Chama-se Rede Unicorn Factory Área Metropolitana de Lisboa e será apresentada oficialmente no dia 2 de novembro, no Beato Innovation District, para afirmar a região como um território de inovação, empreendedorismo e competitividade internacional. Esta parceria estratégica visa dinamizar o ecossistema empresarial, científico e tecnológico metropolitano nos 18 municípios do território.
Numa iniciativa conjunta da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e da Unicorn Factory Lisboa, a nova rede de empreendedorismo e inovação vai permitir a colaboração e partilha de conhecimento, aproximando recursos e competências nos 18 municípios do território.
O objetivo, explica a AML, passa por “estimular o desenvolvimento de projetos inovadores” assim como “potenciar a capacidade de atração e retenção de talento e investimento”. Na prática, sustenta, será criado um ecossistema metropolitano de inovação, com ambição e projeção internacional.
A AML e a Unicorn Factory Lisboa inspiraram-se em modelos europeus de inovação colaborativa para a criação desta rede que “assenta numa visão integrada do território, em que a diversidade e as complementaridades dos municípios constituem uma vantagem competitiva”, detalha a AML numa nota enviada às redações.
O Plano de Desenvolvimento da Saúde 2.0 – Inovação, Conhecimento e Competitividade (PDS) está desenhado para ser implementado até 2035, embora a fase de maior intensidade e operacional e financeira esteja prevista para os próximos quatro anos. Entre as propostas está, por exemplo, a criação de uma Agência Nacional de Saúde Digital público-privada.
Das 14 propostas, oito são identificadas como prioritárias, entre as quais ter um quadro regulatório e operacional que permita a prescrição de ferramentas digitais de saúde. O documento, desenvolvido com stakeholders do setor, já foi partilhado com os ministérios da Saúde e da Economia e da Coesão Territorial, tendo em conta que é inclui ideias de políticas públicas e medidas para os privados.
O cluster considera que o sucesso do PDS depende de “uma estrutura de governação eficaz e de um modelo de monitorização contínua, capazes de assegurar o envolvimento dos principais stakeholders, da promoção da cooperação entre o setor público e o setor privado, de sinergias entre os diferentes atores e do alinhamento das iniciativas com a visão e os objetivos estratégicos definidos para o Ecossistema Nacional da Saúde até 2035”, bem como de uma monitorização frequente.
Na opinião dos mais de 200 membros deste cluster, o PDS permite uma resposta a desafios estruturais, como a fragmentação dos sistemas de informação, a falta de articulação entre as políticas de saúde, ciência e economia e a complexidade dos processos regulatórios e de certificação. Trata-se de uma atualização do primeiro plano de desenvolvimento da saúde, lançado em 2021, que esteve na origem da agenda mobilizadora Health from Portugal, no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, que contou com um investimento total elegível de 91,8 milhões de euros.
Quais os principais eixos estratégicos do plano de desenvolvimento da saúde?
Dados e transformação digital – A integração dos dados em saúde é uma das prioridades do segundo PDS, que defende o reforço da interoperabilidade entre os sistemas públicos e privados, criando condições para acelerar a utilização da inteligência artificial, da medicina personalizada e de modelos de gestão baseados em valor. É aí que surge a Agência Nacional de Saúde Digital, que seria responsável por coordenar a governação dos dados, definir normas de interoperabilidade e estabelecer condições para a sua utilização em investigação, inovação e definição de políticas de saúde.
Medicamentos inovadores e tecnologia – O PDS 2026-2035 identifica um potencial de investimento que pode atingir os dois mil milhões de euros em medicamentos inovadores e tecnologias. O objetivo é dinamizar o investimento das farmacêuticas nacionais e atrair multinacionais de referência e ter também enquadramento para prescrever e financiar soluções digitais. Ou seja, ter comparticipação e facilitar a sua integração nos cuidados de saúde.
Resiliência do sistema de saúde – Perante o envelhecimento da população, o crescimento das doenças crónicas e das desigualdades no acesso aos cuidados, propõe-se uma evolução para modelos assistenciais mais preventivos e descentralizados. Como? Reforço dos cuidados de proximidade, introdução sistemática da prescrição social, integração das farmácias comunitárias como pontos de acesso aos serviços de saúde, transição para modelos de financiamento baseados em valor (relação entre resultados clínicos e custos associados a cada condição clínica).
Valorização do conhecimento – Face à necessidade posicionar Portugal como um hub competitivo para o desenvolvimento de produtos, serviços e soluções de saúde, bem como para a realização de ensaios clínicos e atividades de investigação biomédica de elevada relevância internacional, apela-se à transformação do conhecimento científico aplicado em valor económico e social.
Acesso ao mercado – Modernizar os mecanismos de regulação e acesso ao mercado, reforçando o papel dos reguladores como parceiros estratégicos da inovação, promovendo a internacionalização da saúde portuguesa e acelerando a entrada de novas soluções através de instrumentos como sandboxes regulatórias e da criação de condições para acelerar a certificação, fortalecendo a competitividade do ecossistema nacional.
A busca por eficiência e competitividade levou o setor empresarial tradicional de Pernambuco a um momento de virada, onde a inovação deixou de ser uma promessa distante para se tornar prioridade na agenda da alta liderança. Impulsionadas pelo avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA) e pela necessidade de modernizar suas operações, as companhias locais têm buscado na aproximação com startups o caminho para acelerar essa transformação. Segundo levantamento realizado pelo LIDE PE com 100 empresas de 11 setores do Estado, 71% das corporações já incluem a IA em suas discussões e planejamentos estratégicos. No entanto, a expansão dessas tecnologias ainda esbarra em gargalos históricos, como bases de dados fragmentadas e processos operacionais arcaicos.
O diagnóstico da pesquisa aponta que o custo de não inovar deixou de ser apenas um risco teórico e passou a impactar diretamente o caixa das organizações. Cerca de 63% dos executivos consultados relatam sofrer impacto financeiro direto devido a deficiências tecnológicas, sendo que 40% enfrentam perdas relevantes de eficiência operacional e 23% afirmam que o problema custa dinheiro e trava o crescimento do negócio. Diante desse cenário, a alta gestão encara a automação e a inteligência analítica como alavancas indispensáveis para proteger margens de lucro e expandir suas operações sem inflar os custos fixos desproporcionalmente.
Nesse ambiente de urgência, a colaboração entre grandes corporações consolidadas e startups tem surgido como a principal ponte para encurtar o ciclo de inovação. O estudo indica que 60% das empresas pernambucanas já buscaram parcerias externas ou soluções desenvolvidas por startups para resolver dores operacionais específicas. Entre as organizações que apostaram nessa integração, 68% alcançaram resultados bem-sucedidos ou mantêm os projetos em evolução contínua.
Apesar do entusiasmo com o potencial das novas ferramentas, a transição exige enfrentar desafios internos antes que os ganhos de produtividade se consolidem. A barreira mais frequente relatada pelos executivos é a falta de uma infraestrutura de dados organizada e confiável, já que informações dispersas em planilhas isoladas inviabilizam o funcionamento pleno da IA.
Além das dificuldades técnicas, a consolidação da inovação depende da superação da resistência cultural e do aumento do letramento digital das equipes internas. Para transformar a tecnologia em resultado, as lideranças destacam a necessidade de capacitação continuada e redesenho de rotinas de trabalho.
"Ainda existe uma imaturidade dos empresários sobre o que é inteligência artificial, que nada mais é do que dados. O primeiro impacto de quem começa a investir em IA é se deparar com a realidade dos seus próprios dados. Às vezes a empresa tem o dado, mas não os têm estruturados", afirma o presidente do Lide Startups de Pernambuco, Philippe Magno.
O levantamento revela ainda uma mudança marcante na governança da inovação em Pernambuco, que deixou de ser um assunto restrito aos departamentos de TI para ocupar o centro das decisões da alta gestão. Em 46% das empresas pesquisadas — proporção que chega a 62% entre as pequenas e médias —, a liderança direta dos projetos de tecnologia cabe ao próprio CEO ou Presidente. Já nas grandes corporações, a condução migra para diretorias técnicas e executivos dedicados à inovação.
Segundo Philippe, esta primeira edição da pesquisa servirá como base para direcionar as empresas à resolução das atuais dificuldades e ampliar o leque de alternativas de fomento à inovação que podem ser acessadas pelos negócios, desde a atuação conjunta com startups a linhas de crédito e fundos de fomento à inovação e universidades. "
Perfil e Amostra da Pesquisa
100 empresas de Pernambuco (102 executivos respondentes) abrangendo 11 setores da economia.
Porte financeiro: 41% das corporações faturam acima de R$ 200 milhões ao ano. Quadro de colaboradores: 21% das organizações possuem mais de 1.000 funcionários.
Adoção e prioridades tecnológicas
Presença da IA: 71% das empresas citaram a Inteligência Artificial em seu planejamento — sendo 46% via escolha objetiva e 25% espontaneamente nas respostas abertas.
Áreas prioritárias para inovação:
IA e automação de processos: 46% Vendas e relacionamento com cliente: 39% Dados; inteligência de negócio: 34% Financeiro e gestão de custos: 28% Operações e produção: 26% Marketing e comunicação: 23% RH e gestão de pessoas: 11% Logística e supply chain: 10% TI e infraestrutura e jurídico: 9%
Relacionamento com startups e soluções externas
Aposta no ecossistema: 60% das organizações já buscaram inovar com startups ou fornecedores externos. Taxa de sucesso: 68% das empresas que buscaram soluções externas obtiveram bons resultados ou mantêm os projetos em evolução. Adoção por porte: buscaram parcerias externas 73% das grandes empresas, 65% das médias e 68% das pequenas.
Dor, rigidez, inchaço e dificuldade de movimentação estão entre os sintomas mais comuns da osteoartrite, conhecida popularmente como artrose. A doença provoca alterações na cartilagem, no osso subcondral e em outras estruturas da articulação, em um processo que envolve fatores degenerativos e inflamatórios. O joelho é uma das regiões mais frequentemente afetadas.
Nos últimos anos, o avanço das terapias biológicas ampliou as possibilidades de investigação para o tratamento da doença. Essas abordagens, conhecidas como medicina regenerativa ou ortobiológicos, utilizam materiais biológicos com o objetivo de modular a inflamação e favorecer o funcionamento da articulação.
Segundo o ortopedista Leonardo Monteiro, especialista em cirurgia do joelho, as terapias apresentam indicações e níveis de evidência diferentes. Por isso, a escolha do procedimento deve considerar as características da doença e as condições de cada paciente.
“A medicina regenerativa reúne diferentes estratégias que utilizam materiais biológicos, muitas vezes obtidos do próprio paciente, com o objetivo de modular processos inflamatórios e favorecer um ambiente articular biologicamente mais equilibrado. Entretanto, cada tratamento possui indicações, níveis de evidência e limitações específicas”, explica.
O desenvolvimento da artrose está associado a fatores como envelhecimento, excesso de peso, predisposição genética, lesões articulares anteriores, sexo feminino e determinadas alterações metabólicas. A sobrecarga mecânica repetitiva também pode contribuir para o surgimento ou a progressão da doença, especialmente quando há lesões prévias ou alterações no alinhamento dos membros inferiores.
A avaliação médica é importante para determinar o grau de comprometimento da articulação e definir a abordagem mais adequada. Também devem ser considerados o alinhamento do membro, a presença de lesões nos meniscos e ligamentos e o impacto dos sintomas na qualidade de vida.
“A artrose não é uma doença igual em todos os pacientes. Precisamos avaliar o grau de comprometimento da articulação, o alinhamento do membro, a presença de lesões meniscais e ligamentares e, principalmente, o impacto dos sintomas sobre a qualidade de vida. O tratamento deve ser individualizado”, ressalta Monteiro.
PRP utiliza componentes do sangue do paciente
Uma das terapias biológicas estudadas para a artrose é o plasma rico em plaquetas (PRP). O procedimento consiste na coleta e no processamento do sangue do próprio paciente para concentrar plaquetas e componentes biologicamente ativos envolvidos na sinalização celular e na modulação da resposta inflamatória.
Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou, por meio da Resolução nº 2.464/2026, o uso do PRP como procedimento médico adjuvante para determinadas condições osteomusculares, incluindo a osteoartrite do joelho.
De acordo com o ortopedista, o procedimento pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular em pacientes selecionados, especialmente nos casos iniciais ou moderados da doença. Os resultados, no entanto, variam conforme as características do paciente e o estágio da artrose.
“Em pacientes selecionados, especialmente aqueles com artrose inicial ou moderada, o PRP pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular. Entretanto, é importante esclarecer que o procedimento não representa a regeneração completa da cartilagem perdida e que os resultados podem variar de acordo com as características da doença e do paciente”, afirma.
Gordura microfragmentada e concentrado de medula óssea
Outras abordagens investigadas são o tecido adiposo microfragmentado e o concentrado de aspirado de medula óssea, conhecido pela sigla BMAC.
Na técnica com tecido adiposo microfragmentado, uma pequena quantidade de gordura é retirada por meio de um procedimento de lipoaspiração e passa por processamento mecânico, que preserva componentes da matriz do tecido.
Já o BMAC é obtido a partir da aspiração de medula óssea, geralmente na região da bacia. Após o processamento, o material contém diferentes populações celulares e componentes biologicamente ativos.
Essas técnicas vêm sendo estudadas na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular, inclusive para avaliar possíveis efeitos sobre a dor e a função do joelho. Entretanto, ainda existem limitações relacionadas à seleção dos pacientes, à padronização dos procedimentos e à avaliação dos resultados em longo prazo.
“Esses procedimentos têm despertado interesse na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular. Entretanto, ainda existem limitações científicas importantes, especialmente quanto à seleção ideal dos pacientes, à padronização dos protocolos e aos resultados em longo prazo”, destaca Monteiro.
Embora as pesquisas investiguem os possíveis benefícios dessas terapias, ainda não há comprovação consistente de que elas promovam a regeneração da cartilagem em pacientes com osteoartrite estabelecida.
Tratamento convencional continua sendo fundamental
Apesar do avanço das pesquisas com terapias biológicas, o tratamento da artrose do joelho continua baseado em medidas como fortalecimento muscular, atividade física orientada, controle do peso e reabilitação funcional.
Dependendo da gravidade da doença e das necessidades do paciente, também podem ser indicados medicamentos, infiltrações e procedimentos cirúrgicos. Entre as opções estão as osteotomias, utilizadas em situações específicas para corrigir o alinhamento dos membros, e a artroplastia, indicada em determinados casos avançados.
Para Monteiro, as terapias biológicas devem ser consideradas dentro de um plano de tratamento individualizado, e não como soluções isoladas para a doença.
“Um dos principais erros é imaginar que uma aplicação biológica resolverá isoladamente todos os problemas do joelho. A artrose envolve fatores mecânicos, inflamatórios e metabólicos. Portanto, precisamos tratar o paciente como um todo, corrigir os fatores modificáveis e utilizar cada recurso terapêutico dentro da sua indicação”, explica.
O especialista também ressalta a importância de comunicar os resultados das terapias de forma responsável, sem criar expectativas de cura ou de recuperação completa da cartilagem.
“A evolução da medicina tem ampliado nossas possibilidades de tratamento, principalmente quando buscamos preservar a articulação e manter a qualidade de vida. O mais importante é oferecer ao paciente tratamentos individualizados, baseados nas melhores evidências disponíveis, sem promessas de cura ou de regeneração completa da cartilagem”, conclui.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
O projeto “Novelo”, desenvolvido pelos engenheiros Flávio Fernandes e Hélder Gonçalves, de Barcelos, foi o grande vencedor do concurso Hack4Guimarães 2035, conquistando também o desafio TextVitrus: Dar Destino aos Têxteis, lançado pela Vitrus Ambiente.
De acordo com a empresa municipal de Guimarães, o “Novelo” apresenta uma abordagem à gestão dos resíduos têxteis, contribuindo para a “reflexão sobre novas soluções para a economia circular e a valorização destes materiais”.
Foto: Vitrus Ambiente
Os projetos vencedores de cada desafio receberam um prémio de 1.000 euros, tendo o projeto “Novelo”, enquanto vencedor do concurso geral, recebido ainda 7.500 euros adicionais.
Os dois jovens vencedores são ex-alunos da Universidade Politécnica de Viana do Castelo e, para além disso, têm em comum uma ligação ao ciclismo. Ambos cumpriram a formação desportiva na academia da Associação Cultural e Recreativa de Roriz, de Barcelos, sendo que Hélder Gonçalves chegou mesmo a ciclista profissional no pelotão nacional, carreira que abandonou aos 25 anos.
Foto: Vitrus Ambiente
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu esta quarta-feira, no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, e do presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos.
A Vitrus Ambiente refere que se associou a esta iniciativa no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, reforçando o seu “compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a procura de soluções que promovam uma gestão mais eficiente dos resíduos”.
Preso ao caule por dois parafusos, o Bud lê os sinais elétricos das plantas e usa inteligência artificial para dizer se têm sede ou stress. Por trás está um modelo treinado com 4 milhões de horas de sinais de 1.400 plantas — de tomateiros a sequoias. Se as plantas falassem, talvez nos ajudassem a perceber melhor as condições do ambiente. Foi para isso nasceu um novo sensor, que usa IA para ouvir a fala das plantas e traduzi-la em dados que os humanos entendem. Trata-se do Bud, da Electric Plant Co., um sensor portátil, leve e barato, que se prende
O evento realçou o papel da universidade na educação das novas gerações, no desenvolvimento regional e na construção de um futuro baseado na inovação, inclusão e excelência académica.
Na sua primeira cerimónia de abertura do ano letivo como reitor, João Barroso salientou a necessidade de melhorar a qualidade do ensino e da investigação científica, bem como de estreitar a ligação da universidade à sociedade. Referiu os desafios colocados pela inteligência artificial, bem como pelas transições climáticas e demográficas, e defendeu que a UTAD deve preparar cidadãos capazes de responderem às transformações do mundo atual. “O valor de uma universidade manifesta-se nos diplomas que atribui, nos projetos que concretiza e nos resultados que alcança”.
“O valor de uma universidade manifesta-se nos diplomas que atribui, nos projetos que concretiza e nos resultados que alcança”
JOÃO BARROSO
REITOR DA UTAD
O reitor deu as boas-vindas aos novos estudantes e reafirmou o compromisso da instituição com a qualidade do ensino, o alojamento, a alimentação, a saúde, a mobilidade, a inclusão e o bem-estar. Entre as prioridades do seu mandato, João Barroso apontou o ensino de excelência, a investigação e a inovação, a cooperação institucional, a melhoria da experiência universitária e a modernização da universidade. “O futuro da UTAD constrói-se em cada aula, laboratório, serviço, projeto e iniciativa estudantil”.
João Barroso anunciou ainda que no primeiro trimestre de 2027 vai ser realizada a cerimónia Alumni UTAD dedicada aos diferentes setores de atividade, sendo uma oportunidade de “celebrar os percursos dos antigos estudantes, valorizar o seu contributo para a sociedade e reforçar os laços que os unem à UTAD”.
Artigo exclusivo PREMIUM
Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
Sérgio Serra, CTO da GuestCentric, propõe uma reflexão sobre os desafios que os hotéis enfrentam na escolha das soluções tecnológicas mais adequadas aos seus negócios.
A fabricante portuguesa de autoclismos OLI venceu o DPHA Product of the Year Award 2026, nos Estados Unidos, na categoria de inovação, com a placa de comando Voronoi, desenvolvida em parceria com a Universidade de Aveiro. A solução alia design inspirado na natureza com materiais de menor impacto ambiental.
Fabricada em BIO ABS, a placa de comando integra 50% de matérias-primas provenientes de fontes renováveis de origem biológica, como plantas, algas e resíduos orgânicos, reduzindo a dependência de recursos fósseis, segundo descreve a empresa de Aveiro, considerada a maior produtora de autoclismos da Europa do Sul.
Com uma capacidade de produção anual de dois milhões de autoclismos e três milhões de mecanismos, a empresa obteve em 2025 um volume de negócios de 69 milhões de euros e exportou 70% da produção. A OLI opera em mais de 80 países dos cinco continentes e “afirma-se como uma referência em soluções integradas para o espaço de banho”.
A Voronoi foi desenvolvida no âmbito do projeto OLIPUSH, integrado na Agenda ILLIANCE e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e resultou da colaboração entre a indústria e a academia.
O prémio foi atribuído pela Decorative Plumbing & Hardware Association (DPHA), uma associação norte-americana ligada aos setores dos equipamentos para casas de banho e cozinhas, canalização decorativa e ferragens.
A empresa considera que esta distinção vem reforçar “o reconhecimento internacional da inovação portuguesa no setor da casa de banho”.
A solução surge inspirada no diagrama matemático de Voronoi, uma estrutura presente em vários padrões da natureza. A placa apresenta uma geometria facetada que cria profundidade e jogos de luz e sombra, “cujos vincos estruturais permitem reduzir em 20% a utilização de matéria-prima, mantendo a resistência e a durabilidade necessárias para uma utilização diária”, descreve a empresa numa nota enviada às redações.
Disponível em oito tonalidades, inspiradas em elementos da natureza, a Voronoi introduz a cor no polímero, evitando, assim, a utilização de acabamentos metalizados convencionais, que, garante a OLI, são mais poluentes e prejudiciais ao ambiente.
Por trás de uma nova bebida, há uma conversa que começa antes do primeiro gole. Preferências de sabor, avaliações de embalagens e hábitos de compra ajudam a revelar o que os consumidores esperam encontrar no copo e quais novidades podem conquistar espaço em suas vidas.
Na Ambev, essa proximidade conecta o desenvolvimento de produtos às escolhas de milhões de pessoas. O Zé Delivery, aplicativo de entrega de bebidas da companhia, tornou-se parte importante dessa jornada: além de levar bebidas aos consumidores, permite ouvir suas opiniões, testar novidades e acompanhar a aceitação dos lançamentos. Cada resposta contribui para aperfeiçoar receitas, orientar decisões de negócio e criar ofertas conectadas a diferentes ocasiões.
Essa capacidade de transformar escuta em inovação conta com investimentos de mais de R$ 10 bilhões nos últimos três anos em modernização de cervejarias, tecnologia e desenvolvimento de produtos no Brasil. Mais de 200 profissionais trabalham diretamente na criação de novas bebidas, com autonomia para experimentar, aprender e aprimorar cada proposta.
O consumidor participa da construção de novas experiências
A Ambev realiza cerca de 100 pesquisas mensais pelo Zé Delivery, levando a voz do consumidor para o processo de inovação. As consultas reúnem percepções sobre sabores, composição, embalagens e outros aspectos das bebidas, ampliando a compreensão sobre o que as pessoas esperam encontrar em cada ocasião.
Essa escuta ajuda a orientar o desenvolvimento de produtos e os ajustes nas propostas, conectando o conhecimento de quem faz cerveja aos desejos de quem vai brindar. Assim, as contribuições dos consumidores se transformam em aprendizados para construir um portfólio cada vez mais completo.
A inteligência artificial amplia essa capacidade ao analisar milhares de comentários sobre produtos, embalagens e campanhas. A tecnologia identifica avaliações recorrentes e ajuda as equipes de inovação a reconhecer oportunidades.
Foi assim com Beats Red Mix, bebida pronta para consumo da linha Beats. Antes do lançamento, consumidores que já conheciam a marca participaram de consultas pelo Zé Delivery sobre sabor, composição, nome e identidade visual. Suas percepções ajudaram a dar forma ao produto, aproximando a novidade do repertório e das preferências de seu público.
Conhecimento e tecnologia dão vida às ideias
No Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev, essa troca com o consumidor encontra uma estrutura dedicada a transformar ideias em novas experiências. Inaugurado em 2018 no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o espaço reúne testes de ingredientes, receitas e processos de fabricação. A unidade desenvolve bebidas para a América do Sul e integra uma rede de seis centros de inovação da AB InBev, controladora da companhia.
Budweiser Zero, por exemplo, chegou à formulação atual depois de 18 protótipos desenvolvidos no centro. A cerveja utiliza uma tecnologia de desalcoolização para preservar características de sabor da receita original, ampliando as possibilidades de apreciar a marca em diferentes momentos.
Também desenvolvida para o mercado brasileiro, a Stella Pure Gold começou sua trajetória há cerca de quatro anos como Stella Sem Glúten. A receita foi posteriormente aprimorada para oferecer menos calorias, preservando o sabor característico de Stella Artois. A produção utiliza os mesmos ingredientes da versão tradicional, com um processo que quebra o glúten.
A evolução também chegou aos formatos. Com a garrafa de 600 ml, a marca ampliou sua presença em bares e restaurantes, criando novas oportunidades de compartilhar a experiência de Stella à mesa.
No segundo trimestre de 2026, o volume comercializado de Stella Pure Gold cresceu 180% em relação ao mesmo período do ano anterior. Michelob Ultra registrou alta de 250%.
Essas marcas integram o segmento Wellness da Ambev, que reúne cervejas zero álcool, sem glúten ou com menos calorias. O portfólio amplia as possibilidades de escolha, com propostas para diferentes preferências e ocasiões. O volume vendido desse grupo cresceu 67% em 2025 e mais de 60% no segundo trimestre de 2026.
Novas propostas ampliam as possibilidades de escolha
A busca por novas experiências também se traduz em lançamentos como Spaten Pro, cerveja escura zero álcool com 10 gramas de proteína, apresentada em 2026.
Nos refrigerantes, Guaraná Antarctica Zero com Fibras combina o sabor característico da marca com 4,4 gramas de fibras, a maior quantidade entre os refrigerantes nacionais. A proposta leva uma nova característica a uma bebida já presente na vida dos brasileiros.
O produto começou a ser comercializado em um projeto piloto no fim de 2025. Desde então, sua distribuição foi ampliada para todo o Sudeste e para as regiões Sul e Centro-Oeste, com previsão de chegar ao restante do Brasil até o fim de 2026.
No segundo trimestre de 2026, o Guaraná Antarctica Zero com Fibras já figurava entre as cinco latas de bebidas não alcoólicas mais vendidas da Ambev. No BEES, plataforma que conecta a companhia a bares e restaurantes e permite aos varejistas realizar pedidos, o número de compradores do refrigerante quase triplicou no trimestre mais recente.
A Skol Zero Zero também chegou ao mercado em 2026, trazendo uma nova possibilidade para quem aprecia a marca. Zero álcool e zero açúcar, a cerveja tem 12 calorias e passou por testes com consumidores pelo Zé Delivery.
Uma conexão que continua depois da compra
A proximidade com o consumidor também ganha vida em benefícios e experiências. No Zé Compensa, programa de recompensas do Zé Delivery, os consumidores acumulam pontos ao fazer pedidos ou escanear tampinhas de Brahma Litrinho. Os pontos podem ser trocados por descontos, frete grátis, produtos, experiências e ingressos para eventos.
Da primeira pesquisa à experiência depois da compra, a Ambev transforma essa conexão em aprendizado para o negócio. É uma jornada em que ouvir inspira novas ideias, experimentar abre possibilidades e cada escolha ajuda a construir o próximo capítulo da inovação.
Produto destinado a adultos.
Beba com moderação.
“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”
A empresa líder em Itália no fornecimento de tecnologias e serviços para o crescimento digital dos hotéis estabeleceu uma parceria com a gigante fintech para criar uma solução única de automatização e gestão de pagamentos online e presenciais.
À primeira vista, pôr robôs num hotel parece o oposto da hospitalidade. Afinal, o que o hóspede procura é calor humano. Mas quem gere uma unidade hoteleira sabe que o verdadeiro paradoxo está do outro lado: são muitas vezes as tarefas mais mecânicas que roubam às equipas o tempo para serem humanas.
Para os recém-nascidos prematuros ou clinicamente instáveis internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais (UCIN), as incubadoras desempenham um papel fundamental, ao proporcionar um ambiente controlado e facilitar a prestação de cuidados médicos. No entanto, estes equipamentos podem dificultar o contacto pele a pele entre os bebés e os pais. Esta prática está associada a vários benefícios para a saúde dos recém-nascidos, incluindo uma melhor regulação da temperatura corporal, uma redução do risco de infeções e o incentivo à amamentação. Pode também contribuir para o bem-estar emocional dos pais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os recém-nascidos prematuros
A startup Element3, sediada no Texas, está a desenvolver uma tecnologia para extrair lítio da água produzida durante a exploração de petróleo e gás, procurando transformar um subproduto da indústria petrolífera numa nova fonte de abastecimento deste mineral essencial ao fabrico de baterias. Fundada em 2021, a Element3 está a comercializar tecnologia que beneficia da investigação do Departamento de Energia dos EUA (DOE), nomeadamente do Laboratório Nacional de Oak Ridge, e procura formas de ampliar a produção na região da Bacia do Permiano, no Texas. Segundo a Fast Company, a água produzida durante a exploração de petróleo e gás na
A Lufthansa e a Fraport, empresa responsável pela gestão do aeroporto de Frankfurt, inauguraram esta terça-feira, 27 de outubro, uma nova área de embarque no Terminal 1, denominada "Gate of the Future" (Porta de Embarque do Futuro).
Ladrilhos de barro, soluções de isolamento e um banco modular estão entre os resultados das residências criativas. A entrada no mercado foi também debatida.
Apesar do Brasil ser terra de forte cultura e belezas naturais, são muitos os problemas sociais enfrentados no país. Algumas das chagas que marcam a população incluem falta de comida, água limpa, moradia digna e saneamento básico.
Foi na prerrogativa de solucionar esses problemas que surgiu a Solve for Tomorrow Brasil, iniciativa global de Cidadania Corporativa da Samsung e o principal programa da empresa na América Latina. A proposta é incentivar estudantes na identificação e investigação de desafios ou problemas reais no contexto de seus territórios.
A iniciativa está na fase final, com Pernambuco sendo um dos Estados destaque, concorrendo com dois trabalhos dentre os 10 selecionados.
Um desses dois é o Sertanino. Por meio da iniciativa, estudantes da ETE Professor Paulo Freire buscam melhorar o acesso à água da população de Carnaíba, no Sertão do Pajeú. O projeto incorpora um teste da qualidade do líquido utilizado para consumo.
Equipe do Sertanino. - Arquivo pessoal da equipe
Essa reportagem detalha o trabalho dos estudantes Matheus Gonçalves Lacerda, Jamilly Gadelha da Silva e Leandra Viviane Marques Lins, e dos professores Gustavo Santos Bezerra e Carla Robecia Nascimento.
Os trabalhos técnicos da reportagem são de Guto César. A produção e locução é do repórter Ernesto Pereira
Um carro moderno pode andar na estrada muito depois de o fabricante lhe cortar as atualizações de software. Fora as recolhas de segurança, nenhuma lei obriga a mantê-las. Quando se parte para uma viagem de carro, há sempre a hipótese de alguma coisa correr mal pelo caminho. Se calhar o óleo fica abaixo do nível, ou a bateria morre. Se tiver um carro dos últimos anos, pode aparecer-lhe mais um problema: uma atualização de software. Tal como o telemóvel precisa de vez em quando de uma atualização para melhorar a segurança ou corrigir erros, os carros de hoje dependem muito
E9X, o avião que mostra que voar sem querosene já não é apenas um sonho. Pilotos já aprendem nos Países Baixos. Uma empresa neerlandesa está a desenvolver um avião comercial totalmente elétrico, capaz de transportar 90 passageiros e percorrer até 1000 quilómetros com recurso a baterias. O projeto E9X, da Elysian Aircraft, pretende contribuir para a redução das emissões poluentes da aviação e poderá entrar em serviço comercial em 2034. Os primeiros ensaios de voo de um demonstrador à escala já começaram nos Países Baixos, marcando uma nova etapa no desenvolvimento desta tecnologia. A iniciativa surge num contexto de crescimento
Investigadores de Cambridge criaram um espectrómetro ótico compacto que identificou alimentos, plásticos e medicamentos nos testes e demonstrou potencial para medir glicose e álcool sem perfuração. Os espetrómetros óticos — os aparelhos que lêem a composição química das coisas pela luz que elas absorvem ou refletem — estão por trás de meio mundo de tecnologia, da análise de materiais à medicina. O problema sempre foi encolhê-los. Quando se tornam pequenos, perdem precisão, e ficam bons só para identificações grosseiras, não para medir a sério. Uma equipa da Universidade de Cambridge, juntamente com a start-up GlitterinTech criada pelo mesmo grupo, diz