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‘O sistema do Estado é horrível’: Caraguatatuba é campeã em violência contra a mulher

O relógio se aproxima das onze da manhã quando Alcione senta na poltrona da sala de acolhimento. A mulher, cujo nome homenageia a sambista, está lá para contar sua história que, nos últimos anos, tem sido marcada por ciclos de violência e resistência. Um tormento que se agrava quando o ex-marido, em recusa ao fim do casamento, a ameaça de morte. Uma mulher que reflete milhares de outras Brasil afora, presas a uma espiral de violência enquanto lutam pelo direito de seguirem vivas.

A poucos metros dali, as ondas quebram ao chegarem na faixa de areia, vazia devido à baixa temporada. Estamos em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, o município brasileiro com mais de 100 mil habitantes que possui a maior taxa de mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido à violência física. A taxa média dos últimos dez anos é de 312 casos por 100 mil habitantes, o triplo do estado de São Paulo, segundo levantamento feito pela Agência Pública a partir de dados do DataSUS de 2016 a 2025.

Além de estar no topo do ranking das cidades com a maior taxa de violência física, Caraguatatuba também é o município paulista com mais de 50 mil habitantes com a maior taxa de tentativa de feminicídio: foram 24 entre 2021 e 2025, quase cinco por ano, segundo dados do Ministério da Justiça. Apesar disso, os feminicídios estão abaixo da média: foram seis no mesmo período. Um indício de que a cidade pode estar conseguindo acolher mulheres vítimas de violência, impedindo que cheguem a ser assassinadas.

“A institucionalidade na prevenção à violência contra as mulheres previne mortes. Quanto mais equipamentos você tem, menor a chance  do agravamento dessa violência intrafamiliar, que é o feminicídio”, analisa a demógrafa Jackeline Ferreira Romio, que pesquisou o cenário do feminicídio no Brasil a partir de dados do sistema de saúde.

Apesar de evitar mortes, os equipamentos públicos não têm sido eficientes na prevenção inicial da violência, atuando de forma reativa, quando a mulher já corre risco grave. Medidas protetivas seguem sendo negadas e, quando concedidas, violadas. Mesmo equipada com aparelhos públicos voltados para a proteção das mulheres que vão desde Conselhos, delegacia especializada, centros de acolhimento e aplicativos de denúncia, Caraguatatuba ainda não viu os números de agressões e tentativas de feminicídio caírem. Falta algo.

Alcione relata que o comportamento controlador do marido se agravou no segundo ano de casamento. Àquela altura, João*, retomou um antigo vício em álcool e outras drogas e, desempregado, começou a vender os móveis da casa para sustentar a dependência. Quando o marido quis vender a bicicleta que haviam comprado juntos, ela pediu para que ele saísse da casa, que era dela.

Ele saiu, mas pouco tempo depois, apareceu no portão de Alcione. Chorando, disse que estava dormindo na rua e pediu ajuda para se alimentar. Com pena, ela permitiu que ele entrasse, ofereceu banho e comida. O clima amigável mudou quando ela se recusou a reatar o relacionamento.

“Ele me aferiu um tapa na cara, um tapa muito forte. Eu fui até a cozinha chorando, ele foi me acompanhando e disse ‘Não chora, porque esse tapa não doeu. Vai doer agora, porque eu vou pegar uma faca e te matar’”.

A mulher correu até a casa da frente, onde mora sua mãe, e pediu ajuda aos familiares presentes. João conseguiu fugir. No dia seguinte, Alcione buscou atendimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Caraguatatuba. Mesmo sendo uma unidade especializada em violência contra mulheres, sentiu-se desrespeitada: foi atendida por uma funcionária da prefeitura que não demonstrou preparo em acolhê-la.

“Uma pessoa grossa. Fazia perguntas como se eu fosse a culpada. Saí de lá humilhada. Tive vontade de desistir.” Após a mobilização de Alcione e outras vítimas, a funcionária foi retirada da delegacia e uma assistente social a substituiu.

Alcione foi ameaçada de morte pelo ex-marido, mas conseguiu sair do ciclo de dor e violência.

Para Márcia Coelho, presidente do Conselho da Mulher de Caraguatatuba (CMDMC), as mudanças recentes na Delegacia de Defesa da Mulher melhoraram o acolhimento, mas ainda há dinâmicas sistêmicas que prejudicam a experiência de quem busca atendimento: “O sistema do Estado é horrível. É uma coisa fria. Na sala de espera há um balcão com vidro e você tem que falar ali na frente de todo mundo”, explica.

As caraguatatubenses que sofrem qualquer tipo de violência de gênero durante os finais de semana ou feriados precisam aguardar até o próximo dia útil para que possam buscar atendimento especializado. Isso porque a Delegacia de Defesa da Mulher do município, assim como 75,8% das DDMs do país, atende apenas de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. A alternativa oferecida pelo Governo do Estado é uma Sala DDM 24h, que opera dentro de uma delegacia comum. O problema é que as agressões são mais frequentes quando o homem está em casa – à noite ou no final de semana.

Segundo a vereadora Cássia Gonçalves de Jesus (PT), a experiência nessas salas pode agravar o estado emocional da mulher, pois “o acolhimento é feito pelo mesmo delegado, o mesmo plantonista. Não são pessoas especializadas. Escutamos muitos relatos de mulheres que sofreram outra violência durante o atendimento”, explica.

Crime crescente no Brasil e em São Paulo

No estado, houve um aumento de 22,2% nos casos de feminicídio entre 2023 e 2025 (saindo de 221 mortes de mulheres para 270) – um aumento três vezes maior do que a média nacional (de 6,3% no período).

Em sua campanha eleitoral, o governador Tarcísio de Freitas, reeleito com 62,6% dos votos, trouxe a segurança da mulher como um de seus focos. Ele promete o “fortalecimento da rede”, aumentar em três vezes o número de Delegacias de Defesa da Mulher 24 horas, a expansão do aplicativo SP Mulher Segura e a continuidade da Patrulha SP Mulher Segura.

As promessas de campanha, no entanto, não condizem com o que foi feito nos primeiros quatro anos de governo. Tarcísio deixou de destinar R$ 35,7 milhões entre 2023 e 2025 para as Delegacias de Defesa da Mulher e para a Secretaria de Política para as Mulheres, segundo dados compilados pela Agência Pública.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deixou de destinar R$ 35,7 milhões entre 2023 e 2025 para programas de proteção às mulheres.

“No ano passado, por exemplo, menos de 30% do recurso destinado ao enfrentamento da violência contra a mulher foi aplicado no estado. Ou seja, mais de 70% do que estava disponível não foi investido”, critica a vereadora.

Cássia explica que parte do alto índice de agressão à mulher em Caraguatatuba tem relação com o fato de a cidade ser muito desigual e violenta. O município também lidera o ranking da maior taxa de mortes violentas do estado, concentrando 17,6 mortes a cada 100 mil habitantes, conforme dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os altos índices refletem as fragilidades estruturais e a desigualdade socioeconômica do município, acentuadas pela escassez de investimentos estatais e por um déficit histórico de políticas habitacionais e de infraestrutura pública, como analisa a vereadora.

“Se você pegar o mapa da violência em Caraguatatuba, vai ver que ela se concentra na região sul, onde vive mais de 50% da população, majoritariamente a classe trabalhadora. É a área onde os equipamentos públicos são mais ausentes e onde falta o braço do Estado para garantir direitos básicos, como moradia. Isso também impacta a violência – que recai sobre as mulheres.”

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirma que, assim como a Delegacia da Mulher, a Sala DDM permite registrar ocorrências, solicitar medidas protetivas e receber orientações, prezando por um atendimento em ambiente reservado, com sigilo e escuta qualificada. A instituição destaca o aumento das prisões em flagrante por violência doméstica e o crescimento dos investimentos em políticas para mulheres, mas não comenta porque quase R$ 36 milhões deixaram de ser investidos nos últimos quatro anos.

Em nota, a prefeitura de Caraguatatuba diz que o município segue os fluxos oficiais de notificação e conta com uma rede de proteção que integra serviços de assistência social, saúde e segurança pública, entre outros. Sobre a profissional mencionada por Alcione, informa que ela deixou de integrar a equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em julho de 2026. Por fim, reconhece que a existência de serviços não é suficiente para eliminar a violência e afirma que busca aprimorar os fluxos de atendimento, a integração entre os serviços e as ações de prevenção e proteção às mulheres.

Violência patrimonial

Na contramão da declaração de Cássia, Marília* teve uma experiência positiva quando buscou a delegacia de polícia do município para denunciar uma ameaça de feminicídio de seu marido.

Ainda jovem, se apaixonou por um homem mais velho vindo de uma família rica. Como prova de seu amor, na hora de assinarem os documentos oficializando o casamento, concordou com uma união com separação total de bens. O que ela viria a descobrir depois é que, junto da união, havia assinado também um acordo que eximia o parceiro de arcar com qualquer tipo de gasto relacionado a ela, nem mesmo gastos para alimentação.

Não demorou para se ver presa em um casamento pautado pelo dinheiro. Ao longo dos anos, dividida entre cuidar do filho e reformar os imóveis do marido sem qualquer remuneração, definhou em uma espiral depressiva. A situação se arrastou até o início do segundo semestre de 2026, quando ele se recusou a pagar um tratamento psicológico para Marília.

Para ajudá-la, o filho do casal, um adolescente de 17 anos, se prontificou a ir até o pai e convencê-lo a mudar de ideia. Depois desse encontro, Marília estranhou a insistência do menino para que a mãe não voltasse para casa. Inquieta, questionou o porquê até que o jovem falasse a verdade.

“Ele foi pra cima do meu filho, falando que, quando eu chegasse, ele daria uma facada em mim. Assim que ouvi aquilo decidi fazer o B.O [boletim de ocorrência]. Não tenho família para pedir ajuda, queria só que, caso ele me matasse, a polícia soubesse quem foi”.

Uma cidade de contrastes: de um lado, lindas praias, de outro, recorde em violência contra a mulher

Na delegacia, mãe e filho foram encaminhados para atendimento psicológico e psiquiátrico, serviços que acessam até hoje. As consultas ajudaram Marília a entender que estava vivendo violência psicológica e patrimonial.

Contempladas pela Lei Maria da Penha desde sua criação em 2006, a violência psicológica e a patrimonial são reconhecidas como formas de violência doméstica. A violência psicológica caracteriza-se por condutas que causem dano emocional, diminuam a autoestima ou busquem controlar, limitar ou perturbar as ações, comportamentos, crenças e decisões da vítima. Atualmente, determinadas condutas dessa natureza podem configurar o crime autônomo de violência psicológica contra a mulher, previsto no o Código Penal, cuja pena é de reclusão de 6 meses a 2 anos e multa, salvo se o fato constituir crime mais grave.

Já a violência patrimonial consiste na retenção, subtração, destruição parcial ou total ou apropriação de bens, valores, documentos pessoais, instrumentos de trabalho, direitos ou recursos econômicos da mulher. Diferentemente da violência psicológica, não existe um único crime denominado “violência patrimonial”, de modo que a conduta praticada poderá configurar crimes diversos, como furto, apropriação indébita, dano ou estelionato. Ambas violências podem ser sofridas simultaneamente e, mesmo que a agressão física não ocorra, devem ser denunciadas.

‘O ideal seria o agressor sair imediatamente’

Além do amparo para a saúde mental, mãe e filho foram encaminhados para a Casa de Acolhimento Provisório. O espaço, criado em 2023, é destinado a mulheres em situação de violência sem risco iminente de morte, acompanhadas ou não de filhos menores de 18 anos. O acesso ocorre mediante encaminhamento da delegacia ou do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e o tempo de permanência é de 15 dias podendo ser estendido por mais 15 dias. Dentro desse prazo, a vítima precisa encontrar uma nova casa.

Sônia Cordeiro, diretora da Divisão de Proteção Especial da Secretaria de Assistência Social de Caraguatatuba, conta que a moradia é o principal desafio no rompimento do ciclo da violência doméstica. “Elas vão para a casa de acolhimento porque o agressor continua no domicílio, mas não é uma residência permanente e muitas não possuem renda própria para irem para outro lugar. Hoje o Governo do estado oferece uma ajuda de R$ 500, mas é um valor baixo, não dá pra custear um aluguel”.

Jackeline esclarece que esses mecanismos são importantes, mas ainda se limitam a soluções primárias: “Não são o melhor para a mulher, mas é o melhor que podemos oferecer hoje. O ideal seria o agressor sair da casa imediatamente, deixando ela para a mulher e o filho. O Estado ainda oferece apenas o básico. É triste pensar que, para manter mulheres vivas, estamos ofertando apenas estratégias mínimas”.

Marilia e o filho voltaram a morar em uma das casas reformadas por ela. Sem renda, a mulher começou a trabalhar como motorista de aplicativo, mas ainda não ganha o suficiente para sustentar os dois.

“Muitas vezes eu saio desesperada pra trabalhar, pra comprar comida pro mesmo dia. O que mais me dói é ver meu filho vender os brinquedos que ele coleciona pra me ajudar a comprar nossas coisas. Ele podia continuar com o pai e ter tudo, mas preferiu ficar comigo comendo pão com mortadela”, diz, emocionada.

A medida que falha em proteger

Com o apoio das assistentes sociais, Marília foi até o Ministério Público solicitar uma medida protetiva de urgência. O promotor negou o pedido sob a alegação de que se ela não estava fisicamente machucada, não havia justificativa para a proteção.

“Eu falei pra ele: ‘Olha, eu preferia que o meu marido me espancasse e eu parasse num hospital, do que eu passar esses 20 anos de abuso psicológico, tomando vários remédios. Até suicídio eu tentei, porque não achava saída’. O que mata o ser humano é essa comparação. Como eu vou mensurar o tamanho da dor que cada mulher está sentindo?” Marília desabafa.

Manifestação em São Paulo em comemoração dos 20 anos da lei Maria da Penha.

A segunda solicitação foi aceita. Agora, ela e o filho possuem uma medida protetiva provisória que vigora até novembro deste ano. Desde que foi concedida, o marido mudou-se para outra cidade. Com medo do que pode acontecer caso a medida não seja renovada, Marília vai semanalmente à Defensoria Pública pedindo uma atualização, mas voltava para casa com a mesma resposta.

“Toda vez é um estagiário diferente e eu tenho que contar a mesma história de novo e de novo. Isso já é violento. No fim, eles falam que eu tenho que esperar e que deveria voltar quando faltasse quinze dias pro prazo acabar. Eu e meu filho temos medo. Eu sei que ele tá esperando o prazo acabar pra vir atrás da gente”. Os únicos momentos em que Marília chora são ao falar do filho e do medo que tem do que o marido pode fazer contra os dois.

Em nota, a Defensoria Pública afirma que o atendimento a mulheres em situação de violência doméstica é considerado urgente e segue um protocolo que prevê o relato dos fatos uma única vez, para evitar a revitimização. As medidas protetivas são acompanhadas e, quando provisórias, é feito um agendamento do retorno antes que o prazo acabe, para reavaliar a situação de risco e adotar as providências necessárias à continuidade da proteção.

Em 2025, Alcione também conseguiu uma medida protetiva provisória que, na época, precisava ser renovada a cada dois meses. Assim que foi notificado sobre a proibição de aproximação, João passou a persegui-la. Em uma das vezes, entrou na casa de Alcione e tentou estuprá-la.

O agressor chegou a passar cinco meses preso, mas, assim que foi solto, retomou as tentativas de assédio. Cada invasão foi registrada pelas câmeras de segurança da casa e pelo acionamento do Botão do Pânico – aplicativo que aciona a Guarda Civil Municipal automaticamente. Nenhuma delas foi considerada no primeiro julgamento. Após duas audiências, João segue respondendo por seus crimes em liberdade.

“Eu estou revoltada, porque foi uma luta. Todas as vezes que ele ia lá, eu tinha que ir na delegacia, para mim também era humilhante. E hoje ele está solto sabendo que, provavelmente, não vai ter nada. Eu acredito que a justiça vai chegar”, Alcione diz, decidida.

Em 2025, para cada um dos 1.571 feminicídios no país, houve 2,7 tentativas de feminicídio e 84 descumprimentos de medidas protetivas de urgência foram registrados. Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera as denúncias de tentativas de feminicídios – das 4.189 tentativas totais, 757 foram no estado – e fica em segundo lugar nos descumprimentos de medidas, com 22.820 casos, atrás apenas do Paraná, com 23.220 infrações.

Na visão de Jackeline, também falta, a nível nacional, um plano de reabilitação para os agressores: “A gente não tem um serviço de psicologia social voltado à readaptação desse homem violento para relações harmônicas e não patriarcais. Não basta esperar que a vítima saia da violência. A gente precisa responsabilizar o agressor para que novas violências não aconteçam”.

Caraguatatuba ainda enfrenta o problema estrutural de um governo que, há décadas, não volta seus olhos para as demandas da população feminina. É o que devende a vereadora: “São governos de direita que não enxergam esse tema como central na construção de uma sociedade. É a estrutura machista e patriarcal que se não conseguirmos romper, não vamos avançar. Temos que botar o pé na porta e falar: ‘É necessário olhar pra isso, porque precisamos seguir vivas”.

Onde buscar ajuda

Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher. Gratuito, 24 horas. Orienta sobre direitos, recebe denúncias e indica serviços de atendimento próximos. Também atende pelo WhatsApp: (61) 9610-0180. 

Ligue 190 — Em caso de emergência, risco imediato ou violência acontecendo naquele momento, acione a Polícia Militar. 

Delegacia da Mulher — Para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência. Na ausência de uma delegacia especializada, busque uma delegacia de polícia. 

Casa da Mulher Brasileira e Centros de Referência (CRAM/CRAMS) — Oferecem acolhimento e podem reunir atendimento psicológico, social, jurídico e outros serviços da rede de proteção. 

Serviços de saúde — UBS, UPA e hospitais também podem acolher mulheres em situação de violência. Em casos de violência sexual, procure atendimento o quanto antes.

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Famalicão vai a Leiria sentar-se à mesa dos crescidos

Famalicão faz história e está na final four da Taça da Liga. Ainda, a polémica despenalização de Durán, CR7 mais perto do golo 1000 e as palavras de Rui Borges que revela que o filho foi "enxovalhado"

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El miedo de los colonos israelíes a un Gobierno con los partidos árabes: “Nadie nos protegerá”

Un enorme y ya descolorido póster electoral del ministro de Finanzas, Bezalel Smotrich, recibe al visitante tras atravesar el portón de seguridad de la colonia israelí de Efrat, en Cisjordania. El gesto sonriente y confiado del líder ultraderechista choca con el semblante preocupado de los habitantes de este asentamiento cuando salen a relucir los resultados de las elecciones legislativas del martes.

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Vista de Efrat, colonia israelí de Cisjordania, el 29 de octubre de 2026.Dovi Shefler, presidente del Consejo de la colonia de Efrat, en su despacho, el 29 de octubre de 2026.

© RONEN ZVULUN (REUTERS)

Vista de la colonia israelí de Efrat, en Cisjordania.
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Una lectora: “No podemos normalizar que viajar en transporte público se convierta en un acto de fe”

Familiares de desaparecidos en el accidente de trenes, en el polideportivo de Urda (Toledo), este miércoles.

Con un saldo insoportable de vidas rotas, la tragedia ferroviaria de Toledo nos devuelve de golpe a la más cruda realidad: no podemos normalizar que viajar en transporte público se convierta en un acto de fe frente a fallos evitables y cadenas de negligencias. Confiamos en una red que, ante la primera brecha, delega toda la responsabilidad en el factor humano bajo presiones incomprensibles. La modernidad de un país no se mide solo por la velocidad de sus trenes, sino por la firmeza con la que prioriza la seguridad por encima de cualquier urgencia operativa. Exigir transparencia y responsabilidades hasta el final no es solo una deuda con las víctimas y sus familias, sino la única manera de rescatar la confianza en unas infraestructuras públicas que hoy nos duelen en el alma.

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Ocho novelas sobre las relaciones entre padres e hijos y las herencias familiares envenenadas

Siete novelas y una novela gráfica publicadas en 2026 que invitan a sumergirse en las no siempre fáciles relaciones familiares.

Hay quien hereda bienes inmobiliarios y quien, por el contrario, a falta de dinero, lo único que hereda son traumas familiares. Los primeros son más ricos (al menos económicamente). Los segundos lo pueden ser a nivel narrativo, porque sus historias, personales e individuales, crecen en las páginas de los libros hasta interpelar, emocionar y remover en su sillón a cualquier lector; hasta hacerse universales.

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'Principio, medio, fin' (Feltrinelli):

Una madre y su hija adolescente llegan a Sicilia buscando recomponerse, reconocerse y reencontrarse tras una separación. Sus voces incluyen a las de otras dos mujeres: una desde la distancia —la abuela, que parece estar perdiendo la memoria—; la otra desde el pasado —la bisabuela, emigrante siciliana en México—. Con esta genealogía femenina, el paisaje de la isla y las erupciones volcánicas de fondo, Valeria Luiselli teje una obra inclasificable, llena de poesía y de luz, en la que combina mitología, memoria, reflexiones sobre la escritura y la literatura, sabias divagaciones sobre la tarea de maternar y educar, brillantes escenas y conversaciones madre-hija y su habitual maestría para jugar con los siempre difusos límites entre la realidad y la ficción. Una auténtica genialidad para disfrutar sin prisas.

'Primero llega el silencio' (Impedimenta):

Una mujer ve cómo se aleja y se tensa la relación con su hija mientras, a la vez, mantiene una conflictiva relación con su madre. Las tres tienen algo en común, una herencia envenenada sepultada bajo toneladas de silencio: son hijas únicas y sus padres las abandonaron (o se separaron de sus madres). Dora, el eslabón intermedio de esta tríada de mujeres, una mujer que busca el amor —a la vez que lo rehúye— en relaciones por correspondencia en Facebook mientras intenta no ser para su hija lo que un día fue para ella su madre, es la narradora de esta historia que oscila entre el presente y los recuerdos simbólicos del pasado. La escritora rumana Iona Maria Stancescu (con traducción de Marian Ochoa de Eribe) se presenta en España con una escritura íntima, un punto irónica, por momentos poética y metafórica, que desgrana con acierto las siempre delicadas relaciones entre madres e hijas.

'A flor de piel' (Tránsito):

Una niña con problemas en la piel que no deja de llorar y que se la arranca a tiras. Una madre joven, sola, superada por los gastos, el trabajo y los cuidados, que tiene en el tequila el único remedio para aguantar, para no dejarse caer en la locura que es la crianza de su hija. Ellas dos son las protagonistas principales. Y a ellas dos se suma un elenco de secundarios (abuela, tía, amigas de escuela, amantes ocasionales, médicos, etcétera) que de una u otra forma las empujan al abismo que es esta novela corta brutal, adictiva, dueña de una atmósfera asfixiante. La escritora mexicana Nora Muñiz debuta con este cuento de terror que se lee de un tirón y que convierte al lector en un animal sediento, voraz, incapaz de dejar de seguir el rastro de la sangre.

'¿Dónde están los adultos?' (Gatopardo Ediciones):

Con la capacidad para detectar las crisis que atenazan a buena parte de las sociedades occidentales, y que ya demostró en sus títulos anteriores, y la causticidad que caracteriza a su escritura, la autora noruega Nina Lykke se mete en esta ocasión en la piel de una psicóloga próxima a los sesenta tan perdida o más que sus pacientes. Ida sigue hablando con su madre muerta (con la que tuvo una relación cuanto menos difícil), ha sido abandonada por su segundo marido y su hijo mayor ha cortado toda relación con ella sin motivo aparente, impidiéndole disfrutar de su nieta. Más allá del interesante estudio de esa figura materna y de los conflictos intergeneracionales, la autora acierta al poner el foco sobre el hijo de la protagonista —paradigma de una generación cuidada entre algodones, frágil, eternamente adolescente—, que fracasa en su papel de hijo a la vez que naufraga en su rol como padre. Traducción de Ana Flecha Marco.

'Radio Sarajevo' (Libros del Asteroide):

La primera víctima de toda guerra es la infancia. Y de eso da fe este magnífico libro del autor bosnio Tijan Sila (con traducción de Javier García Albero), que desprende verdad y sensibilidad en su narración autobiográfica de la pérdida del paraíso y de la inocencia en mitad de un conflicto armado devastador como la guerra de los Balcanes. El texto refleja también a la perfección la relación del autor con sus padres en mitad de la contienda, la desesperación y la incapacidad de ambos en un contexto que les era completamente ajeno (profesores universitarios inservibles para la batalla) y el fracaso de la mano dura y la violencia como estrategia educativa, un recurso cotidiano en los noventa —especialmente, por lo visto, en la Sarajevo de entonces— que, como deja entrever Sila en sus memorias, dejó en el alma de aquellos niños tantas secuelas como las bombas.

'La vida imaginada' (Muñeca Infinita):

Steve Mills, un hombre de mediana edad, casado y con un hijo, regresa a su infancia para —a través de familiares y compañeros de su padre— entender por qué su progenitor dilapidó una prometedora carrera académica y desapareció de su vida sin dejar rastro cuando apenas contaba 12 años. Lo hace mientras él mismo está a punto de hacer descarrilar la vida que ha construido, envenenado por esa herida primal, por ese duelo jamás curado. Andrew Porter (traducción de Ce Santiago) construye una preciosa y conmovedora novela que pide ser degustada a pequeños sorbos sobre el trauma que supone perder el paraíso de la infancia antes de tiempo —y más aún a costa de tu padre, que supuestamente debería velar por él—, sobre la necesidad de entender para perdonar —para seguir viviendo sin arrastrar a otros con la herencia que cada cual carga sobre sus hombros— y sobre la escritura como herramienta terapéutica en ese doloroso proceso.

'Cuando seas feliz, golpea tú primero' (Impedimenta):

Tras emocionar con ‘El verano en que mi madre tuvo los ojos verdes’, su maravillosa novela sobre una turbulenta relación madre-hijo, la escritora moldava Tatiana Tibuleac se adentra ahora en otra relación familiar, en este caso entre una hija y su padre periodista, bebedor, lector voraz y progenitor ausente. “No digo que mi padre no me quisiera. Solo digo que me habría querido más si entre nosotros no hubiera habido malentendidos. Si yo no hubiera sido una mujer, sino un libro”, afirma Mila, la narradora protagonista de ese complejo vínculo que ejerce de columna vertebral de una novela terriblemente dura, menos luminosa que su predecesora, más compleja quizás, pero igualmente provocadora y capaz de remover a los lectores. De esa columna en un viaje incesante entre el presente y el pasado, surgen además otros temas como el duelo por la madre perdida, la amistad o la soledad y la precariedad del exilio. Traducción de Marian Ochoa de Eribe.

'Maravilloso' (Garbuix Books):

El autor de cómic francés afincado en Barcelona Cookie Kalkair da forma a una emotiva y personalísima novela gráfica protagonizada por un hombre adulto, recientemente convertido en padre, que, desde Canadá, ha puesto tierra y océano de por medio con su propio progenitor, con el que mantiene una difícil relación. Sin embargo, cuando este último sufre un ictus en Burdeos que le deja sin apenas capacidad para hablar, esa distancia física se irá diluyendo poco a poco; y también la que el protagonista mantiene con la familia que formó su padre tras separarse de su madre. Una conmovedora historia sobre una relación padre-hijo en la que la enfermedad y los cuidados actúan como catalizadores de un reencuentro y un renacer del amor paternofilial que parecía improbable. Traducción de Carme Rosselló.
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Los derechos retroceden en África occidental: pena de muerte, persecución de homosexuales y arrestos arbitrarios

Los derechos y libertades están en retroceso en África occidental. Ocho años después de su abolición, Burkina Faso acaba de reinstaurar la pena de muerte para delitos como la alta traición, el terrorismo o actos de espionaje. Hace un año, incluyó a la homosexualidad en la categoría de delitos con pena de cárcel, mientras su vecino Senegal endurecía hasta los ocho años de prisión los castigos contra los gais. Tanto en Burkina Faso como en Malí y Níger, el arresto y encarcelamiento de periodistas y activistas se ha convertido en moneda corriente. Hace apenas una década, esta región presumía de ser la excepción democrática de África. En la actualidad, nada menos que seis de sus 15 países están gobernados por militares o viven bajo regímenes autocráticos.

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© Anadolu (Anadolu Agency via Getty Images)

El presidente de Burkina Faso, Ibrahim Traoré (izq), se reúne con el presidente de Malí, Assimi Goïta, en Bamako, en noviembre de 2022.
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La señora de los anillos: el COI de Coventry se deshace de las Comisiones

El pasado 16 de octubre, en el marco del proceso Fit for the Future, la presidenta del Comité Olímpico Internacional, Kirsty Coventry, anunció, tras meses de suspense, la supresión de doce comisiones del COI. En lugar de ellas se crearán grupos de trabajo constituidos ad hoc, más flexibles y sin ningún ánimo de permanencia temporal. En principio, la medida resulta razonable: menos burocracia, más agilidad y un ahorro nada despreciable para las arcas del COI. Hasta aquí, todo parece correcto. Sin embargo, conviene analizar en detalle lo que hay detrás del discurso de la eficiencia.

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© Louisa Gouliamaki (REUTERS)

La presidenta del COI, Kirsty Coventry, cuando fue electa presidenta de la organización.
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La suspensión de las fiestas de Halloween en los colegios abre un debate entre familias y profesores: “El luto no se impone”

Niños disfrazados en Barcelona en una imagen de archivo.

“Estimadas familias y alumnado: Ante los tres días de luto oficial decretados por la Comunidad de Madrid, del 29 al 31 de octubre, tras el accidente ferroviario ocurrido ayer en Urda, os informamos de que queda suspendida la celebración de Halloween prevista para mañana, viernes”. El mensaje del Instituto Ramiro de Maeztu de Madrid pasó de emails a grupos de padres y desembocó en conversaciones familiares sobre el luto, la muerte y la gestión de las frustraciones. Sucedió lo mismo en decenas de centros de primaria y secundaria de toda España. Algunas fiestas locales han sido igualmente suspendidas.

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Fujimori elogia en El Salvador la receta de seguridad de Bukele: “Es un faro de esperanza para Latinoamérica”

La presidenta peruana, Keiko Fujimori, anunció este jueves en El Salvador que construirá nuevas cárceles inspiradas en el modelo de mano dura de Nayib Bukele y que pretende adoptar algunas de sus severas medidas de aislamiento y control de los reclusos. El anuncio se produjo después de que la mandataria recorriera el Centro de Confinamiento del Terrorismo (Cecot), la megacárcel convertida en símbolo de la política de encarcelamiento masivo con la que Bukele ha combatido a las pandillas. Fujimori busca incorporar parte de esa estrategia a su ofensiva contra el crimen organizado en el Perú.

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© Rodrigo Sura (EFE)

Keiko Fujimori y Nayib Bukele tras firmar un acuerdo de cooperación este jueves en la Casa Presidencial, en San Salvador.
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El pueblo de Granada donde Lorca pasó su infancia y que inspiró 'La casa de Bernarda Alba'

Federico García Lorca es una de las figuras más importantes de la historia de la literatura en España, y nueve décadas después de su muerte en la Guerra Civil, su figura sigue siendo ampliamente celebrada. Los últimos en homenajear al autor han sido Los Javis (Javier Calvo y Javier Ambrossi) en su exitosa película La bola negra, protagonizada (entre otros) por Guitarricadelafuente y por Penélope Cruz y que se rodó en parte en la provincia de Granada.

El poeta nació en la localidad de Fuente Vaqueros, en la comarca de la Vega de Granada, pero con apenas siete años se mudó al pueblo vecino de Valderrubio, que se encuentra a tan solo cuatro kilómetros de su municipio natal y que casi un siglo después también mantiene vivo el legado del dramaturgo, siendo uno de los lugares clave en la historia de uno de los mayores genios de todos los tiempos.

Valderrubio, el otro pueblo de Federico García Lorca

La localidad de Valderrubio cuenta con unos 2.000 habitantes y, a pesar de que tiene pasado nazarí y de tener un papel importante en la zona durante la Edad Media, siendo uno de los grandes centros agrícolas de la región, los grandes lugares de interés del municipio son los que tienen que ver con Federico García Lorca, que ha sido su vecino más ilustre.

Durante los cuatro años que el poeta vivió en la villa (de 1905 a 1909), dejó una huella imborrable en Valderrubio, sobre todo en la casa que habitó y que hoy en día es la Casa-Museo Federico García Lorca, donde se puede aprender más sobre el escritor granadino, aunque a tan solo unos metros de distancia se encuentra otro de los lugares más importantes que marcaron tanto la vida como la obra del autor, ya que inspiró una de sus creaciones más conocidas: la Casa Bernarda Alba, que recibe su nombre de una vivienda tradicional que hay en el casco urbano del pueblo.

Además, a dos kilómetros del centro de la localidad se encuentra la finca de Daimuz, donde Lorca vivió con su familia antes de mudarse a la casa del pueblo. Eso sí, en Valderrubio no solo se pueden encontrar tesoros lorquianos, sino que también cuenta con alguna que otra maravilla arquitectónica, como atesora a la perfección la Iglesia de Nuestra Señora de la Purificación, que se remonta al siglo XVIII y que es el principal templo del municipio.

Cómo llegar a Valderrubio

El pueblo de Valderrubio se encuentra a tan solo media hora por carretera de la ciudad de Granada. Para ir desde la capital provincial, tan solo es necesario enfilar la A-92G y empalmar con la A-92 hasta llegar a la altura de Láchar, donde se debe tomar el desvío por la carretera que lleva hasta el casco urbano de esta localidad marcada por uno de los mayores artistas de todos los tiempos.

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Vereadora do Paraná é investigada por declarações contra nordestinos

A vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, no Oeste do Paraná, provocou polêmica após declarações contra nordestinos e baianos durante uma sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira (26/10), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu não quero mais ver um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade”, afirmou a parlamentar na tribuna.

Durante o discurso, Salete criticou eleitores de Lula, associou o resultado das eleições ao recebimento de benefícios sociais e chegou a defender uma divisão territorial do Brasil. A vereadora também mencionou possíveis cortes em programas sociais e afirmou que eleitores poderiam enfrentar dificuldades para conseguir alimentos.

Após a repercussão, Salete divulgou uma nota de retratação, reconheceu que suas declarações foram inadequadas e pediu desculpas. A manifestação ocorreu depois que o vídeo da sessão circulou nas redes sociais e gerou críticas de parlamentares e entidades.

O Ministério Público do Paraná solicitou a abertura de um inquérito, instaurado pela Polícia Civil, para investigar possíveis crimes de discriminação e preconceito. O caso também motivou uma representação que pede a cassação do mandato da parlamentar. A Câmara Municipal de Nova Santa Rosa deve analisar o pedido nos próximos dias.

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FAO cofinancia sistemas fotovoltaicos para cafetaleros en Cuba

Santiago de Cuba, 29 oct (Prensa Latina) La Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO), subsidia el 50 por ciento del costo de sistemas fotovoltaicos que hoy son puestos a disposición de campesinos cafetaleros en Santiago de Cuba.

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Alertan ante la CIDH sobre castigos a reclusas y sus familias en prisiones cubanas

El Centro de Documentación de Prisiones Cubanas denunció ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos las restricciones al contacto familiar y las carencias básicas que enfrentan las mujeres privadas de libertad en Cuba, además de los castigos que afectan a sus familias.

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Indígenas de MS denunciam casos de violência e ameaças após eleição

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Após o resultado das eleições presidenciais no domingo, indígenas da etnia Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul fizeram diversas denúncias de casos de violência que envolvem tentativas de assassinatos e até ameaça de envenenamento da água da comunidade. 

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos cinco casos de assassinatos de indígenas na região desde sábado (24) estão sendo investigados. 

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O coordenador do Cimi em Mato Grosso do Sul, Matias Benno Rempel, diz que os indígenas relataram diversos casos de intimidações durante a eleição. “Caminhonetes que rodavam pelo território e algumas agressões aos indígenas para tentar causar pânico na comunidade e evitar que eles fossem votar”. 

Mas ele ressalta que a violência no estado é constante.

“Agora temos holofotes para a região. Mas o que aconteceu essa semana, as tentativas de assassinatos, elas ocorrem o tempo todo com a população indígena Guarani Kaiowá. Essa violência que está sendo chamada de violência pós eleitoral, ela é um componente permanente de milícias do campo”, disse. 

A Fundação Nacional do Índio (Funai), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) encaminharam pedidos ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal para investigar os casos. Um deles envolve um atropelamento de indígena de forma proposital na cidade de Coronel Sapucaia, no sudoeste do estado, na fronteira com o Paraguai. 

Segundo dados da Apib, entre 2022 e 2026, seis indígenas da etnia Guarani Kaiowá foram assassinados no estado de Mato Grosso do Sul.  

Envenenamento da água

Outra denúncia investigada pelo MPF é a de uma ameaça de envenenar a água usada pela comunidade em retaliação ao resultado da eleição presidencial.

Em um áudio que foi atribuído a um funcionário da prefeitura de Tacuru, no extremo sul do estado, o homem diz ao interlocutor que os indígenas deveriam ser mortos por terem votado no candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Na gravação ele fala: “ponha (sic) veneno na água, (vamos) matar essas praga na água”. 

Segundo o coordenador do departamento jurídico da Apib, Ricardo Terena, a água na região é difícil e as comunidades indígenas dependem de caminhões pipa. E após a divulgação dos áudios, muitos passaram a não consumir mais essa água. O MPF de Mato Grosso do Sul deu um prazo de 24 horas para que a prefeitura de Tacuru esclareça se os áudios são verdadeiros, quem é o autor das ameaças e quais medidas estão sendo tomadas. 

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Partidos que apoiaram Flávio iniciam articulação com Lula

Partidos do chamado centrão que apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial começam a se movimentar para negociar espaço no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento ocorre após a derrota de Flávio nas urnas e é marcado pela cautela das legendas, que apoiaram formalmente o adversário de Lula na etapa final da disputa. Apesar da disposição para negociar, os partidos moderam as expectativas de participação na próxima Esplanada e buscam preservar espaço de articulação política no Congresso.

Na terça-feira (27), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que os integrantes da sigla estão liberados para participar do governo Lula, embora o partido pretenda manter independência política.

“Vamos permitir que nossos companheiros integrem o governo, mas sem submissão. A independência é o melhor caminho”, declarou. O PSD manteve neutralidade no segundo turno, apesar do apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) a Flávio.

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas agora espera abrir canais de negociação com o governo reeleito. Segundo apuração da CNN Brasil, dirigentes das duas legendas aguardam conversas com Lula ou representantes do alto escalão do Planalto para discutir a relação com a próxima gestão.

Na quarta-feira (28), o União Brasil reconheceu oficialmente a vitória de Lula. Em nota, a sigla afirmou que a eleição transcorreu com lisura e que o resultado deve ser respeitado. A federação já havia se manifestado pelo reconhecimento do resultado das urnas.

O reconhecimento da vitória, porém, não significa adesão automática à base governista. A negociação de espaços no Executivo dependerá das conversas com o Planalto e dos compromissos políticos que poderão ser assumidos pelos partidos.

Republicanos reabre interlocução com Lula

O Republicanos também apoiou Flávio no segundo turno, em uma decisão articulada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A legenda, no entanto, reúne lideranças que mantiveram posições distintas durante a campanha e que têm interlocução com o presidente reeleito.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), apoiou publicamente Lula desde o primeiro turno. Já o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, reconheceu a vitória do petista e o parabenizou pelo resultado. Em manifestação após a eleição, defendeu que o novo mandato seja conduzido com diálogo com o Congresso e respeito às diferenças.

Outro nome da legenda que aparece nas articulações é o do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), considerado um possível nome para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo com o Congresso. A possibilidade ainda não teve nenhum avanço.

Guimarães defende base coesa

Em entrevista à CNN Brasil na terça-feira (27), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu que o quarto mandato de Lula seja marcado por uma frente ampla, com participação de partidos além do PT. O ministro, porém, condicionou a presença de legendas no Executivo ao compromisso com a agenda governista.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa, e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, afirmou à CNN.

Guimarães também disse que não haverá espaço para uma participação parcial dos partidos que ocuparem ministérios. Segundo ele, quem integrar o governo deverá participar de forma “integral e total” da base governista e acompanhar as votações de interesse do Executivo no Congresso.

A formação da próxima equipe ministerial ainda está em discussão. As negociações deverão conciliar a ampliação da base parlamentar de Lula com a exigência de maior alinhamento entre os partidos que receberem espaço na Esplanada.

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Destinos que dan mucho miedo en los que disfrutar de un puente diferente

Este año, Todos los Santos, la noche de los muertos o, si lo prefieres, Halloween llega para muchos con una bendición bajo el brazo: un lunes festivo que permite alargar el fin de semana y convertirlo en una escapada. Una oportunidad perfecta para hacer la maleta, cambiar de aires y elegir uno de esos destinos en los que pasarlo de miedo. Eso sí, mejor reservar cuanto antes si no quieres llevarte el verdadero susto al descubrir que ya no queda sitio.

Estos son algunos de los mejores destinos para aprovechar el puente y celebrar estas fechas entre leyendas, cementerios, brujas, castillos y fiestas que han convertido el miedo en todo un reclamo turístico.

Trasmoz, el pueblo excomulgado

Si hay un lugar en España en el que Halloween parece quedarse corto, ese es Trasmoz. Este pequeño pueblo zaragozano carga con una fama difícil de igualar, es conocido como el único pueblo excomulgado de España, una historia que se remonta a sus enfrentamientos con el cercano monasterio de Veruela y que, unida a siglos de leyendas sobre brujas y aquelarres, ha terminado convirtiéndolo en uno de los destinos más inquietantes de Aragón.

Pero aquí la noche del 31 de octubre no se celebra con el Halloween más comercial. Trasmoz ha recuperado poco a poco la Luz de las Ánimas, una tradición en la que las calabazas se vacían y decoran por la mañana para convertirse después en “calaveras” que se colocan junto al cementerio y por el monte con la intención de marcar el camino a las ánimas.

La tarde y la noche continúan con la procesión desde la iglesia hasta el cementerio, el rezo por los difuntos y el tradicional canto de los Gozos para las Ánimas Benditas. Después llega la parte más festiva, con mercado, cuentacuentos, música, merienda y Calles Animadas, un recorrido de terror por la localidad. Y a medianoche todavía queda un último ritual: queimada, dulces artesanales y música para cerrar una jornada en la que, por unas horas, las viejas leyendas vuelven a apoderarse del pueblo.

Ochate, el pueblo abandonado, pero lleno de leyendas

En pleno Condado de Treviño, en la provincia de Burgos, se encuentran las ruinas de Ochate, un antiguo pueblo del que hoy apenas quedan algunos muros y la torre de la iglesia de San Miguel. Su aspecto ya resulta inquietante, pero son las historias que lo rodean las que han terminado convirtiéndolo en uno de los lugares más famosos de España entre los aficionados al misterio.

Desde hace décadas se habla de luces extrañas, psicofonías, apariciones y otros supuestos fenómenos paranormales. También circula la leyenda de que varias epidemias acabaron con sus habitantes, aunque esa versión no está demostrada históricamente. Realidad o mito,

recorrer sus ruinas en silencio tiene suficiente fuerza como para entender de dónde nace su fama y por eso se ha convertido en un destino muy demandado en estas fechas. ¿Te atreves?

Irlanda, conocer el origen

Mucho antes de que Halloween se llenara de calabazas, disfraces de zombis y caramelos, en Irlanda ya se celebraba Samhain, la fiesta celta que marcaba el final de la cosecha y la llegada del invierno. Hace más de 2.000 años se encendían hogueras y se creía que durante esa noche la frontera entre el mundo de los vivos y el de los muertos se hacía más fina. Con el paso de los siglos, aquellas tradiciones fueron transformándose hasta dar lugar a buena parte de la fiesta que conocemos hoy.

Y si hay un lugar donde esa herencia se vive a lo grande es Derry-Londonderry, en Irlanda del Norte. Su Derry Halloween convierte la ciudad en un enorme escenario de disfraces, criaturas, desfiles, espectáculos callejeros y fuegos artificiales, hasta el punto de haber sido reconocido como uno de los grandes destinos del mundo para celebrar estas fechas. Una buena excusa para conocer esta parte de la Isla Esmeralda y asombrarse con sus verdes paisajes y acantilados de vértigo.

Praga, directos al cementerio

A la capital de la República Checa cualquier estación y fiesta le sienta de maravilla, incluso la más oscura y tenebrosa del año. Sus callejones medievales, las historias de alquimistas, las leyendas sobre el Golem y los rincones del antiguo barrio judío ayudan a crear una atmósfera perfecta para estas fechas.

Y puestos a incluir un cementerio en la escapada, el Antiguo Cementerio Judío de Praga es uno de los más impresionantes de Europa. Durante siglos fue uno de los pocos lugares donde la comunidad judía podía enterrar a sus muertos y la falta de espacio obligó a superponer las sepulturas, de ahí ese paisaje de lápidas inclinadas y prácticamente amontonadas que hoy resulta tan reconocible.

Para completar el viaje, merece la pena hacer una excursión a Kutná Hora, a poco más de una hora de Praga. Allí se encuentra el osario de Sedlec, una pequeña capilla decorada con los restos de miles de personas, utilizados para crear lámparas, escudos y otros elementos ornamentales. Una visita tan inquietante como fascinante y el decorado perfecto para estas fechas.

Transilvania, en casa de Drácula

Si hay un lugar en el que Halloween parece tener el escenario perfecto, ese es Transilvania. El Castillo de Bran, inevitablemente relacionado con la figura de Drácula, aprovecha estas fechas para meterse todavía más en el papel y este año celebra actividades especiales entre el 24 de octubre y el 1 de noviembre y la temática está clara.

Durante esos días, las salas se transforman con efectos especiales, actores y recorridos temáticos inspirados en la leyenda. Pero el plato fuerte llega el 31 de octubre, cuando el castillo celebra su gran noche de Halloween con visitas especiales, cenas y fiestas que se

prolongan hasta la madrugada. Incluso hay un paquete VIP que permite continuar la celebración dentro del propio castillo hasta las cuatro de la mañana. Un plan especialmente diseñado para valientes y marchosos a partes iguales.

Nueva York, a lo grande

Si después de tanta leyenda apetece terminar por todo lo alto, Nueva York convierte Halloween en una auténtica fiesta. El Village Halloween Parade celebra este año su 53ª edición y recorrerá Greenwich Village la noche del 31 de octubre con cientos de marionetas gigantes, más de 50 bandas, bailarines, artistas y miles de personas disfrazadas.

La cita comienza a las siete de la tarde en la Sexta Avenida y cualquiera puede verla desde la calle. Para participar, eso sí, hay una condición indispensable: ir disfrazado. La propia organización calcula que el evento reúne a más de dos millones de asistentes. Y es que, si alguien puede hacer del miedo un espectáculo, esos son los neoyorquinos.

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'Juego de Tronos' recupera a uno de los dragones de Daenerys Targaryen para su próximo lanzamiento

El universo de Juego de Tronos está repleto de dragones que han dejado huella en la historia de Poniente, pero pocos resultan tan reconocibles como los que acompañaron a Daenerys Targaryen durante su ascenso al poder en la serie. Drogon, Rhaegal y Viserion crecieron ante los ojos de los espectadores hasta convertirse en criaturas fundamentales para el destino de los Siete Reinos, aunque no todos consiguieron sobrevivir.

Ahora, siete años después del final de la producción de HBO, uno de ellos está de vuelta gracias a un nuevo lanzamiento relacionado con la franquicia. Se trata de Viserion, aunque no en su forma original, sino como el temible dragón espectral que quedó bajo el control del Rey de la Noche. Su regreso llega a través de Game of Thrones: Conquest, que celebra su noveno aniversario con nuevos contenidos.

Viserion regresa como héroe en Game of Thrones: Conquest

️ Viserion, Flame of the Night King has arrived!

Once a dragon of House Targaryen, Viserion now serves the Night King. Under your command, you'll gain increased March Sizes and Troop Attack buffs.

Begin earning his Hero Shards during his special in-game event, live now! pic.twitter.com/nF22ZYV4Xv

— Game of Thrones: Conquest (@GOTConquest) October 26, 2026



La incorporación de Viserion recupera uno de los momentos más impactantes de la séptima temporada de Juego de Tronos. Durante los acontecimientos más allá del Muro, el Rey de la Noche acabó con la vida del dragón de Daenerys y posteriormente lo resucitó como un espectro. La criatura pasó entonces a formar parte de su ejército y desempeñó un papel decisivo en la caída del Muro.

Esta versión del dragón es ahora un nuevo héroe coleccionable de Game of Thrones: Conquest, el juego gratuito para móviles lanzado originalmente en 2017. Según la información oficial del título, el evento dedicado a Viserion comenzó el 26 de octubre y permite conseguir fragmentos de héroe para desbloquearlo y mejorarlo dentro del juego.

Cabe recordar que la propuesta de Game of Thrones: Conquest se basa en crear una casa propia en Poniente, construir castillos, criar dragones y luchar por el control de los Siete Reinos. El título también incorpora personajes de La Casa del Dragón y El caballero de los Siete Reinos mediante eventos periódicos.

Con nueve años a sus espaldas, el juego continúa ampliando su catálogo de héroes y equipamiento. El regreso de Viserion es todo un guiño para una de las criaturas más recordadas de la serie, aunque esta vez los jugadores solo podrán contar con su versión espectral.

© Difoosion

'Juego de Tronos' recupera a uno de los dragones de Daenerys Targaryen para su próximo lanzamiento
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