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Pouca castanha, seca e com "bichado" marca campanha em Bragança

28 October 2026 at 22:47

A campanha da castanha está a ser um "desastre" para vários agricultores do concelho de Bragança, que apontaram hoje à Lusa quebras significativas, fruto pequeno, seco e "bichado", devido às temperaturas e à falta de água.

 

Na aldeia de Salsas, Pedro Zoio não está contente com o que vê. "Estamos a começar, mas está um desastre. Não existem castanhas nos castanheiros, os ouriços ficaram pequenos, as castanhas, as poucas que há, não cresceram", descreveu.

A campanha já começou, mas o agricultor apanhou até hoje apenas "30 quilos" do fruto, porque embora os castanheiros tenham "muitos ouriços", estão "sem castanhas".

"Estão agora a começar a cair as poucas que há. (…) Eu dou a volta aos castanheiros e não vejo castanhas nem em cima, nem em baixo", afirmou.

A chuva que caiu no mês de agosto e em setembro fazia prever, segundo disse, um bom ano de castanha, mas não se veio a confirmar, prevendo uma quebra de "60 a 70%".

"Não prevejo um bom ano de castanha, nem de longe, nem de perto. O ano passado já foi mau, este ano ainda vai ser pior, ou seja, de ano para ano, cada vez é pior", vincou.

Para João Condado, produtor de castanha na aldeia de Vilarinho, a campanha deste ano "pior seria impensável", estimando que possa ter uma quebra de produção de 40%.

O fruto, afirmou, está "bastante seco", devido às temperaturas elevadas e à falta de chuva, e há castanha, nomeadamente das variedades precoces, que está "bichada" ou com "fungo".

"Há pouca e o calibre é pequeno, devido às condições atmosféricas. No verão pouco choveu e então as temperaturas foram elevadas e fez com que a castanha não desenvolvesse", lamentou.

A situação também não é melhor para Marcelino Rodrigues. O agricultor de Meixedo ainda não começou a apanha da castanha, mas salientou que a campanha está "muito mal".

"Ainda não apanhei nada, mas diz que são pequenas, estão furadas, que têm tudo, há poucas, segundo ouço", disse.

Segundo explicou à Lusa Abel Pereira, presidente da Arborea - Associação Agro-florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, o calor está a tardar a queda dos ouriços e um "período quente prolongado" foi favorável ao aparecimento de "bichado".

A juntar à falta de qualidade, apontada pelos produtores, também o preço está "aquém de anos anteriores", estando entre 1,2 e 1,5 euros o quilo, podendo, nalguns casos, chegar a 1,8 euros.

Segundo o engenheiro Abel Pereira, num ano bom, o preço da castanha de maior calibre já deveria custar mais de dois euros.

Bragança e Vinhais, no distrito de Bragança, são os maiores produtores de castanha do país.

Numa boa campanha, no concelho de Bragança são produzidas 20 mil toneladas e no concelho de Vinhais entre 15 a 20 mil toneladas.

Produtores de Valpaços apontam para quebra de produção de castanha

Produtores de Valpaços apontam para quebra de produção de castanha

Produtores de Valpaços apontam para uma quebra de produção de castanha devido ao calor e à seca, embora garantam uma boa qualidade do fruto. A apanha começou mais cedo, como aconteceu com outras colheitas em 2026.

Lusa | 12:02 - 22/10/2026

Conselho fiscal do Vitória aprova venda de 17% da SAD à V Sports

28 October 2026 at 22:41

O conselho fiscal do Vitória de Guimarães emitiu um parecer favorável, publicado hoje no site oficial do emblema da I Liga portuguesa de futebol, à venda de 17% do capital social da SAD à empresa V Sports.

 

"O conselho fiscal emite parecer favorável à alienação à V Sports de ações representativas de 17% do capital social da Vitória Sport Clube – Futebol, SAD (…), desde que sejam integralmente asseguradas as salvaguardas identificadas no presente parecer, designadamente a proteção do património do clube e a manutenção da sua participação maioritária no capital social da SAD", lê-se.

A votação da transmissão de 17% do capital da SAD, tendo em vista o restabelecimento da participação de 46% da empresa que detém o Aston Villa, da Premier League inglesa, previamente aprovada pelos sócios vitorianos em 03 de março de 2023, está marcada para sexta-feira, na assembleia geral extraordinária que vai decorrer no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, a partir das 20:00.

O órgão presidido por Rui Castro Dias salienta que a operação recupera um modelo já aprovado pelos sócios em 2023, quando 966 entre os cerca de 1.400 presentes na AG extraordinária votaram favoravelmente à venda de 46% das ações, antes de a participação da V Sports ser reduzida para 29% no final de junho de 2023, por imposição da UEFA, para se cumprir as regras de multipropriedade de clubes.

O conselho fiscal argumenta também que os 3,8 milhões de euros (ME) que a empresa pretende aplicar na operação – devolução de dois milhões prometidos em 2023 e 1,8 ME adicionais – enquadram-se num "referencial proporcional próximo do previsto no acordo inicial de 2023", que contemplou o pagamento de 5,5 ME e o donativo de dois ME para infraestruturas.

Para o órgão, a manutenção desse "referencial de preço", numa altura em que a situação financeira e patrimonial da SAD é pior do que a de há três anos, face aos 85 ME de passivo e aos capitais próprios negativos de quase 37 ME exibidos no relatório e contas de 2025/26, é "um elemento favorável à apreciação económica da proposta na perspetiva do clube".

A manutenção da participação maioritária do clube na SAD, que irá diminuir de 67,84% para 50,84% caso os sócios aprovem a venda na sexta-feira, e "o compromisso de um plano de reestruturação da dívida" são outros elementos favoráveis à aprovação do acordo, acrescenta o conselho fiscal.

Na perspetiva desse órgão, a concretização da operação com a empresa detida pelo bilionário egípcio Nassef Sawiris (34%), pelo bilionário norte-americano Wes Edens (34%) e pelo fundo de investimento norte-americano Atairos (32%) pode garantir uma "maior previsibilidade de tesouraria" e permitir à SAD "negociar com menor pressão" no próximo mercado de transferências, em janeiro de 2027.

Os sócios do Vitória de Guimarães vão ainda votar a autorização para se introduzirem alterações no pacto social da SAD.

Leia Também: Vitória SC vence Feirense em jogo particular

Intuitivo capta 1,35 milhões de euros para acelerar expansão internacional e SRS Legal assessorou

28 October 2026 at 22:33

A startup portuguesa de tecnologia educativa Intuitivo angariou 1,35 milhões de euros numa ronda de financiamento seed liderada pela Caixa Capital e pelo Impact Innovation Fund, gerido pela 3xP Global, com participação da Techstars e da COREangels Lisboa e Porto, anunciou a SRS Legal, que aconselhou a empresa na operação.

Os fundos serão aplicados no desenvolvimento da plataforma da Intuitivo e na preparação da expansão da empresa para o mercado brasileiro. A startup desenvolve uma solução digital de avaliação para instituições de ensino que recorre à inteligência artificial para simplificar e automatizar o processo de avaliação.

A Intuitivo participou em 2022 no Startup Lab da SRS Legal, considerado o primeiro programa de aceleração de startups criado em Portugal por uma sociedade de advogados, e venceu em 2024 a competição PITCH da Web Summit, entre 105 startups concorrentes.

A equipa jurídica da SRS Legal que acompanhou a transação foi liderada pelo sócio Paulo Bandeira e pela managing associate Solange Fernandes.

 

KPMG Law promove ciclo de conferências sobre contratação pública, urbanismo e Tribunal de Contas

28 October 2026 at 22:28

A KPMG Law vai promover entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 um ciclo de conferências dedicado a três reformas legislativas com impacto na atividade empresarial, no investimento e na relação com a Administração Pública.

A iniciativa abordará a revisão do Código dos Contratos Públicos (CCP), a revisão do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE) e a reforma da Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas, reunindo membros do Governo, académicos, especialistas e autores dos diplomas.

Segundo a sociedade de advogados, o objetivo é analisar as alterações introduzidas por estas reformas, os desafios da sua implementação e os efeitos práticos para empresas, investidores e entidades públicas.

A primeira conferência realiza-se em Lisboa, a 11 de novembro, e será dedicada à revisão do CCP, em vigor desde 1 de outubro deste ano. Segue-se, a 26 de novembro, uma sessão centrada na revisão do RJUE e nas alterações associadas ao denominado “Simplex Urbanístico 2.0”.

O ciclo encerra em janeiro de 2027 com um debate sobre a reforma da Lei do Tribunal de Contas, aprovada pelo parlamento em 21 de outubro, que prevê mudanças no modelo de controlo financeiro público, incluindo o aumento do limiar dos contratos sujeitos a visto prévio e o reforço da fiscalização.

Entre os participantes estarão os juristas Pedro Costa Gonçalves, Fernanda Paula Oliveira e Rui Medeiros. O encerramento ficará a cargo do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias.

Para o responsável da KPMG Law em Portugal, Luís Magalhães, as alterações legislativas em análise têm impacto direto nas decisões das empresas e na concretização de investimentos, sendo importante compreender a forma como as novas regras serão aplicadas na prática.

CBS: Fiesp vê gasto de R$ 100 bi com valor do TCU e pede mudança no Senado

28 October 2026 at 22:25

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) criticou a alíquota de referência de 11,34% para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), proposta pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para 2027.

Em posicionamento assinado pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, a federação afirma que o percentual contraria a premissa de manutenção da carga tributária prevista na reforma tributária e pede que o Senado Federal reveja o cálculo.

O TCU propôs uma alíquota de referência de 11,3468%, arredondada para 11,3%, que será encaminhada ao Senado. A Casa terá até 15 de dezembro para definir o percentual por meio de resolução. Caso não o faça dentro do prazo, prevalecerá o cálculo do tribunal.

A CBS foi criada pela reforma tributária para substituir o PIS e a Cofins, tributos federais incidentes sobre bens e serviços. A contribuição faz parte do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, modelo também que será composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência estadual e municipal.

Segundo o TCU, o cálculo busca manter o nível de arrecadação dos tributos substituídos, sem aumentar ou reduzir as receitas públicas. A metodologia foi encaminhada pela Receita Federal e analisada pelo tribunal.

Fiesp estima impacto de mais de R$ 100 bilhões

Na avaliação da Fiesp, a alíquota proposta está acima do nível necessário para preservar a carga tributária. A entidade afirma que estudos técnicos, incluindo os elaborados pela própria federação, apontavam um percentual próximo de 9% para a CBS.

No comunicado, a federação estima que a decisão pode retirar mais de R$ 100 bilhões da economia em tributos adicionais já em 2027.

A entidade também avalia que a soma das alíquotas da CBS e do IBS pode levar o IVA dual a superar 30%, o que, segundo a Fiesp, colocaria o Brasil na posição de país com a maior tributação sobre o consumo do mundo.

A federação argumenta que uma carga tributária mais elevada pode prejudicar a produção, os investimentos e o emprego.

Para a entidade, o ajuste das contas públicas deve priorizar o controle dos gastos do governo, em vez do aumento da arrecadação sobre empresas e setores produtivos.

“Esperamos o bom senso do Senado Federal para corrigir essa distorção”, afirma Paulo Skaf no posicionamento.

Senado terá palavra final sobre alíquota

A proposta do TCU ainda precisa passar pela definição do Senado. A alíquota de referência da CBS será estabelecida anualmente durante o período de transição da reforma tributária, até a implementação integral do novo sistema, prevista para 2033.

Para 2027, o governo estima arrecadar R$ 636,8 bilhões com a CBS, segundo o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual).

A reforma prevê a substituição gradual de tributos atuais por CBS e IBS, com o objetivo de simplificar o sistema.

Enquanto o TCU afirma que o cálculo busca preservar a arrecadação dos tributos substituídos, a Fiesp questiona o percentual proposto e defende uma alíquota menor.

A definição do Senado será decisiva para estabelecer a referência da contribuição em 2027.

Pix: pagamento de aproximação ganha espaço no comércio físico

 

TAP lança rota direta entre Lisboa e Reiquiavique no verão de 2027

28 October 2026 at 22:24

A TAP Air Portugal vai passar a ligar Lisboa a Reiquiavique, na Islândia, a partir de 1 de abril de 2027, com uma operação sazonal de três voos semanais que decorrerá até outubro, reforçando a sua rede de destinos no Norte da Europa.

Segundo a companhia aérea, a nova rota será operada às terças, quintas e sábados, com partida do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, às 21h05 e chegada ao Aeroporto Internacional de Keflavík às 00h55 do dia seguinte.

No sentido inverso, os voos partirão de Reiquiavique às quartas, sextas e domingos, às 01h45, aterrando em Lisboa às 07h25.

Com esta nova ligação, a TAP pretende reforçar a conectividade entre Portugal e a Islândia, oferecendo uma ligação direta entre os dois países e facilitando, através do seu ‘hub’ de Lisboa, o acesso dos passageiros islandeses à restante rede de destinos da companhia.

A transportadora considera que a nova operação cria novas oportunidades de viagem nos dois sentidos, aproximando mercados turísticos com características distintas.

A Islândia é atualmente um dos destinos turísticos mais procurados da Europa, destacando-se pelas suas paisagens vulcânicas, cascatas, glaciares, geiseres e zonas geotérmicas.

Entre os principais pontos de interesse figuram o chamado Círculo Dourado, que inclui o Parque Nacional de Thingvellir, a cascata de Gullfoss e a área geotérmica de Geysir, bem como a costa sul da ilha.

Os bilhetes para a nova rota já se encontram disponíveis, com tarifas de ida e volta a partir de 349 euros, incluindo taxas, segundo a companhia.

Airbnb vai doar parte de receitas de cada reserva para alojamento a pessoas em crise

28 October 2026 at 22:21

A Airbnb vai doar a partir desta quarta-feira uma parte das receitas de cada estadia à Airbnb.org para proporcionar alojamento temporário gratuito a pessoas em situação de crise, com o objetivo de canalizar 500 milhões de dólares nos próximos cinco anos.

Segundo comunicado divulgado hoje, o novo modelo de financiamento vai permitir à Airbnb.org disponibilizar um milhão de noites de alojamento gratuito por ano a nível global.

A Airbnb precisou que vai doar 0,10 dólares (cerca de 0,09 euros) das receitas de cada estadia, sem que isso implique um aumento do montante pago pelos hóspedes ou uma redução dos pagamentos aos anfitriões. Não serão feitos donativos relativos a estadias canceladas antes do check-in nem a reservas de experiências ou serviços.

“Há catorze anos, após o furacão Sandy ter atingido a região, uma anfitriã disponibilizou a sua casa a pessoas que não tinham para onde ir. Esse simples gesto de generosidade deu origem à Airbnb.org. Desde então, ajudámos a proporcionar mais de 1,6 milhões de noites de alojamento gratuito a pessoas em situação de crise. Agora, sempre que alguém reservar um alojamento na Airbnb, estará também a ajudar outra pessoa a encontrar um lugar onde ficar quando mais precisar. É a Airbnb no seu melhor”, afirmou o cofundador e diretor executivo da Airbnb, Brian Chesky.

A Airbnb.org teve origem em 2012, na sequência do furacão Sandy, quando uma anfitriã abriu as portas da sua casa a desalojados. O gesto foi seguido por outros anfitriões e, em 2020, deu origem à fundação da organização independente sem fins lucrativos.

Desde então, a Airbnb.org já proporcionou mais de 1,6 milhões de noites de alojamento gratuito a mais de 250.000 pessoas em todo o mundo.

A organização, que este ano disponibilizou alojamento em resposta a mais de 200 catástrofes – face a apenas oito em 2023 -, está agora a alargar a sua atuação a outras situações.

O financiamento da Airbnb vai permitir apoiar, até ao final de 2026, famílias que se deslocam para receber cuidados médicos em mais de 20 países, vítimas de violência doméstica e exploração, e veteranos de guerra nos Estados Unidos com doenças graves.

A Airbnb.org colabora com organizações locais e entidades governamentais para identificar quem precisa de apoio e disponibiliza créditos para reserva de alojamento. Os hóspedes ficam alojados gratuitamente, enquanto os anfitriões recebem o pagamento pela estadia.

A Airbnb assegura os custos operacionais da organização, garantindo que a totalidade dos donativos do público se destina a alojamento gratuito, refere o comunicado.

Temu reforça controlo de qualidade com laboratórios próprios avaliados pela Bureau Veritas

28 October 2026 at 22:19
Temu

A plataforma de comércio eletrónico Temu está a reforçar os mecanismos de controlo de qualidade dos produtos vendidos no seu marketplace através da integração de laboratórios próprios nas operações logísticas, após uma avaliação independente realizada pela Bureau Veritas.

Segundo a empresa, a auditoria incidiu sobre laboratórios instalados em armazéns operados por parceiros logísticos da Temu e confirmou a capacidade técnica destas instalações para executar testes específicos de produtos de acordo com determinadas normas europeias. O objetivo é detetar potenciais problemas de conformidade antes da expedição dos artigos para os consumidores.

A avaliação da Bureau Veritas analisou equipamentos de teste, instalações e condições ambientais, procedimentos operacionais, sistemas de controlo de qualidade e competências técnicas das equipas. De acordo com a Temu, os laboratórios cumprem os requisitos técnicos necessários para a realização dos ensaios previstos.

Os laboratórios encontram-se já operacionais e efetuam controlos por amostragem em produtos selecionados. Entre os testes realizados estão verificações de segurança elétrica em eletrodomésticos, avaliações de desempenho de produtos têxteis e ensaios destinados a aferir o cumprimento das normas de segurança aplicáveis a brinquedos.

A Temu explica que esta nova camada de verificação complementa os controlos já efetuados antes da colocação dos produtos à venda e a monitorização contínua realizada posteriormente.

“O nosso objetivo é contribuir para elevar os padrões de controlo dos produtos nas plataformas de comércio eletrónico, integrando os testes laboratoriais de forma mais abrangente nas operações logísticas”, afirmou um porta-voz da empresa. O mesmo responsável sublinhou que esta capacidade permite “identificar e resolver potenciais problemas de conformidade antes da expedição”.

A empresa esclarece que os laboratórios internos não substituem os testes realizados por entidades terceiras independentes nem alteram a responsabilidade dos vendedores de garantir o cumprimento da regulamentação aplicável. Além disso, a avaliação da Bureau Veritas refere-se apenas à capacidade técnica dos laboratórios para realizar os ensaios previstos, não constituindo uma certificação dos produtos.

Também a Bureau Veritas destacou o investimento realizado pela plataforma no reforço dos controlos internos. “A Temu está a trabalhar para desenvolver uma plataforma de comércio eletrónico com um forte foco na qualidade e na conformidade”, afirmou um porta-voz da entidade de certificação, acrescentando que acompanhou “o tempo e o esforço significativos” dedicados ao desenvolvimento das capacidades internas de testes.

A colaboração entre as duas organizações decorre desde 2023 e abrange áreas como testes de produtos, controlos aleatórios, serviços de ensaio prestados a vendedores e ações de formação. O trabalho conjunto envolve categorias que incluem têxteis, equipamentos elétricos e eletrónicos, produtos de beleza e cuidados pessoais, materiais em contacto com alimentos, equipamentos de proteção individual e joalharia.

A Temu revelou ainda que está a explorar novas parcerias com organizações especializadas para expandir as capacidades dos seus laboratórios internos.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de reforço da segurança dos produtos e da conformidade regulamentar. A empresa prevê investir cerca de 200 milhões de dólares em 2026 em programas de conformidade e garantia da qualidade a nível global, valor que representa o dobro do montante aplicado no ano anterior.

Além dos laboratórios instalados nos armazéns, a plataforma trabalha atualmente com mais de 60 instituições independentes de testes em todo o mundo e tem vindo a alargar os programas de formação dirigidos aos vendedores, com o objetivo de reforçar o cumprimento dos requisitos regulamentares e dos processos de certificação.

Wall Street reage em alta à decisão da Fed de manter taxa de juro

28 October 2026 at 22:18

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com os investidores pouco afetados pela decisão da Reserva Federal (Fed) de manter a taxa de juro de referência, o que era esperado.

 

O resultado da sessão indica que o índice tecnológico Nasdaq ganhou 0,27%, o alargado S&P500 progrediu 0,28% e o seletivo Dow Jones Industrial Jones avançou 0,19%.

"Os investidores consideram que não há motivo para reação ao que a Fed anunciou hoje" e que o banco central "agiu conforme as expectativas", disse Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, à AFP.

Sem surpresa, a Fed manteve a taxa de juro de referência no intervalo entre 3,75% e 4,00%.

Segundo o comunicado final e a conferência de imprensa do presidente da Fed, Kevin Warsh, o banco central vai esperar para "obter mais informação".

Depis de considerar que a inflação está "demasiado elevada", Warsh acrescentou que não queria "qualificar (as condições financeiras) como restritivas".

"Os investidores reviram em baixo as suas antecipações de subida da taxa além de dezembro: continuam a esperar uma descida na próxima reunião e mostram-se menos convencidos da continuação do endurecimento monetário", apontou Ali Hassan, da Thornburg Investment Management.

No mercado obrigacionista, o rendimento da dívida federal a 10 anos subiu depois da conferência de imprensa, de 4,99% para 5,01%.

O do título a 30 anos, "particularmente sensível às antecipações de inflação no longo prazo", segundo Patrick O'Hare, da Briefing.com, estabilizou-se nos 5,34%.

Mas Art Hogan realçou que agora os investidores estão focados dos desempenhos trimestrais dos conglomerados da tecnologia.

Depois do fecho de Wall Street, a Microsoft divulgou resultados acima do esperado, enquanto, pelo contrário, a Alphabet (Google) desiludiu com os números que publicou. 

Fed mantém taxas de juro inalteradas

Fed mantém taxas de juro inalteradas

A Reserva Federal norte-americana (Fed) decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,75% e 4%, tal como antecipado pelos analistas, após uma reunião de dois dias. A decisão, anunciada em comunicado, não foi unânime, com dois membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) a votarem contra, preferindo uma subida de 0,25 pontos percentuais.

Lusa | 18:22 - 28/10/2026

Precios de productos básicos aumentarán 23 por ciento en 2026

28 October 2026 at 22:16

Washington, 28 oct (Prensa Latina) Los precios de los productos básicos aumentarán 23 por ciento en 2026 a medida que se intensifican las conmociones mundiales, según el informe Perspectivas de los mercados de productos básicos del Grupo Banco Mundial, publicado hoy.

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Porto quer agravar "10 vezes" o valor do IMI em devolutos

28 October 2026 at 22:13
Município do Porto tem identificados 6400 prédios com indícios de estarem devolutos. Agravamento destina-se, numa primeira fase, a imóveis, mas Pedro Duarte admite incluir terrenos vazios no futuro.

© DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

O objetivo, diz o autarca, é que os devolutos sejam "colocados no mercado"

IA transforma procura de escritórios na Europa e abre oportunidades para Portugal, segundo Colliers

28 October 2026 at 22:12

A inteligência artificial está a ganhar peso na procura de escritórios na Europa, com Londres, Paris e Berlim a destacarem-se como os principais polos de desenvolvimento do setor, segundo um estudo da Colliers, que identifica oportunidades para Portugal na atração de investimento tecnológico e na expansão das infraestruturas digitais.

O relatório AI Clusters in Europe: Where AI companies are growing and what it means for office demand, publicado pela equipa de investigação da Colliers EMEA em setembro, identifica ainda Munique, Zurique, Amesterdão, Dublin, Estocolmo, Varsóvia, Barcelona e Helsínquia como cidades em crescimento na área da inteligência artificial.

Em Londres, as empresas de inteligência artificial representaram 19% da absorção de escritórios no segundo trimestre de 2026, face a 10% nos três meses anteriores, segundo o estudo. A Colliers alerta, contudo, que parte da procura poderá não estar refletida nas estatísticas tradicionais, uma vez que muitas empresas começam por recorrer a espaços flexíveis antes de avançarem para contratos de arrendamento de maior dimensão.

O crescimento destas empresas está a alterar as necessidades do mercado imobiliário comercial. Apesar da adoção do trabalho híbrido, os escritórios continuam a desempenhar um papel importante na colaboração, investigação, recrutamento e desenvolvimento de equipas. A proximidade a universidades, o acesso a profissionais qualificados, a qualidade dos edifícios e a flexibilidade dos espaços são fatores cada vez mais relevantes.

Em Portugal, a oportunidade passa também pelo reforço das infraestruturas digitais e pela capacidade de atrair empresas e talento especializado. O Plano Nacional de Centros de Dados, aprovado em abril de 2026, prevê 15 iniciativas para o período de 2026-2027, abrangendo áreas como regulação, energia, infraestruturas e desenvolvimento do mercado.

De acordo com uma análise da Colliers publicada em maio, Portugal contabilizava mais de 2,6 gigawatts (GW) de capacidade de centros de dados planeada, dos quais cerca de 1.389 megawatts (MW) de capacidade de tecnologias de informação (TI) previstos na região de Lisboa. Estes valores dizem respeito a projetos planeados e não à capacidade já instalada ou operacional.

A concretização deste potencial depende, entre outros fatores, da disponibilidade de energia e de ligações à rede elétrica, da previsibilidade dos processos de licenciamento e da mobilização de investimento privado.

Para o mercado de escritórios, o desenvolvimento da inteligência artificial poderá criar oportunidades em localizações com boas ligações de transportes, proximidade a centros de investigação e acesso a talento. Ainda assim, a Colliers sublinha que o investimento em centros de dados não implica necessariamente um aumento proporcional da procura de escritórios, uma vez que os dois segmentos imobiliários apresentam dinâmicas e necessidades distintas.

O desafio para Portugal será, assim, transformar o investimento em infraestruturas digitais em atividade económica, inovação e emprego qualificado, reforçando a capacidade de atrair empresas tecnológicas e profissionais especializados.

Kadora atribui quatro bolsas de alojamento a estudantes em Portugal e Espanha

28 October 2026 at 22:10

O grupo de residências universitárias Kadora atribuiu quatro bolsas de alojamento a estudantes do ensino superior em Portugal e Espanha para o ano académico 2026/2027, anunciou hoje a empresa em comunicado.

O programa, lançado este ano pela primeira vez, contempla três bolsas de alojamento no valor individual superior a 10.000 euros (num apoio conjunto de mais de 30.000 euros), atribuídas através de concurso interno. Uma destas bolsas destina-se à cidade do Porto e as restantes duas a residências em Espanha.

A quarta bolsa foi desenvolvida em parceria com a organização não governamental espanhola Periodistas Solidarios e assegura alojamento e alimentação completa na residência da Kadora em Sevilha durante um ano letivo.

A iniciativa surge “num contexto em que a habitação jovem volta a estar no centro da discussão pública”, numa altura em que escasseiam as soluções de alojamento acessível para estudantes universitários.

Segundo dados do Relatório sobre o Alojamento Estudantil em Portugal 2026, da consultora Cushman & Wakefield, citados pela empresa, apenas 7% dos estudantes do ensino superior no país têm acesso a camas em alojamento estudantil especializado, uma taxa que atinge os 10% no Porto.

“Não encaramos esta iniciativa como uma ação isolada, mas como uma forma concreta de colocar os estudantes no centro das nossas decisões”, salienta João Teixeira, diretor das residências Kadora Porto, citado na nota de imprensa.

No Porto, o grupo opera duas residências universitárias no polo da Asprela — Campus Street e Polo Universitário —, com uma capacidade combinada de 1.245 camas.

Com presença em Portugal, Espanha e Itália, a Kadora gere atualmente oito unidades e mais de 4.000 camas distribuídas pelas cidades do Porto, Barcelona, Granada, Sevilha, Saragoça e Turim.

Cegid e Católica Porto SBE lançam programa executivo de liderança

28 October 2026 at 22:07

A Cegid e a Católica Porto School of Business and Economics (SBE) têm candidaturas abertas para a primeira edição do programa “Liderança e Human Skills – Capacitação para Liderança”, uma formação executiva 100% online que arranca em novembro.

O programa, que resulta da primeira parceria entre a Cegid Academy e a Católica Porto SBE, é limitado a 20 vagas e será lecionado através da plataforma My Learning da Cegid Academy, com certificação conjunta das duas instituições.

Dirigido a profissionais com responsabilidades de liderança ou com potencial de progressão para funções de gestão, o curso combina competências técnicas e comportamentais e visa responder à evolução das funções, dos modelos de trabalho e das necessidades do mercado.

Os conteúdos foram desenvolvidos pela Católica Porto SBE e a componente letiva desta edição ficará a cargo do professor catedrático Arménio Rego, especialista em liderança e gestão de pessoas.

Em comunicado, a diretora da Cegid Academy na Ibéria e África, Susana Teixeira, refere que o programa está alinhado com a estratégia da academia de “contribuir para a formação e para o desenvolvimento das pessoas e das organizações”.

“Investir nas competências dos profissionais, oferecendo-lhes um mindset e ferramentas de excelência, é fundamental para a sustentabilidade dos negócios, preparando-os para responder aos seus desafios atuais e futuros”, sublinha.

O diretor de Formação Executiva da Católica Porto SBE, Carlos Vieira, considera que “num contexto empresarial em constante transformação, é essencial desenvolver soluções de formação que respondam às necessidades reais das organizações”.

“Esta parceria com a Cegid permite aproximar o conhecimento académico da prática empresarial, especialmente num setor de elevada evolução tecnológica, reforçando a nossa aposta em programas relevantes, atuais e alinhados com os desafios do tecido empresarial”, afirma.

A Cegid é um grupo europeu especializado em soluções de gestão empresarial na cloud para as áreas financeira, de recursos humanos e de retalho, e conta com mais de 5.000 colaboradores e mais de um milhão de clientes em 130 países.

LG regista crescimento de 55,9% no lucro operacional acumulado até ao terceiro trimestre

28 October 2026 at 22:03

A LG Electronics encerrou o terceiro trimestre de 2026 com receitas consolidadas de 23,82 biliões de wones (cerca de 16,09 mil milhões de euros) e um lucro operacional de 781,9 mil milhões de wones (528 milhões de euros), segundo dados divulgados pela empresa.

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, as receitas consolidadas atingiram 71,38 biliões de wones (48,21 mil milhões de euros), traduzindo um acréscimo de 9,2% em comparação com o período homólogo. No mesmo período, o lucro operacional registou um forte impulso, crescendo 55,9% para 4,03 biliões de wones (2,72 mil milhões de euros).

A multinacional destacou que todas as quatro principais unidades de negócio se mantiveram rentáveis, sustentadas pela solidez nas áreas de eletrodomésticos, soluções para veículos e por uma recuperação significativa no segmento de media e entretenimento. Destaque ainda para o avanço nas encomendas de soluções de refrigeração para centros de dados de inteligência artificial, que superaram os 3 biliões de wones (2,03 mil milhões de euros).

Eleições intercalares nos EUA: Governo dividido é o cenário mais provável, aponta JP Morgan

28 October 2026 at 22:00

A pouco menos de um mês das intercalares americanas, marcadas para 3 de novembro de 2026, o cenário mais provável é o de um governo dividido em Washington, com pelo menos uma câmara do Congresso a passar para controlo Democrata. É a conclusão de uma análise de Zara Nokes, Global Market Analyst da J.P. Morgan Asset Management, publicada a 8 de outubro.

Atualmente, as duas câmaras são controladas pelo Partido Republicano. Mesmo num cenário de vitória total dos Democratas, a chamada “blue sweep”, a maioria não deverá ser suficiente para ultrapassar o poder presidencial, o que aponta para um período de bloqueio político e poucas mudanças de fundo na política americana no curto prazo.

No Senado, estão em disputa 35 das 100 cadeiras este ano, incluindo eleições especiais na Florida e no Ohio. Destas, 22 são atualmente republicanas. Os Democratas precisariam de um ganho líquido de quatro lugares para assumirem o controlo, segundo o banco norte-americano

Na Câmara dos Representantes, todos os 435 lugares estão em jogo. Os Democratas têm atualmente 214 assentos e há duas vagas, uma delas anteriormente democrata. Se mantiverem esse lugar, precisam apenas de mais três para obter a maioria.

Apesar de o redesenho dos círculos eleitorais pós-2024 ter sido favorável aos Republicanos, as sondagens indicam dificuldades para manter a Câmara. Segundo a análise, pesam a queda acentuada da popularidade do Presidente Trump, o conflito no Médio Oriente que fez subir os preços da gasolina, gasóleo, crédito à habitação e dívida ao consumo, além de preocupações com o acesso à saúde e com a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega, o ICE.

Historicamente, o partido do Presidente quase sempre perde terreno na Câmara em eleições intercalares – aconteceu em 20 das últimas 23. Em média, a perda é de 27 lugares. Com uma maioria já curta e baixa aprovação, os Republicanos enfrentam um desafio acrescido, diz o JP Morgan.

A corrida ao Senado é mais renhida. O resultado dependerá de poucos estados competitivos. Para vencer, os Democratas teriam de segurar Geórgia, Michigan, Minnesota e New Hampshire e conquistar quatro lugares republicanos, com a mira apontada para Carolina do Norte, Maine e Ohio, onde lideram nas sondagens, e ainda Alasca, Texas, Kansas e Iowa.

Os Republicanos enfrentam uma ameaça é que há dois fatores podem ajudar os Democratas: o Canadá é o principal parceiro comercial de 26 estados americanos, incluindo Iowa, Maine, Carolina do Norte e Ohio, e as tensões comerciais entre EUA e Canadá estão a pressionar a inflação, num momento em que o custo de vida é a principal preocupação dos eleitores.

O preço do gasóleo a 6 dólares por galão em plena época de colheitas pode também penalizar os Republicanos nos estados agrícolas do Midwest.

O que significa para a política: três cenários, segundo o JP Morgan

Republicanos perdem a Câmara, mantêm o Senado. Este é o cenário considerado mais provável. A agenda doméstica da Casa Branca ficaria muito mais difícil de avançar. A área orçamental seria o principal ponto de pressão, já que Trump precisa do Congresso para financiar o governo e aumentar o teto da dívida, que deverá ser atingido em meados de 2027.

Os Republicanos ponderam uma “Reconciliation 3.0” para aprovar medidas com voto partidário antes do final do ano, incluindo o aumento do teto da dívida e mais despesa em defesa, habitação e saúde, mas a aprovação antes das intercalares parece improvável. O risco maior é de impasse orçamental e ameaças de shutdown. A pressão do mercado de obrigações deverá funcionar como travão a qualquer expansão orçamental significativa.

Com menos margem na política interna, Trump poderá focar-se em áreas onde tem mais poder discricionário, como política externa e comércio – como já se vê na guerra comercial com o Canadá. Uma Câmara democrata aumentaria também significativamente a fiscalização do executivo, com poder de intimação e controlo das agendas de investigação. O impeachment torna-se processualmente mais plausível, mas a destituição exigiria dois terços no Senado, o que é altamente improvável.

O segundo cenário mais preocupante para os Republicanos é perderem Câmara e Senado. Mas mesmo com controlo total do Congresso, os Democratas teriam dificuldade em aprovar legislação de fundo. Ultrapassar um veto presidencial exige dois terços em ambas as câmaras, e superar um filibuster no Senado exige 60 votos. Concessões limitadas em saúde poderão ser possíveis, mas grandes reformas regulatórias, de saúde ou climáticas são improváveis.

Uma área com apoio bipartidário é a regulação da Inteligência Artificial. Esforços federais para limitar a construção de data centers de IA seriam provavelmente vetados, mas ganhos democratas poderiam dar impulso a restrições a nível estadual, sobretudo em estados democratas.

O controlo do Senado daria ainda aos Democratas poder sobre nomeações – para o Supremo Tribunal, tribunais inferiores e Reserva Federal –, reduzindo o risco de desafios à independência das instituições, em particular da Fed.

O terceiro cenário seria os Republicanos manterem a Câmara e Senado. É considerado o menos provável, embora não seja impossível.

Neste caso, a administração Trump prometeu entregar cheques de 5.000 dólares a cada adulto americano, a um custo estimado entre 1,20 e 1,35 biliões de dólares, medida que dificilmente reunirá apoio dos republicanos mais preocupados com as contas públicas. Poderá também avançar com o SAVE America Act para combater fraude eleitoral, mas também sem votos suficientes.

E 2028?

As intercalares serão um termómetro para as presidenciais de 2028. Para os Democratas, vitórias de candidatos mais progressistas no Midwest, como Abdul El-Sayed no Michigan, podem reforçar a tese de uma nomeação mais à esquerda, como Alexandria Ocasio-Cortez. Para os Republicanos, a questão será se é possível vencer estando totalmente alinhado com Trump ou se é preciso criar uma identidade mais independente.

Para os investidores, a mensagem é de continuidade. “Em geral, num cenário de governo dividido – seja ou não uma vitória total democrata – Washington deverá entrar num período de bloqueio político”, resume a análise.

Zara Nokes, Global Market Analyst da J.P. Morgan Asset Management, diz que, com menor capacidade de moldar a política interna, aumenta o risco de uma presença americana mais imprevisível no palco global e de maior recurso a ordens executivas – uma tendência já visível nos primeiros dois anos do segundo mandato de Trump.

Ainda assim, conclui Nokes, os mercados tendem a ignorar o ruído político: quanto mais caótico o cenário político, maior a probabilidade de governos em todo o mundo recorrerem a estímulo orçamental.

CTT recompram 315.496 ações próprias e passam a deter 3,91% do capital

28 October 2026 at 22:00

Os CTT compraram, entre quinta-feira e hoje, através do intermediário financeiro JB Capital Markets, 315.496 ações próprias e passaram a deter 3,91% do seu capital social, foi comunicado ao mercado.

“Os CTT – Correios de Portugal, S.A. informam que no período compreendido entre 22 de outubro e 28 de outubro de 2026 (inclusive), a JB Capital Markets, S.V., S.A.U. procedeu a aquisições de 315.496 ações representativas do capital social dos CTT, ao abrigo do programa de recompra de ações próprias da sociedade e enquanto intermediário financeiro encarregue da execução do mesmo”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No âmbito do programa de recompra, os CTT já compraram 5.120.697 títulos por 30.751.247 euros.

A empresa detém agora 5.230.432 ações próprias, representativas de 3,91% do seu capital social.

IA Portugal lança loja online de inteligência artificial para PME com soluções prontas a implementar

28 October 2026 at 21:52

A IA Portugal anunciou o lançamento de uma plataforma de comércio eletrónico dedicada à venda de soluções de inteligência artificial para pequenas e médias empresas (PME), num modelo que promete simplificar o acesso a esta tecnologia através de preços fixos, contratação online e implementação em poucos dias.

Segundo a empresa, a nova loja digital disponibiliza serviços nas áreas de diagnóstico e estratégia, formação, desenvolvimento de soluções de inteligência artificial e marketing, com preços a partir de 97 euros por mês. A oferta inclui chatbots, automações, ferramentas de governança de IA e produção de conteúdos, estando todas as soluções sujeitas a validação humana antes da entrega ao cliente.

“As PME portuguesas não precisam de mais reuniões sobre IA. Precisam de colocar a inteligência artificial a funcionar o mais depressa possível”, afirma Ricardo Gil, fundador da IA Portugal.

A empresa justifica a iniciativa com os obstáculos que muitas PME continuam a enfrentar na adoção de inteligência artificial, apesar do crescente reconhecimento da importância destas tecnologias para a competitividade empresarial. Entre as principais barreiras identificadas estão a falta de recursos técnicos, limitações orçamentais e a complexidade dos processos habitualmente associados à consultoria tecnológica.

De acordo com a IA Portugal, o objetivo passa por oferecer uma alternativa aos modelos tradicionais de consultoria, frequentemente caracterizados por processos comerciais prolongados, propostas técnicas complexas e custos difíceis de antecipar. Com a nova plataforma, as empresas podem consultar os serviços disponíveis, conhecer previamente os preços e contratar soluções sem necessidade de reuniões iniciais ou contratos de fidelização.

No catálogo constam diagnósticos de maturidade digital a partir de 197 euros, com entrega prevista em 48 horas, além de soluções de automatização, assistentes virtuais e um pacote de governança destinado a apoiar a utilização da inteligência artificial em conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).

Na área do marketing, a empresa disponibiliza serviços de criação de conteúdos para redes sociais, artigos, imagens, vídeos e newsletters. Já na vertente de formação, a oferta inclui workshops online e presenciais com preços a partir de 247 euros por sessão.

A IA Portugal disponibiliza ainda ferramentas destinadas a ajudar as empresas a analisar a forma como as suas marcas são apresentadas por assistentes de inteligência artificial, como o ChatGPT, e a otimizar a sua presença nestes novos canais de descoberta e recomendação.

Segundo a empresa, o processo de contratação e implementação pode ser concluído entre dois e 15 dias úteis, dependendo do serviço escolhido. As subscrições mensais não incluem períodos mínimos de permanência, permitindo aos clientes cancelar o serviço a qualquer momento.

A tecnológica defende que a combinação entre inteligência artificial e supervisão humana permite disponibilizar soluções a custos mais reduzidos do que os modelos tradicionais de consultoria. A empresa estima que os clientes possam alcançar ganhos de produtividade até 50% e reduções de custos operacionais até 40%, sobretudo em áreas como atendimento ao cliente, criação de conteúdos, processamento documental e elaboração de relatórios.

“A nossa missão é colocar a inteligência artificial a trabalhar em todas as PME portuguesas, independentemente da sua dimensão, da existência de uma equipa técnica ou do orçamento disponível”, sublinha Ricardo Gil.

Cidadãos contra concessão das linhas de Sintra e Cascais

28 October 2026 at 21:48
Subscritores defendem empresa pública integrada com gestão da infraestrutura. Acidente em Toledo, com 68 mortos, deu peso extra ao argumento contra a separação entre operação e via.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O porta voz do manifesto "CP Pública Una e Nacional" deu também como exemplo negativo a Fertagus, referindo que a concessionária privada, que assegura ligações ferroviárias na margem sul do Tejo, opera com comboios da CP, numa infraestrutura gerida pela Infraestruturas de Portugal (IP)
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