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Rankings. Ministro alerta para “competição desigual” entre escolas públicas e privadas

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By: Lusa

O ministro da Educação opôs-se a leituras simplistas do ranking das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.

Fernando Alexandre falava de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.

“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.

“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem [os resultados das duas] para desvalorizar o que é feito na escola pública — trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.

O ranking indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias. A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.

“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua — temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.

Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.

Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.

“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram — porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.

Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.

Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.

“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.

Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.

Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.

Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.

"Eu sempre defendi os rankings, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço.”

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Força Aérea vai comprar sistema de radar móvel de longo alcance por 22,2 milhões de euros


A Força Aérea obteve ‘luz verde’ do Governo para a compra de um sistema de radar móvel de longo alcance, num montante máximo de 22,2 milhões de euros, a ser executado entre 2026 e 2028. Equipamento que irá reforçar a participação nacional na NATO.

A compra do “sistema radar móvel de longo alcance, num investimento máximo de 22,2 milhões de euros entre 2026 e 2028” foi aprovado no último Conselho de Ministros. “Este equipamento reforça a capacidade de vigilância e identificação de ameaças no espaço aéreo nacional e fortalece a participação de Portugal no sistema integrado de defesa aérea e antimíssil da NATO”, pode ler-se em comunicado. 

Em outubro, o Governo tinha revogado um despacho datada de dezembro de 2025 para a compra de um radar, no valor máximo de 22,2 milhões de euros, que tinha de ser executado em 2026. A aquisição é feita com financiamento da Lei de Programação Militar. 

Radar em base aérea dos Açores

O ramo das Forças Armadas está ainda a negociar com a Neuraspace a instalação de um radar numa base área nos Açores. Um novo passo no âmbito da parceria já existente com a empresa do setor espacial, desde 2024.

“A Força Aérea, desde setembro de 2024, possui uma parceria estratégia com a empresa nacional NeuraSpace, visando particularmente o usufruto do sensor ótico de Space Surveillance and Tracking (sendo ótico só opera em períodos noturnos e sem nuvens), propriedade da NeuraSpace instalado na Base Aérea de Beja (BA11), adquirido ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) [Neuraspace AI Fights Space Debris Project]. Nesta parceria a Força Aérea tem usufruído de observações de objetos no Espaço, fundamental para o Conhecimento Situacional Espacial e para a operação segura dos satélites que opera (satélites da Constelação do Atlântico)”, lembra porta-voz da Força Aérea quando contactada pelo ECO/eRadar sobre qual o estado da negociação com a empresa nacional.

“O mesmo projeto (Neuraspace AI Fights Space Debris Project) prevê a possibilidade de instalação de um radar (permitirá observações durante 24H/dia e em condições de meteorologia adversa), no Arquipélago dos Açores, visando obter dados de Space Surveillance and Tracking, sob o Atlântico”, refere ainda.

“Esta ação está a ser analisada no contexto mais amplo da ambição nacional para o domínio espacial. À medida que Portugal, com relevo para a Força Aérea, desenvolve a sua componente da Constelação do Atlântico e prepara a integração das suas capacidades na iniciativa Alliance Persistent Surveillance from Space (APSS) da NATO, torna-se cada vez mais relevante dispor de uma arquitetura integrada que combine sensores espaciais e sensores terrestres”, refere o porta-voz do ramo das Forças Armadas.

Telescópio ótico, resultado de parceria entre a Neuraspace e a Força Aérea Portuguesa. Instalado na base área de Beja.

“Um radar de vigilância espacial em território nacional, representaria um reforço da capacidade nacional de conhecimento da situação espacial, complementando os satélites da Constelação do Atlântico e contribuindo para uma maior autonomia da consciência situacional para Portugal, para a Europa e para a NATO”, refere ainda.

“A convergência entre a constelação de satélites, as infraestruturas e sensores de vigilância espacial poderá posicionar Portugal como um ator relevante de impacto sobre o Atlântico, reforçando simultaneamente o papel da Força Aérea Portuguesa e do Centro de Operações Espaciais na futura arquitetura europeia e aliada de Space Domain Awareness”, aponta ainda.

Em outubro, foram lançados dois novos satélites SAR da Constelação Atlântico, operados pela Força Aérea.

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Nova SBE debate novos modelos de negócio do luxo

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By: ECO

A Nova SBE, a EY-Parthenon e a Laurel vão apresentar e debater esta terça-feira, os novos modelos de luxo à boleia da apresentação do EY Luxury Client Index 2026 num evento dedicado aos novos modelos de negócio no luxo.

O estudo analisa tendências que estão a transformar o mercado global, incluindo a importância da qualidade, do trabalho dos artífices e da herança das marcas, bem como o papel da tecnologia e da inteligência artificial. Será apresentado por Hermano Rodrigues, da EY-Parthenon.

A perspetiva sobre a realidade portuguesa será apresentada por Francisco Carvalheira, secretário-geral da Laurel, a associação portuguesa de marcas de luxo, membro da ECCIA, a associação das associaçõs europeias deste segmento.

Num debate sobre novos modelos de negócios de luxo junta o cofundador da app Soko, João Graça, o cofundador da marca ISTO., Pedro Palha, o administrador do grupo Amorim Luxury com o pelouro dos restaurantes JNcQUOI, Ricardo d’Assunção, e a country manager da Loewe Portugal, Rita Ricciardi. A moderação é de Inês Risques, professora da Nova SBE e codirectora do Luxury Management Workstream desta faculdade com o professor Michael Pinkhasov, que fará a síntese final do evento.

O evento realiza-se na Nova SBE, no Westmont Hospitality Hall, esta terça-feira, das 16h00 às 18h30, e a participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

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Movimento de estudantes pede fim dos exames nacionais por penalizarem alunos mais pobres

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By: Lusa

O movimento “Voz aos Estudantes” recolheu cinco mil assinaturas para exigir o fim dos exames nacionais, alegando que penalizam os alunos mais pobres e favorecem quem pode pagar para se preparar melhor.

“A realização de exames não é justa, porque não garante uma igualdade de oportunidades no ensino e no acesso ao ensino superior, como se pode confirmar pelos rankings de escolas conhecidos hoje“, disse hoje à Lusa João Baldaia, dirigente do movimento Voz aos Estudantes.

Para o aluno do 12.º da Escola Secundária Marco de Canavezes, os exames acabam por deixar “muitos estudantes para trás”, em especial os de agregados familiares mais pobres e de zonas mais carenciadas.

Por outro lado, acrescenta o dirigente, os exames privilegiam quem “pode pagar a sua educação, ter explicações e preparar-se melhor” para provas feitas em “três horas que resumem três anos de trabalho”.

Nos primeiros 50 lugares dos rankings, que ordenam as notas nos exames nacionais de escolas públicas e privadas, aparecem apenas quatro escolas públicas e a primeira surge só no 38.º lugar, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados divulgados pelo ministério da Educação.

Os resultados dos alunos do secundário que realizaram provas em 2025 mostram ainda que mais de oito em cada dez notas máximas foram atribuídas a um estudante sem Apoio Social Escolar (ASE) e a maioria das escolas públicas com melhores classificações nos exames são as que têm menos alunos carenciados.

Para João Baldaia, estes dados não surpreendem, até porque nas escolas estas desigualdades são uma realidade bem conhecida.

A Voz aos Estudantes lançou um abaixo-assinado “que conta já com cerca de 5.000 assinaturas”.

“Não consideramos normal que, perante as injustiças que se revelam concretamente nestes dados, bem como nos dados de acesso ao Ensino Superior, se continue a insistir nos exames nacionais enquanto forma de avaliação dos estudantes, ignorando a desigualdade que provocam”, escreve o movimento numa carta enviada às redações.

Para os jovens, a divulgação de rankings de escolas, ordenadas tendo em conta as notas dos exames nacionais vem comprovar o “caráter profundamente injusto e elitizante dos exames”.

Os alunos defendem em alternativa aos exames uma valorização da avaliação contínua, para permitir que todos os estudantes tenham uma “verdadeira igualdade de oportunidades no seu sucesso escolar e no acesso ao Ensino Superior”.

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Novo sistema de acesso a consultas e cirurgias do SNS arranca em janeiro

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By: Lusa

O Sistema Nacional de Acesso a Consultas e Cirurgias (SINACC) vai arrancar em janeiro, depois de ter sido adiada a entrada em funcionamento prevista para agosto após críticas da Ordem dos Médicos, anunciou esta sexta-feira a ministra da Saúde.

“Vai avançar no primeiro trimestre do próximo ano, em janeiro do próximo ano”, disse Ana Paula Martins, explicando que serão feitas as necessárias correções às falhas detetadas nas portarias entretanto aprovadas: “Aquilo que não estiver bem, nas portarias ou nos despachos, muda-se“.

A governante, que falava junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde foi assinado um protocolo de partilha de meios com o INEM e apresentadas as primeiras viaturas que vão renovar a frota do instituto, referia-se às portarias que já tinham sido alvo de críticas da Ordem dos Médicos.

Em julho, a Ordem dos Médicos defendeu a revisão das portarias que, entre outras matérias, deixarem de prever a inscrição de alguns doentes na lista de cirurgias, alertando para riscos na transparência, equidade e monitorização das listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), e manifestou “profunda preocupação” com o impacto destas portarias.

Na sequência destas críticas, a entrada em funcionamento do SINACC — que vai substituir o atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) — acabou por ser suspensa.

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BPI contribui com 339 milhões de euros para os lucros do CaixaBank até setembro

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By: Lusa

O banco espanhol CaixaBank registou lucros de 4.962 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,9% face ao período homólogo de 2025, disse hoje o grupo financeiro, que em Portugal detém o BPI.Lusa

O banco espanhol CaixaBank registou lucros de 4.962 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,9% face ao período homólogo de 2025, anunciou esta sexta-feira o grupo financeiro, que em Portugal detém o BPI.

Em comunicado, o CaixaBank atribui a subida do resultado líquido ao forte crescimento do negócio, detalhando que o BPI contribuiu com 339 milhões de euros para os resultados nos primeiros nove meses.

A margem financeira, a diferença entre os juros cobrados nos créditos e a remuneração dos depósitos dos clientes, avançou 2,9% para 8.196 milhões de euros. No total, as receitas do grupo entre janeiro e setembro avançaram 4,4% para 12.656 milhões de euros.

Os recursos dos clientes (21,1 milhões em Espanha e Portugal) subiram 3,9% no mesmo período, para 760.353 milhões de euros. A carteira de “crédito saudável” concedido pelo banco aumentou 8,0% comparando com os primeiros nove meses de 2025, para 397.469 milhões de euros, com “uma tendência positiva nos créditos tanto a particulares como a empresas”.

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Canadá apresenta primeira estratégia de segurança nacional em mais de 20 anos

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By: Lusa

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, apresentou na quinta-feira a primeira estratégia de segurança nacional do país em mais de duas décadas, centrada no reforço da soberania, da defesa, da segurança económica e das capacidades de informação.

O documento, intitulado “The Plan for a Stronger Canada” (“Plano para um Canadá Mais Forte”), estabelece cinco prioridades estratégicas para responder às crescentes ameaças internacionais, incluindo ciberataques, interferência estrangeira, espionagem, criminalidade organizada e utilização das relações comerciais como instrumento de pressão política e económica.

“Num mundo em rápida transformação, mais perigoso e mais dividido, o Canadá tem de ter capacidade para defender a sua soberania, resistir às ameaças emergentes e determinar o seu próprio futuro”, afirmou Carney, citado num comunicado divulgado pelo seu gabinete.

A nova estratégia parte do princípio de que a segurança nacional deixou de depender exclusivamente da capacidade militar, passando também pela solidez da economia, pela proteção das infraestruturas essenciais, pela autonomia tecnológica e pelo fortalecimento das relações com os aliados internacionais.

Entre as cinco prioridades identificadas pelo Governo canadiano estão o reforço da segurança económica, a diversificação das parcerias internacionais, a modernização das Forças Armadas, a proteção da população contra ameaças internas e externas e o desenvolvimento das capacidades dos serviços de informações.

Na vertente económica, Otava pretende reduzir a dependência de fornecedores externos, proteger as cadeias de abastecimento, reforçar a segurança energética e investir em setores considerados estratégicos, incluindo tecnologias avançadas, inovação e recursos naturais.

A política externa deverá privilegiar a diversificação das relações comerciais e o aprofundamento da cooperação com parceiros considerados estratégicos, procurando aumentar a autonomia do Canadá num contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e económicas, de acordo com a mesma nota informativa.

No domínio militar, o executivo compromete-se a acelerar a aquisição de equipamentos, fortalecer a indústria nacional de defesa e modernizar as Forças Armadas, de forma a cumprir os compromissos assumidos no âmbito da NATO e do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD).

“Um Canadá mais forte começa pela capacidade de defender o Canadá”, declarou o ministro da Defesa Nacional, David McGuinty, sublinhando que a estratégia pretende reforçar a capacidade de resposta militar, a segurança das infraestruturas essenciais e a proteção dos interesses nacionais.

A segurança do Ártico assume igualmente um papel central no documento, que prevê o reforço da capacidade de defesa e vigilância da região, bem como uma maior participação canadiana nos esforços internacionais de estabilidade e segurança.

Na área da segurança interna, o Governo pretende intensificar o combate à interferência estrangeira, ao extremismo violento, à espionagem e à criminalidade transnacional, incluindo fraudes financeiras, branqueamento de capitais, extorsão e exploração através da Internet.

A modernização dos serviços de informações constitui outra prioridade, com o executivo a defender a atualização dos instrumentos legais e tecnológicos de recolha e análise de informações, assegurando simultaneamente a proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, considerou que a segurança e a prosperidade canadianas são cada vez mais influenciadas por acontecimentos internacionais, defendendo o aprofundamento da cooperação com parceiros de confiança.

O plano prevê ainda a apresentação, durante o primeiro ano de implementação, de propostas legislativas destinadas a modernizar o enquadramento jurídico da segurança nacional, bem como a realização de uma reunião entre o primeiro-ministro e os chefes dos governos provinciais e territoriais para melhorar a coordenação institucional.

O Governo recordou que o Orçamento de 2025 incluiu 10,9 mil milhões de dólares canadianos (cerca de 7 mil milhões de euros), distribuídos por cinco anos, para modernizar as infraestruturas digitais do Ministério da Defesa, das Forças Armadas e do organismo responsável pela segurança das comunicações e pela cibersegurança.

Este investimento deverá permitir desenvolver sistemas digitais mais seguros e resistentes a ataques informáticos, numa altura em que Otava identifica as ameaças cibernéticas como um dos principais desafios à segurança nacional.

A estratégia será revista pelo menos de quatro em quatro anos, com o objetivo de adaptar as prioridades canadianas à evolução das ameaças internacionais e das necessidades de defesa e segurança do país.

Este anúncio coincidiu com o início da cimeira de dois dias entre o Canadá e a União Europeia (UE), que decorre até hoje em Montreal, e na qual estão previstas discussões sobre defesa, segurança económica, energia, matérias-primas críticas e cooperação tecnológica.

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Portugal perde terreno na captação de investimento estrangeiro na União Europeia


Portugal voltou a captar investimento direto estrangeiro no primeiro semestre de 2026, após ter registado uma saída líquida de capitais um ano antes. Mas a recuperação não chegou para acompanhar o peso que o país tinha no investimento recebido pela União Europeia.

Segundo o relatório “FDI in Figures”, publicado esta sexta-feira pela OCDE, as entradas líquidas de investimento estrangeiro na economia portuguesa atingiram 7.718 milhões de dólares entre janeiro e junho, contra um saldo negativo de 300 milhões no mesmo período de 2025.

Esta subida coloca Portugal entre as economias que recuperaram a captação de capital externo em 2026, embora o montante tenha ficado 44,3% abaixo dos 13.862 milhões recebidos no segundo semestre do ano passado – os valores são preliminares e excluem as entidades com finalidade especial, veículos usados pelos grupos empresariais para canalizar operações financeiras.

Por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,6 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,2 dólares nos seis meses anteriores.

A dinâmica de Portugal em captar capital estrangeiro também fica aquém da média dos países da OCDE e da União Europeia. Segundo os dados do relatório, o investimento estrangeiro recebido pelos países da OCDE passou de 278,9 mil milhões para 684,4 mil milhões de dólares, um aumento de 145,4%, enquanto na União Europeia avançou de 59,7 mil milhões para 296,8 mil milhões, quase cinco vezes mais.

Estes dois movimentos contribuíram para que Portugal perdesse peso na captação de investimento direto estrangeiro na União Europeia: por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,60 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,20 dólares nos seis meses anteriores.  A quota nacional caiu, assim, 8,6 pontos percentuais, para menos de um quarto da registada no segundo semestre de 2025.

Apesar desta perda de peso no contexto europeu, Portugal recuperou num período em que algumas das maiores economias europeias receberam menos investimento do que um ano antes. É o caso de Espanha, que captou 9.505 milhões de dólares, menos 28,4% em termos homólogos; da Alemanha, que recebeu 31.956 milhões, menos 20,5%; e de França, que atraiu 17.920 milhões, menos 39,8% em termos homólogos.

O montante português ficou próximo dos 7.985 milhões recebidos pela Grécia e dos 8.511 milhões da Suécia, mas abaixo dos 15.915 milhões da Polónia.

A comparação exige, contudo, cautela, dado que a OCDE explica que algumas economias europeias apresentam “grandes flutuações do investimento direto estrangeiro”, associadas a operações de capital e empréstimos entre empresas de grupos multinacionais. Nos Países Baixos, por exemplo, o saldo passou de uma saída de 51.758 milhões no primeiro semestre de 2025 para entradas de 48.033 milhões em 2026, contribuindo para a recuperação europeia.

Os dados da OCDE revelam também um recuou de 86,9% do investimento das empresas portuguesas no estrangeiro em termos homólogos, com esse investimento a passar de 2.820 milhões de dólares no primeiro semestre de 2025 para 369 milhões no mesmo período de 2026.

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Da falida Mt. Gox até à Binance. Os maiores ciberataques de sempre nas criptomoedas


A bolsa de criptomoedas Binance sofreu esta quinta-feira um ciberataque que está a ser descrito como o maior de sempre nas moedas virtuais, que resultou num prejuízo estimado em 6,3 mil milhões de dólares (cerca de 5,6 mil milhões de euros) e levou ao congelamento de mais de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,25 mil milhões de euros) de forma a evitar a retirada de fundos pelos hackers.

A maior plataforma digital de criptomoedas do mundo vai-se chegar à frente para cobrir “todas as perdas decorrentes do ataque”, que teve uma magnitude quatro vezes superior ao da Bybit, em fevereiro de 2025. Nos últimos 15 anos, este setor sofreu uma série de furtos, continuando a levantar questões sobre a segurança do dinheiro dos clientes.

Segundo a agência Reuters, os ciberataques evidenciam as vulnerabilidades da blockchain e das finanças descentralizadas, na qual os utilizadores emprestam, pedem e depositam tokens digitais e contornam os intermediários tradicionais do sistema financeiro, como bancos e empresas de trading.

O especialista em cibersegurança Georgy Kucherin, investigador sénior na Kaspersky, diz que ainda não se pode excluir a hipótese de terem sido exploradas vulnerabilidades. “Estes incidentes mostram que as plataformas de negociação de criptomoedas não estão imunes a ciberataques. Podem ser comprometidas através de diversos vetores, e tanto os sistemas internos como as dependências externas podem servir de superfícies de ataque”, afirma o analista, lembrando que ainda na quarta-feira os utilizadores da Polymarket foram afetados por um ataque.

O portátil de um engenheiro informático terá sido o ponto de entrada dos cibercriminosos na Binance. A maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos.

O investigador da Kaspersky explica que o portátil comprometido de um engenheiro de desenvolvimento e operações (DevOps) da Binance poderá ter permitido a um atacante aceder a um sistema de serviço e submeter transações de levantamento não autorizadas.

Para a empresa de cibersegurança Check Point Software, o “incidente evidencia a necessidade de proteger toda a cadeia de autorização de operações”, desde os equipamentos dos trabalhadores com acessos privilegiados até aos serviços que validam e executam as suas instruções. “O ataque à Binance terá permitido desviar entre 6,3 e 6,36 mil milhões de dólares em criptoativos através de dez redes blockchain. Segundo a TRM Labs, a maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos”, revela a tecnológica norte-americana.

Quais os maiores ciberataques a plataformas de criptomoedas?

  • Fevereiro de 2025 – A bolsa de criptomoedas Bybit, corretora de criptomoedas, registou 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros à cotação atual) em tokens digitais furtados. As criptomoedas foram retiradas de uma “carteira fria” (wallet geralmente armazenada offline e, portanto, supostamente mais segura) que era utilizada para tokens Ether.
  • Março de 2022 – A rede Ronin Network, que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, sofreu um furto de aproximadamente 540 milhões de dólares (na ordem dos 482 milhões de euros) de um projeto blockchain ligado ao jogo online Axie Infinity. Os hackers roubaram cerca de 173.600 tokens Ether e 25,5 milhões de tokens USD Coin (USDC).
  • Fevereiro de 2022 – A Wormhole, uma plataforma de finanças descentralizadas que movimenta ativos, dados e aplicações através de mais de 45 blockchains, teve um assalto de 320 milhões de dólares (286 milhões de euros) em que os hackers roubaram 120 mil tokens digitais ligados à segunda maior criptomoeda do mundo, a Ether. A norte-americana Jump Trading, que no ano anterior havia comprado a empresa por detrás da Wormhole, depois repôs os fundos.
  • Agosto de 2021 – A rede Poly Network, que agiliza transações de tokens, sofreu um ataque a 610 milhões de dólares (545 milhões de euros), embora os cibercriminosos depois tivessem devolvido quase todos os fundos.
  • Janeiro de 2018 – A corretora Coincheck, com sede em Tóquio, sofreu um assalto a uma das “carteiras quentes” (carteira armazenada online) com o objetivo de drenar os fundos, culminando em 530 milhões de dólares (473 milhões de euros) impactados. À data, a Coreia do Sul culpou um grupo de hackers norte-coreanos.
  • 2011-2014 – Também de Tóquio, a bolsa de criptomoedas Mt. Gox foi alvo de um dos primeiros e mais mediáticos ataques informáticos neste mundo das moedas digitais. Ao longo de três anos, foram furtadas bitcoins no valor de quase 500 milhões de dólares (447 milhões de euros). A Mt. Gox, que chegou a processar cerca de 80% das transações globais de bitcoin, declarou insolvência no início de 2014, após o ciberataque no qual aproximadamente 24 mil clientes perderam acesso ao seu dinheiro.
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Empresário galego do setor hoteleiro exporta vinhos do Douro para os EUA


Grupo galego Carrís investe no Douro e exporta para os Estados Unidos

Foi a paixão pelo Douro Vinhateiro que levou Juan Viñas, empresário galego do setor hoteleiro e fundador do Grupo Carrís, a comprar uma quinta na região, em 2008, e dedicar-se à viticultura. Quase duas décadas depois, o projeto ganha escala internacional com a criação de uma empresa nos Estados Unidos para importar e distribuir os vinhos Socalcos da Carrís, que produz. A meta é ambiciosa: vender dois milhões de garrafas dentro de cinco anos e tornar-se o maior importador de vinho do Douro no mercado norte-americano.

Juan Viñas começou por ser um apreciador dos vinhos DOC Douro, “fascinado pela casta Touriga Nacional e pela qualidade dos vinhos” da região duriense, como relata enquanto prova uma das referências que já comercializa nos Estados Unidos e que estão à venda em restaurantes de Miami.

Foi em 2008 que comprou a Quinta da Balsa do Douro, na freguesia de Desejosa, em Tabuaço, com 15 hectares de vinha. Encontrou nos donos da vizinha Quinta da Carregosa, que já vai na quinta geração, o conhecimento de que precisava para levar o negócio a bom porto, com enologia de Jorge Alves. “É aqui que é feita a vinificação”, conta o empresário galego, que divide o tempo entre a Florida, onde reside, a quinta em Tabuaço e os hotéis no Porto e em Santiago de Compostela.

Queremos que o vinho do Douro multiplique a sua presença nos Estados Unidos.

Juan Viñas

Dono dos vinhos Socalcos da Carrís

A parceria estende-se também à rede de 140 pequenos viticultores da região duriense que, há vários anos, vendem uvas à Quinta da Carregosa, tanto para “benefício” como para a produção de vinho DOC Douro. “Esta vindima comprámos cerca de 800 mil quilogramas a esses 140 produtores que trabalham connosco há muitos anos”, conta Fernando Carregosa, um dos proprietários.

A aposta em novos mercados internacionais ganha particular relevância numa altura em que o Alto Douro Vinhateiro atravessa uma grave crise com muitos viticultores a enfrentarem dificuldades para escoar a produção. “É muito importante que haja projetos de valorização da uva para o mercado externo”, defende, corroborado por Juan Viñas: “Queremos que o vinho do Douro multiplique a sua presença nos Estados Unidos”.

Juan Viñas, dono da marca Socalcos da Carrís30 outubro, 2026

O investidor considera que os vinhos do Douro têm margem para conquistar espaço naquele mercado, onde a Região Demarcada do Douro é sobretudo conhecida pelo vinho do Porto. A empresa já vende a restaurantes em Miami e está presente em estabelecimentos de referência, enquanto negoceia novas parcerias de distribuição, incluindo com grandes cadeias de retalho. “Vamos começar de fora para voltar para dentro”, resume Juan Viñas a estratégia de internacionalização dos vinhos Socalcos da Carrís.

Agora, o objetivo é reforçar a internacionalização da operação, com a mira apontada para os Estados Unidos, para onde antecipa comercializar cerca de 200 mil garrafas em 2027, duplicar a operação em 2028 e crescer para os dois milhões de vendas num horizonte de cinco anos. Brasil e Espanha estão também entre os mercados prioritários.

A empresa já tem licença de importação nos Estados Unidos e licenças de distribuição na Florida e no Texas. O objetivo é crescer para outros estados, como Geórgia, Nova Iorque e New Jersey, sem ficar inteiramente dependente de intermediários. “Fazemos desde a cepa, a uva até ao copo”, vinca Juan Viñas.

É muito importante que haja projetos de valorização da uva para o mercado externo.

Fernando Carregosa

Quinta da Carregosa

O plano comercial prevê quatro referências centrais: dois vinhos Petit, orientados para as grandes superfícies, e dois Socalcos, destinados sobretudo à restauração.

O perfil dos vinhos tranquilos, frescos e elegantes, procura refletir as características da região, segundo o enólogo Jorge Alves, destacando os solos de xisto, uma particularidade da freguesia Desejosa.

Alargar o portefólio a outras regiões vinícolas portuguesas, como a dos Vinhos Verdes, também está em cima da mesa, devido ao seu “um perfil fresco e leve”, acrescenta Juan Viñas.

Por detrás da parceria deste projeto está uma filosofia que atravessa gerações na família Carregosa. Fernando recorda uma frase da bisavó que resume a forma como encaram o trabalho de cultivo nos socalcos do Douro: “É tudo com muito paixão. Mas também trabalhamos como galegos”.

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Única agência noticiosa da Finlândia vai encerrar informação e fotografia

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By: Lusa

A única agência noticiosa da Finlândia, a STT, uma das mais antigas do mundo, anunciou esta quinta-feira que vai encerrar os seus serviços de informação e fotografia em 2027, depois de anos de dificuldades financeiras.

Depois de negociações sobre uma reestruturação, o conselho de administração da STT anunciou ter “decidido acabar com as atividades de agência os domínios da informação e da fotografia”, com uma paragem definitiva destes serviços a 31 de março de 2027.

“No próximo domingo, fará exatamente 139 anos que a STT começou as suas atividades. Considero o fecho dos nossos serviços de informação e fotografia uma tragédia para a sociedade finlandesa no seu conjunto”, afirmou o seu diretor-geral, Kimmo Laaksonen, em comunicado.

A Finlândia torna-se assim um dos poucos Estados ocidentais sem uma agência de notícias, segundo o radiodifusor público, Yle.

A reestruturação afeta 95 postos de trabalho e deve levar à eliminação de 89, dos quais 68 de jornalistas. Trinta contratos a prazo também vão acabar. A STT vai manter a difusão de comunicados de imprensa, serviço que emprega sete pessoas.

A agência também anunciou que vai “explorar as possibilidades de exploração comercial dos seus arquivos e da tecnologia em curso de desenvolvimento”.

A presidente do Sindicato dos Jornalistas da Finlândia, Marjaana Varmavuori, qualificou o anúncio como “devastador”. Em comunicado, deplorou: “O seu papel na produção e difusão de informação fiável na Finlândia é insubstituível. Estou profundamente chocada que o Estado e as empresas de informação tenham a intenção de deixar a nossa agência noticiosa acabar”.

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Meta promete “auscultação completa” junto dos editores antes de aplicar novos termos comerciais

✇ECO
By: + M

A entrada em vigor dos novos termos comerciais da Meta poderá sofrer um novo adiamento. Com previsão inicial para 30 de outubro, as críticas dos editores levaram a tecnológica a adiar a data para 20 de novembro. Agora, a Meta admite adiar a sua aplicação, mediante o processo de “auscultação completa” que vai promover junto do setor dos media, avança o Nieman Lab.

“Ouvimos o feedback dos editores sobre a nossa proposta de atualização dos termos de publicidade e de negócio. Preocupamo-nos profundamente com os nossos parceiros e não tencionamos fazer alterações às nossas políticas sem uma auscultação completa de associações e líderes do setor”, escreveu no X o vice-presidente de comunicação da Meta, Andy Stone.

“Estamos empenhados em fazer isto bem e, como prevemos que esta auscultação se possa prolongar para lá de 20 de novembro, nesse caso adiaremos a aplicação dos termos atualizados. Até lá, mantêm-se em vigor os nossos termos atuais”, acrescentou ainda.

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Também na quarta-feira, um tribunal norueguês impediu que os termos entrassem em vigor a 20 de novembro nesse país, com a Meta proibida de implementar as alterações na Noruega até que o tribunal avalie a sua legalidade. A tecnológica vai ter ainda de pagar 1,2 milhões de coroas norueguesas (quase 116 mil euros) em custas judiciais. 

Os novos termos têm estado sob contestação por abrirem a porta ao scraping de sites, inclusive os noticiosos, e a sua potencial utilização para o treino de inteligência artificial (IA).

Os novos termos comerciais da Meta abrangem quem usa as plataformas para fins empresariais ou comerciais: gerir páginas e grupos, publicar anúncios, enviar mensagens de marketing ou recorrer a ferramentas como o Meta Business Suite. Ao continuarem a usar estas contas, os titulares autorizam a Meta a “aceder, armazenar em cache, analisar, recolher, recuperar ou indexar os domínios, páginas web ou URL (e quaisquer conteúdos disponíveis através dos mesmos)” associados aos seus produtos ou serviços.

Na primeira versão dos termos, revelada pelo Nieman Lab a 15 de outubro, a Meta reservava-se o direito de usar esses conteúdos para “fornecer, desenvolver, melhorar, realizar investigação, treinar e manter a integridade” dos seus produtos.

No dia 16 de outubro, a Meta reviu os termos. A palavra “treinar” desapareceu e a redação do uso dos conteúdos recolhidos passou a “fornecer, desenvolver, melhorar, investigar e manter produtos de publicidade e empresariais” e a “manter a integridade e a segurança” dos produtos da Meta.

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Preços das portagens podem subir 3,8% a partir de 1 de janeiro de 2027


Os preços das portagens das autoestradas poderão subir mais de 3,8% a partir de 1 de janeiro do próximo ano. As contas resultam da estimativa rápida da inflação de outubro divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, divulgada esta sexta-feira.

A taxa de inflação homóloga, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou para 3,8% em outubro, mais 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior. Os dados preliminares avançados pelo organismo de estatística nacional permitem já antecipar que a generalidade das portagens nas autoestradas portuguesas deverão subir 3,82%.

Isto porque a inflação excluindo a habitação ter-se-á fixado em 3,72% em outubro, a que acrescem 0,1 pontos percentuais, conforme foi negociado e acordado em 2023, quando o então Governo de António Costa teve de intervir para travar um aumento muito significativo dos custos das portagens, devido ao surto inflacionista provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

A taxa de referência, que ainda terá de ser confirmada pelo INE em novembro, para utilização das portagens não se aplica, contudo, às portagens da Lusoponte, que têm como orientação o mês de setembro.

Por lei, as concessionárias de autoestradas têm de entregar ao Governo, até 15 de novembro, a sua proposta para a revisão das portagens para entrar em vigor a 1 de janeiro do ano seguinte, tendo o Estado 30 dias para se pronunciar. Só então ficará definido o aumento específico para cada autoestrada ou troço.

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Governo lança parceria público-privada para construir novo hospital em Barcelos


O Governo deu o primeiro passo formal para avançar com uma parceria público-privada (PPP) destinada à construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende. De acordo com um despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República, o Ministério da Saúde determina que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) prepare uma proposta “fundamentada” para o estudo e lançamento da PPP, que terá de abranger a “concepção, o projeto, a construção, o financiamento, a conservação e a manutenção” da futura unidade hospitalar.

Contudo, a decisão — assinada na passada segunda-feira, dia 26 de outubro, pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão — estabelece que a PPP fica circunscrita apenas à componente de infraestrutura, ficando “expressamente excluídas” do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde. Estas permanecerão sob a responsabilidade da Unidade Local de Saúde (ULS) de Barcelos/Esposende.

Terreno destinado à construção do novo hospital de Barcelos-Esposende

A ACSS terá de remeter a “proposta fundamentada” ao gabinete do secretário de Estado até 1 de março de 2027, sendo que o documento deve permitir avaliar e preparar o modelo de parceria a adotar para concretizar o novo hospital, ao abrigo do regime jurídico das parcerias público-privadas.

Em paralelo, o despacho determina que a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) apresente, até 15 de dezembro deste ano, uma proposta para definir o enquadramento assistencial da futura unidade hospitalar. Entre os aspetos a considerar estão o “posicionamento” do hospital na rede do SNS, o “perfil assistencial”, os “níveis de diferenciação”, a “articulação” com outras unidades de saúde e a “integração nas redes de referenciação hospitalar”.

Caberá também à ULS de Barcelos/Esposende disponibilizar à ACSS, até à mesma data, os “elementos técnicos e assistenciais” necessários à preparação do projeto. Segundo o despacho, os “requisitos clínicos e funcionais” da infraestrutura terão de ser ajustados às “necessidades de saúde da população”, à “organização dos cuidados” e à “evolução previsível” da procura.

Num investimento estimado em 200 milhões de euros (incluindo os terrenos já adquiridos pela Câmara Municipal de Barcelos por 4 milhões), a construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende vai substituir o atual Hospital Santa Maria Maior, integrado na ULS de Barcelos/Esposende e instalado em edifícios da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, e deverá servir uma população superior a 150 mil pessoas de ambos os concelhos.

O projeto prevê uma unidade hospitalar com capacidade para 218 camas de internamento, seis salas de bloco operatório (com possibilidade de expansão) e 30 gabinetes de consulta externa. Estão ainda previstas valências de hospital de dia e uma área de diagnóstico com equipamentos como ressonância magnética, TAC, raio-X e ecografia.

O processo de construção tem sido sucessivamente adiado ao longo de quase duas décadas. A necessidade de substituir o atual hospital foi reconhecida em 2007, mas o projeto só voltou a ganhar impulso nos últimos anos, com a revisão do programa funcional e o lançamento, em junho do ano passado, do concurso para a elaboração do projeto.

Citado num comunicado enviado ao ECO, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, realça que o novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma “prioridade absoluta” para o concelho e a região, assinalando a “satisfação” por o Governo continuar a “desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance”. “O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, sublinha.

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Unisana investe 40 milhões para triplicar dimensão do Hospital de Almada


O Grupo Unisana Hospitais vai investir 40 milhões de euros para expandir o Hospital de Almada. O investimento prevê a construção de um novo edifício, que vai permitir triplicar a dimensão da unidade de saúde detida pelo grupo liderado por Eduardo Nuno Moniz. A obra será realizada em duas fases, com a conclusão global prevista para o final de 2029.

De acordo com um comunicado divulgado esta sexta-feira, o projeto prevê a construção de um novo edifício hospitalar, articulado com a reabilitação da unidade atual, formando um complexo hospitalar único e integrado. Com o novo edifício, o hospital vai “triplicar a sua capacidade atual, passando a disponibilizar uma área de cerca de 15 mil metros quadrados”.

Entre as infraestruturas e serviços disponíveis estarão três salas de bloco operatório, cerca de 50 camas, uma clínica de reprodução medicamente assistida, uma Unidade de Medicina Nuclear com PET, atendimento permanente, unidade de cuidados paliativos. Segundo adianta o grupo de saúde, haverá ainda um reforço significativo da capacidade de imagiologia, uma modernização integral das infraestruturas e uma aposta na experiência dos clientes e dos profissionais de saúde da unidade.

“O Unisana Hospital de Almada está a crescer, captando cada vez mais clientes e profissionais graças à competência da equipa clínica e satisfação do acolhimento de seus profissionais. Para dar resposta a esta crescente procura e oferecer ainda melhores condições e a mesma proximidade de sempre, vamos iniciar a construção da expansão do Unisana Hospital de Almada, a qual deverá ser concluída no final de 2029”, explica Eduardo Moniz, CEO da Unisana Hospitais, citado no comunicado.

Com uma equipa de cerca de 100 médicos, o Unisana Hospital de Almada, serve atualmente mais de 30 mil utentes por ano, realizando mais de mil cirurgias, mais de 45 mil consultas e mais de 65 mil exames.

O reforço das infraestruturas é realizado no âmbito da parceria já existente com a Lifento, gestora de fundos de investimento imobiliário pan-europeia independente especializada no setor da saúde e imobiliário médico-social.

O grupo de saúde Unisana, que juntou os investimentos realizados pela Atena Equity Partners e pela 3T Portugal nos últimos três anos, arrancou em 2024 com três hospitais (Almada, Torres Vedras e Porto) e duas clínicas (Santarém). Atualmente o grupo detém unidades de saúde no Porto, Santarém, Torres Vedras, Lisboa e Almada, que incluem o Hospital da Ordem Terceira do Chiado em Lisboa, o Hospital da Lapa no Porto, o Hospital de Almada, o Hospital do Oeste Soread em Torres Vedras ou a Clínica de Santarém.

As unidades sob gestão do grupo realizam mais de 175 mil consultas, 350 mil exames e mais de 11 mil cirurgias por ano, servindo 160 mil utentes de todo o país. A equipa da Unisana Hospitais conta com a colaboração de 560 médicos, além de enfermeiros e outros profissionais de saúde dedicados.

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Cerejeira Namora, Marinho Falcão integra Fernanda Meirelles Magalhães como Of-Counsel


A Cerejeira Namora, Marinho Falcão reforçou a sua equipa com a entrada de Fernanda Meirelles Magalhães, doutorada em Direito e professora universitária, com experiência de investigação nas áreas de Civil, Digital e Tecnologia.

Fernanda Meirelles Magalhães é doutorada em Direito, com título de Doutoramento Europeu, e mestre em Ciências Jurídico-Civilísticas pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto, sendo licenciada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atualmente, é Professora Auxiliar na Universidade Portucalense, onde leciona Direito Civil, sendo também Professora Auxiliar Convidada no ISCAP, com responsabilidade pelas unidades curriculares de Direito na Web e Direito no Ciberespaço, integradas em cursos de mestrado.

Investigadora do Instituto Jurídico Portucalense, desenvolveu atividade científica na Faculdade de Direito da Universidade do Porto e realizou investigação em instituições internacionais, incluindo o Max-Planck-Institut für ausländisches und internationales Privatrecht, na Alemanha, a Tilburg University, nos Países Baixos, a University of Tartu, na Estónia, e a Universidad de Salamanca, em Espanha. Entre 2023 e 2026, integrou ainda a Comissão de Acompanhamento de Curso do Doutoramento em Direito da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

Nuno Cerejeira Namora, sócio fundador, considera que esta entrada reforça a equipa de Civil e permite aprofundar a ligação entre investigação e prática jurídica. “A experiência da Fernanda nas áreas de Civil e Digital é relevante para o trabalho que desenvolvemos e para os desafios que estas matérias colocam à prática jurídica, nacional e internacional”, afirma.

Também Zita Xavier de Medeiros, associada sénior, destaca a sua experiência: “a sua formação e investigação permitem-nos acompanhar de perto questões jurídicas que têm vindo a ganhar importância, em particular no contexto digital”.

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Turismo fecha o verão com receitas a subirem 6% apesar da queda nos franceses


O fim do verão foi proveitoso para o turismo em Portugal. O setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes e 8,7 milhões de dormidas em setembro, o que representa uma subida de 2,5% e 2%, respetivamente, de acordo com as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As receitas turísticas ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões de euros, o que se traduziu em crescimentos de 6% nos dois casos, caso se confirmem os dados do organismo de estatística nacional.

“O crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes, embora com evoluções distintas. As dormidas dos residentes aumentaram 3,1% para 2,5 milhões, acelerando face a agosto (+1,4%). Em sentido contrário, as dormidas de não residentes cresceram 1,6%, para 6,2 milhões, abrandando ligeiramente face ao mês anterior (+1,9%)”, lê-se no relatório do INE.

Entre os dez principais países de onde chegaram turistas, destacou-se a Polónia. O número de turistas polacos registou o maior crescimento no nono mês do ano (+11%), enquanto o mercado francês manteve-se na liderança das quedas (-5,5%).

Ainda assim, o Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor de turistas estrangeiros, com uma quota de 19,1%, após um crescimento de 3% em setembro. Seguiu-se o mercado alemão (quota de 12%, apesar da queda de 2,9%) e o norte americano, que representou 11,4% das dormidas de não residentes, na sequência de uma subida de 5,7%.

Turistas ficaram menos noites nos hotéis e alojamentos

Apesar do aumento nas receitas, dormidas e hóspedes, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal foi de 2,57 noites, o que significa que caiu 0,4%. As zonas do país onde os turistas ficaram, em média, mais noites foram na Madeira (4,55 noites) e no Algarve (3,92 noites). Ambas, a par do arquipélago dos Açores (3,18 noites), mantiveram valores superiores à média nacional.

No mês passado, o Norte registou o maior crescimento das dormidas (+6,6%), seguido do Centro e da Grande Lisboa (+2,8% nas duas regiões). Por outro lado, o maior decréscimo foi observado no Oeste e Vale do Tejo (-2%). A maioria (68,5%) do total de dormidas ficou concentrada nas regiões do Algarve (27,5% do total), Grande Lisboa (22,2%) e Norte (18,8%).

Notícia atualizada às 11h31 com mais informação

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Habitação: a marca que Portugal pode deixar


A habitação tornou-se um dos maiores testes à capacidade de Portugal transformar crescimento em qualidade de vida. Mais do que discutir novamente o diagnóstico, chegou o momento de fazer desta necessidade uma ambição coletiva e urgente: construir um país onde viver, estudar, trabalhar e constituir uma família seja possível e compatível com os rendimentos e as expectativas de quem aqui escolhe ficar.

O problema é, antes de mais, de oferta. Portugal precisa de colocar mais casas no mercado, com maior rapidez e diversidade, respondendo também a uma sociedade que mudou. Há mais pessoas a viver sozinhas, novos agregados familiares e novas necessidades de mobilidade.

Na última década, os preços da habitação quase duplicaram e a rendas seguem a mesma curva ascendente, enquanto a produção permanece insuficiente para responder à procura.  Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os dados oficiais mostram como a pressão sobre a habitação continua a intensificar-se: só em 2025, os preços aumentaram 17,6%, depois de uma subida de 9,1% em 2024. Também no arrendamento a tendência é clara: no primeiro trimestre de 2025, a renda mediana dos novos contratos aumentou 10% em termos homólogos.

Porém, aumentar a oferta não significa simplesmente construir mais. Significa construir melhor e executar mais depressa. Reabilitar onde faça sentido, disponibilizar solo urbanizado, criar novas centralidades junto dos transportes, escolas, hospitais e emprego. Mas também simplificar processos e aproveitar a construção industrializada ou modelar para ganhar produtividade e escala.

A necessidade de previsibilidade legal, a industrialização do setor e melhor gestão dos solos são também condições para acelerar, de uma vez por todas, a resposta.

Este grande desafio significa também mobilizar mais capital. Estado, municípios, banca, promotores, construtores e investidores não resolverão isoladamente um problema desta dimensão. Todos juntos, sim. A banca tem manifestado disponibilidade para financiar empresas e famílias, embora identifique, e bem, limitações prudenciais e a relevância de instrumentos públicos de partilha de risco.

É aqui que Portugal pode transformar uma fragilidade numa marca. Um país atrativo não é apenas aquele que consegue captar investimento, empresas ou talento. É aquele que consegue criar condições para que esse talento encontre casa, construa um projeto de vida e queira permanecer por cá, sem que carregue uma taxa de esforço insustentável até à velhice.

A próxima década pode deixar-nos muito mais do que novas casas. Pode deixar-nos cidades mais equilibradas, construção mais inovadora, investimento de longo prazo e uma nova capacidade de execução. Para isso é preciso arregaçar as mangas e fazer. No fundo, a verdadeira marca de Portugal será transformar o direito a habitar na possibilidade de construir aqui futuro.

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Inflação em Portugal volta a acelerar para 3,8%. É a mais alta desde maio de 2023


A inflação homóloga em Portugal, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), acelerou em outubro para 3,8%, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que a registada no mês anterior. A estimativa rápida foi divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostra uma subida dos preços pelo terceiro mês consecutivo, após um abrandamento entre abril e julho.

A confirmar-se a inflação nos 3,8% esta seria a variação mais alta de aumento dos preços desde maio de 2023, ou seja, mais de três anos, quando se fixou em 4%. No final desse ano a inflação caiu para metade até 1,4% em dezembro. Desde essa altura a subida de preços não foi menor do que 1,9%.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

“A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 17,4% (15,3% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,7% (valor idêntico em setembro)” , detalha o INE.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, terá registado uma variação de 2,8% em outubro, taxa superior em 0,1 p.p. à do mês precedente. Já em termos de variação mensal, o IPC terá sido 0,2% (1,2% em setembro e nula em outubro de 2025). O INE estima ainda uma variação média nos últimos doze meses de 2,9% (2,8% no mês anterior).

A variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, indicador que permite comparações entre os Estados-membros da União Europeia, terá sido de 3,9%, superior aos 3,6% do mês anterior. Os dados de outubro tanto da Zona Euro, como da UE, ainda não são conhecidos. Em setembro, a inflação foi de 3,8% nos países da moeda única.

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Postos da OZ Energia vão ‘adotar’ marca Shell. Empresa de Champalimaud mantém operação


A OZ Energia, detida pelo Grupo Manuel Champalimaud, fez um acordo com a DISA Lusitânia, responsável pelo desenvolvimento da rede de postos da marca Shell em Portugal e Espanha, que vai permitir à empresa portuguesa adotar a marca e imagem Shell na sua rede de postos.

A OZ Energia continuará responsável pela operação destes postos, que funcionarão sob a marca Shell, segunda adianta a empresa em comunicado, acrescentando que “as restantes operações e atividades da OZ Energia não serão alteradas por este acordo”.

“Esta parceria permite à OZ Energia passar a representar uma das marcas mais relevantes do setor de Oil and Gas e expandir a sua rede de distribuição de Gás Embalado a todos os Postos de Abastecimento com marca Shell”, comenta João Malta, diretor-geral da OZ Energia, citado em comunicado.

O responsável acrescenta que “permite aliar a experiência, proximidade e confiabilidade que distinguem a marca OZ à força e capacidade da marca Shell. É um passo muito importante na criação do futuro e na estratégia de crescimento da OZ Energia“, remata o diretor-geral da empresa portuguesa, que atua em várias áreas do mercado energético, incluindo combustíveis rodoviários, rede de postos de abastecimento, gás engarrafado e a granel, GPL auto e combustíveis de aviação.

Esta parceria permite à OZ Energia passar a representar uma das marcas mais relevantes do setor de Oil and Gas e expandir a sua rede de distribuição de Gás Embalado a todos os Postos de Abastecimento com marca Shell (…) É um passo muito importante na criação do futuro e na estratégia de crescimento da OZ Energia”

João Malta

Diretor-geral da OZ Energia

Javier de Argumosa, diretor de desenvolvimento internacional da DISA, destaca que “este acordo representa mais um passo no desenvolvimento da presença dos postos de abastecimento Shell em Portugal“.

“A colaboração com a OZ Energia permite-nos reforçar a cobertura da rede, aproximar a marca de mais clientes e continuar a construir uma presença sólida e duradoura no mercado português. Estamos muito satisfeitos por dar este passo em conjunto com um parceiro com experiência e conhecimento do mercado nacional”, acrescenta Argumosa.

De acordo com o mesmo comunicado, a transição será implementada de forma progressiva, procurando garantir a continuidade da operação dos postos durante o processo de mudança de imagem.

As marcas Shell são utilizadas pela DISA Lusitânia ao abrigo de uma licença concedida pela Shell Brands International AG.

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