Pela sétima vez, o Corinthians está na final da Libertadores Feminina. Nesta quarta-feira (28), as Brabas derrotaram o Santa Fe (Colômbia) por 2 a 1 no Estádio Casa Blanca, para alcançarem a decisão do torneio, que ocorre em Quito (Equador).
O Timão venceu as seis finais que disputou na história: 2017 (em parceria com o Audax), 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. Em 2020, as alvinegras caíram para o América de Cali (Colômbia) nas semifinais. Dois anos depois, foram surpreendidas pelo Boca Juniors (Argentina) nas quartas de final.
O Corinthians aguarda o ganhador do confronto entre Cruzeiro e Olimpia (Paraguai), que medem forças ainda nesta quarta, às 21h (horário de Brasília), no mesmo estádio. A final será no sábado (31), novamente no Casa Blanca, em horário a ser anunciado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
— CONMEBOL Libertadores Femenina (@LibertadoresFEM) October 28, 2026
O Santa Fe saiu na frente. Aos 28 minutos, a atacante Manuela González lançou a bola desde o campo de defesa e acabou encontrando Daniela Garavito em velocidade, nas costas da marcação. A meia invadiu a área e chutou na saída da goleira Lelê. Anulado inicialmente por um suposto impedimento, o gol foi validado após intervenção da arbitragem de vídeo (VAR).
A resposta corintiana veio aos 36. Na sobra de uma bola afastada por Cristina Motta, após lançamento da também zagueira Thais Ferreira, a meia Letícia Monteiro bateu de primeira, da entrada da área, acertando o cantinho esquerdo da goleira Jimena Ospina.
Na etapa final, o Timão chegou ao gol da virada no melhor momento das adversárias. Aos 30 minutos, Letícia Monteiro acionou a volante Duda Sampaio, que tentou o passe de calcanhar, de primeira, na entrada da área. Motta tentou afastar, mas pegou mal e a bola sobrou livre com a lateral Gi Fernandes, que mandou para as redes, decretando o triunfo alvinegro.
A seleção brasileira feminina garantiu presença nas quartas de final da Copa do Mundo Sub-17 após partida eletrizante contra a Polônia, em Rabat (Marrocos). Nesta quarta-feira (28), a Amarelinha saiu na frente no marcador, mas o jogo terminou empatado em 3 a 3 no tempo regulamentar, após duas viradas de placar - uma das adversárias e outra do Brasil. Na definição do resulttado nos pênaltis, as brasileiras levaram a melhor por 8 a 7, com duas defesas incríveis da goleira Nathy no Complexo Mohammed VI.
O adversário do Brasil nas quartas será o vencedor do duelo entre China e França, nesta quinta-feira (29), a partir das 12h (horário de Brasília).
As brasileiras saíram na frente no primeiro tempo, após belo passe da meio-campista Helena para Greise Kelly na entrada da área. A camisa 13 se livrou da marcação e chutou certeiro no fundo da rede. Dez minutos depois, Greise quase amplia o marcador ao receber cruzamento perfeito e chutar de primeira, rente à trave. A Polônia não se abateu e empatou ao 33 minutos com Galuszka, que acertou uma bomba de fora da área. A bola desviou na defesa brasileira e acabou encobrindo a goleira Nathy. Mal deu tempo de a seleção respirar. Dois minutos depois, as polonesas viraram o placar. A jogada começou com Sofia Gamonal, que rolou para Burzan desferir um belo chute cruzado.
Após o intervalo, o Brasil deixou tudo igual logo aos seis minutos. Dentro da área, Greise Kelly deu o passe para Marcelinha fulminar a bola no fundo da rede. Aos 27 minutos, as brasileiras voltaram a liderar o placar. Mais uma vez, Greise Kelly finalizou, mas a bola acabou sobrando para Pepê marcar o primeiro dela na partida. No entanto, a Polônia arrancou um novo empate aos 37 minutos, após um longo lançamento do campo de defesa para a atacante Zofia Burzan. Cara a cara com a goleira Nathy, a camisa 14 da Polônia chutou certeiro no canto esquerdo.
Pênaltis
Na primeira de cinco cobranças, Indy converteu para o Brasil. Na sequência, brilhou a estrela da goleira Nathy que defendeu o primeiro pênalti das adversárias. O Brasil seguiu liderando o placar e vencia por 4 a 3 quando Helena chutou para fora a quinta cobrança da Amarelinha. Em seguida, Grewling bateu bem e empatou para a Polônia: 4 a 4 no placar.
Nas cobranças alternadas, Gigi, Isa Rech, Iasmin Queiroz e Sofia Gamonal converteram para o Brasil. As adversárias também foram bem, até que na oitava cobrança, a goleira Nathy pegou o pênalti de Galuszka e selou a vitória da Amarelinha por 8 a 7.
Administrar uma contratação doméstica envolve tarefas que continuam depois do registro inicial. Acompanhar horários, conferir a remuneração, realizar pagamentos e guardar comprovantes são cuidados que precisam fazer parte da rotina da família.
Quando essas atividades ficam para depois, pequenas dúvidas podem se acumular. Um adiantamento sem identificação, uma alteração salarial não registrada ou uma guia sem comprovante tornam o fechamento do mês mais trabalhoso e dificultam a compreensão do histórico.
O eSocial doméstico reúne procedimentos importantes desta administração, mas seu funcionamento depende das informações fornecidas pelo empregador. A organização começa antes de acessar o sistema e continua depois da emissão dos documentos. Veja como estruturar uma rotina prática para acompanhar o vínculo ao longo do mês.
Quais tarefas fazem parte da rotina do empregador doméstico
O acompanhamento pode ser dividido em quatro frentes: informações do contrato, registros do trabalho, apuração financeira e documentação.
As informações contratuais incluem salário, jornada e condições acordadas. Os registros mostram o que aconteceu no período, como horários cumpridos, ausências e mudanças relevantes. A apuração financeira transforma esses dados em valores devidos. Por fim, a documentação permite demonstrar os procedimentos realizados.
Na prática, essas frentes precisam estar conectadas. Não adianta manter uma planilha de pagamentos atualizada se o salário utilizado deixou de corresponder ao contrato. Da mesma forma, guardar o controle de ponto sem conferir suas informações antes da folha limita sua utilidade administrativa.
Uma rotina consistente acompanha o caminho completo: o que ocorreu, como foi registrado, qual efeito teve no pagamento e onde está o comprovante.
Como organizar as informações do contrato de trabalho doméstico
Antes de estabelecer o calendário mensal, confira se os dados básicos estão organizados. Mantenha uma referência clara para o salário vigente, a jornada, a função, o local de trabalho e a data de admissão.
O Manual do Empregador Doméstico apresenta procedimentos para consulta e alteração de dados cadastrais e contratuais, incluindo mudanças salariais e movimentações do vínculo.
Para facilitar o acompanhamento, crie uma relação das alterações com data de início e documento correspondente. Assim, quando surgir uma dúvida sobre determinado período, será possível identificar quais condições estavam em vigor.
Como evitar que acordos fiquem apenas em mensagens
Conversas por aplicativo podem ajudar na comunicação cotidiana, mas deixam o histórico fragmentado quando não existe organização.
Se houver uma mudança relevante, reúna as informações e providencie a formalização adequada. Identifique o que foi alterado e desde quando a nova condição deve produzir efeitos.
Também evite manter versões diferentes de um mesmo acordo sem indicar qual é a válida. Uma pasta com documentos nomeados por data facilita a consulta e reduz interpretações divergentes.
Por que conferir o controle de jornada durante o mês
O registro dos horários ajuda a compreender o trabalho realizado e oferece uma base para a apuração da folha.
O artigo 12 da Lei Complementar nº 150/2015 estabelece a obrigatoriedade do controle de jornada no emprego doméstico, por meio manual, mecânico ou eletrônico, desde que idôneo.
Conferir as marcações semanalmente é uma forma de esclarecer dúvidas enquanto os acontecimentos ainda são recentes. Um horário ausente pode ser um esquecimento de registro, enquanto uma saída diferente pode estar relacionada a uma situação previamente combinada.
A conferência deve buscar esclarecer os fatos. Não é adequado completar automaticamente o ponto com horários padronizados que não correspondem ao trabalho efetivo.
Como registrar ocorrências sem depender da memória
Uma relação simples pode reunir data, ocorrência, documento de apoio e providência necessária.
Por exemplo, um adiantamento salarial deve estar associado ao comprovante de transferência e à competência correspondente. Uma ausência precisa ser analisada conforme seu motivo e documentação.
Esse controle não precisa ser complexo. Sua finalidade é evitar que informações importantes sejam reconstruídas por lembrança no momento do pagamento.
Como preparar o fechamento da folha de pagamento doméstica
Antes de calcular a remuneração, reúna os registros da competência. Confira o salário vigente e identifique os acontecimentos que podem modificar o resultado.
Para organizar a preparação, utilize uma conferência com perguntas objetivas:
Houve alteração salarial?
Existem horas adicionais a analisar?
Alguma ausência precisa de tratamento específico?
Foram feitos adiantamentos?
Houve férias, afastamento, admissão ou desligamento?
As informações sobre transporte continuam corretas?
Depois, compare os documentos que sustentam cada lançamento. A simples repetição dos valores anteriores pode deixar de refletir a realidade do mês.
Como conferir o salário antes de fazer a transferência
O recibo deve permitir compreender a passagem da remuneração bruta para o valor líquido.
Antes do pagamento, observe as parcelas devidas e os descontos. Se houve adiantamento, verifique se ele já foi considerado para evitar uma segunda dedução na transferência final.
Também confira o destinatário, o valor e a finalidade do pagamento. Transferências sem identificação podem gerar dúvidas depois, especialmente quando a família faz vários repasses à profissional.
Uma diferença em relação ao mês anterior deve ser explicável. Ela pode decorrer de uma ocorrência legítima, mas também pode revelar um lançamento incorreto.
Se o resultado não estiver claro, procure a origem antes de concluir o pagamento. Ajustar uma parcela apenas para atingir um líquido esperado pode comprometer a apuração.
Como acompanhar o DAE sem confundir emissão e pagamento
Na rotina administrativa, separe as situações “emitido”, “agendado” e “pago”. Uma guia salva não comprova recolhimento, e um agendamento ainda precisa ser executado.
Após o pagamento, associe o comprovante ao documento correto. Confira competência e valor, principalmente se houve reemissão.
Também mantenha um calendário atualizado. O vencimento da guia e o prazo de pagamento do salário são obrigações distintas e não devem ser tratados como uma única data.
Modelo de rotina mensal para o empregador doméstico
Uma agenda simples ajuda a distribuir as tarefas e reduzir o acúmulo no fechamento.
Momento de acompanhamento
Atividade sugerida
Objetivo
Durante a semana
Conferir registros e esclarecer ocorrências
Evitar dúvidas acumuladas
Ao identificar uma mudança
Organizar dados e documentos
Manter o histórico coerente
Antes do fechamento
Consolidar informações da competência
Preparar a apuração
Antes do pagamento
Revisar recibo, líquido e recolhimentos
Identificar divergências
Após as transações
Guardar comprovantes definitivos
Confirmar o que foi realizado
Periodicamente
Revisar pendências e calendário futuro
Antecipar providências
Essa tabela representa uma sugestão de organização. As datas internas precisam ser ajustadas para permitir o cumprimento dos prazos legais aplicáveis.
O ideal é reservar tempo para conferir e corrigir. Deixar todas as etapas para o último momento aumenta a chance de uma dificuldade de acesso comprometer a programação.
Como incluir férias e 13º salário no calendário do empregador
A rotina mensal deve conversar com o planejamento anual. Férias e 13º salário não podem depender apenas de um lembrete quando o pagamento já estiver próximo.
Mantenha uma previsão das datas e dos recursos necessários. No caso das férias, considere também como a família organizará as atividades durante a ausência da profissional.
O manual oficial do eSocial apresenta procedimentos próprios para férias e gratificação natalina. Por isso, esses eventos precisam ser tratados conforme suas particularidades, em vez de reproduzir o fechamento habitual.
As reservas financeiras também devem ser revistas quando houver mudanças na remuneração. Um valor guardado com base em condições antigas pode deixar de acompanhar a obrigação futura.
Como guardar documentos do emprego doméstico de forma organizada
Uma estrutura por ano e competência costuma facilitar a consulta. Dentro de cada mês, mantenha os documentos relacionados entre si.
O arquivo pode reunir:
Controle de jornada.
Documentos das ocorrências do período.
Recibo de pagamento.
Comprovante do salário.
Guia DAE.
Comprovante do recolhimento.
Contratos e alterações podem ficar em uma pasta própria, com indicação das datas de vigência.
Restrinja o acesso a quem participa da administração do vínculo e mantenha uma cópia de segurança protegida. Evite depender exclusivamente de arquivos enviados por mensagens, que podem se perder entre outras conversas.
A organização deve permitir localizar a informação sem exigir uma busca extensa sempre que surgir uma dúvida.
Como dividir responsabilidades quando existe apoio administrativo
Se uma assessoria prepara a folha, defina quem enviará as informações e quem fará a conferência final. Também esclareça quem realizará cada pagamento.
O fluxo precisa ter continuidade. O envio de um documento não garante que a providência seguinte foi concluída.
Uma divisão prática pode estabelecer um responsável na família para consolidar ocorrências, conferir os materiais recebidos e acompanhar as transações. Isso reduz o risco de instruções contraditórias.
Mesmo com apoio, o empregador precisa comunicar os fatos da rotina. Quem administra a folha depende de registros confiáveis para tratar corretamente as informações.
Organização mensal ajuda a manter o vínculo em dia
A administração do emprego doméstico se torna mais clara quando as tarefas são distribuídas ao longo do mês. Conferir horários, registrar mudanças, revisar pagamentos e guardar comprovantes permite acompanhar o contrato com mais consistência.
O eSocial doméstico faz parte desse processo, mas precisa receber informações compatíveis com a realidade. A qualidade dos registros e a definição de responsabilidades são fundamentais para que cada etapa seja concluída.
Com uma agenda simples e documentos acessíveis, o empregador consegue identificar pendências mais cedo e manter uma relação de trabalho organizada e transparente.
El horror vivido en Adamuz el 18 de enero de este año se ha apoderado este miércoles de la zona cero del accidente ferroviario de Urda, donde la colisión de dos trenes ha dejado al menos 69 fallecidos. Dos tragedias de enorme magnitud con solo nueve meses de diferencia. Pasajeros, técnicos y maquinistas habían alzado la voz: la red española necesitaba una actualización . Una llamada de auxilio que nadie escuchó.El tren Iryo 6076 parte a las 7:54 horas desde la estación de Madrid-Puerta de Atocha con destino a Sevilla. A bordo viajan 147 pasajeros y 5 miembros de la tripulación. Poco después, a las ocho de la mañana sale de la misma estación el tren AVE 2080 de Renfe, realizando el mismo recorrido con 378 viajeros a bordo.Media hora después se registró un fallo informático en el sistema de seguridad automática LZB. Al interrumpirse las comunicaciones en un tramo de 63 kilómetros, el protocolo de seguridad detiene automáticamente a seis trenes que circulaban por la zona, entre ellos el Iryo y el AVE. El control de las operaciones pasa a gestionarse de forma manual desde el centro de control de Adif.Ante la caída del sistema automático, el centro de control de Adif toma la decisión de autorizar al tren AVE a reanudar la marcha con normalidad a las 8:36 horas. El tren Iryo que iba por delante permanece completamente detenido en la vía a la altura de Urda. La maquinista esperaba instrucciones desde Atocha. A 25 kilómetros de este punto el AVE retomaba su ruta a la velocidad habitual. El conductor circulaba con absoluta normalidad por la orden de uno de los operadores del centro de control. Fueron 17 minutos sin aviso donde nadie paró su recorrido. El alcance entre ambos trenes se produjo en torno a las 8:53 horas en el punto kilométrico 118, en el término municipal de Los Yébenes, muy cerca de Urda. El brutal impacto provoca que tres vagones del Iryo se caigan por un terraplén. La violencia del golpe provocó que uno de los convoyes acabe dentro de otro.El panorama es desolador. La imagen de los afectados, muchos todavía en estado de shock, esperando a ser recogidos junto al camino de las vías, resulta difícil de asimilar. Algunos caminan despacio, con dificultades y visiblemente doloridos, mientras otros necesitan detenerse y sentarse para recuperar fuerzas. Hay heridos con molestias en las piernas y la espalda que avanzan poco a poco, y personas que, después de recorrer unos metros, tienen que apoyarse en las furgonetas estacionadas en la zona o sentarse porque comienzan a marearse. Otros permanecen sentados, con la mirada perdida, tratando de asimilar lo ocurrido.En el camino próximo a las vías, agentes de la Guardia Civil toman la documentación de los afectados antes de organizar su traslado en vehículos de voluntarios y de las propias fuerzas de seguridad hacia Consuegra y Urda, donde permanecerán por el momento. Vecinos y voluntarios reparten agua entre los heridos mientras continúa la espera. La incertidumbre es máxima entre quienes aguardan su evacuación, algunos todavía sin poder comunicarse con sus familiares. En medio del desconcierto, hay afectados que piden un teléfono prestado para llamar a sus seres queridos y comunicarles que están a salvo, mientras intentan recomponerse después de lo vivido.La imagen de la tragediaLas escenas que deja el siniestro dan cuenta de la violencia del impacto. Hay personas con collarines, vendas y heridas en la nariz, así como otras con sangre en la cabeza o en la ropa. En el suelo se amontonan maletas, medicamentos y pertenencias personales que han quedado esparcidas en las inmediaciones del accidente. A pocos metros, uno de los vagones ha descarrilado y ha terminado desplazado hasta el camino contiguo a las vías.La actividad de los servicios de emergencia era constante. No dejan de llegar vehículos policialesLa actividad de los servicios de emergencia es constante. No dejan de llegar vehículos de Policía Nacional y Local, de la Guardia Civil, bomberos, ambulancias, y efectivos de la Unidad Militar de Emergencias (UME). Los camiones de bomberos entran y salen de la zona mientras los agentes se desplazan de un lado a otro, coordinan las actuaciones y regulan el tráfico a gritos para facilitar el acceso de los vehículos de emergencia. Mientras, los helicópteros sobrevuelan las inmediaciones, y el sonido de sus motores se mezcla con el de las sirenas y las indicaciones de los efectivos desplegados.A la escena se suman familiares que llegan hasta el lugar para tratar de localizar a sus seres queridos y conocer su estado. Mientras unos preguntan y buscan información, los equipos de emergencia continúan trabajando junto a las vías y organizando la evacuación de los afectados.Evacuación contrarrelojLa evacuación de los afectados obliga también a habilitar vías alternativas para facilitar los traslados. Algunos tractores trabajan en la zona para abrir un camino por el que puedan circular los vehículos y sacar a los heridos. Los agentes, llegados de distintos puntos de Castilla-La Mancha e incluso de Madrid, colaboran en las tareas de asistencia y acompañan a quienes esperan a ser trasladados. Mientras tanto, los periodistas recorren el lugar en busca de testimonios y datos que permitan reconstruir lo ocurrido en una jornada en la que los medios de comunicación de toda España, también internacionales, se desplazan a Urda para informar de una de las mayores tragedias ferroviarias del país.El silencio de quienes permanecen en la zona se ve interrumpido una y otra vez por el paso de los helicópterosA medida que avanzan las horas, el escenario comienza a cambiar. Los heridos van siendo evacuados y el grupo de personas que permanece junto al camino se reduce progresivamente. La actividad no cesa, pero la primera sensación de caos da paso poco a poco a una escena más ordenada, en la que los equipos de emergencia continúan trabajando mientras se retiran los afectados que todavía permanecen en las inmediaciones. Sin embargo, la estupefacción sigue presente en los rostros de los heridos, de los agentes y de los voluntarios que han acudido para prestar ayuda.El silencio de quienes permanecen en la zona se ve interrumpido una y otra vez por el paso de los helicópteros, el sonido de las ambulancias y las indicaciones de los agentes. Entre los presentes, el murmullo gira en torno a las mismas preguntas: qué ha ocurrido exactamente, cómo ha podido producirse la colisión y cuáles han sido las circunstancias que han llevado a este desenlace.Primeros féretrosLa gravedad de la situación se hace todavía más evidente en torno a las tres de la tarde, cuando comienzan a irse los primeros vehículos funerarios para trasladar cadáveres al Instituto de Medicina Legal de Toledo. Su presencia recuerda de forma directa la dimensión humana de la catástrofe.A esa hora también llegan a la zona el presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, y el ministro del Interior, Fernando Grande-Marlaska, junto a otras autoridades que se desplazan hasta el lugar del accidente para conocer de primera mano la evolución de la emergencia. Para entonces, todos los heridos ya han sido evacuados y el movimiento de personas en el camino ha disminuido considerablemente. Permanecen los efectivos de la UME, los cuerpos de seguridad y los equipos que siguen trabajando en el lugar, además de los periodistas que aguardan nuevas informaciones.Los helicópteros continúan sobrevolando las vías. El ruido de las primeras horas deja paso a intervalos de silencio, cada vez más prolongados, que solo rompen los motores, las sirenas o las instrucciones de quienes siguen trabajando.Conforme cae la tarde, lo que queda junto a las vías es la imagen de una tragedia que ha cambiado por completo la jornada. Donde durante horas se escucharon gritos, se dieron carreras y se evacuó a centenares de personas, ahora queda el asombro y el desconcierto de quienes han presenciado una catástrofe difícil de olvidar. En los puntos habilitados esperan las familias angustiadas noticias de sus seres queridos. Uno de ellos es el Colegio Santo Cristo de Urda, donde reciben atención psicológica e información directa y el polideportivo que centralizó las labores de primeros auxilios y gestión de afectado.Mientras esperaban noticias de sus familiares, veían en televisión las explicaciones de Óscar Puente sobre la tragedia. El ministro de Transportes sostuvo que una «decisión inexplicable» del centro de control es «el origen del accidente que ha acaecido en Urda». Insistió en el «error humano» como la causa del siniestro, ya que, según sus explicaciones, la avería informática no fue, por sí sola, el desencadenante directo de la colisión. El sistema actuó como estaba previsto al detener los trenes, pero la decisión posterior de permitir que uno de ellos continuara circulando con normalidad se tomó desde el centro de control. «La caída del sistema, como todos los sistemas que dependen de ordenadores y de informática, puede producirse», señaló.El operario señalado en «shock»Puente hacía estas declaraciones a la prensa a escasos metros de la sala donde la Guardia Civil tomaba testimonio al operario señalado y a dos de sus compañeros. El trabajador que dio la instrucción estaba en «shock», según explican fuentes de la investigación a ABC. Los agentes separaron a los empleados para obtener de cada uno de ellos un testimonio limpio y que no estuviera contaminado por el resto. Siguieron el protocolo habitual y realizaron control de alcohol y drogas. Todos dieron negativo.El Ministerio del Interior desplegó en la zona un importante dispositivo con 422 efectivos del Instituto Armado, 200 militares de la UME, 53 policías y 102 efectivos de Protección Civil. La Unidad Central Operativa (UCO) de la Guardia Civil colabora con la Policía Judicial de Toledo en tomar testimonio de los supervivientes y heridos leves que corroboraron punto por punto cómo vivieron la tragedia en primera persona. Los usuarios del Iryo reconocieron que estuvieron al menos diez minutos parados y después sintieron un impacto violento en la parte trasera. «Todo salió despedido por los aires», admitió uno de los afectados.Después llegó el desconcierto, los gritos, el silencio y el posterior sonido de las ambulancias. Muchos de ellos fueron los primeros intervinientes y sacaron del amasijo de hierros a los heridos. Una cadena que se vivió también hace nueve meses en Adamuz. La tragedia sucedida en tierras cordobesas sirvió como protocolo para esta nueva desgracia. También para el Equipo de Catástrofes de la Guardia Civil, ubicado en varios puntos y que recogió ADN de los familiares de los desaparecidos. Varios de estos agentes ya habían realizado esta tarea en el anterior siniestro. «Esta nueva tragedia desgarra unas heridas que todavía permanecen abiertas», señalaron los afectados por el accidente ferroviario de enero que se saldó con 46 víctimas mortales. Aún no hay una explicación concreta de qué pasó. Sin embargo, los afectados tienen claro que estos meses no han servido para nada. «No se han implantado nuevas medidas de seguridad», lamenta a ABC uno de los afectados. No ha querido encender la televisión este miércoles. No se ha vuelto a subir a un tren desde enero.
O executivo da Câmara do Porto vai propor em sede de orçamento municipal que, em 2027, o IMI cobrado aos proprietários de prédios devolutos no Centro Histórico seja agravado "10 vezes", revelou hoje Pedro Duarte.
"Ainda não votamos, mas vai ser a nossa proposta que o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] seja agravado na zona histórica para 10 vezes o valor que tem hoje. Portanto, acho que vai ser uma penalização muito significativa que, espero eu, faça os proprietários pensar duas vezes antes de ter aquela casa devoluta ou vazia e não a ter no mercado", anunciou hoje o presidente da Câmara do Porto.
Pedro Duarte, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que para já este agravamento do IMI se vai aplicar a imóveis, mas admitiu poder, no futuro, olhar também para terrenos vazios, embora seja uma situação "residual" no Centro Histórico do Porto.
O objetivo é que estes devolutos sejam "colocados no mercado".
De acordo com uma nota publicada a 01 de outubro no 'site' da autarquia, o município do Porto tem identificados 6.400 "prédios com indícios de estarem devolutos".
"Com o objetivo de promover a sua reabilitação e colocação no mercado habitacional, a autarquia dirigiu aos proprietários uma carta de sensibilização para os instrumentos municipais ao dispor. Em caso de incumprimento, os edifícios verão majorado o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) até três vezes o valor atual ou até 10 vezes mais nos casos de se situarem em zonas de maior pressão urbanística", pode ler-se.
O 'site' do município contextualizou ainda que o procedimento de declaração de prédio devoluto e consequente agravamento do IMI é anual e que, "em 2022, foram abrangidos 379 prédios e, em 2023, 531 prédios", sendo que no ano de 2024 "não existiu decisão política de agravamento e, em 2025, devido ao período de transição de Executivo Municipal, o procedimento não avançou".
Um dos eventos mais importantes para a arte baiana, a Jornada de Dança da Bahia chega à sua 16ª edição com uma programação gratuita que reúne espetáculos, performances, bate-papos, mostras de vídeos e lançamentos de livros. O festival será realizado entre os dias 18 e 22 de novembro, em cinco espaços de Salvador, e reúne 120 artistas, educadores e estudantes selecionados no 12º Fórum de Educadores de Dança, além de apresentar 20 obras para diferentes públicos.As atividades acontecem no Cine Glauber Rocha, Espaço Xisto Bahia, Escola de Dança da UFBA, Casa Rosa e Largo da Mariquita. Os ingressos gratuitos estarão disponíveis no Sympla a partir de 30 de outubro.
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Confira a programação da Jornada de Dança da BahiaNo Espaço Xisto Bahia, o público poderá conferir espetáculos como Missing Names, de Vitor Hamamoto (SC); Cavalas, de Alana Falcão e Ana Brandão (BA); Her Kind, de Maxine Steinman (EUA); e Summertime, da Cia de Dança da UFS (SE). O espaço também recebe as 12 obras da Mostra INVEX.No Largo da Mariquita, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) apresenta Você Sabia?, enquanto participantes da residência artística apresenta In C, de Sasha Waltz. Já na Casa Rosa, o Nii/Colaboratório apresenta o espetáculo Bendegó.A programação inclui ainda dois bate-papos abertos ao público, um deles dedicado aos 70 anos da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além da mostra de vídeos Jornada MOVEDança e do lançamento de três livros no Cine Glauber Rocha.O encerramento será marcado pelo Bloco da Jornada, com participação do bloco afro Malê Debalê. A mostra artística e os bate-papos contarão com tradução em Libras, audiodescrição e acessibilidade arquitetônica.Tema da 16ª ediçãoRealizada desde 2005 pelo Mantra Centro de Dança e Arte Contemporânea, sob coordenação geral de Fatima Suarez, a Jornada tem como tema, neste ano, “Revelando Movimentos”, proposta que explora a dança a partir das memórias e impressões registradas nos corpos.“Movimentos são descobertos, não são inventados. Por isso, neste ano convidamos todos os artistas e o público a revelarem sua dança através de uma programação linda, gratuita e totalmente acessível. A Jornada é esse grande mosaico formado por muitas formas de fazer, sentir e pensar a dança”, afirma Fatima Suarez, coordenadora geral do evento.ServiçoEvento: 16ª Jornada de Dança da Bahia – “Revelando Movimentos”Quando: 18 a 22 de novembro de 2026Quanto: programação totalmente gratuitaIngressos: para a Jornada MOVEDança, os bate-papos e os espetáculos da mostra artística em espaços fechados, retirada gratuita no Sympla a partir de 30/10 (Você Sabia? e »In C«, ao ar livre, não exigem ingresso)Acessibilidade: Libras, audiodescrição e acessibilidade arquitetônica na mostra artística e nos bate-paposCoordenação geral: Fatima SuarezEndereçosCine Glauber Rocha: Praça Castro Alves, 1, CentroEspaço Xisto Bahia: Rua General Labatut, 27, BarrisEscola de Dança da UFBA: Avenida Milton Santos, Campus OndinaCasa Rosa: Praça Colombo, 106, Rio VermelhoLargo da Mariquita: Rio Vermelho
A proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 foi hoje aprovada na generalidade na Assembleia da República, com votos a favor de PSD e CDS-PP e abstenções de PS, PAN e JPP. Já o Chega, IL, Livre, PCP e BE votaram contra. Segue-se agora a fase da especialidade até ao dia 24 de novembro, data prevista para a votação final do documento.
A crise da habitação voltou a tomar conta do debate no segundo dia de discussão, que durou praticamente todo o dia.
O Governo abriu hoje o segundo dia de debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027 com a transmissão de condolências a Espanha pelo grave acidente de comboios de alta velocidade.
Depois, o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, admitiu que os portugueses enfrentam dificuldades na habitação e no custo de vida, mas destacou o aumento de salários, do emprego e "melhores serviços públicos" desde 2024.
O governante destacou ainda que "nunca, neste século, se esteve tão bem preparado em termos de contas públicas para suportar choques inesperados em Portugal".
"Perante a provocação, [a PSP] respondeu com profissionalismo. Perante a tensão, com firmeza e contenção, levou a paciência até ao limite, mas quando foi necessário agir, agiu e agiu com determinação", considerou Nuno Melo, durante o debate na generalidade sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República.
Depois das várias intervenções dos partidos e anúncios dos respetivos sentidos de voto, a palavra final coube ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que explicou por que razões este é o "orçamento certo para um tempo diferente", mas também não escapou ao tema do momento.
Sobre a crise na habitação, atirou culpas ao PS, criticando que proponha a retirada de "uma proposta que ainda não é lei" e que se junte "aos protestos pela habitação contra os efeitos das leis que eles próprios criaram".
"Porque é que em 2023 também não foram à rua e às manifestações protestarem contra a crise da habitação que os senhores causaram? Como é que querem mudar alguma coisa no arrendamento deixando os vossos erros e as vossas leis todas na mesma?", questionou.
Mas também apontou o dedo ao Chega, questionando se, como na lei laboral, ficará ao lado da Esquerda na lei das rendas e criticando a proposta feita pouco antes por André Ventura de aumentar o subsídio de alimentação.
A proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 foi aprovada na generalidade na Assembleia da República, com votos a favor de PSD e CDS-PP e abstenções de PS, PAN e JPP. Os partidos Chega, IL, Livre, PCP e BE votaram contra a proposta.
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) que vai reforçar os processos de investigação de casos envolvendo violência política ocorridos no último fim de semana no país. Ao todo, foram contabilizados 45 episódios, incluindo 10 homicídios, atribuídos à intolerância por posição eleitoral.
Os detalhes foram apresentados pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta.
"Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões. Não pode ser pretexto para assassinatos", afirmou Boulos.
Os casos contabilizados pelo governo federal incluem 47 vítimas:
10 vítimas fatais de violência, sendo três indígenas;
sete de atropelamentos intencionais;
14 de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos;
cinco de disparos e atentados com armas de fogo;
cinco de violência e coação contra povos indígenas;
seis de abusos de autoridade e violência policial.
Todas essas denúncias, de acordo com o ministro, teriam como vítimas apoiadores do presidente Lula, e os autores seriam apoiadores e partidários do candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
Os estados que lideram o número de ocorrências são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
As medidas anunciadas pelo governo para dar andamento à apuração de todos os casos incluem a abertura de inquéritos pela Polícia Federal (PF) para crimes de violência política de gênero, crimes eleitorais e violação de direitos humanos.
Também estão previstos o encaminhamento de denúncias à Procuradoria Geral da República (PGR) e o acionamento das corregedorias estaduais das Polícias Militares e Civis e dos Ministérios Públicos dos estados, quando os crimes envolvem policiais.
O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Públia, Ademar Borges, descreveu que as ocorrências são crimes de naturezas diversas.
"Alguns são crimes eleitorais e alguns envolvem violência política de gênero, que serão investigados pela PF. Já há dezenas de inquéritos instaurados e estamos apurando todas as denúncias. Há casos que envolvem racismo, violência comum, casos de homicídio, violência física, lesão corporal", enumerou.
A pasta também prometeu combater a violência praticada no ambiente digital, fazendo cumprir o Marco Civil da Internet. O decreto determina obrigações para que as plataformas de redes sociais retirem, por conta própria, independentemente de notificação, os conteúdos que envolvem crimes graves, como violações ao Estado Democrático de Direito, violência contra a mulher, xenofobia, discriminação e discursos de ódio.
"Esses crimes estão no rol de crimes especialmente graves, que constam do decreto presidencial, em relação aos quais as plataformas têm o dever de cuidado, de retirar de circulação e evitar falha sistêmica nesse contexto. Essas falhas geram responsabilidade civil das plataformas", acrescentou Borges.
Violência política
Entre os casos de maior repercussão, está o ataque contra a vereadora de Montes Claros (MG) Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de sábado. Ela ficou inconsciente e teve que deixar o local em uma ambulância do Samu. Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos, atirados por apoiadores de Bolsonaro.
Em outro episódio, Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu na segunda-feira (26), depois de ser atropelado na noite de domingo durante as comemorações pela vitória de Lula.
Segundo a Gazeta do Paraná, que noticiou o fato, um motorista embriagado avançou contra um bloqueio policial e atingiu quatro homens. A vítima sofreu traumatismo craniano grave. O motorista foi preso e o teste do bafômetro indicou 0,67 mg de álcool por litro de ar expelido.
Ainda no Paraná, uma pesquisadora identificada como Renata Kempf foi detida na noite de domingo durante uma comemoração pró-Lula, em frente a um bar universitário no centro da cidade. Participantes denunciaram uso excessivo da força policial.
A Câmara do Porto recebeu cerca de 33 milhões de euros desde 2021 em compensações financeiras de promotores de um licenciamento urbanístico pela não construção de habitação acessível na área de zonamento inclusivo, revelou hoje Pedro Duarte.
O presidente da Câmara do Porto, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que o regime do zonamento inclusivo já funciona desde 2021 e que, desde então, já houve "16 ou 17 casos" de promotores de um licenciamento urbanístico que não construíram habitação acessível, dando dinheiro para um fundo municipal.
"Todo este dinheiro vai para um fundo que apoia a habitação (…) e a Câmara já arrecadou cerca de 33 milhões de euros desde 2021 para este fundo, que depois é reaplicado em habitação", acrescentou.
Ressalvando que essa opção não "contenta" o executivo municipal, Pedro Duarte afirmou que vai levar à próxima reunião de executivo uma proposta de alteração ao regulamento, que vai eliminar a hipótese de compensação financeira quando se trata da construção de empreendimentos hoteleiros ou turísticos.
Em causa está uma proposta que foi a votação na reunião do executivo municipal de 21 de outubro - aprovada com os sete votos favoráveis do executivo de Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) e com os seis votos contra dos vereadores do PS e do Chega – para autorizar sete empresas a pagar compensações em vez de construir habitação acessível, como previsto pela medida do zonamento inclusivo do Plano Diretor Municipal (PMD) do Porto, autorização essa que, entretanto, a maioria municipal já admitiu poder reverter.
Na segunda-feira, a maioria do executivo na Câmara do Porto divulgou querer reunir-se com a oposição (PS e Chega), ponderando rever as decisões de permitir a substituição de habitação acessível por compensações financeiras em sete projetos imobiliários.
Em comunicado enviado às redações, a autarquia deu conta da intenção dessa reunião para poder "prestar todas as informações e, em consequência da mesma, equacionar a revogação das deliberações tomadas", e criticou a abordagem "alarmista" e a gravidade "das suspeições elencadas" pelos socialistas.
Num longo comunicado com vários pontos apresentados, a maioria anunciou ainda "que está a promover a revisão do regulamento municipal que define os termos do zonamento inclusivo, passando a obrigar hotéis e alojamento local a contribuir para a disponibilização de habitação acessível na área correspondente.
Com este comunicado, a maioria responde à denúncia dos vereadores do PS, que consideraram "manifestamente ilegal" a decisão do município.
Em conferência de imprensa, na segunda-feira, o vereador socialista Manuel Pizarro classificou a deliberação aprovada na semana passada como "politicamente errada, incoerente, moralmente condenável" e com "enormes fragilidades" do ponto de vista legal.
O Público revelou que dos 1,39 milhões de euros que o município vai receber, a grande maioria (88%) vem de três empresas: a PM29 Real e a Ateneu 33 Real, sociedades imobiliárias com sede em Lisboa, detidas a 100% pela Crystal Holding, com sede no Luxemburgo; e a Historical Porto Offices, do empresário Mário Ferreira.
Juntas, as três empresas deveriam entregar 2.937 metros quadrados para habitação acessível. Em vez disso, vão pagar 1,23 milhões, o que representa uma média de 418 euros por metro quadrado, um valor muito abaixo do mercado.
Para quinta-feira, às 17:00, está agendada uma reunião entre técnicos do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e vereadores da oposição.
Cerca de 300 pessoas reuniram-se hoje na Praça D. João I, no Porto, para protestar pelo direito à habitação, na continuação do movimento que começou no local a 10 de outubro. O protesto contou com uma cantina popular e um espaço para crianças, enquanto a PSP realizou ações de dispersão em Lisboa e no Porto na madrugada de domingo.
O empréstimo de até R$ 1,93 bilhão solicitado pela governadora Raquel Lyra (PSD) teve a votação adiada na Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na última terça-feira (27). A relatoria do projeto de lei que autoriza a operação de crédito ficou com o deputado estadual Diogo Moraes (PSB), que pediu mais prazo para analisar o texto. A proposta foi enviada pelo Executivo em regime de urgência.
O parlamentar solicitou vista do projeto e se comprometeu a apresentar seu parecer na próxima reunião, prevista para terça-feira (3). “O projeto é de quase R$ 2 bilhões. Nós precisamos ter mais tempo para analisar esse projeto”, justificou.
O pedido ocorreu após a distribuição da matéria na reunião da comissão. O projeto permite que o Estado contrate operações de crédito com instituições financeiras nacionais, com ou sem garantia da União, para financiar investimentos e obras previstas no orçamento estadual.
Segundo o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, a intenção é antecipar os procedimentos para iniciar a captação dos recursos no começo de 2027. O dinheiro deverá ser destinado a obras de infraestrutura, incluindo intervenções nas áreas de saúde, educação e estradas.
O secretário explicou que a possibilidade de contratação está relacionada a uma margem fiscal identificada pelo Governo Federal nas contas estaduais, o que permitiria ao Estado buscar o financiamento com garantia da União. A antecipação das providências, segundo ele, busca agilizar as etapas necessárias para disponibilizar os recursos no próximo exercício financeiro.
O texto estabelece mecanismos para assegurar o pagamento da operação. Caso o empréstimo seja contratado sem garantia da União, o governo poderá oferecer receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) como garantia. A proposta também prevê a reserva de recursos orçamentários para quitar as parcelas e os encargos financeiros.
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Terceiro Orçamento de Montenegro passa com a mesma almofada de sempre, a abstenção do PS. Mas Carneiro avisa que a fatura se acerta na especialidade. O PSD respondeu-lhe com um “tenha vergonha”. A proposta de Orçamento do Estado para 2027 foi aprovada esta quarta-feira na generalidade, no Parlamento, com os votos a favor de PSD e CDS-PP e a abstenção de PS, PAN e JPP. Votaram contra Chega, Iniciativa Liberal, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. É o terceiro Orçamento dos governos de coligação PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro, e, como nos dois anos anteriores, foi a abstenção do PS
O Pedras Salgadas entrou melhor e, aos 8’, abriu o marcador, lançamento longo para a área, onde Romer cabeceia para defesa incompleta de Markito, com o mesmo jogador a aproveitar para colocar a bola no fundo das redes. No minuto seguinte esteve perto o segundo, mas o remate de Jorge Jesus sai ao lado. Aos 10’, o Cumieira reagiu e criou uma situação de aparente perigo, Zé Pedro, com um remate de fora da área, obriga Rafa Mateus a uma excelente defesa para canto. Já com a partida equilibrada, ambos os conjuntos criavam oportunidades de golo, mas a eficácia era nula. Aos 28’, o Cumieira esteve perto do golo, valeu mais uma boa intervenção de Rafa Mateus ao remate de Gabi. Aos 33’, de novo, Rafa Mateus evita o golo ao desviar um remate de Marinho ao poste, com Zé Pedro a não conseguir a emenda. Aos 39’, o Pedras Salgadas aproveita uma perda de bola do Cumieira e com uma saída rápida, a bola chega a Tomás Magalhães, que remata ao lado.
Logo a abrir a segunda parte, os da vila termal estiveram perto do golo, remate de Banora ao poste esquerdo da baliza de Markito. Aos 48’, Romer bisa, após um lançamento longo para a área, com o golo de cabeça. O mesmo Romer fez o “hat-trick” aos 50 minutos. Com uma vantagem confortável, o Pedras Salgadas tentou controlar a partida, sem criar ocasiões de golo. Já o Cumieira procurava o golo, mas sem grandes soluções no ataque. Aos 89’, o Pedras Salgadas eleva a contagem, cruzamento da direita de Bruno Sul para a cabeça de Hugo Alexandre, que bate Markito mais uma vez. Em cima do minuto 90, Banora alcança o quinto golo, terminando o jogo com uma goleada imposta pelo Pedras Salgadas, que segue firme na segunda posição da tabela com menos um ponto do que o Vila Real.
FICHA TÉCNICA Campo da Flávia, em Cumieira Árbitro: André Santos Auxiliares: Fernando Nunes e Filipe Ferreira
CUMIEIRA: Markito; Rafa, Itó (Del Piero, 50’), Marinho (Matos, 70’), e Ayoub; Gabi, Camará (Hugo Almeida, 53’) e Simão (Fontes, 53’); Penelas, Patrick e Zé Pedro Treinador: José Ribeiro
PEDRAS SALGADAS: Rafa Mateus; Pedro Silva, Gonçalo Almeida, Maga (Hugo Alexandre, 60’) e Fábio Carvalho; Romer (João Silva, 70’), Banora e Tomás Magalhães (Daniel Jordão, 83’); Jorge Jesus, Gabi (Bruno Sul, 83’) e Simão Treinador: Marco Martins
Ao intervalo: 0-1 Cartões amarelos: Pedro Silva (38’), Gabi (67’) e Tomás Magalhães (81’) Marcadores: Romer (8’, 48’ e 50’), Hugo Alexandre (89’) e Banora (90’)
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução contra o embargo unilateral mantido pelos Estados Unidos contra Cuba há quase 27 anos.
A medida foi aprovada com 130 votos favoráveis, incluindo o do Brasil, 17 contrários e 25 abstenções. Esse foi o menor apoio ao fim do bloqueio em 30 anos. A queda está relacionada a uma campanha intensa dos Estados Unidos para convencer países aliados a rejeitarem a resolução.
A resolução já foi votada 33 vezes na ONU. Na primeira vez, em 1992, só 59 países votaram favoráveis. Entre 2015 e 2017, 191 países votaram pelo fim do embargo, o maior número até hoje. O período corresponde ao governo do ex-presidente norte-americano Barack Obama, que buscou uma reaproximação entre Estados Unidos e Cuba.
Em quase todas as votações, o Brasil se colocou favorável ao fim do bloqueio. As exceções foram em três ocasiões no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2019 o Brasil votou contra e em 2021 e 2022 se absteve.
Crise humanitária
Cuba sofre com um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1960. Na época, Washington tomou a medida em retaliação à revolução cubana de 1959.
Este ano, o governo de Donald Trump intensificou as sanções contra a ilha, agravando ainda mais a crise econômica do país. Desde então, Cuba enfrenta escassez de energia, combustível, gás de cozinha, medicamentos e serviços essenciais. A inflação deste ano cresceu 25% em relação a 2025.
Logo aos 2’, o Régua criou a primeira situação de perigo, lançamento de linha lateral, esférico na área, com Guilherme Silva a dar um pequeno toque na bola e a complicar a tarefa de Santiago Dias. Reagiram os orientados de Pedro Vilela em lances de contra-ataque, mas eram anulados pela defensiva reguense. Aos 25’, surgiu o único golo do jogo, bola metida em profundidade para Gonçalo Lopes, que foi mais rápido que o defensor adversário e, num toque cheio de intencionalidade, coloca a bola no fundo das malhas. Seguiram-se alguns minutos de supremacia reguense, com a defensiva da casa a ter imenso trabalho para manter as suas redes invioláveis.
Na etapa complementar, o Régua teve de novo um certo ascendente, mas não criava lances de perigo e foi a Diogo Cão a esbanjar uma excelente oportunidade no seguimento de um pontapé de canto. Aos 70’, o Régua beneficiou de uma série de pontapés de canto na tentativa de chegar à igualdade. Aos 75’ valeu a atenção de Santiago Dias ao deter um remate de cabeça no seguimento de um canto. Até ao final, a Diogo Cão passou por muitas dificuldades, valeu Santiago Dias que, com boas intervenções, conseguiu manter as suas redes intactas.
A igualdade ajustava-se ao desenrolar dos acontecimentos. Depois do apito final, acabaram por surgir cenas desagradáveis.
FICHA TÉCNICA Complexo Desportivo da UTAD Árbitro: Carlos Leite Auxiliares: Rúben Fernandes e Hugo Zineira
DIOGO CÃO: Santiago Dias; Tomás Bastos (Rodrigo Abobeleira, 85’), David Conceição, Carlos Valério e Rafael Costa; Gustavo Ferreira, Gabriel Teixeira e Tiago Madeira (Francisco Paulo, 79’); Guilherme Silva, Gonçalo Lopes e Alessandro Chipepe (João Aquino, 72’) Treinador: Pedro Vilela
RÉGUA: Silvério; Leonardo Silva, João Pedro (Samuel Pinto, 84’), João Silva e Ricardo Rocha (Pedro Pereira, 46’); Leandro Santos, Martim Pereira e Diogo Ribeiro; Daniel Lopes, Alberto Mota e Pombo Treinador: Joaquim Guedes
Na terça-feira, 3 de novembro, até 200 milhões de eleitores registrados poderão ir às urnas nos Estados Unidos para votar em todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, 33 senadores, 36 dos 50 governadores, além de integrantes de legislaturas estaduais e locais. As pesquisas indicam que Donald Trump e o Partido Republicano têm grandes chances de sofrer uma derrota acachapante, perdendo o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, do Senado. O apoio ao presidente está em queda em todas as questões. Segundo a revista The Economist, apenas 34% dos entrevistados aprovam a presidência de Trump, enquanto 61% se opõem às suas políticas.
Analistas políticos estão divididos sobre se ocorrerá uma “onda azul” (cor associada aos Democratas pelos veículos de imprensa desde as eleições de 2000) ou um verdadeiro tsunami eleitoral, ainda mais poderoso. De qualquer forma, a possível perda do controle democrata da Câmara — e, talvez, do Senado — deixará Trump vulnerável a investigações parlamentares voltadas a limitar seu poder excessivo e a retomar atribuições e responsabilidades que o Congresso, sob controle republicano, havia cedido ao Poder Executivo.
Trump entra na última semana da temporada eleitoral deste ano em posição extremamente fragilizada. A insistente retórica do presidente dos EUA de que a economia vive seu melhor momento — e de que as dificuldades financeiras, em especial o acentuado aumento do custo de vida, não passam de uma farsa do Partido Democrata — não parece convencer os eleitores. Os preços da gasolina e do diesel permanecem altíssimos, e o custo dos alimentos e de itens de consumo básico exerce pressão real sobre o orçamento das famílias. Até mesmo muitos de seus apoiadores republicanos, que se opõem ao envolvimento dos EUA em “guerras sem fim”, estão perdendo a confiança nas promessas de Trump de que o fim do conflito com o Irã estaria próximo.
Fora isso, Trump parece apostar todas as cartas em interferir com as eleições brasileiras ao recepcionar Flávio Bolsonaro — candidato derrotado e fugido do Brasil, que um dia antes havia dito que não deixaria o país.
OFuturo das Relações entre Brasil e Estados Unidos
Uma das grandes mudanças que podem acontecer nos EUA, caso os republicanos percam as eleições de novembro, são os contrapontos em relação à postura dos Estados Unidos com o Brasil.
Trump, que recebe o candidato derrotado Flávio Bolsonaro, ainda não reconheceu oficialmente o resultado das eleições, e já discursou alegando fraude nas eleições brasileiras, sem provas, claro. Steve Bannon endossou o apelo de que o Brasil se tornou uma ditadura que merece sanções severas por parte dos Estados Unidos.
Do outro lado, membros do Congresso dos EUA enviaram prontamente mensagens de felicitações ao presidente Lula. Publicações nas redes sociais refletiram as opiniões de democratas de todo o espectro político — desde figuras social-democratas conhecidas, como o deputado estadual de Nova York Zohran Mamdani, o senador por Vermont Bernie Sanders e a deputada federal por Nova York Alexandria Ocasio-Cortez, até membros mais moderados do Congresso.
A derrota de Flávio Bolsonaro representou uma perda contundente para Trump, que implementou uma série de medidas fiscais, políticas e (provavelmente) clandestinas para ajudar seu aliado brasileiro a vencer. Em uma região atualmente dominada por governos de direita, o Brasil — ao lado do México e do Uruguai — continuará na linha de frente da resistência às tentativas de Trump de impor uma dominação neocolonial sobre a América Latina e o Caribe. A vitória de virada de Lula elevou o Brasil à condição de referência internacional na luta contra a extrema direita.
Caso os republicanos percam as próximas eleições legislativas e para governos estaduais, isso significará que os democratas no Congresso, que defenderam a democracia brasileira em 2022 e 2026, poderão desempenhar um papel importante ao garantir que aqueles que minaram a democracia não utilizem os Estados Unidos tão livremente como plataforma para atacar o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Rejeição às políticas de imigração
Na campanha presidencial de 2024, o discurso anti-imigrante e xenófobo de Trump — que incluiu alegações falsas de que refugiados haitianos estariam “comendo nossos gatos e cachorros” — foi um dos muitos fatores que levaram os republicanos à conquista da Casa Branca e ao controle do Congresso.
No entanto, uma pesquisa recente com 30 mil americanos em todos os cinquenta estados revelou que apenas 37% aprovam as políticas de imigração do presidente. Nessa amostra, 11% dos democratas apoiam as medidas da Casa Branca, enquanto entre os republicanos o apoio cai para 78%. Uma pesquisa de setembro, conduzida pela rede conservadora Fox, indicou que 53% dos eleitores registrados consideram que Trump “foi longe demais” nas operações em larga escala do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) para deter trabalhadores sem documentação — mão de obra que constitui a base dos setores de serviços e da agricultura.
As mortes, tanto de cidadãos quanto de imigrantes, causadas por agentes mascarados, provocaram indignação em todo o país, desencadeando protestos em massa contra o uso excessivo de força pelo governo na detenção de pessoas supostamente em situação irregular.
Temendo uma derrota eleitoral iminente na próxima semana, Trump insiste que seus oponentes venceram eleições especiais recentes porque o Partido Democrata permitiu que imigrantes não cidadãos participassem do processo eleitoral. O Departamento de Justiça afirma ter compilado listas de pessoas em diferentes estados que estão registradas ilegalmente para votar e exige uma intervenção federal para evitar fraudes eleitorais.
Porém, autoridades locais responsáveis pela condução das eleições nos cinquenta estados constataram que um número extremamente reduzido de eleitores inelegíveis chegou a votar. Por exemplo, este ano, o governo dos EUA alegou que 16 mil não cidadãos estavam registrados para votar em Nevada, mas enviou apenas 185 nomes às autoridades eleitorais estaduais. Após revisarem os registros de eleitores do estado, verificaram que todos os 185 eram, na verdade, cidadãos americanos elegíveis.
O secretário de Estado da Geórgia, que supervisiona o processo eleitoral, informou que, nos últimos 30 anos, seu órgão identificou apenas 432 possíveis não cidadãos. Caso algum deles tenha votado, tratar-se-ia de um número infinitesimalmente pequeno, se comparado às centenas de milhões de votos computados nas últimas três décadas.
Ainda assim, Trump continua a propagar essa inverdade para semear, na mente de seus apoiadores, dúvidas sobre a legitimidade de qualquer eleição que ele — ou seus aliados — venha a perder.
Oposição a uma guerra sem fim contra o Irã
Historicamente, os cidadãos americanos tendem a se unir em torno do presidente nas fases iniciais de conflitos no exterior, à medida que o patriotismo cresce, acompanhado do apoio às tropas americanas enviadas ao combate. Durante a Guerra do Vietnã, foram necessários anos para que uma oposição de massa influenciasse a opinião pública. Da mesma forma, no início, a maioria dos americanos apoiou a invasão do Afeganistão — após os ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, em Nova York — bem como as duas guerras no Iraque. Com o tempo, o sentimento público mudou, passando a se opor a essas incursões militares.
Esse não é o caso em relação à guerra contra o Irã. A ausência de objetivos claramente definidos para o conflito, somada à disparada descontrolada dos preços dos combustíveis, fez com que a opinião pública se voltasse contra o conflito desde o início. Uma pesquisa da CNN, realizada em setembro, revelou que o apoio à guerra entre os eleitores republicanos caiu de 73% para 60%. Em todo o país, os agricultores — que, nos últimos anos, têm tido a tendência de votar no Partido Republicano — estão sofrendo com os preços elevados do diesel, que afetam o plantio, a colheita e o transporte de produtos agrícolas; isso, por sua vez, tem provocado um aumento significativo nos preços dos alimentos.
As tarifas de Trump abalam a economia dos EUA
As políticas tarifárias erráticas da Casa Branca também desestabilizaram a economia. O conflito de Trump com o Canadá — um dos parceiros comerciais mais importantes dos Estados Unidos — gerou caos em estados que dependem do comércio entre os dois países, afetando, em particular, empresas e mercados localizados ao longo da fronteira. Trump descartou o acordo comercial negociado com o México e o Canadá durante seu primeiro mandato, provocando graves transtornos para empresas do setor manufatureiro que fornecem componentes para a produção de bens.
Alguns mercados de exportação de alimentos foram encerrados, e muitos importadores de produtos estrangeiros viram-se obrigados a aumentar os preços para arcar com as tarifas de importação.
Paralelamente, Trump mente recorrentemente ao público ao afirmar que é o país exportador que paga as tarifas, quando, na realidade, é o importador ou o consumidor final que arca com esses custos adicionais.
Disputas-chave no Senado para acompanhar
Nas eleições presidenciais de 2024, especialistas observaram que homens negros, latinos e pessoas com menos de 30 anos migraram para o Partido Republicano. Com base nessa suposta tendência, legislaturas estaduais controladas pelos republicanos começaram a redesenhar os distritos eleitorais para favorecer seu partido, garantindo cerca de uma dúzia de distritos adicionais considerados “seguros” para seus candidatos.
Contudo, a estratégia saiu pela culatra. Pesquisas recentes indicam que esses três grupos demográficos, desiludidos com as políticas de Trump, abandonaram os republicanos e, provavelmente, ajudarão a eleger mais democratas para o Congresso, contribuindo para que o partido conquiste o controle da Câmara dos Representantes.
Nesse contexto — e diante da provável derrota dos republicanos na Câmara —, as disputas pelo Senado tornaram-se o foco da campanha de Trump na reta final das eleições. Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam garantir a reeleição de senadores em estados com eleitorado dividido e, simultaneamente, conquistar vitórias em estados atualmente representados por republicanos.
As disputas na Geórgia e na Carolina do Norte parecem estar claramente inclinadas a favor do Partido Democrata. Em Michigan, o candidato democrata Abdul El-Sayed — médico de saúde pública e muçulmano, filho de pais egípcios — também protagoniza uma disputa acirrada. Seu oponente republicano tem proferido insultos racistas e antimuçulmanos contra ele, além de acusações de que ele seria um “socialista radical”, na tentativa de desacreditar sua candidatura. El-Sayed, que lidera as pesquisas com 6% de vantagem — assim como quase todos os candidatos democratas —, manteve-se fiel ao seu discurso, denunciando o alto custo de vida e a guerra no Irã.
Outra disputa importante para o Senado que merece atenção ocorre no Texas, onde o seminarista protestante progressista James Tallarico — capaz de debater com brilhantismo interpretações da Bíblia diante de oponentes republicanos conservadores — mantém uma leve vantagem. Há décadas, o estado não elege um democrata para o Senado.
Com eleitores ansiosos para votar contra Trump, os democratas também encontraram novas oportunidades de vencer eleições senatoriais em estados tradicionalmente conservadores: Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska e Ohio. Em 2024, Trump venceu nesses estados por uma margem de dois dígitos. O foco dele nesses estados, que são redutos republicanos sólidos, revela o quanto o partido está na defensiva. New Hampshire e Maine são outros dois estados em que os candidatos democratas estão empatados com seus oponentes republicanos ou apresentam uma leve vantagem.
Em suma, se os democratas tiverem sorte — ou se ocorrer uma “tsunami azul” —, Trump poderá enfrentar uma maioria hostil no Congresso no próximo ano.
A partir de 2027, o grupo Grau Educacional passa a atuar no Recife com uma nova proposta de ensino, que integra a formação regular do ensino médio à qualificação técnica.
O Colégio Grau, localizado na Avenida Conde da Boa Vista, nº 1206, está com matrículas abertas e oferece, inicialmente, 120 vagas para a primeira série do ensino médio.
As aulas estão previstas para começar em 27 de janeiro. A iniciativa é destinada a estudantes que estejam cursando ou já tenham concluído o 9º ano do ensino fundamental, tanto da rede pública quanto da privada.
Segundo a instituição, o modelo foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos, com base em estudos, análises de experiências nacionais e internacionais e visitas a escolas que já adotam a integração entre educação básica, formação profissional e mercado de trabalho.
“Hoje, nós não somos mais somente o técnico, precisamos ser mais humanos também, trabalhar as habilidades socioemocionais. E aí vem, logicamente, a tendência mundial de uma educação ao longo da vida, o lifelong learning. Agora, o Grau entra com ensino técnico, profissionalizante e superior, e faltava a escola. Na verdade, havia o sentimento de que existia essa necessidade de oferecer a formação escolar para acompanhar os estudantes desde cedo”, explicou Julio Borba, conselheiro estadual de Educação e presidente do LIDE Educação.
Equipe do Grau Educacional durante apresentação de lançamento do Colégio Grau - Divulgação/Grau Educacional
Formação por etapas
A proposta pedagógica do Colégio Grau tem como foco o desenvolvimento do projeto de vida e carreira dos estudantes. No primeiro ano, os alunos terão 1.000 horas de formação, seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Nesse período, terão contato com diferentes áreas de atuação por meio de encontros com profissionais, visitas técnicas orientadas, atividades em laboratórios e testes vocacionais. O objetivo é ajudá-los a identificar seus interesses e fazer escolhas profissionais mais conscientes.
A partir do segundo ano, os estudantes poderão iniciar um curso técnico paralelamente ao ensino médio. A duração da formação profissional varia de um ano e meio a dois anos, conforme o curso escolhido. A expectativa é que, ao concluir o terceiro ano, eles obtenham a certificação do ensino médio e a qualificação profissional, ampliando as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho.
Borba também destacou a possibilidade de aproveitamento de disciplinas cursadas na formação técnica em graduações relacionadas à área de formação.
“Hoje, a gente sabe também que existe a verticalização da aprendizagem. Então, algumas disciplinas do técnico poderão ser aproveitadas nas instituições. Por exemplo, se o estudante fizer aqui com a gente um curso técnico de Enfermagem e quiser cursar uma faculdade de Enfermagem, a instituição poderá aproveitar algumas disciplinas. Isso depende do regimento interno das instituições de ensino superior, mas a maioria delas já faz isso”, exemplificou.
A construção do projeto também contou com a participação de profissionais com atuação na educação pernambucana, como José Ricardo Diniz, fundador do antigo Colégio Contato e presidente do Sindicato das Escolas de Pernambuco; a professora Karla Albuquerque; e a equipe pedagógica e acadêmica do Grau Educacional, liderada pela professora Anna Cristina.
Informações sobre valores, itinerários formativos e cursos oferecidos podem ser consultadas no site www.colegiograu.com.br.
Conexão com o mundo do trabalho
Além da formação técnica, o Colégio Grau também pretende preparar os estudantes para o ingresso no ensino superior, por meio de processos seletivos como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Sistema Seriado de Avaliação (SSA) e outros vestibulares.
“A gente tem uma metodologia que está distante do mercado de trabalho, do mundo das profissões. O jovem entra no ensino médio sem saber do que gosta ou do que quer. Quando a gente coloca o ensino médio dentro de uma instituição de ensino de profissões, é como se houvesse uma vivência das profissões ao longo da jornada do ensino médio”, destacou Carolina da Fonte, diretora do Grau Educacional.
Os estudantes terão à disposição mais de 20 cursos técnicos, distribuídos em áreas como saúde, indústria, tecnologia, gestão e negócios. As formações são voltadas para diferentes setores do mercado de trabalho, com possibilidades de inserção profissional.
A carga horária dos cursos técnicos varia de 900 a 1.600 horas, conforme a formação escolhida. Além das aulas teóricas, os estudantes terão acesso aos laboratórios da unidade, onde poderão aplicar, na prática, os conteúdos aprendidos em sala.
Nos cursos que exigem estágio obrigatório, os alunos também deverão cumprir a carga horária prevista. No técnico em Enfermagem, por exemplo, são exigidas 400 horas de estágio.
“No Colégio Grau, o conhecimento ganha espaço para ser experimentado na prática. Por meio de laboratórios, projetos, tecnologia e experiências práticas, os estudantes desenvolvem habilidades técnicas, aprendem a resolver problemas, exploram novas ferramentas e conectam o conteúdo às situações reais. É uma formação mais completa, dinâmica e alinhada aos desafios do mundo atual”, explicou Ruy Maurício Porto Carreiro Filho, diretor do Grau Educacional.
Outro diferencial apontado pela instituição é a conexão com a Agência de Emprego do Grau, que conta com uma rede de mais de 5 mil empresas parceiras.
Avaliação da oferta
Na última segunda-feira (19), o Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), publicou as regras para a implementação e o desenvolvimento do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (Sinaept).
A nova norma tem como objetivo identificar desafios e orientar melhorias nas redes de ensino. Para isso, prevê parâmetros de avaliação das condições dos cursos técnicos, considerando aspectos como a infraestrutura das instituições, a qualificação dos professores e os indicadores de permanência e conclusão dos estudantes.
O Grau Educacional participou voluntariamente do projeto-piloto do Sinaept e, segundo Júlio Borba, tem acompanhado as discussões sobre mudanças nos currículos do ensino técnico e o novo perfil das carreiras profissionais.
Ele reforçou inclusive, que o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036) mantém a educação profissional e tecnológica entre as prioridades do planejamento educacional brasileiro para os próximos dez anos.
“Para isso, a gente tem cada vez mais a qualidade sendo avaliada. Diante disso, nos cursos técnicos, a gente já tinha feito uma reorganização: incluímos, por exemplo, disciplinas integradoras, que estimulam a resolução de problemas. Nelas, os estudantes mapeiam desafios e propõem soluções”, disse à coluna Enem e Educação.
“O curso é muito voltado para a solução de problemas reais. A questão da avaliação é muito boa para a gente, pois prezamos pela qualidade. A avaliação vai beneficiar quem faz bem-feito”, completou o docente.
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL) defendeu, nesta quarta-feira (28), uma redução de 80% no volume de recursos destinados às emendas parlamentares no Orçamento da União. Durante participação na Super Manhã da Rádio Jornal, o parlamentar criticou o crescimento do controle do Congresso sobre os recursos públicos e afirmou que pretende atuar para devolver ao Poder Executivo maior responsabilidade sobre a definição das despesas federais.
"Eu defendo cortar em 80% o valor das emendas. Quem foi eleito para controlar o orçamento foi o presidente da República", declarou.
Jones, que recebeu 249.077 votos e foi o segundo deputado federal mais votado de Pernambuco nas eleições de 4 de outubro, afirmou que pretende utilizar as emendas parlamentares durante o mandato, desde que sejam respeitados critérios de transparência e rastreabilidade.
O parlamentar citou instituições de ensino, hospitais e movimentos sociais entre os possíveis destinatários dos recursos que pretende indicar. Segundo ele, o uso das emendas não altera sua posição contrária ao atual modelo de distribuição orçamentária.
Para 2027, o projeto de Orçamento encaminhado pelo governo federal prevê R$ 44,8 bilhões em emendas individuais e de bancada, montante que ainda pode crescer durante a tramitação no Congresso com a inclusão de emendas de comissão.
Jones considera que o crescimento desses recursos prejudica o planejamento das políticas públicas e favorece a reprodução de mandatos por meio da destinação de verbas.
Independência e críticas ao governo Lula
Apesar de ter participado da campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jones afirmou que manterá independência política em relação ao governo federal e anunciou oposição a eventuais medidas de ajuste fiscal que impliquem cortes em políticas sociais.
O deputado eleito criticou declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre a necessidade de medidas para o cumprimento das metas fiscais. Na terça-feira (27), o ministro afirmou que a equipe econômica estuda propostas de ajuste, incluindo mudanças nas regras de contingenciamento de despesas, ainda dependentes de discussão e autorização do governo.
Para Jones, a adoção de medidas de austeridade representaria uma contradição com o discurso utilizado na campanha presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).
"A gente acabou de derrotar o Flávio Bolsonaro, dizendo que o Flávio Bolsonaro queria fazer um tesouraço e atacar saúde, educação, salário mínimo, BPC, aposentadoria", afirmou.
"A gente não pode chegar e fazer um ajuste fiscal. Isso não é aceitável", acrescentou.
Jones também criticou o arcabouço fiscal aprovado durante o terceiro mandato de Lula. Na avaliação dele, as regras de controle das despesas limitam investimentos em serviços públicos e contribuem para dificuldades enfrentadas por instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O parlamentar argumentou que o debate sobre as contas públicas deveria priorizar a redução das despesas com juros e o enfrentamento dos problemas do sistema financeiro.
Ele também reiterou críticas a iniciativas de concessão e privatização de serviços públicos, citando o Metrô do Recife e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Jones afirmou que pretende atuar no Congresso contra o processo de privatização do sistema metroviário da capital pernambucana.
"Acho que o nosso compromisso é com a classe trabalhadora, não é com governos. O governo é um meio de transformar a vida das pessoas, de garantir direitos, garantir melhores condições de vida", declarou.
O deputado eleito ponderou que continuará apoiando iniciativas do governo federal que considere positivas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e medidas de proteção aos trabalhadores.
"Eu não sou militante do PT. Eu sou militante do PSOL. O PSOL é um partido socialista. É um partido que tem um programa para a classe trabalhadora", afirmou.
Fim da autonomia do Banco Central
Jones também defendeu a revogação da autonomia do Banco Central, aprovada em 2021. Para o deputado eleito, a definição da política monetária deve estar diretamente submetida ao presidente da República, eleito pelo voto popular.
O parlamentar argumentou que o governo federal deve ter responsabilidade direta pelas decisões relacionadas às taxas de juros, à inflação e ao crédito.
"Quem manda não é o voto popular? Não é a vontade da maioria da população? Então, o presidente da República, eleito pelo voto popular, escolhido pela maioria da população, tem que mandar na política monetária", defendeu.
Jones também questionou a atuação do Banco Central na fiscalização de instituições financeiras e defendeu maior rigor no controle sobre operações bancárias e financeiras utilizadas para lavagem de dinheiro.
Na avaliação dele, o combate à circulação de recursos provenientes do crime organizado deve incluir a fiscalização de fintechs e outras instituições do setor financeiro. O deputado citou investigações como a Operação Carbono Oculto para defender a necessidade de aperfeiçoar a regulação do mercado.
Reforma política e participação popular
Sobre a proposta de reforma política apresentada pelo presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB), Jones afirmou que ainda precisa avaliar os detalhes do voto distrital misto antes de assumir uma posição definitiva, mas demonstrou preocupação com o modelo sugerido por Motta.
O formato discutido prevê a combinação de representantes eleitos por distritos geográficos e por listas partidárias. A proposta anunciada pela presidência da Câmara prevê uma transição em 2030, com implantação do sistema em 2034.
Jones demonstrou preocupação com o risco de o sistema distrital fortalecer grupos políticos com controle territorial e com a possibilidade de listas fechadas ampliarem o poder das direções partidárias sobre a escolha dos candidatos.
"Eu tenho dúvida sobre o distrital misto. Eu acho que precisa avaliar e aprofundar melhor, porque modelo distrital pode reforçar certa dinâmica oligárquica de controle de território", afirmou.
O deputado também defendeu que uma reforma política inclua mecanismos para ampliar a participação direta da população nas decisões nacionais. Entre as possibilidades mencionadas estão a realização de plebiscitos e referendos com regras menos restritivas para sua convocação.
"Qualquer debate sobre reforma política que não passe por aprofundamento da participação popular direta tem um problema", afirmou.
Relação com a bancada pernambucana
Questionado sobre a convivência com deputados de diferentes posições ideológicas na nova bancada federal de Pernambuco, Jones afirmou que pretende buscar apoio para propostas relacionadas à defesa de direitos sociais, ao enfrentamento da desigualdade e à melhoria dos serviços públicos.
O parlamentar reconheceu que haverá divergências entre representantes da esquerda e de outros campos políticos, mas avaliou que algumas pautas podem permitir a construção de acordos.
Jones citou a deputada federal Iza Arruda (MDB) e o deputado Lula da Fonte (PP) como exemplos de parlamentares com os quais acredita ser possível dialogar. Entre os projetos que pretende apresentar, mencionou a criação de um 13º pagamento para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
"Eu tenho certeza que dá pra dialogar com a Iza Arruda. Dá pra dialogar com outras figuras. Dá pra dialogar com o Lula da Fonte, por exemplo", afirmou.
Por outro lado, Jones fez críticas a integrantes da direita eleitos por Pernambuco, especialmente Thiago Medina, do PL, com quem declarou não enxergar espaço para diálogo político.
O deputado eleito também apontou temas como a infraestrutura, os serviços públicos e o combate à fome entre as questões que devem mobilizar sua atuação no Congresso.
Mandato de dez anos para ministros do STF
Outra proposta defendida por Jones durante o debate foi a fixação de mandato de dez anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar afirmou que considera necessária uma reforma mais ampla do Judiciário, envolvendo critérios de permanência nos tribunais, limites remuneratórios e mecanismos de controle das decisões judiciais.
Jones citou a reforma judicial realizada no México como uma experiência que pode contribuir para o debate brasileiro, embora tenha reconhecido a necessidade de adaptações às particularidades do país.
Ele também criticou o uso de pedidos de impeachment de ministros do STF como instrumento de disputa política, diferenciando essa estratégia de uma discussão institucional sobre o funcionamento da Justiça.
Futuro do PSOL após decisão do TSE
Em entrevista exclusiva ao Jornal do Commercio após a participação na Rádio Jornal, Jones também comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reconheceu o cumprimento da cláusula de barreira pela federação PSOL-Rede.
Na terça-feira (27), a Corte aceitou, por unanimidade, o arredondamento do percentual de votos obtidos pela federação no Espírito Santo, de 1,4912% para 1,5%. Com isso, a aliança partidária alcançou o percentual mínimo exigido em nove unidades da Federação e preservou o acesso aos fundos partidário e eleitoral e à propaganda gratuita.
Jones afirmou que a decisão era esperada e argumentou que o desempenho eleitoral demonstra o fortalecimento do PSOL, apesar das dificuldades enfrentadas para superar a exigência legal.
O deputado também criticou setores internos que defenderam uma aproximação maior com o PT, incluindo a possibilidade de uma federação partidária entre as legendas.
Segundo ele, o crescimento eleitoral do PSOL reforça a possibilidade de uma atuação independente no campo da esquerda. Jones reconheceu, no entanto, que o partido ainda precisa ampliar sua presença fora das grandes capitais e regiões metropolitanas, conquistando espaço em cidades pequenas e médias.
Para o deputado eleito, a expansão partidária pode transformar o PSOL em uma das principais referências da esquerda nacional nos próximos anos.
"O PSOL cresce, se fortalece, supera o problema da cláusula de barreira e tem tudo para se afirmar a médio e longo prazo como o principal partido da esquerda brasileira", declarou.
Segundo mais votado em Pernambuco para deputado federal, Jones Manoel (PSOL) participou do debate da Super Manhã na Rádio Jornal, nesta quarta-feira (28)
Dor, rigidez, inchaço e dificuldade de movimentação estão entre os sintomas mais comuns da osteoartrite, conhecida popularmente como artrose. A doença provoca alterações na cartilagem, no osso subcondral e em outras estruturas da articulação, em um processo que envolve fatores degenerativos e inflamatórios. O joelho é uma das regiões mais frequentemente afetadas.
Nos últimos anos, o avanço das terapias biológicas ampliou as possibilidades de investigação para o tratamento da doença. Essas abordagens, conhecidas como medicina regenerativa ou ortobiológicos, utilizam materiais biológicos com o objetivo de modular a inflamação e favorecer o funcionamento da articulação.
Segundo o ortopedista Leonardo Monteiro, especialista em cirurgia do joelho, as terapias apresentam indicações e níveis de evidência diferentes. Por isso, a escolha do procedimento deve considerar as características da doença e as condições de cada paciente.
“A medicina regenerativa reúne diferentes estratégias que utilizam materiais biológicos, muitas vezes obtidos do próprio paciente, com o objetivo de modular processos inflamatórios e favorecer um ambiente articular biologicamente mais equilibrado. Entretanto, cada tratamento possui indicações, níveis de evidência e limitações específicas”, explica.
O desenvolvimento da artrose está associado a fatores como envelhecimento, excesso de peso, predisposição genética, lesões articulares anteriores, sexo feminino e determinadas alterações metabólicas. A sobrecarga mecânica repetitiva também pode contribuir para o surgimento ou a progressão da doença, especialmente quando há lesões prévias ou alterações no alinhamento dos membros inferiores.
A avaliação médica é importante para determinar o grau de comprometimento da articulação e definir a abordagem mais adequada. Também devem ser considerados o alinhamento do membro, a presença de lesões nos meniscos e ligamentos e o impacto dos sintomas na qualidade de vida.
“A artrose não é uma doença igual em todos os pacientes. Precisamos avaliar o grau de comprometimento da articulação, o alinhamento do membro, a presença de lesões meniscais e ligamentares e, principalmente, o impacto dos sintomas sobre a qualidade de vida. O tratamento deve ser individualizado”, ressalta Monteiro.
PRP utiliza componentes do sangue do paciente
Uma das terapias biológicas estudadas para a artrose é o plasma rico em plaquetas (PRP). O procedimento consiste na coleta e no processamento do sangue do próprio paciente para concentrar plaquetas e componentes biologicamente ativos envolvidos na sinalização celular e na modulação da resposta inflamatória.
Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou, por meio da Resolução nº 2.464/2026, o uso do PRP como procedimento médico adjuvante para determinadas condições osteomusculares, incluindo a osteoartrite do joelho.
De acordo com o ortopedista, o procedimento pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular em pacientes selecionados, especialmente nos casos iniciais ou moderados da doença. Os resultados, no entanto, variam conforme as características do paciente e o estágio da artrose.
“Em pacientes selecionados, especialmente aqueles com artrose inicial ou moderada, o PRP pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular. Entretanto, é importante esclarecer que o procedimento não representa a regeneração completa da cartilagem perdida e que os resultados podem variar de acordo com as características da doença e do paciente”, afirma.
Gordura microfragmentada e concentrado de medula óssea
Outras abordagens investigadas são o tecido adiposo microfragmentado e o concentrado de aspirado de medula óssea, conhecido pela sigla BMAC.
Na técnica com tecido adiposo microfragmentado, uma pequena quantidade de gordura é retirada por meio de um procedimento de lipoaspiração e passa por processamento mecânico, que preserva componentes da matriz do tecido.
Já o BMAC é obtido a partir da aspiração de medula óssea, geralmente na região da bacia. Após o processamento, o material contém diferentes populações celulares e componentes biologicamente ativos.
Essas técnicas vêm sendo estudadas na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular, inclusive para avaliar possíveis efeitos sobre a dor e a função do joelho. Entretanto, ainda existem limitações relacionadas à seleção dos pacientes, à padronização dos procedimentos e à avaliação dos resultados em longo prazo.
“Esses procedimentos têm despertado interesse na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular. Entretanto, ainda existem limitações científicas importantes, especialmente quanto à seleção ideal dos pacientes, à padronização dos protocolos e aos resultados em longo prazo”, destaca Monteiro.
Embora as pesquisas investiguem os possíveis benefícios dessas terapias, ainda não há comprovação consistente de que elas promovam a regeneração da cartilagem em pacientes com osteoartrite estabelecida.
Tratamento convencional continua sendo fundamental
Apesar do avanço das pesquisas com terapias biológicas, o tratamento da artrose do joelho continua baseado em medidas como fortalecimento muscular, atividade física orientada, controle do peso e reabilitação funcional.
Dependendo da gravidade da doença e das necessidades do paciente, também podem ser indicados medicamentos, infiltrações e procedimentos cirúrgicos. Entre as opções estão as osteotomias, utilizadas em situações específicas para corrigir o alinhamento dos membros, e a artroplastia, indicada em determinados casos avançados.
Para Monteiro, as terapias biológicas devem ser consideradas dentro de um plano de tratamento individualizado, e não como soluções isoladas para a doença.
“Um dos principais erros é imaginar que uma aplicação biológica resolverá isoladamente todos os problemas do joelho. A artrose envolve fatores mecânicos, inflamatórios e metabólicos. Portanto, precisamos tratar o paciente como um todo, corrigir os fatores modificáveis e utilizar cada recurso terapêutico dentro da sua indicação”, explica.
O especialista também ressalta a importância de comunicar os resultados das terapias de forma responsável, sem criar expectativas de cura ou de recuperação completa da cartilagem.
“A evolução da medicina tem ampliado nossas possibilidades de tratamento, principalmente quando buscamos preservar a articulação e manter a qualidade de vida. O mais importante é oferecer ao paciente tratamentos individualizados, baseados nas melhores evidências disponíveis, sem promessas de cura ou de regeneração completa da cartilagem”, conclui.
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Com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 447,3 milhões em 2025 — alcançando a marca acumulada de R$ 1,14 bilhão entre 2021 e 2025 —, a construtora e incorporadora Rio Ave registrou o maior índice de clima organizacional de sua história, atingindo 86% de aprovação interna. O desempenho operacional do último ano incluiu a entrega de 288 unidades residenciais e 41.749,29 m² construídos, distribuídos em empreendimentos como o Vivant Residence e o Essenza Paiva, além da manutenção de sete obras em andamento. Os dados e resultados consolidados serviram de base para a publicação do primeiro Relatório de Sustentabilidade da companhia, oficializando a consolidação de sua agenda ESG (ambiental, social e de governança).
O documento foi estruturado com base nos padrões da Global Reporting Initiative (GRI) e abrange as diretrizes da empresa para as etapas de incorporação, desenvolvimento e construção civil. O ponto de partida do relatório foi a criação da primeira matriz de materialidade da Rio Ave, elaborada a partir de uma consulta realizada com 190 stakeholders internos e externos e oito executivos da alta liderança. O processo avaliou e priorizou 29 temas centrais para a gestão socioambiental da organização.
“Este relatório representa o compromisso público de uma empresa que decidiu prestar contas de forma transparente, e que entende que a sustentabilidade não é um destino, mas um processo contínuo de aprimoramento. Temos clareza sobre o que já construímos e humildade sobre o que ainda precisamos evoluir. Seguimos comprometidos com essa jornada, com a mesma seriedade com que conduzimos cada obra que leva o nome da Rio Ave”, afirma Victor Amadheu, vice-presidente da empresa.
No eixo ambiental, a construtora destacou a aplicação do Manual de Boas Práticas e Sustentabilidade nas obras, com foco na eficiência energética, gestão e reuso de água e destinação adequada de resíduos. Um dos marcos do período foi o projeto do Vivant Residence, o primeiro retrofit da empresa, que adaptou a estrutura do antigo Recife Praia Hotel em Boa Viagem para uso residencial, evitando demolições extensas e otimizando o consumo de materiais.
No âmbito social, a Rio Ave fechou o ano com 1.067 colaboradores (sendo 935 diretos) e computou 19.475 horas de capacitação, por meio de programas como o LIDERA e a plataforma corporativa Futurize. As políticas de equidade e inclusão, impulsionadas pelo 1º Censo de Diversidade, resultaram em um eNPS de Diversidade de +72 e no reconhecimento do programa "Mais Mulheres na Engenharia" — parceria com A Casa Zero e Rede Muda Mundo —, que conquistou o segundo lugar no GRI Awards 2025. Em relação à segurança do trabalho, os canteiros não registraram óbitos, contabilizando 59 ocorrências sem afastamento e 45 com afastamento. No atendimento ao cliente, 95% das unidades entregues foram aprovadas logo na primeira vistoria.
A governança corporativa detalhada no documento engloba o Conselho de Administração, Diretorias Executivas, comitês especializados, Canal de Ética e ferramentas de compliance na gestão de fornecedores, além da confirmação da adesão da Rio Ave ao Pacto Global da ONU por meio da Rede Brasil.
“Ele representa um marco importante para a Rio Ave porque organiza informações, e, ao mesmo tempo, nos permite identificar onde precisamos avançar. A sustentabilidade é uma jornada contínua, que exige transparência, acompanhamento e evolução permanente”, reforça Michelli Vasconcelos, gerente de QSMS da Rio Ave.
Com 58 anos de mercado, a empresa iniciou suas atividades pela visão do português Alberto Ferreira da Costa, responsável pelo lançamento do Edifício Luzitânia em 1971. Conduzida atualmente pelos filhos do fundador, a Rio Ave acumula mais de 600 mil m² construídos e 54 empreendimentos entregues no Recife, direcionando seus investimentos recentes para a modernização dos processos e o fortalecimento das práticas sustentáveis no setor da construção.
O documento foi estruturado com base nos padrões da Global Reporting Initiative (GRI) e abrange as diretrizes da empresa para as etapas de incorporação, desenvolvimento e construção civil
O Orçamento e o Plano de Atividades para 2027 da Câmara de Matosinhos foram hoje aprovados pela maioria socialista, com a oposição a criticar os documentos por "serem uma mão cheia de nada" e por "falharem nas respostas sociais".
Em 2027, o orçamento daquela câmara do distrito do Porto, presidida pela socialista Luísa Salgueiro, vai ser de 232,9 milhões de euros, sendo que "a habitação e serviços coletivos concentram 61,3 milhões de euros de dotação já definida", segundo o sumário executivo do documento.
Os documentos foram aprovados em reunião do executivo, que decorreu esta tarde, com o voto favorável do PS, tendo o Chega e PSD votado contra.
Para o PSD, que tem três vereadores no executivo municipal, "este é um orçamento que tem várias propostas, acima de tudo na área da construção, mas depois falha nas respostas sociais, nas questões escolares".
"Este orçamento, de facto, não alivia o cofre dos contribuintes, não aprofunda uma série de medidas que defendemos no âmbito social e no âmbito escolar, como nós já demonstramos e já apresentámos algumas propostas, por isso a única solução era o voto contra", explicou, em declarações aos jornalistas, o líder da oposição social-democrata, Bruno Pereira.
Segundo aquele vereador, o orçamento aprovado "é uma mão cheia de nada" e "da forma como está concebido capta [receita] com muitos impostos municipais".
"É acima de tudo um orçamento preparado para obra de betão, que foi isso que a senhora presidente já disse, que quer deixar obra e quer fazer betão, quer gastar dinheiro em betão. Também tinha dito anteriormente que não estava aqui para deixar os cofres recheados", criticou.
Já o Chega, que tem dois vereadores eleitos, justificou o voto contra explicando que "não é um orçamento que favoreça os matosinhenses" porque "cria realmente muita receita, mas através de impostos cobrados aos cidadãos".
"É um orçamento que incide naquilo que é a penalização dos nossos concidadãos (…), cria encargo ao nosso concidadão que acaba por ser penalizado. Ou seja, não temos baixa do IMI, não temos a devolução dos 0,5% do IRS, nada. Portanto, há um conjunto de coisas que podem ser dadas aos nossos concidadãos que não estão a ser dadas", defendeu, em declarações aos jornalistas, o vereador do Chega António Parada.
Para o Chega, "há ainda outra questão" que levou ao voto contra do Orçamento e do Plano de Atividades para 2027: "Têm um princípio errático, ou seja, há um plano de intenções que não é sustentado pelo orçamento, ou seja, diz no Plano de Atividades que se vai fazer isto e aquilo, mas não diz quanto vai custar, datas, não há um compromisso, não há um compromisso entre o Plano de Atividades e o Orçamento", apontou.
"Há aqui uma divergência de propostas que não pode haver, isto tem que ser uma convergência de propostas. Portanto, nós não percebemos o que é que aquele plano de intenções e, portanto, nós não podemos votar no escuro aquilo que nós não conhecemos", disse.
A reunião desta tarde ficou ainda marcada pela retirada da agenda e da votação a aprovação de 4,4 milhões de euros para trabalhos complementares na obra do metrobus por terem sido levantadas dúvidas sobre a legitimidade daquela designação.
"Esta designação [trabalhos complementares] não está feliz. Eu sei que isto vai atrasar os trabalhos, mas é preferível retirar este ponto. Isto deve estar perfeito e não está perfeito", defendeu Luísa Salgueiro, após alertada para a questão pelos vereadores da oposição.
Fonte da autarquia, num esclarecimento enviado à Lusa, explicou que "o ponto foi retirado por existir um lapso na redação da epígrafe: é mencionado na epígrafe que se trata de "trabalhos complementares" quando se trata de "modificação objetiva do contrato por nova ponderação de interesses públicos em presença", como, aliás, resulta do texto da proposta".
"Não há qualquer tipo de ilegalidade. É só uma questão de "redação" da epígrafe. A proposta em si e a fundamentação estão absolutamente corretas", referiu.