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Bolsonaro não aceita derrota e pede anulação das eleições

Folha SPaulo: Flávio Bolsonaro contesta prolongamento do horário das urnas. JN: investimento na habitação cai 63,5% em 2027. Na Sérvia, estudantes põem fim a 14 anos de domínio do Partido Progressista

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Casa do Colecionador abre em Moncarapacho e deixa mais um “marco cultural presente na terra”

“Hoje é um dia de referência porque sabemos que demos mais um passo importante para fazer com que o marco cultural esteja presente na terra”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, esta segunda-feira, 19 de outubro, na inauguração do novo museu Casa do Colecionador, em Moncarapacho.
 

Entre coleções de Arte Sacra, mais de 260 bengalas, pinturas em marfim ou esculturas em pedra, na Casa do Colecionador, que é propriedade da Fundação Calçada Correia, ’moram’ cerca de 50 anos de vida dedicados ao colecionismo.
 
O novo museu, que João Luís Calçada Correia decidiu abrir na sua terra natal, nasce num edifício com história: uma antiga igreja do século XVIII, outrora pertencente à Ordem Terceira de São Francisco, que foi alvo de um projeto de reabilitação já premiado e que procurou preservar a espiritualidade do espaço original ao mesmo tempo que lhe dava uma linguagem museográfica contemporânea e inovadora.
 
“Escolhi Moncarapacho para concretizar este investimento porque acredito que vale a pena investir nos lugares a que pertencemos, contribuir para a sua localização e criar condições para que a cultura seja, também, um fator de desenvolvimento local”, afirmou Calçada Correia na cerimónia de inauguração.
 
“A minha terra merece uma oferta cultural de qualidade, capaz de atrair visitantes, despertar o interesse dos mais jovens e enriquecer a vida de quem aqui vive”, continuou.
 
Ricardo Calé destacou também que tornar Moncarapacho numa vila cultural é um objetivo que tem vindo a ser alcançado, quer através de investimento social, público, mas também associativo e privado, como é o caso da Casa do Colecionador.
 
“Nas várias vertentes, conseguimos mostrar que numa vila com a dimensão de Moncarapacho é possível fazer muito mais do que aquilo que é o objetivo de cada um de nós”, realçou, agradecendo a Calçada Correia o facto de ter acreditado na terra que o viu nascer.  
 
A cerimónia contou também com a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, que fez questão de enaltecer a iniciativa de Calçada Correia e “a vontade de transformar uma coleção privada num espaço cultural que pode ser usufruído pela comunidade, fazendo de uma iniciativa pessoal um contributo para a vida coletiva”.
 
A ministra destacou igualmente que “um espaço cultural nunca existe isolado do lugar onde se encontra. Passa a fazer parte da sua vida e das razões que levam alguém a visitá-lo e das oportunidades que oferece a quem lá vive”. “Com este museu, Moncarapacho ganha mais um lugar para conhecer, mostrar e partilhar. Um lugar que acrescenta à oferta cultural do concelho de Olhão e convida a descobrir um território que tem muito para oferecer além dos destinos mais conhecidos da região”, acrescentou.

O presidente da Câmara Municipal de Olhão afirmou ainda que “num mundo em constante mudança, em que temos a tecnologia e a inteligência artificial a substituir o ser humano, será a cultura que fará a diferença no futuro”. “É um orgulho enorme. Olhão valorizou-se muito hoje com a abertura desta Casa do Colecionador”, rematou.

Na cerimónia marcaram presença vários autarcas e personalidades ligadas à cultura na região, entre elas a premiada escritora algarvia Lídia Jorge. 
 
O museu Casa do Colecionador está aberto de terça-feira a sábado, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00. O preço dos bilhetes varia entre os 2,5 e os 5 euros.

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Habitação em Vila Real: os milhões do PRR e um PDM que tarda

VTM

Cinquenta anos depois, ter casa continua a ser um dos maiores problemas sociais do país. A Constituição consagra esse direito, mas a realidade mostra como está longe de ser acessível a todos.

A crise tem várias causas, mas os governos de António Costa, entre 2015 e 2024, tiveram tempo e responsabilidade para enfrentar a escassez de oferta habitacional. Falharam na resposta estrutural. Segundo o Banco de Portugal, entre 2015 e 2023, o número de habitações concluídas foi inferior a metade do registado nos oito anos anteriores. O resultado está à vista: preços elevados, rendas incomportáveis e jovens adiados nos seus projetos de vida.

Vila Real não escapa a esta realidade. Como polo de ensino superior, saúde, administração pública, comércio e serviços, precisa de condições para fixar jovens, atrair profissionais e permitir que as famílias construam aqui o seu futuro.

A aquisição de 180 habitações na Quinta do Centenário, num investimento de cerca de 24 milhões de euros financiado pelo PRR, é um passo importante. Seria desonesto não o reconhecer. Mas seria igualmente irresponsável apresentar este investimento como solução para o problema da habitação no concelho.

E os jovens que começam a trabalhar? E os casais com rendimentos intermédios? E os profissionais que querem viver em Vila Real, mas não conseguem suportar os preços do mercado? A política de habitação não pode limitar-se à emergência social. Tem de aumentar a oferta, recuperar imóveis devolutos e criar condições para que mais pessoas possam viver no concelho.

É aqui que entra uma questão incontornável: o planeamento do território.

A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) começou em 2018, com um prazo inicial de 24 meses. Estamos em outubro de 2026 e o processo continua sem aprovação e publicação da revisão. Oito anos depois, Vila Real permanece à espera de um instrumento essencial para ordenar o crescimento urbano, enquadrar a construção, reabilitar o edificado e dar previsibilidade a quem pretende investir.

Em reunião de Câmara, foi apontado outubro; na Assembleia Municipal, surgiu dezembro como horizonte para a conclusão. Esperemos que o prazo seja cumprido. Mas os anúncios não substituem resultados. Os munícipes e os agentes económicos merecem conhecer o ponto de situação, o trabalho em falta e um calendário credível.

Um PDM atualizado não resolve, por si só, a crise da habitação. Mas a sua demora também não pode ser tratada como um pormenor burocrático. Governar não é apenas captar fundos e inaugurar projetos. É planear, antecipar necessidades e criar condições para o futuro.

O governo de Luís Montenegro já avançou com várias medidas fiscais: – aprovou uma linha de crédito de 1,5 mil milhões de euros para apoiar a construção ou reabilitação de cerca de 50 mil habitações sociais; reduziu o IVA para 6% em algumas operações de construção e reabilitação habitacional; criou benefícios fiscais para rendas moderadas e o aumento das deduções de rendas no IRS; isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação e a simplificação dos licenciamentos.

O investimento público é necessário, mas o planeamento municipal também conta. Vila Real continua a ser um concelho que tarda em planear o seu território, comprometendo a capacidade de construir esse futuro.

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Trabalhadores da saúde e população na rua em defesa do SNS

VTM

Paula Dias, da União de Sindicatos de Vila Real, referiu à VTM que o objetivo da tribuna pública “foi defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dar a conhecer os problemas que enfrenta. No caso concreto de Chaves registamos uma constante desvalorização e retirada de valências deste hospital”.

A proposta de Orçamento de Estado que está em discussão na Assembleia da República prevê uma redução de verbas para a saúde, uma situação que deixa preocupações. “É mais um desinvestimento no setor da saúde e nos seus profissionais, quando as necessidades são cada vez maiores e deveria era haver um reforço no SNS”.

A dirigente sindical sustenta que “não podemos ter um bom sistema de saúde público se não tivermos profissionais valorizados, com carreiras bem definidas e haja uma progressão justa, de forma a terem boas condições de vida”.

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Baterias chinesas: 80 mil milhões para o mundo

Empresas chinesas anunciaram este ano investimentos de 10,6 mil milhões de euros, distribuídos por 14 projetos no estrangeiro. Na Europa os investimentos são de 28 mil milhões de euros desde 2023.

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

A fabricante chinesa Gotion anunciou em setembro um investimento superior a mil milhões de euros numa parceria com a alemã Volkswagen para produzir baterias em Espanha, na Eslováquia e em Marrocos
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Algarve: 6 milhões para casas de função destinadas a médicos, professores e polícias

Uma verba de 6 milhões de euros, com recurso a fundos europeus, está disponível para dotar o Algarve de casas de função associadas a serviços públicos essenciais, nomeadamente para médicos, professores e elementos das forças de segurança.

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Nova viatura reforça capacidade operacional dos Bombeiros

VTM

O novo veículo vem reforçar a capacidade de resposta operacional e a segurança das populações do concelho.

Equipado com um tanque com capacidade para 16.000 litros de água e 200 litros de espumífero, bem como uma bomba de combate a incêndios com um caudal de 4.100 litros por minuto, o novo VTTU está preparado para apoiar o combate a incêndios urbanos e industriais, reforçar o abastecimento de outros veículos de socorro e responder a necessidades excecionais de fornecimento de água às populações.

A apresentação da nova viatura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Jorge Mata Pires, que foi recebido pela direção e pelo comando da associação.

Durante a visita, o Comandante, Luís Nogueira, deu a conhecer as principais valências e funcionalidades do veículo, bem como as condições de conforto, segurança e operacionalidade.

Jorge Mata Pires destacou a importância do investimento nos meios de proteção e socorro. “O reforço dos meios ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Valpaços é um investimento na segurança de todos”, sublinhou, adiantando que esta nova viatura vem “aumentar a capacidade de resposta perante situações de emergência, melhorar as condições de operacionalidade dos nossos bombeiros e reforçar o apoio prestado à população”.

“Valorizar os nossos bombeiros é reconhecer o seu papel fundamental na proteção de pessoas e bens e na segurança do nosso concelho”, acrescentou o autarca.

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