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Descubren en la antigua Taxila en Pakistán un enorme edificio de 100 metros frente al templo griego de Jandial

El monumento, bautizado Jandial D, ha aparecido en las excavaciones que la Misión Arqueológica Italiana de la Universidad Ca’ Foscari de Venecia realiza en Pakistán, dentro del proyecto Khyber PATH. Los trabajos empezaron a mediados de agosto de 2026 y han dejado a la vista una estructura imponente, con muros que se conservan al menos […]

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La Antártida también ardió: carbón recuperado del fondo marino revela un bosque templado junto al Polo Sur hace 90 millones de años

Cuesta imaginar la Antártida con incendios forestales. Hoy es un continente cubierto de hielo, con un frío que conserva casi intacto lo que cae sobre él. Hace 90 millones de años, en pleno Cretácico, la escena era muy distinta. El planeta vivía uno de sus periodos más cálidos de los últimos 140 millones de años, […]

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Descubren un gran palacio en lo alto de un monte de Borgoña donde una familia senatorial siguió viviendo “a la romana” a principios de la Edad Media

Cuando se piensa en la Galia de los siglos V al VII suelen venir a la cabeza los pueblos bárbaros, las ciudades en declive y unos reyes merovingios tan poco activos que la historiografía posterior los bautizó como «reyes holgazanes». Lo que está saliendo a la luz en lo alto de un monte de Borgoña […]

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UC coordena rede de promoção do uso responsável e sustentável da inteligência artificial no ensino superior

A Universidade de Coimbra (UC) vai coordenar uma rede nacional de promoção do uso responsável e sustentável da inteligência artificial (IA) no ensino superior. A DEFIA Portugal Network vai ser lançada oficialmente na quinta-feira, dia 15, na conferência internacional “Appropriate Guardrails for AGI: the Crucial Role of Universities”, que decorre entre as 9h00 e as […]
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Apreendidas três toneladas de ‘coca’ em operação que envolveu perseguição ao largo do Algarve

Uma operação policial desenvolvida ao longo dos últimos dias, que envolveu uma perseguição a uma lancha rápida ao largo do Algarve, levou à apreensão de três toneladas de cocaína. A PJ garante que foi desmantelado "um grupo criminoso".

O conteúdo Apreendidas três toneladas de ‘coca’ em operação que envolveu perseguição ao largo do Algarve aparece primeiro em Algarve Marafado.

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Detectan posibles cámaras ocultas junto a la cueva italiana donde aparecieron dos Venus paleolíticas de la última glaciación

Cerca de Parabita, un pueblo de la provincia de Lecce, en el tacón de la bota italiana (la región de Apulia, o Puglia), una cueva abierta en la roca caliza guarda el recuerdo de dos estatuillas de hueso que forman parte del conjunto de las llamadas Venus paleolíticas europeas. Ahora, un estudio sugiere que bajo […]

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Hace 2.400 años el norte de España abandonó sus castros por completo, y todo empezó en Asturias — Nadie sabe que sucedió

Hacia el año 400 a.C. Europa cambió, pero no lo hizo en una sola dirección. Atenas acababa de perder la guerra del Peloponeso (404 a.C.) y, según la tradición romana, los galos saquearían Roma en torno al 390 a.C. Más al norte, las comunidades de la Edad del Hierro reaccionaban de maneras casi opuestas. En […]

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Northern Spain’s Iron Age Hillforts Emptied Out Around 400 BC and No One Knows Why — Rebuilding Took at Least Two Centuries

Around 400 BC, Europe was changing, though not in a single direction. Athens had just lost the Peloponnesian War (404 BC), and Roman tradition says the Gauls would sack Rome around 390 BC. Farther north, Iron Age communities reacted in almost opposite ways. In the south of the Netherlands and the southeast of Gaul, people […]

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Un pequeño dinosaurio pudo devorar a un enorme depredador pariente del T. rex: las marcas de sus dientes revelan una escena insólita

Hace unos 70 millones de años, en lo que hoy es Alberta (Canadá), un joven Albertosaurus —un pariente del T. rex— acabó siendo alimento de otro dinosaurio. La clave está en unas marcas de mordeduras conservadas en su mandíbula. El estudio, publicado en Journal of Paleontology, sugiere que el responsable fue probablemente un dromeosáurido, el […]

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El telescopio James Webb observa nubes de agua en un mundo del tamaño de Júpiter a 7 años luz del Sol

A 7,4 años luz del Sol, unos 70 billones de kilómetros, flota un objeto con una temperatura efectiva de unos 265 kelvin, es decir, unos 8 grados bajo cero. Es el frío de una mañana de helada en enero en el interior peninsular, pero a escala de astro: hablamos de algo con un tamaño parecido […]

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La muela de un elefante gigante revela que los primeros humanos de Oriente Próximo vivían en un valle verde de lagos y cañaverales

Entre las hachas de piedra que unos homínidos dejaron junto a un lago del norte de Israel apareció algo bastante más grande: una muela de elefante de unos 20 centímetros de alto y 8 de ancho, acompañada de varios fragmentos de colmillo. Estaban en el mismo nivel del terreno que los útiles, rodeados de hachas […]

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Da sua mão para o crime organizado: o que acontece quando seu celular é roubado?

Jonas Domenici, 55, ganhou de presente da mãe um iPhone 15, adquirido em um famoso marketplace que tem como slogan a expressão “compre com confiança”. Era julho de 2025 e o agrado, que custou R$ 4 mil, foi entregue sem demora em São Paulo. Quase um ano depois, já em junho de 2026, ele recebeu uma mensagem da Polícia Civil da Bahia (PCBA) informando que o aparelho havia sido identificado como possível objeto de crime e deveria ser entregue para averiguação em 72 horas, sob risco de indiciamento por receptação.

Assustado, Jonas tentou contato com a plataforma, mas não recebeu ajuda. Então, procurou uma delegacia, apresentou documentos da compra, mas teve que registrar a ocorrência e deixar o aparelho que usava com a polícia e voltar para casa de mãos vazias. “O reembolso pelo prejuízo só foi feito após eu procurar os meus direitos”, declarou. “E a plataforma ofereceu apenas créditos para serem utilizados dentro do próprio marketplace”, finaliza.

Jonas é apenas um dos mais de 51 mil brasileiros notificados por estarem com celulares roubados ou furtados no país. Um total de 9.989 aparelhos foram entregues em delegacias apenas entre 10 e 19 de agosto de 2026. De acordo com o Código Penal, as penas para o crime de receptação variam de um mês a um ano de detenção em caso de crime culposo (quando não houve intenção) e pode chegar a 8 anos no caso, por exemplo, de revenda desses aparelhos.

Em 2025, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 830 mil celulares foram subtraídos – 95 por cada hora. Os caminhos percorridos pelos aparelhos após serem retirados de seus proprietários apontam para uma cadeia que pode envolver, além da comercialização dos celulares, sua reutilização, a permuta por drogas e até mesmo o escoamento para outros países, segundo informou o secretário Nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso.

“[Os celulares também podem] ser utilizados para fraudes financeiras, acesso indevido a serviços e comprometimento de dados e identidades digitais”, explica. “Não existe um percurso único”, pontua o secretário, logo após afirmar que as subtrações ocorrem principalmente pelo valor econômico do aparelho no mercado ilícito.

Dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que a taxa de ocorrências de roubo e furto de celulares no país é de 371,2 casos para cada 100 mil habitantes. Os dados históricos mostram uma queda nos roubos — cometidos mediante ameaça ou violência direta — e um leve aumento nos furtos, que representam 60% desses crimes, concentrados fortemente nos grandes centros urbanos.

20 municípios com as maiores taxas de aparelhos roubados ou furtados a cada 100 mil habitantes

Entre os 20 municípios com as maiores taxas de celulares roubados por 100 mil habitantes, 14 são capitais – com São Luís, Belém e São Paulo aparecendo do pódio. Amazonas, Amapá, Pará, Pernambuco, Distrito Federal, Rondônia, São Paulo, Maranhão, Espírito Santo e Bahia aparecem entre as dez unidades da Federação com as maiores taxas dessas ocorrências.

O tema “segurança pública” se tornou uma das principais bandeiras de campanha eleitoral para o pleito de 2026. Nos programas de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que disputam o segundo turno, defendem diferentes caminhos para enfrentar a insegurança no país.

Segundo a pesquisa encomendada pelo FBSP, 78,8% dos brasileiros afirmam temer que o celular seja roubado ou furtado. O receio de cair em um golpe pela internet ou pelo próprio aparelho é ainda maior: atinge 83,2% da população. O medo começa a modificar hábitos e comportamentos. A liberdade de circulação dos cidadãos passa a ser condicionada pela percepção de risco, especialmente em locais e horários considerados mais “arriscados”.

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Para o doutor em direito e mestre em antropologia social Welliton Caixeta Maciel, além do alto preço que é pago por determinados modelos de celular, considerado essencial na vida das pessoas, os dados que constam nos aparelhos atraem a atenção de criminosos

“[Quando um celular é subtraído,] criminosos passam a ter acesso a dados, às informações bancárias e acesso às redes sociais das vítimas”, disse. Para o especialista, o vazamento de informações sensíveis justifica a classificação do crime como um dos mais temidos atualmente.

De um bolso a outro

“Quem roubou nem sempre é a mesma pessoa que vai tentar ganhar dinheiro com aquele aparelho. Ele pode passar para outra pessoa, que fica responsável por procurar uma forma de transformar aquele telefone em dinheiro. […] Quando não tem a ver com essa engrenagem, o ladrão apenas tenta trocar o aparelho por drogas”, o depoimento à Pública parte de alguém que entende do assunto. Júlio* (nome fictício) passou anos atuando como técnico que desbloqueava celulares no ecossistema do crime no Distrito Federal. Segundo ele, o roubo ou furto do celular é apenas “o começo de todo um caminho”. 

Se o celular tem condições de uso, segundo Júlio, o aparelho é colocado novamente no mercado. “Nesse caso, tentam invadir esse celular para alterar senhas de redes sociais, emails e aplicativos bancários. Daí pegam empréstimos, limpam a conta e utilizam fotos e vídeos para golpes. Quando não é possível, os celulares são levados para especialistas que conseguem burlar sistemas de segurança e adulterar o IMEI”, detalha. 

O IMEI, sigla para Identidade Internacional de Equipamento Móvel, é um número único de identificação de um celular, geralmente formado por 15 dígitos. Ele serve para identificar o aparelho nas redes móveis e pode ser usado pelas operadoras para bloquear um celular em casos de perda ou roubo. “Se tudo der certo, o aparelho é colocado à venda em feiras, pela internet… Quem rouba pode receber até 30% da revenda”, finaliza Júlio*, que garante que de uma forma ou de outra o aparelho rende dinheiro já que, caso esteja totalmente bloqueado e não possa ser reativado, o celular é desmontado para venda de peças.

Como acesso o meu IMEI?

*#06# – É o código universal que você pode digitar para mostrar o IMEI do aparelho, que também vem impresso próximo ao código de barras da embalagem original do aparelho;

No Android, você também pode ver em “Configurações > Sobre o telefone“;
No iOS, você pode verificar em “Ajustes > Geral > Sobre“.

À Pública, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) informou que entre os esforços para o combate ao furto e roubo de celulares está a Operação Última Chamada, cujo objetivo é a recuperação e devolução de aparelhos, bem como vistoria simultânea em presídios em todo o país

Após a primeira fase da iniciativa ocorrer entre 10 e 19 de agosto, e reunir esforços de 23 das 27 unidades da federação, a segunda fase foi deflagrada entre os dias 15 e 18 de setembro, com foco na fiscalização de pontos irregulares de venda de celulares.

Nas datas, 882 estabelecimentos físicos foram fiscalizados. Segundo a Senasp, 1.712 aparelhos foram apreendidos durante a ação, e 30 pessoas detidas em flagrante por receptação qualificada e outros crimes. A secretaria, no entanto, não informou quais estabelecimentos foram punidos nem em quais circunstâncias ocorreram as prisões. 

Conforme o secretário Francisco Lucas, entre os esforços para conter ações criminosas estão “bloqueio, integração nacional de dados, identificação de aparelhos com restrição que retornam às redes e atuação das Polícias Civis para recuperação e investigação”.

“No Programa Celular Seguro, o aparelho é identificado principalmente pelo IMEI. Quando um aparelho com restrição volta a ser utilizado na rede de  telecomunicações, essa informação pode subsidiar sua localização e recuperação pelas Polícias Civis”, informou.

O Celular Seguro é uma plataforma de iniciativa do Governo Federal que permite ao cidadão comunicar perda, furto ou roubo de um celular. “[Diante dos crimes, a vítima] deve registrar o boletim de ocorrência e comunicar o fato pelo Celular Seguro, possibilitando medidas de bloqueio e inclusão do aparelho nas bases utilizadas para recuperação. Havendo fraude ou acesso indevido, deve também comunicar imediatamente às instituições financeiras ou serviços afetado”, pontuou o secretário.

Mas, afinal, dá pra ter segurança quanto à procedência do aparelho comprado online? A Pública procurou os três principais marketplaces que permitem a revenda de celulares para entender os recursos de segurança e garantia oferecidos aos clientes. A Amazon disse manter rigorosas medidas de proteção físicas, eletrônicas e processuais em sua cadeia logística. “Quando detectamos irregularidades, atuamos rapidamente para bloquear essas ações e colaboramos ativamente com as autoridades brasileiras competentes para a identificação e responsabilização dos envolvidos”, afirma em nota.

A OLX informa que anúncios de produtos roubados são proibidos na plataforma. “Quando identificados ou denunciados pelos usuários, eles são devidamente removidos. A plataforma enfatiza que está sempre à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e disponibiliza um canal para que os usuários denunciem anúncios que infrinjam sua política”, publicou em nota à Pública. O Mercado Livre foi procurado, mas preferiu não responder até o momento.

Mapa sem tesouro

A frustração de ter o aparelho subtraído talvez seja quase tão grande quanto descobrir onde o celular está e não poder recuperá-lo. Foi o caso da enfermeira Nathalia de Macêdo, 26, que desceu de um ônibus, foi distraída por uma mulher e, segundo ela, teve o celular furtado enquanto conversava com a desconhecida, em 2023. Quando percebeu o ocorrido, o aparelho já estava fora de alcance, mas foi capaz de localizar o celular em tempo real.

Na 17º Delegacia de Polícia do Distrito Federal (Taguatinga), no entanto, teria ouvido dos policiais que “não podiam deixar a unidade para verificar o endereço indicado pelo rastreamento” e que ela deveria “buscar o aparelho por conta própria, já que sabia onde ele estava”. Ela só voltou a ter notícias um ano depois, quando recebeu uma mensagem da mesma delegacia, via WhatsApp, informando que o aparelho havia sido recuperado em 31 de julho, na “Feira do Rolo”, em Ceilândia – local conhecido por compra e venda de eletrônicos e outros objetos sem nota fiscal.

Assim como Nathalia, muitas vítimas de furto ou roubo conseguem rastrear seus aparelhos por GPS, mas encontram entraves ao tentar resgatá-los. Em São Paulo, por exemplo, entre os locais citados na região central, um prédio na Rua Guaianases passou a ser identificado em mapas do Google como o “ninho do celular roubado” devido ao número de relatos de usuários.

Em um dos relatos, na plataforma Reddit, a vítima diz que teve o celular furtado no Rio de Janeiro e o rastreou até SP. “No dia seguinte, registrei um boletim de ocorrência. Como o iPhone ainda mostrava localização mesmo desligado, o delegado sugeriu que eu fosse até a delegacia mais próxima do sinal para tentar recuperá-lo”, narrou. O aparelho estaria próximo à entrada do Complexo da Mangueirinha, em um ponto identificado pelos próprios policiais que seria ligado ao tráfico e, por isso, a PM teria se recusado a intervir por ser “área de risco”. “Agora, quase dois meses depois, recebo um e-mail da Apple: alguém tentou desbloquear meu iPhone. Quando fui conferir a localização, lá estava ele na famosa Rua Guaianases”, ironizou.

Entre as capitais analisadas na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, São Paulo se destaca pela dimensão do fenômeno: embora reúna cerca de 5,6% da população brasileira, a capital paulista concentra aproximadamente 20% dos roubos e furtos de celulares registrados no país.

A Pública procurou as três principais operadoras de telefonia do Brasil para questionar se é possível identificar a localização de chips e aparelhos e se a existência de um número elevado de linhas vinculadas ao mesmo CPF pode gerar procedimentos de segurança. Até a publicação desta reportagem, TIM e Claro não haviam respondido. A Vivo informou que, “após avaliação interna, as áreas responsáveis optaram por não participar desta pauta”.

Oficialmente, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou em nota que “não recomenda que vítimas se desloquem sozinhas até locais indicados pelo rastreamento, especialmente quando existe a possibilidade de contato com suspeitos ou outras pessoas envolvidas no crime”: “A corporação orienta que as informações sejam repassadas às forças de segurança para que a verificação seja feita por policiais civis ou militares”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também foi questionada sobre o motivo de aparelhos furtados continuarem sendo levados ao ninho do celular, apesar das denúncias. Até a última atualização deste texto, porém, não houve retorno. O conteúdo será atualizado caso a pasta se manifeste.

Pesadelo não se encerra na perda do aparelho

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o aparelho celular subtraído deixou de ser cobiçado apenas pelo seu valor de revenda ou pela comercialização clandestina de peças e passou a representar uma porta de entrada para a vida digital das vítimas. Criminosos podem tentar acessar aplicativos bancários, contas, chaves Pix, redes sociais e outras informações pessoais, ampliando significativamente o potencial prejuízo financeiro de quem já teve o aparelho sequestrado.

Golpes mais comuns no Brasil

Tentativas de captura de dados de vítimas visam uso posterior para fraudes financeiras

Uso indevido de CPF via SMS
Leilão ou da loja falsa
Clonagem ou troca de cartão de crédito
Golpe do WhatsApp
Falsa central bancária
Golpe do Pix
Uso indevido de CPF via SMS

Mensagens falsas informam irregularidades no CPF e induzem a vítima a fornecer dados ou acessar links.

Leilão ou da loja falsa

Sites e anúncios falsos oferecem produtos ou veículos por preços muito abaixo do mercado para atrair vítimas. Após o pagamento, o produto não é entregue.

Clonagem ou troca de cartão de crédito

Dados do cartão são obtidos por páginas falsas, maquininhas adulteradas, etc para futuras compras sem autorização.

Golpe do WhatsApp

Conta falsa se passando por conhecido pede dinheiro ou pagamento de conta e geralmente justifica troca ou perda do número original.

Falsa central bancária

Ligação ou mensagem se passa por atendimento do banco e alerta sobre movimentação suspeita. Atendente tenta colher dados ou pede para que app seja instalado.

Golpe do Pix

Fraudes para transferir rapidamente valores obtidos de forma ilegal, incluindo pagamentos, contas ou chaves substituídas e falsas oportunidades de investimento.

Fraudes originadas a partir de dispositivos subtraídos registraram um salto de aproximadamente 340%, de acordo com dados da 20ª edição do Anuário. Ao mesmo tempo, o estelionato consolidou-se como uma das principais modalidades de crime patrimonial no país. Em 2025, foram registradas 2,2 milhões de ocorrências de estelionato e golpes digitais no Brasil — 429,8% em relação a 2018.

O avanço dessa modalidade está diretamente relacionado ao uso de engenharia social, técnica que explora a confiança, a desatenção ou a vulnerabilidade das vítimas para obter informações, dinheiro ou acesso a contas. Além de ser uma fonte potencial de recursos com menor exposição à violência física, para os criminosos, trata-se também de uma atividade de baixo risco de responsabilização: mais de 97% das ocorrências de estelionato comunicadas às polícias brasileiras não chegam a resultar em processo judicial, segundo o Anuário da Segurança.

Criminoso usa conta de WhatsApp clonada para abordar contatos da vítima e solicitar dinheiro
Criminoso usa conta de WhatsApp clonada para abordar contatos da vítima e solicitar dinheiro

Um levantamento do Observatório Lupa, de junho de 2026, identificou padrões em 115 conteúdos fraudulentos que viralizaram entre maio de 2024 e abril de 2026. Em 74% deles, os golpistas exploravam a credibilidade de empresas, personalidades conhecidas ou pessoas próximas às vítimas, enquanto 71% prometiam algum tipo de vantagem financeira.

Segundo o estudo, uma das principais estratégias é criar situações familiares ou de interesse imediato para reduzir a desconfiança, estimular uma resposta rápida e impedir a checagem do fato. 

Os criminosos podem usar nomes e imagens de marcas conhecidas, simular ofertas e oportunidades de renda, explorar temas em evidência ou se passar por pessoas próximas. O WhatsApp foi identificado como um importante canal de disseminação, presente em quase 65% dos golpes analisados.

À Pública, o advogado e especialista em direito do consumidor Bruno Durão explicou que, em caso de perda do celular, a prioridade é impedir o acesso de terceiros às contas financeiras e aos dados pessoais. Ele recomenda comunicar imediatamente os bancos, bloquear o acesso pelo aparelho e verificar movimentações recentes. Também é importante alterar as senhas de contas principais, chip junto à operadora, usar as ferramentas de localização e bloqueio remoto, além de registrar boletim de ocorrência.

A tecnologia também pode ajudar na proteção do aparelho. “O IMEI é uma das principais ferramentas para identificação do dispositivo e pode ser utilizado na consulta de restrições relacionadas ao aparelho”, explica Durão. Segundo ele, sistemas de localização e bloqueio remoto permitem localizar, bloquear e, em alguns casos, apagar os dados do celular à distância.

Para quem compra celulares usados, o especialista recomenda atenção redobrada à origem do aparelho. “Preços muito abaixo dos praticados no mercado, ausência de nota fiscal, falta de informações sobre a procedência e recusa em fornecer o IMEI são sinais que devem despertar a desconfiança do consumidor.” Antes da compra, ele orienta verificar se há registros de roubo ou furto e conferir se o IMEI da embalagem corresponde ao aparelho. Guardar anúncios, conversas e comprovantes também ajuda a documentar a negociação.

Caso descubra que comprou um aparelho roubado ou furtado, o consumidor deve preservar os registros, comunicar o caso às autoridades e entregar o celular conforme as orientações recebidas. Durão recomenda evitar negociações informais com o vendedor ou alterações no aparelho: “Se o comprador tiver adquirido o celular “de boa-fé”, deve reunir documentos que demonstrem que desconhecia a origem ilícita e, dependendo do caso, buscar o ressarcimento pelas vias consumerista ou judicial”.

Das ruas para as celas

Em agosto, durante a apresentação da mobilização nacional para recuperar celulares furtados ou roubados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, chamou atenção para outro destino dos aparelhos roubados: as penitenciárias. “Em alguns casos, nós temos um ciclo completo, no qual o dispositivo chega, inclusive, às mãos do crime organizado nos presídios. A única forma de enfrentar o problema é por meio da integração federativa do Governo Federal e do MJSP, com as polícias estaduais”, afirmou.

À reportagem, Ricardo* (nome fictício), que passou nove meses preso em regime semiaberto, detalhou o uso de celulares dentro da prisão. Sob condição de anonimato, ele narrou ter visto diversos aparelhos na unidade onde estava e que os telefones entravam por meio de familiares ou com a ajuda de agentes de segurança, que recebiam dinheiro para facilitar o acesso ao dispositivo.

“Tinha uma estrutura muito bem organizada para poder usar eles [celulares]. […] Depois que o celular entra, se ele tiver sido enviado pela família ou conhecido de um único detento, ele que vai ficar no comando [do aparelho]. Se você quiser usar o celular pra mandar uma mensagem pra alguém da família, namorada ou alguém próximo, você troca por cigarro, marmita, sabonete, o que o ‘dono’ quiser, mas geralmente não sai muito caro”, narra. “Caso a pessoa queira fazer alguma malandragem, tipo aplicar golpe, aí o dono do celular cobra mais”, pontuou.

Ricardo* conta que os próprios detentos estabeleciam as regras de uso. Quando havia mais de um responsável pelo aparelho, eles negociavam as condições de utilização e os empréstimos. “Vi o celular sendo mais usado para essas três coisas: falar com pessoas próximas, aplicar golpe e para comando de chefes de facção. [Sobre] Esses ‘chefes’, eu ouvi falar muita coisa, mas só vi um único lá dentro. Os presos falavam que o celular dele era só dele. Ninguém mexia. Era através dali que ele comandava a região dele aqui fora”, lembra.

À Pública, o doutor em direito e pesquisador do Grupo Candango de Criminologia da Universidade de Brasília (UnB) Wellington Maciel, explica que o celular é um dos principais meios de comunicação entre criminosos dentro e fora das prisões. “Digamos que ele seja um vetor que possibilita essa porosidade dos muros das prisões”, avalia, acrescentando que os aparelhos garantem cadeias de comando e coordenação de ações, de golpes a ordens de execução.

Para combater essa comunicação, Maciel defende o reforço da fiscalização e o combate à corrupção nas unidades prisionais. Entre as medidas, cita “varreduras frequentes” e inspeções periódicas, incluindo revistas de visitantes, trabalhadores e demais profissionais que circulam nos presídios. “O crime, com seus tentáculos, tem cooptado funcionários”, por isso, “o Estado precisa estar à frente da criminalidade com novos equipamentos, sistemas de bloqueio, interceptação de drones e outras ferramentas capazes de impedir o uso desses mesmos recursos pelos criminosos”, conclui.

À Pública, a Senasp informou que a administração, a fiscalização e a apuração de ocorrências em unidades prisionais estaduais são de responsabilidade dos respectivos estados. “Os procedimentos de fiscalização também são definidos por cada administração penitenciária e abrangem o controle da entrada de pessoas, incluindo os profissionais que atuam nesses estabelecimentos”, explicou.

“Entre as medidas estão operações de inteligência, revistas, varreduras eletrônicas, capacitação de profissionais e modernização tecnológica. […] Desde maio, por exemplo, as Operações MUTE, nacionais e locais, mobilizaram mais de 13 mil policiais penais, alcançaram 312 unidades prisionais e apreenderam 2.447 celulares nas prisões. Em 2026, a Operação Modo Avião realizou 260 ações de varredura eletrônica em 96 unidades”, informou a Senasp.

As unidades da federação recebem apoio para fortalecer o combate ao crime organizado a partir do sistema prisional por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), que vem atuando para modernizar 138 unidades prisionais com tecnologias como scanners corporais, aparelhos de raios X, georradares, kits de varredura e drones.

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VILA NOVA DA BARQUINHA – Comboio abalroa viatura na ponte ferroviária sobre o Tejo e fez uma vítima mortal

📷Direitos reservados,publicada nos comentários à publicação no Facebook por seguidor

Um comboio de passageiros que fazia a ligação entre o Entroncamento e a Guarda colidiu, na noite desta quinta-feira, com um automóvel na ponte ferroviária sobre o rio Tejo, entre os concelhos de Vila Nova da Barquinha e Constância. O acidente ocorreu pelas 20h49 e deixou uma pessoa encarcerada no interior da viatura.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha, Jorge Gama, segundo a Antena Livre, o comboio arrastou o automóvel cerca de 100 metros, ficando imobilizado sobre a ponte, na zona da Praia do Ribatejo e da Caima.

As operações de socorro enfrentaram dificuldades acrescidas devido às características do local e aos riscos associados à intervenção sobre a estrutura ferroviária, que apresenta grandes vãos sobre o rio.

O automóvel ficou completamente debaixo do comboio, o que dificulta o acesso à vítima e impede, para já, a sua retirada. Apesar de as equipas de socorro já terem conseguido chegar junto da pessoa encarcerada, o desencarceramento depende da criação de condições de segurança para avançar com os trabalhos.

Os bombeiros aguardavam a chegada de meios ferroviários especializados, necessários para estabilizar e deslocar ligeiramente a composição, permitindo a intervenção em segurança.

No local estavam mobilizadas oito viaturas de emergência e 19 operacionais, envolvendo bombeiros e outros meios de socorro e segurança.

Entretanto, os 117 passageiros que seguiam a bordo do comboio foram retirados da composição. A CP estava a preparar o transporte dos passageiros em autocarros, de forma a assegurar a continuação da viagem.

O acidente obrigou também à suspensão da circulação ferroviária naquele troço, não havendo ainda uma previsão concreta para a sua retoma. Segundo o comandante dos bombeiros, a circulação poderia ser restabelecida ainda durante a noite, dependendo da remoção do comboio e da avaliação técnica das condições de segurança da infraestrutura.

A ponte rodoviária paralela à linha ferroviária foi igualmente encerrada ao trânsito, de modo a facilitar a instalação dos meios de emergência e garantir a iluminação necessária aos trabalhos.

Os presidentes das Câmaras Municipais de Vila Nova da Barquinha e de Constância encontravam-se também no local, a acompanhar as operações.

Às 22h15, hora em que foram prestadas as declarações, segundo a Antena Livre, a vítima continuava encarcerada, não sendo possível prever quando terminariam os trabalhos de socorro.

As circunstâncias em que ocorreu a colisão permaneciam por apurar.

Data: 8 de outubro de 2026
Por: Dino Frazão

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Los «garabatos» de los matemáticos griegos: el hallazgo de cuadernos de escribas que revelan cómo calculaban en el Egipto romano

Durante siglos, la historia de las matemáticas griegas ha estado dominada por figuras como Euclides, Arquímedes o Apolonio de Perga. Sin embargo, junto a esa tradición teórica y deductiva, existió otra mucho más terrenal y pragmática que rara vez aparece en los manuales: la matemática práctica. Un nuevo estudio de Thomas Kelly, investigador de la […]

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Esparta fundó una sola colonia en toda su historia y envió para poblarla a los “hijos de las vírgenes”

Cuando hablamos de colonización griega solemos pensar en Atenas, en Corinto o en las ciudades de Eubea, que salpicaron de colonias el Mediterráneo y el mar Negro. Esparta, en cambio, apenas miró al exterior. Fundó una sola colonia, a unos 700 kilómetros en línea recta de casa, al otro lado del mar Jónico, y lo […]

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Sparta Founded Only One Colony in Its History, and Filled It With the “Sons of Virgins”

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Outubro traz dois festivais , muita música e uma estreia inesperada no Cineteatro Louletano

Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares, do lado de cá e de lá do Atlântico. Isto porque, neste mês, haverá duas peças com companhias vindas diretamente do Brasil, mais concretamente da Amazónia e de São Paulo.

E no dia 9, sexta-feira, há dança, com a junção da Companhia Maior e a do coreógrafo Victor Hugo Pontes. A peça chama-se “A esta hora, na infância neva” e é um espetáculo que cruza a infância e as gerações mais velhas e que conta com a participação de crianças previamente selecionadas, que irão “espelhar” os(as) intérpretes adultos(as) em alguns momentos. Na peça, os bailarinos mais velhos têm corpos que perdem força e velocidade, mas que ganham em definição e intenção. Em simultâneo, as gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos… 

No fim de semana, sábado e domingo, há duas peças vindas do Brasil, no âmbito do Festival Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador, organizado pelo Teatrão. Sábado, dia 10, às 21h00, temos “O Avesso da Pele”, pelo Coletivo Ocutá, de São Paulo. A peça baseia-se no romance premiado de Jeferson Tenório (vencedor do prémio Jabuti 2021 na categoria Romance Literário). Conta a estória de um professor que é assassinado pela polícia, e a procura de um sentido, por parte do filho, numa busca pelo passado da família. 

Já no domingo, às 17h00, é a vez de “As Cores da América Latina”, peça que vem da Amazónia, da cidade de Manaus, com a Companhia Panorando. O espetáculo possui como norte três manifestações latino-americanas, a Fiesta de la Tirana (Chile), a Huaconada (Peru) e Cavalo-Marinho (Brasil) em intersecção com a Dança e o Teatro. Esta peça conta com o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão. O Festival traz consigo três oficinas de participação, nos dias 8, 10 e 11, nas quais se poderá inscrever através do email cinereservas@cm-loule.pt. Mais informações no site do Cineteatro Louletano.

A 13 de outubro, cinema, com mais um filme do ciclo Filme Francês do Mês, organizado pela Alliance Française em colaboração com o CTL. O título é “Grand Paris”, de Martin Jauvat (2022). Conta a estória de Leslie, um jovem parisiense que vive nos subúrbios, e do seu amigo, Renard. Ambos entram numa aventura, com a descoberta de um misterioso objeto que lhes dá dinheiro rapidamente. É no Auditório do Solar da Música Nova, às 21h00. 

À mesma hora, ali ao lado, no Palácio Gama Lobo, entre as 19h00 e as 21h00, decorre a oficina “Experimenta Criar (Invenção da Natureza)”, pela Gira Sol Azul. A oficina parte de conceitos científicos, filosóficos e históricos sobre a natureza e propõe exploração sonora e criação musical coletiva. É dirigida a todas as pessoas do setor da Educação e ao público em geral.  Inscrições pelo email cinereservas@cm-loule.pt

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Ex-agent says CIA is planting pro-Bolsonaro stories to influence election

A man wearing a mask depicting US President Donald Trump attends a rally of Brazilian right-wing presidential candidate Flavio Bolsonaro in Goiania, Brazil, on September 27, 2026. Photo by Sergio Lima / AFP via Getty Images

This story originally appeared in Panamerican Dispatch on Oct. 07, 2026, and is shared here with permission.

The CIA is allegedly working behind the scenes in Brazil’s election, planting stories to favor Flávio Bolsonaro and build a positive narrative about the senator.

The claims come from John Kiriakou, a former CIA agent who has become something of a celebrity in recent years. Earlier this week, he took to social media to flag what he called “credible” evidence of the spy agency’s involvement in Brazil’s election.

On Tuesday, Kiriakou gave more details on his podcast.

“I heard a rumor from a former CIA colleague of mine this past weekend that the agency is actively working behind the scenes to support Bolsonaro,” he said.

“And the way they’re doing it is by planting pro-Bolsonaro stories in both the Brazilian press and the international press,” he claimed.

He offered no evidence and was careful to say he doesn’t know whether this account is true. But he argued that it fits the agency’s pattern of behavior over the years.

“There’s a long history of CIA involvement in elections abroad, controlling the media narrative,” he said.

He noted that much of the Brazilian press has swung behind Bolsonaro.

“This is despite the fact that Jair Bolsonaro’s presidency was one mistake after another,” he said.

The former agent pointed to the former president’s 27 year prison sentence, calling his conduct “incredibly corrupt.”

Kiriakou said the runoff projections don’t favor Luiz Inácio Lula da Silva and suggested the right has already secured one of its biggest wins in Brazilian history.

“Lula is likely to lose the election, and I think the younger Bolsonaro will end up pardoning his father,” he predicted.

He also noted that Donald Trump has already endorsed Flávio Bolsonaro’s candidacy, acknowledging that doing so could be a “violation of international rules.”

Earlier in the week, Kiriakou wrote on social media that he met with Lula three years ago. On Tuesday, he explained that a Lula aide had reached out so the two could discuss government transparency.

According to the former agent, one topic in that conversation was police violence under Jair Bolsonaro’s government. He said he suggested that Lula confront that issue directly, and that doing so had led police to turn against Lula.

Who Is This Former Agent?

In 2013, Kiriakou pleaded guilty to revealing the identity of an undercover agent, the first case of its kind in 27 years. He had worked for the CIA from 1990 to 2004 and was sentenced to 30 months in federal prison as part of a plea deal.

He admitted to disclosing to a reporter the identity of an undercover officer who had taken part in harsh interrogations of alleged Al Qaeda members held at secret CIA detention sites.

Kiriakou first drew national attention in 2007, during the George W. Bush administration, when he told ABC News in an interview that waterboarding, a technique that simulates drowning, had been used on a Guantánamo detainee named Abu Zubaydah.

Then CIA Director David Petraeus issued a statement praising the plea deal with Kiriakou, even though four other charges against him were dropped. The case “represents an important victory for our agency, for our intelligence community and for our country,” Petraeus said.

It was the first time in 27 years that someone had been found guilty of revealing the identity of an undercover agent.

This article first ran in ICL Notícias, was translated by Panamerican Dispatch, and can be read in its original Portuguese here.

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