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PT vê risco de “efeito Guaidó” com Flávio Bolsonaro nos EUA

O Partido dos Trabalhadores está receoso quanto ao tratamento político que Flávio Bolsonaro (PL) receberá nos Estados Unidos após sua chegada ao país. A avaliação interna do partido é de que a presença do senador em solo americano pode ampliar a pressão internacional sobre o Brasil.

“Eles avaliam que estão muito receosos de qual será o tratamento político dado ao Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos”, afirmou o analista de Política Pedro Venceslau, durante o CNN 360º desta quarta-feira (28).

Um dos cenários monitorados pelo PT envolve uma possível equiparação ao tratamento dado ao opositor venezuelano Juan Guaidó.

Guaidó deixou a Venezuela após um processo eleitoral conturbado em 2018, foi para os Estados Unidos e chegou a ser reconhecido como presidente legítimo do país, contextando a vitória de Nicolás Maduro e obtendo também o reconhecimento de diversas outras nações.

“Claro que essa não é a situação de Flávio Bolsonaro, mas os EUA podem dar um tratamento a ele de uma liderança política internacional e, a partir disso, impor sanções ao Brasil. Eles podem exigir contrapartidas com essa justificativa e até mesmo voltar a aplicar a Lei Magnitsky”, destacou Venceslau.

De acordo com Venceslau, ainda não está claro qual seria o plano de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. A principal possibilidade é a de que ele tente atuar como uma espécie de liderança à distância, mantendo influência no cenário político brasileiro.

Venceslau também destacou que o fato de Donald Trump, até o momento, não ter reconhecido o processo eleitoral brasileiro e tê-lo criticado, pode ser um sinal de abertura para que Flávio Bolsonaro construa uma narrativa de perseguição política.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Danilo renova com o Flamengo por mais uma temporada

O experiente defensor Danilo renovou contrato com o Flamengo. O novo vínculo se estende até dezembro de 2027, garantindo três temporadas do veterano no Ninho do Urubu. Aos 38 anos, o zagueiro/lateral-direito expressou o desejo de conquistar “mais títulos, vitórias e gols importantes”.

O camisa 13 assinou a extensão do acordo nesta quarta-feira (28), no Ninho do Urubu, acompanhado dos filhos João e Miguel. Desde a chegada ao Rio, há quase dois anos, Danilo soma 57 partidas, com seis gols e duas assistências, além de cinco títulos. Em 2026, foram 21 jogos e um gol marcado.

“O primeiro sentimento é de dever cumprido”, declarou o jogador, autor do gol do título rubro-negro na Libertadores de 2025, sobre o Palmeiras, refletindo sobre a trajetória e contribuição para a galeria de troféus rubro-negros.

Desde que eu vim para o Flamengo, o objetivo era desenvolver um trabalho a nível interno e externo. O objetivo era ganhar troféus importantes, era fazer a história do Flamengo ainda mais rica em títulos. Penso que o sentimento é de dever cumprido até aqui, por ter conseguido ajudar o Flamengo a aumentar essa galeria de troféus de importância no futebol mundial

Danilo

Contribuição dentro e fora de campo

Além dos números, a liderança de Danilo também foi um fator chave para a extensão do vínculo. José Boto, diretor de futebol do Flamengo, elogiou o defensor, destacando a influência dentro e fora dos gramados.

Um jogador muito importante, não só pelo que dá dentro de campo, mas por tudo aquilo que também faz fora de campo, o trabalho do dia a dia e na união do grupo são pontos tão importantes quanto o trabalho que faz ao jogar. É um atleta com um percurso ímpar, sempre vencedor. Alguém que tem muito para transmitir aos jogadores mais jovens

José Boto

 

Retorno previsto para 2027

Danilo está em recuperação de uma cirurgia no rosto realizada neste mês. Por conta do procedimento, o experiente defensor só deve voltar a defender o Flamengo na próxima temporada.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

Brasileirão 2026 não é o único que iniciou em janeiro na história; relembre

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Elenco de “Dom de Iludir” destaca leveza nos bastidores das gravações

A série “Dom de Iludir” estreia nesta quarta-feira (28) na Netflix, trazendo uma trama densa sobre relações familiares, controle parental e vínculos tóxicos. Em entrevista à CNN Brasil, as atrizes Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costta falaram sobre suas personagens e os temas centrais da produção.

O perigo do amor controlador

A série aborda o que foi descrito pelas próprias atrizes como o lado nocivo do amor incondicional entre pais e filhos. Marieta Severo, que interpreta Lúcia, refletiu sobre a complexidade do tema: “É interessantíssimo abordar esse amor incondicional que é de pai, de mãe, e como ele pode ser nocivo.”

Segundo ela, tanto a personagem Lúcia quanto o personagem Boris carregam um amor genuíno, mas que age de forma destrutiva na vida dos filhos, impedindo-os de desenvolverem seus próprios desejos e maneiras de estar no mundo.

Alice Wegmann, que dá vida a Maíra, aprofundou a análise sobre sua personagem. Para ela, Maíra viveu uma relação muito simbiótica com os pais e, por nunca ter tido espaço para construir sua própria identidade, acabou vulnerável a situações e pessoas prejudiciais.

“Eu acho que existe uma coisa que, quando a gente está inteira na nossa identidade, em quem a gente é, mais dificilmente a gente vai se submeter a certas situações e pessoas”, afirmou a atriz. O conselho que daria à personagem seria direto: que Maíra fizesse terapia.

Irina e o peso da herança familiar

Nanda Costta, que interpreta Irina, traçou um panorama ainda mais amplo sobre sua personagem, que é ao mesmo tempo filha de uma figura controladora e mãe de duas filhas. Ela destacou que Irina se tornou mãe muito cedo, ainda adolescente, carregando os traumas de uma criação marcada pelo controle excessivo do pai.

“Quando ela começa a escutar o coração dela, ela faz escolhas mais coerentes com a própria verdade”, disse Nanda Costta, revelando que esse seria o conselho que daria a Irina: agir com o coração como forma de coragem genuína.

Bastidores marcados pela leveza e pelo afeto

Apesar da dureza emocional da trama, as atrizes descreveram os bastidores das gravações como um ambiente descontraído e afetuoso. Marieta Severo destacou a capacidade de Alice Wegmann e Nanda Costta de mergulharem completamente nos personagens durante as cenas e, ao mesmo tempo, serem pessoas alegres e bem-humoradas fora delas.

“No que acabava a cena, era um prazer enorme”, afirmou. Nanda Costta revelou um momento marcante: “Eu dancei funk com a Marieta Severo.” Alice Wegmann também lembrou das gravações noturnas, incluindo cenas filmadas em cima de um telhado às três da manhã, ressaltando que, mesmo diante das dificuldades, o elenco permaneceu unido. “Mesmo no perrengue, a gente tava ali juntas, de mãos dadas”, disse a atriz.

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Análise: Fonteles terá que ganhar a confiança do mercado caso seja ministro

O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou considerar positiva uma eventual nomeação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT),  para o comando do Ministério da Fazenda.

A possível escolha de Fonteles tem como justificativa a própria trajetória do político, mas analistas apontam que ele ainda precisará conquistar a confiança do mercado financeiro.

Segundo editora e analista de Economia da CNN Lucinda Pinto, no CNN 360°, o nome de Fonteles é bem visto. “Ele é considerado uma pessoa realmente preparada, um bom técnico, fez um bom mandato como secretário da Fazenda”, afirmou.

No entanto, ela ressaltou que “ele não carrega em si aquela posição de fiador de uma política fiscal mais conservadora, mais reformista”.

Reação do mercado

Lucinda Pinto explicou que o comportamento do mercado ilustra bem a ausência de um “choque de confiança” com a indicação de Fonteles. Segundo ela, havia uma reação favorável dos ativos antes do resultado eleitoral, baseada na expectativa de mudança na política econômica.

“O mercado entendia que tinha muito mais chance de Flávio Bolsonaro vencer e que com essa mudança de governo haveria a indicação de um nome muito forte, muito responsável do ponto de vista fiscal”, explicou a analista.

Quando essas expectativas foram alteradas, o mercado sofreu uma queda expressiva na segunda-feira (26). “Depois a gente conheceu o nome do Fonteles, os mercados se acalmaram, mas não se recuperaram”, acrescentou.

Comparação com Galípolo

A analista fez uma comparação entre a situação de Fonteles e a de Gabriel Galípolo, que também assumiu sob desconfianças do mercado. “O mercado não tinha no nome do Galípolo exatamente essa confiança, ele não era alguém visto como alguém que teria toda a autonomia para fazer a política monetária”, lembrou Lucinda Pinto.

Com o tempo, porém, Galípolo conquistou credibilidade. “Foi uma credibilidade a duras penas. Ele precisou, inclusive, ser mais firme na política monetária para conseguir mostrar para o mercado que ele estava fazendo uma gestão técnica”, disse. Para a analista, Fonteles pode percorrer caminho semelhante, ainda que não seja um trajeto fácil.

Risco político da indicação

O analista de Política da CNN Pedro Venceslau apontou que a eventual indicação de Fonteles representa uma aposta de risco. Isso porque, caso seja demitido do cargo, ele não retornaria ao governo do Piauí, já que teria aberto mão de um segundo mandato como governador eleito com 70,9% dos votos. “Já seria um desgaste ele ter que deixar o cargo para ser ministro”, avaliou Venceslau.

Ainda assim, petistas consideram que Fonteles tem um perfil interessante para a pasta. “É dentro do PT alguém que é considerado alguém que conhece bastante de economia”, afirmou Venceslau, destacando que Fonteles é formado em matemática, foi secretário da Fazenda do Estado e promoveu um ajuste fiscal durante essa gestão.

Antes disso, ele também mantinha um programa de orientação financeira na televisão e atuava como empresário. Venceslau descreveu Fonteles como uma liderança “pragmática e ecumênica”, lembrando que, como governador, ele concedeu rodovias e a Companhia de Águas e Esgotos do Estado — medidas consideradas polêmicas por parte do PT.

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Vitória de Lula amplia disputa no PT entre Sudeste e Nordeste

Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, uma disputa interna no PT ganhou força em torno da chefia da Casa Civil. De acordo com o analista de política Matheus Teixeira, duas alas do partido, uma ligada ao Sudeste e outra ao Nordeste, travam uma acirrada batalha por espaço no novo governo.

De um lado, Fernando Haddad (PT-SP) surge como nome de confiança de Lula para o cargo. Apesar de não ter obtido um bom resultado na disputa pelo governo de São Paulo, Haddad mantém proximidade com o presidente eleito.

“Ele foi ministro da Educação por muitos anos e também ministro da Fazenda, teve o trabalho bem avaliado pelo presidente Lula e sempre foi apontado como um possível sucessor, tanto que ele foi o candidato em 2018, quando Lula estava preso”, contextualizou Teixeira durante o CNN 360º desta quarta-feira (28).

Por outro lado, Camilo Santana (PT-CE) emerge como alternativa, representando a ala nordestina do partido. O senador ganhou destaque ao lado de Lula, especialmente no segundo turno das eleições, após conseguir reeleger o candidato do PT no Ceará, Elmano de Freitas.

Junto a ele, Rafael Fonteles, governador do Piauí, também se fortaleceu nesse período, ampliando a pressão do Nordeste por maior representatividade no novo governo.

“Cresce dentro do Partido dos Trabalhadores o movimento para tentar enfraquecer o PT de São Paulo, que historicamente foi quem deu as cartas”, destacou Teixeira.

Teixeira lembrou que nomes como Zé Dirceu e Antônio Palocci, ambos de São Paulo, foram os nomes mais poderosos quando Lula assumiu a presidência pela primeira vez, em 2003. Além disso, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, é presidente nacional do PT e foi coordenador da campanha de Lula nas eleições deste ano.

A tensão entre as duas regiões foi verbalizada publicamente ainda durante a campanha. A ex-ministra Kátia Abreu (PT-GO), logo após o primeiro turno, queixou-se da presença excessiva de petistas paulistas na coordenação da campanha.

“Ela falou: ‘um monte de petista de São Paulo sem voto tem tomado conta da campanha, enquanto quem de fato tem entregado para o presidente Lula é o Nordeste'”, relembrou Teixeira.

O analista destacou ainda que a definição sobre quem assumirá a Casa Civil pode ter impactos em outras pastas. Caso Haddad vá para o cargo, aventa-se a possibilidade de Dario Durigan continuar no Ministério da Fazenda.

“Na visão do PT do Nordeste, neste quarto mandato do presidente Lula, o Nordeste tem que ganhar ainda mais espaço”, concluiu Teixeira.

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Lula é orientado a ignorar Trump sobre Flávio e eleição

O presidente Lula (PT) foi orientado por sua equipe a ignorar politicamente as declarações de Donald Trump sobre a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos e sobre o não reconhecimento da vitória eleitoral brasileira. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco, no CNN 360°.

Segundo auxiliares de Lula ouvidos pela reportagem, a postura recomendada ao petista é de silêncio e cautela, ao menos por enquanto. A avaliação interna é de que toda a situação desgasta mais a família Bolsonaro e o poder do bolsonarismo do que o próprio governo.

Análise dos auxiliares de Lula

Três pontos norteiam a avaliação da equipe do presidente. O primeiro é que não é novidade que bolsonaristas sejam protegidos nos Estados Unidos — Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem são citados como exemplos.

O segundo é que as declarações de Trump são consideradas, nas palavras dos auxiliares, “chororô de perdedor”, embora sejam vistas como ambíguas, já que Trump afirmou gostar de Lula, deixando uma porta aberta para o relacionamento bilateral. O terceiro ponto é que Lula não deve “entrar nessa agenda de perdedores”.

A orientação passada a Lula é a de aguardar os desdobramentos da situação da família Bolsonaro nos Estados Unidos e também o resultado das eleições de meio de mandato americanas, momento em que Trump “deve passar por um momento de aflição, para dizer o mínimo”, segundo as fontes.

Caso o governo decida agir, a “caixa de ferramentas” disponível inclui uma nota do Itamaraty, uma nota da Presidência ou falas do próprio Lula. Por ora, contudo, a recomendação é que Lula se mantenha “magnânimo, soberano, como o vencedor”, sem dar palco à crise.

Entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA

Segundo a correspondente da CNN Priscila Yazbek, no CNN 360°, Flávio Bolsonaro entrou no território dos Estados Unidos usando seu passaporte diplomático — documento ao qual tem direito como senador, mas que havia sido cancelado pela Polícia Federal por determinação de Alexandre de Moraes, em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Registros públicos disponíveis no site da US Customs and Border Protection indicam a entrada de Flávio nos Estados Unidos, e o número do documento apontado pelas autoridades americanas é o mesmo atribuído ao senador na lista oficial de controles de passaportes diplomáticos do Senado Federal.

O passaporte diplomático de Flávio foi emitido em fevereiro de 2023 e teria validade até 31 de julho de 2027, mas o STF determinou o cancelamento após o descumprimento de decisão judicial de entrega dos documentos.

Trump se envolve diretamente no caso

Trump se manifestou publicamente sobre o caso, afirmando que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Na mesma fala, questionou as eleições brasileiras pela pelo menos quarta vez desde o domingo (25), descrevendo-as como “terríveis” e “muito estranhas”.

Fontes do Departamento de Estado americano disseram à agência Reuters que os Estados Unidos garantiram vistos a Flávio Bolsonaro, à sua esposa e às suas filhas.

O envolvimento direto de Trump no caso chamou a atenção de analistas políticos americanos, que apontam similaridades entre a narrativa de questionamento eleitoral adotada pela família Bolsonaro no Brasil e a do próprio Trump nos Estados Unidos. Segundo esses analistas, ao defender a família Bolsonaro, Trump também legitima sua própria narrativa de contestação dos resultados eleitorais americanos de 2020.

Congressistas democratas reagiram ao caso, acusando Trump de agir com “dois pesos e duas medidas”: enquanto nega asilo a refugiados que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti, estaria abrindo as portas do país a um candidato derrotado em eleições no Brasil que descumpriu ordens judiciais.

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Reeleição de Lula mobiliza esquerda internacional; entenda

A reeleição de Lula (PT) mobilizou a esquerda mundial, que enxergou na vitória do petista uma possível virada ideológica diante do avanço global da ultradireita. Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, no CNN 360°, líderes e partidos de diferentes países incorporaram símbolos, discursos e estratégias da campanha brasileira.

De acordo com Venceslau, a ultradireita internacional está muito articulada e vem disputando espaço com a esquerda em diversos países. “A vitória do presidente Lula acabou sendo compreendida como uma espécie de sentimento de que pode haver uma mudança de ares”, afirmou o analista.

Símbolos e estratégias exportados

Entre os casos levantados por Venceslau, destaca-se Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona, que fez o “L” de Lula em um comício da Frente Ampla, na Espanha, e declarou que a vitória brasileira pode ser o início de uma virada ideológica em todo o mundo.

Pedro Sánchez, do Partido Socialista espanhol, também se manifestou, afirmando que “se o Brasil conseguiu, a Espanha também consegue”. Já Claudia Sheinbaum, do México, fez o gesto do “L” durante uma entrevista coletiva após a eleição e sinalizou a intenção de convidar André Janones (Rede-MG) para montar uma estrutura similar no país.

A “Tropa de Janones” ganha o mundo

A famosa estratégia digital de André Janones também atravessou fronteiras. Jean-Luc Mélenchon, da França, se inspirou na iniciativa e abriu um grupo de WhatsApp nos moldes do “exército” criado pelo deputado mineiro.

Na Argentina, o peronismo seguiu o mesmo caminho, criando um canal de WhatsApp com estratégia idêntica, claramente inspirada na tática de Janones. Segundo Venceslau, Janones está muito requisitado para colaborar com campanhas ao redor do mundo.

O analista também apurou que Janones é cotado para assumir algum espaço na estrutura do governo, como uma secretaria digital — não a Secom propriamente dita. “Seria uma estrutura que o presidente Lula já deixou claro que ele quer ter no governo, que é para facilitar, fluir melhor a comunicação digital do governo“, explicou Venceslau.

O analista ressaltou, no entanto, que há diferenças importantes entre atuar em uma campanha e em um governo federal, onde existem limites institucionais a serem observados.

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Kaio Jorge pode igualar Ronaldo em gols pelo Cruzeiro

Principal aposta do Cruzeiro, Kaio Jorge pode igualar um feito de Ronaldo Fenômeno já nesta quinta-feira (29). O atacante da Raposa, que enfrenta o Atlético-MG na Arena MRV, às 19h30 (de Brasília), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, vive grande fase e está a um gol de alcançar o ídolo na artilharia histórica do clube.

Atualmente, Kaio Jorge soma 55 gols na artilharia histórica do clube celeste, o mesmo número de Edmar, que defendeu o Cruzeiro entre 1981 e 1981. Ronaldo Fenômeno, com 56 gols, é o próximo da lista e está na iminência de ser ultrapassado em números absolutos pelo atual goleador cruzeirense.

Kaio Jorge chegou ao Cruzeiro em julho de 2024 e se tornou, desde então, uma das principais referências do time. Recentemente, ele superou nomes marcantes da história do clube na artilharia geral, como Oseas, Alex Alves, Roberto Gaúcho e Marcelo Moreno, demonstrando sua importância.

Protagonista nos clássicos mineiros

Dos 55 gols de Kaio Jorge pelo Cruzeiro, sete foram anotados justamente contra o Atlético-MG. O camisa 19 incorporou a rivalidade mineira como poucos, tornando-se regularmente um protagonista dos clássicos, seja pelo desempenho em campo ou por provocações.

O Alvinegro é a segunda maior vítima da carreira do atacante, atrás apenas do Grêmio, que sofreu dez gols. Entre as vitórias mais marcantes de Kaio Jorge contra o rival, destacam-se a final do Campeonato Mineiro deste ano e as quartas de final da Copa do Brasil do ano passado.

Kaio Jorge já participou de dez clássicos contra o Atlético-MG. O seu retrospecto pessoal é de três vitórias, três derrotas e quatro empates nesses confrontos diretos.

Em entrevista à Romário TV, Kaio Jorge detalhou como a rivalidade se tornou parte de sua jornada. “Quando eu cheguei no clube, eles comentavam muito do clássico. Até então, eu não tinha entendido, não tinha essa identificação ainda. No meu primeiro clássico, não fui muito bem, mas do segundo em diante eu comecei a entender o significado do Cruzeiro e Atlético. Comecei a fazer gols, ser carrasco do time adversário”, disse o atacante.

“Você é um m***”: dublador revela confusão envolvendo Neymar e Nestor

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B3 amplia tempo de negociação com fim do horário de verão nos EUA

A partir da próxima terça-feira (3), a B3 ampliará os horários de negociação dos mercados de bolsa e de balcão organizado, em razão do fim do horário de verão nos Estados Unidos. As mudanças afetam os mercados de ações e derivativos.

No mercado à vista de ações, a negociação será iniciada às 10h e se estenderá até às 17h55, ao invés de 17h. O call de fechamento será realizado entre 17h55 e 18h, e o cancelamento de ofertas poderá ser feito até as 18h45. Já os ETFs de renda fixa terão horários específicos.

A alteração também contempla contratos futuros, opções e operações estruturadas no mercado de derivativos, com ajustes nos horários de negociação de diferentes ativos, incluindo contratos referenciados em índices, commodities e dólar.

Ainda segundo a B3, não haverá sessão de after market para o mercado de ações, exceto na data de vencimento das opções especificadas no comunicado.

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Relação de Flávio com Willer Tomaz motivou PF a cancelar passaportes

A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL) após ele não entregar os documentos, conforme determinado judicialmente. Segundo delegados ouvidos pelo analista de Segurança Pública Elijonas Maia, o risco de fuga, alertado previamente pela corporação, se confirmou com a ida de Flávio aos Estados Unidos.

No domingo (25), logo após o resultado das eleições, a Polícia Federal encaminhou um pedido ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes informando o risco de fuga de Flávio Bolsonaro.

Entre os elementos apresentados pela corporação, estavam o poder econômico de Flávio e sua relação com Willer Tomaz, advogado que também se encontrava fora do Brasil e que é investigado no mesmo inquérito por suposta lavagem de dinheiro e suposta evasão de divisas.

A PF incluiu ainda no pedido uma declaração feita por Eduardo Bolsonaro em um podcast, na sexta-feira (23), na qual ele afirmou apoiar a saída de Flávio do Brasil caso este perdesse as eleições, o que de fato ocorreu.

“Os delegados dizem o seguinte: o risco de fuga se confirmou, algo que avisamos antes”, relatou Elijonas durante o Live CNN desta quarta-feira (28).

Críticas à PF

A determinação judicial previa que Flávio entregasse seus passaportes brasileiros à Polícia Federal, que os cancelaria, além de também entregar o passaporte italiano. No entanto, o governo brasileiro não pode cancelar o documento italiano sem autorização do governo da Itália.

Segundo confirmado pela CNN, Flávio entrou na Argentina com o passaporte italiano e nos Estados Unidos com o passaporte diplomático.

A situação gerou críticas à Polícia Federal, uma vez que Flávio conseguiu sair do Brasil mesmo com a determinação de entrega dos documentos e proibição de viagem.

De acordo com Elijonas, havia uma ala dentro da Polícia Federal favorável a uma medida mais gravosa, como uma busca e apreensão na residência de Flávio para recolher os passaportes. Essa medida, contudo, não foi autorizada por Alexandre de Moraes.

O caso se soma a uma lista de outros investigados que também deixaram o Brasil, entre eles os ex-deputados Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, e o jornalista Allan dos Santos. A cúpula da PF ressalta que avisou ao Supremo Tribunal Federal sobre o risco de fuga antes que ele se concretizasse.

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PL tem divisão interna sobre fuga de Flávio Bolsonaro

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil provocou divisões internas no Partido Liberal, com integrantes da sigla adotando posições distintas sobre o episódio e seus possíveis desdobramentos políticos.

Segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, enquanto uma ala do partido foi pega de surpresa pela iniciativa, outra já a esperava de alguma forma.

De acordo com a analista, o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, figura descrita como pragmática dentro do partido, teria ficado “chateado” com os acontecimentos.

A avaliação interna é de que o PL precisará se reorganizar e caminhar para um tom mais moderado, distanciando-se do radicalismo que marcou a sigla nos últimos anos com a amplitude do bolsonarismo.

Reorganização do PL e disputa pela presidência do Senado

O pragmatismo de Valdemar Costa Neto já mira um plano para 2027: tornar o partido ainda mais competitivo para conquistar a presidência do Senado Federal.

A avaliação interna é de que ainda é possível reunir apoio suficiente para viabilizar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), mesmo diante das articulações de Davi Alcolumbre (União-AP), que estaria se reorganizando para se manter na função e já contabilizaria 41 votos a seu favor.

Segundo Isabel Mega, a saída de Flávio Bolsonaro do país pode, paradoxalmente, beneficiar os senadores do PL na tentativa de atrair parlamentares do chamado Centrão.

A avaliação é de que parlamentares que poderiam caminhar com Davi Alcolumbre, mas que entendem que ele pode barrar pautas utilizadas por eles nas eleições ao Senado Federal, podem se sentir sensibilizados a votar em Rogério Marinho.

Isso porque Alcolumbre é visto pelo bolsonarismo como aliado a Alexandre de Moraes, o que, na leitura interna, inviabilizaria o encaminhamento de pedidos de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Críticas internas e expectativas frustradas

Ainda de acordo com a apuração, parlamentares do PL fizeram críticas a Flávio Bolsonaro sob reserva, afirmando que a decisão de deixar o Brasil era “muito ruim para o partido” e muito negativa para a imagem da sigla.

A avaliação era de que seria preciso “perder com honra, não com esperneio”, com Flávio ocupando uma posição de liderança da oposição ao governo Lula a partir do Brasil.

Havia, inclusive, uma expectativa de que Flávio Bolsonaro, com o fim de seu mandato de senador previsto para o final do ano, pudesse se instalar na sala anteriormente utilizada por Jair Bolsonaro na sede do PL em Brasília, assumindo o comando da oposição.

Com a fuga, esse cenário foi descartado. Valdemar Costa Neto passou a aparecer ao lado de Michelle Bolsonaro (PL), com quem tem afinidade declarada e que terá mandato pela frente, enquanto Flávio Bolsonaro não terá.

Direita busca reposicionamento

Isabel Mega destacou ainda que o restante da direita também aproveita o momento para tentar assumir as rédeas da ala ideológica que, segundo ela, “dividiu o Brasil ao meio” com o bolsonarismo, tido como extrema direita.

A avaliação é de que outros setores da direita apostam no enfraquecimento da família Bolsonaro e do bolsonarismo para retomar uma postura mais pragmática junto aos demais partidos.

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Passaportes de Flávio Bolsonaro já estão em alerta internacional

Os passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL) já estão registrados nos sistemas internacionais de alerta de portos e aeroportos, após a Polícia Federal cancelar os dois documentos e informar o Supremo Tribunal Federal.

A medida ocorreu depois que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil descumprindo uma ordem judicial que determinava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país.

De acordo com o analista de segurança pública Elijonas Maia, para o Live CNN desta quarta-feira (28), a Polícia Federal acionou a Interpol e comunicou os 196 países participantes da cooperação internacional de polícias sobre a restrição aos documentos brasileiros de Flávio Bolsonaro.

No entanto, a medida não é suficiente para impedir sua circulação internacional, pois ele possui também um passaporte italiano, que não foi cancelado.

Passaporte italiano segue válido

A decisão judicial determinava que Flávio Bolsonaro entregasse todos os seus passaportes, incluindo o de outro país. “Flávio Bolsonaro disse à defesa dele que entregaria, mas não entregou, saiu do Brasil”, afirmou Elijonas.

Para cancelar o passaporte italiano, seria necessária uma negociação diplomática entre o Brasil e a Itália, algo que, segundo o analista, ainda não foi iniciado.

Elijonas ressaltou ainda que, do ponto de vista jurídico estrito, não houve uma fuga, pois não havia mandado de prisão contra o senador. “Mas ele descumpriu uma ordem judicial e isso está claramente já comprovado”, declarou o analista.

Relatório em elaboração

Segundo Elijonas, a Polícia Federal está elaborando um relatório detalhado sobre o descumprimento da ordem judicial.

O documento deverá apontar por onde e quando Flávio Bolsonaro saiu do Brasil, quem o acompanhou e quem eventualmente o auxiliou, incluindo informações sobre a origem e o financiamento do jato particular utilizado.

“Quem entregou, quem emprestou ou se ele teve ajuda financeira para o pagamento, para o aluguel desse avião”, listou Elijonas.

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Consumo de aço na América do Norte aumenta lucro da Gerdau no tri, diz CFO

O resultado da Gerdau no terceiro trimestre de 2026 foi impulsionado principalmente pela melhora dos preços do aço na América do Norte, região que respondeu por mais de 76% do Ebitda da companhia no período.

Em entrevista à CNN Money, o CFO da empresa, Rafael Japur, destacou ainda a demanda dos segmentos de construção não residencial, centros de dados e energia renovável. As operações na América do Norte registraram expansão de 60% no Ebitda ajustado, enquanto as operações brasileiras apresentaram queda de 2,8% no mesmo indicador.

A Gerdau registrou um lucro líquido consolidado de R$ 1,56 bilhão no período, crescimento de 43,4% em relação aos R$ 1,09 bilhão apurados no mesmo período de 2025.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,52 bilhões, avanço de quase 40% na comparação anual. O Ebitda ajustado chegou a R$ 3,770 bilhões, com crescimento de 37,8% na mesma base de comparação — números que vieram em linha com as expectativas do mercado.

Demanda por infraestrutura de IA impulsiona resultados nos EUA

Japur explicou que a principal diferença em relação ao mesmo período do ano anterior foi o desempenho mais robusto das operações norte-americanas.

Segundo ele, a forte demanda está diretamente ligada aos investimentos em inteligência artificial na economia dos Estados Unidos.

“Tivemos um movimento muito puxado pela grande demanda que estamos vendo na economia norte-americana com relação a investimentos em inteligência artificial. E em função disso, tem investimentos em toda a matriz energética — linhas de transmissão, usinas fotovoltaicas, outras fontes de geração”, disse Japur.

O executivo destacou que o portfólio de produtos da Gerdau na América do Norte, composto principalmente por perfis leves e pesados voltados à construção não residencial e à indústria de manufatura, está bem posicionado para atender a essa demanda.

“Isso tem puxado muito o consumo de aços para a construção não residencial, privilegiando e dando um grande benefício especificamente para o nosso portfólio de produtos”, disse. Japur acrescentou que, mesmo com volume de vendas ligeiramente inferior, a margem por tonelada vendida foi superior à do mesmo período do ano anterior.

Perspectivas para o mercado norte-americano em 2027

Ao avaliar o fôlego do mercado norte-americano, Japur apontou que os gastos em construção não residencial cresceram apenas 0,5% no período, e que, sem o efeito da inteligência artificial, poderiam até apresentar queda. No entanto, o CFO demonstrou otimismo para os próximos trimestres.

“Se imaginarmos uma economia americana que passe por um movimento de redução de taxas de juros, isso certamente vai destravar ainda mais investimentos, não só na inteligência artificial e energia, mas nos outros setores da economia”, avaliou.

Para ele, a demanda em 2027 deve ser mais diversificada do que a observada ao longo de 2026.

Importações de aço e defesa comercial no Brasil

Japur também abordou a questão das importações de aço no mercado brasileiro. Segundo ele, historicamente a participação do aço importado no consumo aparente do Brasil ficava entre 10% e 13%, patamar que hoje chegou a 18,5%.

O executivo alertou ainda para o fenômeno das importações indiretas — o aço já contido em produtos manufaturados, como carros, autopeças e equipamentos.

“Não é só um fenômeno de maior entrada de aço importado, mas um fenômeno também de entrada de produtos manufaturados contendo aço, o que diminui o tamanho do mercado dos nossos clientes”, explicou.

O CFO informou que a empresa mantém interlocução com o governo por meio do Instituto Aço Brasil e que há duas investigações de dumping em curso, com previsão de conclusão até o final do ano, envolvendo vergalhão e bobinas laminadas a quente.

“Não buscamos a proteção de mercado, buscamos a defesa comercial”, afirmou Japur, ressaltando que o objetivo é garantir um campo de jogo mais igualitário para a indústria nacional.

Controle de investimentos e desistência do Porto Sudeste

No campo dos investimentos, o desembolso em Capex deve ficar próximo de R$ 4,5 bilhões, podendo ficar abaixo do previsto para o ano. Além disso, a companhia desistiu de participar do projeto de aquisição do Porto Sudeste.

A empresa avaliava o ativo como uma oportunidade para ganhar competitividade logística na operação de mineração, mas retirou a iniciativa do portfólio por enquanto.

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Argentina poderia ter barrado entrada de Flávio, avalia especialista

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, na madrugada de quarta-feira (28), que Flávio Bolsonaro (PL) estava na Argentina e que autorizaria a entrada do parlamentar em território americano. A declaração gerou uma série de dúvidas jurídicas sobre a situação internacional do senador, que teria descumprido uma decisão judicial ao deixar o Brasil.

Em entrevista ao CNN Novo Dia, a especialista em Direito Internacional Priscila Caneparo analisou os aspectos legais do caso, abordando desde a possibilidade de concessão de asilo político nos Estados Unidos até a viabilidade de a Argentina ter impedido a entrada de Flávio Bolsonaro em seu território.

Asilo político: uma decisão discricionária

Segundo Priscila Caneparo, o asilo político é uma concessão feita de forma discricionária pelo Estado, independentemente do cumprimento de requisitos formais, quando uma pessoa supostamente sofre perseguição política ou ideológica em seu país de origem.

“Existe a possibilidade, sim, dos Estados Unidos conceder esse asilo político para o Flávio Bolsonaro”, afirmou a especialista. No entanto, ela ressaltou que não há fundamentação jurídica robusta que ampare essa concessão no caso específico.

“A gente começa a falar que justamente o instituto talvez esteja sendo desvirtuado pela interpretação do Donald Trump, mas a gente não pode intervir na soberania dele fazer essa concessão ou não”, ponderou.

Caneparo também esclareceu que a eventual autorização de permanência de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos não dependeria do Congresso americano, mas sim de uma decisão do Executivo.

Ainda assim, a especialista sinalizou que uma possível mudança na composição do Congresso poderia gerar pressão política sobre Trump. “Se esse Congresso começar a pressionar o Donald Trump em outras frentes e falar que deveria ser retirada essa concessão de asilo político, a gente pode observar uma porta aberta para essa reversão”, explicou.

Argentina poderia ter impedido a entrada

Ao ser questionada sobre a situação jurídica de Flávio Bolsonaro na Argentina, Priscila Caneparo foi categórica ao afirmar que o país vizinho teria argumentos legais para ter barrado sua entrada.

A especialista destacou que, embora não houvesse um mandado de prisão contra o senador, ele teria descumprido duas determinações judiciais: a entrega do passaporte brasileiro e a proibição de sair do Brasil. “É inegável que ele descumpriu uma decisão judicial. Essa proibição justamente caracteriza a fuga dele”, declarou.

Caneparo apontou dois possíveis fundamentos para que a Argentina impedisse o ingresso de Flávio em seu território. O primeiro seria a situação migratória irregular, em razão da suspensão do passaporte brasileiro.

O segundo seria o descumprimento de uma medida cautelar e de um provável pedido de cooperação encaminhado à Argentina. “De uma forma ou de outra, a Argentina teria argumentação para não possibilitar que o Flávio ingressasse no território”, concluiu a especialista, acrescentando que o mesmo raciocínio se aplicaria ao Equador.

Cooperação jurídica internacional em xeque

Outro ponto debatido foi a dificuldade de cooperação jurídica entre Brasil e Estados Unidos no âmbito das investigações que envolvem Flávio Bolsonaro.

Foram mencionadas duas investigações em curso: uma relacionada a suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de empresas de apostas, e outra ligada ao caso “Dark Horse”, que envolve suspeitas de remessa de recursos para um fundo nos Estados Unidos para o financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Foi destacado que a Polícia Federal brasileira solicitou às autoridades norte-americanas informações sobre o fundo Havengate, que teria recebido recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme “Dark Horse”, sem obter retorno até o momento.

A especialista em Direito Internacional avaliou que, caso o Congresso americano passe a ter maioria democrata, poderá haver pressão para o cumprimento de tratados de cooperação internacional, especialmente o mecanismo de comunicação espontânea, que facilita a troca de informações entre os dois países com foco em crime organizado transnacional e corrupção.

“Vamos ver como vai se dar a semana que vem as midterms nos Estados Unidos, e aí a gente crava se a cooperação vai ser efetiva ou não”, afirmou a especialista.

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Investigações em torno da fuga de Flávio serão longas, avalia professor

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou em Miami na manhã desta quarta-feira (28), após partir da Argentina na noite de terça (27). A movimentação ocorreu em meio a uma determinação do Supremo Tribunal Federal que exigia a entrega dos passaportes, tanto o comum quanto o diplomático.

Em entrevista ao CNN Novo Dia desta terça-feira (28), Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense), analisou as implicações jurídicas do caso e avaliou que as investigações em torno do episódio “terão que ser muito longas”.

Segundo Sampaio, um dos aspectos centrais do caso é a relação do Brasil com os países envolvidos na rota percorrida por Flávio Bolsonaro. Ele também fez uma escala no Equador antes de chegar aos Estados Unidos.

“Os instrumentos de cooperação policial e jurídica terão que ser acionados entre Brasil e Estados Unidos da América para que providências sejam tomadas, afinal de contas, existem ainda tratados internacionais e acordos de cooperação que precisam ser cumpridos”, afirmou o professor.

Em relação à Argentina, Sampaio apontou que as informações sobre a saída de Flávio Bolsonaro foram “todas muito truncadas”.

O professor destacou que será necessário apurar se o governo argentino tinha ciência da movimentação e, em caso afirmativo, se houve descumprimento de uma determinação judicial brasileira com conhecimento de autoridades estrangeiras.

Segundo ele, também deverá ser investigado se autoridades brasileiras tinham conhecimento prévio da saída.

“Nós temos muito mais incertezas, elementos de insegurança, de imprecisão informativa, do que de certeza, de forma que as investigações em torno disso terão de ser muito longas“, afirmou Sampaio.

Investigações continuam no Brasil

Do ponto de vista interno, Sampaio avaliou que a Polícia Federal deve seguir com seus trabalhos normalmente, independentemente da fuga. “A Polícia Federal segue nas investigações”, disse o professor. Ele lembrou que o órgão pertence ao Poder Executivo e que diversas medidas cautelares penais dependem de autorização judicial.

O professor ressaltou ainda que há outros investigados além de Flávio Bolsonaro: “Nós sabemos que a rede envolvendo tudo isso é muito grande.”

Sampaio frisou que as investigações se referem a crimes graves: “Não são crimes de opinião, não estamos falando da saída por perseguição política. As investigações se referem a crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, crimes contra o sistema financeiro nacional”, afirmou.

O professor também ressaltou o princípio da presunção de inocência, uma vez que sequer existe ação penal em curso.

Possibilidade de asilo político nos EUA

Sobre a possibilidade de cooperação jurídica com os Estados Unidos, Sampaio foi cauteloso. Ele observou que, embora o Brasil possa acionar mecanismos de cooperação internacional, especialmente se um mandado de prisão for expedido pelo Supremo Tribunal Federal, a efetividade dessas medidas é incerta.

“Digo em tese, porque nós sabemos que, na práxis, isso possivelmente não acontecerá”, declarou.

O professor levantou ainda a possibilidade de os Estados Unidos concederem asilo político a Flávio Bolsonaro, ainda que não haja persecução ideológica ou por crime de opinião:

“A concessão do asilo é um ato discricionário da autoridade executiva do Estado Nacional para onde se dirige a pessoa. E eu não tenho dúvida de que Trump tenderia a concedê-lo. Concedido o asilo, isso colocaria uma pá de cal definitiva sobre qualquer possibilidade de cooperação dos Estados Unidos com o Brasil”, declarou Sampaio.

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Vasco quer atacante Carlos Vinicius, do Grêmio, para 2027

O Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, manifestou interesse na contratação do atacante Carlos Vinicius, atualmente no Grêmio, e já iniciou conversas para tê-lo em 2027. As tratativas foram abertas no mês passado e o clube carioca recebeu sinal positivo para prosseguir. O vínculo do jogador com a equipe gaúcha se encerra no final da atual temporada (2026), o que o permite assinar um pré-contrato.

A direção cruzmaltina vê em Carlos Vinicius o camisa 9 ideal para suprir uma carência no elenco. A possibilidade de o atacante assinar um pré-contrato, sem custos de transferência para o Grêmio, anima os dirigentes vascaínos a intensificar as negociações.

Apesar dos altos vencimentos do artilheiro gremista, a direção do Vasco entende que o investimento é justificado pela boa média de gols do jogador desde sua chegada ao futebol brasileiro. A apuração é da Itatiaia.

Vasco mantém interesse em Richarlison

A eventual chegada de Carlos Vinicius ao Vasco não impede que o clube siga buscando outros nomes de peso. A direção cruzmaltina não abre mão de tentar a contratação de Richarlison, atacante do Tottenham, da Inglaterra, para a próxima janela de transferências, em janeiro.

Situação de Carlos Vinicius no Grêmio

Ainda que o interesse seja mútuo e os números apresentados pelo estafe do atacante estejam dentro do que o Vasco visa para 2027, nada foi assinado. O Grêmio vive uma situação delicada na Série A do Campeonato Brasileiro e é concorrente direto do Vasco, o que demanda cautela nas tratativas.

Ao longo de 2026, o Grêmio conversou com Carlos Vinicius e seus representantes para a extensão do vínculo. O artilheiro tricolor na temporada até sinalizou positivamente para seguir no clube gaúcho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mas as tratativas estagnaram em determinados momentos do ano.

O momento ruim do Grêmio, que também se reflete na situação financeira do clube, atrapalha as chances de o atacante permanecer em Porto Alegre para além de 2026.

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Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

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Palmeiras x Estudiantes: definidos os uniformes para final da Libertadores

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) divulgou nesta quarta-feira (28) os uniformes que Palmeiras e Estudiantes-ARG usarão na final da Copa Libertadores de 2026. As duas equipes entrarão em campo com seus trajes tradicionais para a decisão.

O Palmeiras jogará com camisa verde, calção branco e meiões verdes. O Estudiantes-ARG, por sua vez, vestirá camisa listrada em vermelho e branco, calção preto e meiões brancos.

A final única da Libertadores será disputada no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, em 28 de novembro. O horário exato da partida ainda será definido pela Conmebol.

Uniformes da arbitragem e goleiros

A equipe de arbitragem responsável pela partida vestirá camisas azuis, calções pretos e meiões azuis. Os goleiros do Palmeiras utilizarão uniformes todos em verde-claro. Já os arqueiros do Estudiantes entrarão em campo com trajes na cor amarela, conforme definido pela entidade.

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Cruzeiro toma decisão sobre convocados para Seleção Brasileira

O Cruzeiro pode ter, mais uma vez, jogadores convocados para a Seleção Brasileira. O técnico Carlo Ancelotti divulgará, nesta quinta-feira (29), às 15h (de Brasília), os 26 nomes escolhidos para os amistosos com Singapura e Japão, em novembro. O clube não deve oferecer resistência e pretende abrir caminho para os selecionáveis na Amarelinha.

Quatro atletas da Raposa estão na pré-lista do italiano e vivem a expectativa pelo chamado. A informação, revelada pela Itatiaia no último domingo (25), destaca Kaio Jorge, artilheiro da temporada com 22 gols.

O volante Zé Lucas também foi pré-convocado, repetindo a Data Fifa de setembro. O camisa 5, de 18 anos, é uma promessa no radar de Ancelotti, além de ser constantemente chamado para a Seleção Sub-20.

Quem são os pré-convocados?

Além de Kaio Jorge e Zé Lucas, os outros dois nomes na pré-lista são o goleiro Otávio, que já esteve na convocação passada, e o zagueiro Jonathan Jesus. Este último, apesar de ter sido cogitado e fazer uma ótima temporada, lesionou-se e não pôde ser chamado para duelos anteriores.

A pré-lista com os nomes dos atletas do Cruzeiro foi divulgada inicialmente pelo site Central da Toca e confirmada posteriormente pela Itatiaia. A expectativa agora é pela confirmação de Ancelotti.

CBF consulta clubes e Cruzeiro aceita liberar

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu consultar os clubes do futebol nacional antes da convocação final. Os amistosos se aproximam da 36ª rodada do Brasileirão, e a entidade busca evitar impactos ou prejuízos no torneio.

O portal ge informou que os clubes que desejarem poderão solicitar que seus atletas não sejam chamados. No entanto, o Cruzeiro, segundo apuração da Itatiaia, não deve se opor a essa possibilidade.

Caso Ancelotti os convoque, os jogadores da Raposa serão liberados para o período de treinos e jogos com a Amarelinha. As convocações servem não apenas para a realização pessoal dos atletas, mas também para valorizar os ativos do clube no mercado.

Impacto no Brasileirão

O último amistoso da Data Fifa, contra Singapura, será em 17 de novembro, com retorno da delegação ao Brasil previsto para o dia 19. A 36ª rodada do Campeonato Brasileiro está agendada para 21 e 22 de novembro, ainda sem detalhes de dias e horários.

Nesta rodada do Brasileirão, o Cruzeiro enfrentará a Chapecoense, fora de casa. A proximidade das datas sugere uma possível ausência dos atletas, caso sejam convocados, mas o clube já demonstrou sua posição favorável à liberação.

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Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

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Eleições em Israel expõem polarização política, avalia ex-embaixador

As eleições em Israel seguem gerando incerteza política, com mais de 90% das urnas apuradas por volta das 9h30 no horário de Brasília. Em entrevista ao CNN Novo Dia desta terça-feira (28), Ilan Sztulman, ex-embaixador israelense, avaliou o cenário eleitoral e destacou o processo de polarização pelo qual o país atravessa.

Segundo Sztulman, Israel vive um momento de grande indecisão. “O retrato do eleitor é que Israel está em um processo de polarização, assim como no Brasil temos igual ou nos Estados Unidos”, afirmou.

Para ele, trata-se de um fenômeno internacional: “Hoje o mundo está muito polarizado, as votações são muito emocionais, os temas práticos que têm que ser decididos ficam menos relevantes e a coisa se torna mais emotiva.”

Sztulman também destacou que Israel enfrenta um momento de crise, combatendo em múltiplas frentes ao mesmo tempo. “O povo está cansado de três anos de guerra, mas, por outro lado, você vê a maioria voltar ainda com esse governo que nos levou a essa situação em que estamos”, disse.

Até o começo desta tarde, com 92,6% das urnas apuradas, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, somava 20,74% dos votos válidos. Já o principal partido de oposição, o Yashar, de Gadi Eisenkot, somava 16,19% dos votos.

Papel dos partidos árabes na formação do governo

Apesar do cenário de incerteza, Ilan Sztulman afirmou ter certo otimismo em relação a um aspecto específico do resultado. Na sua avaliação, as eleições estão definindo que a população árabe precisa ser relevante na política israelense.

“Ninguém vai poder fazer uma coalizão sem a participação dos partidos árabes. Os árabes israelenses são israelenses, eles participam da vida e vão participar do governo de uma forma ou de outra”, declarou.

O ex-embaixador também mencionou as possibilidades que se desenham para a formação de governo. Entre os cenários possíveis, citou a formação de um governo de minoria ou a atração de membros da oposição mediante promessas de cargos ministeriais.

No entanto, ressaltou as dificuldades de governar com uma maioria muito estreita. “Vai ser muito difícil de governar, porque cada coisa vai ser bloqueada no Congresso”, avaliou.

Para Sztulman, a saída mais sustentável seria a inclusão dos partidos árabes, que considera legítimos tanto em sua opinião pessoal quanto segundo a legislação israelense.

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Eleições em Israel: Segurança e custo de vida estão entre fatores decisivos

A população de Israel foi às urnas nesta terça-feira (27) para a primeira eleição nacional desde os ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023. A participação dos eleitores foi descrita como recorde, e os fatores que motivaram os israelenses a votar vão muito além da questão palestina.

Segurança em xeque

A segurança é apontada como uma das principais preocupações históricas dos israelenses, e os ataques de 7 de outubro trouxeram esse tema de volta ao centro do debate eleitoral.

Em setembro, uma reportagem do jornal israelense Haaretz afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu teria sido alertado pelos Emirados Árabes Unidos antes dos ataques do Hamas.

Segundo a publicação, Netanyahu teria respondido que Israel estava preparado para o que quer que acontecesse — mas dez dias depois, mais de 1.200 pessoas morreram nos ataques.

A repercussão foi significativa. Quatro líderes da oposição — entre eles o ex-chefe militar Gadi Eisenkot, o líder da oposição, Yair Lapid, e o ex-primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett — assinaram uma rara nota conjunta criticando Netanyahu e exigindo que ele fosse investigado pelo que chamaram de “uma falha grave de segurança naquele 7 de outubro”.

Netanyahu nega as informações da reportagem, mas o episódio pesou na reta final da campanha.

Política externa e relação com os Estados Unidos

A relação de Israel com os Estados Unidos também figura entre os fatores em disputa. Os Estados Unidos fornecem US$ 6,8 bilhões por ano em ajuda militar a Israel, incluindo sistemas de interceptação de mísseis Patriots, caças F-35 e outras munições de fabricação americana. Essa dependência, segundo Lourival Sant’Anna, “incomoda os israelenses”.

Por outro lado, o analista destacou que Netanyahu possui um trunfo nesse campo: “ele foi o único líder israelense que conseguiu arrastar um presidente americano para uma guerra contra o Irã, que é o grande inimigo de Israel”.

Esse conflito teria degradado a economia iraniana, os arsenais do país e grupos apoiados pelo Irã, como o Hezbollah e o Hamas. Recentemente, Donald Trump declarou apoio a Netanyahu, após um período de trocas de farpas públicas entre os dois.

Questões internas: ultra-ortodoxos e custo de vida

Internamente, a questão dos ultra-ortodoxos e o serviço militar é um ponto bastante controverso. Netanyahu firmou um acordo para manter a isenção militar desse grupo, que integra sua base de apoio no governo.

Além disso, famílias ultra-ortodoxas recebem transferências de renda por cada filho, o que gera controvérsia entre os israelenses mais laicos, que não toleram esse tipo de benefício para famílias que, segundo Lourival, “não trabalham e passam o dia inteiro estudando nos seminários judaicos”.

O custo de vida e a inflação também aparecem como preocupações relevantes para o eleitorado israelense.

A reputação internacional de Israel, especialmente na Europa — onde sanções foram impostas ou anunciadas contra empresas de colonos judeus na Cisjordânia —, é outro elemento que divide parte do eleitorado, sobretudo aqueles com vínculos culturais com o continente europeu.

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