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Lagos celebra Dia do Município com cultura e entradas gratuitas nos museus

21 October 2026 at 19:30

O feriado de 27 de outubro inclui cerimónias, música e atividades em Barão de São João. O estacionamento na Frente Ribeirinha será gratuito, com validação do bilhete.

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Habitação: Centenas de pessoas da área da Cultura repudiam violência em carta aberta

By: Lusa
21 October 2026 at 19:01

Mais de 1000 pessoas, maioritariamente trabalhadores da Cultura, subscrevem uma carta aberta que repudia a violência nos protestos pela habitação e manifesta solidariedade com as exigências dos manifestantes.

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La UHU reivindica el legado de Zenobia Camprubí y las mujeres del Lyceum Club Femenino

21 October 2026 at 17:11
El encuentro tiene el objetivo de reivindicar a las mujeres que "transformaron la vida cultural e intelectual" de la Edad de Plata, así como de proyectar su impacto hacia los retos actuales de igualdad y libertad

Presentación de las Jornadas 'Zenobia Camprubí y el Lyceum Club Femenino: memoria y proyección' en la UHU.

Jazz nas Adegas percorre espaços vitivinícolas de Silves até maio de 2027

21 October 2026 at 15:46

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas começa em Alcantarilha, com a Feel Good Band, nos dias 6 e 7 de novembro. O ciclo percorre espaços do concelho de Silves até maio de 2027.

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Così la musica unisce e favorisce la pace

21 October 2026 at 14:20

Musica e pace vanno molto d’accordo. Non solo perché, come è stato ripetuto tante volte, la musica è aperta a tutti, non ha confini. Ma anche perché si moltiplicano le iniziative per promuovere e sensibilizzare attraverso la musica la ricerca della pace, così in bilico o addirittura  calpestata in questi tempi.

La musica non è solo un mezzo di intrattenimento, ma una vera e propria pratica attiva di diplomazia, educazione e armonia sociale. Artisti come John Lennon hanno unito l’attivismo politico a inni universali come Imagine e Give Peace a Chance, portando il messaggio della nonviolenza nelle case di milioni di persone.

Da ultimo il musicista franco-libanese, che sarà al teatro Arcimboldi di Milano il 4 novembre per JazzMi, ha dichiarato: “Proporre una musica che unisce anzichè dividere è il mio modo di disegnare la pace”. Nipote dello scrittore Amin Maalouf deve la sua fama all’uso di una speciale tromba a quattro pistoni, inventata dal padre, che gli permette di suonare i quarti di tono tipici delle melodie orientali.  Lodevolmente sensibile al tema anche la Fondazione Ducci che ha promosso in Campidoglio a Roma il Concerto per la Pace “Tra le note un’ armonia”, presente un numeroso e qualificato pubblico tra cui gli ambasciatori Enrico De Majo e Renato Mosca de Souza (Brasile), l’economista Merja Tuomas-Kettunen Aalto (storicamente legata all’ambasciata di Finlandia), la scrittrice uruguayana Mirta Gutiérrez de Marques Seré, nonché il sindaco di Chieti Giovanni Legnini.

Come noto la Fondazione Ducci è un’istituzione culturale italiana fondata nel 1999 nata in memoria dell’impegno sociale e culturale dei genitori del fondatore ed animatore ambasciatore Paolo Ducci ed è attivamente impegnata nella promozione del dialogo interculturale e interreligioso e nella ricerca storico-politica ed economico-sociale.

Cura la pubblicazione di studi periodici online, tra cui la rivista mensile “Agenda Geopolitica” , magistralmente diretta dall’ambasciatore Marco Baccin, e i “Pamphlet della Fondazione”.  Promuove, tra l’altro, il  “Premio Ducci per la Pace”, riconoscimento annuale assegnato a personalità che si distinguono nell’ambito della cooperazione e della solidarietà internazionale. L’organizzazione del concerto, iniziata nel 2006, viene riproposta ogni anno quale significativo momento di sensibilizzazione sulla questione  della pace. Per questa edizione l’esecuzione è stata affidata al m.o Luigi Piovano, primo violoncellista dell’orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia ed al m.o Giuliano Mazzoccante (pianoforte) direttore del teatro Marrucino di Chieti e fondatore e direttore della Music & Art International Academy sempre di Chieti.

Gli artisti, particolarmente applauditi, hanno privilegiato musiche di Ottorino Respighi e Serghei Rachmaninoff. Quest’ultimo compositore mi richiama il ricordo del compianto Maestro Robleto Merolla (1937–2010), celebre tenore drammatico, strettamente legato al Conservatorio Statale di Musica G. Rossini di Pesaro sia come studente (fu l’ultimo allievo del leggendario maestro Arturo Melocchi del quale ha sempre sollecitato una adeguata commemorazione) sia, successivamente, dopo il suo precoce ritiro dalle scene, come apprezzato docente di Canto. Di qui la mia lunga frequentazione con lui in quanto ricoprivo l’incarico di presidente dell’Istituto musicale. Il repertorio e l’insegnamento di Merolla includevano romanze e arie del repertorio lirico e cameristico internazionale tra cui figuravano in particolare anche le romanze e i canti russi di Sergei Rachmaninoff, al quale dedicò un articolato concerto rimasto indimenticato: “Il Canto di Rachmaninoff”.

Prima della esecuzione del Concerto per la Pace nella Sala della Protomoteca il presidente Ducci ha rivolto il saluto della Fondazione ai presenti ponendo in particolare rilievo che oggi per governanti e politici la pace è il primo problema da affrontare respingendo i tentativi di chi intende minacciarla. L’onorevole Fabrizio Cicchitto, dal canto suo, ha sottolineato che nessuno vuole la guerra, a parole però, e non sempre pronunciate in buona fede. Indice dei reali pericoli presenti è l’adesione di Paesi come la Svezia e la Finlandia, da sempre neutrali, alla Nato. Illustrata l’evoluzione della politica internazionale negli ultimi decenni, Cicchitto ha concluso affermando che o l’Europa supera le sue contraddizioni e copre gli spazi che gli Usa stanno lasciando scoperti o i valori su cui si è finora retto l’Occidente  rischiano di essere travolti.

In foto-Presidente della Fondazione Paolo Ducci

 

Moncarapacho ganha Casa do Colecionador com arte sacra e mais de 260 bengalas

21 October 2026 at 10:22

O museu ocupa uma antiga ermida do século XVIII e reúne cerca de 50 anos de colecionismo de João Luís Calçada Correia.

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Insolvências de empresas aumentam 60% em Vila Real e Bragança

21 October 2026 at 10:02

VTM

As insolvências de empresas dispararam nos distritos de Vila Real e Bragança nos primeiros nove meses de 2026. Entre janeiro e setembro, 32 empresas foram declaradas insolventes, contra 20 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 60%.

Bragança registou o maior número de casos, com 18 empresas insolventes, mais sete do que em 2025, uma subida de 64%. Em Vila Real, foram 14, contra nove no período homólogo, um aumento de 56%. Só entre julho e setembro, foram declaradas insolventes nove empresas nos dois distritos.

Entre os casos de maior dimensão estão a Adega Cooperativa de Alijó, no distrito de Vila Real, e o Matadouro Industrial do Cachão, no distrito de Bragança. A lista inclui ainda empresas de transportes, limpeza, agricultura, panificação e comércio, entre outras atividades.

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Sara Badalo apresenta “Nem Tudo Sara” em estreia absoluta no Auditório Municipal de Olhão

21 October 2026 at 07:03

Espetáculo multidisciplinar, marcado para 23 de outubro, às 21:30, cruza música, teatro, imagem e património cultural imaterial da Fuseta.

O Auditório Municipal de Olhão recebe, no próximo dia 23 de outubro, às 21:30, o espetáculo “Nem Tudo Sara”, de Sara Badalo, apresentado em estreia absoluta após uma residência artística de cinco dias naquele espaço cultural.

Desenvolvido por Sara Badalo e Léo Vrillaud, o projeto propõe uma criação multidisciplinar que cruza música, performance teatral, criação audiovisual e artes visuais, integrando também materiais resultantes de um processo de recolha de património cultural imaterial na Fuseta.

Desde agosto, Sara Badalo e uma equipa de criação audiovisual têm desenvolvido um trabalho de escuta e recolha junto da comunidade fusetense, reunindo entrevistas, histórias, diálogos, expressões, cantares, imagens, gravações e memórias de quem vive neste território. Este arquivo vivo constitui a matéria-prima de um espetáculo que procura estabelecer uma relação entre a memória coletiva e uma linguagem artística contemporânea, explorando as ligações entre tradição, experimentação e criação autoral.

Em palco, a componente musical dialoga com a performance teatral de Catarina Costa, a criação audiovisual da agência Calliope, o contrabaixo de Luís Henrique e o trabalho visual de Vasco Badalo. O espetáculo conta ainda com a participação de um coro comunitário constituído por Valter Mendes, Rosa Zica, Natividade Zica, Ana Filipa Carmo, Arminda Badalo, Ana Fernandes, Domingos Caetano, Sara Gonçalves, Teresa Aleixo, Ricky B, Melissa Policarpo, Fernando Leal, Cátia Ribeiro, Beatriz Marques, Catarina Palma e Fernando Baco.

A pergunta “E se as memórias de uma comunidade pudessem transformar-se em música, corpo e imagem?” está na origem desta criação, que ultrapassa o formato tradicional do álbum e se expande para o espaço cénico e para a experiência ao vivo.

O trabalho de campo desenvolvido na Fuseta, a residência artística e o espetáculo em Olhão estão na génese de “Nem Tudo Sara”, o primeiro álbum em nome próprio de Sara Badalo, cujo lançamento está previsto para 2027.

Os bilhetes têm o custo de 10 euros e estão disponíveis no Auditório Municipal de Olhão e através da plataforma Ticketline

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La strana storia dei diecimila passi, quando il marketing arrivò prima della scienza

21 October 2026 at 03:45

Foto di Artur Łuczka su Unsplash

Man-po-kei. Tre sillabe giapponesi che, tradotte, significano più o meno questo: contatore dei diecimila passi. Mansignifica diecimila, po significa passi e kei significa misuratore. Probabilmente non avete mai sentito questa parola. Eppure, è proprio da qui che nasce una delle raccomandazioni di salute più conosciute al mondo: camminare almeno diecimila passi al giorno.

Un numero che oggi compare sugli smartwatch, nelle applicazioni degli smartphone e nei consigli di medici, nutrizionisti e personal trainer. Un traguardo quotidiano che, per qualcuno, è diventato una piccola ossessione. Ci sono persone che, arrivate a sera con 9.300 passi sul contatore, iniziano a camminare avanti e indietro per casa pur di raggiungere quella cifra tonda.

Ma perché proprio diecimila? Chi ha stabilito che fosse questa la quantità di movimento necessaria per mantenersi in salute? E soprattutto, cosa succede se ne facciamo soltanto settemila? Per rispondere dobbiamo tornare indietro di oltre sessant’anni.

Giappone, 1963: nasce un numero destinato alla storia
Il Giappone si prepara a ospitare le Olimpiadi di Tokyo del 1964. È un periodo di grandi trasformazioni economiche e sociali. L’automobile si diffonde, la vita quotidiana diventa progressivamente più comoda e, insieme ai benefici del progresso tecnologico, cominciano a emergere le preoccupazioni per la crescente sedentarietà della popolazione. In questo contesto, alcuni medici e divulgatori giapponesi promuovono un obiettivo semplice: camminare diecimila passi al giorno.

L’idea arriva alla Yamasa Tokei Keiki, un’azienda specializzata nella produzione di strumenti di misurazione. Nel 1963 il fondatore Jiro Kato riceve la richiesta di sviluppare un dispositivo capace di accompagnare questa iniziativa. Dopo due anni di sviluppo, nel 1965, arriva sul mercato il primo contapassi commerciale giapponese: il Manpo-kei, un piccolo dispositivo meccanico, venduto a 2.200 yen, che permette alle persone di misurare qualcosa che fino a quel momento era rimasto sostanzialmente invisibile: quanto camminavano durante la giornata. Il successo è notevole e il numero diecimila comincia a diffondersi ben oltre il prodotto che lo aveva reso popolare.

La cosa interessante, però, è che non esisteva alcuno studio clinico capace di dimostrare che proprio a diecimila passi si trovasse una soglia biologica oltre la quale iniziasse la prevenzione delle malattie. La stessa Yamasa, nella ricostruzione storica pubblicata sul proprio sito, spiega che l’obiettivo corrispondeva indicativamente a sette chilometri, ipotizzando una lunghezza del passo di settanta centimetri. Una distanza considerata sufficientemente impegnativa da contrastare la sedentarietà.

Insomma, non era un numero estratto completamente dal nulla, ma nemmeno il risultato di una precisa sperimentazione scientifica. Era un obiettivo pratico, facilmente comunicabile, che il successo commerciale di un dispositivo avrebbe trasformato in un riferimento collettivo.

Nel luglio 2025, un gruppo internazionale di ricercatori guidato dal professore Ding Ding ha pubblicato su The Lancet Public Health una grande revisione sistematica con metanalisi dedicata alla relazione tra passi quotidiani e salute. Gli autori hanno incluso 57 studi prospettici, provenienti da 35 coorti, e utilizzato 31 studi per le analisi quantitative. L’obiettivo era valutare come il numero di passi misurato attraverso dispositivi si associasse a diversi esiti clinici: mortalità generale, malattie cardiovascolari, tumori, diabete di tipo 2, demenza, sintomi depressivi e cadute.

Il risultato più citato è certamente quello relativo alla mortalità. Rispetto a chi percorre circa duemila passi al giorno, chi ne percorre settemila presenta un rischio di mortalità generale inferiore del 47 per cento.

È una differenza importante, ma occorre interpretarla correttamente. Non significa che aggiungere cinquemila passi riduca automaticamente del 47 per cento la probabilità individuale di morire. Significa che, nelle popolazioni osservate, chi percorreva mediamente settemila passi presentava un rischio relativo inferiore rispetto alle persone molto meno attive, anche dopo gli aggiustamenti statistici previsti dagli studi. La distinzione tra associazione e causalità resta fondamentale: le persone che camminano di più possono differire da quelle sedentarie anche per condizioni di salute, abitudini e caratteristiche non completamente misurate.

I risultati, comunque, non si limitano alla mortalità generale. Sempre confrontando settemila con duemila passi quotidiani, la metanalisi ha osservato un rischio inferiore del venticinque per cento per l’incidenza delle malattie cardiovascolari, del quattordici per cento per il diabete di tipo 2 e del trentotto per cento per la demenza. Numeri che, pur con diversi livelli di certezza delle evidenze, confermano quanto il movimento quotidiano sia associato a molteplici dimensioni della salute.

Tuttavia il beneficio non cresce sempre allo stesso modo
Immaginiamo due persone. La prima conduce una vita molto sedentaria, percorre circa tremila passi al giorno e decide di iniziare a camminare durante la pausa pranzo, aggiungendo duemila passi alla propria routine. La seconda è già molto attiva, percorre diecimila passi al giorno e decide di arrivare a dodicimila.

Entrambe hanno aumentato il proprio movimento della stessa quantità. Ma possiamo aspettarci lo stesso beneficio? Non necessariamente.

La ricerca suggerisce che, per diversi esiti di salute, la relazione tra numero di passi e rischio segue una curva non lineare: le riduzioni più marcate del rischio si osservano spesso passando dai livelli più bassi di attività a quelli intermedi, mentre aumentando ulteriormente i passi il beneficio aggiuntivo tende progressivamente a ridursi.

Nella revisione del 2025, per mortalità generale, incidenza delle malattie cardiovascolari e demenza, i punti in cui la curva comincia ad appiattirsi si collocano indicativamente tra cinquemila e settemila passi quotidiani. Questo non significa che oltre quella soglia camminare sia inutile. Per altri esiti, infatti, le associazioni favorevoli continuano ad aumentare in modo più graduale anche a livelli superiori.

Significa piuttosto che la relazione tra quantità di movimento e salute non può essere descritta con un unico numero valido per tutti. Anche l’età conta. Una precedente metanalisi pubblicata nel 2022 su The Lancet Public Health, che aveva raccolto dati relativi a oltre 47.000 adulti, aveva osservato un andamento differente tra le fasce d’età: negli individui di almeno sessant’anni la riduzione del rischio di mortalità tendeva a stabilizzarsi intorno a sei-ottomila passi, mentre negli adulti più giovani il beneficio continuava fino a circa otto-diecimila passi.

C’è poi un altro aspetto che merita attenzione. Il numero di passi è senza dubbio un indicatore utile della quantità di movimento quotidiano, ma non ci dice tutto del livello di attività di una persona. Diecimila passi percorsi lentamente durante una giornata di lavoro non rappresentano necessariamente lo stesso stimolo fisiologico di una camminata sostenuta, capace di aumentare significativamente frequenza cardiaca e richiesta energetica e, allo stesso tempo, una persona che pratica regolarmente ciclismo, nuoto o allenamento contro resistenza potrebbe accumulare relativamente pochi passi, pur svolgendo quantità importanti di attività fisica.

Il contapassi è uno strumento utile e la sua forza sta soprattutto nella semplicità: permette di rendere visibile il movimento quotidiano e di osservare se le nostre abitudini stanno cambiando, ma, come accade con qualsiasi altro dato, diventa davvero utile soltanto quando sappiamo interpretarlo e inserirlo nel giusto contesto

Diecimila passi possono rappresentare un ottimo obiettivo per molte persone. Possono incoraggiare a utilizzare meno l’automobile, scegliere le scale, fare una passeggiata dopo cena o interrompere più frequentemente le lunghe ore trascorse seduti ma non possono diventare un obbligo indipendente dal contesto. Per una persona anziana, sedentaria o con importanti limitazioni funzionali, raggiungere cinquemila passi può rappresentare un risultato molto più significativo di quanto lo siano dodicimila per una persona giovane e già allenata.

Non dobbiamo poi sottovalutare il rischio di trasformare uno strumento pensato per incoraggiare il movimento in un’ulteriore fonte di frustrazione. Viviamo già circondati da numeri che pretendono di descrivere la nostra salute: il peso sulla bilancia, le calorie introdotte, quelle consumate, la frequenza cardiaca, le ore di sonno, i minuti di attività fisica.

Insomma nel 1965 un piccolo dispositivo meccanico contribuì a diffondere un’idea straordinariamente semplice: camminare di più può essere una buona abitudine. Sessant’anni dopo, disponiamo finalmente di una quantità di dati scientifici che ci permette di dare a quell’intuizione una base molto più solida, ma anche di liberarci dalla rigidità del numero che l’ha resa famosa. Infondo la salute inizia con il primo passo

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Dentro la città di Casillo, dove ripensano la farina

21 October 2026 at 03:45

Analisi di campioni all’impianto Next Gen Food di Casillo, foto di Gabriele Ferraresi

Dall’aeroporto di Bari a Corato si attraversa lungo la Provinciale una quantità di ulivi che rende superfluo ogni tentativo di contarli. Poi verso Ruvo di Puglia, basta ulivi. Vite ovunque, e anche lì, non se ne scorge la fine e l’orizzonte è bello lungo, nella pianeggiante Puglia. Infine si arriva da Casillo, in un impianto molitorio che ha le dimensioni di una cittadina di provincia, fatto di stabilimenti che sono più grandi di palazzi, alti sei piani, e poi silos e vari impianti collegati fra loro.

Quella di Casillo a Corato è una piccola città che lavora il grano dentro un territorio che, fra Casillo e i pastifici della zona, sul grano ha costruito parecchio. Chi arriva dal Nord con l’idea che certe dimensioni industriali appartengano soltanto alla propria geografia può approfittarne per aggiornarsi: siamo a Corato, vicino Bari, ma è identico al nord-est, per esempio a certe aree industriali dell’industria alimentare vicino Verona. Identico, e la cosa curiosa è che ci si respira la stessa identica aria, che come si può descrivere? Sa di giornate fatte di tre turni e di fabbriche che non si spengono pressoché mai, di impieghi stabili per decenni quando il resto del mondo sembra andare – piuttosto di fretta – in malora, aria di chi sa di fare le cose a modo, e che volendo sa anche di orgoglio locale.

La storia di Casillo comincia nel 1958 con un piccolo molino a Corato e cresce insieme ai grandi produttori di pasta, ai quali servono semole, continuità nelle forniture e soprattutto caratteristiche costanti, ma per capire dove siamo oggi bisogna anche distinguere due nomi: Casillo è il gruppo che macina e commercia cereali, con attività industriali e logistiche su scala internazionale, mentre Molino Casillo è il marchio di farine e semole rivolto a panificatori, pizzaioli, pasticcieri e consumatori.

Casillo a Corato, foto di Gabriele Ferraresi
Casillo a Corato, foto di Gabriele Ferraresi

Il grano non viaggia da solo
Venerdì 16 ottobre, però, a ricordarci le dimensioni di questo sistema sono i camion che non arrivano. Siamo a Corato e dobbiamo cambiare programma per le strade bloccate dalle proteste di agricoltori e autotrasportatori: per noi niente di grave, ma quella mattina i mezzi non raggiungono neppure Casillo e probabilmente poche o nessuna azienda della zona. Fuori dagli impianti la mobilitazione attraversa da giorni diverse regioni del Sud, con modalità e adesioni differenti. In Sicilia, dove a Gela gli agricoltori sono in presidio dalla fine di settembre, il 16 ottobre comincia anche il fermo dei trasportatori; in Calabria la protesta arriva dopo le manifestazioni dei primi giorni del mese. In Puglia interessa quel giorno anche Corato, mentre presidi e disagi si estendono a Basilicata, Campania e Molise.

Non ovunque le strade vengono chiuse: ci sono rallentamenti, cortei e camion lasciati nei piazzali. Ci sono distributori di benzina che hanno finito ogni genere di carburante e il risultato è comunque una distribuzione delle merci che procede a singhiozzo. Per un gruppo con ricavi superiori al miliardo di euro, questa dipendenza resta concreta quanto per il panificio che aspetta la consegna. L’automazione può sicuramente governare la macinazione, ma il grano in qualche modo deve pur arrivare e la farina deve pur partire.

Blocco stradale a Corato, foto di Gabriele Ferraresi
Blocco stradale a Corato, foto di Gabriele Ferraresi

Un mugnaio, molti piani
Dentro il molino l’immagine del mugnaio coperto di farina, per carità, va decisamente rivista. La stragrande maggioranza delle persone che frequentano un supermercato non ha mai visto né vedrà dall’interno una grande industria alimentare, non può per comprensibili ragioni immaginarla. Quante persone servono a un impianto alto come un edificio di sei piani? Una. Il controllo dell’impianto – cioè questo palazzo alto alcuni piani, con decine di macchinari su ogni piano – è affidato a un operatore per turno, assistito dall’automazione, con personale di supporto e manutenzione solo quando serve, se si rompe qualcosa, ma di solito non si rompe mai.

Il grano viene pulito, separato per provenienza e qualità, miscelato secondo il prodotto da ottenere perché la semola richiesta da un pastificio e la farina destinata a un biscotto rispondono a esigenze diverse: contano proteine, granulometria, comportamento nell’impasto. Dietro una materia prima apparentemente elementare come la farina – la farina, probabilmente uno dei principali motivi per cui gli esseri umani esistono – c’è una quantità di decisioni che al supermercato rimane invisibile.

Smontare un chicco
Macinare cereali è uno dei gesti su cui abbiamo organizzato la nostra alimentazione. Oggi la farina resta un prodotto di base, comprato e venduto anche in enormi, inimmaginabili volumi e con margini tutt’altro che sontuosi, che di conseguenza rendono decisivi proprio i volumi e l’efficienza. Eppure, proprio dentro questa industria, si cerca di capire quanto altro si possa ricavare dal chicco. Il nuovo impianto di Casillo Next Gen Food, la società del gruppo dedicata alla ricerca e all’innovazione alimentare, è collegato ai cinque mulini del polo di Corato. La materia di partenza arriva da lì.

Next Gen Food, Casillo, foto di Gabriele Ferraresi
Next Gen Food, Casillo, foto di Gabriele Ferraresi

Il passaggio è abbastanza semplice da raccontare, molto meno da realizzare. Nella macinazione si separano frazioni ricche di germe e aleurone, uno strato del chicco che contiene proteine e fibre. Il germe contiene anche olio, soggetto a irrancidimento, un problema quando si vuole conservare il prodotto. L’impianto estrae la componente oleosa, rendendo più stabili le frazioni rimaste. Queste vengono ulteriormente lavorate e selezionate; l’olio segue una propria lavorazione, che può portarlo anche alla forma in polvere per l’impiego negli alimenti. Si ottengono così ingredienti diversi da componenti che nella filiera molitoria finiscono anche nell’alimentazione animale.

Da questo processo nasce Altograno. Il nome potrebbe suggerire una nuova varietà di frumento, è invece una miscela con una base di farina o semola e componenti recuperate dal grano, dosate secondo l’uso finale. Le formulazioni cambiano fra pasta, pizza e altri prodotti da forno e fra impieghi domestici e professionali e il progetto punta ad aumentare la presenza di proteine e fibre, mantenendo un ingrediente che si possa impastare e trasformare senza dover reinventare il mestiere.

Analisi di campioni all’impianto Next Gen Food di Casillo, foto di Gabriele Ferraresi
Analisi di campioni all’impianto Next Gen Food di Casillo, foto di Gabriele Ferraresi

Il pane che diamo per scontato
Intorno ci sono tutte le relativamente nuove parole che abbiamo imparato a conoscere della nutrizione: la densità nutrizionale, le proteine, le nuove abitudini di consumo. Al Casillo Lab arrivano pane, focaccia barese, spaghettoni preparati con Altograno – questi ultimi ricordano, all’assaggio, una pasta integrale, anche se non lo sono; nel pane invece la differenza rispetto a una preparazione tradizionale al palato è molto meno riconoscibile, chi non è un sommelier di lievitati non noterà alcuna differenza.

A Corato si studia come sarà la farina di domani, mentre là fuori, si discute se convenga ancora trasportare quella di oggi. Il pane lo diamo per scontato, è tutto quello che serve per farlo arrivare in tavola che continuiamo a non volerlo vedere.

Casillo a Corato, foto di Gabriele Ferraresi
Casillo a Corato, foto di Gabriele Ferraresi

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In Europa la vita dei polli è migliore

21 October 2026 at 03:45

Trenta chilogrammi di peso vivo per metro quadrato: è la densità massima di allevamento prevista dallo European Chicken Commitment. Lo spazio disponibile per un pollo si misura anche così, considerando il peso degli animali presenti nel capannone. La direttiva europea stabilisce come limite generale 33 chilogrammi per metro quadrato, ma consente, a determinate condizioni, di arrivare a 39 e poi a 42. Il primo cambiamento introdotto dall’ECC riguarda dunque un parametro concreto: quanto si può affollare un allevamento.

Nato nel 2017 per iniziativa di una coalizione di oltre trenta organizzazioni europee per la protezione animale, tra cui Compassion in World Farming, lo European Chicken Commitment è un impegno volontario che le imprese alimentari assumono per migliorare le condizioni dei polli allevati per la carne. Si rivolge a produttori, distributori e ristorazione e interviene sulle scelte di approvvigionamento: chi aderisce si impegna a chiedere ai propri fornitori requisiti superiori ai minimi di legge.

A essere tutelata è la vita dell’animale lungo la filiera. Lo spazio è una parte della questione. Un’altra riguarda le razze: la selezione orientata alla crescita rapida può compromettere salute e capacità di movimento. L’accordo richiede razze con migliori indicatori di benessere, valutate secondo criteri specifici. Nella pratica, questo comporta il passaggio a polli a più lento accrescimento, come quelli richiamati nel percorso di Eataly.

Dentro i capannoni devono esserci luce naturale, un’illuminazione di almeno 50 lux, posatoi e materiali da becchettare. Sono strumenti che consentono agli animali di esprimere comportamenti propri della specie. L’ECC prescrive inoltre requisiti sulla qualità dell’aria e vieta gabbie e sistemi multipiano. Non impone invece l’accesso all’aperto: l’adesione non equivale al biologico.

L’accordo comprende anche la macellazione: prevede lo stordimento in atmosfera controllata con modalità definite oppure quello elettrico efficace senza capovolgere gli animali ancora coscienti. Chiede infine verifiche di terza parte e aggiornamenti pubblici annuali sui progressi. Per valutarne l’attuazione occorre quindi distinguere la firma iniziale, l’adeguamento degli allevamenti e il rispetto dell’insieme dei requisiti.

È in questo quadro che arriva l’annuncio di Eataly che ha raggiunto la conformità agli standard ECC in allevamento, presentandosi come il primo grande retailer italiano e catena di ristoranti a conseguire questo risultato. L’impegno, sottoscritto per l’Italia nel febbraio 2022, riguardava il cento per cento dell’offerta di pollo fresco, lavorato e utilizzato come ingrediente, inclusa la ristorazione, con scadenza entro il 2026.

Il percorso ha coinvolto fornitori e allevatori, con il supporto di Compassion in World Farming. Bianca Furlotti, responsabile del settore alimentare dell’associazione in Italia, sottolinea il valore di un intervento esteso sia alla vendita sia alla ristorazione, con le medesime richieste ai fornitori che accompagnano il pollo dal banco della macelleria ai piatti serviti. Per il cliente, che al ristorante raramente dispone delle informazioni presenti su una confezione, la politica di acquisto dell’insegna diventa una parte decisiva della trasparenza.

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La fine degli intellettuali, ma non della citazione colta pronta per Instagram

21 October 2026 at 03:45

Scontri tra manifestanti a Manifestazione contro il caro vita a Milano sabato 17 ottobre 2026. (foto by Stefano Porta/LaPresse) clashes between protesters at Demonstration against the high cost of living in Milan saturday 17 october 2026 (Photo by Stefano Porta/LaPresse)

Anni fa Alessandro Baricco raccontò che, quando aveva una rubrica su Vanity Fair per la quale ogni settimana doveva riempire una pagina di testo, e una pagina di Vanity Fair si riempiva con una sessantina di righe, ogni tanto tentava invano di convincere il direttore che per dire certe cose di righe ne bastavano due, e che quindi la pagina potesse uscire bianca, con sole due righe di testo in cima o in mezzo o in fondo.

Pur non essendoci qui la questione dell’impaginazione cartacea, e notandosi quindi meno la brevità insolita del testo, sono abbastanza certa che il direttore che sovrintende all’Avvelenata obietterebbe anch’egli al mio consegnarne oggi una fatta d’un solo rigo, perché nel sindacato dei direttori di giornale han tutti le stesse fisime.

Prendetevela quindi con le antiquate fissazioni dei direttori di giornale se oggi sarò inutilmente prolissa, ridondante, ripetitiva nelle variazioni che stanno attorno a un solo concetto, concetto che sarebbe potuto stare in un esaustivo rigo, e quel rigo sarebbe stato: mi sembrate tutti scemi.

Mi sembrano scemi quelli che scrivono sui social variazioni sulla rivoluzione che non è un pranzo di gala, come se incendiare cassonetti e spaccare vetrine e autoscattarsi con sfondo di lacrimogeni fossero sinonimi di «presa della Bastiglia», e non di «1, 2, 3, casino», e non di «Sfera che ce lo facciamo un selfie?».

Mi sembrano scemi gli adulti infantili di questo secolo, quelli che vivono coi soldi dei genitori, nelle case comprate loro dai genitori, mandando i figli in scuole e in vacanze pagate dai nonni e, poiché i tempi facili producono individui con infelicità immaginarie, hanno deciso che sì, i loro figli hanno problemi gravissimi, e passano il tempo a cercare di farsi perdonare da loro e dai loro psicanalisti (pagati anch’essi dai nonni) invece di prendersi l’incomodo di fare gli educatori e di mettere in pratica tutto quello su cui teoricamente si sono preparati per fare i genitori: la prima generazione che ha pensato che fare figli fosse una specializzazione alla quale occorresse arrivare preparati è anche la generazione che ha comprato “I no che aiutano a crescere” ma o non l’ha letto o non l’ha capito.

Mi sembra scemo il cantante che cinque anni fa ci diceva che «Vuitton e Prada non contan nada», e oggi ci dice che mettere in vetrina roba che i-nostri-ragazzi non si possono permettere è violenza alla quale si risponde con la violenza (perché è tutto simbolico, e tutto capriccio consumista: gli assalti ai forni erano gesti dimostrativi d’obiezione alla chetogenica, mica fame; però, l’avesse detto in rima, magari m’avrebbe convinta).

Mi sembra scema l’amica editorialista che mi scrive per farmi gli auguri di compleanno e aggiunge che ogni volta che scrivo dei genitori imbecilli dei puccettoni in piazza capisce quant’è imbecille, invia il messaggio e un secondo dopo apre il computer per scrivere il trecentesimo pezzo su quanto hanno ragione i-nostri-ragazzi.

Mi sembrano scemi quelli che si dolgono perché hanno il feticcio dell’oggetto-libro e insomma va bene tutto ma devastare la libreria Feltrinelli no; mi sembrano scemi quelli che hanno Wikipedia epperciò – con quel che costa il wifi mica vorremo non ottimizzare – ci tengono a precisare che Giangiacomo Feltrinelli però morì tentando di fare un attentato; mi sembrano scemi quelli che s’indignano per chi ha complessi di superiorità culturali tali da pensare che la merce libro sia più sacra della merce borsetta; mi sembrano scemi quelli che certo che il libro è un feticcio, io sottolineo solo a matita.

Mi sembra scema la scrittrice sessantenne che mi passa davanti in un pezzettino social mentre dice a una trentenne, a una trentenne che porella provava ad argomentare che i suoi coetanei non hanno avuto le guerre e l’incubo del nucleare e il terrorismo e altre amenità e insomma tanto male non gli è andata, la sessantenne che le spiega perentoria che no, non è vero, la trentenne non lo sa ma i trentenni d’oggi sono i più sfortunati della storia del mondo, perché la sessantenne arrivò a Milano quarant’anni fa e il lavoro te lo tiravano dietro; fingendo di non sapere che è vero che oggi nessuna redazione (parlandone da vive) assumerebbe la lei inutile e miracolata di quarant’anni fa, ma ella avrebbe modo di accendersi la telecamera del telefono in faccia e di diventare comunque una benestante senza qualità – certe opportunità non vengono mai meno, al massimo cambiano veicolo.

Mi sembra scemo lo scrittore della stessa generazione che dice che rubare le borse di lusso saccheggiando negozi del centro in nome del carovita va bene se quella borsa di lusso la regali alla mamma che non se l’è mai potuta permettere facendole così fare il salto di classe previsto dal materialismo storico (ma solo se la mamma è abbastanza in confidenza con le pratiche di questo secolo da rivendere la borsa su Vestiaire e poter infine pagare le bollette: la classe sociale non la fanno gli accessori di pelletteria, la fa l’assenza dei problemi economici di base).

Incidentalmente, sfogliavo per altre ragioni un libro che non c’entra niente, lo scrisse Simone de Beauvoir nel 1970, s’intitolava “La terza età”: impossibile non notare quanto tutto quel che era sensato citare cinquantasei anni fa non sia di nessun aiuto per spiegare l’oggi.

«La società dei consumi, nota Marcuse, ha sostituito alla coscienza infelice una coscienza felice, e disapprova ogni senso di colpa»: Herbert, Simone, non so come dirvelo ma, vista dal 2026, da una società che ostenta con voluttà sensi di colpa, che si fustiga a favor di obiettivo fotografico, che passa il tempo a crogiolarsi in dichiarazioni d’infelicità, sembra la frase d’un romanzo di fantascienza.

Poche pagine più avanti, SdB cita Sigmund Freud e il «triste contrasto tra l’intelligenza raggiante d’un bambino e la debolezza intellettuale d’un adulto medio», e io penso che il più influente intellettuale del Novecento ha descritto un mondo che non esiste più, in cui gli adulti ancora non miravano a regredire fino a essere irresponsabili e coetanei dei figli, epperciò raggianti.

Tutti gli intellettuali che abbiamo come riferimento, tutti quelli che hanno prodotto pensiero e non penzierini, sono gente del Novecento, la cui visione del mondo era la visione d’un altro mondo, le cui categorie analitiche oggi sono utili quanto lo scatolone di cento nastri che ci ha lasciato nostro nonno acciocché la nostra Olivetti avesse sempre inchiostro.

D’altra parte non è che possiamo citare Vittorio Lingiardi o Byung-Chul Han o Roxane Gay o Michela Murgia o uno qualunque dei produttori di biscotti della fortuna nostri coevi.

È andata così, che abbiamo avuto tante fortune che non scambierei con la vita del secolo scorso – l’acqua corrente in casa, gli antidolorifici, l’aria condizionata, supermercati che ci danno accesso a una varietà di cibo che settant’anni fa non era disponibile neanche per i re – ma la sfiga di un mondo senza intellettuali, intesi canettianamente come individui in grado di essere in conversazione col loro tempo e in contrasto col loro tempo.

Abbiamo solo gente che cita compulsivamente pensatori del Novecento per farci sapere che ha studiato molto (ma non abbastanza da capire che quei pensatori parlavano del mondo di prima – compreso Canetti, noteranno i più scafati tra i miei piccoli lettori); e gente che produce libri fatti per prendere i like, like presi per produrre apparizioni retribuite nei festival, apparizioni nei festival fatte per farsi chiedere il selfie alla fine, perché che tu sia intellettuale o Sferaebbasta sempre lo stesso selfie la platea vorrà, per prendere anche lei qualche like dai cognati, per l’economia di risulta di quella valuta che è la fama. Ci sono gli uni, ci sono gli altri, e in mezzo ci siamo noi. Tre categorie accomunate dall’essere inappellabilmente sceme.

L'articolo La fine degli intellettuali, ma non della citazione colta pronta per Instagram proviene da Linkiesta.it.

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