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Alphabet cai quase 11% após resultados abaixo do esperado

By: ECO IA
28 October 2026 at 21:37

As ações da Alphabet, dona da Google, caíram quase 11% nas negociações após o fecho de Wall Street, depois de os resultados do terceiro trimestre terem ficado abaixo das expectativas, segundo a Bloomberg (acesso pago, em inglês). As receitas, excluindo pagamentos a parceiros, somaram 111,2 mil milhões de dólares nos três meses terminados em setembro, ligeiramente abaixo das projeções dos analistas.

A publicidade, que permite financiar os investimentos do grupo em Inteligência Artificial, gerou receitas de 82 mil milhões de dólares, aquém dos 83,6 mil milhões esperados. Também as receitas da pesquisa e atividades relacionadas falharam as previsões. Na conferência com analistas, a Google reconheceu que a monetização das consultas no modo de Inteligência Artificial abaixo do esperado condicionou o crescimento das receitas deste negócio, de acordo com a agência.

O lucro por ação ficou nos 2,12 dólares, abaixo dos 2,99 dólares antecipados por Wall Street. Os resultados foram penalizados por perdas de 8,7 mil milhões de dólares em participações financeiras, sobretudo na SpaceX, refere a Bloomberg. A evolução contrasta com os ganhos registados um ano antes e no segundo trimestre, quando a valorização de investimentos contribuiu para os lucros.

Já a Google Cloud superou as expectativas, com receitas de 30,7 mil milhões de dólares e um resultado operacional de 11,1 mil milhões, acima das estimativas de 29,1 mil milhões e 9,8 mil milhões, respetivamente. As receitas desta divisão, que fornece infraestrutura e serviços de inteligência artificial a empresas, cresceram 103%, mas o desempenho não evitou a reação negativa dos investidores.

A Alphabet tinha anunciado em julho despesas de capital de até 205 mil milhões de dólares este ano, mais do dobro do ano anterior. Segundo a Bloomberg, o grupo indicou ainda ter, no final de setembro, compromissos de compras futuras de 924 mil milhões de dólares, além de 152 mil milhões em contratos de arrendamento ainda não iniciados e outras obrigações. A dimensão destes compromissos aumenta a pressão sobre Sundar Pichai para demonstrar o retorno da aposta em inteligência artificial.

Lisboa e Porto voltam a manifestar-se pela habitação

By: ECO
28 October 2026 at 21:11

As manifestações pelo direito à habitação voltaram esta quarta-feira às cidades de Lisboa e Porto. No caso da cidade invicta, a assembleia popular votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação e sido sujeitos a duas cargas policiais.

Em assembleia popular que decorreu no Porto com cerca de 200 pessoas, foi votado reacampar no local esta noite, estando disponíveis pelo menos 30 tendas, além de sacos-cama.

Já em Lisboa, entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19h30 na acampada na Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital. A iniciativa tem decorrido esta quarta-feira sem incidentes, tendo a 12.ª assembleia popular desde o início dos protestos em Lisboa começado pelas 19h25, sem qualquer perturbação da circulação na praça e sem que se avistem tendas nem polícia.

A Acampada de Lisboa aprovou em assembleia popular a realização no próximo sábado de uma nova manifestação entre o Marquês de Pombal e o Rossio, seguida de concentração nesta última praça.

A proposta foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra 95 de pessoas que pretendiam apenas a realização de uma concentração na Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio. A intenção dos manifestantes é votar no sábado se a concentração incluirá a montagem de tendas no Rossio.

A programação desta quarta-feira inclui a partir das 21h00 a atuação de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.

A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas. Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

O Chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

Chef Henrique Ferreira volta à Global Wines para liderar enoturismo e restauração

By: ECO IA
28 October 2026 at 19:02

A Global Wines anunciou esta quarta-feira o regresso de Henrique Ferreira para assumir a direção das áreas de enoturismo e restauração do grupo, com responsabilidades nas três unidades no Dão e na Bairrada.

Natural de Santar, Henrique Ferreira começou a trabalhar em cozinha aos 14 anos e entrou na Global Wines em 2009 como estagiário. Em 2013, assumiu a chefia da cozinha do Paço dos Cunhas de Santar e, em 2016, tornou-se chef executivo do grupo.

“Regressar à Global Wines tem um significado muito especial, pela ligação a Santar e por ter construído nesta casa uma parte significativa do meu percurso profissional. Queremos reforçar a ligação entre gastronomia, vinhos e território, criando experiências que convidem as pessoas a descobrir as nossas casas e a regressar”, afirma Henrique Ferreira, em comunicado.

“O regresso do Henrique representa um passo importante no desenvolvimento da restauração e do enoturismo da Global Wines, no Dão e na Bairrada. Conhece profundamente o grupo, os espaços e as equipas, e reúne a experiência e a capacidade de liderança necessárias para reforçar a qualidade da oferta e desenvolver novas experiências que valorizem a gastronomia, os vinhos e os territórios onde estamos presentes”, afirma Nuno Medeiros, diretor-geral da Global Wines.

A preparação de novas experiências de enoturismo e a renovação das cartas dos três restaurantes — Paço dos Cunhas de Santar, Quinta de Cabriz e Quinta do Encontro — são duas prioridades de Henrique Ferreira nesta nova fase.

No Paço dos Cunhas de Santar, a reabertura do restaurante será um dos momentos em destaque, com Victor Alves à frente da cozinha. Na Quinta de Cabriz, Ana Gomes mantém a liderança da cozinha, com uma carta baseada nos produtos e nas receitas da região. Na Quinta do Encontro, na Bairrada, o chef Gabriel Claro passa a liderar uma proposta de cozinha portuguesa, centrada nos produtos de cada época.

José Maria da Fonseca renova 0%riginal e lança espumante sem álcool

By: ECO IA
28 October 2026 at 18:43

A José Maria da Fonseca renovou a identidade visual da gama de vinhos sem álcool 0%riginal e alargou a oferta com o lançamento de um espumante branco. A nova imagem surge seis anos depois da entrada da marca no mercado e procura reforçar o posicionamento junto de consumidores adultos mais jovens e a presença no canal Horeca.

“Este rebranding visa afirmar o 0%riginal através de um código visual de vinho moderno, reforçar a proximidade com um público adulto mais jovem, para quem a moderação e a estética contam na decisão de compra, e consolidar a presença no canal Horeca”, explica António Soares Franco, head of marketing da José Maria da Fonseca, citado em comunicado.

A renovação traduz uma mudança na abordagem à categoria: em vez de privilegiar a explicação das características dos produtos, a marca aposta agora numa identidade visual mais orientada para a construção de marca e para o reconhecimento no momento da compra.

O reposicionamento procura também alargar o público-alvo. A 0%riginal dirige-se não apenas a quem não consome álcool, mas também a consumidores de vinho que, em determinadas ocasiões, optam por não beber, sem prescindir da experiência à mesa.

A José Maria da Fonseca enquadra esta renovação na chamada “geração 2.0” da gama, que associa à experiência acumulada em mais de duas décadas de investigação na área da desalcoolização, com equipamento próprio e parcerias com universidades do setor.

O Ministro da Educação, o Presidente da ASF e outros governantes vão às escolas ensinar a poupar

28 October 2026 at 17:50

No dia 30 de outubro, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira vão às escolas do Ensino Básico e Secundário para dar aulas sobre poupança e gestão de dinheiro. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em parceria com o Banco de Portugal, a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões).

Esta é a segunda edição do programa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” e, além da poupança, a iniciativa aborda temas como o orçamento familiar, a fiscalidade, os sistemas e produtos financeiros e o empreendedorismo.

Entre os participantes estão o ministro da Educação, Fernando Alexandre, que dará uma aula na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar, e o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que estará na Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja. Também os presidentes da ASF, Gabriel Bernardino, e da CMVM, Luís Laginha de Sousa, dinamizarão sessões no Cadaval e na Moita, respetivamente. A iniciativa conta ainda com secretários de Estado das áreas do Ensino Superior, do Orçamento e dos Assuntos Fiscais.

A par dos dirigentes governamentais e reguladores, o projeto conta com a participação de estudantes e docentes universitários de Finanças, Economia, Gestão e Contabilidade. Em articulação com os professores de Cidadania e Desenvolvimento, estudantes e docentes universitários vão partilhar conhecimentos e experiências com os alunos. As parcerias poderão prolongar-se ao longo do ano letivo, através de novas aulas e atividades.

De acordo com o MECI, a aprendizagem vai ser adaptada aos diferentes níveis de ensino. No 1.º ciclo, será abordada a importância e os objetivos da poupança, enquanto que no 2.º ciclo os alunos vão aprender formas de aplicação e remuneração das poupanças e a importância do planeamento financeiro. No 3.º ciclo, serão abordadas a diversificação dos investimentos para reduzir riscos e a proteção contra fraudes financeiras e digitais. Já no Ensino Secundário, os alunos vão comparar diferentes produtos financeiros e os riscos associados.

Os conteúdos incluem ainda a abordagem, de forma parcial, da tomada de decisões que envolvam ganhos e perdas, a distinção entre necessidades e desejos e entre rendimentos e despesas, o planeamento da poupança e dos investimentos a médio e longo prazo, e os comportamentos de proteção contra fraudes financeiras e digitais.

A iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada em 2025, que reforçou a importância da literacia financeira e levou à inclusão obrigatória desta dimensão na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em todos os anos de escolaridade.

Morreu o CEO da Aon Re, Andrew Laing

28 October 2026 at 17:31

O CEO de resseguro da Aon para o Reino Unido, Andrew Laing, morreu, anunciou a empresa na quinta-feira.

A Aon anunciou a morte de Andrew Laing, CEO da Aon Re Reino Unido.

Laing tinha assumido o cargo dedicado ao negócio de resseguro no Reino Unido em março de 2026. Trabalhava na Aon há mais de 40 anos e era também CEO da divisão global de resseguro facultativo da empresa desde 2016.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Aon afirma: “Estamos profundamente consternados com a perda de Andrew Laing, que liderava o negócio de soluções de resseguro da Aon no Reino Unido”.

“Quem conheceu Andrew recordar-se-á de muito mais do que das suas conquistas profissionais. Era dedicado à família, um colega de confiança, um mentor generoso e um amigo leal e estimado por muitos”, explica a Aon, que não adiantou a causa de morte.

Seguro recebeu especialistas na área da habitação

By: ECO
28 October 2026 at 16:14

O Presidente da República, António José Seguro, reuniu-se esta quarta-feira, no Palácio de Belém, com um grupo de especialistas na área da habitação, entre os quais o presidente e o CEO da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), Hugo Santos Ferreira e Manuel Maria Gonçalves, e o CEO do grupo Casais, António Carlos Rodrigues.

Na informação divulgada pelo Palácio de Belém, esclarece-se que António José Seguro ouviu representantes de um conjunto de entidades ligadas ao setor da habitação, nomeadamente “académicos, associações de inquilinos e de proprietários, representantes do setor da construção civil e obras públicas, promotores e investidores imobiliários, bem como ordens profissionais da área, associações de habitação pública e representantes do poder local”.

Ainda antes deste encontro, o Chefe de Estado deixou “três prioridades”. A primeira, apontou, passa por “dinamizar o mercado de arrendamento”. “Pode ser feito já, porque há uma série de casas, duas centenas de milhares de casas, pelo menos, que estão em condições de ser colocadas no mercado de arrendamento”, identificou. Em seguida, definiu, “proteger os mais vulneráveis, designadamente as pessoas que estão numa situação de vulnerabilidade”. E, por último, apostar numa “política de longo prazo”, que passa pela “construção de casas”.

Na intervenção anterior, havia pedido medidas de dois tipos, umas imediatas e outras mais estruturais, responsabilizando os partidos. “Agora é necessário dar o passo seguinte: é entenderem-se sobre essas propostas, umas através de políticas duradouras – é esse o entendimento a que eu tenho apelado –, e outras com medidas urgentes”, defendeu António José Seguro.

Elevador da Glória. Fidelidade nega “recusar indemnizar” as vítimas e as famílias

28 October 2026 at 16:07

A Fidelidade rejeitou “categoricamente que esteja a recusar indemnizar” as famílias e as vítimas do acidente do Elevador da Glória, depois de na passada segunda-feira ser noticiado que a seguradora contestava o valor da indemnização e que defendia que o Elevador não podia ser visto como um meio de transporte “altamente confiável” à data do acidente. A seguradora veio agora afirmar em comunicado que a distância entre os valores pedidos e as propostas apresentadas não se traduz numa recusa de pagamento.

A Fidelidade indicou ainda que já suportou diretamente ou assumiu a responsabilidade pelo pagamento de cerca de 2,5 milhões de euros em despesas e indemnizações associadas ao acidente.

Explica que “apresentou uma proposta de várias centenas de milhares de euros, fundamentada nos critérios legais e jurisprudenciais aplicáveis e validada pela Comissão Técnica Independente”, frisando que “a divergência entre o montante proposto e o reclamado não constitui uma recusa de indemnizar“.

A companhia criticou a tentativa de inflacionar os montantes, sustentando que “uma vida não pode valer mais, nem menos, em função da atenção mediática que a sua perda suscite“. No mesmo esclarecimento, detalhou que os valores invocados para a perda do direito à vida correspondem apenas a uma parcela do cálculo indemnizatório, ao qual se somam outros danos patrimoniais e não patrimoniais.

Das 16 vítimas mortais, a seguradora avança que quatro processos fecharam em acordo definitivo com as famílias, oito mantêm-se em fase negocial, dois processos estão dependentes de documentação, um processo seguiu para a via judicial, e um processo está a ser processado como acidente de trabalho, com pensões provisórias ativas.

No caso dos 24 feridos, a Fidelidade refere que mantém a assistência médica e que a fixação final das compensações depende da consolidação clínica das lesões de cada sinistrado.

CGA avança com corte de pensões. Provedora de Justiça recebe 50 queixas

By: ECO
28 October 2026 at 11:07

Apesar de toda a polémica envolvendo a correção de quase três mil pensões, a Caixa Geral de Aposentações (CGA) está mesmo a avançar com os cortes. Os pensionistas estão a ser notificados do novo valor da pensão, algo que uma advogada descreve como “ato definitivo”. Nos novos documentos, a CGA informa que as condições de aposentação “foram alteradas”, apresentando os novos valores, embora ainda não refira de que forma se pode devolver o dinheiro. Por outro lado, a Provedora de Justiça recebeu 50 queixas relacionadas com o corte de 2.937 pensões atribuídas entre Maio e Agosto e pediu explicações à CGA.

Susana Costa Pinto, advogada que trabalha com o Sindicato de Professores da Zona Norte (FNE) disse ao Jornal de Negócios que teve conhecimento de cerca de uma dezena de notificações, confirmando uma informação também adiantada pelo Bloco de Esquerda. “O que isto significa é que nenhum dos argumentos apresentados nas audiências prévias pelos pensionistas foram aceites pela CGA”, explica a jurista, que tem defendido que não há um “erro” mas antes uma mudança de entendimento”. Dito isto, com esta notificação, “o valor da pensão já foi alterado de acordo com o novo entendimento, o que significa que a próxima pensão a ser paga já terá o corte anunciado“.

Ainda a propósito destas reduções, a provedora da Justiça, Luísa Neto, pediu explicações à CGA, noticia o Público. Nas últimas semanas o gabinete recebeu 50 queixas relacionadas com o processo, depois de o presidente da CGA ter prestado esclarecimentos no Parlamento e de, nesta segunda-feira, a ministra do Trabalho ter sugerido que as pessoas afetadas podem recorrer aos tribunais.

Em declarações feitas esta semana, a ministra do Trabalho disse que “este Governo não corta nenhuma pensão, nem aqui, neste caso, cortou alguma pensão”. “O que aconteceu foi um lapso de parametrização administrativo informático das pensões da CGA. Foi detetado agora porque só agora é que os trabalhadores em causa pediram a reforma ao fim dos 20 anos sobre 2006“, explicou a ministra da tutela, em resposta a uma questão colocada pelo deputado bloquista Fabian Figueiredo, no âmbito de uma audição sobre o Orçamento do Estado para 2027.

A manifestação pela Habitação, em imagens

By: ECO
28 October 2026 at 10:09

No momento em que terminava, no Parlamento, a primeira parte da discussão do Orçamento do Estado para 2027, lá fora, em frente às escadarias, iniciava-se a manifestação contra a inacessibilidade na habitação.

A multidão foi engrossando à medida que caía a noite, e acabou por reunir milhares de pessoas, num protesto que contou com música, pessoas de todas as idades e que não registou incidentes de maior entre os manifestantes e a polícia presente no local.

Veja aqui as melhores imagens da equipa de reportagem do ECO, através da lente de Henrique Casinhas.

  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
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  • Manifestação pelo acesso a habitação em frente à Assembleia da República em Lisboa Henrique Casinhas/ECO
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Chega anuncia voto contra o Orçamento do Estado

By: ECO
28 October 2026 at 09:48

Depois de um primeiro dia de debate que acabou por ficar marcado pelo tema da crise na habitação e do custo de vida, inclusive com uma manifestação em frente à Assembleia da República, os deputados continuam esta manhã a debater a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

A discussão parlamentar, dividida por dois dias e com uma duração total prevista de mais de dez horas, termina esta quarta-feira com a votação do documento na generalidade, já com a aprovação garantida pela abstenção do PS.

Choque de comboios em Espanha faz pelo menos 30 mortos mas número deverá subir

By: ECO
28 October 2026 at 09:12

O acidente envolveu dois comboios de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul do país.

Dois comboios de passageiros colidiram esta quarta-feira em Espanha, numa linha de alta velocidade perto da estação de Urda, em Toledo. O choque causou, pelo menos, 30 vítimas mortais, de acordo com informações atualizadas pelo Governo da região de Castilla-La Mancha, citadas pelo El País, estando suspensa a circulação entre Madrid e a Andaluzia. O número de mortos deverá mesmo ser superior, uma vez que a porta-voz da região de Castilla-La Mancha afirmou à TVE que “esse número vai aumentar, com toda a certeza”.

Tweet from @guardiacivil

A colisão ocorreu pouco antes das 09:00 locais (08:00 em Lisboa) e estão no local bombeiros e outros meios de proteção civil e emergência, segundo o serviço de emergências 112. Foram acionadas várias medidas de emergência, tanto civis como militares, enquanto em Madrid foi aberto um processo acelerado de recolha de doações de sangue, em preparação para o socorro médico às vítimas.

De acordo com a empresa Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias espanholas, o acidente envolveu dois comboios de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul do país.

Segundo as últimas informações, o comboio da AVE embateu noutro comboio, da operadora Iryo, que estaria imobilizado na linha. O choque levou a que duas carruagens deste último veículo se soltassem e caíssem por um talude. Ainda de acordo com o El País, na origem do acidente terá estado um erro humano, nomeadamente uma indicação dada ao comboio da Renfe AVE de que poderia avançar sem qualquer obstáculo. As informações disponíveis indicam que o comboio da AVE, quando embateu, circulava a mais 100 quilómetros por hora, mas sem mais precisão.

Tweet from @guardiacivil

Iam nos dois veículos 544 passageiros, repartidos entre 397 no comboio da AVE e 148 passageiros no da Iryo, um dos quais um bébé. O presidente da região de Castilla-La Mancha, citado pelo El País, confirmou que, até ao momento, há mais de 80 feridos, dos quais 30 com ferimentos leves, considerados como nível verde, e 50 no nível amarelo, tendo sido já evacuada uma pessoa de helicóptero.

A antiga ministra do Trabalho espanhola Fátima Báñez está entre as pessoas por localizar. O Partido Popular (PP) e a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) confirmaram que a atual presidente da Fundação CEOE viajava a bordo de um dos comboios sinistrados. Báñez, que liderou a pasta laboral entre 2011 e 2018, deslocava-se com destino a Sevilha para marcar presença num evento da Confederação de Empresários da Andaluzia.

A Cruz Vermelha espanhola ativou as primeiras Equipas de Resposta Imediata em Emergências para prestar alojamento e apoio psicossocial aos afetados. A organização mobilizou ambulâncias, serviços de acolhimento e assistência psicológica não só no local do descarrilamento, mas também nas principais estações de destino e ligação. As equipas de socorro estão já a acompanhar os passageiros e familiares nas estações ferroviárias de Madrid, Córdova, Sevilha, Puertollano e Ciudad Real, assegurando uma rede de assistência contínua ao longo de todo o eixo ferroviário afetado.

Tweet from @CruzRojaEsp

A Cruz Vermelha ainda emitiu uma recomendação importante para todos os passageiros do trágico acidente: “Se estiver em segurança, publique ‘Estou bem’ nas suas redes sociais ou no status do WhatsApp para tranquilizar os familiares e amigos. Ajudará a manter as linhas telefónicas disponíveis para aqueles que precisam de assistência urgente”.

Este é o segundo acidente grave na rede espanhola de alta velocidade em apenas dez meses depois de, em janeiro, um comboio ter descarrilado na região de Adamuz, que provocou 46 mortos e quase 250 feridos. Nesse acidente estiveram envolvidos comboios das mesmas companhias, tendo sido apurado posteriormente que o ocorrido se deveu a problemas na própria via férrea.

Espanha e Portugal unem-se em solidariedade

O Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, afirmou-se consternado com o acidente e assegurou que todos os meios de assistência estão já no terreno.

Tweet from @sanchezcastejon

O Governo espanhol cancelou toda a agenda pública marcada para esta quarta-feira. Já o partido Vox mantém as ações de pré-campanha eleitoral planeadas para Santander e Valladolid, com o líder Santiago Abascal a afirmar que “o Vox seguirá a denunciar a falta de vergonha da ‘campanha do amor’ do PSOE, que causa mortos em Espanha”.

Também uma manifestação de agricultores, que iria ocorrer esta quarta-feira em Madrid, foi cancelada. O protesto de tratores convocado pelas associações agrícolas espanholas Asaja, COAG e Unión de Uniones foi suspenso pelas próprias entidades. Segundo disseram os organizadores à agência de notícias EFE, nenhum dos seus integrados viajava nas composições ferroviárias afetadas.

O presidente da República, António José Seguro, em sinal de solidariedade e respeito pelas vítimas e para com o povo espanhol, adiou o evento central das comemorações dos 170 anos da inauguração dos Caminhos de Ferro em Portugal, previsto para a tarde desta quarta-feira.

Paulo Rangel, Ministro dos Negócios Estrangeiros português, já se solidarizou com Espanha, numa mensagem publicada na rede X.

Tweet from @mne_pt

O primeiro-ministro Luís Montenegro também manifestou publicamente a solidariedade do Governo, através de uma mensagem publicada nas redes sociais. O líder do Executivo reforçou a cooperação bilateral e os laços de proximidade entre os dois países vizinhos ao colocar Portugal inteiramente à disposição das autoridades e equipas de socorro espanholas.

Tweet from @LMontenegro_PT

O acidente ferroviário levou a Federação Espanhola de Futebol a adiar os 24 jogos da Taça do Rei agendados para esta quarta-feira em solidariedade às vítimas.

Em comunicado, a instituição informou que a nova calendarização e os horários definitivos das partidas adiadas serão anunciados nos próximos dias, sublinhando que a comunidade do futebol espanhol se encontra unida e inteiramente ao dispor das autoridades para apoiar os afetados.

Tweet from @rfef

(Notícia em atualização)

Obras públicas registam maior desvio financeiro desde 2006

By: ECO
28 October 2026 at 08:08

No ano passado, os contratos adicionais de obras públicas representaram um agravamento de custos de 204,4 milhões de euros, o valor mais elevado registado pelo Tribunal de Contas (TdC) desde 2006. Segundo um relatório do tribunal, entre 2023 e 2025 as alterações comunicadas em empreitadas resultaram num total de 561,6 milhões de euro. O aumento equivale a 9,79% do preço inicial dos contratos modificados.

“No triénio ora em apreço, apesar de o número de atos e contratos [adicionais] diminuir em cada um dos anos (cerca de 100 por ano), o montante financeiro global no ano de 2025 foi o maior registado desde 2006, apesar de o valor dos trabalhos suprimidos apresentar uma tendência crescente”, indica o TdC no relatório de fiscalização concomitante (acompanhamento paralelo à execução) entregue à Assembleia da República, citado pelo Público.

O tribunal analisou 3.015 contratos de empreitadas de obras públicas, no valor de 9,7 mil milhões de euros, celebrados por 412 entidades. Destes contratos, 1.197 foram objeto de alterações (com trabalhos adicionais ou suprimidos), que deram origem a 3.530 atos e contratos adicionais. Os trabalhos adicionais representam um valor de 675,8 milhões de euros e os suprimidos traduzem-se numa redução da despesa de 114,3 milhões de euros. Feitas as contas, a diferença entre estes dois valores é o desvio de 561,6 milhões de euros, conclui o tribunal.

7ª Conferência ECOseguros vai ser já amanhã

28 October 2026 at 06:45

É já amanhã, quinta-feira, dia 29 de outubro, que vai ter lugar a 7.ª Conferência Anual ECOseguros 2027. Vai juntar, no Centro Cultural de Belém a partir das 08h30, reguladores, seguradores, mediadores e prestadores de serviços para debater os principais desafios da atividade seguradora, da distribuição e da gestão da poupança à cibersegurança, aos grandes riscos e à sinistralidade na saúde.

Ainda se pode inscrever aqui.

A mudança tecnológica, o aparecimento de novos riscos e a transformação das necessidades dos clientes são os eixos centrais do encontro, que pretende analisar as tendências com impacto no setor segurador e as suas implicações para os negócios nos próximos anos. A supervisão, a inovação, os modelos de distribuição e a capacidade de resposta das seguradoras estarão entre os temas em discussão. Inscreva-se gratuitamente na conferência.

A sessão de abertura começa às 09h00, com António Costa, diretor do ECO.

Dez minutos depois, às 09h10, João Silva Lopes, secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, fará a abertura oficial dos trabalhos.

O programa prossegue às 09h40 com Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), numa conversa dedicada à supervisão.

Às 10h10, Nuno Esteves, partner da EY Portugal para os serviços financeiros e responsável pela área de seguros, apresenta “Perspetivas para a Indústria Seguradora: Entre a Disrupção e a Criação de Valor”, numa análise às mudanças que estão a moldar o setor e às oportunidades de criação de valor.

Longevidade, poupança e novos canais de distribuição

A evolução demográfica, a proteção financeira a longo prazo e os desafios da subscrição no ramo Vida estarão em debate às 11h00. Na mesa-redonda dedicada à longevidade e à gestão da poupança participam Gonçalo Castro Pereira, vice-presidente da Gama Life, Isabel Castelo Branco, CEO do BPI Vida e Pensões, Luiz Ferraz, CEO da Prévoir, e Marta Graça Ferreira, presidente do conselho de administração da Real Vida Seguros. O painel abordará as respostas do setor às novas necessidades de proteção e poupança de longo prazo.

A distribuição de seguros será o tema seguinte, às 11h40, com o painel “Quem Vai Vender Seguros? O Ecossistema da Distribuição”. Ana Teixeira, CEO da Mudey, e Ricardo Neves, responsável pelas parcerias e canais alternativos da Zurich, vão discutir a evolução dos canais comerciais e a forma como os diferentes intervenientes se posicionam na relação com os clientes.

Os grandes riscos, o resseguro e as alterações climáticas estarão no centro de um dos principais painéis da conferência, marcado para as 12h00. Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, Pedro Carvalho, CEO da Generali Tranquilidade e José Galamba de Oliveira, presidente da APS, vão debater os desafios colocados pela evolução dos riscos e pelas alterações climáticas. A discussão incidirá também sobre a gestão e a transferência de riscos e sobre a importância do resseguro para a capacidade de resposta da indústria seguradora.

A inteligência artificial estará em destaque às 12h50, no painel “IA: Leap Jump na Melhoria da Jornada do Segurado?”. Gonçalo Marques dos Santos, responsável pela experiência do cliente do Grupo GBI, Henrique Guerreiro, engagement lead da Frank, Luís Vieira, diretor de Processos e Análise de Negócio da Glassdrive Portugal, e Nuno Sousa, senior director de serviços financeiros da Claranet Portugal, vão – com moderação de João Veiga – CEO da Elysian Consulting – debater a utilização desta tecnologia na melhoria da experiência dos segurados e na transformação dos processos de negócio.

Ameaças digitais, alterações climáticas e custos na saúde

A agenda da tarde arranca às 14h30 com uma entrevista a Luís Menezes, CEO do Grupo Ageas Portugal, realizada por António Costa, diretor do ECO.

Segue-se, às 15h00, o debate “Cibersegurança Avançada, Guerra Digital e Lacunas de Proteção”. Jorge Libório, partner da EY e responsável pela área de cibersegurança, e Ricardo Azevedo, diretor técnico da Innovarisk, vão analisar a evolução das ameaças digitais e as necessidades de proteção das organizações perante uma exposição crescente aos riscos cibernéticos.

Às 15h40, Nuno Martins, presidente da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros (APROSE), participa numa conversa dedicada ao setor da mediação.

O último painel de debate começa às 16h30 e será dedicado à “Sinistralidade na Saúde e Ecossistemas de Bem-Estar”. José Pedro Inácio, CEO da Advancecare, Rui Dinis, CEO da Planicare, e Rui Meireles, diretor de Seguros de Pessoas da MDS Portugal, vão analisar a evolução da sinistralidade na saúde e os modelos de articulação entre seguros, prestação de cuidados e soluções de bem-estar.

Vinte e um parceiros a apoiar a 7ª Conferência

A 7.ª Conferência Anual ECOseguros 2027 conta com o apoio de 21 empresas ligadas à atividade seguradora: AdvanceCare, BPI Vida e Pensões, Caravela Seguros, Claranet Portugal, Cleva, EY, Fidelidade, Frank, GamaLife, GAPSA, Generali Tranquilidade, Glassdrive, Grupo Ageas Portugal, Grupo GBI, Innovarisk, MDS, Mudey, Planicare, Prévoir, Real Vida Seguros e Zurich.

Inscreva-se aqui ainda hoje .

 

Da defesa e IA à indústria aeroespacial, o futuro vai a debate em Guimarães

By: ECO
27 October 2026 at 19:04

Concelho onde mais de 40% do emprego se concentra na indústria transformadora, Guimarães quer diversificar o tecido empresarial, tornando-o mais competitivo e reforçando a capacidade de inovação e internacionalização. O foco da autarquia está no reforço da produtividade e elevação do nível salarial.

“A inovação é mesmo chave para o nosso futuro. É o elemento mais relevante para que possamos acrescentar valor ao produto ou serviço”, afirmou, no arranque da quarta edição do Mês da Economia de Guimarães, o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo.

Para o autarca, eleito a 12 de outubro de 2025, é necessário conjugar a economia com a academia, para elevar o poder empresarial de Guimarães. O social-democrata frisa: “não me resigno a estar num concelho que tem um salário médio abaixo da média nacional e regional”.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia e sujeita à lotação da sala. Participe neste espaço de discussão e inscreva-se aqui.

Depois de um intenso programa ao longo de outubro, a iniciativa da autarquia vimaranense termina com uma conferência que reunirá campeões do tecido empresarial do Minho, a academia e a Associação Empresarial do Minho. O presidente desta, Ramiro Brito, estará no painel “Empresas que projetam território”, juntamente com a CEO do Grupo TMG, Isabel Furtado, o presidente do Conselho de Administração do DST Group, José Teixeira, e o diretor da Tekever para a Europa do Sul, Rui Lobo.

Neste painel serão debatidos temas da atualidade como a construção industrial, para fazer face à crise na habitação, e o contributo da tecnologia para o esforço de guerra no leste europeu.

A manhã de discussão sobre o futuro do município, da região e do país incluirá o contributo do professor universitário Pedro Santa Clara na talk inicial, após a abertura feita pelo diretor do ECO, António Costa, terminando com cinco apresentações dedicadas ao tema das “tendências que vão transformar a economia portuguesa até 2035”.

Estas estarão a cargo da CEO da Sciencentris, Ana Maria Fangueiro, de Alexandre Silva, diretor do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho, do cofundador da Sentinel, Joel Alves, e ainda de Luís Oliveira, diretor executivo da Fibrenamics, e de Miguel Amador, cofundador e diretor de Inovação da Complear.

“Não me resigno a estar num concelho que tem um salário médio abaixo da média nacional e regional”, diz Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de GuimarãesRicardo Castelo/ECO

As conclusões e encerramento da 4.ª Edição do Mês da Economia de Guimarães serão assumidas por Ricardo Araújo, presidente da autarquia minhota, que desenvolverá com o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, Álvaro Santos, ideias para o futuro desta região de onde se exportam mais de 1,5 mil milhões de euros de produtos e serviços.

A Conferência ECO – 10.º Aniversário, dedicada ao futuro económico fora dos grandes centros, decorre nesta quarta-feira na Sala da Duquesa, nos Paço dos Duques.

 

Flávio Bolsonaro foge do Brasil com destino aos EUA

By: ECO
27 October 2026 at 18:07

O senador brasileiro Flávio Bolsonaro abandonou o país e estará a caminho dos Estados Unidos após perder as eleições presidenciais de domingo e recusar-se a cumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar os passaportes, segundo a agência Reuters, que cita duas fontes próximas do caso. Segundo aliados do candidato derrotado citados pela imprensa brasileira, a mulher e as duas filhas também deixaram o Brasil.

No domingo, após a derrota eleitoral frente a Lula da Silva, Flávio Bolsonaro afirmou que iria pedir a anulação dos resultados, alegando irregularidades na votação. No entanto, o Partido Liberal (PL), a que pertence, reconheceu na segunda-feira a vitória do atual Presidente brasileiro.

A alegada saída do país continua envolta em dúvidas. Um alto responsável da Polícia Federal brasileira, citado pela Reuters, afirmou que o senador não atravessou qualquer posto oficial de controlo migratório. Também a Argentina negou a sua entrada no país, que seria uma possível escala na deslocação para os Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro partia como favorito à vitória nas eleições presidenciais de domingo, mas acabou por perder para Lula da Silva. Na segunda-feira, o senador recebeu um prazo de 24 horas para entregar os passaportes, no âmbito de uma investigação por branqueamento de capitais, na qual nega qualquer irregularidade. O prazo terminou sem que os documentos fossem entregues, segundo duas fontes citadas pela Reuters, que adiantam que os passaportes foram entretanto cancelados. As autoridades brasileiras não têm qualquer registo da sua saída do país.

O pai de Flávio, o antigo Presidente Jair Bolsonaro, também viajou para os Estados Unidos depois de se recusar a reconhecer a derrota eleitoral frente a Lula da Silva, em 2022. Acabaria por regressar ao Brasil, onde foi posteriormente condenado a 27 anos de prisão por planear um golpe de Estado.

CEO da Redion integra Comité de Gestão da Generali em 2027

27 October 2026 at 18:01

Antoine Parisi, CEO do Redion Group, vai integrar o Comité de Gestão da Generali a partir de 1 de janeiro de 2027. A nomeação surge no âmbito da reorganização da estrutura de gestão anunciada pelo grupo segurador italiano a 20 de outubro.

Antoine Parisi, CEO do Redion Group. “Estou muito grato a Philippe Donnet e Giulio Terzariol pela confiança e agradeço a Jean-Laurent Granier o seu apoio e acompanhamento desde 2018″.

Com esta mudança, a Redion Group, que reúne as atividades de assistência, seguros de viagem e benefícios para colaboradores, passará a reportar diretamente a Giulio Terzariol, Group Deputy CEO da Generali. Parisi trabalhará com Terzariol e com o CEO do grupo, Philippe Donnet, na definição das prioridades estratégicas e no acompanhamento da sua execução.

A nomeação acontece no seguimento da reorganização da Generali para a fase final do plano estratégico “Lifetime Partner 27: Driving Excellence” e na preparação do ciclo estratégico de 2028 a 2030.

“Estou muito grato a Philippe Donnet e Giulio Terzariol pela confiança e agradeço a Jean-Laurent Granier o seu apoio e acompanhamento desde 2018. Integrar o Group Management Committee da Generali é, simultaneamente, um privilégio e uma responsabilidade”, afirma Antoine Parisi, CEO do Redion Group.

A Redion, previamente Europ Assistance, é uma empresa do Grupo Generali que oferece seguros de viagem, assistência médica, proteção aos colaboradores, soluções nas áreas da saúde, mobilidade e seguros pessoais, bem como programas globais B2B2C e de seguros integrados (embedded insurance). Está presente em mais de 190 países e, de acordo com a empresa, conta com um volume de negócios anual de 5,8 mil milhões de euros.

ING e CaixaBank são os principais candidatos à compra da Cetelem

By: ECO
27 October 2026 at 17:55

A venda da Cetelem, subsidiária de crédito ao consumo do grupo BNP Paribas, está a aproximar-se da fase final e há dois bancos internacionais — o neerlandês ING e o espanhol CaixaBank, que detém o BPI — na corrida à aquisição, avança esta terça-feira o jornal Cinco Días.

O fecho do negócio está previsto para o final deste ano, de acordo com a informação obtida pela imprensa económica espanhola através de fontes conhecedoras do assunto. No entanto, as duas propostas iniciais serão significativamente inferiores aos mil milhões de euros esperados pelo vendedor.

Segundo o Expansión, o CaixaBank é considerado o principal candidato à aquisição da marca BNP Paribas Personal Finance em Espanha e Portugal. O dono do BPI contratou a consultora EY para fazer a due diligence das contas da empresa de financiamento ao consumo, sendo que o processo de vistoria deverá estar concluído até ao final do próximo mês de novembro e envolve uma revisão abrangente da contabilidade da Cetelem, incluindo uma análise dos departamentos jurídico, fiscal e de tecnologia.

O banco Morgan Stanley também está a trabalhar com o banco espanhol na assessoria financeira.

O BNP Paribas iniciou a venda do seu negócio de crédito ao consumo em Espanha e Portugal com o objetivo de reformular a sua estratégia para concentrar-se em negócios considerados mais rentáveis, nomeadamente a gestão de ativos e a banca de investimento no mercado ibérico.

Tesla Roadster gera 1,17 mil milhões de dólares em media em cinco dias

By: ECO IA
27 October 2026 at 16:56

O lançamento do Tesla Roadster terá gerado um valor de media conquistada (earned media value –EMV) estimado em 1,17 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) nos cinco dias seguintes à apresentação, realizada a 15 de outubro, no Texas, nos Estados Unidos.

A estimativa consta de um estudo da consultora de inovação Instinct, que aponta para um intervalo entre mil milhões e 1,4 mil milhões de dólares.

De acordo com a análise, a apresentação do desportivo da marca de Elon Musk terá originado cerca de cinco mil milhões de visualizações de vídeo, 14 mil milhões de impressões nas redes sociais e aproximadamente 200 milhões de interações. O estudo estima ainda cerca de 14.700 presenças em emissões televisivas e 36 mil artigos publicados.

O impacto mediático foi particularmente expressivo nos Estados Unidos, responsáveis por cerca de 42% do valor de media estimado, seguindo-se a Europa e o resto do mundo, ambos com 22%, e a China, com 14%.

O valor de media conquistada corresponde a uma estimativa do investimento publicitário que seria necessário para obter uma exposição equivalente.

Antes de aplicar ponderações relacionadas com a credibilidade editorial e o envolvimento nas redes sociais, a Instinct calcula esse valor em 776 milhões de dólares.

A consultora ressalva, contudo, que estes números constituem ordens de grandeza baseadas em contagens públicas de visualizações e em extrapolações de custos publicitários por canal, não correspondendo a medições auditadas de audiências.

Notoriedade não significa vendas

Apesar da dimensão do impacto mediático, o estudo identifica uma dissociação entre a notoriedade gerada pelo Roadster e a intenção de compra dos modelos de maior volume da Tesla, nomeadamente o Model 3 e o Model Y.

A conclusão resulta de um painel qualitativo simulado por inteligência artificial, que procurou analisar as motivações e as barreiras à compra de veículos elétricos em diferentes mercados.

Segundo a Instinct, a apresentação reforça a associação da Tesla à inovação tecnológica, à engenharia e à visão de futuro, mas não constitui, por si só, um argumento decisivo para quem está a ponderar comprar um automóvel.

Entre os fatores considerados determinantes na decisão de compra estão a garantia e a saúde da bateria, a disponibilidade de peças, os tempos de reparação, a cobertura da rede de assistência, a volatilidade dos preços, a depreciação e o custo total de utilização.

A aceleração e o espetáculo proporcionados pelo Roadster são classificados como irrelevantes para a decisão de compra dos modelos de volume.

O estudo conclui também que o lançamento não terá alterado o valor residual dos Tesla usados. A valorização dos Model 3 e Model Y usados é atribuída a uma tendência estrutural, e não ao efeito mediático do Roadster.

O efeito varia consoante o mercado

A duração do entusiasmo gerado pela apresentação também depende, segundo a análise, do contexto concorrencial de cada mercado.

Nos Estados Unidos e na China, onde a Tesla enfrenta concorrentes como a Rivian e a Lucid, no primeiro caso, e a BYD e a Xiaomi, no segundo, o efeito de novidade tende a esgotar-se rapidamente. Na China, o estudo aponta para uma duração do entusiasmo de cerca de 72 horas.

Em mercados mais aspiracionais, como a Índia e o México, a associação da Tesla à inovação e ao estatuto poderá prolongar-se durante meses, beneficiando a notoriedade da marca. Ainda assim, esse efeito não elimina as barreiras práticas à compra, como o preço, a assistência e a incerteza quanto ao valor de revenda.

Para a Instinct, o desafio da Tesla passa, assim, por transformar a atenção gerada pelo lançamento em confiança na capacidade de execução da empresa. O estudo recomenda separar a comunicação do Roadster da comunicação dos modelos de volume e dar maior visibilidade à assistência, à disponibilidade de peças e às garantias.

O calendário de produção é outro dos fatores a acompanhar. A produção do Roadster está prevista para 2028, nove anos depois do primeiro anúncio, em 2017. Segundo a análise, cada avanço ou atraso na concretização do projeto poderá influenciar a reputação da marca e prolongar o escrutínio mediático.

O estudo foi realizado pela Instinct com base em dados públicos de media e mercado, recolhidos entre 15 e 20 de outubro, e num painel simulado por inteligência artificial, com entrevistas individuais e um grupo de discussão virtual. A consultora, fundada em Lisboa em 2012, indica que a investigação foi gerada com apoio de plataformas de inteligência artificial e revista pela sua equipa.

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