apenas o avançado despenca na classificação geral dos processos seletivos.
O candidato ideal para o sistema de correção é aquele que “limpa” a prova, garantindo todos os acertos fáceis, lutando por uma boa parte dos médios e acertando os difíceis que realmente domina. Essa linearidade faz com que o cálculo matemático valide o conhecimento daquele participante, entregando uma pontuação maior para aquele conjunto de respostas.
Para que essa engrenagem funcione com perfeição no dia do exame, o trabalho de classificação das perguntas começa anos antes. Nenhuma questão entra na prova oficial sem antes passar por um rigoroso processo de pré-testagem em escolas de todo o país, de forma anônima. É durante essa fase de testes que o instituto descobre o nível de dificuldade real de cada texto, gráfico ou problema matemático, baseando-se na taxa de acerto dos alunos avaliados.
Cada pergunta recebe três parâmetros ocultos que vão alimentar o algoritmo. O primeiro é o grau de dificuldade, que posiciona a questão na régua de notas. O segundo é o poder de discriminação, que indica a capacidade daquela pergunta de separar os alunos que estudaram daqueles que estão apenas tentando a sorte. O terceiro parâmetro é a probabilidade de acerto ao acaso, que calcula a chance estatística de alguém acertar sem saber absolutamente nada sobre o tema.
Esses parâmetros garantem que as edições do exame sejam comparáveis ano após ano. Uma prova considerada mais difícil pela opinião pública não prejudica os candidatos, pois o algoritmo ajusta o valor das questões automaticamente. Se pouquíssimas pessoas no país inteiro acertarem um determinado item, o sistema entende que a exigência cognitiva daquela pergunta era extrema, calibrando o peso dela para não distorcer a nota dos participantes mais coerentes.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial. Todas as informações são checadas e revisadas pela equipe de jornalismo da CNN Brasil.


© ESTELA SILVA/LUSA
Em agosto de 2026, a proporção de professores temporários em sala de aula atingiu 58,2% do total de docentes na rede pública estadual de ensino de São Paulo, o que representa uma inversão histórica no perfil do seu funcionalismo.
De acordo com registros oficiais da Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), obtidos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação), pelo CPP (Centro do Professorado Paulista), o número de educadores sem vínculo efetivo mais que triplicou em oito anos, saltando de 28.288 profissionais em 2018 para 94.109 em 2026.
Em 2018, essa modalidade contratual correspondia a apenas 18,8% dos docentes em regência de classe na rede paulista. Esse crescimento expressivo alterou a estrutura da educação no estado em um contexto de encolhimento do quadro geral de docentes, cujo total recuou de 171,1 mil em 2025 para 161,7 mil em 2026.
O Estado acumulou 169.495 desligamentos de professores entre janeiro de 2018 e agosto de 2026. Com isso, o modelo de contratação temporária — que inicialmente tinha como objetivo cobrir licenças médicas e afastamentos pontuais — se tornou a principal engrenagem do governo estadual.
A expansão dos contratos emergenciais ocorreu após a homologação do concurso público, em 2023. Embora a gestão estadual tenha nomeado 10.254 professores efetivos em 2025 e outros 3.167 até agosto de 2026, a entrada dos aprovados não conteve o avanço provisório, já que apenas nos primeiros oito meses de 2026, o Estado formalizou mais de 36 mil novos contratos temporários.
Para o presidente do CPP, o pedagogo e advogado Alessandro Soares, essa volatilidade contratual fragiliza as escolas públicas e prejudica a aprendizagem dos estudantes ao romper o elo de confiança entre professor, aluno e comunidade escolar. Segundo ele, a troca frequente de docentes impede a consolidação de projetos pedagógicos de médio e longo prazo.
Além dos impactos em sala de aula, os professores temporários enfrentam interrupções salariais periódicas entre contratos, menor acesso a formações continuadas e restrições para assumir funções de coordenação pedagógica, o que acaba sobrecarregando os profissionais fixos das unidades.
A instituição defende a realização urgente de concursos públicos amplos e frequentes, acompanhados de planos de carreira estruturados, como única via para garantir estabilidade funcional e recuperar a qualidade do ensino público em São Paulo.
Número de professores está reduzindo no Brasil: como reverter situação?
A CNN Brasil terá uma cobertura integrada do Enem 2026 (Exame Nacional do Ensino Médio), com programação na TV, no Portal e no YouTube durante os dois domingos de aplicação das provas, em 8 e 15 de novembro. Além do acompanhamento jornalístico em tempo real, a operação contará com correção comentada das questões e ferramentas digitais para auxiliar os candidatos na preparação e na avaliação do desempenho.
No YouTube, a CNN Brasil fará transmissões ao vivo nos dias de prova, das 20h às 23h, com apresentação de Felipe Carvalho, neste link.
Na correção extraoficial, as questões serão resolvidas por áreas do conhecimento, em rodízio de professores do Colégio Objetivo. Durante a transmissão, os docentes vão explicar as respostas, comentar os principais desafios de cada caderno e responder às dúvidas dos candidatos em tempo real.
Na televisão, a cobertura estará integrada ao CNN Prime Time, com flashes e espelhamento da transmissão do YouTube. Um QR Code fixo na tela permitirá que o telespectador acesse diretamente a resolução comentada no ambiente digital.
A cobertura começa antes da aplicação das provas, com uma entrevista prévia com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, sobre as expectativas, a logística e as diretrizes do Enem 2026.
No dia da aplicação da prova, a equipe também acompanhará os primeiros desdobramentos do exame e analisará os temas propostos na redação. A programação também incluirá a cobertura da entrevista coletiva do MEC (Ministério da Educação), ao fim da noite.
O Simulador do Enem estará disponível no portal da CNN Brasil reúne mais de 3 mil questões oficiais, aplicadas entre 2009 e 2025, para treino individual, com possibilidade de compartilhamento dos resultados. A ferramenta ainda permite que grupos de estudos consigam fazer a mesma prova, com tempo determinado, para que todos possam comparar os resultados.
Após a aplicação das provas, o gabarito interativo, desenvolvido com apoio do SAS Educação, permitirá conferir as respostas de acordo com a cor do caderno e obter uma estimativa da pontuação com base na TRI (Teoria de Resposta ao Item), metodologia utilizada pelo Enem para o cálculo das notas.