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Projeto liderado pela UTAD quer transformar a forma de desenvolver talento desportivo em Portugal

29 October 2026 at 21:57
UTAD

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai receber 150 mil euros do Comité Olímpico de Portugal (COP) para desenvolver o projeto TALENTODROME-PT – Transdisciplinary Ecosystem for Talent Development and Innovation in Sport.

A candidatura foi uma das cinco aprovadas, entre 20 submetidas, no concurso de Bolsas para Projetos de Investigação Aplicada ao Desenvolvimento Desportivo, e recebe o montante máximo atribuído por projeto.

TALENTODROME-PT quer transformar a forma como o talento desportivo é desenvolvido em Portugal, combinando ciência, inovação tecnológica e novas metodologias de treino.

“O objetivo é aproximar a investigação científica das necessidades concretas de atletas, treinadores, federações e organizações desportivas, transferindo conhecimento para a prática”.

A UTAD revela que durante os próximos 30 meses, os investigadores vão desenvolver e testar, com jovens atletas de diferentes modalidades desportivas, “um modelo inovador de desenvolvimento do talento que integra a diversificação da prática desportiva, a criatividade, novas metodologias de treino, a prevenção de lesões, a saúde mental e a utilização de tecnologias avançadas e inteligência artificial”.

“O talento não é uma fotografia tirada aos 12 ou 14 anos. É uma trajetória que se constrói, muitas vezes de forma imprevisível, através das interações entre pessoas, experiências e contextos. Com o TALENTODROME-PT queremos estudar e transformar esses ecossistemas onde ele possa emergir, desenvolver-se e atingir a excelência”, explica Jaime Sampaio, docente da UTAD e investigador do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD).

A equipa é composta por oito investigadores do CIDESD. Seis da UTAD: Jaime Sampaio, Sara Santos, Nuno Mateus, Eduardo Abade, Catarina Abrantes e Nuno Leite. Diogo Monteiro é Universidade de Leiria e Oeste e Maria João Lagoa, da Universidade da Maia.

O concurso do COP distribuiu cerca de 750 mil euros pelos cinco projetos selecionados, nas áreas da monitorização da performance, inteligência artificial, desenvolvimento de talento e inovação tecnológica. O programa prevê um mínimo de 10 bolsas – cinco financiadas pelo COP e cinco pelo Comité Paralímpico de Portugal (CPP) –, com um teto de 150 mil euros por projeto.

O COP já transferiu a primeira tranche, correspondente a 25% do valor atribuído, o que permite iniciar de imediato a execução do projeto.

Para o presidente do COP, Fernando Gomes, investir em investigação aplicada é dar ao desporto português capacidade para tomar melhores decisões, com “conhecimento que chegue ao treino, às federações, aos atletas e às organizações”.

Habitação: Montenegro disposto ao diálogo político avisa que a linha tem de ser a do Governo

29 October 2026 at 20:26

O primeiro-ministro disse, esta quinta-feira, que está disponível para o diálogo político na habitação mas advertiu que a linha principal das políticas terá de ser a do Governo, que tem um programa viabilizado no parlamento.

“Estamos disponíveis e abertos em todas estas políticas para o diálogo político, mas também temos de falar em verdade, porque todos têm palavras de grande consideração pelo diálogo, todos estão disponíveis, sempre muito abertos a isso, mas depois, quando vamos discutir políticas concretas, nenhum, ou quase nenhum, abdica dos seus posicionamentos iniciais”, afirmou Luís Montenegro.

Questionado pelos jornalistas sobre os desafios feitos pelos partidos da oposição para que sejam encontrados consensos para a habitação, o primeiro-ministro considerou que “para haver abertura e disponibilidade todos têm de ceder” e que “o Governo tem sido o parceiro que mais tem cedido”.

“E há uma coisa que é preciso dizer. Estamos disponíveis para dialogar e negociar, mas a linha principal de atuação é o programa do governo, porque é isso que é suposto. Foi o programa do governo que foi viabilizado na Assembleia da República e que foi escolhido pelos portugueses”, avisou.

“Temos de nos aproximar mas a linha mais forte tem de ser a do Governo, porque senão está tudo de pernas para o ar”, disse, insistindo que os partidos, quando dizem que estão disponíveis para negociar, tem de saber que não é o projeto deles que vai vingar, porque, de contrário, “estariam eles a governar”.

O primeiro-ministro falava à margem da inauguração da requalificação da Escola Secundária Frei Rosa de Viterbo, requalificada em 3,5 milhões de euros (ME), que comporta um Centro Tecnológico ali instalado para o curso profissional de logística, um investimento de 1,2 ME.

Também inaugurou o Bairro Comercial Digital By Sátão e a praça Paulo VI, em frente à Câmara Municipal de Sátão, no centro da vila, requalificado no seu piso em cerca de 500 mil euros.

Três inaugurações neste concelho do distrito de Viseu que representam mais de 5 ME.

Défice orçamental do Brasil sobe para 9,5% em setembro sem contar com medidas de campanha

29 October 2026 at 19:39

O défice orçamental do Brasil subiu 1,35 pontos, para 9,51% do PIB em setembro face ao período homólogo, anunciou, esta quinta-feira, o banco central, mas pode agravar-se se as promessas eleitorais forem implementadas.

A diferença negativa entre as receitas e as despesas do setor público brasileiro atingiu 1,2 biliões de reais (210 mil milhões de euros) nestes doze meses até setembro, com o saldo primário (sem contar com os juros da dívida) a quase duplicar, de 0,27% em setembro de 2025 para 0,52% do PIB no mesmo mês deste ano.

Este resultado, escreve a agência espanhola de notícias, a Efe, põe em causa a possibilidade de o Governo cumprir a meta que se impôs para 2026 de encerrar o ano com um défice primário equivalente a 0,25% do PIB, já que estes dados não incluem as despesas extraordinárias anunciadas pelo Governo de Luiz Inácio Lula da Silva nas semanas que antecederam as eleições presidenciais de domingo, nas quais foi reeleito para o seu quarto mandato não consecutivo.

Essas medidas, como o apoio aos mais pobres, os subsídios aos combustíveis e o perdão da dívida das microempresas, podem ter um impacto de até 47 mil milhões de reais (cerca de 7,7 mil milhões de euros) por ano, de acordo com cálculos do próprio Governo.

Segundo os analistas, o défice orçamental e o aumento das despesas públicas obrigarão o Governo a adotar um ajustamento rigoroso em 2027 para cumprir o seu objetivo de terminar o ano sem défice primário nas contas públicas.

A economia brasileira, depois de crescer 2,3% no ano passado, deverá abrandar para 1,9% este ano, de acordo com as últimas projeções não oficiais.

António Costa concorda em dar estatuto de “membro associado” da UE ao Canadá

29 October 2026 at 18:23

O presidente do Conselho Europeu manifestou, esta quinta-feira, apoio à proposta de Ursula von der Leyen para conceder o estatuto de “membro associado” da União Europeia ao Canadá, quer se utilize esse termo ou outro.

Num discurso no Conselho das Relações Internacionais de Montreal, à margem da cimeira entre a União Europeia e o Canadá, que se realiza esta quinta e sexta-feira, António Costa salientou que, nessa reunião, Bruxelas e Otava vão estabelecer “uma aliança para o futuro” e criar uma “associação cada vez mais estreita”.

O presidente do Conselho Europeu salientou que a relação entre as duas partes é “tão forte” que ambas tencionam “criar algo de novo: ir além de uma simples associação, embora não se atinja a adesão plena à União Europeia (UE)”.

“A presidente da Comissão Europeia avançou mesmo a ideia audaciosa de tornar o Canadá um ‘membro associado’ da UE. Eu partilho a sua ambição. Seja esse termo ou outro, uma coisa é clara: a nossa associação vai ser a mais única, estreita e profunda que existe”, afirmou António Costa.

O presidente do Conselho Europeu deu assim respaldo a uma ideia que Ursula von der Leyen apresentou em setembro no discurso sobre o Estado da União, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e que tem sido criticada por alguns Estados-membros.

Países como a Alemanha ou a França opõem-se à criação deste estatuto, por considerarem que os seus moldes deveriam ter sido definidos antes de ser apresentado ao Canadá, além de criticarem Von der Leyen por ter feito a proposta sem os ter consultado previamente.

Nesse sentido, pediram que a menção “membro associado” seja retirada da declaração final da cimeira UE-Canadá, que irá ser divulgada na sexta-feira.

No seu discurso, António Costa afirmou que o Canadá é “o mais europeu” dos parceiros da UE que não estão no continente.

“Partilhamos os mesmos valores: a democracia, a dignidade humana, o pluralismo das ideias e o Estado de direito”, frisou o presidente do Conselho Europeu, que referiu que a parceria entre a UE e o Canadá se baseia na História.

“Mas a nossa vontade comum de continuar a encontrar soluções, através do diálogo e da confiança, permite antever que as oportunidades e os maiores êxitos desta parceria ainda estão por vir”, previu.

Costa salientou que, através da cimeira que se está a realizar, a UE e o Canadá tencionam “criar oportunidades” para as suas empresas, trabalhadores, investigadores e estudantes, “reduzindo dependências, criando emprego e reforçando a segurança, competitividade e prosperidade”.

“A ambição e a vontade de agir estão presentes. Com a nossa aliança e a nossa parceria, a UE e o Canadá não se limitam a responder a um mundo em transformação. Estamos a contribuir para moldar o mundo que há de vir”, afirmou Costa.

O presidente do Conselho Europeu reconheceu que essa “tarefa é ambiciosa”.

“Mas, graças à confiança que nos une e à amizade que nos aproxima, não podemos falhar”, afirmou.

Num discurso hoje em Montreal, Von der Leyen já tinha insistido na proposta de dar ao Canadá o estatuto de membro associado, frisando que o objetivo é criar uma “associação sem adesão” e em dar ao país uma “parceria mais próxima da condição de membro” do que qualquer outra que a UE tenha estabelecido até hoje.

“Queremos elevar a nossa relação ao nível mais elevado possível e é por isso que estamos a discutir a possibilidade de o Canadá se tornar o primeiro membro associado da UE”, salientou a presidente da Comissão Europeia.

Câmara da Amadora aprova protocolo para estudos do Metrobus entre Oeiras e Lisboa

29 October 2026 at 17:00

A Câmara da Amadora vai celebrar um protocolo com os municípios de Lisboa e Oeiras para desenvolver os estudos e projetos do Metrobus, um sistema de transporte público com autocarros elétricos em corredor dedicado, informou, esta quinta-feira, a autarquia.

A proposta de celebração deste protocolo foi aprovada na última reunião do executivo da Amadora e inclui também a Carris e a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira (PS), explicou que este acordo de cooperação intermunicipal visa criar condições para a implementação do sistema de Bus Rapid Transit (BRT), que pretende ligar zonas residenciais e empresariais dos concelhos da Amadora, Lisboa e Oeiras.

“Este traçado já existe desde 2002 e é uma ligação essencial entre a linha de Cascais e a linha de Sintra”, sublinhou Vítor Ferreira.

Segundo o autarca socialista, “não existe atualmente um sistema de transporte pesado que ligue diretamente as duas linhas ferroviárias”, pelo que o Metrobus poderá reforçar a articulação da rede de transportes na zona ocidental da Área Metropolitana de Lisboa.

O projeto prevê um corredor em sítio próprio, servido por autocarros totalmente elétricos, com um traçado entre Algés, no concelho de Oeiras, e a estação da Reboleira, na Amadora.

Está também prevista uma ligação à zona da Buraca e à estação de Benfica, com acesso ao Colégio Militar, já no concelho de Lisboa.

Nesse sentido, segundo indicou Vítor Ferreira, no concelho da Amadora, o percurso do Metrobus deverá servir áreas residenciais e empresariais, incluindo zonas de Alfragide, Buraca e Venda Nova, permitindo ligações a interfaces de transporte público.

O autarca explicou que, nesta fase, o protocolo abrange o planeamento e a conceção técnica do projeto, incluindo estudos de procura, circulação e tráfego, impacto socioambiental e viabilidade da inserção urbana, bem como a preparação dos anteprojetos e projetos de execução.

“Aquilo que nós já temos bastante avançado é a inserção do traçado deste sistema no território da Amadora. Como deve calcular, influencia muito aquilo que é a área da superfície, com questões de estacionamento, com questões de alargamento de vias, com questões de paragens”, apontou.

Em julho do ano passado, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou um investimento de 93,5 milhões de euros para ligar os concelhos de Oeiras e Lisboa por Metrobus, a partir de 2028.

Em causa está uma ligação Algés–Benfica e outra Algés-Alcântara, sendo as novas ligações feitas em canal dedicado, num traçado de 21 quilómetros, com 29 paragens.

Retrospetivas de Lars von Trier e Kelly Reichardt na 20.ª edição do LEFFEST

29 October 2026 at 16:50

Em 2026, o LEFFEST – Lisboa Film Festival celebra uma data redonda: 20 edições e uma longa história marcada por retrospetivas, estreias mundiais e filmes estreados ou premiados ao longo do ano nos principais festivais internacionais.

O festival decorre de 6 a 15 de novembro e dissemina a programação por cinco salas da cidade. Aos espaços habituais do Cinema Medeia Nimas, Cinema São Jorge, Teatro do Bairro e Culturgest junta-se, nesta edição, o Cinema NOS Vasco da Gama, no Parque das Nações. Se, nos tempos que correm, ir à sala de cinema pode ser considerada uma opção de nicho, a inclusão de uma sala da NOS num recinto comercial vem demonstrar que, afinal, pode não ser bem assim.

A programação, como sempre, é eclética. Não se pretende agradar a todos, antes exibir obras cinematográficas que, na perspetiva de quem programa – o produtor Paulo Branco – merecem a atenção do público. Na Seleção Oficial, estão 11 filmes em competição. Entre eles, “Mariage au goût d”orange”, do francês Christophe Honoré, “Os Christophers”, do norte-americano Steven Soderbergh, e “Scherzetto”, do italiano Mario Martone. O romeno Radu Jude também faz parte da lista, com o “Diário de uma Criada de Quarto”, numa reinterpretação do clássico de Octave Mirbeau, assim como o mexicano Fernando Eimbcke, que traz ao LEFFEST a obra “Moscas”, reconhecida no Festival de Berlim.

Em competição estarão, também, a cineasta alemã Valeska Grisebach com “The Dreamed Adventure”, galardoada em Cannes, a austríaca Sandra Wollner com “Everytime”, distinguida na secção Un Certain Regard, e o russo Kantemir Balagov com “Butterfly Jam”. A representação latino-americana fica a cargo de “La perra”, da chilena Dominga Sotomayor, enquadrada na secção Quinzena dos Cineastas. A fechar a competição estará “Notre Salut”, do belga Emmanuel Marre, e “Ela Olhava Sem Nada Ver”, que leva a assinatura da atriz e realizadora francesa Fanny Ardant.

O LEFFEST não é feito apenas de competição entre cinematografias. Também acolhe antestreias fora de concurso e produções premiadas no circuito dos festivais ao longo do ano. Destaque para “Soudain”, de Ryusuke Hamaguchi, cujas intérpretes foram distinguidas em Cannes, “Bajañí”, do espanhol Fernando Trueba, “Coward”, do belga Lukas Dhont, “Fatherland”, do polaco Paweł Pawlikowski, e “Ink”, do britânico Danny Boyle, que abriu o Festival de Veneza.

O premiado e deliciosamente controverso cineasta dinamarquês Lars von Trier será objeto de uma retrospetiva praticamente integral da sua filmografia. E não será a única. Kelly Reichardt, Sophie Letourneur e o português Tiago Guedes, todos com presença confirmada em Lisboa, também verão as suas obras exibidas no LEFFEST, a que se soma o ciclo dedicado ao realizador sul-coreano Lee Chang-dong.

O júri da Seleção Oficial é presidido pelo realizador canadiano David Cronenberg, que estará em Lisboa para falar sobre o seu filme “M. Butterfly”, de 1993, numa conversa aberta ao público com a atriz Barbara Sukowa. Numa extensa lista de presenças o LEFFEST já anunciou que Abel Ferrara e Béatrice Dalle estarão na apresentação de “Salò, ou os 120 Dias de Sodoma”, de Pier Paolo Pasolini.

Frédéric Bonnaud, diretor-geral da Cinemateca Francesa, é outra das presenças confirmadas. A ele caberá falar sobre o filme “The Stranger”, de Orson Welles. Já a exibição de “My Brother’s Wedding” será acompanhada por Charles Burnett,  figura central do movimento L.A. Rebellion. O cineasta britânico Mike Leigh marcará presença à distância para apresentar “Tender Loving Care”.

Como já é habitual, o LEFFEST propõe um programa que ultrapassa os limites da sala de cinema, criando pontes com outras artes e disciplinas. Consulte aqui tudo o que vai acontecer nos dez dias do festival.

PSD recebido em Belém: Leonor Beleza admite disponibilidade para o diálogo sobre arrendamento

29 October 2026 at 15:44

A vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, afirmou, esta quinta-feira, depois de se reunir com o Presidente da República, que o partido está disponível para negociar o regime de arrendamento e pediu que os partidos se entendam para que o país possa ter um Orçamento do Estado para 2027.

Para o PSD o país atravessa “um momento muito relevante de demonstração da capacidade dos partidos de se entenderem”. “Repito, metade dos partidos representados na Assembleia da República se entenderem para que Portugal possa dispor no ano de 2027 de um Orçamento do Estado”.

Sobre a lei do arrendamento, quando questionada sobre esta matéria, Leonor Beleza respondeu que: “A lei que acaba de referir foi aprovada na generalidade e está neste momento em discussão na especialidade na Assembleia da República e temos vindo repetidamente e dizer, publicamente, que estamos disponíveis para conversar com os partidos sobre o respetivo conteúdo”.

 

Portugal vai abrir mais um consulado-geral no Brasil na cidade de Santos

29 October 2026 at 15:28

Portugal vai abrir mais um consulado-geral no Brasil, especificamente em Santos, em São Paulo, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

O anúncio foi feito pelo chefe da diplomacia portuguesa durante a sua audição regimental no parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado de 2027.

“Vamos abrir mais um consulado-geral no Brasil. O consulado-geral de Santos. Fica garantido neste orçamento. Confirmo essa velha aspiração”, declarou Paulo Rangel, sem precisar uma data específica.

Iniciativa Liberal ouvido em Belém: Mariana Leitão leva crise da habitação ao Presidente da República

29 October 2026 at 14:35

A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, reuniu-se com o Presidente da República, esta quinta-feira, 29 de outubro, tal como já aconteceu com outros partidos. Mariana Leitão revelou que os problemas em torno da Habitação foi o principal tema de conversa.

“Obviamente apresentamos ao Presidente da República a nossa preocupação pela crise na Habitação, que se verifica também na nossa preocupação face à tentativa que a Iniciativa Liberal teve de sentar os partido à mesa, de tentar encontrar uma chão comum em áreas como a habitação pública, a simplificação e a baixa de impostos, que me parecem três áreas onde poderia haver convergência e os partidos não se terem mostrado disponíveis para isso”, disse Mariana Leitão

Segundo a liberal, o partido tem “soluções para a habitação”. “Vamos voltar a apresentá-las, muitas das quais serão apresentadas em sede do Orçamento do Estado porque efetivamente nós temos de resolver o problema, dar as soluções para se resolver o problema”.

Para a IL “a crise da habitação não se resolve de um dia para o outro, é um problema que leva tempo a resolver e por isso mesmo por quanto mais se adiar por em prática as medidas que podem ajudar a resolver, mais se vai adiar e isso será prejudicial para todos aqueles que procuram uma casa e sentem que não têm capacidade financeira para conseguir fazer”.

Mariana Leitão considera importante “criar um incentivo à construção, disponibilizar os devolutos do Estado, criar condições para que se envolva tb os privados, as cooperativas para incentivar essa construção”.

Outra preocupação dos liberais é de que no fim da votação do Orçamento do Estado “a grande maioria das propostas apresentadas pelos vários partidos sejam chumbadas e portanto poucas ou nenhumas soluções vão sair”.

 

Von der Leyen agradece a Lagarde por ter “reforçado a soberania” da UE e do euro

29 October 2026 at 13:56

A presidente da Comissão Europeia agradeceu hoje à presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, pelo trabalho que desenvolveu nos últimos sete anos, considerando que “reforçou a soberania económica” da UE e o papel internacional do euro.

“Da pandemia à guerra de agressão da Rússia, a sua firmeza e determinação ajudaram a manter a nossa economia estável e resiliente”, elogia Ursula von der Leyen numa publicação divulgada nas redes sociais, depois de ter sido anunciado que Christine Lagarde vai deixar a presidência do Banco Central Europeu (BCE) em 07 de fevereiro.

Von der Leyen salienta que, enquanto presidente do BCE, Lagarde “defendeu o aprofundamento da integração financeira na Europa” e personificou a nível internacional “aquilo de que qualquer moeda precisa: confiança e autoridade”.

“Foi assim que reforçou a soberania económica da Europa e consolidou o papel internacional do euro, algo que foi tão importante para si. O mundo precisa de mais líderes como a Christine. E espero que muitas mais mulheres sigam as suas pisadas”, afirma.

Por sua vez, em comunicado, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, agradece a Christine Lagarde pelo seu “contributo notável para a estabilidade da zona euro e pela sua liderança” num período de “grandes desafios económicos”.

O presidente do Eurogrupo salienta que o euro é um “marco no processo de integração europeia e um dos seus elementos mais tangíveis e valiosos”.

“O mandato de Christine Lagarde à frente do BCE veio reforçar ainda mais a confiança na moeda única europeia”, afirma.

Pierrakakis acrescenta que o Eurogrupo vai agora “agir rapidamente para preparar a recomendação do Conselho da UE ao Conselho Europeu sobre a nomeação”.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, pediu hoje para cessar funções em 07 de fevereiro, anunciou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que indicou que vai iniciar o processo de sucessão imediatamente.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, Christine Lagarde afirma ter sido “um enorme orgulho e um imenso privilégio” servir o BCE, agradecendo a todos os que “contribuíram, apoiaram e trabalharam para cumprir” a missão da instituição de assegurar “a estabilidade dos preços e financeira”.

“Penso que deixo esta instituição com a sensação de dever cumprido e com um BCE preparado para o futuro”, considera.

Christine Lagarde é presidente do Banco Central Europeu desde novembro de 2019. O seu atual mandato terminava em outubro de 2027.

Livre ouvido em Belém: Governo “está cada vez mais extremado”

29 October 2026 at 12:39

O Livre manifestou-se hoje disponível para dialogar sobre soluções para a crise na habitação, mas exigiu que primeiro o Governo recue nas alterações à lei do arrendamento, acusando-o de estar “cada vez mais extremado”.

“Há uma questão essencial para conseguirmos o tal diálogo, o tal consenso, é que o Governo deixe cair esta lei dos despejos, que não é uma lei consensual e, portanto, como base de diálogo para o problema da habitação, é preciso que essa lei caia”, defendeu a porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa.

A dirigente falava depois de uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, que está hoje a ouvir os partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual o chefe de Estado incluiu a habitação.

Momentos antes, o presidente do CDS-PP e ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, desafiou a oposição a aproveitar o processo de especialidade no parlamento para alterar o regime de arrendamento urbano, depois de o Governo ter pedido à Assembleia da República uma autorização legislativa, aprovada na generalidade com a abstenção do Chega.

Contudo, para o Livre, “a base é má demais” para que tal possa ser feito, com Isabel Mendes Lopes a considerar que esta lei teria que ser “esventrada”.

Isabel Mendes Lopes – acompanhada pelo também porta-voz Jorge Pinto – manifestou-se disponível para dialogar, subscrevendo o apelo feito pelo chefe de Estado aos partidos, mas considerou que o Governo está “cada vez mais extremado”.

“A maneira como encara os outros partidos na Assembleia da República, encara-os como adversários políticos de uma forma muitas vezes que não é nada cordial, para ser simpática nas palavras, e que torna o diálogo muito difícil”, lamentou.

A também líder parlamentar acusou o Governo de ter demonstrado insensibilidade acerca do tema nas várias ocasiões em que governantes o abordaram, e de estar cada vez mais distante das preocupações dos portugueses, argumentando que “isso é que vai provocando a erosão da coesão social”.

A dirigente do Livre defendeu ainda que o chefe de Estado deveria ter “dado uma palavra ao país mais cedo” após as cargas policiais sobre as manifestações em Lisboa e no Porto, no passado fim de semana.

PCP ouvido em Belém: Seguro devia ter falado “mais cedo”, destaca Paulo Raimundo

29 October 2026 at 12:32

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que a coesão social “não é possível” no cenário político atual e considerou que o Presidente da República deveria ter falado “mais cedo” sobre os protestos pela habitação.

Paulo Raimundo falava depois de ter sido recebido no Palácio de Belém pelo Presidente da República, António José Seguro, que está hoje a ouvir os partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual o chefe de Estado incluiu a habitação.

O líder comunista considerou que a coesão social é necessária e um “tema importantíssimo”, mas ressalvou que esse objetivo “não é possível neste caminho desastroso que o país está a percorrer”.

“Não é possível coesão nem estabilidade social com uma situação destas, não é possível estabilidade social nem coesão social com a situação dramática na habitação que se enfrenta. Sem respostas, ou todas as respostas que se avançam é para agravar ainda mais a situação já por si dramática. Não é possível com esta falta de resposta dos serviços públicos”, enfatizou.

Raimundo disse ter exposto ao Presidente da República que os problemas enfrentados pelos portugueses “não resultam da falta de consensos”, mas, sim, de “consensos que têm estado estabelecidos”.

“Tivemos a oportunidade de recordar ao senhor Presidente da República, por exemplo nas questões da habitação, que desde 2013 até ontem houve um consenso enormíssimo entre PSD, PS, CDS, mais tarde com o Chega e a IL, em chumbar todas as propostas do PCP para responder ao problema da habitação”, lamentou.

Para o secretário-geral do PCP, “está visto que há um grande consenso na continuação de medidas especulativas ao serviço da banca” e, no caso da habitação, “dos fundos imobiliários e dos grandes proprietários”.

Paulo Raimundo insistiu também que o Presidente da República deveria ter falado “mais cedo” sobre os protestos pela habitação, no Porto e em Lisboa, mas considerou que Seguro “parece empenhado em procurar soluções” para a habitação.

“Ainda que, tive a ocasião de dizer, às vezes haja uma certa expectativa num consenso que nunca vai haver”, acrescentou.

Questionado sobre como avaliava as perguntas do chefe de Estado, Raimundo escusou-se a comentar, referindo que Seguro “escolheu as palavras que entendeu”.

António José Seguro recebe ainda hoje em Belém o Livre, a IL, o PS, o Chega e o PSD.

Estas audiências foram convocadas na quarta-feira da semana passada, dois dias depois de o chefe de Estado ter apelado a um entendimento entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras na área da habitação.

CDS-PP ouvido em Belém: Nuno Melo desafia oposição a aproveitar especialidade da lei das rendas

29 October 2026 at 12:28

O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, rejeitou hoje que o Governo esteja desgastado com as manifestações pela habitação e apelou à oposição para que aproveite o processo de especialidade para alterar a lei do arrendamento urbano.

“Há uma lei do arrendamento que está a ser discutida na Assembleia da República e o apelo que nós fazemos é para que as oposições aproveitem a especialidade, porque a especialidade dá aos partidos a oportunidade, com a representação parlamentar, de apresentarem medidas que, na sua visão, ajudem a transformar uma lei que segundo nós é má, que é a que está em vigor, numa lei melhor”, afirmou Nuno Melo.

O também ministro da Defesa Nacional falava depois de ter sido recebido no Palácio de Belém pelo Presidente da República, António José Seguro, que está hoje a ouvir os partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual o chefe de Estado incluiu a habitação.

Na ótica do líder centrista quem quiser “realmente resolver problemas tratará de apresentar essas propostas”, posição que contrapôs a quem quer “aproveitar um problema para simplesmente desgastar o poder”.

Interrogado sobre se reconhece então que o Governo está a ser desgastado com as manifestações dos últimos dias, Nuno Melo negou.

“Não, não reconheço. Eu acho que o Governo está a ficar credibilizado pela forma como distingue uma coisa e outra”, respondeu, distinguindo o protesto que decorreu na terça-feira à frente à Assembleia da República, “que correu impecavelmente”, das manifestações no Rossio, em Lisboa, ou na Praça D. João I, no Porto.

“Eu distingo totalmente a manifestação e o seu direito, da manipulação e instrumentalização radical de quem acha que de repente volta a criar o PREC em Portugal, e as políticas nacionais, públicas, aquilo que afeta a nossa vida, se decide entre camaradas com jargões trotskistas em assembleias populares”, criticou.

O presidente do CDS-PP voltou a defender a atuação policial, afirmando que avançou apenas em último recurso e que os polícias “aguentaram até ao limite” antes de ser decidida uma intervenção.

Interrogado sobre o apelo ao diálogo feito pelo Presidente da República, Nuno Melo afirmou que António José Seguro “pretende aquilo que é normal e que os partidos também pretendem, e que o Governo também pretende, em relação a um problema, ou seja, respostas”.

O presidente do CDS-PP afirmou que o Governo já está a apresentar respostas e manifesta disponibilidade “para, em conjunto com todos os outros, se necessário for, estudar outras possibilidades”, começando pelo processo de especialidade na lei das rendas.

“É a primeira oportunidade para que os partidos da oposição, se de facto não querem manipular uma preocupação para tentarem ter um interesse partidário estrito, mostrarem, através de propostas que podem fazer, que há uma outra construção que dali pode sair”, apelou.

Nuno Melo defendeu a estratégia do Governo até ao momento, pedindo tempo para que as medidas adotadas surtam os seus efeitos. O líder centrista apontou para a entrada de um milhão de imigrantes no país, “ao mesmo tempo que o SEF foi extinto sem que se tivesse acautelado a existência de habitações suficientes no país para que tantas pessoas pudessem viver”, como uma das causas para a crise.

Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina

29 October 2026 at 10:53

As revelações de que o governo de Javier Milei prestou auxílio ao plano de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem agravar ainda mais a deterioração da relação entre Brasil e Argentina —que já se encontra em um dos piores momentos nas últimas décadas.

Segundo reportagens da imprensa argentina, a Casa Rosada atuou para facilitar a operação que resultou no embarque de Flávio e familiares em Porto Iguaçu, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. O senador fugiu do Brasil após perder a eleição para o presidente Lula (PT) e ser alvo de uma ordem judicial que determinou a entrega de seus passaportes.

Meios de comunicação do país vizinho relataram que Santiago Caputo, assessor especial de Milei, estava em Iguaçu no momento da decolagem e, além disso, que teria sido colocado à disposição do senador o veículo que o levou à aeronave.

No discurso divulgado nesta quarta-feira (28), Flávio agradeceu a Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade”.

Para integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, a sucessão de acontecimentos corrói ainda mais a pouca confiança que existia entre autoridades dos dois países.

Havia a expectativa de que a eleição no Brasil pudesse representar uma oportunidade para restabelecer condições mínimas para um relacionamento político, mas, segundo auxiliares de Lula, as recentes ações do governo Milei apontam para o congelamento do status quo, que deve se prolongar até, pelo menos, o pleito argentino de outubro de 2027.

De acordo com esses auxiliares, o regresso dos embaixadores às respectivas capitais torna-se, no atual contexto, hipótese extremamente improvável.

Em agosto, o governo Lula orientou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, a voltar a Buenos Aires. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto decidiu que o embaixador na Argentina, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil.

As medidas, inéditas na relação moderna entre os países vizinhos, ocorreram em resposta a ataques de Milei contra o petista. Presente no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou de “lixo careca” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Do lado brasileiro, o ministro da Economia, Dario Durigan, chamou o portenho de “palhaço”, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump.

Nas semanas seguintes, Milei proferiu diversas ofensas a Lula nas redes sociais.

Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, no X (ex-Twitter), que Flávio, a esposa dele e as duas filhas cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira (27).

“Às 23h30, a comitiva que chegava embarcou em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado.

Ao longo de terça, segundo integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, houve intensa comunicação com autoridades argentinas, que reiteravam que, até aquele momento, não havia qualquer registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho.

Para o lado brasileiro, a dificuldade de comunicação com autoridades argentinas no caso Flávio é vista como um reflexo do péssimo momento que a relação bilateral atravessa.

O auxílio ao senador não foi o único episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Brasil e Argentina.

Também na terça, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas que o governo argentino não faria nenhum tipo de comunicado sobre a vitória eleitoral de Lula. Ele disse que, em 2023, Lula também teria ignorado a eleição de Milei. A justificativa de Ravier, porém, é falsa, uma vez que o petista parabenizou as instituições e o povo argentino pela condução do processo eleitoral.

UE retira referência ao Canadá como “membro associado”

29 October 2026 at 09:33

A União Europeia retirou qualquer referência ao estatuto de “membro associado” da versão mais recente do projeto de declaração conjunta que deverá ser adotado no final da cimeira UE‑Canadá, em Montreal, estas quinta‑feira e sexta‑feira (29 de outubro e 30 de outubro). A alteração, introduzida por insistência da Alemanha num texto revisto distribuído aos Estados‑membros, substitui a designação por um compromisso de “associação cada vez mais estreita” entre os dois blocos.

A equipa do presidente do Conselho Europeu, António Costa, passou as últimas horas em conversações intensas com vários Estados‑membros, sobretudo a Alemanha, que contestou o termo na declaração política, refere a agência Euronews. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, lançou a ideia original no seu discurso sobre o Estado da União perante o Parlamento Europeu, no mês passado, ao convidar o Canadá a tornar‑se o primeiro membro associado da União.

Uma versão anterior foi submetida aos Estados‑membros na terça‑feira, 28 de outubro, ao abrigo do procedimento de silêncio, segundo o qual um texto é considerado adotado, salvo se algum país apresentar objeções explícitas. Alemanha, França, Itália e Grécia levantaram reservas.

A Alemanha tem sido o opositor mais veemente do termo. O chanceler Friedrich Merz tinha proposto anteriormente um estatuto semelhante para a Ucrânia, como forma de dar a Kiev garantias de segurança antes de o país aderir plenamente ao bloco. Para Berlim, a prioridade é definir o que significa, na prática, uma cooperação mais estreita com Otava, em vez de encaixar o assunto num conceito que não existe nos tratados e pode ter implicações jurídicas significativas.

O primeiro‑ministro canadiano, Mark Carney, tem preferido a expressão “aliança para o futuro”, afirmando que quer concentrar‑se no conteúdo do acordo e que a terminologia é algo que cabe à União definir. A versão mais recente do texto foi novamente apresentada ao procedimento de silêncio, o que significa que será adotada, salvo se os Estados-membros colocarem novas objeções.

A 21.ª Cimeira UE-Canadá realiza-se em Montreal a 29 e 30 de outubro, servindo de palco para o aprofundamento das relações políticas, económicas e de segurança entre os dois blocos. O encontro é liderado pelo primeiro-ministro canadiano Mark Carney, pelo presidente do Conselho Europeu António Costa e pela presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen.

Apesar do ajuste na terminologia, a cimeira foca-se nos avanços práticos entre os dois lados do Atlântico. O lançamento formal deste novo quadro político visa blindar a segurança económica mútua e impulsionar a inovação tecnológica conjunta. O encontro entre os dois lados reforçará também a parceria de Segurança e Defesa, assinada pelos respetivos responsáveis diplomáticos e de defesa, e que assume o foco na estabilidade geopolítica global e no combate a ameaças híbridas. O encontro servirá também para debater o comércio bilateral – tirando partido do acordo CETA, já existente – e o estabelecimento de normas comuns para o desenvolvimento da Inteligência Artificial.

O CETA (Comprehensive Economic and Trade Agreement), ou Acordo Económico e Comercial Global, é um tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Canadá, concebido para dinamizar a atividade económica bilateral através da eliminação de barreiras alfandegárias. Eliminou mais de 98% das taxas e tarifas alfandegárias que incidiam sobre as mercadorias trocadas entre as duas regiões.

Pelo terceiro dia consecutivo há protesto contra a mina em Boticas

29 October 2026 at 08:31

Pelo terceiro dia consecutivo, cerca de 50 pessoas concentram-se esta manhã junto a um local de sondagem da Savannah numa zona baldia, em Covas do Barroso, Boticas, em protesto contra a mina de lítio que a empresa quer explorar.

“O bloqueio para nós tem sido um enorme sucesso. A Savannah está há três dias sem trabalhar no baldio. E é preciso desmontar o que tem sido a narrativa da empresa, ao afirmar que não planeava de qualquer forma trabalhos nestes dias. Alguém acredita nisto vindo de uma empresa que está pressionada para avançar com os licenciamentos de um projeto que se arrasta há quase 10 anos? É conversa de conveniência para amenizar as preocupações dos investidores”, afirma, citado em comunicado, presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Os protestos começaram na terça-feira e a empresa tem dito que, nestes dias, “não estavam previstos trabalhos no local do protesto” e que os trabalhos no terreno seguem um “calendário próprio definido unicamente pela Savannah, dentro do respeito pela servidão administrativa concedida pelo Estado Português”.

A GNR não tem sido chamada ao local.

“A Savannah continua a trabalhar em várias frentes, cumprindo o seu plano de trabalhos tanto no terreno como na conclusão do estudo de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), na frente de financiamento e em tantas outras áreas de relevo”, realça ainda a empresa.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa, concedida pelo Governo em maio, que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes.

Maria Loureiro, pastora de Romainho, disse, também citada no comunicado, que hoje o dia de bloqueio está a ser “muito especial” porque “chegaram pessoas de todas as pontas do país para ajudar” no protesto.

“Mostra o quanto cada vez mais isto não é uma luta apenas de Covas do Barroso. O que só nos dá mais convicção de que estamos a fazer a coisa certa, quando dizemos não a este projeto”, refere ainda.

Rui Valente, ativista do Porto, foi uma das pessoas que se deslocou a Covas do Barroso para apoiar a população no Barroso, explicando que o que o se passa nesta aldeia o revolta.

“Não é difícil imaginar a dificuldade que seria para estas pessoas aguentarem um bloqueio deste tipo, a ter de deixar constantemente o trabalho e questões familiares em suspenso. Foi a pensar nisso que juntei um grupo de amigos e viemos ajudar. Eu sou de fora, mas na verdade, como habitante do Porto, isto também me pode vir a afetar. A contaminação do rio Covas, em última análise, é também a contaminação do rio Douro”, afirma, também citado no comunicado.

A contestação à mina é feita há oito anos e já em 09 de outubro a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

Taiwan responsabiliza China por encerramento temporário do espaço aéreo paquistanês

29 October 2026 at 08:23

Taiwan afirmou hoje que o Paquistão encerrou temporariamente o espaço aéreo a voos de passageiros e de carga de companhias aéreas taiwanesas e acusou a China de estar por detrás desta medida sem precedentes.

“Suspeitamos claramente que a China está por detrás disto”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros taiwanês, Chen Ming-chi, citado pela agência France Presse, depois de confirmar que o Paquistão encerrou e posteriormente reabriu o espaço aéreo às companhias aéreas de Taiwan.

A China Airlines e a Eva Air sobrevoam habitualmente o Paquistão nas rotas que ligam a Ásia à Europa.

No entanto, no último fim de semana, as duas companhias começaram a alterar os trajetos dos voos com destino à Europa, optando por rotas mais a sul, sobre o Golfo, ou mais a norte, sobre a Rússia, segundo dados de acompanhamento de voos.

Contactadas pela agência francesa, nenhuma das duas companhias confirmou o encerramento ou a posterior reabertura do espaço aéreo paquistanês.

A China considera Taiwan uma das suas províncias, que pretende reunificar com o restante território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim não exclui o recurso à força para alcançar esse objetivo.

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