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Milhares de manifestantes em protesto pelo direito a uma casa junto ao parlamento

Milhares de apoiantes já enchiam hoje ao final da tarde a rua de São Bento, defronte do parlamento, em Lisboa, obrigando a PSP a interromper o trânsito ainda antes da hora marcada da concentração pelo direito à habitação, às 18h30.

Com cartazes e gritando palavras de ordem, muitos cidadãos responderam à mobilização para hoje, que junta o movimento que organizou a Acampada de Lisboa, no Rossio, e a plataforma Casa Para Viver.

“Mais salário, menos porrada”, “todos precisam de um teto, até as tendas. Rua Luís”, “a juventude precisa de uma casa para viver” ou “somos mansos mas não somos tansos”, podia ler-se nas centenas de cartazes empunhados pelos manifestantes anónimos.

Ao contrário do que se tem verificado nas concentrações realizadas na praça do Rossio, organizadas pela Acampada de Lisboa e que juntam maioritariamente jovens, hoje junto à Assembleia da República havia mais diversidade etária e também menos adereços associados a causas como a Palestina

De início, um coro improvisado cantou músicas de intervenção, mobilizando os presentes que também gritavam palavras de ordem, como “25 de Abril sempre” ou “estamos juntos, estamos fortes”.

A cantora Marisa Liz iniciou uma série de concertos improvisados de artistas solidários com a causa agendado para esta noite, cantando uma versão de Zeca Afonso da música “O pintor morreu”.

“Estamos numa luta justa, sem violência”, começou por dizer a cantora, que, quando alguns polícias desceram a escadaria da Assembleia da República, num acerto do forte dispositivo que rodeia o parlamento, disse: “Juntem-se”.

“O nosso país não está à venda”, acrescentou a cantora, que defendeu a intervenção da população nas ruas e não apenas através das eleições.

“Um país não se governa só com o Governo” e também é possível “influenciar as decisões no decorrer de cada mandato”, disse a artista, arrancando aplausos.

A manifestação ocorre no dia em que começou no parlamento a discussão na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro.

O chefe de Estado apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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Israel: sondagem à boca das urnas dá vitória a Netanyahu

Uma sondagem à boca das urnas realizada para a estação televisiva Canal 12 confere ao Likud, de Benjamin Netanyahu, a obtenção de 24 lugares do parlamento, o Knesset – muiro aquém dos 61 lugares que determinam a maioria absoluta, mas dois lugares à frente do Yashar, de Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel. A confirmar-se, este resultado vai contra a maioria das sondagens pré-eleições, que sistematicamente davam a vitória a a Eisenkot.

Mas, paralelamente, o grupo de partidos assumidamente na oposição a Netanyahu, tem uma maioria de 52 lugares – aos 22 do Yashar, somam-se os 12 do B’Yashar, dez dos Democratas e oito do Beytenu. Do outro lado, com Netanyahu, estão o Shas (oito lugares), Religious Zionism, United Torah Judaism e OtzmaYehudit (com seis cada um), num total de 50.

Além destes, pontificam ainda a Lista Conjunta, de esquerda (e favorável à solução dos dois Estados), com 11 lugares. Ou seja, se a Lista aceitar somar os seus lugares à oposição liderada por Gadi (o que não é uma evidência), o bloco teria mais que os 61 lugares necessários para formar governo. Oficialmente, a posição da Lista Conjunta em relação a uma aliança com Gadi Eisenkot prevê a possibilidade de um apoio condicional e externo (meramente parlamentar, portanto), recusando liminarmente integrar formalmente um governo liderado pelo militar. Há ainda a contar com os sete lugares do Ra’am, o partido da minoria árabe, que, ao contrário da Lista Conjunta, quer integrar formalmente um governo e fazer parte de uma coligação liderada por Gadi Eisenkot. O problema é que os seus sete lugares não são suficientes para atingir os necessários 61 deputados para a construir uma maioria.

De qualquer modo, se Netanyahu vencer, e mesmo que o seu bloco não seja à partida suficiente para atingir os 61 lugares, o presidente do país, Isaac Herzog, que assumiu o cargo em julho de 2021 e é originariamente do Likud, irá por certo convidar o ainda primeiro-ministro para tentar formar o próximo governo. Só se este não conseguir é que, em segunda escolha, irá ‘bater à porta’ de Gadi Eisenkot.

Após a contagem dos votos, Herzog consultará os líderes dos partidos eleitos antes de incumbir o parlamentar que, em sua opinião, tiver a melhor hipótese de formar um governo, o qual não precisa necessariamente ser o líder do maior partido ou bloco. Esse candidato terá 28 dias para articular uma coligação, com uma possível prorrogação de 14 dias. Caso essas tentativas falhem, um segundo líder partidário poderá ter 28 dias (sem prorrogação) para tentar formar um governo, e se essa tentativa também não for bem-sucedida, uma maioria de 61 deputados poderá solicitar ao presidente que atribua a tarefa a um parlamentar específico dentro de um prazo adicional de 21 dias. Se todas as tentativas falharem, Israel enfrentará outra eleição, com Netanyahu a permanecer como primeiro-ministro interino até que seja formado um novo governo.

Mas Herzog já disse que está empenhado em evitar uma repetição de 2019-2020, quando impasses persistentes levaram o país às urnas três vezes em 11 meses, incentivando os líderes a considerarem um governo de unidade ou de rotação envolvendo Netanyahu e Eisenkot, caso nenhum dos dois consiga formar um bloco sozinho.

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ASF quer apresentar até ao fim do 1º trimestre de 2027 proposta de adesão automática a planos de pensões

Gabriel Bernardino ASF

O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Gabriel Bernardino, disse esta terça-feira esperar apresentar, “lá para o fim do primeiro trimestre” do próximo ano, uma proposta concreta para enquadrar em Portugal um sistema gradual de adesão automática (auto-enrollment) a planos complementares de reforma.

Falando aos jornalistas à margem da apresentação do Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma, em Lisboa, Gabriel Bernardino afirmou que a ASF está a trabalhar no tema e que “tem falado naturalmente com o Governo”. O objetivo, explicou, é trazer os sistemas complementares de pensões “para outro nível que muito necessitamos”.

O responsável sublinhou que se trata de matérias “estruturais” e “não fáceis de atuar”, que exigem “estudo técnico” e “reflexão adequada”, e que cada país tem de adaptar o modelo à sua realidade, designadamente ao peso da proteção pública e ao desenvolvimento do segundo pilar, o dos fundos de pensões profissionais. Lembrou que o programa do Governo prevê o fomento dos sistemas complementares e que o reforço destes sistemas consta das recomendações do Semestre Europeu dirigidas a Portugal.

Questionado sobre as medidas que considera urgentes, Gabriel Bernardino enumerou três. A primeira é um sistema de acompanhamento de pensões, uma plataforma tecnológica que agregue a informação sobre a pensão pública, os fundos de pensões da empresa e as poupanças individuais, e que dê a cada pessoa uma projeção da sua reforma. A segunda é a adesão automática a planos profissionais, que, frisou, “não é obrigar as pessoas a poupar, é tentar vencer a inércia”: os trabalhadores seriam inscritos automaticamente, com contribuições que podem ser baixas, e poderiam sair se assim o entendessem. A terceira é “trazer os PPR para o século 21”, distinguindo com clareza os produtos de proteção e garantia de capital dos que privilegiam a rendibilidade futura, com indicadores que mostrem o risco real.

Sobre a possibilidade de um fundo de garantia de pensões, semelhante ao fundo de garantia de depósitos, Gabriel Bernardino considerou que a discussão é antiga a nível europeu e defendeu que é preciso “dizer a verdade”: “não há milagres”, e não é possível ao mesmo tempo ter garantias e proteção máximas, maximizar a rendibilidade e minimizar as oscilações. Quem opta por garantia de capital, alertou, não deve esperar o mesmo desempenho futuro. Apontou como solução as opções por defeito baseadas no ciclo de vida, que reduzem o risco à medida que o aforrador se aproxima da idade da reforma e dispensam as pessoas de serem “especialistas em finanças”.

Confrontado com o facto de mais de metade dos portugueses que não poupam alegarem falta de dinheiro, o presidente da ASF reconheceu que há quem não tenha condições, mas defendeu que é preciso “desmistificar” a ideia de que poupar para a reforma implica montantes elevados. Mesmo poupanças de 20 ou 50 euros por mês, acumuladas durante 30 a 40 anos, “dão um complemento de reforma que é fundamental”, sobretudo para quem tem rendimentos mais baixos, disse, defendendo a criação de produtos adequados a pequenas poupanças.

Quanto à discussão em concertação social sobre o salário mínimo e a possibilidade de garantir um plano de poupança-reforma a estes trabalhadores, Gabriel Bernardino afirmou que cabe ao Governo e aos parceiros sociais definir a melhor forma de canalizar para as reformas parte dos ganhos de produtividade. Questionado se o tema pode integrar o acordo de rendimentos, respondeu que sim.

Sobre os benefícios fiscais, o presidente da ASF considerou que fazem parte da política estrutural do Governo e que o reforço dos sistemas complementares é sempre acompanhado por incentivos fiscais. Defendeu, no entanto, que deve ser encontrada uma solução, fiscal ou de outra natureza, que traduza “um benefício acrescido” para quem poupa e tem rendimentos mais baixos, por serem os que mais vão precisar de complementos de reforma. A ASF dará “em tempo” o seu aconselhamento ao Governo nesta matéria, acrescentou.

Em relação às comissões cobradas e que consomem a rentabilidade das aplicações, Gabriel Bernardino adiantou que a ASF está a analisar o “value for money” dos produtos, primeiro nos produtos acessórios vendidos na área seguradora e agora também nos produtos de poupança. O que interessa ao consumidor, explicou, é saber quanto terá no final, já deduzidas as comissões e os imposto, e se conseguirá bater a inflação, indicador que a ASF quer que seja público e transparente. O tema será debatido a 20 de novembro, no primeiro fórum do consumidor da ASF.

O responsável abordou ainda a hipoteca inversa, matéria que está a ser trabalhada no âmbito do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e sobre a qual espera ter “com relativa brevidade” uma proposta de regulação. Trata-se de uma área “de nicho”, afirmou, mas importante para pessoas mais idosas cuja riqueza está sobretudo no imobiliário, e que deve ter regras que as protejam, como aconteceu noutros países.

O Observatório, desenvolvido em cooperação com a Universidade Nova de Lisboa, revela que apenas 28% dos portugueses detêm pelo menos um produto de poupança de longo prazo para a reforma e que 45% poupam ativamente para esse fim.

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Missão portuguesa visita Venezuela para reforçar laços económicos e comerciais

Uma delegação portuguesa, que integra o ministro da Economia, o secretário de Estado das Comunidades e mais de 30 empresários, vai visitar a Venezuela na próxima semana para identificar oportunidades de negócio e investimento e contactar a comunidade portuguesa.

Numa nota divulgada, esta terça-feira, a Embaixada de Portugal em Caracas anunciou a visita, entre 01 e 03 de novembro, do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, numa comitiva que integra ainda a presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca, e uma missão empresarial integrada por mais de 30 empresas portuguesas.

“Um dos pontos centrais da visita será um grande fórum empresarial, que terá lugar a 03 de novembro, das 9:00 às 14:00 (das 13:00 às 18:00 horas de Lisboa), no Centro Português de Caracas, em Macaracuay. O encontro tem como objetivo aproximar empresas portuguesas e venezuelanas, promover contactos comerciais e identificar oportunidades de negócio e investimento que contribuam para a reconstrução e o desenvolvimento económico da Venezuela”, explica a Embaixada numa nota em língua castelhana.

Segundo a representação diplomática portuguesa, “a agenda dos membros do Governo português incluirá ainda encontros institucionais e reuniões com representantes da comunidade portuguesa e lusodescendente cujo apego e contribuição à vida económica e social venezuelana constituem um vínculo fundamental entre ambos países”.

“A visita ministerial, e a missão empresarial que a acompanha, refletem bem o compromisso de Portugal com a Venezuela e com o fortalecimento dos laços históricos, humanos e culturais que unem os povos português e venezuelano”, acrescenta.

A embaixada adianta que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, permanecerá em Caracas até 05 de novembro “para prosseguir um programa adicional de encontros com as comunidades portuguesa e lusodescendente”.

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Wall Street encerra sessão em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos.

Assim, o Dow Jones somou 0,03% para 52.378,40 pontos, o S&P 500 ganhou 0,60% para 7.722,67 pontos e o tecnológico Nasdaq valorizou 1,18% para 26.477,81 pontos.

Wall Street fechou em alta após após as compras de segunda-feira na bolsa de valores dos EUA, impulsionadas pela notícia do IPO da Anthropic. A tecnológica, que quer entrar no Nasdaq com o ticker ANT, poderá chegar ao mercado com uma avaliação que pode chegar a dois biliões de dólares.

 

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Cotação do Brent para entrega em dezembro baixa 1,67% para 113,88 dólares

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta terça-feira, no mercado de futuros de Londres, em baixa de 1,67%, para os 113,88 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, encerrou no Intercontinental Exchange a cotar 1,93 dólares abaixo dos 115,81 com que encerrou as transações na segunda-feira.

O Brent encerrou a sessão em baixa, com os investidores otimistas quanto aos esforços diplomáticos no Médio Oriente e na expectativa do resultado das eleições em Israel e dos possíveis impactos geopolíticos.

O líder iraniano, Moktaba Khamenei, insistiu hoje em que o fim da guerra passa pelo cumprimento das condições colocadas por Teerão, enquanto as negociações estão paralisadas.

Fiona Cincotta, analista da Forex.com, disse hoje, em comentário no seu sítio na internet, que as conversações não anularam as possibilidades de ataques dos houthies contra a Arábia Saudita.

Recordou ainda que outubro foi um dos piores meses quanto a ataques a navios no Estreito de Ormuz, com o Brent a cotar em níveis máximos desde abril e as exportações de petróleo do Golfo Pérsico em baixa pela quarta semana consecutiva.

“Enquanto a oferta continuar limitada, os preços do petróleo manter-se-ão estáveis e até podem subir. Os mercados petrolíferos precisam de mais sinais de progressos diplomáticos e mais fluxo no Estreito para que os preços baixem de forma sustentada”, adiantou.

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Flávio Bolsonaro terá viajado para os EUA após ordem de Moraes para entregar passaportes

O senador brasileiro Flávio Bolsonaro terá viajado para os Estados Unidos depois de perder a segunda volta das eleições presidenciais de domingo e de não cumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar os passaportes, segundo três fontes citadas pela Reuters.

Uma fonte próxima da família Bolsonaro confirmou à agência que o senador chegou aos Estados Unidos, mas não revelou o seu destino. A mesma fonte afirmou que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, concedeu asilo a Flávio Bolsonaro e à sua família próxima. Esta informação não foi confirmada de forma independente.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e o advogado do senador não responderam de imediato aos pedidos de comentário da Reuters.

A alegada saída do país poderá agravar as tensões entre Washington e Brasília, numa altura em que o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acusa os Estados Unidos de colaborarem com a família Bolsonaro para a fazer regressar ao poder.

Na segunda-feira, Flávio Bolsonaro recebeu um prazo de 24 horas para entregar os passaportes, no âmbito de uma investigação por alegado branqueamento de capitais, na qual nega qualquer irregularidade. Segundo duas fontes citadas pela Reuters, os documentos foram cancelados depois de o prazo ter terminado.

O senador tinha rejeitado a possibilidade de abandonar o Brasil. “Nunca pensei em sair do país”, afirmou na segunda-feira, acrescentando que entregaria os passaportes e se defenderia do que classificou como uma tentativa de intimidação.

Um responsável sénior da Polícia Federal brasileira disse à Reuters que Flávio Bolsonaro não tinha saído do país através de um posto migratório regular. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou à CNN Brasil não ter confirmação da Polícia Federal ou de outros organismos de fiscalização sobre a saída do senador.

Flávio Bolsonaro, que deverá perder a imunidade parlamentar quando terminar o seu mandato no Senado, em fevereiro, ainda não reconheceu formalmente a derrota eleitoral. No domingo, anunciou que procuraria a anulação dos resultados, alegando irregularidades na votação. Na segunda-feira, porém, o Partido Liberal, a que pertence, reconheceu a vitória de Lula.

O resultado eleitoral foi uma surpresa, uma vez que Flávio Bolsonaro era apontado como favorito à vitória. Donald Trump não comentou diretamente a alegada saída do senador, mas afirmou na segunda-feira que a votação no Brasil “parecia mais uma eleição manipulada”.

A situação recorda a do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos depois de perder as eleições de 2022 para Lula e de não reconhecer inicialmente a derrota. Regressou posteriormente ao Brasil e foi condenado a 27 anos de prisão por envolvimento numa conspiração para dar um golpe de Estado, na sequência da invasão de edifícios governamentais em Brasília por apoiantes seus.

Eduardo Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio e residente nos Estados Unidos, tinha defendido publicamente que o senador abandonasse o país caso perdesse as eleições.

Separadamente, o investidor e antigo secretário de Turismo do México Simón Levy afirmou numa publicação nas redes sociais, divulgada na terça-feira, que a chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos teria sido organizada com a intervenção do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Essa alegação não foi confirmada.

Um deputado federal do seu partido, disse também que “está confirmado que Flávio Bolsonaro, não se sabe pela Argentina ou pela Venezuela, pegou um voo e está indo se exilar nos Estados Unidos”, informou Maurico Marcon do Partido Liberal (PL) do Rio Grande do Sul.

Na publicação nas redes sociais, Mauricio Marcon compara a saída de Flávio do Brasil a de Maria Corina Machado “quando fugiu da ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela”, após as eleições gerais de 2025 no país vizinho.

“Flávio Bolsonaro, o candidato derrotado nas eleições, também busca exílio em outro país”, escreveu o deputado.

A imprensa brasileira também noticiou que aliados e pessoas próximas do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmaram que ele deixou o Brasil com a mulher e as duas filhas, e o mesmo relatou a agência Reuters, citando duas fontes próximas do senador.

A confirmar-se, a fuga ocorre um dia depois de Bolsorano ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz brasileiro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, próximo de Lula, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, o que este não fez, além da proibição de deixar o Brasil.

Mauricio Marcon também criticou o juiz Alexandre de Moraes ao dizer que o magistrado apenas esperou acabar as eleições para proferir uma decisão contra o senador.

“Flávio Bolsonaro está a caminho dos Estados Unidos, onde irá denunciar o regime que é imposto pelo Lula e Xandão [Alexandre de Moraes] e toda essa turma contra o povo brasileiro”, escreveu, ao pedir a destituição do magistrado.

Flávio Bolsonaro terá supostamente deixado o Brasil na noite de segunda-feira rumo à Argentina para seguir viagem para os Estados Unidos, num voo privado, tinha já noticiado antes o portal de notícias argentino Infobae.

A autoridade nacional de migração da Argentina afirmou, não ter registado a entrada de Flávio Bolsonaro no país.

A Polícia Federal brasileira contactou hoje as autoridades da Argentina devido ao risco de fuga do senador e monitorou as áreas de fronteira, disseram à Lusa fontes oficiais.

Flávio não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira, indicaram, por sua vez, as autoridades brasileiras.

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Trump anuncia chegada de um milhão de barris de petróleo venezuelano aos EUA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta terça-feira, 27 de outubro, que os Estados Unidos (EUA) vão receber um milhão de barris de petróleo da Venezuela, no âmbito da cooperação com Caracas após a captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro.

“Tomámos a Venezuela com grande sucesso e enviaram-me, como presente, um carregamento de um milhão de barris de petróleo. E eu vou entregá-lo aos Estados Unidos”, declarou Trump aos jornalistas durante uma viagem ao Texas.

O Presidente norte-americano republicano, que se deslocava ao estado do Texas para participar num comício eleitoral antes das eleições intercalares de 03 de novembro, manifestou confiança em que a chegada do petróleo venezuelano contribua para reduzir os preços dos combustíveis.

O encarecimento da gasolina, agravado pela guerra contra o Irão, tornou-se um dos principais temas da campanha eleitoral, numa altura em que as sondagens apontam para dificuldades dos republicanos.

Numa mensagem publicada posteriormente na sua rede social, a Truth Social, Trump anunciou que iria participar hoje num comício em Corpus Christi, no Texas, onde está prevista a chegada do carregamento.

Segundo o jornal The New York Post, o Presidente e o secretário de Estado, Marco Rubio, deverão visitar o porto onde atracará o navio que transporta o petróleo venezuelano.

“Este é apenas o primeiro carregamento de milhares de milhões de barris que estão para chegar”, escreveu Trump.

A cooperação petrolífera entre Washington e Caracas foi intensificada após a captura e deposição de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em janeiro.

Na sequência da operação militar, que decorreu em Caracas, os Estados Unidos restabeleceram relações diplomáticas com o Governo interino liderado por Delcy Rodríguez.

Em agosto, Washington anunciou um acordo petrolífero que permitirá aos Estados Unidos aceder a um quinto das reservas de petróleo da Venezuela.

O entendimento tem suscitado críticas de setores que acusam o Governo do Presidente Trump de privilegiar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos em detrimento da democratização do país.

Entretanto, o Departamento de Estado norte-americano anunciou na segunda-feira o apoio a um plano de reformas dos sistemas judicial e eleitoral da Venezuela, a concretizar até ao final deste ano.

Segundo a proposta, após a implementação das reformas, Delcy Rodríguez deverá declarar vaga a Presidência, abrindo um prazo constitucional de seis meses para a realização de eleições, previsivelmente em 2027.

O roteiro político está a ser discutido em negociações promovidas por Washington desde agosto, envolvendo representantes do chavismo (a corrente política e ideológica inspirada no legado do antigo presidente Hugo Chávez) e um bloco da oposição liderado por Dinorah Figuera.

A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz (2025) María Corina Machado não participa, até ao momento, nestas conversações.

Machado regressou no domingo à Venezuela, depois de ter permanecido quase um ano fora do país.

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Lucro da Coca-Cola sobe 14% para 12,36 milhões de dólares entre janeiro e setembro

A Coca-Cola registou um lucro líquido de 12.358 milhões de dólares (cerca de 11.045 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 14% em relação ao período homólogo. O lucro do terceiro trimestre foi de 4.009 milhões de dólares, um crescimento de 8% face ao mesmo período do ano anterior.

A multinacional norte-americana Coca-Cola registou um lucro líquido atribuído de 12.358 milhões de dólares (cerca de 11.045 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 14% em relação ao período homólogo.

De acordo com a informação divulgada hoje pela empresa, no terceiro trimestre do ano, que terminou em 02 de outubro, o lucro líquido atingiu 4.009 milhões de dólares (cerca de 3.583 milhões de euros), mais 8% face ao mesmo período do ano anterior.

A Coca-Cola registou receitas de 39.232 milhões de dólares (cerca de 35.066 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, o que representa um aumento de 9% em relação ao ano anterior.

Apenas no terceiro trimestre este valor fixou-se nos 13.380 milhões de dólares (cerca de 11.959 milhões de euros), um aumento de 7% relativamente a 2025.

“Os resultados deste trimestre demonstram o impulso sustentado do nosso sistema, o que nos dá confiança nas previsões atualizadas para todo o ano”, afirmou o presidente executivo (CEO) da empresa, Henrique Braun, citado em comunicado.

Numa perspetiva regional, o volume de vendas aumentou 5% na Europa, no Médio Oriente e em África e 6% na América Latina e na Ásia-Pacífico, mas manteve-se na América do Norte.

Para 2026, a multinacional prevê um crescimento de, pelo menos, 11% no lucro por ação, um aumento em relação ao intervalo de 9% a 10% estimado na apresentação dos resultados anteriores.

 

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Lisbon Chiado Hotel & Spa premiado internacionalmente nos World Luxury Awards 2026

O Lisbon Chiado Hotel & Spa acaba de ser reconhecido internacionalmente ao arrecadar dois galardões de prestígio nos World Luxury Awards 2026: as categorias de Best Luxury New Hotel in Portugal e Best Luxury City Hotel in Southern Europe. A distinção consolida o posicionamento da unidade no segmento da hotelaria de luxo e acompanha a crescente afirmação de Lisboa como um destino global de excelência.

Inaugurado há cerca de um ano, o boutique hotel resulta de uma profunda reabilitação urbana de dois edifícios históricos situados em frente ao Teatro da Trindade, no coração do Chiado. Este projeto marca também a estreia da promotora Coporgest no setor hoteleiro, representando um investimento superior a 20 milhões de euros.

Para Alexandre Vasco, diretor-geral do Lisbon Chiado Hotel & Spa, a dupla atribuição reflete a dedicação e o rigor diário da equipa: “Receber estas duas distinções internacionais é motivo de enorme orgulho para toda a equipa do Lisbon Chiado Hotel & Spa. Este reconhecimento valoriza o trabalho, a dedicação e o compromisso que colocamos diariamente na criação de experiências memoráveis para os nossos hóspedes. É também um incentivo para continuarmos a elevar os nossos padrões de qualidade e a afirmar o hotel como uma referência na hotelaria de luxo, em Portugal e além-fronteiras”, salienta o responsável.

Também Sérgio Ferreira, fundador e CEO da Coporgest, destaca o alinhamento da unidade com a estratégia de 20 anos do grupo na recuperação de património histórico na capital. A nossa estratégia, definida desde o início, é a de crescer de forma sustentada e equilibrada — o que tem permitido, ao longo destes 20 anos, sermos uma empresa reputada e reconhecida e que, de forma muito consistente, tem recuperado património urbano de relevância patrimonial e histórica na cidade de Lisboa… Um projeto que é claramente representativo da qualidade e excelência a que temos habituado os nossos clientes e parceiros”, afirma.

No topo do edifício, o Beyond Rooftop Bar oferece vistas privilegiadas sobre os telhados da zona histórica, o Castelo de São Jorge e o estuário do Tejo. “O espaço disponibiliza uma experiência gastronómica e sensorial que inclui cocktails de autor criados com ervas portuguesas e citrinos regionais, uma seleção diversificada de vinhos e espumantes, e a carta de petiscos BEYOND Bites, onde se destacam o tártaro de vaca, as gambas com alho e coentros, a salada de lavagante e o hambúrguer de assinatura com foie gras”, revela o hotel em comunicado.

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Imagem e reputação de Portugal mantêm-se em nível “moderado” e valem 257,1 mil milhões de euros

Portugal ocupa a 21.ª posição num ‘ranking’ de 30 países na avaliação da sua imagem e reputação, mantendo um desempenho classificado como “moderado”, revela o estudo anual da consultora OnStrategy divulgado esta terça-feira.

De acordo com o documento, a reputação da marca Portugal regista uma pontuação global de 61,7 pontos numa escala de 100, sendo mais favorável junto do público externo (62,6 pontos) do que do público interno (60,9 pontos).

A avaliação revela que os principais “embaixadores” do país são os turistas e os líderes empresariais, quer nacionais quer internacionais. Em sentido oposto, os cidadãos nacionais (59,1 pontos) e os emigrantes (58,2 pontos) surgem como os principais potenciais detratores da imagem do país.

Entre os vários atributos analisados, o item “Beleza, Valores, Cultura e Tradições” é o único a atingir o patamar de “excelência” (mais de 80 pontos) tanto para o público interno (89,8 pontos) como para o externo (82,6 pontos).

Por outro lado, a “Exposição, Comunicação e Relevância Internacional” continuam a ser apontadas como os fatores mais vulneráveis pelos inquiridos externos. No caso do público interno, juntam-se às fragilidades áreas como o “Ambiente Político e Económico”, “Governo e Ética”, “Liderança e Visão” e “Segurança e Estilo de Vida”.

No plano regional, apenas Lisboa, Porto, Madeira e Algarve (Faro) recolhem consenso como ativos impulsionadores da imagem do país, com destaque para o Porto (88,0 pontos internamente) e Lisboa (78,9 pontos externamente). A OnStrategy assinala que, de forma geral, as regiões dependem mais da marca Portugal para a sua projeção do que o inverso, sobretudo no mercado externo.

Ao nível dos setores de atividade, o Turismo, a Alimentação e Bebidas e o Desporto sobressaem como os principais motores da reputação nacional. Entre as marcas corporativas e comerciais, Cristiano Ronaldo, as regiões de Lisboa e Algarve, a Vista Alegre, o Porto, a Madeira, o SL Benfica e a Delta figuram entre os raros nomes reconhecidos como embaixadores internacionais do país.

O estudo calcula ainda o valor financeiro da marca Portugal em 257,1 mil milhões de euros, o equivalente a 83,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Enquanto o PIB português cresceu 6% entre 2024 e 2025, o valor financeiro da marca registou uma progressão de apenas 0,8%.

Na tabela global liderada pelos Estados Unidos (73,7 pontos), China (73,3) e Japão (72,1), Portugal (61,7) surge à frente de países como a África do Sul (61,2), Polónia (60,9), Índia (60,1) e Grécia (58,7).

O trabalho de campo da OnStrategy decorreu durante o primeiro semestre de 2026, envolvendo mais de 140 mil inquiridos em 30 países, no âmbito de metodologias em conformidade com as normas internacionais.

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Primeiras projeções das eleições em Israel confirmam empate técnico

De acordo com as primeiras projeções e sondagens divulgadas logo após o fecho das urnas, antecipa-se um cenário de empate técnico e nenhum dos blocos principais — liderados pelo atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud) e pelo opositor Gadi Eisenkot (Yashar!) — conseguirá alcançar a maioria absoluta de 61 lugares no Parlamento (Knesset) de 120 cadeiras.

Quase três anos depois do ataque mais mortal da história de Israel, o Estado hebraico chamou os seus cidadãos às urnas naquela que foi comummente considerada uma das mais importantes da história, com consequências que vão muito para além do futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ou dos seus oponentes. O massacre do Hamas, em 7 de outubro de 2023, lançou o país numa profunda divisão sobre questões como a responsabilização pelas falhas que permitiram o ataque, o ónus do serviço militar, a independência das instituições democráticas e do poder judiciário, a capacidade de o país manter a prosperidade económica, as alianças internacionais e o espectro do isolamento global.

Após a contagem dos votos, o presidente Isaac Herzog consultará os líderes dos partidos eleitos antes de incumbir o parlamentar que, em sua opinião, tiver a melhor hipótese de formar um governo, o qual não precisa necessariamente ser o líder do maior partido ou bloco. Esse candidato terá 28 dias para articular uma coligação, com uma possível prorrogação de 14 dias. Caso essas tentativas falhem, um segundo líder partidário poderá ter 28 dias (sem prorrogação) para tentar formar um governo, e se essa tentativa também não for bem-sucedida, uma maioria de 61 deputados poderá solicitar ao presidente que atribua a tarefa a um parlamentar específico dentro de um prazo adicional de 21 dias.

Para assumir o poder, um governo precisa de obter a maioria dos votos do Knesset (que tem um total de 120 lugares), embora um governo minoritário possa assumir com menos de 61 apoiantes se as abstenções resultarem em mais votos a favor do que contra. Se todas as tentativas falharem, Israel enfrentará outra eleição, com Netanyahu a permanecer como primeiro-ministro interino até que seja formado um novo governo.

Herzog indicou que está empenhado em evitar uma repetição de 2019-2020, quando impasses persistentes levaram o país às urnas três vezes em 11 meses, incentivando os líderes a considerarem um governo de unidade ou de rotação envolvendo Netanyahu e Eisenkot, caso nenhum dos dois consiga formar um bloco sozinho.

Coube aos mais de 7,3 milhões de eleitores decidir entre os 34 partidos que concorreram às eleições. Os quatro principais partidos da oposição são o Yashar (de Gadi Eisenkot), o B’Yachad (de Naftali Bennett), o Yisrael Beytenu (de Avigdor Liberman) e os Democratas (de Yair Golan).

A Comissão Central de Eleições confirmou que a afluência às urnas registou valores excecionalmente altos ao longo do dia, batendo recordes de votação em comparação com atos eleitorais anteriores. Segundo a imprensa israelita, outro dado interessante é o facto de a população árabe de Israel – cerca de 20% do total – ter comparecido em massa à votação, em grande medida por causa das iniciativas profundamente racistas de Itamar Ben-Gvir, o ainda ministro da Segurança Nacional. Que, entre outras coisas, aconselhou os militares a procederem a uma limpeza étnica em Gaza por via de bombardeamentos aéreos e os colonos da Cisjordânia a matarem o maior número possível de árabes.

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Confiança dos consumidores franceses atinge mínimo desde 2013

A confiança dos consumidores franceses caiu em outubro para o nível mais baixo desde junho de 2013, segundo o INSEE. O indicador, que mede a opinião dos agregados familiares, registou 80 pontos, uma queda de cinco pontos em relação a setembro.

O indicador que resume os resultados dos inquéritos mensais realizados junto dos agregados familiares, caiu para 80 pontos, menos cinco do que em setembro, avançou o INSEE em comunicado, citado pela EFE, no qual recorda que 100 pontos corresponde à média de longo prazo.

A razão para a descida reside na opinião expressa pelos inquiridos sobre a perceção da sua situação financeira pessoal passada e futura, que revelou uma clara deterioração. Em particular no que diz respeito às perspetivas futuras, salientou o instituto de estatística.

Além disso, a proporção de famílias que consideram oportuno fazer compras importantes na situação atual recuou e afastou-se da sua média de longo prazo.

Embora em outubro tenha diminuído a percentagem dos que consideram que é altura de poupar, esta manteve-se claramente acima da média de longo prazo.

Estes dados são publicados num momento em que França enfrenta há semanas com vários protestos contra o aumento do custo de vida e as condições nas escolas.

O país atravessa uma situação financeira muito delicada, com uma dívida pública sob pressão dos mercados, o que se traduziu, nos últimos meses, num forte aumento dos juros e do prémio de risco, que se encontra nos níveis mais elevados desde 2012, um dos momentos críticos da crise financeira.

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Trabalhadores-eletricistas da Câmara de Lisboa em plenário na Praça do Município amanhã

Os trabalhadores-eletricistas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) vão realizar um plenário na Praça do Município, amanhã, dia 28 de outubro, entre as 10h00 e as 11h00.

Em causa está o pagamento do suplemento noturno sobre o trabalho suplementar.

Segundo nota à comunicação social divulgada pelo STML – Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, em 2014 a autarquia decidiu pagar o trabalho extraordinário realizado por todos os trabalhadores em período noturno, com o respetivo suplemento.

A decisão deu cumprimento ao n.º 1 do artigo 161.º da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, que determina que “o trabalho noturno deve ser remunerado com um acréscimo de 25 % relativamente à remuneração do trabalho equivalente prestado durante o dia”, entendimento que o STML também defende.

O entendimento foi vertido no Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP) entre a CML e o STML, publicado em março de 2016, e nas duas revisões subsequentes. No entanto, acusa o sindicato, a decisão tomada em 2014 nunca foi aplicada aos trabalhadores-eletricistas da autarquia.

Apesar da insistência do sindicato junto da Direção Municipal de Recursos Humanos para a correção da omissão no pagamento do suplemento noturno sobre o trabalho suplementar quando o mesmo recai no período noturno – entre as 20h e as 7h -, os trabalhadores decidiram, com o sindicato, reivindicar diretamente junto do executivo municipal liderado por Carlos Moedas, no dia de Reunião Pública de Câmara.

Assim, amanhã, entre as 10h e as 11h, estarão concentrados na Praça do Município para entregar ao Presidente da CML documentação que atesta que a Câmara está em dívida com estes trabalhadores, exigindo a regularização imediata do pagamento.

Na nota, o STML sublinha a importância que estes trabalhadores têm no funcionamento diário de inúmeros serviços públicos municipais, no trabalho realizado no espaço público de Lisboa e o seu papel nos eventos que marcam a vida da cidade.

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Crédito Agrícola mantém rating ESG de ‘2’ da Sustainable Fitch e melhora score global para 65 pontos

A agência Sustainable Fitch manteve o rating ESG corporativo do Grupo Crédito Agrícola (GCA) em ‘2’, numa escala de 1 (melhor) a 5 (pior), e reviu em alta o seu score global de 64 para 65 pontos, informou hoje a instituição financeira em comunicado.

Segundo a instituição financeira, esta avaliação reflete os progressos alcançados no reporte de sustentabilidade, nas práticas operacionais, nas políticas de exclusão setorial e no crescimento da atividade de financiamento e investimento sustentáveis, evidenciando a integração dos princípios ESG (ambientais, sociais e de governação) no modelo de negócio do banco.

O relatório da Sustainable Fitch reconhece o modelo de banca cooperativa da instituição, destacando o seu contributo para a inclusão financeira e para o desenvolvimento económico local. Em concreto, a avaliação sublinha que o Crédito Agrícola está presente em 95% dos municípios portugueses de baixa densidade e mantém 257 agências em localidades onde não existe qualquer outra instituição de crédito, o que representa 41,7% da sua rede comercial de 615 balcões.

Na vertente social e de igualdade de género, o documento assinala que as mulheres representam 52% do total de colaboradores do grupo bancário. Já no órgão de governação, composto pelo Conselho de Administração Executivo e pelo Conselho Geral e de Supervisão, a representação feminina fixa-se nos 37,5%, apresentando um nível de independência de 55%.

No plano ambiental, a avaliação destaca a Estratégia de Sustentabilidade 2026-2028 e as metas estabelecidas para 2030 relativas à redução de emissões operacionais e financiadas em oito setores de elevada intensidade carbónica. O grupo comprometeu-se a alcançar a neutralidade carbónica nos âmbitos 1 e 2 e a reduzir em 33% as emissões operacionais do âmbito 3 até 2030.

O Grupo Crédito Agrícola é o sexto maior grupo bancário português em termos de ativo líquido, operando através da Caixa Central e de 67 Caixas Agrícolas associadas, prestando serviços a cerca de 1,6 milhões de clientes.

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FPF, BPI e Fundação la Caixa lançam 4.ª edição das Bolsas de Estudo da Liga BPI

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em parceria com o BPI e a Fundação la Caixa, lançou esta terça-feira, 27 de outubro, a 4.ª edição do Programa de Bolsas de Estudo destinado a jogadoras da Liga BPI, a principal competição nacional de futebol feminino.

Segundo o Grupo BPI, nesta edição, serão atribuídas bolsas a 20 futebolistas, numa iniciativa que procura reforçar as condições para que as atletas possam conciliar o percurso académico com as exigências da prática desportiva de alto rendimento.

O programa assume-se como um instrumento de apoio à dupla carreira, reconhecendo a importância de criar oportunidades para que as jogadoras possam prosseguir os seus estudos sem deixarem de investir na evolução desportiva e na concretização dos seus objetivos profissionais.

“Chegar à quarta edição deste programa é motivo de satisfação e demonstra o valor de uma iniciativa que tem vindo a consolidar-se, criando oportunidades concretas para as jogadoras da Liga BPI. Queremos que as futebolistas possam ambicionar uma carreira desportiva de sucesso sem terem de colocar de lado a sua formação académica. Acreditamos que preparar o futuro passa também por proporcionar ferramentas e condições para que cada jogadora possa desenvolver todo o seu potencial, dentro e fora do campo”, afirmou Sofia Teles, Diretora da Federação Portuguesa de Futebol.

A responsável sublinhou ainda que “esta caminhada tem sido feita em parceria com o BPI, uma marca que tem desempenhado um papel muito importante no crescimento e na promoção do futebol feminino”.

A mesma ideia foi reforçada por Constança Macedo, Diretora Executiva de Comunicação e Marca do BPI: “O programa de Bolsas de Estudo da Liga BPI é mais um passo no nosso compromisso de apoiar o desenvolvimento e a valorização do futebol feminino. Queremos que as futebolistas não tenham de escolher entre o alto rendimento e a formação académica e que se possam preparar para a vida profissional depois do futebol. Ao fim de três edições concluídas e de quase meia centena de bolsas atribuídas, as bolseiras demonstraram que é possível conciliar a competição com os estudos, com enorme mérito.”

A apresentação da quarta edição ficou também marcada pela realização de dois painéis de debate.

No primeiro, as bolseiras da edição anterior, Rita Melo e Neuza Besugo, juntamente com Susana Bravo, Treinadora Nacional de Sub-16, abordaram a importância do apoio à formação académica e o papel destas oportunidades no percurso das jogadoras.

O segundo painel, subordinado ao tema “Formar para Vencer”, reuniu Constança Macedo, José Paisana, Treinador Nacional, Rita Fontemanha, antiga internacional portuguesa, José Mendes, Diretor da FPF Academy, e Laura Luís, jogadora do Racing Power. A conversa centrou-se na formação, na preparação das atletas para os desafios da carreira e na importância de uma abordagem que articule o desenvolvimento desportivo com a valorização académica e pessoal.

As candidaturas serão apreciadas por um júri composto por elementos da FPF, de acordo com os critérios de mérito e aproveitamento académico definidos no regulamento público.

O período de candidatura e seleção decorre entre 27 de outubro e 28 de novembro de 2026.

A ligação entre a FPF e o BPI começou em 2018, com o patrocínio às Seleções Nacionais AA de futebol, masculina e feminina, e à Seleção Nacional Sub-21 masculina. O BPI dá ainda o naming à principal competição de futebol feminino, a Liga BPI, e patrocina a Taça da Liga Feminina, a Taça de Portugal Feminina e a Supertaça Feminina.

A Fundação la Caixa, que se associou ao Programa de Bolsas de Estudo desde a sua implantação em Portugal, na sequência da entrada do BPI no Grupo CaixaBank, destina em 2026 cerca de 56 milhões de euros a projetos sociais, de investigação, educativos e de divulgação cultural e científica.

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Governo simplifica acesso a apoios e reforça capacidade de investimento dos viticultores

Os viticultores vão passar a poder aceder mais cedo aos apoios destinados à reestruturação e conversão de vinhas. O Governo aprovou uma portaria que elimina a exigência de início prévio dos investimentos para efeitos de pedido de adiantamento das ajudas do PEPAC, uma medida anunciada pelo Ministério da Agricultura e Mar com o objetivo de reduzir a burocracia e garantir que os produtores têm liquidez no momento em que decidem investir.

De acordo com o comunicado, passa assim a ser possível solicitar o adiantamento da ajuda antes mesmo do arranque dos investimentos, o que assegura uma resposta mais rápida às necessidades de tesouraria das explorações agrícolas, sem comprometer o rigor na gestão dos fundos públicos. Mantêm-se, no entanto, as obrigações de prestação de garantia a favor do IFAP e de execução integral dos investimentos dentro dos prazos definidos.

A mesma portaria introduz também um esclarecimento quanto às regras de elegibilidade da intervenção de alteração do perfil do terreno na Região Demarcada do Douro, de forma a garantir uma aplicação mais clara e uniforme do regime, salvaguardando as especificidades já previstas para aquela região.

Foram ainda aprovados ajustamentos ao regime excecional de candidaturas da campanha 2026-2027, destinado a apoiar os produtores afetados pelos fenómenos meteorológicos adversos registados entre janeiro e fevereiro deste ano.

Para o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, esta alteração corrige um entrave que penalizava quem quer investir. “Não faz sentido obrigar um viticultor a iniciar um investimento para só depois poder aceder ao adiantamento do apoio. Com esta alteração, retiramos um obstáculo burocrático e garantimos que os apoios chegam quando são necessários: quando o viticultor decide investir”, afirmou, sublinhando que quem quer plantar, reconverter ou modernizar a vinha precisa de previsibilidade e liquidez e que o objetivo do Governo é simplificar procedimentos para que os apoios cheguem mais depressa ao terreno.

O Executivo salienta que a medida assume particular importância para a campanha em curso, permitindo uma tramitação mais célere dos processos e uma execução mais eficaz dos investimentos apoiados.

Esta alteração insere-se numa estratégia mais ampla para o setor da vinha e do vinho, que tem procurado responder aos desafios imediatos e ao mesmo tempo reforçar as bases para o futuro. Entre as iniciativas já adotadas contam-se as novas regras de rotulagem, o reforço do controlo e da rastreabilidade com a criação de um sistema digital, o reforço da promoção internacional, a criação do Observatório da Vinha e do Vinho, o Plano de Ação para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro para o período 2026-2032 e a instituição do Dia Nacional da Vinha e do Vinho.

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BEI anuncia 300 milhões para investir em construção e reabilitação em Portugal

O Banco Europeu de Investimento (BEI) anunciou mais 300 milhões de euros para investir na reabilitação imobiliária e construção em Portugal, isto numa altura em que a crise da habitação toma o destaque do discurso político. O Banco fala em 70 mil fogos para construção ou renovação, além de verbas para a expansão do Metro em Lisboa.

Além da celebração de 50 anos de atividade do BEI em Portugal, o evento realizado esta terça-feira no Ministério das Finanças, em Lisboa, serviu para anunciar cinco medidas, uma por cada década, onde se inclui novo empréstimo para revitalizar o parque habitacional. O anúncio coube à presidente da instituição, Nadia Calviño, que reconheceu quão adequada esta será nesta altura.

“Não poderia ser uma altura mais apropriada para anunciar que vamos aumentar o apoio à habitação em Portugal”, afirmou, lembrando que, com este novo empréstimo, o montante global dos últimos dois anos neste sector chega a 3 mil milhões de euros.

Antes, e num painel que juntou Nadia Calviño com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, o dirigente autárquico havia defendido que “sem o dinheiro europeu, incluindo do BEI, não haveria habitação social em Portugal”.

Também o Presidente da República visitou o tópico no encerramento do evento, pedindo ajuda da instituição para “dar maior escala e rapidez à resposta” a esta crise.

Além da verba para a habitação, houve lugar a mais quatro medidas anunciadas – “uma por cada década”, como ilustrou a presidente.

O BEI irá desbloquear 750 milhões de euros para as áreas afetadas pelas intempéries e tempestades do início do ano, montante que se dividirá entre autarquias, “para reabilitar infraestruturas e equipamento”, e pequenas e médias empresas (PME) afetadas na região. Além disso, o banco também irá financiar a expansão do Metro de Lisboa, isto no âmbito do “compromisso com finanças verdes”.

Finalmente, Calviño fez ainda saber que o BEI continuará a dar garantias à CGD para que o banco público conceda financiamento a PME e mid-caps, além de lançar a iniciativa ‘European Tech Champions’, para a qual o Estado português contribuiu 50 milhões de euros.

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Santander inaugura WorkCafé em Oeiras e atinge 10 espaços em Portugal

O Santander abriu o seu décimo WorkCafé em Portugal, em Oeiras, na Quinta das Palmeiras, atingindo a marca de 10 espaços deste conceito no país, anunciou hoje o banco em comunicado.

O novo espaço, segundo a instituição, reúne serviços bancários, áreas de cowork e cafetaria e contará com uma agenda de eventos aberta à comunidade.

Pensado para as novas formas de trabalhar e colaborar, o WorkCafé dispõe de salas de reunião, zona lounge e Wi-Fi gratuito, bem como equipamentos de última geração que permitem realizar operações de caixa de forma autónoma e num horário alargado, estando aberto a clientes e não clientes.

“O WorkCafé transforma a forma como recebemos e nos relacionamos com quem nos procura. É um espaço mais aberto e próximo, sem as barreiras de uma agência tradicional. A tecnologia simplifica as operações correntes, permitindo que as nossas equipas tenham mais tempo para ouvir e acompanhar cada cliente. Em Oeiras, um concelho com uma forte dinâmica empresarial, queremos que este espaço faça parte do quotidiano de quem aqui vive, trabalha ou estuda”, afirma Joaquim Filipe, administrador executivo do Santander Portugal, citado na nota.

Segundo o banco, a escolha de Oeiras reflete o perfil de um concelho reconhecido pelo dinamismo económico e pela aposta na ciência, tecnologia e inovação, que acolhe polos de investigação e parques empresariais como o Taguspark e o Lagoas Park.

O conceito WorkCafé é uma das principais iniciativas de transformação da rede comercial do Santander.

Com a abertura de Oeiras, a rede passa a contar com 10 espaços em Portugal, distribuídos por Aveiro, Coimbra, Espinho, Leiria, Lisboa e Porto.

Até ao final do ano, o banco prevê abrir novos espaços em Cascais, Estoril, Barcelos e Albufeira. Em 2027, o objetivo é acelerar o ritmo de aberturas e chegar aos 30 WorkCafés em todo o país.

Criado no Chile, em 2016, o modelo está hoje presente em vários mercados do Grupo Santander, que conta com mais de 260 WorkCafés em todo o mundo.

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PR pede que BEI ajude a dar “escala e rapidez” na resposta à crise da habitação

Além do diálogo entre Governo e partidos, o Presidente da República pede que seja dada “escala e rapidez” à resposta necessária à crise da habitação em Portugal, dada a urgência da questão. E para isso Portugal precisa do apoio do Banco Europeu de Investimento (BEI), continuou, lembrando o impacto que a instituição teve no desenvolvimento do país nos últimos 50 anos.

No evento realizado esta terça-feira em Lisboa para celebrar os 50 anos do BEI em Portugal, António José Seguro voltou a apelar ao diálogo entre partidos e o Governo para que sejam tomadas medidas concretas que ajudem a mitigar o problema da habitação no país, em linha com os comentários que já havia feito no mesmo dia.

O Presidente começou por argumentar que o critério principal para avaliar o investimento deve ser “a capacidade de melhorar a vida dos portugueses”, algo em que o BEI foi rico nos últimos 50 anos e, perante as necessidades de investimento em habitação no território nacional, poderá voltar a sê-lo.

“Precisamos de dar maior escala e rapidez à resposta, para que mais pessoas possam ter uma casa compatível com os seus rendimentos”, afirmou, acrescentando de seguida que “o apoio do BEI à habitação acessível pode ajudar a responder a estas dificuldades”.

A figura máxima do Estado defendeu ainda que “uma casa é condição de dignidade, segurança e a base para desenvolver projetos”, sublinhando a importância da questão. De resto, garante que continuará a ter neste tópico uma das prioridades da sua governação.

Por outro lado, “os cidadãos têm o direito de pedir contas e transparência” aos poderes públicos, algo que, argumenta, confere robustez às suas decisões.

Foi a segunda vez que o Presidente se pronunciou sobre a questão da habitação esta terça-feira, isto depois de uma semana de pedidos de vários quadrantes para que viesse a público tomar uma posição face à violência policial de que foram alvo os protestos do fim-de-semana em Lisboa.

Antes, Seguro havia já elogiado o trabalho do BEI ao longo destas cinco décadas em Portugal, lembrando que foram mais de 70 mil milhões de euros investidos no desenvolvimento do país. Estes investimentos refletem-se na coesão territorial, empresas, energias renováveis e até na Ponte Vasco da Gama – ou seja, projetos com impacto e que estão “presentes no dia-a-dia” do país.

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