O Município de Silves vai promover, entre os dias 2 e 10 de novembro, um conjunto de sessões públicas de participação no âmbito da preparação do Orçamento Municipal para 2027, com o objetivo de ouvir a população e recolher contributos sobre os investimentos considerados prioritários para o concelho.
As sessões irão decorrer nas diferentes freguesias do concelho, proporcionando aos munícipes a oportunidade de partilharem as suas opiniões, identificarem necessidades e apresentarem propostas que contribuam para o desenvolvimento das suas comunidades.
Os contributos recolhidos serão posteriormente analisados pelo Executivo Municipal, tendo em consideração critérios de natureza técnica, financeira e estratégica, que irão fundamentar a avaliação das propostas apresentadas.
Calendarização das sessões
2 de novembro (segunda-feira)
19h00 – Freguesia de Tunes | Edifício da Junta de Freguesia de Tunes
21h00 – Freguesia do Algoz | Edifício da Junta de Freguesia do Algoz
4 de novembro (quarta-feira)
19h00 – Freguesia de Alcantarilha | Edifício da Junta de Freguesia de Alcantarilha
21h00 – Freguesia de Pêra | Edifício da Junta de Freguesia de Pêra
5 de novembro (quinta-feira)
19h00 – Freguesia de São Marcos da Serra | Edifício do Polo de Educação ao Longo da Vida de São Marcos da Serra
21h00 – Freguesia de São Bartolomeu de Messines | Edifício da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines
9 de novembro (segunda-feira)
19h00 – Freguesia de Armação de Pêra | Edifício da Junta de Freguesia de Armação de Pêra
10 de novembro (terça-feira)
19h00 – Freguesia de Silves | Edifício da Junta de Freguesia de Silves
Com as mãos na terra, 222 crianças das escolas de Caliços, Guia e Sesmarias, descobriram como uma pequena semente pode ajudar a cuidar da natureza. Entre 12 e 29 de outubro, passaram pelas Hortas Comunitárias de Alpouvar, onde conheceram o que ali se cultiva, aprenderam a importância dos polinizadores e prepararam as suas próprias ‘bombas de sementes’, numa atividade promovida pela Câmara Municipal de Albufeira.
Recolher sementes, reconhecer legumes e ervas aromáticas e perceber porque são tão importantes os polinizadores. Estas foram algumas das descobertas que levaram 222 crianças às Hortas Comunitárias de Alpouvar.
A atividade decorreu ao longo de 10 sessões onde os alunos do 1.º ciclo conhecerem os espaços de cultivo e exploraram a relação entre as plantas, os insetos e os alimentos que chegam à mesa. A visita permitiu explicar o papel dos polinizadores na reprodução das plantas e na produção de alimentos, bem como dar a conhecer práticas da agricultura biológica.
Depois, foi o tempo de pôr as mãos na terra. Com sementes, composto e argila, as crianças prepararam pequenas bolas de terra, conhecidas como “bombas de sementes”, que podem favorecer a germinação quando encontram humidade e condições adequadas.
As sementes foram recolhidas pelos próprios alunos nos terrenos envolventes. Este contacto permitiu também aprender a distinguir plantas autóctones de espécies invasores e compreender por que motivo as sementes destas últimas não devem ser utilizadas na atividade.
A ideia foi ajudar as crianças a conhecer melhor a natureza que têm por perto e a perceber como podem cuidar dela. Nas hortas, puderam aprender com o que viram e fizeram, desde reconhecer uma planta até saber que sementes recolher.
A vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Maria Cristina Corado, esteve presente na atividade e salientou a importância de aprender em contacto com a natureza. “Queremos que as crianças tenham oportunidades de sair da sala de aula, mexer na terra e perceber de onde vêm os alimentos. Conhecer as plantas e os animais que existem à nossa volta ajuda-nos a compreender por que razão precisamos de os proteger”, destacou.
A atividade integrou a programação da Câmara Municipal de Albufeira para o Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO e associou a educação ambiental à valorização do património natural do concelho. A proteção da flora autóctone, a recuperação da vegetação e a capacidade dos ecossistemas para enfrentar as alterações climáticas estiveram entre os temas abordados.
A Fortaleza de Sagres foi um dos espaços fortemente afetados pelo Terramoto de 1755, responsável por um elevado grau de destruição na antiga vila localizada no seu interior. e também nas demais fortificações existentes em redor, desde o cabo de São Vicente a Lagos, conforme documentam os relatos da época.
Em resultado do cataclismo, foi desenvolvido o processo de construção da fortaleza abaluartada hoje existente, representada na cartografia produzida por Sande de Vasconcelos no último quartel do século XVIII. Sobre este assunto, venha descobrir mais pormenores.
Com esta visita, a Fortaleza de Sagres, integrada na Museus e Monumentos de Portugal, associa-se à terceira edição do Movimento ‘Recordar 1755’, que desenvolve um conjunto de iniciativas por todo o país alusivo ao Terramoto de 1755, lembrando a catástrofe e sensibilizando para a necessidade de prevenção.
A participação na visita é gratuita, sendo necessária inscrição através do e-mail: geral@fortalezadesagres.pt .
A Associação de Basquetebol do Algarve (ABA), em nota enviada à nossa redação, divulga a agenda de jogos regionais e nacionais, que vão decorrer entre os dias 29 outubro e 4 de novembro de 2026.
A ABA salienta que os jogos regionais assinalados com fundo de cor verde têm Juízes nomeados pelo CAD Algarve.
Iniciativa reuniu empresárias do Algarve, Alentejo e Andaluzia para promover o empreendedorismo feminino e a cooperação transfronteiriça.
O NERA – Associação Empresarial do Algarve, sedeada em Loulé, enquanto parceiro do projeto INTREPIDA pro, promoveu a participação de empresárias algarvias no 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EURO AAA), realizado nos dias 27 e 28 de outubro, em Sevilha, Espanha.
Do Algarve, participaram 10 gestoras e líderes de negócios dos concelhos de São Brás de Alportel, Faro, Tavira, Silves e Loulé representando diferentes setores de atividade, como artesanato, design, apicultura, produção de aguardente de medronho, turismo ou desenvolvimento pessoal, refletindo a diversidade do tecido empresarial feminino da região.
Organizado pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, entidade líder do projeto, o encontrocombinou sessões de capacitação com momentos de networking, proporcionando às participantes oportunidades de partilha de experiências e estabelecimento de contactos empresariais.
O programa abordou temas como a comunicação assertiva, a inteligência artificial aplicada aos negócios, a marca pessoal e as estratégias de venda. Entre as intervenções, destacou-se a sessão «A Arte e a Ciência de Vender», dinamizada por Penélope Serrano Serradilla, centrada na compreensão das necessidades dos clientes, na comunicação de valor e na construção de relações comerciais de confiança.
Dando continuidade às atividades do projeto, estão previstas novas sessões em Portugal, dedicadas ao empreendedorismo no feminino e promovendo a capacitação em temas como a utilização de ferramentas de inteligência artificial em contexto empresarial. A nível eurorregional, o projeto promoverá mais três fóruns transfronteiriços para mulheres empresárias, que terão lugar em Cádis, na Andaluzia, em Évora, no Alentejo, e no Algarve, em local a definir.
O INTREPIDA pro é cofinanciado pelo Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027. A parceria é liderada pela Fundación Tres Culturas del Mediterráneo e integra o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, a Mancomunidad de Desarrollo Condado de Huelva e a Fundación Bahía de Cádiz para el Desarrollo Económico.
A Fundação Manuel Viegas Guerreiro (FMVG) assinala, no próximo sábado, 31 de outubro, em Querença, o aniversário de nascimento de Manuel Viegas Guerreiro, reunindo patrimónios cultural e natural, celebrando com um documentário e uma Aula Livre sobre as Grutas das Solestreiras, em pleno Geoparque Algarvensis.
Com um programa pensado na evocação dos valores e obra de Viegas Guerreiro, a Fundação organizou mais uma Aula Livre, inspirada no projeto do Mestre: os Estudos Gerais Livres.
A abrir a sessão, o documentário ‘Manuel Viegas Guerreiro: viagem de 3 séculos pela Etnologia’ sinaliza o etnógrafo africanista, coletor das tradições orais e de objetos de arte africana que integram, hoje, coleções de museus nacionais. Homem da Ciência e uma referência do Humanismo sem preconceito, Viegas Guerreiro, deixa pistas fundamentais para compreender a realidade humana na sua região e no mundo.
Celebrando o amor que tinha pelas pessoas de Querença e pela serra algarvia, a Aula é, desta feita, dedicada ao território da sua aldeia natal, a um lugar quase mítico para a maioria da população local: as Grutas das Solestreiras, inseridas no Geoparque Algarvensis, reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO, em abril deste ano.
Biblioteca-Museu MVG
Para a sessão de dia 31 de outubro, a Fundação convoca a memória, a investigação e a partilha do saber afirmando que “As Grutas das Solestreiras, integradas no território do Geoparque Algarvensis, constituem o ponto de partida para a descoberta deste nosso património” — destaca João Silva Miguel, presidente da FMVG — E acrescenta “se a Etnologia nos ajuda a compreender as marcas deixadas pelas comunidades humanas nas suas práticas do dia a dia, das narrativas e das tradições, a Geologia e a Paleontologia permitem-nos recuar no tempo e interpretar os vestígios de processos naturais que moldaram as paisagens e os territórios.”
A Aula intitula-se ‘Entre pedras e pedrinhas: como o território molda as suas gentes’ e será proferida por Hugo Campos, paleontólogo e geólogo da Câmara Municipal de Loulé, afeto ao Geoparque Algarvensis.
Esta Aula — salienta João Silva Miguel — “representa uma oportunidade para reforçar a importância do diálogo entre a investigação científica, as instituições locais e as comunidades que vivem e constroem a identidade deste território.”
Após a Aula Livre, o público presente partilhará memórias e experiências ligadas a este património geológico e cultural.
João Guerreiro, geógrafo e antigo reitor da Universidade do Algarve, junta-se à celebração num momento que a FMVG chama de ‘testemunho’.
O 114.º aniversário de Viegas Guerreiro assinala-se no auditório da Fundação a partir das 17h00. Na galeria da entrada, existe uma pequena mostra — O Campo e a Cidade — sobre a investigação de Manuel Viegas Guerreiro junto das comunidades rurais em África e em Querença. É inspirada nas palavras do Professor “não há cidade sem campo, é para este e para o seu seio que ela se abre; duas entidades inter-ligadas, em perfeita complementaridade.” («Campo e cidade: o camponês e o urbano», in “Revista Lusitana”, 1989)
A entrada é livre para todos os públicos. A FMVG tem o apoio da Câmara Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Querença.
A nova edição do livro ‘A Arca da Alegria‘ surge no âmbito do Projeto ‘O Nosso Livro na Comunidade!‘ promovido pela Associação de Saúde Mental do Algarve (ASMAL) e cofinanciado pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência – IDiPD, I.P, vai ser apresentado em Faro e Loulé.
O livro ‘A Arca da Alegria’ é um trabalho colaborativo e inclusivo, co-criado por pessoas com doença mental, deficiência e/ou incapacidades no decurso da oficina de Escrita Criativa (dinamizada por Daniela Pinheiro) e da Oficina de Ilustração (dinamizada por Susana Pinto Coelho). A adaptação de texto é de Olinda Maria e a coordenação do projeto de Nídia Gonçalves.
Esta nova edição traz consigo o ‘Caderno da Alegria‘ (um caderno de atividades com base na estória do livro) igualmente criado nas Oficinas de Ilustração, sob orientação de Susana Pinto Coelho, através da participação ativa das pessoas com doença mental, deficiência e/ou incapacidades.
Salienta a ASMAL que o livro e o caderno de atividades são dirigidos ao público infantil, entre o ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, visando promover a participação, a inclusão, o respeito e a aceitação da diferença junto da comunidade.
07 de novembro – sábado | 11h00 – FNAC Faro – Fórum Algarve
08 de novembro – domingo | 15h00 – FNAC Loulé – Mar Shopping
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, preside esta sexta-feira, 30 de outubro, em Faro, à Assinatura do Contrato de Cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com as Universidades de Aveiro e do Algarve, com vista ao Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, cujo Estudo deverá apresentar soluções técnicas para o tratamento de resíduos urbanos numa região onde a sua produção ultrapassa as 400 mil toneladas por ano e onde as taxas de deposição nos dois aterros existentes ultrapassam os 80%.
A cerimónia de assinatura do Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, realiza-se pelas 15h00, na Sede da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, sita na Rua General Humberto Delgado 18, em Faro.
Uma hora depois, ou seja, às 16h00, na Câmara Municipal de Faro, perante António Miguel Pina, Presidente da Câmara Municipal, Maria da Graça Carvalho, preside à Assinatura do Protocolo de Colaboração Técnica entre a APA e o Município de Faro com vista à mitigação das cheias urbanas, em particular da Rua de São Luís.
Através deste Protocolo, a APA garante o acompanhamento técnico especializado nas fases de contratação e estudos, cabendo ao Município de Faro preparar e lançar os processos para a captação de fundos para as empreitadas, apontando-se como veículo prioritário os avisos do Programa Sustentável 2030.
Do Algarve para o Alentejo, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, desloca-se para Alvito, onde às 19h30 preside à Cerimónia Oficial de Inauguração da Feira dos Santos e Frutos Secos 2026, que se realiza no Pavilhão Institucional no Recinto da Feira do Alvito.
Um quarteto de solistas de algumas das principais orquestras sinfónicas polacas leva a Castelo de Vide o concerto ‘Sentir o Pulsar do Universo: Música para Quatro Trompas’. O Hornet Quartet apresenta-se a 7 de novembro (21h30), na igreja do convento de São Francisco. Todas as atividades são de acesso livre e gratuito.
Castelo de Vide ocupa uma posição muito especial na vertente norte da Serra de São Mamede, um espaço de fronteira onde a história deixou marcas densas ao nível da arquitetura, das práticas devocionais e da própria organização da paisagem.
É neste quadro que o Terras sem Sombra (TSS) regressa a Castelo de Vide a 7 e 8 de novembro, colocando a música no centro de uma programação que entretece criação artística, património e natureza.
O momento crucial da passagem pelo concelho alentejano materializa-se no concerto ‘Sentir o Pulsar do Universo: Música para Quatro Trompas’, na igreja do convento de São Francisco. O concerto oferece ao polaco Hornet Quartet a oportunidade de explorar a amplitude expressiva de uma formação pouco habitual, com incidência na música dos séculos XX e XXI. O Festival propõe ainda uma leitura da religiosidade inscrita no tecido urbano e uma aproximação à diversidade ecológica da Serra de São Mamede.
Um concerto assente numa notável tradição europeia
A trompa nasceu como instrumento de sinal e de chamamento, concebido para projetar o som a grande distância, muito antes de conquistar lugar próprio na orquestra e na música de câmara. Dessa origem conserva ainda uma vocação expansiva, que a tradição europeia transformou numa linguagem de notável riqueza tímbrica e expressiva, capaz de oscilar entre a solenidade e a delicadeza, entre a projeção sonora e uma quase intimidade vocal. É nessa plasticidade sonora que se estrutura o concerto «Sentir o Pulsar do Universo: Música para Quatro Trompas», apresentado a 7 de novembro (21h30), na igreja do convento de São Francisco, em Castelo de Vide.
Hornet Quartet
Fundado em 2012, o Hornet Quartet reúne Gabriel Czopka, Michał Szczerba, Łukasz Łacny e Piotr Kowalski, solistas de algumas das mais importantes orquestras sinfónicas polacas da atualidade. A formação tem desenvolvido um trabalho continuado em torno das possibilidades expressivas da trompa, com particular atenção à música contemporânea e à criação de novo repertório para o instrumento. Em Castelo de Vide, o programa concede lugar de destaque à música polaca, com obras de Włodzimierz Kotoński, Jan Stokłosa, Feliks Rybicki e Witold Lutosławski. A este núcleo juntam-se as Fripperies, de Lowell E. Shaw, e as Trois Chansons, de Claude Debussy, aqui transpostas para quatro trompas.
A igreja do convento de São Francisco acrescenta ao concerto uma expressiva dimensão histórica, além de excelentes condições acústicas. Fundado em 1585, o antigo convento de Nossa Senhora da Conceição dos Frades Recoletos de São Francisco conserva a memória de sucessivas campanhas arquitetónicas, entre as quais avulta a renovação barroca do século XVIII.
Uma geografia da devoção
Na tarde de sábado, 7 de novembro (15h00), o Jardim Grande – Parque João José da Luz constitui o ponto de partida para ‘Património que Protege: Oratórios, Nichos e Capelas’. A atividade é orientada por Rosário Salema de Carvalho, historiadora de arte e diretora do Museu Nacional do Azulejo, e por Carolino Tapadejo, profundo conhecedor e divulgador da história local.
O percurso propõe uma alteração deliberada da escala com que habitualmente se observa o património, ao privilegiar um olhar de minúcia sobre as formas através das quais a devoção se inscreveu no quotidiano: um nicho aconchegado numa fachada, uma imagem destinada a proteger uma rua ou uma casa, um pequeno oratório, uma capela. De acordo com José António Falcão, diretor-geral do TSS, «a sua leitura permite recuperar não apenas uma história artística, mas também gestos, crenças e práticas sociais que moldaram a experiência da vila».
A Serra de São Mamede, um mosaico de diversidade
A Serra de São Mamede introduz uma particularidade na paisagem do Alto Alentejo. A altitude, o relevo e o clima permitem que, numa região dominada pela influência mediterrânica, sobrevivam comunidades vegetais de características distintas das planícies envolventes. O Parque Natural regista cerca de 800 espécies de plantas e constitui o limite meridional da distribuição do carvalho-negral em formações boscosas e de montado.
Castelo de Vide
É a esta diversidade que se dedica o itinerário «Do Bosque ao Montado: Os Carvalhos da Serra de São Mamede», na manhã de domingo, 8 de novembro (09h30), com partida da Praça D. Pedro V. A visita é orientada por Carlos Vila-Viçosa, biólogo e investigador do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, cujo trabalho se tem centrado na biodiversidade, ecologia e evolução do género Quercus, nas florestas mediterrânicas e no restauro de habitats.
Aqui coexistem carvalhais de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e montados de sobreiro (Quercus suber) e azinheira (Quercus rotundifolia). Entre o bosque e o montado revela-se, assim, mais do que uma diferença de fisionomia vegetal: tornam-se legíveis modos distintos de relação com a terra.
Na distribuição das espécies inscrevem-se clima, geologia e evolução; no montado, séculos de trabalho humano e adaptação; na sua regeneração, joga-se parte do futuro destes ecossistemas. É esta leitura, simultaneamente ecológica e histórica, que a atividade propõe aprofundar no terreno.
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Na sua passagem por Castelo de Vide, o Terras sem Sombra conta com a parceria do Município de Castelo de Vide, da Embaixada da República da Polónia, do Ministério da Cultura da Polónia, do PCMA e da Fundação Nossa Senhora da Esperança. Mantêm-se igualmente os apoios institucionais da Direção-Geral das Artes, do BPI-Fundação «la Caixa» e da CCDR Alentejo. O Festival decorre sob o Alto Patrocínio da Presidência da República. A programação do Terras sem Sombra prossegue a 21 e 22 de novembro, em Beja.
O Município de Silves promove, no próximo dia 14 de novembro, entre as 14h00 e as 20h00, a ação de formação «Oficina Teórico-Prática para uma Didática Histórico-Crítica», que terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal de Silves.
Dinamizada pelos professores Roberto Barros e Raquel Varela, a formação assume o formato de uma aula-oficina, tendo por base os fundamentos da pedagogia histórico-crítica, da psicologia histórico-cultural e da didática desenvolvimental.
A sessão pretende promover a reflexão sobre a relação entre a didática histórico-crítica e a aprendizagem desenvolvimental coletiva, convidando o público a questionar e a reelaborar a filosofia da práxis docente. Através de um percurso teórico-prático e reflexivo, os participantes terão a oportunidade de experienciar os princípios e métodos que estudam, articulando a reflexão teórica com a prática pedagógica.
A iniciativa é gratuita e aberta ao público em geral, sendo acreditada para docentes, sendo que os professores interessados em obter acreditação, deverão efetuar a sua inscrição através da página do Centro de Formação de Associação de Escolas de Albufeira, Lagoa e Silves (CFAE), clicando aqui.
Os contactos para mais informações são o telefone 282 440 800 (ext. 2620) ou o endereço de correio eletrónico educacao@cm-silves.pt .
Mais de 5.000 participantes, 36 entidades parceiras e cerca de 400 voluntários. São estes os números da edição de 2026 dos ‘ANT GAMES’, o evento educativo e comunitário que este ano foi organizado pelo Agrupamento de Escolas de Albufeira Poente, Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, Junta de Freguesia da Guia e Associação Albufeira Activa.
Durante quatro dias, 15, 16, 17 e 21 de outubro, os Campos Sintéticos do Estádio Municipal de Albufeira, o Parque de Vale de Faro e a Escola Básica da Guia receberam alunos de todos os ciclos de ensino, professores, famílias e dezenas de associações, clubes e instituições locais, regionais e nacionais.
Nos dias 15 e 16, no Estádio Municipal, as manhãs foram dedicadas ao 1.º ciclo e as tardes aos 2.º e 3.º ciclos e ao ensino secundário, num circuito de estações temáticas com modalidades desportivas individuais e coletivas, jogos de tabuleiro, ciência, ambiente, proteção civil e cidadania.
No dia 17 de outubro o Parque de Vale de Faro recebeu o dia aberto à comunidade, onde assistiu a apresentações de cinotecnia, demonstrações de suporte básico de vida, aulas de hip hop, presença institucional de muitos parceiros e modalidades desportivas a decorrer em contínuo.
A 21 de outubro o evento encerrou na Escola Básica da Guia, com uma manhã dedicada ao pré-escolar, e aos 1.º e 2.º ciclos da freguesia, incluindo as crianças da creche. O evento incluiu a apresentação da exposição ‘Move-te Por Valores’, do IPDJ.
“O apoio ao movimento associativo é uma prioridade desta Junta e vai continuar a ser. Trabalhamos com estes parceiros ao longo de todo o ano, e é desse trabalho que nascem dias como este para as nossas crianças. Agradeço a quem se envolveu e renovo o compromisso: a Junta estará sempre disponível para apoiar projetos que acrescentem pedagogicamente à educação das nossas crianças”, argumenta Dinis Nascimento, presidente da Junta de Freguesia da Guia.
Cerca de 150 alunos participaram em Cursos Profissionais
Os ‘ANT GAMES’ são também uma oportunidade de formação. Cerca de 150 alunos dos cursos profissionais da Escola Secundária de Albufeira participaram no evento com funções atribuídas, horários e responsabilidades reais. Desporto, Ação Educativa, Massagem e Estética, Restauração e Bar e Multimédia.
Receberam parceiros, orientaram turmas, serviram o bar e a cafetaria, fizeram a massagem das mãos aos mais novos e cobriram o evento com fotografia e vídeo.
“Capturar o movimento, a emoção e a energia do desporto foi um desafio superado com distinção”, diz Dulce Prata, diretora do Curso Profissional de Multimédia.
Rede de Parceiros
Bombeiros Voluntários de Albufeira, Atlético Clube de Albufeira, Clube de Basquete de Albufeira, Imortal Basket, Imortal DC, Karaté Clube de Albufeira, Capoeira Muzenza, Movimento Ginga, CPCJ de Albufeira, Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, Águas do Algarve, Zoomarine, Na Mira, Associação Soul, Europe Direct Algarve, Centro Ciência Viva de Lagos, Sciaena, APEXA, Prime Skills, CD Areias São João, FC Ferreiras, Federação Portuguesa de Orientação, Comité Olímpico de Portugal, IPDJ, GNR, Agência Portuguesa do Ambiente, Federação Portuguesa de Corfebol, Junior Achievement Portugal, Decathlon.
“Estas atividades permitem às crianças desenvolver competências sociais, reforçar valores como o respeito, a cooperação e o trabalho em equipa, ao mesmo tempo que criam momentos de partilha e aproximação entre instituições e comunidade local”, afirma Marta Galego, Decathlon, parceira desportiva oficial do evento.
“Os ‘ANT GAMES’ são uma excelente oportunidade para aproximar crianças e jovens do desporto, promovendo o espírito de equipa e o gosto pela atividade física. Esta iniciativa reforça também a importância da colaboração entre escolas, instituições e comunidade na formação e desenvolvimento dos mais novos”, diz Filipa Duarte, Atletismo do CD Areias São João.
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“Proporcionar a prática de atividades saudáveis para o corpo e para a mente é a própria definição de desporto. E os ‘ANT GAMES’ são espaço de encontro, de acolhimento, de sorriso, onde se ensina e também se aprende”, refere Ana Burnay, Europe Direct Algarve.
“É com muito gosto que a Associação Soul participa, pela quarta edição, nos ‘ANT GAMES’. Tem sido uma experiência incrível com os miúdos, não só pelo contacto com a dança, mas pelo convívio”, afirma Marina Duarte, Associação Soul.
“Eventos como os ‘ANT GAMES’ desempenham um papel fundamental na democratização do conhecimento, provando que a ciência pode, e deve, chegar a todos de forma acessível, prática e inspiradora,” salienta Hélder Ferreira, Centro Ciência Viva de Lagos.
“Obrigado pela organização de eventos que dão a todas as associações e clubes a oportunidade de se mostrarem e de dar um dia diferente às crianças do concelho”, refere Bruno Mateus, Clube de Basquete de Albufeira.
“Estas iniciativas são um verdadeiro exercício de cidadania e uma oportunidade de aprendizagem muito real fora da sala de aula”, diz Filipa Almeida, Águas do Algarve.
“Os ‘ANT GAMES’ são uma oportunidade para as crianças brincarem, aprenderem e sentirem-se parte ativa da comunidade. Para a CPCJ de Albufeira, participar é reforçar a proximidade com as famílias, lembrando que brincar, participar e ser ouvido são direitos de todas as crianças”, Tânia Baptista, presidente da CPCJ de Albufeira.
“A participação das nossas atletas nos ‘ANT GAMES’ foi uma oportunidade de partilhar momentos, criar laços e crescer em conjunto. Experiências assim formam jovens mais confiantes, solidários e conscientes do valor do espírito de equipa”, Maria João, Patinagem do FC Ferreiras.
“A Prime Skills esteve nos ‘ANT GAMES’ para trabalhar as soft skills das crianças e jovens de Albufeira: comunicação, empatia, trabalho em equipa e resolução de problemas. Investir nestas competências é investir num futuro mais colaborativo e equilibrado”, diz Andreia Lima, Prime Skills.
“Nos ‘ANT GAMES’, levámos o voleibol aos mais novos com brincadeira, movimento e espírito de equipa. Para o ACA, é uma alegria ajudar as crianças a descobrir o gosto pelo desporto e aproximar o clube da comunidade”, afirma Alexandra Orlando, Atlético Clube de Albufeira.
“A presença do IPDJ, através dos programas Cuida-te e APPtiva, aproximou jovens, famílias e comunidade de respostas que promovem o bem-estar físico e psicológico. Reforça o nosso papel na promoção de uma juventude mais informada, ativa e saudável”, salienta Susana Fialho, IPDJ Faro.
Sobre os ‘ANT GAMES’
Os ‘ANT GAMES’ são um evento educativo, comunitário e inclusivo, organizado em 2026 pelo Agrupamento de Escolas de Albufeira Poente, a Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, a Junta de Freguesia da Guia e a Associação Albufeira Activa. Contam com o apoio institucional do Comité Olímpico de Portugal, através do Programa de Educação Olímpica, e do IPDJ, e com a Decathlon como parceira desportiva oficial.
O ano começou com chuva recorde e barragens cheias. A barragem de Alqueva está a 80% da capacidade e a média nacional supera os 70%, no entanto, há zonas do distrito de Évora onde as reservas de água continuam a ser motivo de preocupação, como demonstra a reportagem da SIC.
Janeiro e fevereiro foram os meses mais chuvosos dos últimos 50 anos, num início de ano que parecia promissor para os recursos hídricos.
Alqueva, o maior reservatório de água do país, atingiu a cota máxima no início de fevereiro, o que obrigou à libertação de água. Atualmente, encontra-se a 80% da capacidade de armazenamento.
Imagem extraída da reportagem da SIC
Em média, as barragens, os reservatórios e as bacias hidrográficas estão acima dos 70% da capacidade.Ainda assim, há exceções. A barragem da Vigia, no distrito de Évora, está apenas a 25% da capacidade.
A água armazenada é importante para uma área de 1500 hectares, explorada por cerca de uma centena de agricultores, sobretudo dedicados ao olival e à vinha. Se a chuva não regressar, poderá ser necessário recorrer ao rateio da água, apesar de este ter sido um ano favorável em termos de precipitação.
A situação é ainda mais difícil para os produtores e agricultores da zona de Assumar, no distrito de Portalegre. Sem reservas de água nas proximidades, estão dependentes das condições meteorológicas, numa altura em que a água da chuva que caiu no início do ano já se esgotou.
A estes constrangimentos juntam-se os custos dos combustíveis, da energia, dos fertilizantes e das sementes, que têm reduzido as margens de lucro dos produtores. Para já, não se preveem problemas de água no próximo ano agrícola, mas a ocorrência de chuva será essencial para garantir que esse cenário se concretiza.
Ao mesmo tempo, a instabilidade internacional tem provocado um aumento significativo dos custos de produção, de forma transversal. Perante este cenário, a expectativa é de que o próximo ano traga aumentos generalizados dos preços dos produtos alimentares.
A Câmara Municipal de Loulé continua a dar corpo à sua Estratégia Local de Habitação 2019-2032, tendo esta terça-feira, 27 de outubro, promovido a entrega de mais 36 fogos de habitação pública na cidade de Loulé, no regime de arrendamento acessível.
Desta vez os novos inquilinos da Urbanização Clona, perto da Mina do Sal, são sobretudo jovens, elementos de forças de segurança e professores que trabalham no concelho, mas também famílias com rendimentos intermédios que deixaram de conseguir pagar os valores do atual mercado de arrendamento.
As habitações, nas tipologias T1, T2, T3 e T4, foram financiadas na sua totalidade pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.
Com estas 36 habitações, já foi entregue um total de 171 casas desde o início deste mandato autárquico.
Entre construções, projetos e planeamento, a Autarquia está neste momento a trabalhar em perto de mil respostas habitacionais, “para mitigar e resolver o problema da habitação”.
“Fico muito feliz por todos os que ficaram com casa pois esta é a base da vida de qualquer família. Trabalhamos em várias áreas, com várias ferramentas, para conseguirmos chegar o mais depressa depressa possível a todos os que necessitam”, sublinhou o presidente da Autarquia, Telmo Pinto.
Estas casas foram entregues no âmbito do segundo sorteio realizado para atribuição de habitação pública. O autarca assegurou que “outros se seguirão mas que o prazo entre os sorteios e a entrega das chaves será, no futuro, cada vez menor.“
Sob o tema “Fortalezas Marítimas do Algarve no Século XVII”, esta tertúlia será dinamizada pelo professor e investigador Valdemar Coutinho, autor de diversos estudos sobre o património histórico e cultural algarvio.
Em análise, estarão as razões do elevado número de fortalezas marítimas construídas, nesse período, na orla marítima do Algarve, as quais constituem igualmente um património construído de relevante importância na história de uma região, localizada na rota entre o Mediterrâneo e Atlântico.
Devido a esse contexto, ao longo dos tempos, o Algarve esteve muito mais exposta a incursões frequentes de piratas e corsários europeus, berberes e turcos do que a faixa costeira ocidental, até porque a costa algarvia dispunha de muitos ancoradouros de fácil desembarque de piratas e corsários, pondo em risco tanto a vida das populações, como os seus bens.
O meio encontrado para atingir esse objetivo foi a existência de fortalezas marítimas dotadas de meios para repelir, com eficiência, os referidos ataques.
No século XVII, os perigos eram tão graves e frequentes que, em 1618, Filipe II de Portugal (III de Espanha), contratou o arquiteto italiano Alexandre Massaii, para estudar a situação das fortalezas marítimas, para garantir a desejada segurança.
O dito estudo foi entregue, em 1622, subordinado ao tema “DESCRIPÇÃO DO REINO DO ALGARVE”, com sugestões de construção de novas fortalezas ou de melhoramento nas existentes, o que veio a concretizar-se, nalguns casos.
Este é uma iniciativa integrada no Projeto “Museus para Todos”, desenvolvido pelo GAMP, desde 2024, com o apoio da Unidade de Cultura da CCDR-Algarve, do Museu e do Município de Portimão.
Visa fomentar uma maior interação e inclusão, no sentido de ampliar o contacto com a história, o património cultural e identitário da diversidade dos museus e monumentos algarvios.
Um estudo coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) / Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) identificou uma relação entre o metabolismo materno e o stress cardíaco no recém-nascido, sobretudo quando a diabetes gestacional coexiste com excesso de peso ou com obesidade materna antes da gravidez.
Em concreto, ao analisar gravidezes com e sem diabetes gestacional, os cientistas descobriram o aumento de um marcador de stress cardíaco nos casos em que as mães apresentavam excesso de peso ou obesidade antes da gravidez. Estes novos dados podem abrir caminho à futura identificação de sinais de vulnerabilidade para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
O estudo é particularmente relevante num cenário em que o excesso de peso e a obesidade em idade reprodutiva se tornam cada vez mais frequentes, e em que a diabetes gestacional – uma condição que surge durante a gravidez em mães que não eram anteriormente diabéticas – afeta cerca de 15% das gravidezes a nível mundial. Já a doença cardiovascular é habitualmente associada à idade adulta, ao estilo de vida ou à genética. Contudo, o coração começa a desenvolver-se muito antes disso e, durante a gravidez, adapta-se continuamente ao ambiente em que se encontra.
Neste estudo, a equipa queria “compreender a ligação entre a diabetes gestacional, o desenvolvimento fetal e a doença cardiovascular, que pode surgir décadas mais tarde. Tentámos avaliar se a diabetes gestacional deixa sinais mensuráveis de stress cardíaco no bebé antes do nascimento, influenciando a sua saúde cardiovascular futura, e como o ambiente metabólico materno pode comunicar com o coração do bebé antes mesmo de ele nascer”, explica a investigadora e também aluna do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC-UC, Carolina Tocantins.
A investigação foi feita através da análise do sangue do cordão umbilical de 82 recém-nascidos, com foco na presença de um marcador de stress cardíaco – a molécula NT-proBNP –, informação que foi cruzada com características metabólicas, hormonais e inflamatórias da mãe e do bebé.
Ao analisar o sangue do cordão umbilical de gravidezes com e sem diabetes gestacional, a equipa descobriu um aumento de cerca de 26% dos níveis da NT-proBNP nos casos que apresentavam excesso de peso ou obesidade materna antes da gravidez. Esta abordagem permitiu identificar esta molécula como um possível ponto de ligação entre o metabolismo da mãe, a resposta metabólica do bebé e a potencial adaptação do coração do bebé.
“Conseguimos relacionar a NT-proBNP com o índice de massa corporal e a glicemia materna, o peso da placenta e a secreção de insulina fetal. Encontrámos ainda uma relação inversa com o cortisol no sangue fetal do cordão umbilical”, revela a investigadora que coordenou o estudo no CNC-UC, Susana Pereira.
“Isto não significa que possamos atualmente usar a molécula NT-proBNP para prever se o bebé desenvolverá doença cardiovascular, mas abre-se uma possibilidade de vir a combinar biomarcadores obtidos ao nascimento com informação clínica”, adiantam as investigadoras. “Identificar precocemente sinais de vulnerabilidade poderá, no futuro, contribuir para estratégias de prevenção mais personalizadas para estas doenças”, refere Susana Pereira, da Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas e do Instituto para a Saúde e a Bioeconomia do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa.
O estudo, desenvolvido no âmbito do doutoramento de Carolina Tocantins, foi realizado em colaboração com a Universidade Médica de Graz (Áustria) e com a Universidade NOVA de Lisboa. O trabalho contou com financiamento do Fundo Austríaco para a Ciência, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e do programa Horizonte Europa, através do projeto PAS GRAS: redução de riscos metabólicos, determinantes ambientais e comportamentais da obesidade em crianças, adolescentes e jovens adultos.
O artigo Maternal BMI modulates cord plasma NT-proBNP in gestational diabetes linking cardiac stress to insulin-cortisol crosstalk (O IMC materno modula os níveis plasmáticos de NT-proBNP no cordão umbilical na diabetes gestacional, estabelecendo uma ligação entre o stress cardíaco e a interação entre a insulina e o cortisol, em português) está publicado na revista Cardiovascular Diabetology e disponível clicando AQUI.
A Assembleia Municipal de Loulé promoveu uma ação de formação e sensibilização especializada, com enfoque prático, subordinada ao tema “Instrumentos Financeiros de Gestão Autárquica para Deputados Municipais”, destinada aos membros desta Assembleia.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, terminou no passado dia 26 de outubro, proporcionando aos Deputados Municipais um espaço de aprendizagem e aprofundamento de conhecimentos, numa área fundamental para o exercício das suas funções.
Esta ação teve como objetivo reforçar os conhecimentos dos eleitos municipais em matéria de instrumentos financeiros de gestão autárquica, contribuindo para uma melhor compreensão das questões financeiras municipais e para o exercício informado das responsabilidades inerentes ao mandato.
Com esta iniciativa, a Assembleia Municipal de Loulé reafirma a importância da formação contínua dos seus membros, promovendo a qualificação, a capacitação e o aprofundamento das competências necessárias ao desempenho das funções dos Deputados Municipais.
Concerto dançado sobre o trabalho invisível dos migrantes “de Sal a Marte”, nova criação da Trimagisto estreia a 21 e 22 de novembro no Cineteatro Curvo Semedo
Um espetáculo que cruza teatro, música, dança, palavra e multimédia, “de Sal a Marte” reflete sobre a imigração, a identidade, a memória e o trabalho invisível que sustenta o quotidiano das sociedades contemporâneas.
Partindo do universo das salinas e dos gestos ancestrais da produção do sal – elemento primordial que dá sabor à vida e símbolo do trabalho humano, o espetáculo constrói uma narrativa sobre quem chega, e quem, tantas vezes, permanece sem ser verdadeiramente visto.
“São eles o verdadeiro sal da nossa vida – indispensáveis, mas tantas vezes empurrados para longe. Precisamos deles, mas insistimos em mandá-los ir para Marte, um planeta aparentemente vazio, apresentado como destino possível para aqueles que a sociedade considera incómodos”, explica Carlos Marques
“Afinal, somos todos Homo sapiens, animais que contam histórias e que, através delas, constroem mundos comuns – mas também inventam diferenças entre nós e os outros”.
Carlos Marques apresenta um concerto dançado que cruza a imigração, o trabalho e as fronteiras que criamos para nos separar enquanto seres humanos. Em palco, um músico, um coro comunitário e quatro intérpretes – bailarinos, cantores e atores – entrelaçam música, dança e palavra numa reflexão poética e política sobre o trabalho invisível dos imigrantes, cujo esforço, sustenta grande parte do conforto do quotidiano europeu.
Abalar, música e criação
No centro de “de Sal a Marte” está Abalar, músico e alter ego de Carlos Marques. É através desta persona que Carlos Marques desenvolve uma linguagem onde a música, a palavra e a presença cénica se cruzam para dar corpo às questões levantadas pelo espetáculo.
O espetáculo nasce de um processo colaborativo que cruza diferentes linguagens artísticas e contributos criativos.
Cláudia Dias e Beatriz Rodrigues acompanham a criação ao nível do movimento e do apoio dramatúrgico, enquanto Ricardo Almeida é responsável pelos arranjos e pela produção musical, dando forma à dimensão sonora do espetáculo.
A direção coral está a cargo de Mara, que orienta o trabalho do Coro do Sal, coro comunitário de Montemor-o-Novo que integra esta criação, trazendo para o palco as vozes da comunidade e reforçando a dimensão coletiva do projeto. A participação do Coro do Sal, coro comunitário de Montemor-o-Novo, alarga a reflexão de “de Sal a Marte” para além do palco, envolvendo a comunidade num processo de criação e participação coletiva.
Através desta experiência artística partilhada, Carlos Marques convida os participantes a questionar preconceitos, e a pensar coletivamente sobre a sociedade que construímos. A estreia de “de Sal a Marte” acontece a 21 de novembro, às 21h30, no Cineteatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo, numa sessão que assinala também a apresentação e o lançamento do livro “de Sal a Marte”.
A presença do destino na feira de turismo de Londres dá destaque à diversidade da oferta turística da região e à valorização da sua identidade natural e cultural, numa participação que integra a obra da artista algarvia Vanessa Barragão, no âmbito da campanha «Portugal is Art».
O Turismo do Algarve vai participar na WTM London 2026, feira internacional de turismo dirigida a profissionais do setor, que decorre de 3 a 5 de novembro, em Londres, integrado na representação nacional do Turismo de Portugal. A presença da região conta com 30 empresas associadas da Associação Turismo do Algarve (ATA), representativas de diferentes segmentos da oferta turística regional.
Para além de proporcionar o contacto direto e estreitar relações comerciais com operadores turísticos, companhias aéreas, agências de viagens e outros parceiros internacionais, a participação na WTM London visa dar a conhecer ao mercado britânico uma oferta que vai além do tradicional produto de sol e mar. O golfe, a natureza, a gastronomia, o enoturismo, a cultura e o turismo de luxo estarão igualmente em destaque, dando a conhecer diferentes facetas da região e propostas que respondem a motivações de viagem distintas. A valorização desta diversidade acompanha a estratégia de promoção do destino ao longo de todo o ano, procurando atrair visitantes também fora da época alta.
Obra de Vanessa Barragão dá nova identidade ao espaço do Algarve
O Algarve estreia na WTM London uma nova abordagem visual do seu espaço, com uma obra da artista algarvia Vanessa Barragão, que integra a campanha internacional «Portugal is Art», do Turismo de Portugal.
Inspirada no encontro entre a terra e o mar, a obra evoca a paisagem algarvia e a riqueza dos ecossistemas marinhos através de uma linguagem sensorial e orgânica, marcada por texturas, volumes e técnicas artesanais. A intervenção artística propõe um olhar sobre o destino que vai além das imagens turísticas mais convencionais, dando expressão à sua identidade e à relação entre natureza, criatividade e sustentabilidade.
Vanessa Barragão é também uma das embaixadoras do Geoparque Algarvensis, reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO em abril deste ano. Esta ligação ao território traz um significado adicional à presença da sua obra no espaço do Algarve, criando uma ponte entre a promoção turística, a valorização do património natural e cultural e a preservação da identidade regional.
Mercado britânico representa 27,1% das dormidas no Algarve e 44,9% do tráfego de passageiros do Aeroporto de Faro
O Reino Unido mantém-se como o principal mercado emissor internacional do Algarve, com um peso expressivo na procura turística e na conectividade aérea da região. Entre janeiro e agosto de 2026, os turistas britânicos foram responsáveis por mais de 4 milhões de dormidas no destino, mais 0,9% do que no período homólogo, representando 27,1% do total de dormidas na região.
A importância deste mercado também se reflete nos movimentos do Aeroporto de Faro. Entre janeiro e setembro deste ano, as ligações com o Reino Unido registaram cerca de 3,9 milhões de passageiros, mais 5,6% do que no período homólogo, o correspondente a 44,9% do tráfego comercial de passageiros do aeroporto.
“O mercado britânico continua a ter uma importância incontornável para o Algarve. Mas, mesmo junto de quem conhece bem o destino, há sempre espaço para surpreender e revelar novas razões para nos visitar.
A WTM London permite-nos manter uma relação próxima com os profissionais deste mercado e apresentar a diversidade da oferta regional, mostrando que o Algarve tem diferentes propostas a descobrir ao longo de todo o ano.
A participação das nossas empresas associadas é fundamental para dar visibilidade a essa diversidade e criar novas oportunidades de negócio”, explica André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.
O Museu Municipal de Loulé promove, no próximo sábado, dia 31 de outubro, a Festa Celta: Celebração do Samhain Irlandês. A iniciativa insere-se no ciclo “Inclusivamente”, um programa contínuo do Museu composto por diversas ações que pretendem criar pontes com as comunidades residentes no concelho, promovendo o diálogo intercultural, a inclusão e a valorização da diversidade.
Organizado em parceria com o Consulado Honorário da Irlanda em Portugal, o evento pretende dar a conhecer as tradições irlandesas, proporcionando um espaço de encontro e partilha em torno da música, da gastronomia e do património cultural.
A programação arranca às 15h00, com atividades destinadas ao público infantil. Pelas 16h30, o palco pertence à banda The New Cobblestones, que trará os ritmos vibrantes da música tradicional irlandesa.
Ao longo da tarde, os participantes poderão ainda desfrutar de uma mostra e degustação de gastronomia irlandesa, bem como visitar livremente o espaço museológico dos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, aliando a descoberta da cultura celta à fruição do património histórico local.
Enraizado nas tradições celtas da Irlanda, o Samhain assinala historicamente a transição para a estação mais escura do ano e ocupa um lugar central na cultura irlandesa.
Através desta celebração, o Museu Municipal de Loulé convida a comunidade e os visitantes a descobrirem estas expressões culturais num ambiente festivo e familiar.
Esta Festa Celta tem entrada gratuita, não sendo necessária inscrição prévia.
Os Brasa Doirada anunciam que querem levar o Alentejo a todas as rádios, com a nova versão do tema de Jota Mendes, ‘O Meu Montinho’, que chega às plataformas digitais às 21h00 do último dia de outubro, acompanhada pela estreia do videoclip oficial no YouTube.
“Há músicas que nos transportam para lugares onde já fomos felizes. Que nos recordam as nossas origens, as pessoas que ficaram e a terra que, mesmo à distância, nunca deixamos de sentir como nossa“, dizem os Brasa Doirada na nota enviada às redações.
É essa memória que os Brasa Doirada trazem de volta com ‘O Meu Montinho’, uma nova interpretação do tema de Jota Mendes, com lançamento marcado para 31 de outubro, às 21h00, nas plataformas digitais e com estreia simultânea do videoclip oficial no YouTube.
Com mais de onze anos de percurso, os Brasa Doirada continuam a afirmar uma identidade musical própria, onde a raiz alentejana se cruza com a irreverência, a energia e uma sonoridade contemporânea. Nesta versão, a banda revisita uma canção carregada de nostalgia, dando-lhe uma nova dimensão sonora, sem perder a essência que a torna tão especial.
Brasa Doirada
Os arranjos musicais e a produção áudio de Paulo Ribeiro são parte fundamental desta abordagem, que procura aproximar a música de raiz alentejana de novos públicos e mostrar que a tradição não tem de ficar presa ao passado para continuar a emocionar.
Mais do que um novo lançamento, ‘O Meu Montinho’ é a afirmação de um caminho feito de evolução, aprendizagem e respeito pelas origens. Uma canção que nasce da memória do Alentejo, mas que fala a todos os que sabem o que é partir e continuar a levar a sua terra dentro de si.
Os Brasa Doirada querem agora que esta sonoridade chegue às rádios de todo o país, levando consigo a alma alentejana e a vontade de continuar a surpreender. Para ver o videoclip oficial no YouTube, quando estiver disponível, clique aqui.
Porque há raízes que nunca se perdem. E há músicas que nos fazem regressar a casa.