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Bloco de Esquerda exige investimento “urgente” na UMinho para travar degradação das instalações em Braga

O Bloco de Esquerda (BE) exige ao Governo e à Reitoria da Universidade do Minho “respostas concretas” para resolver a degradação das instalações da instituição, com particular incidência no campus de Gualtar, em Braga.

O partido apela que se crie um “plano urgente de reabilitação das infraestruturas, financiamento público adequado e medidas que garantam residências universitárias dignas, seguras e economicamente acessíveis”.

“É igualmente fundamental assegurar a acessibilidade de todos os espaços e a transparência quanto às intervenções previstas e aos respetivos prazos”, acrescenta.

O BE lembra que mais de mil estudantes da UMinho denunciaram publicamente a degradação das instalações da instituição, nomeadamente infiltrações, tetos falsos deteriorados, humidade persistente, equipamentos em risco de queda, instalações sanitárias inoperacionais e falhas de acessibilidade, no campus de Braga.

“Uma realidade inaceitável numa instituição pública de ensino superior, que compromete a segurança, o bem-estar e as condições de aprendizagem da comunidade académica”, frisa o BE, que enviou ontem um conjunto de questões ao Governo, por intermédio do deputado Fabian Figueiredo.

Para o BE, a situação torna-se “ainda mais grave perante os aumentos das mensalidades das residências universitárias dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), que, em alguns casos, ultrapassaram os 60%”.

“É inaceitável exigir aos estudantes que paguem mais por alojamentos que não garantem condições dignas. Num contexto de crise habitacional e de dificuldades económicas crescentes, estes aumentos agravam as desigualdades e colocam mais obstáculos ao acesso e à permanência no ensino superior”, refere.

Para o Bloco de Esquerda, esta realidade “não pode ser dissociada do subfinanciamento crónico do ensino superior público, que tem contribuído para o adiamento de obras essenciais de conservação e reabilitação”.

“O Governo não pode continuar a ignorar os problemas estruturais das instituições, nem transferir para os estudantes os custos de uma falta de investimento que compromete os seus direitos (…) Os estudantes não podem continuar a pagar a fatura do subfinanciamento do ensino superior. Garantir condições dignas para estudar e viver não é um luxo: é uma responsabilidade pública e uma condição essencial para um ensino superior verdadeiramente inclusivo e acessível a todos”, conclui.

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Ainda faltam mais de duas semanas, mas Festival de Teatro de Viana do Castelo já tem espetáculos esgotados

O Festival de Teatro de Viana do Castelo, que decorre de 13 a 21 de novembro, já tem espetáculos esgotados e outros prestes a esgotar.

O certame realiza-se no Teatro Municipal Sá de Miranda, que vai acolher, este ano, dez espetáculos ao longo de nove dias, a par de um programa paralelo de formação e criação artística.

Entre as sessões que já esgotaram a totalidade dos bilhetes disponíveis, encontram-se as duas apresentações de “Entrelinhas”, de Tiago Rodrigues e Tonán Quito.

Perto da lotação completa, estão “Veneno”, encenado e interpretado por Albano Jerónimo, agendado para 16 de novembro, às 21:30, e “Ensaio Sobre a Lucidez”, encenação de José Carlos Garcia, pela Companhia de Teatro do Chapitô, no dia 17 de novembro, à mesma hora. Este último espetáculo pode também ser visto a 18 de novembro, às 11:00 e às 15:30.

Para a peça infanto-juvenil “Só Eu É Que Não tenho!”, dia 21 de novembro, também já restam poucos lugares. 

O Festival de Teatro de Viana do Castelo abre a 13 de novembro, às 21:30, com a estreia de “A Menina”, nova criação do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, no ano em que a companhia vianense assinala 35 anos de atividade contínua. A peça é encenada por Rita Lello, a partir da obra de August Strindberg. 

Os destaques da programação incluem ainda “Os Lusíadas”, com o ator António Fonseca, pela Companhia Nacional de Espectáculos; “Dolce Far Niente”, de Lucía Satta, coprodução da companhia Desattada e do Centro Dramático Galego em estreia em Portugal; “O Tamanho das Coisas”, da Terra Amarela, com direção de Marco Paiva; “O Despertar das Borboletas”, pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana; e “Esta Noite Improvisa-se com Bergman”, de Mónica Calle, espetáculo que encerra o Festival a 21 de novembro, às 19:00.

Além da programação artística, o Festival integra uma Oficina de Escrita, orientada por Alex Cassal, uma Aula Magistral de Interpretação com Albano Jerónimo e uma Residência Artística conduzida por Mónica Calle com a comunidade, que culminará no espetáculo de encerramento.

A acessibilidade mantém-se como uma das marcas distintivas do evento. Todas as récitas contam com legendagem em português e inglês, tradução simultânea para Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição. O reconhecimento de palco está disponível mediante inscrição prévia. As habituais conversas pós-espetáculo promovem o encontro entre artistas e espetadores.

Criado em 2017 pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Festival de Teatro de Viana do Castelo já acolheu mais de uma centena de produções nacionais e internacionais desde a sua origem, afirmando-se como um espaço de encontro entre criação artística, participação cidadã, inclusão e acesso à cultura.

Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda e através da plataforma BOL. O bilhete normal tem o valor de 10 euros, o bilhete social/grupo custa cinco euros e o passe geral, também de 10 euros, permite adquirir bilhetes para os espetáculos por 3 euros cada, mediante disponibilidade da sala.

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Empresa de Braga leva fibra ótica a mais de 3.000 casas no Parque Natural do Douro Internacional

As localidades de Mazouco, Lagoaça e Fornos, em Freixo de Espada à Cinta, situadas em território do Parque Natural do Douro Internacional, vão receber pela primeira vez a expansão da rede de fibra ótica, que deverá incluir até final de 2026 cerca de 3.300 casas no global, foi hoje divulgado.

“A operação deverá elevar para cerca de 3.300 o número de casas abrangidas no concelho até ao final de 2026, correspondendo a uma cobertura de 95%. A rede já se encontra disponível em Freixo de Espada à Cinta e Ligares”, pode ler-se numa nota publicada na página oficial da ‘dstelecom’, a empresa de Braga responsável por esta expansão.

Já o presidente executivo (CEO) da empresa, Ricardo Salgado, citado na mesma nota, disse acreditar que o acesso a infraestruturas digitais de qualidade não pode depender do local onde se vive ou trabalha”, defendendo que “o investimento “contribui para aproximar o interior das oportunidades proporcionadas pela economia digital”.

Segundo esta empresa com sede em Braga, “a expansão insere-se na estratégia de reforço das infraestruturas digitais no interior do país, procurando reduzir as desigualdades de acesso à conectividade e melhorar as condições para o desenvolvimento económico e social dos territórios de menor densidade populacional”.

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Investidor norte-americano assume presidência da SAD do Moreirense

O norte-americano Ryan Caswell é o novo presidente da SAD do Moreirense, substituindo o compatriota Tim Bezbatchenko, informaram hoje os minhotos, da I Liga portuguesa de futebol, em nota no site oficial.

Membro do conselho de administração do fundo Black Knight Football Club (BKFC), que detém a maioria do capital da SAD dos ‘cónegos’ desde junho de 2025 – a percentagem é de 66,67% -, Caswell esteve diretamente envolvido nos processos de aquisição e investimento dos clubes do grupo, no caso os ingleses do Bournemouth, os franceses do Lorient, os escoceses do Hibernian e os neozelandeses do Auckland FC.

“Ryan Caswell dará continuidade ao trabalho de desenvolvimento do projeto desportivo e institucional do clube, em estreita articulação com a sua estrutura diretiva e os restantes clubes do grupo. A sua intervenção estará ligada à estratégia global, à gestão financeira, ao desenvolvimento de infraestruturas e à promoção de sinergias entre as diferentes estruturas do BKFC”, refere o comunicado.

Ligado às áreas do investimento e das finanças corporativas há mais de 20 anos, o norte-americano é, desde maio de 2025, diretor executivo da Cannae Holdings, uma empresa de investimento com sede em Las Vegas, com ligação a Bill Foley, fundador do BKFC em 2022, tendo ainda trabalhado na Trasimene Capital, na BofA Securities e na Bear Stearns.

“A Moreirense Futebol Clube – Futebol, SAD deseja a Ryan Caswell os maiores sucessos no início deste novo ciclo, reafirmando a ambição de continuar a desenvolver um projeto sólido e sustentável, fiel à identidade do clube e às suas aspirações desportivas e institucionais”, completa a nota.

A direção executiva da SAD mantém-se a cargo de Pedro Magalhães, filho de Vítor Magalhães, o presidente do clube e da SAD até os sócios aprovarem a venda da maioria do capital ao BKFC na assembleia geral extraordinária de 31 de maio de 2025.

Na sequência dessa decisão, o fundo norte-americano investiu 10 ME em infraestruturas, que estão a ser expandidas, fruto da construção da academia e do projeto para um novo estádio, e 5,8 ME na equipa principal de futebol.

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Engenheiros de Barcelos ganham prémio de 7.500 euros por inovação na gestão dos resíduos têxteis

O projeto “Novelo”, desenvolvido pelos engenheiros Flávio Fernandes e Hélder Gonçalves, de Barcelos, foi o grande vencedor do concurso Hack4Guimarães 2035, conquistando também o desafio TextVitrus: Dar Destino aos Têxteis, lançado pela Vitrus Ambiente.

De acordo com a empresa municipal de Guimarães, o “Novelo” apresenta uma abordagem à gestão dos resíduos têxteis, contribuindo para a “reflexão sobre novas soluções para a economia circular e a valorização destes materiais”.

Engenheiros de Barcelos ganham prémio de 7.500 euros por inovação na gestão dos resíduos têxteis
Foto: Vitrus Ambiente

Os projetos vencedores de cada desafio receberam um prémio de 1.000 euros, tendo o projeto “Novelo”, enquanto vencedor do concurso geral, recebido ainda 7.500 euros adicionais.

Os dois jovens vencedores são ex-alunos da Universidade Politécnica de Viana do Castelo e, para além disso, têm em comum uma ligação ao ciclismo. Ambos cumpriram a formação desportiva na academia da Associação Cultural e Recreativa de Roriz, de Barcelos, sendo que Hélder Gonçalves chegou mesmo a ciclista profissional no pelotão nacional, carreira que abandonou aos 25 anos.

Engenheiros de Barcelos ganham prémio de 7.500 euros por inovação na gestão dos resíduos têxteis
Foto: Vitrus Ambiente

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu esta quarta-feira, no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, e do presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos.

A Vitrus Ambiente refere que se associou a esta iniciativa no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, reforçando o seu “compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a procura de soluções que promovam uma gestão mais eficiente dos resíduos”.

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Patinadora de Braga é medalha de bronze na Taça da Europa

A patinadora Melissa Sobral, de Braga, conquistou a medalha de bronze na Taça da Europa de patinagem artística, na variante de Solo Dance, escalão Juvenil, que decorreu entre 18 e 24 de outubro em Stade, na Alemanha.

A atleta, que representa a Casa do Povo de Areias – Academy, de Barcelos, terminou a prova empatada em pontos com a quarta classificada, tendo o desempate sido decidido a favor desta pela nota artística.

Também da CPAreias – Academy, Catarina Dias terminou no 5.º lugar.

As duas patinadoras registaram as melhores notas técnicas de toda a prova, segundo o clube, numa nota publicada nas redes sociais.

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Sindicato denuncia assédio laboral em lar de Viana do Castelo

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) anunciou hoje uma ação pública para quinta-feira para denunciar assédio laboral a 12 funcionárias do lar do Centro Paroquial e Social de Barroselas, em Viana do Castelo.

Contactada pela agência Lusa, a coordenadora da delegação de Viana do Castelo do CESP, Carmen Carvalho, afirmou que “as trabalhadoras do lar têm passado por algumas situações muito complicadas a nível de direitos laborais e de alguma pressão psicológica”.

“O nosso propósito amanhã [quinta-feira] é exatamente mostrar à população o que não está bem. A nova direção tomou posse há cerca de um ou dois meses e, em cerca de ano e meio, já caíram quatro direções. A nossa missão é mostrar à população o descontentamento e a frustração das trabalhadoras”, apontou Carmen Carvalho.

A ação pública está agendada para as 16:30 junto ao Centro Paroquial e Social – Casa São Pedro, em Barroselas.

O caso foi denunciado publicamente em setembro pelo ex-presidente do conselho fiscal do Centro Paroquial e Social de Barroselas Ricardo Barbosa que participou ao Ministério Público (MP) alegadas irregularidades no lar de idosos.

Ricardo Barbosa disse ter “fortes indícios de gestão danosa, assédio laboral, contratação fraudulenta, falta de funcionários, insuficiência de prestação de cuidados adequados aos idosos e violação consecutiva dos estatutos da instituição”, presidida pelo pároco da freguesia.

Segundo a coordenadora do CESP, os casos de “insuficiência de trabalhadores e falta de condições adequadas” ficaram patentes “em julho e agosto quando as trabalhadoras sofreram oito alterações da escala do horário”.

“Uma delas apanhou uma falta injustificada porque lhe alteraram o horário e ela estava de folga, não soube da alteração, não compareceu ao trabalho”, especificou.

O sindicato avançou com uma queixa junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que, em agosto, enviou o relatório das inspeções feitas na instituição.

“O relatório identifica medidas a tomar por parte da direção do lar, mas até hoje nada mudou”, destacou.

A coordenadora do CESP referiu que a taxa de absentismo entre as funcionárias é “muito grande” por estarem “constantemente de baixa”.

“Não aguentam a sobrecarga de trabalho. A instituição também não consegue contratar mais trabalhadores por ser um meio pequeno”, explicou.

Além do respeito pela legislação laboral e medidas que garantam condições de trabalho dignas, o sindicato reclama “cuidados seguros e de qualidade” para os idosos.

“A situação do lar é impensável e requer uma intervenção urgente. Sem trabalhadores suficientes não há condições para cuidar dos idosos com dignidade e segurança”, sustentou.

Carmen Carvalho adiantou que o sindicato reuniu-se com o Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo e foi informado de que continua a decorrer uma investigação.

“Ainda esta semana estiveram lá novamente”, contou.

O sindicato reuniu-se duas vezes com a direção, presidida pelo pároco da freguesia, mas sem resultados.

“O senhor padre não tem respostas”, observou.

Por se tratar de “uma instituição canónica o bispo de Viana do Castelo é o último árbitro na sua gestão”, atirou.

Em setembro, a Lusa contactou a Diocese de Viana do Castelo que disse ter ouvido, “em várias ocasiões, todas as partes envolvidas neste processo com vista à resolução da situação e ao restabelecimento do normal funcionamento da instituição”.

Sobre as denúncias apresentadas, a diocese referiu “respeitar a liberdade dos seus autores e a autonomia das instituições competentes, confiando que os procedimentos em curso contribuam para o cabal esclarecimento dos factos e para o apuramento da verdade”.

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Fernando Pimenta alerta para a importância de pedir ajuda psicológica “sem medo”

O canoísta olímpico Fernando Pimenta, de Ponte de Lima, alertou hoje para a importância de não ter medo de pedir ajuda para salvaguardar a saúde mental, seja no desporto, ou em outra profissão, principalmente nas que estão sujeitas a maior pressão.

“Ainda hoje estou frustrado e triste porque sei que tinha todas as condições para ter trazido o ouro [na final de K1 1.000 metros dos Jogos Olímpicos Paris2024] e por dois erros que cometi na regata, não trouxe. A minha mulher já não me podia ouvir e liguei à minha psicóloga, que me disse para me focar na próxima competição”, admitiu Fernando Pimenta.

O atleta falava do decorrer de uma conversa na quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança, e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que termina hoje em Viseu, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD).

E, perante uma plateia com dezenas de elementos de segurança – Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR) –, afirmou que, “quem está sujeito a uma grande pressão, principalmente em determinados momentos, deve procurar ajuda psicológica sem medo”.

“Quando tenho uma prova marcada ninguém me pergunta se estou bem, se estou doente ou se me morreu alguém. Estás bem, vais. Não estás bem, vais”, relatou.

O atleta olímpico deixou ainda o aviso da “necessidade de tempo de recolhimento sozinho, para ajudar no bem-estar mental”, seja antes ou depois da prova, ou em outros momentos que sejam necessários.

“Às vezes, temos de criar uma bolha e viver nela durante determinado tempo, como por exemplo durante uma competição, para não nos deixarmos afetar por algo que aconteça na nossa família, por exemplo”, indicou.

Questionado sobre o fim da carreira na alta competição, Fernando Pimenta admitiu que já pensou nisso, mas “ainda nada está definido, porque se tivesse parado em Paris, como muita gente sugeriu, não teria conquistado os títulos mundiais” que se seguiram.

Ainda assim, deixou claro que, depois de deixar a alta competição, “gostaria de contribuir de uma forma muito direta no desenvolvimento do desporto no país”, não só na canoagem, mas “no desporto no geral”.

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SC Braga vai “dar uma grande resposta” frente ao Famalicão

O treinador Franclim Carvalho recusou hoje estar preocupado com o momento do SC Braga, mas quer uma resposta na receção ao Famalicão, na quinta-feira, nos quartos de final da Taça da Liga de futebol.

No domingo, o SC Braga voltou a perder, diante do Nacional (1-0), na nona jornada da I Liga, registando a terceira derrota seguida no campeonato, isto após o triunfo ‘europeu’ diante dos belgas do Gent (2-0), na quinta-feira passada, na segunda jornada da Liga Conferência, que marcou a estreia do técnico à frente dos minhotos.

Franclim Carvalho assumiu a “desilusão” após o jogo na Madeira e alertou diversas vezes na conferência de imprensa de antevisão da receção aos famalicenses para a “responsabilidade” que significa vestir a “camisola do SC Braga”.

https://www.youtube.com/watch?v=riVRHU2X6jA

“Disse aos jogadores que fomos bafejados pela sorte porque, três dias depois, temos um jogo e é o momento ideal para dar uma resposta. É uma competição e um adversário diferentes, um jogo em casa. Precisamos dos adeptos, que sabemos que estão desiludidos, num jogo a eliminar, naquele que é o segundo objetivo da época depois de termos entrado na fase de liga da Liga Conferência. Queremos estar na decisão da competição”, disse.

Questionado sobre se, além de insatisfeito e desiludido, está também preocupado com o rendimento da equipa, considerou que a equipa não pode “ficar em bicos de pés depois de um bom jogo”, como aconteceu com os belgas, e “entrar em depressão após uma prestação abaixo do que é exigido”, como sucedeu na Madeira.

“Sabemos que estivemos muito abaixo da nossa capacidade e do que esta camisola exige. Não estou preocupado, mas ciente do muito trabalho que temos pela frente. Vamos dar uma grande resposta amanhã [quinta-feira]”, frisou.

Franclim Carvalho centrou todas as atenções para o jogo com o Famalicão e para a presença na ‘final four’, notando que, em três jogos na Taça da Liga, o SC Braga pode ganhar um troféu: “Estamos com fome e queremos que o jogo chegue rápido”.

O treinador rejeitou ainda ‘fantasmas’ do passado, mas frisou que “o ser humano é de hábitos”.

“Temos que compreender isso. A equipa não pode ser a minha cara com seis treinos e ao terceiro jogo. Todas as pessoas têm as suas ideias. Disse-lhes que faziam muitas coisas bem e não vamos cortar com tudo do passado, mas queremos dar o nosso cunho”, afirmou.

Franclim Carvalho desvalorizou as declarações de Victor Gómez no final da partida com os insulares, considerando que “falta vontade de ganhar jogos”.

“Este é um momento duro para quem está lá dentro, porque nós também sofremos. No fim de um jogo como aquele, é normal que se digam coisas muito a quente. Mas, é um pensamento comum a todos. Se cada um der mais um pouco, estaremos mais perto de ganhar”, comentou.

SC Braga e Famalicão defrontam-se a partir das 18:45 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, num jogo que será arbitrado por João Gonçalves, da Associação de Futebol do Porto.

O vencedor irá defrontar nas meias-finais o Sporting, que na terça-feira eliminou o Marítimo (2-1).

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Ricardo Silva quer “escrever a história” do Famalicão na Taça da Liga

O treinador interino do Famalicão, Ricardo Silva, assumiu hoje a ambição de “escrever a história” do clube na Taça da Liga de futebol, na antevisão da visita ao SC Braga, dos quartos de final.

“Podemos abrir caminho a poder disputar um título. Esse seria o sonho. Por isso, queremos muito continuar em frente nesta prova”, afirmou o técnico, em conferência de imprensa.

Ricardo Silva apontou o apuramento para a final a quatro como uma oportunidade para o conjunto famalicense se aproximar da conquista de “algo ímpar”, mas antecipou “um jogo muito difícil” diante dos bracarenses.

“É um clube dito grande, quase. Pelo menos assim eles se intitulam. E tem obrigações”, observou, considerando que o adversário procurará “dar uma resposta forte” ao último encontro (derrota por 1-0 no reduto do Nacional, para a I Liga).

Ainda assim, o treinador mostrou-se confiante na capacidade da sua equipa para discutir a eliminatória, perspetivando um jogo com os dois conjuntos empenhados em seguir em frente na competição.

Depois da vitória por 4-0 na visita ao Rio Ave, para a nona jornada da I Liga, Ricardo Silva confirmou que fará alterações na equipa inicial, mas garantiu que o Famalicão entrará em campo “com 11 titulares”.

“Qualquer jogador que eu tivesse escolhido para iniciar a partida era um titular”, afirmou, referindo-se ao encontro de Vila do Conde e explicando que o trabalho desenvolvido pelo grupo lhe dá tranquilidade para mudar o ‘onze’.

O técnico rejeitou também que o momento do adversário represente, por si só, uma vantagem para os famalicenses.

“Quando a bola rola, é o que os jogadores têm na cabeça e isso é que faz a diferença”, sustentou.

A indefinição sobre o comando técnico do Famalicão foi outro dos temas da conferência, com Ricardo Silva a reiterar que não tem uma decisão tomada sobre a vontade de assumir definitivamente o cargo, após a saída de Carlos Carvalhal, anunciada pelo clube em 19 de outubro.

“Eu sei que faz parte das minhas funções conduzir a equipa até que a direção tome uma decisão. Seja ela qual for”, afirmou.

O treinador garantiu que ficará satisfeito se os responsáveis contratarem outro técnico e regressar às funções anteriores, admitindo sentir igualmente felicidade pelo reconhecimento caso seja escolhido para continuar.

“Se eles disserem que o nosso conforto és tu, então aí eu tenho que pensar a sério nas coisas e tentar perceber se eu serei ou não a pessoa certa para eles”, explicou.

O Famalicão visita o SC Braga na quinta-feira, às 18:45, no Estádio Municipal de Braga, nos quartos de final da Taça da Liga. As duas equipas voltam a encontrar-se no mesmo recinto no domingo, para a 10.ª jornada da I Liga.

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Luís Pinto quer Gil Vicente “ao melhor nível” para contrariar Benfica

O treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, considerou hoje que a equipa terá de se apresentar “ao melhor nível” para contrariar a solidez e qualidade ofensiva do Benfica nos quartos de final da Taça da Liga de futebol.

“Esperamos um Benfica extremamente sólido, como tem sido ao longo da época, e com uma qualidade ofensiva muito grande. Vai exigir o nosso melhor nível para competirmos e termos capacidade de passar esta eliminatória”, afirmou o técnico.

Na antevisão da deslocação ao Estádio da Luz, agendada para quinta-feira, Luís Pinto destacou a profundidade do plantel ‘encarnado’, considerando que as alterações promovidas entre jogos não comprometem a competitividade do adversário.

“As soluções que têm permitem-lhes ser uma equipa muito competente e competitiva em todos os jogos”, observou, garantindo que os barcelenses encaram a eliminatória com a ambição de “seguir em frente” para a ‘final four’.

“Vamos com a máxima ambição possível. Queremos chegar ao Estádio da Luz e ultrapassar esta eliminatória e permanecer nesta competição”, assegurou, admitindo promover alterações na equipa devido à acumulação de jogos.

Contudo, rejeitou qualquer intenção de poupar jogadores por considerar a Taça da Liga menos importante do que o campeonato: “Haverá algumas alterações, mas a equipa que iremos apresentar será uma que nos dá, pelo menos do ponto de vista teórico, as garantias de conseguirmos competir no Estádio da Luz pela eliminatória”.

Vencedor da última edição da Taça da Liga ao serviço do Vitória SC, Luís Pinto reconheceu que a competição lhe desperta boas recordações, mas salientou que pretende construir novas memórias ao serviço do Gil Vicente.

“Acreditamos sempre que podemos fazer coisas que possam ficar marcadas nas nossas vidas. Temos de ter humildade para ser muito competentes e perceber que vamos ter um jogo de uma exigência enorme”, sublinhou.

O técnico contestou, ainda, o atual formato da Taça da Liga, defendendo o regresso a um modelo mais abrangente, que permita aos clubes disputar mais encontros e preparar melhor o início do campeonato.

“Acho que esta competição devia ser jogada por todos os clubes. Não devia ser tão restrita”, afirmou, referindo-se ao facto de Taça da Liga ser disputada pelos seis primeiros classificados da edição anterior da I Liga e os dois primeiros da II Liga.

Questionado sobre as recentes críticas do Benfica à arbitragem, Luís Pinto evitou alimentar polémicas e manifestou confiança na atuação da equipa de arbitragem.

“Quero crer na competência, na boa vontade e na seriedade de toda a gente. Queremos que a balança esteja equilibrada, mas isso queremos em todos os jogos”, frisou.

Depois da derrota frente ao FC Porto, para o campeonato, o treinador destacou a importância de retirar ensinamentos dos encontros com adversários de maior dimensão, sobretudo para um plantel com vários jogadores pouco habituados a este nível de exigência.

“Não ficámos contentes com o resultado, mas também não ficámos melindrados no nosso processo e na nossa crença de que aquilo que estamos a fazer está a ser bem feito”, concluiu.

O Gil Vicente visita o Benfica na quinta-feira, às 20:45, no Estádio da Luz, em Lisboa, num encontro dos quartos de final da Taça da Liga, dirigido pelo árbitro José Bessa, da Associação de Futebol do Porto.

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Nomes maiores do hip-hop português juntam-se em Guimarães “depois da ceia” de Natal

O Multiusos de Guimarães vai juntar em palco, no evento “A Primeira Depois da Ceia”, no dia 26 de dezembro, alguns dos nomes maiores do hip-hop português.

Pela primeira vez, Bezegol & Rude Bwoy Banda, Mundo Segundo & Sam The Kid, Regula e Força Suprema vão estar juntos num mesmo evento.

A abertura de portas está marcada para as 19:00 e será o pontapé de saída para cinco horas de programação.

A apresentação oficial do projeto à comunicação social aconteceu ontem, no Espaço Guimarães, com as presenças de Mundo Segundo e Bezegol.

A noite vai começar no foyer, passa pelo palco principal e prolonga-se com uma after party. “A Primeira Depois da Ceia” , contudo, não pretende ficar apenas pela música, quer ser uma imersão total no universo da cultura urbana com propostas de gaming, b-boys, dança, arte urbana, tatuagens e barber culture. Na apresentação, Mundo Segundo caracterizou o evento vimaranense como “fora da caixa”. O artista destacou a possibilidade de se juntarem, na mesma data e no mesmo local, quatro projetos consolidados no cenário musical nacional. O espetáculo promete ser uma retrospetiva do que se tem feito ao nível do hip-hop em Portugal nas últimas décadas. Na opinião de Bezegol, todos os artistas “vão fazer uma viagem cronológica pela sua história”.

Mundo Segundo & Sam The Kid duas histórias musicais que se cruzam em Guimarães

Segundo a organização, estão praticamente garantidos alguns duetos inéditos entre estes artistas que, embora já se tenham cruzado em festivais e outros espetáculos, será a primeira vez que integram um cartaz juntos. Gaia e Chelas, Norte e Sul, Mundo Segundo & Sam The Kid. Duas geografias diferentes, dois percursos singulares e uma ligação construída ao longo de décadas em torno da mesma cultura. A relação entre Sam The Kid e Mundo Segundo foi crescendo entre rimas, batidas, colaborações e palcos partilhados. Essa cumplicidade ganhou uma nova dimensão com o projeto conjunto que têm vindo a construir, do qual já são conhecidos temas como “Tu Não Sabes”, “Brasa”, “Gaia e Chelas” e “Deixar de Ser”, com New Max. De Gaia a Chelas, o percurso converge, agora, em Guimarães, num encontro entre duas das identidades mais reconhecidas do hip-hop feito em Portugal.

A diversidade sonora do cartaz completa-se com Bezegol & Rude Bwoy Banda. Entre o reggae e a música urbana, Bezegol construiu um percurso marcado pela palavra e pela observação social. “Maria”, com Rui Veloso, é um dos seus temas mais reconhecidos. Em Guimarães, apresenta-se acompanhado pela Rude Bwoy Banda.

Regula, também conhecido como Gula ou Don Gula, é uma das figuras mais marcantes do rap português. Desde os primeiros tempos dedicados à improvisação, destacou-se pela vontade de se expressar, evoluir e aperfeiçoar a sua arte. Essa energia e determinação tornaram-se uma marca da sua identidade artística, contribuindo para a construção de um estilo próprio e de uma presença incontornável no Hip-Hop nacional. Com uma sonoridade distinta e uma autenticidade que conquistou diferentes gerações, especialmente os mais jovens, Regula deixou a sua marca na música e na cultura urbana portuguesa. O seu percurso é um reflexo de talento, dedicação e perseverança, num legado cuja influência continua a fazer-se sentir no panorama musical português

Os Força Suprema levam ao Multiusos de Guimarães mais de duas décadas de um percurso construído entre Angola e Portugal. Com raízes em Luanda e na periferia de Lisboa, o coletivo cruza diferentes sonoridades, do hip-hop clássico ao trap e ao drill, e chega a Guimarães depois do lançamento de “Baseado em Factos Reais”.

Do foyer ao palco

Concertos, Gaming, B-Boys, Dança Urbana, Arte, Tattoo Art e Barber Culture completam esta experiência, que conta com um conjunto de ativações que marcam o ritmo de uma noite pensada para ser vivida muito além do palco.

Mais do que uma sequência de concertos, “A Primeira Depois da Ceia” cruza música, criatividade e cultura de rua numa “experiência verdadeiramente imersiva”. A experiência começa logo à entrada. O foyer do Multiusos de Guimarães será ocupado por diferentes expressões da cultura urbana e underground. O Palco RAP – um espaço paralelo ao palco principal – dará destaque a cantores e rappers emergentes, criando uma montra para novos talentos em paralelo com as atuações dos nomes consagrados no palco principal. Depois dos concertos, a programação continua com uma after party com DJ Set e animação.

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Braga: Chega defende “solução definitiva” para posto da GNR e programa de apoio a artistas

O vereador do Chega na Câmara de Braga, Filipe Aguiar, apresentou, esta semana, ao executivo municipal os contributos do partido para o Plano e Orçamento Municipal de 2027, através de um documento estruturado em “cinco grandes áreas” consideradas “fundamentais para o futuro do concelho”: Urbanismo, Educação, Cultura, Saúde e Segurança.

Em comunicado, o partido salienta que as propostas agora apresentadas integram o programa eleitoral com que se apresentou nas eleições autárquicas de 2025.

“Estas propostas não nasceram agora. Fazem parte do compromisso que assumimos com os bracarenses nas eleições autárquicas de 2025. Entendemos que um programa eleitoral não deve ficar fechado numa gaveta depois das eleições; deve servir de orientação ao longo de todo o mandato. É por isso que, em cada Orçamento Municipal, procuramos apresentar medidas concretas que permitam implementar, de forma gradual e responsável, aquilo que defendemos para Braga”, afirma Filipe Aguiar.

“Enquanto outros se limitam a reagir aos acontecimentos ou apresentam propostas avulsas, o Chega trabalha com uma estratégia para o concelho. Estas cinco áreas representam prioridades para melhorar a qualidade de vida dos bracarenses e preparar Braga para o futuro, sempre com rigor na gestão dos recursos públicos e proximidade às necessidades reais da população”, acrescenta o vereador.

Na área do Urbanismo, o Chega propõe a criação da Plataforma Municipal de Cadastro Inteligente de Braga, “um instrumento inovador que permitirá conhecer melhor o território, apoiar o planeamento urbano, melhorar a gestão do património municipal e reforçar a transparência através da disponibilização gradual de informação geográfica de interesse público”.

Na Educação, o partido defende a concretização da recomendação já aprovada por unanimidade em reunião de Câmara, assumindo plenamente a Ludoteca da Estufa como equipamento municipal de educação não formal e inovação social, garantindo a sua requalificação, programação permanente e valorização enquanto espaço de aprendizagem, criatividade e convívio entre gerações.

Na Cultura, o Chega propõe a criação do programa “Orgulho Bracarense”, destinado a apoiar artistas, artesãos e grupos culturais ligados à identidade de Braga e do Minho, promovendo a transmissão de saberes, a renovação das tradições e a valorização da criação artística local.

Na área da Saúde, o partido apresenta uma solução para dotar o rastreio do cancro da mama de instalações fixas e dignas, assegurando melhores condições de privacidade, conforto e atendimento às utentes, bem como melhores condições de trabalho para os profissionais envolvidos.

Já na Segurança, o Chega reafirma uma prioridade que tem vindo a defender desde o início do mandato: “Encontrar uma solução definitiva para as instalações da Guarda Nacional Republicana em Braga, onde parte dos militares continua, há mais de uma década, a trabalhar em estruturas provisórias. O partido considera que a dignidade das forças de segurança é também uma questão de respeito pelos cidadãos e de qualidade do serviço público”.

Para Filipe Aguiar, estas propostas refletem uma forma diferente de encarar a governação municipal: “Braga precisa de olhar para o futuro com ambição, mas também com planeamento, rigor e prioridades bem definidas. Apresentámos propostas concretas, exequíveis e pensadas para melhorar a vida dos bracarenses, reforçando áreas essenciais como a educação, a cultura, a saúde, a segurança e o conhecimento do território”.

O vereador acrescenta que o Chega pretende afirmar-se como uma força política de propostas e de soluções: “Enquanto outros apresentam medidas pontuais, o Chega apresenta uma visão estratégica para o concelho. Queremos uma Braga mais organizada, mais transparente, mais segura, que valorize a sua identidade e que coloque os recursos municipais ao serviço das pessoas”.

O CHEGA considera que estas cinco áreas constituem prioridades estratégicas para o desenvolvimento equilibrado de Braga e manifesta “disponibilidade para colaborar na concretização das medidas que venham a ser acolhidas pelo executivo municipal”.

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Braga: PS propõe 200 casas por ano e seis linhas noturnas de autocarros

O Partido Socialista (PS) de Braga apresentou oito propostas para o Orçamento Municipal de 2027, com medidas nas áreas da habitação, mobilidade, saúde, apoio aos idosos, creches e requalificação das escolas. Entre as principais sugestões estão a construção de até 200 habitações acessíveis por ano, a criação de seis linhas de transporte público noturno e o reforço das ligações de autocarro às freguesias periféricas.

No âmbito da habitação, os socialistas defendem a criação de um programa municipal de construção modular em terrenos do Município e das freguesias, com o objetivo de disponibilizar entre 150 e 200 casas por ano. Pelo menos 30% das habitações seriam reservadas a jovens até aos 35 anos.

O partido propõe também a criação de um Gabinete Municipal de Apoio ao Cooperativismo Habitacional, com cedência de terrenos municipais e apoio técnico e jurídico à constituição de cooperativas. A meta passa por criar pelo menos cinco cooperativas habitacionais e desenvolver 300 novas habitações.

Na área da mobilidade, o PS sugere a criação de oito novas ligações dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) às freguesias periféricas, com frequências máximas de 30 minutos. Defende ainda a implementação de uma coroa tarifária única para todo o concelho, eliminando as diferenças de preço entre o centro e a periferia.

Outra das medidas passa pela criação de pelo menos seis linhas de transporte público noturno, com funcionamento até às 04:00, para assegurar ligações entre polos universitários, hospitalares e zonas industriais.

Centros de convívio para idosos e saúde de proximidade

O combate ao isolamento dos idosos é outra das prioridades identificadas pelos socialistas. A proposta prevê a criação de centros de convívio sénior, em parceria com as juntas de freguesia, de forma a assegurar a cobertura de todo o concelho.

Os espaços deverão disponibilizar atividades regulares nas áreas da saúde, atividade física, formação digital e cultura, com o objetivo de abranger mais de 10 mil idosos.

O PS propõe igualmente a criação de uma Unidade Móvel Municipal de Saúde, através de uma frota de carrinhas que percorram regularmente as freguesias, com especial atenção às zonas mais envelhecidas.

A medida integra ainda a garantia de refeições diárias e acesso a banhos para pessoas em situação de maior vulnerabilidade, através de parcerias com entidades locais.

Mais creches e escolas requalificadas

O PS propõe também o reforço da resposta à primeira infância, defendendo a realização de um diagnóstico municipal sobre a oferta e a procura de vagas em creches, com identificação das necessidades de cada freguesia para os próximos cinco anos.

Entre as medidas sugeridas estão a criação de um fundo municipal de apoio ao investimento em creches, a disponibilização de terrenos e edifícios municipais para novos equipamentos e a criação de incentivos ao investimento privado e cooperativo.

Na educação, os socialistas propõem o programa “Escolas com Futuro”, destinado à requalificação e modernização das escolas básicas e jardins de infância da rede pública.

A iniciativa prevê um levantamento técnico do estado de conservação dos edifícios, a identificação das intervenções prioritárias e a respetiva estimativa financeira. As obras deverão abranger, entre outras áreas, coberturas, infiltrações, sistemas de aquecimento e climatização, acessibilidades e espaços exteriores.

O programa contempla ainda a publicação de um relatório anual de monitorização das intervenções.

“Estas oito propostas não esgotam o programa do PS para Braga. Esgotam, isso
sim, o conjunto de medidas que, à data em que escrevemos, consideramos fundamentais
para o Orçamento Municipal de 2027 – pela urgência a que respondem, pela viabilidade
financeira que apresentam, pela escala municipal em que se inscrevem”, defendem os vereadores Pedro Sousa e Martinha Rocha.

“Não as apresentamos para marcar território. Apresentamo-las para melhorar Braga. E para
que ninguém, em consciência, as possa rejeitar sem explicar, perante os Bracarenses, por
que razão as rejeita. O PS mantém-se, como sempre se manteve, disponível para o diálogo, para a
negociação, para a construção de pontes com todas as forças políticas representadas no
Executivo e na Assembleia Municipal. Espera, em contrapartida, que a disponibilidade seja
recíproca. E que esta cidade, que a todos nos excede, continue a ser maior do que as nossas
diferenças”, concluem os socialistas.

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Braga: Movimento independente pede reforço da habitação pública, avaliação das ciclovias e ‘tram-train’

O movimento independente Amar e Servir Braga propõe que o Orçamento e Plano de Atividades do Município para 2027 assegure meios para promover habitação pública, iniciar o processo da rede ‘tram-train’ como forma de incrementar a mobilidade coletiva e avaliar e corrigir a rede ciclável. Os contributos incluem também ruas escolares, manutenção do espaço público, reforço das respostas de creche e investimento na cultura.

“Queremos que o orçamento responda às dificuldades que as pessoas sentem: encontrar casa, deslocar-se, levar os filhos à escola e utilizar o espaço público com segurança. Apresentamos propostas concretas e queremos que cada compromisso tenha responsáveis, financiamento e calendário”, afirma Ricardo Silva, citado em comunicado.

Na habitação, o movimento defende que a BragaHabit disponha de terrenos, financiamento plurianual e capacidade técnica para promover a construção de habitação pública, através de um programa com operações e metas verificáveis.

Na mobilidade, o Amar e Servir Braga propõe iniciar formalmente o processo da rede ‘tram-train’, com financiamento para estudos, articulação com o Governo e os municípios envolvidos, avaliação dos custos e definição de uma primeira fase de investimento.

Os contributos incluem três projetos-piloto de ruas escolares, um dos quais na Rua Beato Miguel de Carvalho, junto à EB de São Victor e à Escola Secundária Carlos Amarante, e a preparação de um sistema de bicicletas públicas elétricas, com docas e integração nos TUB.

Nas restantes áreas, o Amar e Servir Braga defende manutenção permanente do espaço público, com meios e responsabilidades definidos, mais respostas de creche e conservação continuada de Sete Fontes e dos espaços verdes do Picoto, Ponte e Camélias. Nestes contributos, preveem-se melhores respostas de apoio social, sobretudo à infância e à terceira idade.

Para Ricardo Silva, a resposta municipal deve permitir acompanhar o percurso de cada proposta: “Os Bracarenses devem poder saber o que foi acolhido, que meios foram atribuídos e o que foi concretizado, porque quem concretiza não deve ter medo da transparência, pelo que é fulcral que os bracarenses possam acompanhar as métricas objetivas e não se deixem guiar somente por anúncios do que se pretende fazer. É esse acompanhamento que faremos ao longo de 2027″.

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Décima jornada com dois dérbis do Minho

O campeão e líder FC Porto recebe o lanterna-vermelha Estoril Praia no sábado à procura da 10.ª vitória na I Liga de futebol, enquanto o Benfica é anfitrião do Alverca e Sporting visita o Casa Pia sob contestação. A 10.ª jornada da I Liga conta ainda com dois dérbis minhotos: SC Braga-Famalicão e Gil Vicente-Vitória SC.

A atravessar o melhor arranque de sempre no campeonato em mais de 86 anos, o FC Porto mede forças com o Estoril Praia, único clube sem triunfos esta temporada na prova, num embate entre os extremos da classificação.

Na jornada anterior, uma vitória no terreno do Gil Vicente (1-0) permitiu à equipa treinada pelo italiano Francesco Farioli superar os oito triunfos somados no início da I Liga em 2007/08, então com Jesualdo Ferreira, e continuar a aproximar-se do recorde do clube ‘azul e branco’, que é de 13 e vem de 1939/40, quando o luso-húngaro Mihály Siska liderava os ‘dragões’.

Ao contrário da Liga dos Campeões, na qual começou com três derrotas em igual número de partidas – as duas mais recentes a antecederem o duelo em Barcelos -, o FC Porto lidera a I Liga, com um pleno de 27 pontos.

Já o Estoril Praia, 18.º e último classificado, tem apenas dois pontos e é orientado interinamente por Sérgio Raimundo, promovido da equipa de sub-23 ‘canarinha’ depois da saída de Vasco Matos há duas semanas.

O FC Porto é perseguido pelo Benfica, segundo, com 22 pontos, sendo que as ‘águias’ vêm de quatro triunfos nas diversas provas, incluindo dois para o campeonato, e receberão na segunda-feira o Alverca, oitavo, com 11, numa ronda subsequente aos jogos dos quartos de final da Taça da Liga.

Dois dias depois de terem perdido pela segunda vez consecutiva, o Sporting, com uma equipa alternativa, afastou o Marítimo (2-1), na terça-feira, e tornou-se no primeiro qualificado para a ‘final four’ da Taça da Liga, suavizando a sua pior fase da temporada, em que está a nove pontos da liderança da I Liga e com muitas críticas ao treinador Rui Borges.

O Sporting vai entrar em ação na abertura da 10.ª ronda, ao enfrentar em Rio Maior na sexta-feira o Casa Pia, 16.º, com sete pontos, numa altura em que é terceiro e acumula os mesmos 18 do Santa Clara, quarto e opositor do Marítimo no domingo, num duelo insular.

Os ‘grandes’ competem antes de mais uma jornada europeia, a exemplo do SC Braga, nono, com 11 pontos, que recebe o Famalicão, 11.º, com 10, numa reedição do encontro de quinta-feira na Taça da Liga, provavelmente ainda com Ricardo Silva no comando interino famalicense.

Em estreia estará João Henriques, o terceiro técnico efetivo esta época do Nacional, que é 15.º, com sete pontos, e visita o Arouca, quinto, com 17.

Anfitrião do Rio Ave, posicionado em zona de descida e no 17.º e penúltimo lugar, com sete pontos, o Académico de Viseu, sexto, com 17, tenta aumentar para seis um histórico ciclo de vitórias seguidas no campeonato.

A 10.ª jornada encerra com dois desafios em simultâneo na segunda-feira, o Benfica-Alverca e o duelo minhoto entre Gil Vicente e Vitória SC, que falhou o acesso à Taça da Liga, apesar de ter vencido o troféu em 2025/26.

Programa da 10.ª jornada:

– Sexta-feira, 30 out:

Casa Pia – Sporting, 20:15

– Sábado, 31 out:

Moreirense – Estrela da Amadora, 15:30

FC Porto – Estoril Praia, 20:30

– Domingo, 01 nov:

Arouca – Nacional, 15:30

Marítimo – Santa Clara, 18:00

Académico de Viseu – Rio Ave, 18:00

SC Braga – Famalicão, 20:30

– Segunda-feira, 02 nov:

Benfica – Alverca, 20:15

Gil Vicente – Vitória dSC, 20:15

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Praga de pulgas ataca escola de Famalicão

Uma praga de pulgas está a atingir a Escola Básica de Ribeirão, em Famalicão.

Segundo a rádio Cidade Hoje, a situação levou ao encerramento temporário de novos espaços, depois da situação na biblioteca, onde o problema foi inicialmente detetado, ter sido resolvida.

De acordo com a mesma fonte, foram detetados novos casos em salas de aula e na sala de professores, que foram encerrados temporariamente para desinfestação.

A direção da escola, citada pela Cidade Hoje, também confirmou que um número reduzido de alunos e professores foi picado pelas pulgas. Estão a receber acompanhamento, em articulação com as orientações das autoridades de saúde, que estão a monitorizar os casos.

O encerramento da escola nunca esteve em causa e a direção quer tranquilizar os pais, garantindo que tudo está a ser feito para eliminar a infestação o mais rapidamente possível.

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Esposende compra coleção completa do jornal O Cávado por 15 mil euros

A Câmara de Esposende decidiu comprar, por 15 mil euros, a coleção completa do extinto jornal O Cávado, publicada entre 1917 e 1995, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o município refere que a coleção é constituída por 27 volumes encadernados e passará a integrar o património documental da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura.

O Cávado foi fundado em Esposende, em 1917, por João Amândio, que assumiu as funções de diretor, proprietário e editor.

O jornal acompanhou a vida política, social, económica e cultural do concelho e da região ao longo de grande parte do século XX.

Após a morte do fundador, em novembro de 1948, a direção e a edição do jornal tiveram continuidade no seio da família, tendo a publicação, entretanto, alargado a sua abrangência regional também a Barcelos e Braga.

Segundo o município, a aquisição do jornal era uma “antiga aspiração” de investigadores e leitores.

Desta forma, a Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura disporá da coleção integral de O Cávado, à semelhança do que já acontece com outros títulos da imprensa local, como O Esposendense e O Povo Esposendense.

“Com esta aquisição, o município de Esposende reforça a sua missão de preservar e valorizar o património documental concelhio, promovendo a conservação e o acesso público a um importante testemunho da história local”, lê-se no comunicado.

A coleção será disponibilizada para consulta em suporte físico, na Biblioteca Municipal, e em formato digital, através da plataforma AquaLibri – Biblioteca Digital do Cávado.

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Caminha promove inclusão de crianças através das artes

A Câmara de Caminha vai implementar um projeto educativo que utiliza as artes para promover a inclusão social, a criatividade e o respeito pela diversidade entre os mais jovens, revelou hoje a autarquia.

O projeto-piloto vai abranger duas turmas do 1.º ano do ensino básico, uma no Vale do Âncora e outra no Vale do Coura, adiantou, em comunicado, o município.

“Caso os resultados sejam positivos e os objetivos definidos sejam alcançados”, está previsto “alargar gradualmente o programa a mais turmas e escolas do concelho já no próximo ano letivo”, indicou a Câmara.

A iniciativa resulta de uma parceria com a Associação Yehudi Menuhin Portugal e da implementação do Programa MUS-E, que a autarquia diz ser “uma referência nacional e internacional na promoção da inclusão social, do respeito pela diversidade e da não discriminação através das diferentes expressões artísticas”.

“Criado sob a chancela de Yehudi Menuhin, o Programa MUS-E utiliza diferentes linguagens artísticas, como a música, as artes plásticas, o teatro e a expressão corporal, em contexto escolar, com o objetivo de desenvolver competências criativas, expressivas, relacionais e comunicativas nas crianças”, descreve a Câmara.

Através da arte, o projeto “promove a inclusão social e educativa, contribuindo para a prevenção de situações de discriminação, exclusão e violência, bem como para o reforço do diálogo intercultural, da igualdade de oportunidades e do respeito pelos direitos humanos”, acrescenta.

O município espera ainda reforçar a articulação com o Agrupamento de Escolas, os artistas e a comunidade local, a par de estimular a participação das famílias em atividades culturais.

Por outro lado, pretende “valorizar o património cultural e a identidade do território e contribuir para uma política municipal integrada nas áreas da educação, cultura e inclusão”.

As sessões têm uma duração semanal de 45 minutos por turma, estando previstas também ações de formação destinadas aos docentes e oficinas abertas à participação das famílias e da comunidade local.

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Paredes de Coura investe 757 mil euros no abastecimento de água a zona industrial

A Câmara de Paredes de Coura vai investir mais de 757 mil euros na reformulação do abastecimento de água à zona industrial de Formariz, revelou o presidente Tiago Cunha.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da abertura do concurso publico da empreitada, o autarca socialista, Tiago Cunha, explicou que o investimento pretende “reforçar a capacidade de desenvolvimento económico do concelho”.

“Atualmente, a rede de abastecimento existente tem-se revelado insuficiente para responder de forma adequada às necessidades da zona industrial”, frisou o presidente da Câmara de Paredes de Coura, no distrito de Viana do Castelo.

O projeto de reformulação do abastecimento de água “prevê a construção de um novo reservatório num ponto elevado adjacente à zona industrial, duas condutas adutoras e um troço de conduta distribuidora, reforçando as condições de abastecimento e pressão da rede de combate a incêndios”.

Tiago Cunha sublinhou que, com esta intervenção, será reforçada “a capacidade de toda a rede de abastecimento doméstico da freguesia que fica mais fiável, melhoram-se as condições de segurança das empresas instaladas e criam-se melhores condições para a futura instalação de novos investimentos”.

O anúncio do concurso público, publicado na terça-feira em Diário da República (DR), tem um preço base 757.000 euros, mais IVA, e um prazo de execução de 540 dias.

O prazo para apresentação de propostas termina às 16:00 do dia 26 de novembro, sendo que os concorrentes são obrigados a manter as respetivas propostas durante 120 dias a contar do fim daquela data.

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