Habitação: quando a demagogia ocupa o lugar das casas


A Chilli Beans pretende renegociar R$ 340 milhões em dívidas com bancos por meio de um processo de recuperação extrajudicial. A proposta da rede de óculos e relógios prevê a entrada de até R$ 50 milhões em novos recursos, provenientes dos próprios credores, para dar suporte à reorganização financeira.
O plano foi estruturado com a participação do Itaú, da Akron e da Vega, apontados pela empresa como financiadores centrais da operação.
A renegociação, porém, tem alcance limitado aos débitos financeiros. Compromissos com fornecedores, funcionários e outros parceiros comerciais não fazem parte do processo.
A companhia não apresentou detalhes sobre a origem dos problemas financeiros. Em comunicado, o fundador e presidente-executivo da rede, Caito Maia, atribuiu parte das dificuldades ao cenário enfrentado pelo varejo brasileiro. "Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros", afirmou.
A Chilli Beans tem cerca de 900 franquias no Brasil e está presente em mais de 14 países.
Em outubro, a rede inaugurou nove unidades no mercado brasileiro e outras quatro na América do Sul.
Para Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, a renegociação das dívidas permitirá à companhia adequar sua estrutura de capital à atual realidade do negócio. "Isso criará condições para que a empresa concentre seus esforços na operação, fortaleça a relação com franqueados e fornecedores e retome uma trajetória de crescimento sustentável", afirmou.
O condado de Polk, próximo a Orlando, na Flórida, anunciou na sexta-feira (30) a conclusão uma megaoperação policial que prendeu 281 pessoas acusadas de tráfico humano e predação sexual de menores. O xerife Grady Judd afirmou que essa é a “maior operação infiltrada da história do gabinete”.
Dezessete dos suspeitos trabalhavam em parques temáticos e resorts locais, incluindo 13 funcionários da Disney World e quatro do Universal Studios. Sete desses suspeitos são acusados de predação sexual de menores.
Segundo Judd, uma das prisões envolveu Colin Klaco, um homem de 24 anos que já interpretou o personagem do Mickey Mouse na Disney. “Ele [Klaco] também tinha aquela voz fina e estridente. E ele é mais ou menos desse tamanho [sinaliza com as mãos a altura de Klaco], e talvez seja a pessoa mais doente e nojenta que já prendemos”. O xerife afirmou que o suspeito “era fissurado em fraldas” e foi apreendido com duas mochilas cheias do produto.
Outro funcionário estava com o uniforme da Disney no momento em que foi preso. Ele foi pego a caminho de um encontro forjado por um investigador policial — ao se passar por um menino de 13 anos.
A CNN entrou em contato com a Disney, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Segundo Judd, a empresa colaborou com a operação e demitiu todos os funcionários envolvidos.
Outro suspeito é o treinador principal do Davenport Titans, um time da Flórida no qual treina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos. De acordo com o xerife, ele acreditava estar indo encontrar uma menina de 14 anos. Outro, ainda, era um militar da Marinha dos Estados Unidos.
Judd afirmou que 32 dos suspeitos eram imigrantes em situação irregular. Até o momento, 16 foram transferidos para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Outros 24 suspeitos levaram armas de fogo aos encontros; e outros nove estavam em liberdade condicional.
A operação, de nome Polk Around and Find Out II (Dê Uma Volta e Descubra, na tradução livre do inglês) durou durou sete dias. Ela teve duas frentes: uma contra tráfico humano; outra contra adultos que viajaram a Orlando encontrar menores no estado.
No período, a polícia realizou 239 prisões que envolveram tráfico humano; 31 prisões envolveram predadores sexuais de menores; além de outras 11 prisões não especificadas pelo gabinete.
Quem é Peter Mandelson, cuja ligação com Epstein abalou o Reino Unido?
A seleção das cores na decoração do quarto pode influenciar a sensação de conforto no ambiente. Princípios do Feng Shui e da cromoterapia associam tonalidades inspiradas na natureza ao alívio das tensões diárias, embora especialistas ressaltem que não existem evidências científicas suficientes para comprovar que uma cor, por si só, garanta a qualidade do sono.
Para compor um espaço visualmente sereno, as orientações focam em paletas suaves e neutras:
Especialistas orientam evitar o uso de tintas muito intensas em grandes superfícies. O vermelho intenso pode atuar como elemento estimulante, o amarelo vibrante tende a se destacar em excesso e o cinza-escuro pode fechar visualmente o local.
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A orientação para quem deseja usar essas cores é aplicá-las apenas em pequenos objetos ou tecidos pontuais. A estratégia mais eficiente consiste em manter uma base neutra nas paredes e ajustar a iluminação noturna com lâmpadas de luz quente, favorecendo a desaceleração do organismo antes de dormir.
Quem deseja iniciar uma carreira na área de tecnologia, mesmo sem experiência prévia, pode participar de um curso gratuito de capacitação oferecido pela Ford. As inscrições para uma nova turma do Ford <Enter> em São Paulo estão abertas até o dia 27 de novembro, por meio da página do programa. As 40 vagas são destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social e as aulas têm início previsto em janeiro de 2027.
A trilha de aprendizado inclui Power BI, Python, Banco de Dados e Programação em Inteligência Artificial, além de formação socioemocional, com 40 horas, ministrada pela Rede Cidadã. Os alunos podem optar por turmas no período matutino ou vespertino, ambas com 20 vagas. O programa também oferece ajuda de custo para alimentação e transporte, suporte pedagógico e assistência social.
“A tecnologia é um mercado em constante transformação, que demanda profissionais cada vez mais preparados. Com o Ford <Enter>, buscamos ampliar o acesso à capacitação e criar novas oportunidades de inserção profissional”, afirma Roberta Madke, gerente de Responsabilidade Social da Ford América do Sul.

No final, os formandos recebem um certificado emitido pelo SENAI e encaminhamento para o mercado de trabalho por meio da Rede Cidadã. Os alunos têm ainda a possibilidade de realizar um curso de inglês em parceria com a organização Soul Bilíngue e concorrer a uma bolsa de intercâmbio no exterior.
As aulas presenciais do Ford <Enter> são realizadas no SENAI Conde José Vicente de Azevedo, no bairro do Ipiranga. Para participar, basta ter 16 anos ou mais, ensino médio em curso ou completo, renda familiar de até quatro salários mínimos e morar na região metropolitana de São Paulo.
Ford <Enter> Auto
Inspirada no sucesso do Ford <Enter>, a Ford lançou o Ford <Enter> Auto, programa gratuito de formação profissional com foco no mercado de serviços automotivos, destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade social. As aulas da primeira turma em São Paulo tiveram início neste mês.
O objetivo do programa é preparar profissionais para trabalhar com as novas tecnologias do setor, incluindo veículos híbridos e elétricos, área com demanda crescente por profissionais qualificados. Além de não exigir experiência prévia, ele oferece ajuda de custo para alimentação e transporte.
O Ford <Enter> Auto foi desenvolvido pela Ford em parceria com sua rede de concessionárias, o SENAI-SP, o SENAI CIMATEC e a Rede Cidadã. Com mais de 380 horas de conteúdo, prepara os participantes para identificar, testar, diagnosticar, manter e reparar sistemas mecânicos, elétricos e eletroeletrônicos de veículos leves.
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Milhares de pessoas arrancaram pouco depois das 17h00 do Largo Camões em direção ao Rossio, em Lisboa, para reivindicar o direito à habitação, uma semana depois de uma grande manifestação que juntou também muitos manifestantes na Avenida da Liberdade. Já no Porto, ,ilhares de pessoas em protesto pela habitação chegaram esta tarde à Praça D. João I, ao som do grito “resistir” e com uma tenda à cabeça do desfile. E ao início da noite, regressaram as tendas às duas praças.

O presidente do Chega defendeu um regime de arrendamento que seja “uma lei de equilíbrio”, demarcando-se da posição do Governo, que qualificou como “loucuras liberalizantes”, mas criticando também o PS por querer “deixar tudo igual”. André Ventura falava aos jornalistas na sede nacional do Chega, em Lisboa, depois de ter votado para as eleições diretas – em que é o único candidato à liderança -, que antecedem a 7.ª Convenção do partido.
Nestas declarações, o presidente do Chega afirmou que está “ao lado de todos os que têm preocupações com a habitação, que se preocupam com o custo da habitação” e que as manifestações são legítimas, mas “têm que cumprir a lei”.
André Ventura considerou que os manifestantes não devem transferir a sua indignação para as polícias, a quem pediu: “Mantenham o sangue frio. Se tiverem que atuar, atuem. No dia em que a ordem é quebrada, se não for salvaguardada, nós nunca mais teremos ordem”.
As alterações em curso ao regime do arrendamento urbano, feitas através de uma proposta de autorização legislativa, foram aprovadas na generalidade em 30 de setembro com votos a favor também da IL e a abstenção do Chega, após a assinatura de um acordo entre PSD e Chega para alterações na especialidade.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
Um grupo de universitários entrou na loja de fantasias de Lorenzo Caltagirone em Washington, DC, no início desta semana para se fantasiar de Minions, os personagens amarelos de desenho animado, no Halloween.
Ao verem o preço — US$ 60 por peça — optaram por acessórios menores para obter um visual semelhante: óculos de proteção, luvas e chapéus.
Os universitários não são os únicos a notar as etiquetas de preço mais salgadas, disse Caltagirone.
Ele afirmou que agora precisa jogar “O Preço é Certo” com os clientes, já que as fantasias adultas em sua loja, a Total Party, estão cerca de US$ 10 mais caras — fazendo os totais ficarem entre US$ 50 e US$ 70.
Isso se deve em parte aos custos de licenciamento, mas também porque Caltagirone passou a pagar mais para importar fantasias em razão das tarifas do governo Trump. Os materiais usados nas fantasias também estão mais caros, ele observou.
Caltagirone disse à CNN Internacional que os custos de frete subiram pelo menos 20% no último ano. Suas fantasias são importadas principalmente da China (95%), com algumas do Vietnã. Poucas fantasias em seu estoque são fabricadas nos Estados Unidos.
Espera-se que os americanos ainda gastem US$ 4,4 bilhões em fantasias, ou 2% a mais do que no ano passado, de acordo com a National Retail Federation.
Outubro representa aproximadamente metade das vendas da Total Party, sendo 80% delas na última semana do mês. Caltagirone recebe uma enxurrada de pessoas cujos pedidos on-line de última hora deram errado e precisam comprar pessoalmente.
O Halloween é a “salvação” da loja, disse ele. Em média, a Total Party pode receber mais de mil clientes durante a última semana de outubro.
Caltagirone disse que ainda há clientes dispostos a gastar na seção de alto padrão, onde fantasias como camisas de pirata ou trajes coloniais chegam a custar US$ 300.
“Quando se trata de Halloween, (as pessoas) tendem a gastar mais consigo mesmas e com a família”, disse ele. Muitas pessoas não se importam em pagar a mais por uma fantasia de marca, como o Ghostface do filme “Pânico” ou o Homem-Aranha da Marvel.
Camille Campbell, do sudeste de Washington, DC, comprou para sua filha de 10 anos uma fantasia de Jessie, do “Toy Story” da Disney. Essa fantasia de U$ 50, somada a uma camiseta de árbitro, custou a Campbell cerca de U$ 75.
Ela disse que algumas pessoas “não têm (tanto assim)” para gastar em uma fantasia, mas valeu a pena por ser uma fantasia de última hora comprada na véspera do Halloween.
Mas a Total Party tem lidado com menos clientes.
As demissões federais em massa do governo Trump em 2025 eliminaram uma parcela dos trabalhadores regionais que normalmente compravam na Total Party, que se mudou de Crystal City, Virgínia, para o L’Enfant Plaza em Washington, DC, em abril de 2025, após quase 20 anos de atividade.
“Esperávamos ter uma base de clientes para nossos artigos de festa e cartões de felicitações do dia a dia… isso diminuiu por causa de todos os cortes”, disse ele.
Caltagirone é mais seletivo quanto aos produtos que importa dos fornecedores, para garantir que os produtos não fiquem parados nas prateleiras. Ele também vendeu algumas fantasias a preços mais baixos porque teme que os clientes estejam mais exigentes.
David Perez, 36 anos, comprou apenas os acessórios para uma fantasia improvisada de padre. O total ficou em cerca de U$ 20 — uma decisão que tomou porque uma fantasia completa custava entre U$ 30 e U$ 40.
“Entendo que a inflação entra em jogo”, disse ele. “Mas agora estou pagando o dobro por metade do que estou recebendo.”
Ainda assim, o Halloween é “uma daquelas coisas que vale a pena gastar um pouco mais… (você) só tem uma vez por ano”, disse Perez.
Apesar da sensibilidade aos preços, os clientes que celebram o Halloween têm a mesma probabilidade de sempre de comprar uma fantasia, disse Caltagirone.
“As pessoas provavelmente estão passando por dificuldades. Podem lamentar os preços. Mas no final das contas, acabam sacando o cartão de crédito”, disse ele.
Allison Zeller, vice-presidente de Insights do Setor e do Consumidor da NRF, afirmou em um comunicado à imprensa que o Halloween é uma “prioridade de gastos” para os consumidores.
“Mas eles também estão encarando a temporada com o custo em mente”, disse ela.
A NRF estima que os consumidores gastarão US$ 13,5 bilhões este ano com o Halloween, ou cerca de US$ 400 milhões a mais do que no ano passado. Espera-se que os consumidores gastem uma média de US$ 115,14 por pessoa, segundo a NRF, acima dos US$ 103,63 registrados em 2024.
Os americanos devem gastar US$ 4,1 bilhões em doces.
Os compradores de doces estão pagando até 15% a mais do que no ano passado, ou cerca de quatro vezes mais do que a inflação geral, de acordo com o Groundwork Collaborative.
Os pacotes das fabricantes de chocolate Hershey e Ferrero estão 19% mais caros, pois as condições climáticas impactaram as lavouras de cacau na África Ocidental.
“Não prevejo que o preço do cacau caia significativamente. Ele caiu um pouco, mas está começando a subir novamente”, disse David Branch, gerente de setor do Agri-Food Institute do Wells Fargo.
As pessoas começaram a se afastar dos chocolates por causa dos aumentos de preço, disse Branch, enquanto as empresas fazem suas próprias mudanças — como adicionar wafers nas barras de chocolate.
Os custos do açúcar, do xarope de milho e do combustível afetam outros tipos de doces. As balas de goma da Mondelez — fabricante do Sour Patch Kids e do Swedish Fish — subiram 39%.
Os americanos também observaram um pequeno aumento no preço das abóboras. Na Round Hill Farm, perto de Culpeper, Virgínia, os visitantes podiam colher uma abóbora por 70 cents por libra no ano passado.
O proprietário Rob Faulconer aumentou 10 cents devido às despesas com diesel e fertilizantes. Ele “tenta não aumentar muito (o preço)” para os clientes.
“Ir à plantação, colher abóboras e estar em uma fazenda… Essa é uma experiência que as (famílias) carregam consigo. Temos adultos que vêm agora e que estiveram aqui quando eram crianças, e agora estão trazendo seus filhos”, disse Faulconer à CNN Internacional.
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Milhares de pessoas arrancaram pouco depois das 17:00 do Largo Camões em direção ao Rossio, em Lisboa, para reivindicar o direito à habitação, uma semana depois de uma grande manifestação que juntou também muitos manifestantes na Avenida da Liberdade.
No Rossio é esperada mais uma noite de acampada, com montagem de tendas, um objetivo reafirmado à Lusa por Feijó, um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa, apesar das intenções já reiteradas pela PSP de não o permitir.
A resistência a essa ordem da PSP dependerá da vontade expressa pelos manifestantes, acrescentou.
Em bloco, os manifestantes descem pelo Largo do Chiado contornando a zona das esplanadas para depois reentrar na Rua Garrett, seguindo até ao destino.
Bastante ruidoso e sempre ao som de palavras de ordem e palmas o desfile segue ordeiramente a passo lento rumo à praça do Rossio.

Mais de milhar de pessoas está reunido no Largo Camões desde as 16:00, hora marcada para o arranque da manifestação pelo direito à habitação que vai dirigir-se para o Rossio, onde se prevê mais uma noite de acampada.
“O povo unido jamais será vencido” são as palavras de ordem que esporadicamente mais se fazem ouvir no Largo Camões, onde se concentram os manifestantes antes do arranque do desfile, havendo ainda gente nas imediações do largo.
Visível junto ao Largo Camões é também a presença policial com carros e carrinhas da PSP nas ruas próximas.
“Ó Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação” e “Ó Montenegro, eu quero ter um salário e uma casa para viver” são outras das palavras de ordem que vão sendo entoadas ao som de palmas.
Frente à estátua de Camões foi erguido um pequeno bairro de casas de cartão com reivindicações escritas, como “Menos turismo” e “Mais bairro”.
Muitos cartazes e uma faixa do Bloco de Esquerda com a imagem do primeiro-ministro onde se lê “Egoísta é a especulação” pontuam a concentração. Também o Livre e o PCP marcaram presença.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.
O executivo de Olhão assumiu 64 compromissos para o mandato até 2029. A educação concentra mais avanços, com três medidas cumpridas e cinco em execução.
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O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, expressou este sábdo “solidariedade a quem está nas praças” a manifestar-se pelo direito a ter uma casa, e recordou a disponibilidade do partido para encontrar soluções.
No discurso na abertura da Convenção Autárquica do Distrito do Porto do PS, o líder socialista afirmou que a “igualdade de oportunidades mede-se em várias políticas e nos resultados das suas políticas. Entre elas, o direito a ter uma casa“, recusando que “se trate de um luxo”.
“Trata-se de termos algo que nos permite realizarmos enquanto pessoas, enquanto seres humanos. E há números, há dados que nos impressionam: 18% dos jovens portugueses, desde que este governo assumiu funções, estão a viver em casas partilhadas“, recordou José Luís Carneiro.
No dia em que decorrem, no país, manifestações pelo direito à habitação, José Luís Carneiro expressou “solidariedade a quem está nas praças, nas vilas deste país, a manifestar-se por um direito fundamental, o direito a ter uma casa, o que significa o direito a uma vida mais digna“.
Desde que assumiu o cargo de secretário-geral do PS, disse, enviou “cinco comunicações ao primeiro-ministro, uma delas tinha que ver com o tema da habitação”, recusando, por isso, a acusação de que só agora o PS acordou para o problema.
“Desde a primeira hora, disse ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que o líder do PS esteve disponível para construir soluções de curto e de médio prazo, mas também soluções estruturais para o futuro das mais jovens gerações, para as classes médias e para a segurança dos mais idosos que vivem nas grandes cidades”, insistiu o deputado socialista.
Perante acusações, por parte da maioria, de que o PS tem responsabilidades na crise da habitação, José Luís Carneiro respondeu que “todos, naturalmente, na vida em sociedade, têm responsabilidades”, mas apontou as medidas adotadas pelo partido quando era Governo nessa área.
“Deve-se ao PS no Governo a Estratégia Nacional de Habitação, a contratualização com os municípios de 250 estratégias locais de habitação e a construção de mais de 30 mil habitações ou requalificação de habitações, que levou fundos do plano de recuperação e de resiliência”, disse.
“Naturalmente que não ficamos satisfeitos com aquilo que foi feito. Muito há que fazer para a próxima geração. Nós teremos que ter uma estratégia para 10 anos para a política de habitação”, continuou José Luís Carneiro, sobre o projeto que tem na presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro a coordenadora.
O município tem 942 respostas habitacionais em curso e aponta intervenções nas escolas, saúde, cultura e transportes. O parque habitacional municipal passou de 330 para 474 habitações.
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