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Encontradas cartas de navegador que Luís XVI procurava

29 October 2026 at 22:30
Descobertas numa preparação para leilão, as cartas de Jean-André Mongez são descritas como "um milagre" e podem explicar por que razão o explorador embarcou na missão ordenada por Luís XVI em 1785.

© Getty Images

A expedição foi organizada em 1785 por ordem de Luís XVI, que pretendia rivalizar com as descobertas do explorador britânico James Cook

O filme proibido de Thomas Edison: a tragédia com o presidente dos EUA que deu origem ao Serviço Secreto

29 October 2026 at 21:02

Em 29 de outubro de 1901, por volta das sete horas da manhã, um prisioneiro foi levado de sua cela na Prisão de Auburn em Nova York para uma câmara de execução. Sentou-se na cadeira elétrica e, enquanto tinha os eletrodos conectados à sua pele e as tiras amarradas em suas pernas, declarou:

“Eu matei o presidente porque ele era o inimigo do bom povo trabalhador. Não me arrependo do meu crime.” E terminou: “Lamento não ter podido ver meu pai.”

O homem passou o próximo minuto recebendo choques elétricos com tensões entre 1.800 e 300 volts. Seu óbito foi decretado pelos médicos presentes quatro minutos depois. Foi executada com sucesso a pena capital de Leon Czolgosz, assassino do 25º presidente dos Estados Unidos.

Como foi o ataque a William McKinley?

53 dias antes, o político de carreira William McKinley cumprimentava seus apoiadores em uma feira de inovação em Buffalo, Nova York. Seis meses após ser reeleito presidente dos Estados Unidos, o republicano no auge de sua popularidade passou a priorizar o contato com o público, abrindo lugar na agenda para ir a eventos como aquele.

Seu secretário não gostava tanto da ideia. George B. Cortelyou sabia da aversão de McKinley a sair com equipes de segurança e considerava a Exposição Pan-Americana no Temple of Music um grande risco para a integridade do estadista.

Mas a vontade do presidente foi feita, e às 16h de 6 de setembro de 1901, William McKinley estava parado em frente a uma fila de pessoas que aguardavam para apertar sua mão.

Fotografia de William McKinley, de terno, em preto e branco
William McKinley 25º Presidente dos EUA • Getty Images

Finalmente, chegou a vez de Leon Czolgosz. No livro ‘The President and the Assassin’, o jornalista Scott Miller reconta a cena: um homem aparentemente calmo estende a mão direita, coberta por um pano, em direção ao presidente.

O político estende a mão de volta, como havia feito com todos os presentes até então. Em vez de um cumprimento, William McKinley é surpreendido com duas balas de revólver calibre .32, à queima-roupa no abdome.

Czolgosz foi contido por agentes de segurança antes de conseguir disparar o terceiro tiro. A feira tornou-se um caos, e o republicano foi levado às pressas para um hospital, onde passou por cirurgia.

Scott Miller conta que, enquanto uma das balas passou de raspão, outra penetrou o corpo do presidente e nunca foi encontrada.

McKinley não morreu de imediato. Ele parecia estar fazendo boa recuperação até que, seis dias depois, sua condição piorou. Em 14 de setembro, o presidente morreu por consequência de gangrena, atribuída a uma infecção bacteriana que passou despercebida pelos médicos.

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Esta era a terceira morte de um líder do Estado norte-americano por assassinato em menos de 50 anos; James Garfield e Abraham Lincoln haviam sido mortos a tiros em locais públicos de Washington, D.C., em 1881 e em 1865, respectivamente.

Duas mudanças importantes ocorreram após o crime: o então vice-presidente Theodore Roosevelt iniciou o primeiro de seus dois mandatos, e o Congresso americano formalizou a atuação do Serviço Secreto, que agora forneceria agentes para acompanhar o presidente 24 horas por dia.

Quem foi Leon Czolgosz e qual foi sua motivação?

Leon F. Czolgosz era um jovem operário de 28 anos, nascido em Detroit, Michigan, e filho de imigrantes poloneses. Trabalhador braçal, atuou principalmente em fazendas e fábricas, enfrentando dificuldades financeiras desde a infância.

Criado como católico, ele abandonou a religião e voltou-se para a ideologia política depois da crise econômica da década de 1890. Ele encontrou motivação na doutrina anarquista após assistir a um discurso da ativista Ana Goldman, em maio de 1901.

Scott Miller afirma em seu livro que, durante depoimento à polícia, Czolgosz atribuiu ao anarquismo a decisão de matar o presidente.

Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.”]Estava no meu coração, não havia como fugir. […] Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.

”Leon

Após um julgamento sumário que durou cerca de oito horas e meia, Czolgosz foi condenado por assassinato em primeiro grau.

Encenação da execução de Leon Czolgosz foi filmada pela produtora de filmes de Thomas Edison
Encenação da execução de Leon Czolgosz foi filmada pela produtora de filmes de Thomas Edison • Wikimedia Commons

“Execução de Czolgosz com panorama da Prisão de Auburn”, o filme

Uma consequência inusitada da morte do assassino de McKinley foi a produção de um curta-metragem pela Edison Studios, a produtora de cinema do inventor Thomas Edison.

Em pouco menos de três minutos e meio, o filme combina gravações externas reais do exterior da prisão no dia da execução e uma encenação da própria pena capital, com cadeira elétrica falsa e um ator interpretando o prisioneiro.

O intuito era filmar a própria execução, mas o diretor, Edwin S. Porter, não conseguiu autorização.

Comida de lado e rascunho na mesa: como um jantar improvisado acabou com 600 anos do Império Otomano e criou a Turquia em 24 horas

29 October 2026 at 19:02

Há 104 anos, o Império Otomano sofria sua derrocada, sendo extinto em 1º de novembro de 1922, e a República da Turquia só foi proclamada no dia 29 de outubro de 1923. A decisão de mudar a forma de governar o país surgiu em um jantar improvisado na véspera e provocou uma correria nos bastidores para correr com os trâmites nas 24 horas seguintes.

Com o término do Império após 600 anos e o fim da Guerra de Independência, a Turquia passou a ser governada por um parlamento, sem uma forma de governo claramente definida. O líder militar Mustafa Kemal Atatürk resolveu que era hora de por um fim a esse impasse e reuniu um pequeno grupo de aliados, entre comandantes e deputados, para jantar no Palácio de Çankaya, em Ancara, na noite de 28 de outubro de 1923.

O menu pensado para a ocasião foi sopa tarhana (feita à base de grãos e iogurte fermentado), marmarina (à base de espinafre, queijo e ovos), Saray kebab (carne assada com vegetais e especiarias) e helva-i hakani (doce tradicional feito com farinha, amido, leite, manteiga e mel/açúcar, servido historicamente em grandes celebrações otomana).

A decisão

No meio da conversa, anunciou, pegando a maioria de surpresa: “Efendiler, yarın Cumhuriyeti ilan edeceğiz!” (“Senhores, amanhã proclamaremos a República!”), disse. Os registros históricos não contam em que tom a frase foi dita mas, ao perceber a animação dos convidados com a novidade, Atatürk decidiu: “Deixemos a comida de lado!”, iniciando uma corrida contra o tempo para fazer tudo o mais rápido possível.

Os pratos foram afastados, transformando a mesa de jantar em uma mesa de trabalho. Ele e o aliado İsmet İnönü rascunharam a emenda constitucional que mudaria a estrutura política do país. Na tarde do dia seguinte, o texto foi apresentado ao parlamento e aprovado sob aplausos, elegendo Atatürk como o primeiro presidente da República da Turquia.

Filme sobre o caso

Lançado em 2023, o filme “Son Akşam Yemeği” (“A Última Ceia”) retrata os eventos que se desenrolaram na cozinha e na sala de jantar do Palácio de Çankaya na noite de 28 de outubro de 1923, a ideia da República finalmente tomou forma.

 

Esa incómoda Guerra del Rif y su sombra sobre el verano de Ceuta, un siglo más tarde

28 October 2026 at 23:08
Después de 22 años, la novela Carta blanca de Lorenzo Silva saltará al cine. El largo camino hasta las salas demuestra la incomodidad de la sociedad española y la mistificación marroquí sobre aquel conflicto. La incomprensión mutua es una parte de la crisis de desconfianza que explica el conflicto actual Leer

Después de 22 años, la novela Carta blanca de Lorenzo Silva saltará al cine. El largo camino hasta las salas demuestra la incomodidad de la sociedad española y la mistificación marroquí sobre aquel conflicto. La incomprensión mutua es una parte de la crisis de desconfianza que explica el conflicto actual

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La era de Acuario

29 October 2026 at 04:30

La Tierra se mueve de tres maneras: sobre sí misma, con la rotación; alrededor del Sol, con la traslación; y oscilando como una peonza, en un lentísimo movimiento que tarda en completarse unos 26.000 años y que se conoce como precesión. Debido a su existencia, el cielo de hoy es distinto al que vieron otros hombres y mujeres a lo largo de la historia. Con el esoterismo europeo de la primera mitad del siglo XX se popularizó la idea de que las eras astrológicas marcaban el signo de los tiempos, según donde estuviera el Sol en el primer día de primavera: la Antigua Grecia y la República romana coincidieron con la era de Aries, el cristianismo con la de Piscis y pronto llegará la de Acuario, si no lo ha hecho ya. La New Age se subió al carro, y Raphael se desató cantando aquello de Aquarius. Los 2.000 años de duración de cada era son flexibles: Carl Jung, por ejemplo, situaba el inicio de Acuario entre 2000 y 2200. La astrología tradicional, que prefiere medir los cambios de época con las conjunciones de los señores del tiempo, Júpiter y Saturno, que se unen ópticamente en el cielo cada 20 años, dice que el momento importante fue el 21 de diciembre de 2020, cuando se produjo la primera “gran conjunción” en Acuario desde la Edad Media. Las redes pensaron que, esta vez sí, iba a comenzar el nuevo tiempo, pero muy alejado de la paz y el amor que profetizó la interpretación hippie. Simbólicamente, Acuario es la ciencia y la tecnología, el progreso, la inteligencia, la comunidad y la revolución, pero todo ello de una forma desapegada y etérea, incluso implacable, porque es un signo de aire. El wifi de casa, por ejemplo, sería muy Acuario.

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© adventtr (Getty Images)

Maqueta del sistema solar.

A história do jovem de 19 anos que usou US$ 1 mil no dormitório da faculdade para erguer um império da tecnologia

28 October 2026 at 12:55

Nascido em Houston no dia 23 de fevereiro de 1965, Michael Saul Dell ingressou na Universidade do Texas em Austin com a perspectiva de seguir a carreira médica. Contudo, a atenção do jovem de 19 anos voltou-se rapidamente para a área de microinformática. Em 1984, dispondo de um capital inicial de US$ 1 mil, ele começou a montar e customizar computadores pessoais dentro do próprio quarto de dormitório universitário.

A operação baseava-se na aquisição de componentes de fornecedores para a montagem de máquinas aprimoradas, oferecidas diretamente aos compradores.

Dell aprova home office para funcionários, mas avisa: só quem for ao escritório será promovido

Diante do crescimento acelerado da demanda e do volume de vendas diárias obtido logo nos primeiros meses, Dell optou por encerrar formalmente os estudos universitários ao fim do primeiro ano acadêmico para dedicar-se integralmente ao empreendimento.

O modelo de vendas diretas e a ruptura no mercado de TI

O elemento central do crescimento da empresa — registrada inicialmente como PC’s Limited e mais tarde renomeada para Dell Inc. — foi a reformulação do processo de comercialização. Michael Dell estruturou um modelo centrado na venda direta sob encomenda, eliminando distribuidores e lojas de varejo intermediárias.

Guiado pela premissa de que “a tecnologia é sobre a ativação do potencial humano”, Dell alterou a dinâmica de concepção, fabricação e venda de computadores. Ao montar cada unidade de acordo com as especificações solicitadas pelo cliente final, a empresa reduziu drasticamente os custos de estocagem de componentes.

A eficiência operacional levou o executivo, em 1992, aos 27 anos, ao posto de CEO mais jovem a ter uma empresa listada no ranking Fortune 500.

Da montagem de PCs à infraestrutura global e nuvem

Com o passar dos anos, a atuação da companhia expandiu-se para além dos computadores pessoais. A Dell Inc. diversificou seu portfólio para fornecer infraestrutura tecnológica completa, englobando servidores para centros de dados complexos, sistemas de armazenamento e ambientes de computação em nuvem.

Atualmente, a empresa conta com uma equipe global de mais de 100 mil colaboradores. Sua carteira de clientes abrange desde usuários domésticos e pequenas e médias empresas até grandes corporações internacionais, órgãos governamentais, redes de saúde e instituições de ensino.

Gestão de capitais, conselhos globais e filantropia

À medida que a empresa se consolidava, Michael Dell diversificou suas atividades de gestão e investimento. Em 1998, fundou a MSD Capital, firma voltada ao gerenciamento de patrimônio. No ano seguinte, em 1999, criou ao lado da esposa Susan Dell a Michael & Susan Dell Foundation, organização dedicada a financiar iniciativas filantrópicas em escala global.

Além do comando da fabricante de tecnologia, Dell ingressou em instâncias decisórias do setor corporativo e internacional. O executivo atua no Conselho da Fundação do Fórum Econômico Mundial, integra o comitê executivo do Conselho Internacional de Negócios e participa do Conselho de Negócios dos Estados Unidos e da Business Roundtable. Ele também preside o Conselho de Tecnologia CEO, compõe o conselho da instituição Catalyst e da Indian School of Business, em Hyderabad, na Índia.

A trajetória construída a partir do capital inicial de US$ 1 mil no ambiente universitário posicionou Michael Dell entre as pessoas com maior patrimônio financeiro no mundo, figurando de forma recorrente em levantamentos da revista Forbes.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

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