Golegã aguarda resposta do IHRU para habitações acessíveis

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

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A startup portuguesa inHabitus especializada em construção industrializada quer colocar no mercado nacional 1.080 casas até 2028, através de projetos que unem métodos de construção inovadores e padronização em escala procurando entregar casas com prazos mais curtos e preços por metro quadrado global (incluindo áreas exteriores privativas) que chegam aos 65% abaixo da mediana nacional. Para isso conta com 160 milhões de euros provenientes de capitais próprios e financiamento bancário.
O primeiro projeto arrancou em setembro com a construção do ‘Origem Alfena’ no Porto, com 79 moradias em tipologias V2, V3 e V4, todas vendidas. Já em outubro, a inHabitus lançou a comercialização de um empreendimento de Setúbal, composto por 136 moradias, nas tipologias V1 a V4.
Até ao final do ano a startup portuguesa tem o objetivo de colocar no mercado mais 253 habitações, distribuídas por dois empreendimentos nas regiões de Viseu e do Grande Porto, num total de quatro projetos residenciais que integram a primeira fase de um pipeline com presença de Norte a Sul do país. Os empreendimentos incluem moradias de tipologias V1 a V4, com preços a começar nos 139 mil euros.
Mário Ferraz, co-fundador da inHabitus, salienta que a empresa constrói casas praticamente da mesma forma há décadas, apesar de os desafios do setor exigirem novas respostas. “Na inHabitus, queremos contribuir para tornar a habitação mais acessível, repensando a forma como desenvolvemos e construímos casas. O nosso objetivo é conseguir colocar mais habitação no mercado, com preços competitivos, sem comprometer a qualidade”, refere.
Para isso a empresa utiliza diferentes métodos modernos de construção, combinando engenharia e tecnologia, com ferramentas digitais próprias que automatizam o projeto, otimizam custos e prazos e garantem previsibilidade emn todas as fases, do conceito à obra.
“Uma parte importante da diferença está na forma como organizamos todo o processo. Ao concentrarmos competências na mesma estrutura e reduzirmos a dependência de uma cadeia de intermediários e subcontratados, conseguimos ter maior controlo sobre as decisões e os custos. A industrialização permite-nos padronizar soluções, ganhar eficiência e replicar o modelo em diferentes localizações. É esta combinação que nos permite trabalhar para oferecer casas a preços mais acessíveis”, explica.
O resultado previsto desta abordagem, face à construção tradicional, é a redução de cerca de 50% no tempo de entrega e a redução de 30% no custo total de construção. A empresa estima reduções de cerca de 80% no desperdício de materiais e no risco de acidentes em obra, face aos métodos tradicionais.
Quatro em cada dez empresários apontaram as taxas de juros elevadas como o principal problema enfrentado pelo setor no terceiro trimestre de 2026, segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta segunda-feira (26) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em parceria com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
O resultado representa aumento de 3,8 pontos porcentuais em relação ao segundo trimestre e é o segundo maior da série histórica, iniciada em 2015.
“É um problema que ocupa a primeira posição do ranking há algum tempo e continua ganhando importância mesmo com as sucessivas reduções da taxa Selic pelo Banco Central. Apenas no segundo trimestre de 2023 o porcentual de assinalação do problema foi maior”, afirmou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Na sequência, a alta carga tributária, assinalada por 31% dos empresários, manteve-se como a segunda maior preocupação da indústria da construção. No trimestre anterior, o entrave foi apontado por 33,6% dos entrevistados.
Já a falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada subiu da quarta para a terceira posição do ranking, saltando de 28,6% para 29% das assinalações entre o segundo e o terceiro trimestres.
No terceiro trimestre, as condições financeiras da indústria da construção continuaram negativas. O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito, por exemplo, caiu 1,4 ponto, passando de 39,3 para 37,9 pontos.
Por ter se distanciado ainda mais da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela maior dificuldade dos empresários na obtenção de empréstimos e de financiamentos.
O índice de satisfação com o lucro operacional também caiu no período: 1 ponto, para 40,7 pontos, o menor nível desde o primeiro trimestre de 2021, indicando maior insatisfação.
Apesar disso, o índice de satisfação com a situação financeira se manteve em 45,2 pontos e permaneceu abaixo da linha divisória, o que sinaliza descontentamento dos empresários com as finanças dos negócios.
Por outro lado, o indicador que mede a evolução do preço médio de insumos e matérias-primas diminuiu 0,6 ponto, de 66,2 para 65,5 pontos. O índice segue acima da linha de 50 pontos e revela percepção de encarecimento de insumos e matérias-primas.
Nesse cenário, mesmo após subir 2,2 pontos em relação a setembro, atingindo 41,9 pontos, o índice que mede a intenção de investimento do setor teve o pior mês de outubro desde 2020.
Os índices que medem as expectativas do setor para os próximos meses subiram entre setembro e outubro, mas a maior parte deles segue sinalizando perspectivas negativas. Além disso, todos eles estão abaixo da média histórica:
Com os resultados, as expectativas para o nível de atividade deixaram o pessimismo e se tornaram neutras. Já as perspectivas para compras de insumos e matérias-primas, novos empreendimentos e serviços e número de empregados se tornaram menos negativas.
Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, a CNI consultou 305 empresas, sendo 120 pequenas, 125 médias e 60 grandes, entre 1º e 13 de outubro, antes do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Com 45 metros de altura, a nova torre de controlo de tráfego aéreo do Aeroporto Humberto Delgado, não está dependente de uma avaliação de impacto ambiental e deverá estar pronta no início de 2030, avança Pedro Ângelo, presidente da NAV, que tem estado a modernizar os serviços de navegação aérea dos aeroportos portugueses, movimento refletido na construção de três novas torres de controlo: Cascais, Lisboa e Funchal


Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos.
O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.
O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.
Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.
Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.
A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.
A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.
Informações e inscrições: loulecriativo.oficios@cm-loule.pt
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VTM
A construção do novo ecocentro de Ribeira de Pena, que representa um investimento de cerca de 497.800 euros, já começou.
Segundo o município, esta obra constitui “uma aposta na sustentabilidade ambiental e na melhoria dos serviços disponibilizados à população”.
A obra foi adjudicada a 9 de junho e resultará numa infraestrutura destinada a “melhorar as condições de deposição, recolha e encaminhamento de resíduos no concelho, permitindo uma gestão mais eficiente dos materiais e contribuindo para a valorização dos recursos”.
O novo ecocentro permitirá depositar adequadamente diferentes tipos de resíduos, aumentando as taxas de reutilização e reciclagem e assegurando um encaminhamento mais eficiente dos materiais para valorização.
Segundo a autarquia, o projeto pretende também “incentivar a adoção de boas práticas ambientais pela população, sensibilizando-a para a importância da correta separação e deposição de resíduos”. A participação dos cidadãos é essencial para reduzir o impacto ambiental e promover hábitos mais sustentáveis.
Com esta obra, o município de Ribeira de Pena reforça a sua “capacidade de resposta às necessidades locais no domínio da gestão de resíduos, contribuindo para um concelho mais sustentável, eficiente e ambientalmente responsável”.
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A obra de construção do novo edifício da Unidade de Saúde Familiar de São Brás de Alportel está concluída. Falta agora o apetrechamento da infraestrutura com os equipamentos necessários à sua entrada em funcionamento.
Dado que a então Administração Regional de Saúde do Algarve não cumpriu com o estabelecido no acordo que definia caber à Tutela do Ministério da Saúde equipar a nova estrutura, aproximando-se a data de conclusão da obra sem qualquer procedimento a avançar, a Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro tomou a iniciativa de propor ao Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS), Tiago Botelho, apresentar o município uma candidatura a fundos comunitários do programa Algarve 2030, com a parceria da ULS, para obtenção de apoio para a aquisição do equipamento, orçado em cerca de 308 mil euros, sem o qual não pode a unidade abrir ao público e servir a comunidade, como é o seu propósito.
“Apesar de não estar previsto este custo adicional que é muito significativo para a realidade do Município, a saúde dos são-brasenses é prioridade e não podíamos esperar mais, colocando em causa a abertura da unidade. Aguardamos a aprovação da candidatura, contamos já com um protocolo firmado com a ULS e agradecemos toda a colaboração que nos tem sido prestada pela CCDR Algarve neste processo”.
A conclusão da obra foi assinalada no dia 2 de outubro, com uma visita ao novo equipamento, que contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde, Dr. Tiago Botelho, acompanhado pela Dr.ª Gabriela Peixoto e pelo Dr. Daniel Custódio, coordenador da Unidade de Saúde Familiar, acompanhado por alguns elementos da sua equipa; bem como os elementos do executivo municipal a tempo inteiro, do Presidente da Assembleia Municipal, Vítor Guerreiro, do Presidente da Junta de Freguesia, João Rosa; e também representantes da empresa responsável pela construção do edifício, Martins e Gago.
Com uma área de 745 m², a nova unidade representa um investimento total de 2.825.000 euros, contando com um financiamento de 2.217.000 euros através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O novo edifício dispõe de 14 gabinetes médicos, de enfermagem e de tratamento, sala de formação e sala polivalente, receção e sala de espera, copa, instalações sanitárias e balneários para funcionários, arrecadações e salas de resíduos, sala de informática, jardim interior e exterior e 49 lugares de estacionamento.
Durante o encontro, a presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, destacou o empenho da empresa construtora, da Unidade de Saúde Local e da equipa técnica do Município, que tem sido inexcedível,
“Em breve, abriremos portas para que todos e todas as são-brasenses possam ter aqui qualidade e excelência para a sua saúde”, frisou.
“Espero que daqui a algum tempo estejamos cá mesmo com este espaço já vivo e recheado de pessoas e que isso possa ocorrer com a mesma velocidade e solidez com quem chegámos aqui a este momento”, afirmou Tiago Botelho no final da visita
Mais respostas de saúde para a comunidade
A transferência da Unidade de Saúde Familiar da Villa para as novas instalações permite, por sua vez, repensar e adaptar os espaços atualmente ocupados no Centro de Saúde, criando a oportunidade de reforçar a oferta de serviços de saúde disponíveis no concelho.
Foi precisamente esta uma das matérias abordadas no encontro de hoje, durante o qual o Município partilhou com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde as suas preocupações e projetos para o futuro da saúde em São Brás de Alportel.
Na ocasião, Marlene Guerreiro, reiterou também a defesa da readaptação do edifício do Centro de Saúde, que após a saída da Unidade de Saúde Familiar, deverá ser dotado de meios de diagnóstico, mais terapias, bem como outras respostas, ao nível da prevenção da maior relevância, nomeadamente nas áreas da cardiologia e da psiquiatria.
A Câmara Municipal está a preparar uma proposta de planeamento deste processo, propondo trabalho em parceria, procurando rentabilizar recursos e espaços, permitindo à população aceder a um conjunto mais alargado de respostas sem necessidade de se deslocar para fora do concelho.
O Município reiterou ainda a sua preocupação relativamente ao Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, entre outras questões relacionadas com o reforço das respostas de saúde no território.
A conclusão da nova Unidade de Saúde Familiar representa, assim, o fim de uma importante etapa e o início de uma nova fase de investimento na saúde no concelho, com o Município empenhado em criar melhores condições para a prestação de cuidados e em aproximar novas respostas da comunidade.