UE a caminho de falhar metas de proteção dos mares

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A Associação Cultural Recreativa e Desportiva Entre Ambos-os-Rios, Ponte da Barca, apelou hoje à dádiva de árvores para continuar com a reflorestação da Serra Amarela, que ficou em cinzas, em 2025, após um incêndio que durou 12 dias.
“Precisamos de árvores autóctones. Temos cerca de 300 a 400 que plantámos o ano passado, produzidas a partir de sementes recolhidas localmente. Quantas mais conseguirmos reunir, melhor, para que a Serra Amarela volte a ganhar raízes. O objetivo é podermos criar um anel de proteção da aldeia de Lourido e Froufe”, afirmou Tanya Pires, da direção da associação.
Além das árvores, a associação precisa “de voluntários, ferramentas e outros meios” necessários à operação de reflorestação.
Em 2025, as aldeias de Lorido, Froufe, Sobredo e Ermida, inseridas na União das Freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil e integradas na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na encosta da Serra Amarela, foram das afetadas pelos incêndios de julho de 2025.
Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), as chamas consumiram 5.786 hectares do PNPG. O ICNF indicou que, no total, o incêndio atingiu uma área de 7.550 hectares.
“No ano passado conseguimos plantar cerca de mil árvores, cedidas por várias entidades e particulares, sendo uma grande parte disponibilizada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), mas em julho ardeu tudo”, sublinhou.
No próximo dia 08 de novembro, a associação volta a juntar a população de Entre Ambos-os-Rios para a apresentação do projeto da Reflorestar Portugal, associação sem fins lucrativos dedicada à regeneração ecológica, reflorestação biodiversa, agrofloresta e capacitação de comunidades em Portugal”.
A iniciativa inclui um magusto e música minhota com os Zuca-Truca.
“Mais do que plantar árvores, queremos criar raízes, aproximar pessoas, cuidar do que é nosso e envolver as próximas gerações na proteção da serra Amarela”, explicou Tanya Pires.
Este ano, a associação de Entre-Ambos-os-Rios volta a contar com a colaboração da Reflorestar Portugal, que tem vindo “a acompanhar a comunidade e a desenvolver propostas para tornar as aldeias mais preparadas e resilientes aos incêndios rurais”.
“Desta colaboração realizou-se uma Assembleia de Cidadãos na freguesia, onde a população teve oportunidade de partilhar preocupações, experiências e ideias para o futuro”, explicou Tanya Pires.
Dessa auscultação à população “surgiram propostas que a Reflorestar Portugal pretende transformar num projeto de capacitação e formação dirigido às comunidades locais, cuja concretização dependerá da obtenção dos apoios e financiamento necessários”.
Um dos projetos vai arrancar no dia 10 de novembro com a criação de “um viveiro pedagógico em colaboração com a escola básica de Entre-Ambos-os-Rios.
O viveiro vai ser instalado nas traseiras do pavilhão gimnodesportivo, equipamento onde as crianças da escola praticam exercício físico.
Assim, as crianças podem semear, acompanhar o crescimento e cuidar das plantas desde o início. Uma espécie de maternidade de árvores autóctones”, especificou.
A iniciativa “contará com a participação de uma especialista que, de forma educativa e descontraída, irá mostrar às crianças a importância das sementes que tantas vezes vemos cair no chão, sem lhes darmos grande atenção”.
“É um projeto muito interessante, sobretudo pela ligação entre as crianças, a comunidade e o futuro da nossa floresta”, reforçou Tanya Pires.
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VTM
Integrado na estratégia de valorização do turismo de natureza e do património local, o festival proporciona um fim de semana de caminhada, convívio e contacto com as tradições do concelho, permitindo aos participantes explorar paisagens vinhateiras, aldeias históricas e locais de elevado interesse cultural.
“Este projeto representa uma forte aposta do município na valorização do turismo”
SÓNIA PIRES
Vereadora da CM de Alijó
Sónia Pires, vereadora da Câmara de Alijó, disse à VTM que foram dois dias a descobrir o concelho, com dois percursos diferentes. “No sábado, tivemos uma caminhada pelo Douro, por Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas e Casal de Loivos. No domingo, o percurso foi para o norte do concelho, que é mais montanha, para se descobrirem duas realidades distintas do nosso território”.
A vereadora destacou ainda que este projeto “representa uma forte aposta do município na valorização de um dos produtos turísticos mais procurados pelos amantes da natureza, da paisagem e do património”.
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