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Adjunto do MAI para eleições pediu para sair do cargo

28 October 2026 at 21:50
Joaquim Morgado, no cargo desde 2020, pediu cedência para organismo do Ministério da Educação. Deixa o cargo a 31 de outubro.

© MARIO CRUZ/LUSA

Joaquim Morgado desempenhava funções de secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) para a área eleitoral desde 2020

OE aprovado na generalidade. Na especialidade vai ser melhor, diz Carneiro. “Tenha vergonha”, responde o PSD

By: ZAP
28 October 2026 at 20:30
Terceiro Orçamento de Montenegro passa com a mesma almofada de sempre, a abstenção do PS. Mas Carneiro avisa que a fatura se acerta na especialidade. O PSD respondeu-lhe com um “tenha vergonha”. A proposta de Orçamento do Estado para 2027 foi aprovada esta quarta-feira na generalidade, no Parlamento, com os votos a favor de PSD e CDS-PP e a abstenção de PS, PAN e JPP. Votaram contra Chega, Iniciativa Liberal, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. É o terceiro Orçamento dos governos de coligação PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro, e, como nos dois anos anteriores, foi a abstenção do PS

Orçamento do Estado passa na generalidade com abstenção do PS e voto contra do Chega

28 October 2026 at 18:47

O Orçamento do Estado para 2027 foi aprovado esta quarta-feira na generalidade, com a abstenção do PS, do PAN e do JPP, e os votos contra da restante oposição — Chega, Iniciativa Liberal, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. Apenas o PSD e o CDS votaram a favor.

O documento segue agora para a discussão na especialidade, em que a oposição tentará forçar alterações. O líder do PS, José Luís Carneiro, já prometeu insistir nas medidas para mitigar o aumento do custo de vida, embora garanta que não vai pôr em causa o saldo orçamental. Também o PAN deixou claro que a posição na votação final global dependerá de como decorrer a discussão na especialidade.

No encerramento do debate na generalidade, José Luís Carneiro sinalizou que as prioridades do PS são “o custo de vida e a resposta às necessidades urgentes da habitação” — dois dos temas que mais marcaram a discussão desta terça e quarta-feira —, mas também a saúde, as pensões, a educação, a formação profissional, a cultura e o conhecimento.

O secretário-geral do PS insistiu com o Governo para que deixe cair a nova lei de rendas “viabilizadas pelo Chega e pela Iniciativa Liberal”, aceitando “construir com o PS uma garantia pública para dinamizar o mercado do arrendamento, dando segurança aos proprietários e proteção aos inquilinos”. Propôs também “a adoção de uma moratória para os contratos de arrendamento que expiram até ao final do ano”, porque “estão milhares de pessoas por todo o país, muitas delas idosas, nesta circunstância e com medo dos despejos”. E diz ser necessário “rever a renda moderada de 2.300 euros”, bem como “transferir, com caráter urgente, os imóveis que se encontram no IHRU [Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana] para as câmaras municipais, com o envelope financeiro necessário à recuperação e à mobilização desses imóveis para a habitação pública acessível”.

Mas não só: entre várias outras medidas, José Luís Carneiro quer “a suspensão das comissões bancárias por reembolso antecipado do crédito à habitação, a isenção de mais-valias na venda de casas destinadas à habitação própria e permanente, o agravamento do IMT para os imóveis adquiridos por não-residentes e que não se destinem à habitação e o agravamento do IMI dos imóveis devolutos situados nas zonas de pressão urbanística”.

Já André Ventura responsabilizou o PS pela subida dos preços da habitação e criticou José Luís Carneiro por aceitar, “no meio de uma crise da habitação, o aumento do IMI sobre as pessoas, sobre as suas propriedades e sobre a sua habitação”.

Relativamente à lei das rendas, Ventura afirma que “o Chega fez aquilo que o PS não teve coragem de fazer”, ou seja, “reconheceu que o país tem um problema” de menos habitação, custos elevados e famílias que não conseguem pagar a casa. “Dissemos que não aceitaríamos atualizações de rendas sem limites, que não aceitaríamos cauções sem limites, por serem injustas e que os senhorios e os proprietários não são nem o PCP nem a Segurança Social deste país”. Já o PS, acusa, quis “deixar tudo na mesma”. Ventura entende que a posição do partido não tem “os devaneios habituais” sobre a capacidade do mercado para resolver o problema nem aponta para “a penalização permanente a quem fez das casas o seu investimento e a sua vida”.

Como habitualmente, André Ventura ‘colou’ os problemas da habitação à política migratória do Governo de António Costa, incluindo a “destruição do SEF”, apontando para uma entrada “descontrolada” de estrangeiros no país.

Em atualização

Elétricos para carenciados com apoio até 80% no OE2027

28 October 2026 at 16:40
Dotação de 50 milhões para incentivos à população em geral e 9.000 veículos para microempresas. Ministra do Ambiente anunciou medidas no debate parlamentar do OE2027.

© Getty Images

Em junho, o Governo abriu um novo concurso de 10 milhões de euros para apoiar compra de veículos elétricos, que esgotou em poucas horas

16h. Continua a contagem dos votos nas eleições em Israel

28 October 2026 at 16:17
Numa altura em que nenhum dos blocos liderados por Netanhyau e Esenkot conseguiu os desejados 61 lugares no Parlamento. Ainda, foi retomado o debate na generalidade do Orçamento do Estado. 

Governo quer pôr licenciados a dar aulas no 1.º ciclo sem mestrado nem estágio

By: Lusa
28 October 2026 at 08:30
O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos. O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou esta terça-feira aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo”, contou à Lusa Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE). A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando

Galp pede apoios para refinaria de Sines, Governo mostra “total disponibilidade”

28 October 2026 at 07:00

Depois de a Galp pedir apoios para a refinaria de Sines e após ter sido conhecido o término do negócio com os espanhóis da Moeve, o Governo veio a público garantir a sua “total disponibilidade” para apoiar.

“Mantemos a total disponibilidade para criar condições que permitam à Galp continuar a investir, a gerar valor e a reforçar a competitividade da sua atividade em Portugal”, disseram na terça-feira a tutela de Maria da Graça Carvalho e de Manuel Castro Almeida.

O Governo considera que a refinaria de Sines tem uma “importância estratégica” para o país e garante que vai continuar a acompanhar a “evolução” da infraestrutura crucial para Portugal.

“É positivo que a empresa reafirme o compromisso com a transformação das suas atividades industriais e comerciais e destaque os projetos de hidrogénio verde e de biocombustíveis avançados em Sines. São investimentos relevantes para a descarbonização da indústria e para a afirmação de Portugal na transição energética”, segundo os dois ministérios que acompanharam a negociação entre a Galp e a Moeve: Economia e Ambiente.

Cancelado o negócio com a Moeve, a Galp acredita que este é um bom momento para o Governo apoiar o movimento de descarbonização da refinaria de Sines, para garantir a competitividade da infraestrutura.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados. Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado. Caso contrário, ele vai competir com outros ativos fora de Portugal”, disse ao JE o co-CEO João Diogo Marques da Silva.

“Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, acrescentou o gestor.

Na segunda-feira, a Galp já tinha defendido que este era um bom momento para o Governo apoiar o movimento de descarbonização da refinaria de Sines, para garantir a competitividade da infraestrutura. A companhia tem-se queixado nos últimos anos de apoio insuficiente à refinaria de Sines, especialmente em comparação com o apoio dado ao Governo espanhol à descarbonização nas suas refinarias.

E num momento em que o Governo prepara uma taxa extraordinária sobre o lucro das petrolíferas, a Galp pediu também estabilidade nos impostos.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados”, disse ao JE o co-CEO da Galp João Diogo Marques da Silva.

“Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado. Caso contrário, [a refinaria]  vai competir com outros ativos fora de Portugal. Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, segundo o gestor.

1h. Taça da Liga. Sporting bate Marítimo e vai à Final Four

28 October 2026 at 01:17
Rui Borges considera que Sporting podia ter evitado sofrimento dos minutos finais na vitória sobre o Marítimo. Ainda, em Israel, prossegue contagem dos votos das legislativas, com Netanyahu na frente.

PS não muda abstenção no OE2027 apesar da habitação

28 October 2026 at 00:17
José Luís Carneiro rejeita criar "crise política" e exige ao Governo que abandone a nova lei das rendas e transfira imóveis do IHRU para os municípios.

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

"Quem é que neste país pode pagar uma renda moderada de 2.300 euros", interrogou-se o líder socialista
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