Bahia registra aumento de 54,5% nos casos de obesidade em dez anos



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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do medicamento Evrysdi Go, usado para o tratamento de AME (atrofia muscular espinhal) 5q. A decisão foi publicada, nesta quinta-feira (29), no Diário Oficial da União.
O produto foi desenvolvido pela farmacêutica suíça Roche e tem como princípio ativo o risdiplam. É indicado para o tratamento de pessoas com diagnóstico clínico da doença Tipo 1, 2 ou 3, ou que apresentem de uma a quatro cópias de SMN2, abrangendo adultos e crianças acima de 2 anos, a partir de 20 kg.
A agência autorizou a comercialização da substância sob a forma de comprimidos revestidos de 5 mg, com prazo de validade de 36 meses. O registro vence em novembro de 2036.
O medicamento, chamado de “inovador” pela Anvisa, pode ser administrado de duas formas: por meio de ingestão com um pouco de água ou disperso em água não-clorada, para ser administrado como uma dispersão.
Ele é considerado um avanço em comparação à versão anterior do risdiplam, que era comercializada em pó para solução oral.
Essa nova versão não requer reconstituição do medicamento por profissionais de saúde nem treinamento complexo de cuidadores, além de precisar de condições de armazenamento mais simples, podendo ser mantido em temperatura ambiente em vez de refrigerado.
A atrofia muscular espinhal é uma condição genética causada por uma deficiência da chamada “proteína de sobrevivência do neurônio motor” (SMN), enquanto a AME 5q é causada por alterações no locus do gene de sobrevivência do neurônio motor.
Essa falta de proteína resulta na perda de neurônios motores, causando fraqueza muscular e perda de massa muscular. Isso pode toranr mas difícil a realização de atividades básicas, como controle de cabeça e pescoço, sentar, engatinhar e caminhar, além de também causar prejuízo aos músculos usados para respirar e engolir.
Existem dois genes envolvidos na produção da proteína: SMN1 e SMN2. Os pacientes com AME não possuem o gene SMN1, mas apresentam uma ou mais cópias do gene SMN2, que geralmente produzem uma proteína SMN curta, com função reduzida em comparação à proteína de comprimento total.
O risdiplam, princípio ativo do medicamento, é uma pequena molécula que permite que o gene SMN2 produza a proteína completa. Ou seja, com o uso do medicamento, é esperado o aumento da sobrevivência dos neurônios motores.
De acordo com a agência, um estudo foi realizado com 41 bebês de 2 a 7 meses de idade com AME tipo 1 (o tipo mais grave) antes da aprovação do Evrysdi Go. Os resultados mostraram que 29% (12 de 41) dos bebês conseguiram sentar sem apoio por mais de 5 segundos após 12 meses de tratamento.
Uma segunda pesquisa com 180 pacientes com AME tipo 2 e tipo 3, de até 25 anos de idade, mostrou ligeira melhora na função motora. Houve uma diferença de 1,6 pontos em comparação com o placebo (um tratamento simulado) em uma escala de 100 pontos após 12 meses de tratamento.

Os dados, coletados pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), a pedido da Pfizer, fornecedora da vacina para o SUS, indicam que houve avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação. O salto mais expressivo foi saber que é possível se vacinar contra a bronquiolite mesmo durante a gravidez.
A pesquisa ouviu 530 gestantes brasileiras, com idades entre 18 e 45 anos. Delas, 79% das entrevistadas apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema, enquanto apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.
"Os dados regionais mostram que a conscientização avançou tanto no Sudeste quanto no Norte e Centro-Oeste, mas em pontos diferentes", afirmou a médica Adriana Ribeiro.
No Sudeste, o destaque é o conhecimento sobre o vírus. Hoje, 74% das gestantes dizem conhecer ou já ter ouvido falar do VSR, o que significa 21 pontos a mais que em 2024. segundo Adriana. A bronquiolite também passou a ser uma das doenças que mais preocupam, indo de 40% para 55%.
De acordo com Adriana, no Norte e Centro-Oeste do país, a percepção da doença subiu de subiu de 12% para 47%. Além disso, metade das gestantes das regiões já reconhece que a bronquiolite pode ser grave, o dobro de 2024.
Segundo Ribeiro, a cobertura nacional entre gestantes está em torno de 84%, mas há estados abaixo de 80%, como São Paulo, Rio de Janeiro, e vários estados do Norte. Além disso, 46% das gestantes do Sudeste e 38% no Norte e Centro-Oeste ainda não sabem que existe prevenção contra o VSR disponível no SUS. "O pré-natal é o momento-chave para fechar essa lacuna", afirma a médica.
A imunização para o VSR é relativamente recente, sendo autorizada no país desde 2024 e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2025. As bronquiolites infantis estão entre as principais causas de internação por infecção para crianças de menos de três anos e idosos e surtos recentes, inclusive após a pandemia da Covid-19, tem preocupado famílias e gestores.
A pesquisa demonstrou que a bronquiolite é percebida como a principal doença infectocontagiosa que preocupa as gestantes, sendo citada por 60% das entrevistadas, um aumento em relação aos 40% registrados em 2024. Em outra pergunta, notou-se que 46% entendem que a doença pode ser grave, com risco de hospitalização e morte, especialmente para bebês e idosos.
Os dados do Ipsos-Ipec indicam ainda que houve avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação. Em 2026, 72% das entrevistadas afirmam saber da existência de um calendário vacinal específico para gestantes, contra 58% em 2024.
Ainda assim, 25% acreditam que devem seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à sua idade, não entendendo a dinâmica da imunização entre mãe e criança. Das pesquisadas, 31% ainda não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também podem contribuir para a proteção do bebê.
"No Norte e Centro-Oeste, praticamente todas as gestantes já ouviram falar da bronquiolite. O que ainda está em construção é entender a relação entre o vírus e a doença, e a gravidade. No Sudeste, cresceu de 33% para 43% o número de gestantes que reconhecem o risco de internação e morte.
No Norte e Centro-Oeste, 40% já associam a bronquiolite ao VSR, 11 pontos a mais que em 2024. Ou seja, ouvir falar da doença, conhecer o vírus e entender a relação entre os dois são etapas diferentes da conscientização", pondera Ribeiro.
Houve avanço na indicação de vacinação pelos médicos: 88% afirmam ter recebido recomendação para se vacinar durante a gestação. Em 2024 eram 77%.
Entre aquelas que receberam a indicação, 96% afirmam que seguem ou pretendem seguir a recomendação. Além disso, 71% relatam seguir integralmente as orientações recebidas durante o acompanhamento pré-natal.

O Sistema Nacional de Acesso a Consultas e Cirurgias (SINACC) vai arrancar em janeiro, depois de ter sido adiada a entrada em funcionamento prevista para agosto após críticas da Ordem dos Médicos, anunciou esta sexta-feira a ministra da Saúde.
“Vai avançar no primeiro trimestre do próximo ano, em janeiro do próximo ano”, disse Ana Paula Martins, explicando que serão feitas as necessárias correções às falhas detetadas nas portarias entretanto aprovadas: “Aquilo que não estiver bem, nas portarias ou nos despachos, muda-se“.
A governante, que falava junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde foi assinado um protocolo de partilha de meios com o INEM e apresentadas as primeiras viaturas que vão renovar a frota do instituto, referia-se às portarias que já tinham sido alvo de críticas da Ordem dos Médicos.
Em julho, a Ordem dos Médicos defendeu a revisão das portarias que, entre outras matérias, deixarem de prever a inscrição de alguns doentes na lista de cirurgias, alertando para riscos na transparência, equidade e monitorização das listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), e manifestou “profunda preocupação” com o impacto destas portarias.
Na sequência destas críticas, a entrada em funcionamento do SINACC — que vai substituir o atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) — acabou por ser suspensa.

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A Wise Pirates, consultora de tecnologia e marketing digital, lançou o estudo “Saúde Digital 2026: EUA, Europa e o lugar de Portugal”, no qual conclui que Portugal se destaca na Europa pela infraestrutura pública de saúde digital, mas continua a revelar dificuldades em transformar esse investimento em utilização efetiva pelos cidadãos.
O estudo da Wise Pirates identifica um contraste no mercado português: quando a digitalização depende da infraestrutura disponibilizada pelo Estado, Portugal apresenta indicadores elevados, mas quando a adoção depende da iniciativa do cidadão ou do mercado, o país perde terreno. A análise indica que a utilização dos serviços digitais é um dos principais desafios e oportunidades da próxima fase da transformação digital da saúde em Portugal. A empresa estima que cerca de 2,6 milhões de portugueses entre os 18 e os 64 anos já recorrem à IA para esclarecer dúvidas de saúde.
Os dados do Eurostat sustentam esta análise: em 2024, 39,6% dos portugueses entre os 16 e os 74 anos consultaram o registo de saúde online, acima dos 27,7% da União Europeia. Porém, apenas 28,1% marcaram uma consulta através de um site ou aplicação, abaixo dos 39,8% registados na UE e dos 61,4% em Espanha. Com base nestes dados, a Wise Pirates calcula que os portugueses acedem online aos seus registos de saúde cerca de 43% mais do que a média europeia, mas recorrem à marcação de consultas online cerca de 29% menos.
A análise identifica ainda desigualdades relevantes na utilização dos serviços digitais de saúde. Segundo dados da OCDE e da Comissão Europeia, 62% dos adultos portugueses com maior escolaridade consultam o registo clínico online, face a 19% entre os menos escolarizados. Na marcação de consultas online, a diferença é igualmente expressiva, com valores de cerca de 50% e 10%, respetivamente.
“Portugal já construiu uma parte importante das bases necessárias para a a evolução do uso de digital e tecnologia na saúde, mas falta ainda transformar capacidade tecnológica em utilização efetiva e segura. Para isso, não basta disponibilizar soluções. É necessário trabalhar a experiência, a confiança, a comunicação e a facilidade de utilização, para que a tecnologia se integre de forma natural na relação das pessoas com a saúde, com mais valor para as suas vidas e em plena articulação com pilares médicos estabelecidos”, analisa Pedro Barbosa, CEO da Wise Pirates.
Num contexto internacional, o estudo identifica ainda duas trajetórias distintas. Nos Estados Unidos, a saúde digital tem sido marcada por uma maior disponibilidade de capital e por modelos orientados para o consumidor. Na Europa, a evolução está mais associada à construção de infraestrutura e ao enquadramento regulatório. A análise conclui também que a Europa enfrenta um desafio na capacidade de levar empresas de saúde digital das fases iniciais de financiamento até à escala.


Os cães terapeutas Axl e Caju, do Centro Universal de Referência em Assistência Animal (Curaa), visitaram o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC), em Goiânia, levando carinho e descontração a pacientes, acompanhantes e colaboradores.
A presença dos cães proporcionou momentos de interação e sorrisos, tornando a rotina hospitalar mais leve. A visita também chamou a atenção para a importância de olhar para as pessoas além das demandas do ambiente hospitalar, considerando o acolhimento e o bem-estar de quem recebe assistência e de quem trabalha na unidade.
Para a assistente administrativa da UTI Neonatal, Rayssa Ferreira Lopes de Morais, a visita foi uma experiência especial. “Ver os pacientes e os colaboradores interagindo com os cães, os sorrisos e a alegria que esse momento trouxe me deixou com o coração quentinho. É muito bonito ver como pequenos gestos podem transformar o dia de alguém”, relatou.
Elaine Bezerra, presidente do Curaa e tutora de Axl e Caju, também falou sobre o significado das visitas para quem participa da iniciativa. “Para nós, cada visita é especial, de uma forma única e diferente. Saímos revigorados e felizes por poder levar um pouco de conforto e alegria às pacientes. Essas experiências também nos fazem olhar para a vida de outra forma, com ainda mais gratidão”, relatou.
A coordenadora e responsável técnica de enfermagem do HMMCC, Fabrízia Nunes, ressalta que o cuidado com as pacientes vai além da assistência clínica e também envolve acolhimento e bem-estar.
“Quando falamos em cuidado, precisamos olhar para além do quadro clínico da paciente. O acolhimento, o bem-estar e a forma como cada pessoa se sente durante a internação também são importantes. A visita dos cães trouxe alegria para as pacientes e acompanhantes, mas também para os nossos colaboradores. São momentos que fazem diferença na rotina do hospital e nos lembram de que cuidar também é olhar para as pessoas”, afirma.
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O Governo deu o primeiro passo formal para avançar com uma parceria público-privada (PPP) destinada à construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende. De acordo com um despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República, o Ministério da Saúde determina que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) prepare uma proposta “fundamentada” para o estudo e lançamento da PPP, que terá de abranger a “concepção, o projeto, a construção, o financiamento, a conservação e a manutenção” da futura unidade hospitalar.
Contudo, a decisão — assinada na passada segunda-feira, dia 26 de outubro, pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão — estabelece que a PPP fica circunscrita apenas à componente de infraestrutura, ficando “expressamente excluídas” do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde. Estas permanecerão sob a responsabilidade da Unidade Local de Saúde (ULS) de Barcelos/Esposende.

A ACSS terá de remeter a “proposta fundamentada” ao gabinete do secretário de Estado até 1 de março de 2027, sendo que o documento deve permitir avaliar e preparar o modelo de parceria a adotar para concretizar o novo hospital, ao abrigo do regime jurídico das parcerias público-privadas.
Em paralelo, o despacho determina que a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) apresente, até 15 de dezembro deste ano, uma proposta para definir o enquadramento assistencial da futura unidade hospitalar. Entre os aspetos a considerar estão o “posicionamento” do hospital na rede do SNS, o “perfil assistencial”, os “níveis de diferenciação”, a “articulação” com outras unidades de saúde e a “integração nas redes de referenciação hospitalar”.
Caberá também à ULS de Barcelos/Esposende disponibilizar à ACSS, até à mesma data, os “elementos técnicos e assistenciais” necessários à preparação do projeto. Segundo o despacho, os “requisitos clínicos e funcionais” da infraestrutura terão de ser ajustados às “necessidades de saúde da população”, à “organização dos cuidados” e à “evolução previsível” da procura.
Num investimento estimado em 200 milhões de euros (incluindo os terrenos já adquiridos pela Câmara Municipal de Barcelos por 4 milhões), a construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende vai substituir o atual Hospital Santa Maria Maior, integrado na ULS de Barcelos/Esposende e instalado em edifícios da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, e deverá servir uma população superior a 150 mil pessoas de ambos os concelhos.
O projeto prevê uma unidade hospitalar com capacidade para 218 camas de internamento, seis salas de bloco operatório (com possibilidade de expansão) e 30 gabinetes de consulta externa. Estão ainda previstas valências de hospital de dia e uma área de diagnóstico com equipamentos como ressonância magnética, TAC, raio-X e ecografia.
O processo de construção tem sido sucessivamente adiado ao longo de quase duas décadas. A necessidade de substituir o atual hospital foi reconhecida em 2007, mas o projeto só voltou a ganhar impulso nos últimos anos, com a revisão do programa funcional e o lançamento, em junho do ano passado, do concurso para a elaboração do projeto.
Citado num comunicado enviado ao ECO, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, realça que o novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma “prioridade absoluta” para o concelho e a região, assinalando a “satisfação” por o Governo continuar a “desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance”. “O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, sublinha.

O Grupo Unisana Hospitais vai investir 40 milhões de euros para expandir o Hospital de Almada. O investimento prevê a construção de um novo edifício, que vai permitir triplicar a dimensão da unidade de saúde detida pelo grupo liderado por Eduardo Nuno Moniz. A obra será realizada em duas fases, com a conclusão global prevista para o final de 2029.
De acordo com um comunicado divulgado esta sexta-feira, o projeto prevê a construção de um novo edifício hospitalar, articulado com a reabilitação da unidade atual, formando um complexo hospitalar único e integrado. Com o novo edifício, o hospital vai “triplicar a sua capacidade atual, passando a disponibilizar uma área de cerca de 15 mil metros quadrados”.
Entre as infraestruturas e serviços disponíveis estarão três salas de bloco operatório, cerca de 50 camas, uma clínica de reprodução medicamente assistida, uma Unidade de Medicina Nuclear com PET, atendimento permanente, unidade de cuidados paliativos. Segundo adianta o grupo de saúde, haverá ainda um reforço significativo da capacidade de imagiologia, uma modernização integral das infraestruturas e uma aposta na experiência dos clientes e dos profissionais de saúde da unidade.

“O Unisana Hospital de Almada está a crescer, captando cada vez mais clientes e profissionais graças à competência da equipa clínica e satisfação do acolhimento de seus profissionais. Para dar resposta a esta crescente procura e oferecer ainda melhores condições e a mesma proximidade de sempre, vamos iniciar a construção da expansão do Unisana Hospital de Almada, a qual deverá ser concluída no final de 2029”, explica Eduardo Moniz, CEO da Unisana Hospitais, citado no comunicado.
Com uma equipa de cerca de 100 médicos, o Unisana Hospital de Almada, serve atualmente mais de 30 mil utentes por ano, realizando mais de mil cirurgias, mais de 45 mil consultas e mais de 65 mil exames.
O reforço das infraestruturas é realizado no âmbito da parceria já existente com a Lifento, gestora de fundos de investimento imobiliário pan-europeia independente especializada no setor da saúde e imobiliário médico-social.
O grupo de saúde Unisana, que juntou os investimentos realizados pela Atena Equity Partners e pela 3T Portugal nos últimos três anos, arrancou em 2024 com três hospitais (Almada, Torres Vedras e Porto) e duas clínicas (Santarém). Atualmente o grupo detém unidades de saúde no Porto, Santarém, Torres Vedras, Lisboa e Almada, que incluem o Hospital da Ordem Terceira do Chiado em Lisboa, o Hospital da Lapa no Porto, o Hospital de Almada, o Hospital do Oeste Soread em Torres Vedras ou a Clínica de Santarém.
As unidades sob gestão do grupo realizam mais de 175 mil consultas, 350 mil exames e mais de 11 mil cirurgias por ano, servindo 160 mil utentes de todo o país. A equipa da Unisana Hospitais conta com a colaboração de 560 médicos, além de enfermeiros e outros profissionais de saúde dedicados.

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O novo hospital de Barcelos vai ser construído ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), mas a gestão da futura unidade ficará na esfera pública, segundo despacho hoje publicado em Diário da República.
Assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, o despacho incumbe a Administração Central do Sistema de Saúde de preparar e submeter uma proposta devidamente fundamentada para o estudo e preparação do lançamento de uma PPP destinada à conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do novo hospital.
Consultado por O MINHO, o despacho sublinha que a PPP terá por objeto exclusivamente a componente infraestrutural do novo hospital, “ficando expressamente excluídas do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde, as quais permanecerão sob responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende”.
A proposta fundamentada deve ser remetida ao Governo até ao dia 01 de março de 2027.
A Câmara de Barcelos já formalizou, em dezembro de 2025, a aquisição, por quatro milhões de euros, dos terrenos para a construção do novo hospital.
Conforme anunciado nessa altura, o novo hospital, que servirá também Esposende, deverá representar um investimento de 200 milhões de euros.
Terá uma área de construção superior a 25 mil metros quadrados, com 218 camas para internamento, 30 gabinetes de consulta externa, seis salas de cirurgia (mais duas de reserva), 11 postos de hospital de dia e uma área de diagnóstico equipada com ressonância magnética, TAC, RX e ecografia.
A futura unidade hospitalar oferecerá um vasto conjunto de especialidades médicas e cirúrgicas, incluindo Medicina Interna, Pediatria, Cardiologia, Pneumologia, Psiquiatria, Cirurgia Geral, Ginecologia, Ortopedia, Oftalmologia e Urologia, entre outras.
Estão igualmente previstas áreas dedicadas à formação, investigação e inovação tecnológica, nomeadamente através da telemonitorização e apoio domiciliário.
O novo hospital é uma aspiração antiga, mas o processo tem-se arrastado no tempo.
Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.
O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.
O hospital funciona num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia.
Entretanto, em comunicado, a Câmara de Barcelos reagiu “com satisfação” ao anúncio do Governo, considerando que este desenvolvimento “vem dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos e reforçar as condições necessárias à concretização de um investimento estruturante para a região”.
Citado no comunicado, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, diz que “o Novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma prioridade absoluta para o nosso concelho e para toda a região”.
“Temos trabalhado para criar as condições necessárias à sua concretização e vemos com satisfação que o Governo continua a desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance. O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, conclui.
Notícia atualizada às 11h02 com mais informação e às 11h24 com alteração do título.
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O Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga realizou, esta semana, o 100.º implante de válvula aórtica por via percutânea, conhecido internacionalmente como TAVI (Transcatheter Aortic Valve Implantation), foi hoje anunciado.
Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, a que pertence o hospital, explica que a técnica, introduzida na instituição no final de fevereiro deste ano, permite substituir a válvula aórtica doente por uma prótese que chega ao coração por meio de um cateter, introduzido, na maioria dos casos, pela artéria femoral, na virilha.
O procedimento destina-se sobretudo a doentes com estenose aórtica, uma doença em que a válvula que separa o coração da artéria aorta fica estreitada e endurecida. O coração passa a fazer mais esforço para bombear o sangue, o que pode provocar cansaço de esforço, falta de ar, dor no peito ou desmaios. Sem tratamento, a doença sintomática tende a agravar-se e a limitar seriamente a vida do doente.
Por dispensar a abertura do tórax, a TAVI é uma alternativa menos invasiva à cirurgia cardíaca convencional, com benefícios comprovados em doentes mais idosos. Muitos destes doentes têm outras doenças associadas que tornam a cirurgia aberta mais arriscada, encontrando nesta técnica uma forma de tratamento com menor risco.
“Em oito meses, o programa cresceu e consolidou-se. A manutenção de uma capacidade de resposta regular foi fulcral para o desenvolvimento do processo e permitiu atingir a centena de doentes tratados”, salienta o comunicado.
É um resultado que se deve ao “rigor e à dedicação de uma equipa que percorreu este caminho com enorme profissionalismo”, afirma Jorge Marques, diretor do Serviço de Cardiologia da ULS Braga, citado no comunicado.
Cada intervenção envolve uma equipa multidisciplinar que acompanha o doente desde a avaliação inicial até ao seguimento após o procedimento. “Cada caso é estudado ao pormenor antes da intervenção. Ver doentes com limitação cardiovascular objetiva e que recuperam capacidade funcional é o que dá sentido a este trabalho”, acrescenta Jorge Marques.
“A ULS Braga reforça, assim, a sua resposta na área das doenças cardiovasculares e garante aos utentes da região acesso a uma técnica diferenciada”, remata o comunicado.
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