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Bahia registra aumento de 54,5% nos casos de obesidade em dez anos

Em dez anos, a proporção de adultos com obesidade acompanhados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, na Bahia, cresceu 54,5%. Os obesos representavam 20,63% do total de 1.360.143 adultos acompanhados pelo Sisvan, no Estado, em 2016 e passaram a representar 31,88% do total de 2.306.850 adultos acompanhados até 29 de outubro deste ano. O crescimento dos números neste período chama atenção para os riscos da obesidade, que está associada a outras 200 doenças e também envolve estigmas que impactam na saúde mental das pessoas e dificultam o acesso a tratamentos.Bahia é o terceiro estado com maior número de adultos com excesso de peso, ainda conforme o Sisvan. Entre janeiro e 29 de outubro deste ano, foram 1,56 milhão de adultos acompanhados com essa condição, o que equivale a 67,7% dos monitorados - desse total, 827,5 mil tinham sobrepeso e 735,3 mil, obesidade.Em 2016, por exemplo, 54,1% dos adultos acompanhados pelo Sisvan na Bahia apresentavam excesso de peso, a proporção subiu para 62,1% em 2022 e seguiu até atingir os já citados 67,7% neste ano.Essa ampliação da necessidade da população é perceptível no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), referência estadual que recebe pacientes com obesidade após esgotadas as possibilidades de manejo na atenção primária.A unidade realiza cerca de oito mil consultas por mês para diferentes doenças endócrinas. Apenas obesidade e diabetes, juntas, respondem por quase metade dos atendimentos.Fenômeno mundialO crescimento da obesidade, não é um fenômeno baiano, mas uma tendência que atinge o país e o globo e é tema das discussões do XVI Congresso Latino-Americano de Obesidade (FLASO 2026), que neste ano acontece no Centro de Convenções de Salvador.A explicação para o aumento da obesidade envolve fatores genéticos, porém há também uma influência cada vez maior do nosso ambiente, explica a endocrinologista do serviço de diabetes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e membro do departamento de advocacy da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Fernanda Braga.Fernanda aponta que o padrão alimentar da população em geral tem mudado por conta da queda de qualidade dos alimentos, especialmente para a população de baixa renda, e as técnicas usadas pela indústria alimentícia para confundir no momento da compra.“Hoje não vivemos mais a questão da fome, mas precisamos discutir a qualidade dessa alimentação, porque grande parte da população brasileira se alimenta de ultraprocessados e não sabe o que estão comprando, por exemplo, a caixinha de suco da criança o que menos tem é fruta”, comenta.Junto com isso, ela destaca a necessidade do SUS possuir uma linha de cuidado estruturada para pessoas que vivem com obesidade, o que envolve capacitação de profissionais e estrutura física para atender essas pessoas. Essa dificuldade no atendimento e os estigmas relacionados à enfermidade dificultam o processo de busca por ajuda.Estigma e ajudaDesde nova, Tamiris de Sá, de 39 anos, já tinha questões com peso, vergonha do corpo e isso tudo culminou em um processo de timidez justamente com a intenção de não ser vista e evitar o “olhar que diminui a gente”, conta.Contudo, a experiência de encarar esse olhar que a limitava apenas a “um corpo gordo e nada mais além disso” perpassava por todos os âmbitos de sua vida, inclusive na saúde. “Quando a gente vai a um consultório por qualquer problema, mesmo que tenha batido o dedinho no sofá, a sua dor é atribuída à obesidade”, diz.Isso era mais um agravante em sua situação, que evoluiu com um processo de depressão e culminou com ganho de peso e outras doenças associadas à obesidade. Foi por meio da procura por terapia, por uma melhora em sua saúde mental que Tamiris, hoje digital influencer, entendeu que sua vida tinha valor e passou a se ver de outra forma.“Carregamos esse estigma do olhar do outro diminuindo a gente tanto que acabamos acreditando naquilo e pregando como verdade absoluta para nossa vida”, afirma. Essa percepção muitas vezes é um fator que afasta pessoas com obesidade da busca por ajuda.A ativista e coordenadora do departamento de voz da Abeso, Inara Batista, ressalta que trazer a voz do paciente para dentro da conversa é importante por conta do impacto desses estigmas. Ela conta que está com um problema de saúde em investigação e que para participar do congresso seu médico indicou uma série de cuidados, inclusive a utilização de uma cadeira de rodas se ela sentisse necessidade. Inara Batista - Foto: CLARA PESSOA/AG. A TARDE “Essa é a primeira vez que peguei a cadeira porque existe aquela coisa do medo de ser julgada, é algo que a gente internalizou, ao ponto de você precisar de algo, mas ter medo do julgamento”, pontua.Diante do peso desse estigma, a delegada da Bahia da Abeso e atuante no Cedeba, Thaisa Trujilho, ressalta a necessidade de que a atenção primária seja treinada para avaliar e atender pacientes com obesidade.Ela conta que têm sido feitas ações para explicar aos médicos a importância do tratamento multidisciplinar da obesidade e orientações sobre como conduzir esse paciente na atenção primária.“Esse treinamento da atenção primária é extremamente importante para termos vários braços e melhorar a assistência mais próxima da casa do paciente, na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro, encaminhando apenas os casos de maior complexidade para a atenção secundária ou terciária”.

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Novo sistema de consultas e cirurgias arranca em janeiro

O novo sistema, o SINACC, vai avançar em janeiro do próximo ano, com a ministra da Saúde a garantir que o que "não estiver bem, nas portarias ou nos despachos, muda-se".

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Ana Paula Martins falou junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, durante a cerimónia onde se assinou o protocolo de partilha de meios com o INEM
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PCP acusa Governo de cortar na saúde e habitação

Paulo Raimundo diz que "metade dos recursos disponíveis para o SNS destina-se a transferências para o setor privado". Para habitação pública propõe afetação de 1% do Produto Interno Bruto.

© RODRIGO ANTUNES/LUSA

O líder do PCP falou aos jornalistas esta sexta-feira numa ação nacional de defesa do SNS, em frente ao Hospital de São João, no Porto
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Anvisa aprova comprimido para tratamento de atrofia muscular espinhal

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do medicamento Evrysdi Go, usado para o tratamento de AME (atrofia muscular espinhal) 5q. A decisão foi publicada, nesta quinta-feira (29), no Diário Oficial da União.

O produto foi desenvolvido pela farmacêutica suíça Roche e tem como princípio ativo o risdiplam. É indicado para o tratamento de pessoas com diagnóstico clínico da doença Tipo 1, 2 ou 3, ou que apresentem de uma a quatro cópias de SMN2, abrangendo adultos e crianças acima de 2 anos, a partir de 20 kg.

A agência autorizou a comercialização da substância sob a forma de comprimidos revestidos de 5 mg, com prazo de validade de 36 meses. O registro vence em novembro de 2036.

O medicamento, chamado de “inovador” pela Anvisa, pode ser administrado de duas formas: por meio de ingestão com um pouco de água ou disperso em água não-clorada, para ser administrado como uma dispersão.

Ele é considerado um avanço em comparação à versão anterior do risdiplam, que era comercializada em pó para solução oral.

Essa nova versão não requer reconstituição do medicamento por profissionais de saúde nem treinamento complexo de cuidadores, além de precisar de condições de armazenamento mais simples, podendo ser mantido em temperatura ambiente em vez de refrigerado.

O que é a AME?

A atrofia muscular espinhal é uma condição genética causada por uma deficiência da chamada “proteína de sobrevivência do neurônio motor” (SMN), enquanto a AME 5q é causada por alterações no locus do gene de sobrevivência do neurônio motor.

Essa falta de proteína resulta na perda de neurônios motores, causando fraqueza muscular e perda de massa muscular. Isso pode toranr mas difícil a realização de atividades básicas, como controle de cabeça e pescoço, sentar, engatinhar e caminhar, além de também causar prejuízo aos músculos usados para respirar e engolir.

Existem dois genes envolvidos na produção da proteína: SMN1 e SMN2. Os pacientes com AME não possuem o gene SMN1, mas apresentam uma ou mais cópias do gene SMN2, que geralmente produzem uma proteína SMN curta, com função reduzida em comparação à proteína de comprimento total.

O risdiplam, princípio ativo do medicamento, é uma pequena molécula que permite que o gene SMN2 produza a proteína completa. Ou seja, com o uso do medicamento, é esperado o aumento da sobrevivência dos neurônios motores.

Estudos para a aprovação

De acordo com a agência, um estudo foi realizado com 41 bebês de 2 a 7 meses de idade com AME tipo 1 (o tipo mais grave) antes da aprovação do Evrysdi Go. Os resultados mostraram que 29% (12 de 41) dos bebês conseguiram sentar sem apoio por mais de 5 segundos após 12 meses de tratamento.

Uma segunda pesquisa com 180 pacientes com AME tipo 2 e tipo 3, de até 25 anos de idade, mostrou ligeira melhora na função motora. Houve uma diferença de 1,6 pontos em comparação com o placebo (um tratamento simulado) em uma escala de 100 pontos após 12 meses de tratamento.

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Preocupação com bronquiolite e vírus sincicial cresce entre gestantes 

Logo Agência Brasil

A percepção sobre o vírus sincicial respiratório (VSR), a bronquiolite e a dinâmica de imunização vem avançando no país desde 2024, segundo pesquisa feita com gestantes em todos os estados.

Os dados, coletados pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), a pedido da Pfizer, fornecedora da vacina para o SUS, indicam que houve avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação. O salto mais expressivo foi saber que é possível se vacinar contra a bronquiolite mesmo durante a gravidez.

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No período, o percentual de gestantes que conhecem ou já ouviram falar sobre o vírus respiratório passou de 58% para 70%.

A pesquisa ouviu 530 gestantes brasileiras, com idades entre 18 e 45 anos. Delas, 79% das entrevistadas apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema, enquanto apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.

"Os dados regionais mostram que a conscientização avançou tanto no Sudeste quanto no Norte e Centro-Oeste, mas em pontos diferentes", afirmou a médica Adriana Ribeiro. 

No Sudeste, o destaque é o conhecimento sobre o vírus. Hoje, 74% das gestantes dizem conhecer ou já ter ouvido falar do VSR, o que significa 21 pontos a mais que em 2024. segundo Adriana. A bronquiolite também passou a ser uma das doenças que mais preocupam, indo de 40% para 55%.

Vacinação

De acordo com Adriana, no Norte e Centro-Oeste do país, a percepção da doença subiu de subiu de 12% para 47%. Além disso, metade das gestantes das regiões já reconhece que a bronquiolite pode ser grave, o dobro de 2024.

Segundo Ribeiro, a cobertura nacional entre gestantes está em torno de 84%, mas há estados abaixo de 80%, como São Paulo, Rio de Janeiro, e vários estados do Norte. Além disso, 46% das gestantes do Sudeste e 38% no Norte e Centro-Oeste ainda não sabem que existe prevenção contra o VSR disponível no SUS. "O pré-natal é o momento-chave para fechar essa lacuna", afirma a médica.

A imunização para o VSR é relativamente recente, sendo autorizada no país desde 2024 e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2025. As bronquiolites infantis estão entre as principais causas de internação por infecção para crianças de menos de três anos e idosos e surtos recentes, inclusive após a pandemia da Covid-19, tem preocupado famílias e gestores.

A pesquisa demonstrou que a bronquiolite é percebida como a principal doença infectocontagiosa que preocupa as gestantes, sendo citada por 60% das entrevistadas, um aumento em relação aos 40% registrados em 2024. Em outra pergunta, notou-se que 46% entendem que a doença pode ser grave, com risco de hospitalização e morte, especialmente para bebês e idosos. 

Os dados do Ipsos-Ipec indicam ainda que houve avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação. Em 2026, 72% das entrevistadas afirmam saber da existência de um calendário vacinal específico para gestantes, contra 58% em 2024.

Ainda assim, 25% acreditam que devem seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à sua idade, não entendendo a dinâmica da imunização entre mãe e criança. Das pesquisadas, 31% ainda não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também podem contribuir para a proteção do bebê.

"No Norte e Centro-Oeste, praticamente todas as gestantes já ouviram falar da bronquiolite. O que ainda está em construção é entender a relação entre o vírus e a doença, e a gravidade. No Sudeste, cresceu de 33% para 43% o número de gestantes que reconhecem o risco de internação e morte.

No Norte e Centro-Oeste, 40% já associam a bronquiolite ao VSR, 11 pontos a mais que em 2024. Ou seja, ouvir falar da doença, conhecer o vírus e entender a relação entre os dois são etapas diferentes da conscientização", pondera Ribeiro.

Houve avanço na indicação de vacinação pelos médicos: 88% afirmam ter recebido recomendação para se vacinar durante a gestação. Em 2024 eram 77%.

Entre aquelas que receberam a indicação, 96% afirmam que seguem ou pretendem seguir a recomendação. Além disso, 71% relatam seguir integralmente as orientações recebidas durante o acompanhamento pré-natal.

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Novo sistema de acesso a consultas e cirurgias do SNS arranca em janeiro

✇ECO
By: Lusa

O Sistema Nacional de Acesso a Consultas e Cirurgias (SINACC) vai arrancar em janeiro, depois de ter sido adiada a entrada em funcionamento prevista para agosto após críticas da Ordem dos Médicos, anunciou esta sexta-feira a ministra da Saúde.

“Vai avançar no primeiro trimestre do próximo ano, em janeiro do próximo ano”, disse Ana Paula Martins, explicando que serão feitas as necessárias correções às falhas detetadas nas portarias entretanto aprovadas: “Aquilo que não estiver bem, nas portarias ou nos despachos, muda-se“.

A governante, que falava junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde foi assinado um protocolo de partilha de meios com o INEM e apresentadas as primeiras viaturas que vão renovar a frota do instituto, referia-se às portarias que já tinham sido alvo de críticas da Ordem dos Médicos.

Em julho, a Ordem dos Médicos defendeu a revisão das portarias que, entre outras matérias, deixarem de prever a inscrição de alguns doentes na lista de cirurgias, alertando para riscos na transparência, equidade e monitorização das listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), e manifestou “profunda preocupação” com o impacto destas portarias.

Na sequência destas críticas, a entrada em funcionamento do SINACC — que vai substituir o atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) — acabou por ser suspensa.

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Saúde: 2,6 milhões de portugueses recorrem à IA para esclarecer dúvidas

A Wise Pirates, consultora de tecnologia e marketing digital, lançou o estudo “Saúde Digital 2026: EUA, Europa e o lugar de Portugal”, no qual conclui que Portugal se destaca na Europa pela infraestrutura pública de saúde digital, mas continua a revelar dificuldades em transformar esse investimento em utilização efetiva pelos cidadãos.

O estudo da Wise Pirates identifica um contraste no mercado português: quando a digitalização depende da infraestrutura disponibilizada pelo Estado, Portugal apresenta indicadores elevados, mas quando a adoção depende da iniciativa do cidadão ou do mercado, o país perde terreno. A análise indica que a utilização dos serviços digitais é um dos principais desafios e oportunidades da próxima fase da transformação digital da saúde em Portugal. A empresa estima que cerca de 2,6 milhões de portugueses entre os 18 e os 64 anos já recorrem à IA para esclarecer dúvidas de saúde.

Os dados do Eurostat sustentam esta análise: em 2024, 39,6% dos portugueses entre os 16 e os 74 anos consultaram o registo de saúde online, acima dos 27,7% da União Europeia. Porém, apenas 28,1% marcaram uma consulta através de um site ou aplicação, abaixo dos 39,8% registados na UE e dos 61,4% em Espanha. Com base nestes dados, a Wise Pirates calcula que os portugueses acedem online aos seus registos de saúde cerca de 43% mais do que a média europeia, mas recorrem à marcação de consultas online cerca de 29% menos.

A análise identifica ainda desigualdades relevantes na utilização dos serviços digitais de saúde. Segundo dados da OCDE e da Comissão Europeia, 62% dos adultos portugueses com maior escolaridade consultam o registo clínico online, face a 19% entre os menos escolarizados. Na marcação de consultas online, a diferença é igualmente expressiva, com valores de cerca de 50% e 10%, respetivamente.

“Portugal já construiu uma parte importante das bases necessárias para a a evolução do uso de digital e tecnologia na saúde, mas falta ainda transformar capacidade tecnológica em utilização efetiva e segura. Para isso, não basta disponibilizar soluções. É necessário trabalhar a experiência, a confiança, a comunicação e a facilidade de utilização, para que a tecnologia se integre de forma natural na relação das pessoas com a saúde, com mais valor para as suas vidas e em plena articulação com pilares médicos estabelecidos”, analisa Pedro Barbosa, CEO da Wise Pirates.

Num contexto internacional, o estudo identifica ainda duas trajetórias distintas. Nos Estados Unidos, a saúde digital tem sido marcada por uma maior disponibilidade de capital e por modelos orientados para o consumidor. Na Europa, a evolução está mais associada à construção de infraestrutura e ao enquadramento regulatório. A análise conclui também que a Europa enfrenta um desafio na capacidade de levar empresas de saúde digital das fases iniciais de financiamento até à escala.

 

 

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O “grou gigante extinto” nunca existiu: o ADN resolveu um mistério de 150 anos

Durante 150 anos, a ciência acreditou que uma espécie de grou gigante tinha vivido na Europa e desaparecido no fim da última idade do gelo. Afinal, nunca existiu. Um estudo da Universidade de Bournemouth, publicado na Royal Society Open Science, mostra que os ossos atribuídos a essa ave são, na verdade, de grous-comuns, a mesma espécie que ainda hoje vive na Europa, apenas de maior porte. O engano vinha do século XIX. Em 1869, o biólogo francês Alphonse Milne-Edwards encontrou fragmentos de ossos invulgarmente grandes em grutas do sul de França. Foram datados do fim da última idade do gelo.

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Treinos repartidos dão ganhos de força semelhantes a uma sessão seguida

Treinos mais longos não foram mais eficazes, de acordo com as conclusões de um estudo chinês. Um novo estudo sugere que distribuir o exercício físico por pequenas sessões ao longo do dia pode proporcionar ganhos de força muscular semelhantes aos de um treino convencional. A investigação foi levada a cabo na China, com 45 estudantes do sexo masculino, com idades entre os 18 e os 25 anos, que já praticavam musculação regularmente.  Durante oito semanas, os participantes foram distribuídos aleatoriamente por três grupos: um realizou exercícios de força em sessões fragmentadas, outro seguiu um programa de treino contínuo e o

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Pressão e estresse causam 4 milhões de afastamentos no trabalho; veja causas e sinais

A saúde mental tem ganhado espaço nas discussões sobre o ambiente profissional, especialmente diante do crescimento dos afastamentos por transtornos mentais no Brasil. O Brasil registrou mais de 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, impulsionados por um recorde histórico em transtornos mentais e comportamentais. No entanto, entre janeiro e junho de 2026, o Brasil registrou 232.382 afastamentos por transtornos mentais e comportamentais (uma queda de 13,2% em comparação ao mesmo período de 2025, que teve 267.690 casos). Em entrevista ao portal A TARDE, a médica Geiza Nuñez, diretora de Comunicação e Marketing Adjunta da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), explica que o fenômeno tem múltiplas causas, que vão além das relações de trabalho.“O aumento dos afastamentos do trabalho é multifatorial. Envolve desde a precarização da organização do trabalho, que gera sobrecarga e estresse, até a evolução do cenário socioeconômico do país, que promove incerteza financeira nas famílias”, afirma.Ansiedade e depressão estão entre as principais causasDe acordo com a especialista, a ansiedade é a principal causa de afastamento entre os transtornos mentais, seguida pela depressão. No ambiente profissional, fatores como pressão por resultados, jornadas excessivas, baixa autonomia e problemas de comunicação podem contribuir para o adoecimento. Fora do trabalho, dificuldades financeiras, violência, isolamento social e uso excessivo das redes também podem afetar o equilíbrio emocional.A médica alerta que a exposição prolongada a situações de pressão pode provocar estresse crônico e sobrecarga mental.“Esses são fatores de risco psicossociais que, sobretudo quando persistentes, geram estresse crônico e sobrecarga mental nos trabalhadores”, explica. Segundo ela, jornadas extensas também reduzem o tempo disponível para descanso, sono e lazer, com possíveis impactos na vida pessoal e familiar. Ansiedade e depressão entre as principais causas - Foto: Ilustrativa | Freepik Irritabilidade e alterações no sono são sinais de alertaMudanças de comportamento e na rotina podem indicar que a saúde mental precisa de atenção. Entre os sinais citados pela especialista estão irritabilidade, alterações no sono, dificuldades de memória, falta de disposição e redução do autocuidado. Ao perceber essas mudanças, a recomendação é procurar ajuda profissional antes que o quadro se agrave.“Quanto antes procuramos ajuda, maiores são as chances de lidar com o problema de forma adequada”, destaca Geiza. O trabalhador pode buscar apoio de um profissional de confiança, como médico do trabalho ou psicólogo, para avaliar os sintomas e receber orientação. Leia Também: SAÚDE Anvisa aprova 5 novas canetas emagrecedoras e de diabetes; veja quais DIA MUDIAL DE COMBATE AO AVC Alerta de AVC: histórias reais mostram que a doença não escolhe idade INVESTIMENTO ESTADUAL Hospital da Mulher de Salvador recebe R$ 29 milhões para ampliação O trabalhador pode receber benefício do INSS por isso?O afastamento por transtorno mental pode dar direito a benefício previdenciário quando há incapacidade para o trabalho e são atendidos os critérios legais. Para empregados com carteira assinada, a empresa geralmente paga os primeiros 15 dias de afastamento.Quando o período precisa ser prolongado, o trabalhador pode solicitar o benefício por incapacidade temporária ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).A especialista ressalta que o diagnóstico, isoladamente, não garante a concessão do benefício. É necessário comprovar a incapacidade laboral por meio de documentação médica e, quando aplicável, de avaliação pericial. A análise depende das condições de cada caso e dos requisitos previstos na legislação previdenciária.Empresas precisam prevenir o adoecimentoPara Geiza Nuñez, a prevenção exige mudanças concretas nas condições de trabalho. As empresas devem identificar fatores de risco psicossociais, como sobrecarga, assédio e pressão excessiva, e estabelecer medidas para reduzir ou eliminar esses problemas. O acolhimento do trabalhador também é importante, mas precisa estar acompanhado de melhorias no ambiente profissional.“É preciso realizar, de fato, o trabalho de prevenção. Primeiro, mapear os fatores de risco psicossociais presentes no ambiente laboral e, quando identificados, definir um plano de ação para mitigá-los ou eliminá-los”, afirma. A médica acrescenta que o tratamento psicológico, embora importante, não substitui a necessidade de corrigir as condições de trabalho que contribuem para o adoecimento.Geração Z sente mais a pressão profissional?Sobre a possibilidade de a geração Z ser mais propensa ao adoecimento mental relacionado ao trabalho, a especialista pondera que não conhece estudos científicos sólidos que permitam confirmar essa hipótese. Com base em sua experiência, ela observa que parte desses profissionais prioriza a qualidade de vida e tende a buscar outras oportunidades quando encontra ambientes de trabalho que não correspondem às suas expectativas.A médica ressalta, porém, que não é possível generalizar comportamentos a partir da idade. “O olhar da prevenção deve estar voltado para os fatores de estresse gerados pelo trabalho, e não apenas para a forma como cada trabalhador reage a eles”, conclui. Para ela, a prevenção deve considerar tanto as condições profissionais quanto as particularidades de cada pessoa. Por que a saúde mental é importante no ambiente de trabalho? A saúde mental no ambiente de trabalho é uma questão crescente, com muitos afastamentos devido a transtornos como ansiedade e depressão. É importante que tanto os empregadores quanto os trabalhadores estejam atentos a sinais de estresse e busquem apoio quando necessário. Quais são as principais causas de afastamentos por transtornos mentais? A ansiedade é o principal motivo para afastamentos por transtornos mentais, seguida pela depressão. Fatores como pressão por resultados e longas jornadas de trabalho contribuem para esses problemas. Quais sinais indicam que a saúde mental precisa de atenção? Se um trabalhador apresenta mudanças de comportamento como irritabilidade e alterações no sono, deve considerar buscar ajuda profissional. Identificar esses sinais precocemente é crucial para o tratamento eficaz. Como as empresas podem prevenir o adoecimento mental? As empresas devem implementar medidas para prevenir o adoecimento mental, identificando fatores de risco e criando um ambiente de trabalho saudável. O acolhimento é fundamental, mas precisa ser acompanhado de ações concretas para melhorar as condições de trabalho.

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Cães terapeutas levam alegria a pacientes, acompanhantes e colaboradores do HMMCC

Os cães terapeutas Axl e Caju, do Centro Universal de Referência em Assistência Animal (Curaa), visitaram o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC), em Goiânia, levando carinho e descontração a pacientes, acompanhantes e colaboradores.

A presença dos cães proporcionou momentos de interação e sorrisos, tornando a rotina hospitalar mais leve. A visita também chamou a atenção para a importância de olhar para as pessoas além das demandas do ambiente hospitalar, considerando o acolhimento e o bem-estar de quem recebe assistência e de quem trabalha na unidade.

Para a assistente administrativa da UTI Neonatal, Rayssa Ferreira Lopes de Morais, a visita foi uma experiência especial. “Ver os pacientes e os colaboradores interagindo com os cães, os sorrisos e a alegria que esse momento trouxe me deixou com o coração quentinho. É muito bonito ver como pequenos gestos podem transformar o dia de alguém”, relatou.

Elaine Bezerra, presidente do Curaa e tutora de Axl e Caju, também falou sobre o significado das visitas para quem participa da iniciativa. “Para nós, cada visita é especial, de uma forma única e diferente. Saímos revigorados e felizes por poder levar um pouco de conforto e alegria às pacientes. Essas experiências também nos fazem olhar para a vida de outra forma, com ainda mais gratidão”, relatou.

A coordenadora e responsável técnica de enfermagem do HMMCC, Fabrízia Nunes, ressalta que o cuidado com as pacientes vai além da assistência clínica e também envolve acolhimento e bem-estar.

“Quando falamos em cuidado, precisamos olhar para além do quadro clínico da paciente. O acolhimento, o bem-estar e a forma como cada pessoa se sente durante a internação também são importantes. A visita dos cães trouxe alegria para as pacientes e acompanhantes, mas também para os nossos colaboradores. São momentos que fazem diferença na rotina do hospital e nos lembram de que cuidar também é olhar para as pessoas”, afirma.

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Governo lança parceria público-privada para construir novo hospital em Barcelos


O Governo deu o primeiro passo formal para avançar com uma parceria público-privada (PPP) destinada à construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende. De acordo com um despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República, o Ministério da Saúde determina que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) prepare uma proposta “fundamentada” para o estudo e lançamento da PPP, que terá de abranger a “concepção, o projeto, a construção, o financiamento, a conservação e a manutenção” da futura unidade hospitalar.

Contudo, a decisão — assinada na passada segunda-feira, dia 26 de outubro, pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão — estabelece que a PPP fica circunscrita apenas à componente de infraestrutura, ficando “expressamente excluídas” do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde. Estas permanecerão sob a responsabilidade da Unidade Local de Saúde (ULS) de Barcelos/Esposende.

Terreno destinado à construção do novo hospital de Barcelos-Esposende

A ACSS terá de remeter a “proposta fundamentada” ao gabinete do secretário de Estado até 1 de março de 2027, sendo que o documento deve permitir avaliar e preparar o modelo de parceria a adotar para concretizar o novo hospital, ao abrigo do regime jurídico das parcerias público-privadas.

Em paralelo, o despacho determina que a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) apresente, até 15 de dezembro deste ano, uma proposta para definir o enquadramento assistencial da futura unidade hospitalar. Entre os aspetos a considerar estão o “posicionamento” do hospital na rede do SNS, o “perfil assistencial”, os “níveis de diferenciação”, a “articulação” com outras unidades de saúde e a “integração nas redes de referenciação hospitalar”.

Caberá também à ULS de Barcelos/Esposende disponibilizar à ACSS, até à mesma data, os “elementos técnicos e assistenciais” necessários à preparação do projeto. Segundo o despacho, os “requisitos clínicos e funcionais” da infraestrutura terão de ser ajustados às “necessidades de saúde da população”, à “organização dos cuidados” e à “evolução previsível” da procura.

Num investimento estimado em 200 milhões de euros (incluindo os terrenos já adquiridos pela Câmara Municipal de Barcelos por 4 milhões), a construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende vai substituir o atual Hospital Santa Maria Maior, integrado na ULS de Barcelos/Esposende e instalado em edifícios da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, e deverá servir uma população superior a 150 mil pessoas de ambos os concelhos.

O projeto prevê uma unidade hospitalar com capacidade para 218 camas de internamento, seis salas de bloco operatório (com possibilidade de expansão) e 30 gabinetes de consulta externa. Estão ainda previstas valências de hospital de dia e uma área de diagnóstico com equipamentos como ressonância magnética, TAC, raio-X e ecografia.

O processo de construção tem sido sucessivamente adiado ao longo de quase duas décadas. A necessidade de substituir o atual hospital foi reconhecida em 2007, mas o projeto só voltou a ganhar impulso nos últimos anos, com a revisão do programa funcional e o lançamento, em junho do ano passado, do concurso para a elaboração do projeto.

Citado num comunicado enviado ao ECO, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, realça que o novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma “prioridade absoluta” para o concelho e a região, assinalando a “satisfação” por o Governo continuar a “desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance”. “O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, sublinha.

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Unisana investe 40 milhões para triplicar dimensão do Hospital de Almada


O Grupo Unisana Hospitais vai investir 40 milhões de euros para expandir o Hospital de Almada. O investimento prevê a construção de um novo edifício, que vai permitir triplicar a dimensão da unidade de saúde detida pelo grupo liderado por Eduardo Nuno Moniz. A obra será realizada em duas fases, com a conclusão global prevista para o final de 2029.

De acordo com um comunicado divulgado esta sexta-feira, o projeto prevê a construção de um novo edifício hospitalar, articulado com a reabilitação da unidade atual, formando um complexo hospitalar único e integrado. Com o novo edifício, o hospital vai “triplicar a sua capacidade atual, passando a disponibilizar uma área de cerca de 15 mil metros quadrados”.

Entre as infraestruturas e serviços disponíveis estarão três salas de bloco operatório, cerca de 50 camas, uma clínica de reprodução medicamente assistida, uma Unidade de Medicina Nuclear com PET, atendimento permanente, unidade de cuidados paliativos. Segundo adianta o grupo de saúde, haverá ainda um reforço significativo da capacidade de imagiologia, uma modernização integral das infraestruturas e uma aposta na experiência dos clientes e dos profissionais de saúde da unidade.

“O Unisana Hospital de Almada está a crescer, captando cada vez mais clientes e profissionais graças à competência da equipa clínica e satisfação do acolhimento de seus profissionais. Para dar resposta a esta crescente procura e oferecer ainda melhores condições e a mesma proximidade de sempre, vamos iniciar a construção da expansão do Unisana Hospital de Almada, a qual deverá ser concluída no final de 2029”, explica Eduardo Moniz, CEO da Unisana Hospitais, citado no comunicado.

Com uma equipa de cerca de 100 médicos, o Unisana Hospital de Almada, serve atualmente mais de 30 mil utentes por ano, realizando mais de mil cirurgias, mais de 45 mil consultas e mais de 65 mil exames.

O reforço das infraestruturas é realizado no âmbito da parceria já existente com a Lifento, gestora de fundos de investimento imobiliário pan-europeia independente especializada no setor da saúde e imobiliário médico-social.

O grupo de saúde Unisana, que juntou os investimentos realizados pela Atena Equity Partners e pela 3T Portugal nos últimos três anos, arrancou em 2024 com três hospitais (Almada, Torres Vedras e Porto) e duas clínicas (Santarém). Atualmente o grupo detém unidades de saúde no Porto, Santarém, Torres Vedras, Lisboa e Almada, que incluem o Hospital da Ordem Terceira do Chiado em Lisboa, o Hospital da Lapa no Porto, o Hospital de Almada, o Hospital do Oeste Soread em Torres Vedras ou a Clínica de Santarém.

As unidades sob gestão do grupo realizam mais de 175 mil consultas, 350 mil exames e mais de 11 mil cirurgias por ano, servindo 160 mil utentes de todo o país. A equipa da Unisana Hospitais conta com a colaboração de 560 médicos, além de enfermeiros e outros profissionais de saúde dedicados.

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PJ detém casal suspeito de burla durante a pandemia

Casal, procurado pelas autoridades do Reino Unido, apresentou mais de 300 pedidos fraudulentos, num valor superior a 1,8 milhões de euros. Tribunal ordenou prisão preventiva e extradição.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Os dois detidos foram presentes para primeiro interrogatório no Tribunal da Relação de Lisboa
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Governo prepara parceria público-privada para construção do novo hospital de Barcelos

O novo hospital de Barcelos vai ser construído ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), mas a gestão da futura unidade ficará na esfera pública, segundo despacho hoje publicado em Diário da República.

Assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, o despacho incumbe a Administração Central do Sistema de Saúde de preparar e submeter uma proposta devidamente fundamentada para o estudo e preparação do lançamento de uma PPP destinada à conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do novo hospital.

Consultado por O MINHO, o despacho sublinha que a PPP terá por objeto exclusivamente a componente infraestrutural do novo hospital, “ficando expressamente excluídas do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde, as quais permanecerão sob responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende”.

A proposta fundamentada deve ser remetida ao Governo até ao dia 01 de março de 2027.

Investimento de 200 milhões

A Câmara de Barcelos já formalizou, em dezembro de 2025, a aquisição, por quatro milhões de euros, dos terrenos para a construção do novo hospital.

Conforme anunciado nessa altura, o novo hospital, que servirá também Esposende, deverá representar um investimento de 200 milhões de euros.

Terá uma área de construção superior a 25 mil metros quadrados, com 218 camas para internamento, 30 gabinetes de consulta externa, seis salas de cirurgia (mais duas de reserva), 11 postos de hospital de dia e uma área de diagnóstico equipada com ressonância magnética, TAC, RX e ecografia.

A futura unidade hospitalar oferecerá um vasto conjunto de especialidades médicas e cirúrgicas, incluindo Medicina Interna, Pediatria, Cardiologia, Pneumologia, Psiquiatria, Cirurgia Geral, Ginecologia, Ortopedia, Oftalmologia e Urologia, entre outras.

Estão igualmente previstas áreas dedicadas à formação, investigação e inovação tecnológica, nomeadamente através da telemonitorização e apoio domiciliário.

O novo hospital é uma aspiração antiga, mas o processo tem-se arrastado no tempo.

Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.

O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.

O hospital funciona num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia.

Câmara reage com “satisfação”

Entretanto, em comunicado, a Câmara de Barcelos reagiu “com satisfação” ao anúncio do Governo, considerando que este desenvolvimento “vem dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos e reforçar as condições necessárias à concretização de um investimento estruturante para a região”.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, diz que “o Novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma prioridade absoluta para o nosso concelho e para toda a região”.

“Temos trabalhado para criar as condições necessárias à sua concretização e vemos com satisfação que o Governo continua a desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance. O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, conclui.

Notícia atualizada às 11h02 com mais informação e às 11h24 com alteração do título.

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Estudo desvenda nova informação sobre impactos da diabetes gestacional e da obesidade no coração de recém-nascidos

Um estudo coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) / Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) identificou uma relação entre o metabolismo materno e o stress cardíaco no recém-nascido, sobretudo quando a diabetes gestacional coexiste com excesso de peso ou com obesidade materna antes da gravidez. Em […]
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Em 8 meses, o Hospital de Braga já implantou 100 válvulas aórticas sem cirurgia aberta

O Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga realizou, esta semana, o 100.º implante de válvula aórtica por via percutânea, conhecido internacionalmente como TAVI (Transcatheter Aortic Valve Implantation), foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, a que pertence o hospital, explica que a técnica, introduzida na instituição no final de fevereiro deste ano, permite substituir a válvula aórtica doente por uma prótese que chega ao coração por meio de um cateter, introduzido, na maioria dos casos, pela artéria femoral, na virilha.

O procedimento destina-se sobretudo a doentes com estenose aórtica, uma doença em que a válvula que separa o coração da artéria aorta fica estreitada e endurecida. O coração passa a fazer mais esforço para bombear o sangue, o que pode provocar cansaço de esforço, falta de ar, dor no peito ou desmaios. Sem tratamento, a doença sintomática tende a agravar-se e a limitar seriamente a vida do doente.

Por dispensar a abertura do tórax, a TAVI é uma alternativa menos invasiva à cirurgia cardíaca convencional, com benefícios comprovados em doentes mais idosos. Muitos destes doentes têm outras doenças associadas que tornam a cirurgia aberta mais arriscada, encontrando nesta técnica uma forma de tratamento com menor risco.

“Em oito meses, o programa cresceu e consolidou-se. A manutenção de uma capacidade de resposta regular foi fulcral para o desenvolvimento do processo e permitiu atingir a centena de doentes tratados”, salienta o comunicado.

É um resultado que se deve ao “rigor e à dedicação de uma equipa que percorreu este caminho com enorme profissionalismo”, afirma Jorge Marques, diretor do Serviço de Cardiologia da ULS Braga, citado no comunicado.

Cada intervenção envolve uma equipa multidisciplinar que acompanha o doente desde a avaliação inicial até ao seguimento após o procedimento. “Cada caso é estudado ao pormenor antes da intervenção. Ver doentes com limitação cardiovascular objetiva e que recuperam capacidade funcional é o que dá sentido a este trabalho”, acrescenta Jorge Marques.

“A ULS Braga reforça, assim, a sua resposta na área das doenças cardiovasculares e garante aos utentes da região acesso a uma técnica diferenciada”, remata o comunicado.

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As aranhas dormem como nós — e talvez sonhem

Investigação realizada na Alemanha descobre uma fase semelhante ao sono REM dos vertebrados em aranhas-saltadoras, tornando estes aracnídeos um modelo promissor para estudar a evolução do sono — e possíveis sonhadores. Nos seres humanos e nos restantes vertebrados, o sono passa por uma fase de intensa atividade cerebral, movimentos rápidos dos olhos e pequenos espasmos, conhecida como REM (do inglês Rapid Eye Movement, ou movimento rápido dos olhos) — a fase na qual sonhamos. Agora, um estudo com aranhas-saltadoras demonstrou que, mesmo em animais com sistemas nervosos mais simples, o descanso inclui um estado semelhante. O estudo, publicado na Proceedings

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