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Loulé lança N.º 30 da Revista Al-‘Ulyà e suplemento ‘Livro da Repartição da Fruta 1450’

O Arquivo Municipal de Loulé Professor Joaquim Romero Magalhães recebe, no dia 24 de outubro, às 17h00, o lançamento do N.º 30 da Revista Al-‘Ulyà, bem como do suplemento “Livro da Repartição da Fruta 1450”, da autoria de Maria Valentina Ferreira.

A apresentação da revista estará a cargo de Maria João Valente, professora da Universidade do Algarve, e o suplemento será apresentado por Saul António Gomes, da Universidade de Coimbra.

Fundada em 1992 pelo antigo Arquivo Histórico Municipal, a Revista Al-‘Ulyà consolidou-se como uma das maiores referências culturais na região do Algarve. Esta publicação de cariz científico e de divulgação cultural serve dois públicos distintos de forma equilibrada: os especialistas de várias áreas científicas e os leitores que partilham a paixão pela história local.

Os seus artigos académicos e de divulgação incidem sobre áreas fundamentais como Arqueologia e História local, Património, descobertas e análises do passado algarvio, Ciências Sociais e Humanidades, estudos dedicados às dinâmicas humanas da região ou legado arquitetónico, etnográfico e cultural.

Ao longo de 34 anos de existência, a Al-‘Ulyà tem promovido a difusão sistemática e rigorosa da investigação científica, através da publicação de artigos que ajudam a compreender a evolução deste território. Este trabalho contínuo transformou a preservação do património histórico-cultural num pilar estratégico para o desenvolvimento do concelho de Loulé e a valorização da sua identidade.

A nova edição vai ser disponibilizada para consulta. Os interessados podem aceder aos conteúdos e ao arquivo digital através do site do Município em www.cm-loule.pt

Sobre o suplemento “Livro da Repartição da Fruta 1450”

O livro de repartição da fruta e o do pagamento da fruta de Loulé registam a aquisição de grandes quantidades de fruta seca pelo concelho. Embora referidos, pela primeira vez, em 1375, só chegaram à atualidade dois exemplares datados do século XV.

Estes registos são únicos no país e revelam a originalidade dos escrivães ao serviço do concelho, devido a terem utilizado a adaptado nestes documentos os saberes, as práticas e os sinais que utilizavam nos livros de receita e despesa.

O concelho adquiriu os frutos secos para utilizá-los como moeda de troca pelo produto que mais escasseava no Algarve, o cereal. Com efeito, mais do que um caso isolado, os livros de contas da fruta de Loulé são testemunhos fundamentais para compreender melhor aquele que foi um dos principais motores da economia da região desde os tempos árabes: a produção e comércio de frutos secos.

Em 1985, a investigadora Maria Valentina Ferreira dedicou a sua dissertação de mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa precisamente sobre o “Livro da Repartição da Fruta 1450”.

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PpDM afirma que habitação digna é um direito – sem ela, não há igualdade nem liberdade para as mulheres

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM), em comunicado enviado às redações, que se transcreve a seguir, afirma que «“Habitação digna é um direito. Sem ela, não há igualdade nem liberdade para as mulheres”, no qual alerta para o impacto da crise habitacional na autonomia, na segurança e nos direitos das mulheres.

A habitação é um direito fundamental e constitucional e uma condição indispensável à igualdade. O acesso a uma casa digna e acessível determina as possibilidades de autonomia económica, segurança e liberdade das mulheres.

Num contexto de crise habitacional, as desigualdades de género agravam as dificuldades de acesso e permanência numa habitação, comprometendo o exercício dos direitos das mulheres.

Salários mais baixos, precariedade laboral e a distribuição desigual do trabalho doméstico e dos cuidados limitam a capacidade das mulheres para aceder a uma habitação independente. Mulheres jovens, mães em famílias monoparentais, mulheres mais velhas, mulheres com deficiência, mulheres em situação de pobreza e mulheres em situação de sem-abrigo enfrentam obstáculos acrescidos.

A situação de sem-abrigo entre as mulheres permanece frequentemente invisível, incluindo quando vivem em alojamentos temporários ou dependem de terceiros, por vezes em contextos de violência e exploração.

Nenhuma mulher deve ser obrigada a permanecer numa situação de violência por não ter para onde ir

A falta de alternativas habitacionais seguras e acessíveis compromete a proteção das sobreviventes de violência doméstica e o seu direito a uma vida livre de violência. Garantir habitação segura é uma responsabilidade pública.

Para as mulheres com filhos e filhas a cargo, a insegurança habitacional pode ainda traduzir-se no receio de perder a guarda das crianças, agravando a vulnerabilidade e dificultando a procura de apoio ou a saída de relações violentas.

A precariedade habitacional pode também ser instrumentalizada para exercer coação e violência sexual, nomeadamente através do sex for rent – propostas de alojamento em troca de relações sexuais.

A necessidade de uma casa não pode ser explorada para obter acesso sexual ao corpo das mulheres

O racismo, o antigitanismo e a segregação habitacional agravam estas desigualdades, afetando particularmente as mulheres migrantes, mulheres ciganas e as que vivem em bairros informais ou alojamentos precários, muitas vezes sem condições dignas, infraestruturas essenciais ou segurança habitacional.

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM), que reúne 35 organizações, incluindo a Mulheres na Arquitetura, defende políticas públicas de habitação que coloquem os direitos humanos e a igualdade entre mulheres e homens no centro. Para tal, considera prioritário:

  • Aumentar a oferta de habitação pública, social e acessível, garantindo rendas compatíveis com os rendimentos e proteção contra despejos sem alternativa habitacional digna.
  • Promover a autonomia habitacional das pessoas jovens, através de arrendamento acessível e alojamento estudantil que não dependa dos recursos familiares.
  • Garantir alojamento de emergência e soluções habitacionais duradouras para mulheres em situação de sem-abrigo, sobreviventes de violência doméstica e mães com filhos e filhas a cargo.
  • Garantir que a pobreza e a precariedade habitacional não constituem, por si só, motivo para a retirada de crianças às suas famílias ou para a sua institucionalização, assegurando respostas habitacionais dignas e apoios sociais. A falta de uma casa adequada exige uma resposta pública de habitação e proteção social, sem penalizar as mães pela pobreza em que vivem.
  • Prevenir e combater a violência e a exploração sexual associadas à insegurança habitacional, incluindo o sex for rent, assegurando mecanismos de denúncia, proteção e apoio às mulheres afetadas.
  • Combater a discriminação e a segregação habitacional, incluindo o racismo e o antigitanismo, garantindo condições dignas e respeito pelos direitos humanos.
  • Integrar uma perspetiva feminista nas políticas de habitação, com avaliação dos seus impactos sobre mulheres e homens, dados desagregados por sexo e idade, metas verificáveis e participação efetiva das organizações de mulheres.

A habitação deve ser assumida pelo Governo e pelos municípios como uma prioridade de direitos humanos e de igualdade, reconhecendo o seu impacto na autonomia das mulheres e na prevenção da violência.

Garantir habitação digna e acessível exige políticas públicas concretas, investimento adequado e um compromisso efetivo com a igualdade e a liberdade de todas as mulheres.

Sem casa, não há autonomia; sem autonomia, a liberdade das mulheres fica comprometida. Os direitos das mulheres exigem ação, investimento e resultados concretos», termina assim a missiva da PpDM.

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Loulé lança website sobre áreas protegidas

O Município de Loulé lançou um website dedicado às cinco áreas protegidas locais do concelho, com informação sobre o património natural e cultural, projetos científicos, percursos pedestres e iniciativas de conservação. A plataforma, disponível em areasprotegidas.cm-loule.pt, foi apresentada a 18 de outubro, data em que se assinalou o 16.º aniversário das Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola.

O novo portal pretende concentrar num único espaço a informação sobre as áreas protegidas do concelho, facilitando o acesso da população, da comunidade científica e de outras entidades aos conteúdos e às atualizações relativas a estes territórios.

A plataforma disponibiliza páginas dedicadas a cada uma das cinco áreas: a Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena, a Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, a Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal, a Reserva Natural Local da Nave do Barão e o Monumento Natural Local da Gruta de Vale Telheiro.

Cada página reúne informação técnica, conteúdos sobre o património natural e cultural, fotografias e vídeos. Estão também disponíveis dados sobre projetos científicos e ações de monitorização, propostas de percursos pedestres, paisagens sonoras e rotas integradas no Geoparque Algarvensis, além de notícias relacionadas com a atividade desenvolvida nestes espaços.

“Investir no ambiente e na preservação dos recursos naturais é investir num futuro de qualidade”, afirma Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

O autarca acrescenta que o objetivo passa por “aproximar as pessoas das nossas áreas protegidas, para que as conheçam, as valorizem e nos ajudem a cuidar delas”.

Segundo o município, a criação do portal responde à necessidade de reunir num único local a informação anteriormente dispersa, tornando-a mais acessível e reforçando a transparência e a proximidade com a população.

A iniciativa conta com o apoio de fundos europeus, através do Programa Regional Algarve 2030.

O website pode ser consultado em areasprotegidas.cm-loule.pt.

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Da Rocha da Pena à Gruta de Vale Telheiro: Loulé mostra cinco áreas protegidas num site

Nova plataforma disponibiliza informação sobre património natural e cultural, projetos científicos e propostas de percursos nas áreas protegidas do concelho.

O conteúdo Da Rocha da Pena à Gruta de Vale Telheiro: Loulé mostra cinco áreas protegidas num site aparece primeiro em Barlavento.

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Loulé e Guiné-Bissau reforçam cooperação nas áreas da educação e saúde

O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, recebeu no dia 14 de outubro, a cônsul-geral da Guiné-Bissau, Josefina Kosta, para abordar o reforço da cooperação entre os dois territórios, com destaque para a formação académica de jovens guineenses e o apoio técnico ao município de Bissorã.

A visita de cortesia decorreu nos Paços do Concelho e contou também com a presença de Elizé Semedo Monteiro, terceiro secretário da representação consular, e de Fernando Carvalho, professor e músico guineense residente no concelho de Loulé há várias décadas, com um percurso ligado à comunidade guineense no Algarve.

Durante o encontro, foram recordados os laços de cooperação entre Loulé e a Guiné-Bissau, nomeadamente a geminação com a cidade de Bissorã, estabelecida em março de 2001 e reativada em 2024. Um dos sinais desta ligação é a existência de um bairro em Bissorã com o nome de Loulé.

A formação académica de jovens guineenses constitui uma das principais vertentes desta cooperação. Entre os exemplos está José Sadjo, natural de Bissorã, que frequenta a licenciatura em Ciências Biomédicas na Universidade do Algarve. O estudante iniciou o percurso académico no ano letivo de 2025/2026, ao abrigo de um protocolo de financiamento estabelecido com a autarquia louletana, e tem registado um bom aproveitamento.

A reunião permitiu ainda analisar as áreas prioritárias previstas no protocolo de cooperação, que incluem a formação nas áreas científica, pedagógica e da saúde, nomeadamente Ciências Biomédicas, Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição.

O documento contempla igualmente a prestação de assessoria técnica à Câmara Municipal de Bissorã e o desenvolvimento de estudos destinados a apoiar aquela região guineense.

Com esta receção, o Município de Loulé e o Consulado-Geral da Guiné-Bissau procuram dar continuidade aos projetos conjuntos nas áreas da educação, saúde, cultura e capacitação técnica, reforçando os laços de cooperação entre os dois territórios.

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Museu de Loulé debate participação da comunidade na preservação do património

O Museu Municipal de Loulé retoma esta segunda-feira, 19 de outubro, o ciclo de conferências “Museus Hoje. De que museus precisamos?”, com uma sessão dedicada ao papel das comunidades na construção e valorização do património. A iniciativa decorre às 18h00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, com entrada livre.

Intitulada “Do museu de território ao Acervo de Comunidade: reflexões sobre participação, coprodução e mediação patrimonial”, a conferência será conduzida por João Duarte, doutorado em Estudos do Património e História da Arte e investigador.

A sessão propõe uma reflexão sobre a evolução dos modelos museológicos, defendendo uma abordagem que vá além da preservação e exposição de coleções e valorize a ligação ao território, às memórias e às experiências das populações locais.

Entre os temas em análise estará o conceito de “Acervo de Comunidade”, entendido como uma ferramenta de mediação patrimonial que permite cruzar a investigação científica com a memória coletiva e os conhecimentos dos cidadãos. A curadoria participativa, a criação partilhada de conhecimento e a valorização do património material, imaterial e digital estarão igualmente em debate.

A conferência abordará ainda os desafios associados à construção de museus mais participativos e inclusivos, nomeadamente a forma de envolver os cidadãos nos processos de valorização do património sem comprometer o rigor científico, os critérios de seleção e a sustentabilidade das práticas museológicas.

Com esta iniciativa, o Museu Municipal de Loulé pretende promover a reflexão sobre a função social dos museus e a relação entre património e comunidade, dirigindo o convite a investigadores, profissionais do setor cultural, estudantes e público em geral.

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Ciclo de conferências em Loulé “Museus Hoje. De que museus precisamos?” arranca hoje

Com uma sessão dedicada à participação da comunidade e à transformação dos modelos museológicos contemporâneos, o Museu Municipal de Loulé retoma o ciclo de conferências “Museus Hoje. De que
museus precisamos?
”.

A iniciativa vai arrancar hoje, segunda-feira, dia 19 de outubro, às 18:00 horas, no espaço dos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, com entrada livre.
Sob o título “Do museu de território ao Acervo de Comunidade: reflexões sobre participação, coprodução e mediação patrimonial”, a apresentação estará a cargo do doutor em Estudos do Património, História da Arte, e investigador, João Duarte, que propõe uma reflexão aprofundada sobre a transição de museus focados exclusivamente em coleções para abordagens centradas no território e nas populações locais.

A conferência aborda o conceito de Acervo de Comunidade enquanto ferramenta de mediação patrimonial capaz de cruzar a investigação científica com a memória coletiva, os saberes e as vivências dos cidadãos. Em debate estarão temas prementes da museologia contemporânea, tais como a curadoria participativa, a cocriação de conhecimento e a valorização de patrimónios materiais, imateriais e digitais.

Importa sinalizar que para além de perspetivar novas formas de envolvimento dos cidadãos nos processos de patrimonialização, a sessão irá falar igualmente sobre os desafios metodológicos e científicos desta abordagem: como promover um museu participativo e inclusivo sem comprometer o rigor, a coerência na seleção e a sustentabilidade das práticas museológicas?

O Museu Municipal de Loulé pretende desta forma reforçar o seu compromisso com a reflexão crítica sobre a função social dos museus, convidando investigadores, profissionais do setor cultural, estudantes e o público em geral a participarem num debate essencial sobre o património e a sua relação com a comunidade.

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Município de Loulé inaugura website das suas Áreas Protegidas

Sítio na internet lançado a 18 de outubro, no 16º aniversário das Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola

O Município de Loulé lançou hoje o website areasprotegidas.cm-loule.pt dedicado à promoção e divulgação das cinco áreas protegidas locais do concelho.

São cinco a áreas do concelho de Loulé que têm essa denominação: a Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena, a Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, a Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal, a Reserva Natural Local da Nave do Barão e ainda, o Monumento Natural Local da Gruta de Vale Telheiro.

Cada área protegida tem uma página dedicada, com o seu património natural e cultural, informação técnica e galerias de fotografias e vídeos. Estão também disponíveis os projetos científicos e de monitorização desenvolvidos nestas áreas, propostas para as explorar através de percursos pedestres, paisagens sonoras e rotas do Geoparque Algarvensis, e as notícias sobre a atividade nas áreas protegidas.

“Investir no ambiente e na preservação dos recursos naturais é investir num futuro de qualidade. Com este website, queremos aproximar as pessoas das nossas áreas protegidas, para que as conheçam, as valorizem e nos ajudem a cuidar delas”, afirma Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

O website responde a uma lacuna há muito identificada pelo Município de Loulé, agregando num só lugar toda a informação disponível sobre estas áreas e facilitando o seu acesso. Afirma-se, assim, como uma ferramenta de transparência e proximidade, que permite à população, à comunidade científica e a todas as entidades envolvidas consultar e acompanhar a informação e as atualizações sobre cada uma destas áreas.

Refira-se ainda que esta iniciativa do Município de Loulé é apoiada pelos Fundos Europeus, no âmbito do Programa Regional ALGARVE 2030.
Para entrer no website das Áreas Protegidas louletanas clique aqui > areasprotegidas.cm-loule.pt

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Ciclo de Conferências “Museus hoje.De que Museus precisamos?”

O Museu Municipal de Loulé retoma o ciclo de conferências “Museus Hoje. De que museus precisamos?”, com uma sessão dedicada à participação da comunidade e à transformação dos modelos museológicos contemporâneos.

A iniciativa terá lugar esta segunda-feira, dia 19 de outubro, às 18h00, no espaço dos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, com entrada livre.

Sob o título “Do museu de território ao Acervo de Comunidade: reflexões sobre participação, coprodução e mediação patrimonial”, a apresentação estará a cargo do doutor em Estudos do Património, História da Arte, e investigador, João Duarte, que propõe uma reflexão aprofundada sobre a transição de museus focados exclusivamente em coleções para abordagens centradas no território e nas populações locais.

A conferência aborda o conceito de Acervo de Comunidade enquanto ferramenta de mediação patrimonial capaz de cruzar a investigação científica com a memória coletiva, os saberes e as vivências dos cidadãos. Em debate estarão temas prementes da museologia contemporânea, tais como a curadoria participativa, a cocriação de conhecimento e a valorização de patrimónios materiais, imateriais e digitais.

Além de perspetivar novas formas de envolvimento dos cidadãos nos processos de patrimonialização, a sessão irá falar igualmente sobre os desafios metodológicos e científicos desta abordagem: como promover um museu participativo e inclusivo sem comprometer o rigor, a coerência na seleção e a sustentabilidade das práticas museológicas?

Com esta iniciativa, o Museu Municipal de Loulé reforça o seu compromisso com a reflexão crítica sobre a função social dos museus, convidando investigadores, profissionais do setor cultural, estudantes e o público em geral a participarem num debate essencial sobre o património e a sua relação com a comunidade.

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A crise da habitação: menos proibições, mais soluções

O Alojamento Local tornou-se um dos principais alvos do debate sobre a habitação. Mas, enquanto se multiplicam as restrições, continua por resolver a questão essencial: onde estão as casas de que as famílias precisam?

A crise da habitação em Portugal é real. No Algarve, afeta os jovens, as famílias e os trabalhadores que precisam de viver perto dos seus empregos. Mas reconhecer o problema não significa aceitar que limitar o Alojamento Local (AL) seja, por si só, a solução.

Nos últimos anos, o AL tornou-se um dos principais alvos das políticas habitacionais. A ideia é simples: reduzir os alojamentos turísticos fará regressar casas ao mercado residencial e baixar os preços. Mas a realidade é mais complexa.

Lisboa perdeu uma parte significativa dos seus registos de AL nos últimos anos, sem que isso tenha produzido a descida das rendas que muitos esperavam. Este facto não prova que o AL não tenha impacto na habitação; demonstra, isso sim, que cancelar registos não garante, por si só, mais casas disponíveis ou rendas mais acessíveis.

Uma licença cancelada não constrói uma casa, não recupera um imóvel devoluto nem obriga um proprietário a arrendar.

A crise é também de oferta

Como tem sido defendido pelo economista Manuel Caldeira Cabral, a crise da habitação é também uma crise de oferta. A falta de construção, os licenciamentos demorados, os custos elevados e os obstáculos à reabilitação dificultam a resposta às necessidades das famílias.

No Algarve, a análise exige ainda mais cuidado. Albufeira não é Faro, Lagos ou um município do interior. As realidades habitacionais variam entre concelhos e até entre freguesias. Precisamos de dados locais que permitam perceber onde existe pressão habitacional, quais as suas causas e que medidas podem produzir resultados.

Também merece reflexão a utilização de apartamentos como escritórios, consultórios, clínicas e outros espaços profissionais. São atividades legítimas, mas importa estudar quantas frações poderiam, legal e tecnicamente, regressar à habitação e se algumas destas atividades poderiam ocupar espaços comerciais devolutos. Não se trata de proibir, mas de avaliar todas as possibilidades de aproveitar melhor o património imobiliário.

Uma política habitacional eficaz deve, por isso, facilitar a construção, acelerar licenciamentos, incentivar a reabilitação e criar condições para aumentar a oferta, incluindo no arrendamento de longa duração.

Liberdade com responsabilidade

Uma perspetiva liberal defende a liberdade económica, o respeito pela propriedade privada e um Estado que remova obstáculos desnecessários, em vez de multiplicar restrições sem demonstrar a sua eficácia.

Isto não significa defender um mercado sem regras. Significa exigir que as regras sejam claras, proporcionais e fundamentadas, protegendo o interesse público sem penalizar indiscriminadamente quem investe e cumpre a lei.

Também a discussão europeia sobre a regulação do alojamento de curta duração deve ser conduzida com clareza e proporcionalidade. A ALEP — Associação do Alojamento Local em Portugal — tem levantado preocupações quanto à falta de clareza e aos riscos de restrições desproporcionadas. O impacto do AL deve ser avaliado com dados e medidas adequadas à realidade de cada território, não com soluções uniformes para problemas diferentes.

O turismo é essencial para a economia algarvia, gerando emprego e rendimento para milhares de pessoas e empresas. Defender o turismo não significa ignorar as dificuldades dos residentes. Significa reconhecer que habitação acessível e atividade económica podem e devem coexistir.

O que deve fazer Albufeira?

Albufeira precisa de conhecer melhor o seu parque habitacional, identificar imóveis devolutos, compreender os obstáculos à construção e à reabilitação e estudar incentivos à disponibilização de casas para arrendamento permanente.

Precisa também de limpar e atualizar os registos de Alojamento Local, identificando estabelecimentos que já não estão em atividade, não dispõem do seguro obrigatório ou não cumprem os requisitos legais. A fiscalização deve ser efetiva e as irregularidades devem ter as consequências legalmente previstas, garantindo os direitos dos titulares.

Esta não é uma posição contra o AL. É uma defesa de um setor mais transparente, profissional e responsável, com condições justas para quem cumpre as suas obrigações.

O objetivo não pode ser simplesmente reduzir o número de alojamentos turísticos. Tem de ser aumentar as possibilidades reais de os residentes encontrarem uma casa onde possam viver.

Menos ideologia, mais resultados

A crise da habitação não se resolve escolhendo culpados. Resolve-se identificando os problemas, removendo Obstáculos e avaliando as políticas pelos seus resultados.

A minha experiência profissional na gestão de Alojamento Local e a minha ligação à Delegação do Algarve da ALEP permitem-me acompanhar as dificuldades de proprietários e operadores. Essa experiência reforça a importância de ouvir diferentes intervenientes e de tomar decisões baseadas em factos.

No Algarve, a pergunta essencial não é quantas licenças conseguimos cancelar. É quantas casas conseguimos disponibilizar e que condições criamos para que as próximas gerações possam continuar a viver e trabalhar na região.

Menos burocracia. Mais oferta. Regras proporcionais. Liberdade com responsabilidade.

É por aqui que devemos começar.

* Vice-Coordenadora do Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal de Albufeira

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Depressão Adam leva IPMA a colocar vários distritos sob Aviso Amarelo

De acordo com um comunicado do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido esta sábado, 17 de outubro, Adam é o nome atribuído pela AEMET (Serviço Meteorológico de Espanha) a uma depressão, que às 00h00 UTC do próximo dia 19, segunda-feira, se irá localizar sobre França, e à qual estará associado um período de precipitação forte e persistente na costa Mediterrânica de Espanha e nas ilhas Baleares.

A referida depressão não deverá ter efeitos diretos significativos no estado tempo em Portugal continental, no entanto, a depressão Adam faz parte de uma região depressionária mais vasta, que irá afetar também o território do continente a partir de sábado, dia 17.

Assim, o IPMA prevê aguaceiros no interior da região Norte a partir da manhã de sábado, estendendo-se gradualmente para o interior das regiões Centro e Sul, e persistindo no Algarve até segunda-feira. Durante a tarde os aguaceiros poderão ser localmente fortes, de granizo e acompanhados de trovoada.

O vento deverá ser fraco ou moderado de nordeste, soprando moderado a forte durante a noite nas terras altas do Norte e Centro, por vezes com rajadas até 70 km/h no dia 18, domingo, e rodando temporariamente para norte no litoral oeste durante a tarde. O IPMA adianta ainda que se espera uma descida acentuada da temperatura ao longo dos próximos dias.

O IPMA emitiu avisos meteorológicos de nível Amarelo relativos a esta situação, que no Algarve tal como nos restantes distritos, está ativo até ás 21h00.

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Crise na habitação: presidente da Câmara de Loulé atira responsabilidades para burocratas não eleitos

O presidente da Câmara Municipal de Loulé acusa as entidades regionais e os seus técnicos não eleitos de atrasar por meses e até anos decisões fundamentais para o desenvolvimento e bem-estar do Algarve.

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Relatório de Sustentabilidade da Infraquinta revela desempenhos ambientais excelentes

Primeiro Relatório de Sustentabilidade

Naquele que é o seu primeiro relatório de Sustentabilidade, a Infraquinta, E.M. começa por referir que é, desde há dez anos, a entidade em baixa com menor percentagem de água não faturada, um indicador que, em 2025, se situou nos 2,7 pontos percentuais.

Este é um dos dados que constam no 1.º Relatório de Sustentabilidade desta empresa municipal, que foi apresentado no passado dia 15 de outubro, durante a segunda parte do H2O & Sustainability Summit 2026, que decorreu no restaurante Dano’s, na Quinta do Lago.  

Segundo a divulgação da empresa municipal, outro indicador assinalável tem que ver com o facto de, em 2025, 86% dos espaços públicos verdes terem sido regados com 25% de água residual tratada. De sublinhar igualmente a taxa de resíduos recolhidos seletivamente, que, no ano passado, chegou aos 50%, sendo que a meta a atingir até 2030 é de 60%.

Em nota chegada à nossa redação por interposta via, a Infraquinta salienta que este relatório, que compreende o quadriénio de 2022-2025, “constitui uma oportunidade para revisitar o percurso realizado, reconhecer o trabalho e o empenho de todos os trabalhadores, parceiros e entidades com quem temos colaborado ao longo dos anos, e refletir sobre os desafios que se colocam ao futuro”, explicou Pedro Pimpão, presidente do Conselho de Administração da Infraquinta. 

Mais, a elaboração deste documento ganha um significado ainda mais especial, num ano em que a empresa assinala três décadas de atividade com um conjunto de iniciativas.

Ao usar da palavra, Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, enalteceu “os excelentes resultados” da Infraquinta, em particular no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos e dos resíduos. No entender do autarca, o trabalho realizado é um reflexo da “aposta do município em ter, cada vez mais, um território de qualidade”.

E o vencedor do ‘savearth’ é …

Quem esteve na segunda parte do H2O & Sustainability Summit 2026 pôde, ainda, conhecer diversas soluções para uma gestão mais sustentável, assim como novos projetos relacionados com esta área. 

Após a apresentação dos projetos, os presentes foram convidados a votar naquele que consideravam ser o mais inovador. O vencedor foi o ‘savearth’, cujos promotores foram reconhecidos pela Infraquinta com a entrega de um troféu. 

O ‘savearth’ é um dispositivo para hotéis, que pode ser instalado em qualquer duche. Com recurso à inteligência artificial e ao reconhecimento de som, este aparelho permite medir, com precisão, o consumo de água e energia em tempo real, emitindo alertas aos hóspedes quando deteta um uso excessivo.

Resta sublinhar também que o evento H2O & Sustainability Summit 2026 integra o H2O & Innovation Hub, que foi organizado pela Premivalor – Consulting.
Para um dos seus managing partners, Telmo Vieira, esta parceria com a Infraquinta constitui-se como uma grande mais-valia para o que pretendem fazer no Hub, que é o de “aproximar um conjunto de entidades que se preocupam, estudam e trabalham os temas da água e da economia circular”.

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Biblioteca Municipal de Loulé promove um sábado cheio de música, criatividade e histórias em família

A Biblioteca Municipal de Loulé e o seu polo de Quarteira recebem, no próximo sábado, dia 17, um conjunto de atividades dirigidas aos mais novos e às suas famílias, com propostas que aliam a música, a expressão artística e a leitura, promovendo o desenvolvimento infantil e o gosto pelos livros desde a primeira infância.

O programa inclui sessões de sensibilização musical para bebés e crianças, um atelier de pintura inspirado na obra do autor e ilustrador francês Hervé Tullet e duas iniciativas dedicadas à partilha de histórias em família.

A manhã começa com a atividade “Pequenos sons, grandes sorrisos”, dinamizada por Ricardo Jorge, com sessões às 10h00, para bebés dos 0 aos 30 meses, e às 11h00, para crianças dos 2 anos e meio aos 5 anos. Ambas decorrem na Biblioteca Municipal de Loulé e destinam-se a crianças acompanhadas por um adulto.

A experiência musical assume um papel importante no desenvolvimento infantil, sobretudo nos primeiros anos de vida. Através de conteúdos adequados, do contacto com diferentes estímulos sonoros e da exploração sensorial, os bebés e as crianças são convidados a observar, imitar e experimentar, desenvolvendo capacidades físicas, cognitivas, sociais e emocionais.

Cada sessão tem uma duração aproximada de 40 minutos, sendo permitida a participação de cada bebé ou criança numa única sessão por professor.

Também na manhã de sábado, às 10h30, a Biblioteca Municipal de Loulé acolhe um atelier de pintura inspirado na obra de Hervé Tullet, dinamizado por Joana Charneco.

Pensada para crianças dos 4 aos 10 anos, acompanhadas por um adulto, esta atividade propõe uma experiência artística livre, divertida e interativa. A partir de algumas das obras do autor e ilustrador francês, os participantes são convidados a explorar cores, formas e movimentos, através da pintura e do desenho, contribuindo para a criação de uma grande obra coletiva.

Num ambiente onde não há respostas certas ou erradas, o atelier pretende estimular a imaginação, a experimentação e a criatividade, valorizando a expressão individual e a criação em conjunto.

A tarde é dedicada à leitura e à descoberta de histórias. Às 15h30, a Biblioteca Municipal de Loulé promove mais uma sessão da “Hora do Conto para Pais e Filhos”, dirigida a famílias, com a leitura do livro “Vem aí o lobo!”, de Émile Jadoul.

Às 16h00, o programa prossegue no Polo da Biblioteca Municipal em Quarteira, com a iniciativa “Conta-me um conto”, que apresenta a história “As emoções do pequeno gato ansioso”, de Audrey Bouquet e Fabien Öckto Lambert. A sessão convida miúdos e graúdos a partilharem momentos de leitura e a descobrirem histórias que dão espaço à imaginação e à expressão das emoções.

A participação nas atividades está sujeita a inscrição prévia, através do e-mail biblioteca@cm-loule.pt

Recorde-se que, até 29 de outubro, o edifício-sede da Biblioteca Municipal de Loulé recebe a Exposição “E em vez do medo? Arteopatia – A arte como cura”.

Através da arte podemos transformar o medo em coragem, criatividade e expressão. Esta exposição reúne trabalhos realizados por alunos do 5º, 6º, 7º e 8º anos da EB 2, 3 São Pedro do Mar, Quarteira, no âmbito do projeto Ponto de Encontro do Plano Nacional das Artes, desenvolvido pela Biblioteca Municipal de Loulé e o Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres, Quarteira.

Partindo da pergunta “E em vez do medo”, os alunos exploram emoções, medos, e estratégias para os enfrentar, através de mapas mentais, cartazes e criações artísticas. O percurso culminou na construção de “Caixas Cura para o Medo”, objetos que traduzem, de forma criativa e simbólica, diferentes formas de lidar com aquilo que nos assusta.

Com esta programação, a Biblioteca Municipal de Loulé reforça a sua aposta na promoção da leitura, da criatividade e do desenvolvimento infantil, proporcionando experiências culturais e educativas que aproximam os livros, a música e as artes das crianças e das suas famílias.

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