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Crosetto scettico sulla fine delle guerre a breve: “Tempistiche sui nuovi aiuti a Kiev? Non lo so, quando sarà possibile”

“A breve non c’è possibilità di missione di pace a Hormuz“. Lo ha detto il ministro della Difesa, Guido Crosetto, intervistato dal direttore dell’Adnkronos, nel corso dell’evento “L’Italia dei Territori”, organizzata da Sud chiama Nord a Roma.

Il titolare della Difesa del governo Meloni, sulla guerra in Ucraina, ha aggiunto: “Non vedo la possibilità di una soluzione in Ucraina prima della prossima estate perché la Russia utilizzerà sicuramente l’inverno come arma di pressione. La tattica russa è cambiata, sta colpendo le infrastrutture civili ed energetiche. Colpire le infrastrutture energetiche in una nazione come l’Ucraina in inverno dove si arriva anche a -30,- 25 ha un effetto sulla popolazione. Per cui la Russia aspetterà. Non penso chiuderà a breve”.

Il ministro, durante il suo intervento, ha parlato degli aiuti all’Ucraina. ”L’Italia ha dato a Kiev degli strumenti che sono serviti a difendersi. Se domani l’Italia decide di rompere il fronte Nato-Europa e di non aiutare più l’Ucraina, significherebbe mettersi sotto la lente di ingrandimento negativa in Europa, non si fermerebbe la guerra. Noi non parliamo di aiuti significativi, io penso che gli aiuti che potrei dargli con un nuovo pacchetto sono di fermare 50/60/70 missili droni sulle migliaia che arrivano, però magari salvo 200 500, 1000 civili, bambini, non lo so”. “Il tema – ha aggiunto – è se io non ti do più aiuti, significa che ho cambiato il mio giudizio, significa che io ho deciso che ha ragione la Russia. Quindi accettiamo l’idea che uno Stato più forte possa conquistare un altro Stato. Io non l’ho accettato a Gaza, non l’accettiamo per l’Ucraina”. Ma poi sull’invio del nuovo pacchetto di aiuti, su cui le frizioni con la Lega sono evidenti, il ministro Crosetto non ha offerto ai cronisti una tempistica chiara: “Non lo so, quando sarà possibile”.

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“A Defesa necessita de PME capazes de transformar conhecimento especializado em soluções confiáveis”


Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira, durante o jantar-debate “Portugal–Finlândia sobre Defesa e Inovação” promovido pela AEMinho e pela Sterling Prime Consulting, que se realizou na quarta-feira, em Guimarães.

“A defesa necessita sobretudo de empresas capazes de transformar conhecimento especializado em soluções confiáveis. E é aqui que muitas PME portuguesas podem fazer a diferença”, afirmou o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira, durante o jantar-debate “Portugal–Finlândia sobre Defesa e Inovação” promovido pela AEMinho e pela Sterling Prime Consulting, que se realizou na quarta-feira, em Guimarães. Sérgio Pereira apelou às PME para que olhem para a Defesa e o espaço como mercados onde podem contribuir com competências especializadas, sem terem de dominar sistemas tecnológicos completos.

“Não partam do princípio que o espaço e a defesa são setores reservados” a um grupo restrito de empresas, afirmou o general Sérgio Pereira, identificando oportunidades em áreas como a integração de satélites, o processamento de dados, a inteligência artificial (IA), a cibersegurança e as comunicações seguras.

“A participação não exige que uma empresa domine todo o sistema, exige que possua uma competência diferenciadora, que compreenda o requisito operacional e que consiga integrar a sua solução numa arquitetura mais ampla, segura e interoperável”, sublinhou.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea considera que a ligação entre Defesa, indústria e investigação pode criar valor económico e reforçar a soberania nacional. “Não chega a gente ter ideias, não chega a gente ter bons pensamentos. É preciso ter uma capacidade industrial capaz de segurar as pessoas”, vincou, defendendo que o desenvolvimento tecnológico deve ser acompanhado pela capacidade de produzir e reter talento em Portugal.

IA e cibersegurança abrem novas oportunidades

A cadeia de valor espacial estende-se à informação recolhida pelos satélites e às tecnologias necessárias para a transformar em capacidade operacional. “O satélite produz dados, mas os dados por si não produzem soberania nem vantagem operacional. É necessário recolhê-los, armazená-los, protegê-los, processá-los, correlacioná-los” e convertê-los em informação útil para a decisão, explicou o general Sérgio Pereira.

É neste domínio que as PME especializadas podem contribuir para as operações da Força Aérea. “Uma PME que desenvolva algoritmo capaz de identificar comportamentos marítimos anómalos, detetar alterações em infraestruturas ou reduzir o tempo entre a recolha e o alerta operacional pode acrescentar valor direto à missão, mesmo não tendo qualquer experiência anterior na construção de satélites”, elencou.

A cibersegurança e as comunicações são outras das áreas identificadas pelo responsável. “A segurança das infraestruturas, a soberania dos dados, a comunicação resiliente e a redução das dependências externas são elementos críticos”, destacou, apontando oportunidades na proteção das redes de comando e controlo, na gestão de identidades e acessos, na criptografia e no armazenamento seguro de informação.

O Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, cuja atividade começou em setembro de 2024, poderá também recorrer a estas competências. Entre as suas áreas prioritárias estão as operações de satélite, a vigilância e o conhecimento do domínio espacial, a meteorologia espacial e o apoio às operações.

“O desafio não consiste apenas em adquirir sensores. O valor não pode estar no ativo espacial, mas no software e no serviço”, advertiu o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

Constelação do Atlântico quer impulsionar produção nacional

A ambição de desenvolver uma base industrial em Portugal está igualmente presente na evolução da Constelação do Atlântico. A Força Aérea pretende continuar a expandir a capacidade de observação da Terra através de satélites óticos de alta resolução e de radar de abertura sintética (SAR), reduzindo os tempos de revisita e reforçando a capacidade operacional nacional.

“A breve trecho, a Constelação do Atlântico deixará de ter apenas um programa de aquisição, mas irá potenciar a criação de um programa de produção e desenvolvimento industrial nacional”, sublinhou o general.

Para Sérgio Pereira, a Constelação do Atlântico é “mais do que um conjunto de satélites”. É “uma infraestrutura estratégica de soberania” e uma demonstração de que Portugal pode combinar capacidade operacional, indústria nacional, cooperação internacional e visão de longo prazo.

O responsável defendeu que a Força Aérea deve assumir um papel de articulação entre indústria, universidades e investigação. “A vantagem competitiva das nações depende cada vez menos da dimensão das suas organizações e cada vez mais da qualidade dos seus ecossistemas”, disse, referindo-se à ligação entre empresas, centros de investigação, administração pública e utilizadores operacionais.

“Eu quero que as universidades estejam comigo, eu quero que a indústria esteja comigo, para criarmos valor e eu proporciono soberania”, acrescentou, considerando que o desenvolvimento destas capacidades representa uma oportunidade económica de dimensão significativa.

A utilização dos dados espaciais também não se limita à Defesa. A vigilância marítima, a deteção de atividades junto de cabos submarinos, a proteção civil, a monitorização ambiental, o acompanhamento de incêndios rurais e as operações de busca e salvamento são algumas das aplicações apontadas.

“Esta capacidade de servir diferentes utilizadores é uma das principais vantagens dos modelos de dual use. Amplia o mercado potencial, facilita a evolução tecnológica e reduz a dependência de um único cliente”, destacou o general. Uma mesma solução tecnológica poderá, assim, servir a Força Aérea e outros utilizadores civis, alargando o mercado potencial das empresas portuguesas.

Testes e validação aproximam empresas da Defesa

A demonstração de que uma tecnologia funciona em condições operacionais exigentes é outro dos obstáculos que as PME enfrentam. Sérgio Pereira apontou o Centro de Avaliação e Testes de Tecnologias Aeroespaciais (CATA) como uma ferramenta para aproximar as necessidades da Defesa das capacidades da indústria, das universidades e dos centros de investigação.

“Uma das maiores dificuldades das empresas tecnológicas, sobretudo das PME, é demonstrar que uma solução funciona em condições operacionais exigentes”, reconheceu o responsável.

Através de ambientes de teste e validação, as empresas poderão experimentar soluções, identificar limitações, adaptar produtos e demonstrar a sua utilidade. Para a Força Aérea, esta aproximação permitirá avaliar novas tecnologias e reduzir o risco associado à sua eventual utilização operacional. “Não se trata apenas de contratar produtos acabados. Trata-se de criar condições para experimentar, validar e desenvolver conjuntamente”, afirmou Sérgio Pereira, assinalando que não há nenhuma força armada no mundo que consiga obter todas as necessidades que necessita.

A formação especializada é outra das áreas em que as empresas poderão participar, através de plataformas de simulação, ambientes digitais de treino e cursos ligados às operações espaciais, à análise geoespacial, à inteligência artificial e à cibersegurança.

“O conhecimento é em si mesmo uma capacidade estratégica. Formar, reter e atualizar talento nacional é indispensável para evitar que Portugal dependa permanentemente de conhecimentos externos”, defendeu.

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SAFE. Bruxelas abre nova call de 21,3 mil milhões


A Comissão Europeia abriu uma nova ronda para o programa de empréstimo SAFE, tendo disponível 21,3 mil milhões de euros que não foram usados pelos Estados-membros do montante inicial de 150 mil milhões de euros.

“Os Estados-Membros têm agora até 30 de novembro de 2026 para indicar os montantes que pretendem solicitar. Este financiamento permitirá aos Estados-Membros continuar a dar resposta às necessidades urgentes em matéria de defesa”, adianta Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para a área da Defesa, ao ECO/eRadar.

“A Comissão incentiva os Estados-Membros a utilizar os fundos ainda disponíveis de forma a contribuir para satisfazer as necessidades urgentes da Ucrânia“, refere ainda o mesmo porta-voz.

Em novembro do ano passado, os Estados-Membros apresentaram à Comissão os seus planos para a indústria de defesa, tendo sido aprovados as propostas de 19 países, entre os quais Portugal, que garantiu uma fatia de 5,8 mil milhões de euros.

Na quarta-feira, a Comissão aprovou o plano da Hungria, o último dos 19 países da União Europeia que se candidataram inicialmente. Mas tanto a Hungria como Itália reformularam as suas candidaturas, reduzindo os montantes solicitados. Estas alterações, bem como revisões de menor dimensão por parte de outros países candidatos, deixaram 21,3 mil milhões de euros em empréstimos por atribuir. Montante que agora a Comissão volta a colocar à disposição dos Estados-Membros para novas candidaturas ao mecanismo de empréstimo europeu.

“Depois de receber os montantes pretendidos pelos países, a Comissão informá-los-á das dotações indicativas no prazo de duas semanas após o fim do prazo de apresentação das candidaturas”, refere a Comissão em comunicado.

“Além de responderem às suas necessidades e prioridades nacionais em matéria de defesa, os Estados-Membros são também incentivados a utilizar os fundos desta segunda convocatória para reforçar a cooperação com a Ucrânia, incluindo a aquisição conjunta com este país nos seus planos de investimento”, pode ler-se em comunicado. “Devem igualmente dar prioridade às necessidades urgentes das forças armadas ucranianas e dos Estados-Membros, nomeadamente nos domínios dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil, dos drones e dos sistemas antidrones, bem como das munições e dos mísseis“, refere ainda.

Em 16 dos 19 acordos de empréstimo iniciais, a Comissão já assinou os acordos de empréstimo, tendo desembolsado cerca de 13,5 mil milhões de euros a 11 países que tinham solicitado pré-financiamento. No caso português, o acordo de empréstimo aguarda em Bruxelas por assinatura, data a partir da qual será possível fazer os pagamentos das tranches de 15%.

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Un elicottero militare è precipitato in Bosnia, morti quattro italiani: due dell’Esercito e due operatori della Croce Rossa. 11 feriti

Un elicottero militare italiano è precipitato nel pomeriggio di oggi, per cause ancora in corso di accertamento, in Bosnia-Erzegovina. Si tratta di un CH-47 Chinook, impegnato nell’ambito dell’operazione Eufor Althea. Il bilancio è di quattro morti e undici feriti, tutti italiani. A confermarlo, in serata, è stato il ministro ministro della Difesa, Guido Crosetto. Le vittime sono due appartenenti all’Esercito Italiano e due al Corpo Militare Volontario della Croce Rossa Italiana.

Le vittime sono tre uomini e una donna: “Abbiamo atteso che la drammatica notizia della morte dei loro cari fosse portata alle famiglie e volevamo evitare che altre centinaia di famiglie vivessero ore di angoscia in attesa di conoscere i nomi delle persone coinvolte”, ha detto Crosetto rendendo note le identità delle vittime. Sono: il sergente Simone Ruggia, il sergente Claudio Marchesi (entrambi del comando aviazione dell’Esercito), il tenente del Corpo Militare Volontario della Croce Rossa Italiana Franco Adriano Zecchillo e la sergente della Croce Rossa Laura Procacci.

“Gli undici feriti stanno ricevendo le cure necessarie e, al momento, nessuno di loro versa in pericolo di vita. La Difesa ha immediatamente disposto l’invio di un’équipe medica italiana per garantire ai feriti il massimo supporto e la migliore assistenza possibile”, ha sottolineato il ministro esprimendo il cordoglio suo e di tutta la Difesa “alle famiglie dei nostri caduti”: “Non esistono parole capaci di colmare una perdita così grande”, ha aggiunto. L’incidente è avvenuto nella zona di Brčko, al confine con la Serbia, durante un’operazione di routine, ha fatto sapere Eufor.

I militari morti nell’incidente erano in servizio al Comando aviazione dell’Esercito (Aves) di Viterbo, al primo reggimento ‘Antares’. Secondo quanto si apprende, l’elicottero sarebbe partito ieri mattina da Viterbo e, dopo uno scalo all’aeroporto militare di Pratica di Mare, avrebbe raggiunto la Bosnia. “Non è ancora chiara la dinamica dell’incidente, che sarebbe avvenuto in fase di decollo dall’aeroporto di Brcko”, ha dichiarato in diretta al Tg4 l’ambasciatrice d’Italia in Bosnia-Erzegovina, Sarah Castellani. “A bordo c’erano in totale 15 persone italiane“, ha spiegato. Le cause della tragedia, informa la Difesa, sono attualmente in corso di accertamento. Sono già state avviate le attività di indagine necessarie a ricostruire la dinamica dell’incidente e a chiarire le circostanze dell’accaduto.

“Ho appreso con profonda commozione la notizia del decesso dei militari occorso nel tragico incidente elicotteristico in teatro operativo bosniaco nell’ambito dell’operazione ‘Althea’. In questa triste circostanza, voglia rendersi interprete presso l’Esercito Italiano e il Corpo Militare della Croce Rossa dei miei sentimenti di cordoglio e di commossa solidarietà al dolore provocato da questo tragico evento, chiedendo loro di esprimere ai familiari delle vittime la mia vicinanza e solidarietà”, scrive il presidente della Repubblica, Sergio Mattarella, in un messaggio al capo di Stato Maggiore della Difesa, il generale Luciano Portolano. Anche dal governo e dai partiti di opposizione arrivano i messaggi di cordoglio. “La notizia del tragico incidente che ha coinvolto un elicottero italiano di Eufor in Bosnia-Erzegovina è motivo di profondo dolore“, scrive sui social la presidente del Consiglio, Giorgia Meloni: “Il mio pensiero va alle vittime, alle loro famiglie e a tutti coloro che, impegnati nella missione per la pace e la stabilità della regione, stanno vivendo ore di angoscia. A loro va la mia più sincera vicinanza e quella del governo italiano”. Anche il ministro degli Esteri, Antonio Tajani, esprime la sua vicinanza “alle nostre forze armate per la tragedia”: “Un pensiero ai familiari delle vittime. Una terribile disgrazia che scuote il cuore di tutti gli italiani”, scrive il vicepremier sottolineando che l’Ambasciatore d’Italia a Sarajevo “si sta già recando a Brčko, luogo dell’incidente” e che il Ministero degli Esteri “fornirà tutto il supporto necessario. Una preghiera per i nostri caduti e i nostri feriti nell’adempimento del dovere”, conclude.

A rendere noto l’incidente era stata la stessa Forza militare dell’Unione Europea in Bosnia-Erzegovina: ha parlato di un velivolo della missione precipitato nella zona di Brčko, al confine con la Serbia. In serata l’Eufor conferma in un comunicato che l’elicottero è precipitato durante un’esercitazione di routine. La missione europea aggiunge che non si sono registrati danni a infrastrutture, proprietà o veicoli civili e nessun civile è rimasto ferito nell’incidente. I servizi di emergenza della Bosnia-Erzegovina e il team di collegamento e osservazione dell’Eufor sono giunti sul posto, hanno recuperato il personale coinvolto e lo hanno immediatamente trasportato presso le strutture mediche di Brcko. L’Eufor, aggiunge la nota, sta conducendo un’indagine approfondita e completa per accertare le cause di questo tragico incidente, e pubblicherà le informazioni pertinenti non appena disponibili e verificate. La missione europea si dice inoltre “profondamente addolorata per questa tragica perdita di vite umane ed esprime le sue più sentite condoglianze agli amici e ai familiari di coloro che hanno perso la vita al servizio della pace”.

Eufor ha invitato i cittadini a non diffondere informazioni non verificate e disinformazione e a informarsi sull’incidente esclusivamente attraverso i canali ufficiali. La missione europea è presente in Bosnia-Erzegovina dal 2004, quando subentrò alla forza di peacekeeping della Nato dispiegata dopo la guerra del 1992-1995. Attualmente conta diverse centinaia di militari provenienti da 24 Paesi europei.

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Difesa, rotte commerciali e ricerca. L’Italia rafforza l’attenzione ai poli

La centralità del Mediterraneo per l’Italia potrebbe essere messa alla prova da una rotta che attraversa l’Artico. Se i collegamenti settentrionali diventassero un’alternativa stabile a Suez, cambierebbe anche la geografia dei traffici commerciali verso l’Europa. Una prospettiva che si intreccia con la crescente competizione militare nel Grande Nord e con la sicurezza delle rotte atlantiche. È uno dei temi emersi dalla seconda Conferenza nazionale della Difesa dedicata ad Artico e Antartide, promossa dalla sottosegretaria Isabella Rauti e ospitata dal Centro alti studi per la Difesa.

Il Nord visto dal Mediterraneo

Di ritorno da Norvegia e Finlandia, il ministro della Difesa Guido Crosetto, ha richiamato le preoccupazioni dei Paesi nordici per la presenza militare russa e le conseguenze della progressiva accessibilità delle rotte artiche. Il loro sviluppo potrebbe modificare i commerci fra Asia ed Europa nei prossimi decenni, con ricadute sui porti mediterranei. Per l’Italia diventa quindi necessario rafforzare i rapporti con gli alleati settentrionali e la capacità delle rispettive Forze armate di operare insieme.

Il ministro degli Esteri Antonio Tajani ha collegato l’apertura di nuove rotte alle opportunità per l’export e alla diversificazione degli approvvigionamenti di materie prime critiche. Una lettura condivisa dal sottosegretario alla Difesa Matteo Perego di Cremnago, che ha ricordato la presenza della Marina militare nell’Artico attraverso le campagne scientifiche High North di nave Alliance. Un impegno che si affianca alla protezione della libertà di navigazione lungo le rotte commerciali più frequentate.

Una strategia di lungo periodo

La crescente attenzione italiana alle regioni polari ha assunto anche una dimensione istituzionale. Con un decreto firmato a luglio, Crosetto ha reso annuale la Conferenza nazionale della Difesa, trasformandola in un appuntamento permanente di approfondimento e coordinamento. A ricordarlo è stata Isabella Rauti, sottosegretario alla Difesa, titolare della delega alle regioni polari, che ha sottolineato la volontà di integrare le competenze della Difesa con quelle della diplomazia e della ricerca.

L’estensione del programma all’Antartide riflette questa impostazione. Due regioni profondamente differenti, come ha osservato il presidente del Casd Stefano Mannino, nelle quali la cooperazione scientifica e la tutela degli interessi nazionali richiedono strumenti specifici, ma una visione condivisa.

La deterrenza passa anche dai poli

Le distanze geografiche, del resto, non corrispondono più necessariamente a distanze strategiche. Il capo di Stato maggiore della Difesa Luciano Portolano ha utilizzato l’esempio dei collegamenti sottomarini delle Svalbard, essenziali anche per la trasmissione dei dati satellitari, per mostrare quanto le infrastrutture artiche incidano sulla sicurezza europea.

A rendere il Grande Nord particolarmente rilevante è anche la presenza della Flotta del Nord russa nella penisola di Kola. Le sue unità possono raggiungere l’Atlantico attraverso un’area decisiva per il transito dei rinforzi alleati. Le tensioni in quel quadrante possono quindi assorbire risorse militari necessarie altrove, compreso il Mediterraneo. Portolano ha richiamato inoltre l’importanza dell’addestramento in condizioni estreme e della capacità di riconoscere forme di competizione che avanzano gradualmente, senza assumere necessariamente la forma di un conflitto aperto.

La ricerca e la presenza italiana

Se nell’Artico cresce la dimensione della deterrenza, in Antartide la presenza italiana continua a fondarsi soprattutto sulla cooperazione scientifica. La ministra dell’Università e della Ricerca Anna Maria Bernini ha ricordato il contributo del Programma nazionale di ricerche in Antartide, della nave rompighiaccio Laura Bassi e del supporto logistico delle Forze armate alle spedizioni.

Le attività scientifiche permettono di mantenere una presenza continuativa in ambienti difficili, sviluppando conoscenze utili anche sul piano tecnologico. Una collaborazione che Rauti ha collegato al ruolo delle basi Mario Zucchelli e Concordia e che, nell’Artico, trova un ulteriore esempio nelle campagne della Marina militare.

La continuità degli investimenti e della presenza operativa diventa così una condizione per dare seguito agli obiettivi della strategia nazionale. Per un Paese mediterraneo come l’Italia, guardare ai poli significa anche comprendere come potranno cambiare gli equilibri economici e di sicurezza nelle aree da cui dipendono più direttamente i suoi interessi.

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Così Artico e Antartide entrano nella mappa degli interessi strategici italiani

Se tra due decenni l’Italia vorrà contare in Artico e Antartide, quindi riscuotere un dividendo tanto economico quanto politico, allora, oggi, non può che accelerare la sua progettazione in quelle due aree, nella consapevolezza che incidono sulle alleanze internazionali e sulle catene di approvvigionamento legate alle nuove rotte.

Un’analisi a più cervelli sull’importanza ormai acclarata dell’Artico c’è stata in occasione della seconda conferenza nazionale su “Artico e Antartide – Il Sistema Paese nello scenario internazionale e le nuove sfide della competizione globale”, alla presenza di vari esponenti del governo oltre che del capo di Stato maggiore della Difesa, generale Luciano Portolano.

Il ministro della difesa Guido Crosetto ha cerchiato in rosso un punto: quel territorio “va presidiato perché qualsiasi cosa sia fondamentale per un possibile futuro nemico per noi diventa importante”. Il riferimento è alla presenza italiana, politica e strategica che si traduce secondo quanto osservato dal ministro degli Esteri Antonio Tajani in un ruolo più attivo nella competizione internazionale per le risorse, le rotte commerciali e la sicurezza. L’imperativo è essere “sempre più protagonisti, cioè non giocare di rimessa ma giocare in prima linea”. Anche perché il campo da gioco vede tante variabili, come Mosca e Pechino.

Secondo il titolare della Farnesina “certamente è un confronto anche di tipo militare ma anche un confronto di tipo commerciale ed economico”. Per cui l’Italia non può non tenerne conto, “siamo osservatori, ma la nostra presenza politica deve essere sempre più forte per tutelare l’interesse nazionale”, primo fra tutti quello che riguarda le nuove rotte.

Lo ha detto apertamente Tajani che per l’Italia “è vitale aprire un percorso alternativo” per le merci, a maggior ragione dopo le crisi a Hormuz e Bab el Mandeb, aggiungendo che “per noi è vitale avere la libertà di navigazione”, tema di cui si è discusso la settimana scorsa a Istanbul con Germania, Francia, Gran Bretagna, Arabia Saudita, Egitto, Turchia e Pakistan.

Quale il prossimo passo, dunque? Aumentare gli investimenti nella politica dell’Antartide e dell’Artico “perché sono in ballo i nostri interessi vitali”, citando anche le iniziative scientifiche promosse dal ministro dell’Università e della Ricerca Anna Maria Bernini e il lavoro della sottosegretaria alla Difesa Isabella Rauti.

Ma Russia e Cina stanno dimostrando maggiore iniziativa nell’Artico rispetto all’Alleanza atlantica, ha richiamato il generale Portolano, mettendo l’accento su un punto: la deterrenza “si gioca anche nelle regioni polari”.

In questo senso il governo sin dal suo insediamento ha manifestato molto interesse per l’area: “Nella strategia italiana per l’Artico, il presidente Meloni scrive che da questione geografica l’Artico è diventato una questione strategica – ha ricordato Rauti – Stesso concetto, con centralità attribuita agli aspetti della sicurezza, lo troviamo anche nella strategia dell’Unione europea, presentata circa 9 giorni fa, che individua come prioritari la sicurezza, la resilienza, anche delle infrastrutture, la deterrenza difensiva, la protezione delle infrastrutture critiche, il contrasto alle minacce ibride. Evidentemente c’è anche, nella strategia dell’Unione europea, una prospettiva: il riconoscimento dell’Artico come area strategica e vulnerabile, area strategica per la sicurezza euroatlantica ed europea, e si richiama in quelle linee un ruolo dell’Unione europea più proattivo nel grande nord”, ha concluso.

 

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Bruxelas pede a Estados-membros que usem empréstimos em defesa para apoiar Kiev

A Comissão Europeia sugeriu hoje que os Estados-membros utilizem 21,3 mil milhões de euros em empréstimos de defesa para apoiar a Ucrânia, após Kiev ter indicado que vai precisar de mais 70 mil milhões de euros em 2027.

Em comunicado, a Comissão Europeia refere que convidou hoje os Estados-membros a participarem na segunda ronda do empréstimo de defesa SAFE, composta por 21,3 mil milhões de euros.

O executivo comunitário incentiva os Estados-membros a utilizarem estes fundos não só para as suas “prioridades e necessidades nacionais a nível de defesa”, mas também para “reforçar a cooperação com a Ucrânia”, designadamente através de “aquisições conjuntas”.

“Os Estados-membros deverão também dar prioridade às necessidades urgentes das Forças Armadas ucranianas e dos próprios Estados-membros nas áreas dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil, dos drones e dos sistemas anti-drones, bem como das munições e dos mísseis”, indica o executivo.

Estes 21,3 mil milhões de euros correspondem ao valor que ainda não foi gasto do empréstimo de 150 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia (UE) em maio de 2025.

Esse valor surgiu porque alguns Estados-membros, como a Itália ou a Hungria, decidiram rever em baixa e pedir menos dinheiro do que a fatia que lhes estava inicialmente prevista.

O programa SAFE visa conceder empréstimos a longo prazo e a preços favoráveis aos Estados-membros da UE para investimentos em capacidades de defesa.

Estes empréstimos, que têm de ser executados até 2030, vão financiar esforços de aquisição urgentes e em grande escala.

Na primeira ronda do empréstimo, foram destinados 5,8 mil milhões de euros a Portugal, aos quais o país concorreu em novembro do ano passado com um plano para reequipar as Forças Armadas.

O apelo para que os Estados-membros utilizem agora o dinheiro da segunda ronda também para ajudar a financiar a Ucrânia surge depois de, na última cimeira do Conselho Europeu, em 15 e 16 de outubro, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter avisado os restantes Estados-membros que o seu país vai precisar de mais 70 mil milhões de euros em 2027 do que o inicialmente previsto.

O chefe de Estado ucraniano salientou que, de acordo com as previsões do seu Governo, a guerra “vai custar 155 mil milhões de euros” em 2027.

“E precisamos de pelo menos mais 70 mil milhões de euros vossos: para a Defesa, armamento, para a nossa resiliência. Este montante é realista e peço-vos que encontrem forma de nos conceder este apoio”, apelou.

Este apelo de mais 70 mil milhões de euros surge depois de a UE ter aprovado este ano um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, a serem desembolsados entre 2026 e 2027.

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Força Aérea compra três autotanques para abastecimento de aeronaves por 1,25 milhões


A Força Aérea recebeu o aval do Governo para adquirir três autotanques de combustível para abastecimento de aeronaves por cerca de 1,25 milhões de euros, com financiamento plurianual através de verbas inscritas e a inscrever no orçamento da Força Aérea.

“A Força Aérea dispõe de diversas infraestruturas aeronáuticas que asseguram a operação, manutenção e sustentação dos seus sistemas de armas e demais meios aéreos, sendo indispensável garantir as adequadas condições de abastecimento de combustível às aeronaves, sendo necessário assegurar meios terrestres adequados, modernos e operacionalmente disponíveis para o transporte e abastecimento de combustível aeronáutico”, pode ler-se na portaria datada de 22 de outubro e publicada esta quinta-feira em Diário da República.

Para cumprir a sua missão, o ramo das Forças Armadas “identificou a necessidade de proceder à aquisição de 3 (três) autotanques de combustível, destinados a reforçar e assegurar a capacidade de transporte, distribuição e abastecimento de combustível às aeronaves, contribuindo para a continuidade e sustentabilidade das operações”.

Nesse sentido, a Força Aérea foi “autorizada a assumir o encargo plurianual relativo à aquisição de três autotanques de combustível destinados ao abastecimento de aeronaves, nos anos 2026 e 2027, até ao montante global máximo de 1 250 262 euros (um milhão, duzentos e cinquenta mil, duzentos e sessenta e dois euros), valor ao qual não acresce IVA”.

O encargo orçamental autorizado distribui-se por dois anos económicos, sem poder exceder os seguintes montantes:

  • 2026: 500 mil euros;
  • 2027: 750 262 euros.
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Chi controlla gli abissi? Braw spiega le nuove vulnerabilità della sicurezza internazionale

Ai tempi della Guerra fredda, l’unica vera minaccia subacquea era costituita dai sottomarini nucleari balistici e le infrastrutture presenti sui fondali erano ancora relativamente poche. Oggi, invece, i cavi sottomarini e le condotte energetiche sono diventati la spina dorsale della vita quotidiana, ma restano in gran parte fuori dalla giurisdizione degli Stati e difficili da proteggere, mentre gli abissi si popolano di nuove minacce. Dopo anni di incidenti e attacchi alle infrastrutture sottomarine, il tema è ormai una costante nell’agenda della sicurezza globale ed è al centro del libro “The Undersea War”, che spiega come i fondali sottomarini si stiano trasformando in un nuovo campo di battaglia. Per comprendere questa trasformazione e le sue conseguenze per la sicurezza degli Stati, Airpress ha parlato con Elisabeth Braw, senior fellow dell’Atlantic Council e autrice del libro.

Cosa l’ha spinta a scrivere questo libro, e perché proprio ora?

Con l’editore abbiamo deciso di farlo nell’estate del 2024. All’epoca avevamo già assistito a diversi incidenti ai cavi nel Baltico, nel Mare del Nord, al largo della Norvegia e vicino a Taiwan. Quello taiwanese, a cui dedico un capitolo, è stato particolarmente drammatico, ma all’epoca ha ricevuto poca attenzione. Si capiva che era in corso qualcosa di nuovo: navi che si comportavano in modo anomalo, cavi danneggiati e pochissimo che si potesse fare. Era tutto molto drammatico e misterioso, e lì ho capito che qualcosa era cambiato.

Parliamo infatti di uno scenario strategico nuovo rispetto al passato. Cosa è cambiato dai tempi della Guerra fredda?

Durante la Guerra fredda c’era un confronto strutturale tra Nato e Patto di Varsavia, anche tra le flotte di sottomarini, e si era sempre vicinissimi alla guerra nucleare. Ricordo la prima volta che ho letto un giornale, nel 1981: parlava dell’incidente del sottomarino sovietico incagliato al largo della Svezia. Ricordo la foto del comandante in piedi sullo scafo in attesa di soccorso. Gli svedesi non sapevano cosa fare, processarli o lasciarli andare? Eppure nessuno parlava di cavi o condotte, perché non c’erano ancora stati incidenti di quel tipo. Quelle infrastrutture continuavano a funzionare, anche se sarebbe stato possibile sabotarle, pur trovandosi a un passo dall’Armageddon nucleare. È un paradosso: potevano essere colpite e non lo furono.

Rispetto ad allora, però, oggi i fondali sono molto più affollati.

Esatto. Oggi ci sono più cavi per i dati, più cavi elettrici (rari negli anni Ottanta) e più condotte. Ma la vera differenza è la nostra dipendenza. Negli anni Ottanta, se qualcuno avesse danneggiato alcuni cavi, la gente comune se ne sarebbe accorta a malapena. Oggi invece ce ne accorgeremmo nel momento stesso in cui accade. I cavi funzionano così bene e trasportano così tanto traffico che sono diventati indispensabili.

Poniamo uno scenario: se oggi i cavi sottomarini venissero colpiti, cosa succederebbe alla vita di tutti i giorni?

Prendiamo l’Italia, che è collegata da numerosi cavi. Se ne fosse danneggiato uno, accadrebbe poco, perché un altro ne assorbirebbe il traffico. Con tre o quattro cavi fuori uso si noterebbe un rallentamento. Ma se fossero colpiti tutti i cavi che collegano il Paese, la vita quotidiana si fermerebbe. Si esce di casa, si vuole prendere l’autobus, ma la carta di credito non funziona e non si può comprare nulla. Il telefono è inutilizzabile, così come la televisione. Forse resta la radio, se ne avete una vecchia. Non si può contattare nessuno né navigare in rete. E non è solo un problema individuale: le aziende, essendo digitalmente dipendenti, dovrebbero sospendere le attività. Ospedali e governi hanno una connettività di riserva via satellite, ma i satelliti trasportano solo una minima parte di ciò che passa nei cavi, quindi basterebbe appena per i servizi più critici. Il settore finanziario, allo stesso modo, non dispone di alternative e si bloccherebbe del tutto. È uno scenario quasi troppo grande per essere immaginato.

Molti parlano della necessità di più ridondanza. Basterebbe quindi posare più cavi?

Molti lo dicono, ma chi dovrebbe farlo? Parliamo di investimenti enormi e di infrastrutture molto vaste. I cavi appartengono ad aziende private, che non si possono obbligare a posarne altri, se non con una legge. Esse decidono in base a logiche commerciali e riterranno che il rischio per ciascuna di loro non sia abbastanza alto da giustificare un nuovo investimento. Dovrebbero essere quasi certe che un proprio cavo verrà danneggiato. Certamente, dal punto di vista della sicurezza nazionale, averne di più sarebbe auspicabile, ma il settore privato ragiona con altri criteri.

Nel libro lei approfondisce anche le diverse problematiche normative e legali riguardo la tutela delle infrastrutture sottomarine

Sì. Gli oceani, a differenza della terraferma, sono un bene comune globale. Solo una fascia di 12 miglia nautiche appartiene allo Stato costiero. Oltre c’è la zona economica esclusiva, dove si hanno diritti sulle risorse ma non la giurisdizione, e poi le acque internazionali. È lì che corrono i cavi, tra un Paese e l’altro, e dunque dipendono dal fatto che tutti rispettino le regole, perché fuori dalle acque territoriali gli Stati costieri non hanno autorità. Questo sistema ha funzionato così bene che il mondo oggi dipende interamente dai cavi sottomarini. Ma cosa faremmo se qualcuno smettesse di rispettare le regole? Non siamo nella condizione di approvare nuovi trattati globali: non riusciamo ad accordarci su nulla, figuriamoci su un trattato per la protezione dei cavi. Esiste l’Unclos, che li tutela, ma resta la domanda su cosa fare con chi non se ne cura.

E cosa possono fare gli Stati per proteggere tali infrastrutture?

È molto difficile a dirsi, perché cavi e condotte funzionano e sono al sicuro solo se c’è pace, o almeno se i Paesi si comportano bene. Un nuovo trattato non si riuscirebbe a far approvare. I Paesi del Baltico stanno facendo il massimo possibile: pattugliano i cavi attraverso un’unità Nato, la Ctf Baltic, sperando che la sola presenza faccia la differenza. Sembra funzionare, ma non servirebbe contro chi è davvero deciso a danneggiare i cavi. Questo è l’aspetto più inquietante, gli Stati non possono fare molto più di quanto già fanno. I Paesi del Baltico sono più avanti degli altri nel ragionarci, ma nemmeno le menti migliori sanno cosa si potrebbe fare in più. 

Che ruolo avranno i fondali nelle crisi future?

La situazione è già difficile così. Non siamo in guerra, anche se c’è chi dice di sì: subiamo attacchi continui, contro le infrastrutture e non solo. È una guerra sporca, ma non una guerra vera. Cosa accadrebbe però in un conflitto cinetico? I cavi sarebbero un bersaglio ovvio. La cosa più preoccupante è che la Russia ha pochissimi cavi sottomarini: è il Paese più grande del mondo ed è collegato via terra, quindi non ne ha bisogno. Può minacciare i nostri cavi, mentre noi non potremmo minacciare i suoi, perché quasi non esistono.

Quindi manca la deterrenza.

Esatto. Non possiamo neppure dire “se danneggiate i nostri cavi, noi danneggeremo i vostri”. Anche volendo, ce ne sarebbero ben pochi da colpire.

Droni sottomarini e nuove tecnologie di monitoraggio possono ridurre questa vulnerabilità?

Oggi molte aziende cercano di vendere queste tecnologie alla Nato e ai governi nazionali, ed è il mercato. Ma dal mio punto di vista non serve più sorveglianza. Grazie ai sistemi di controllo degli oceani, soprattutto nel Baltico ma non solo, abbiamo già un’ottima comprensione di quando una nave sospetta si avvicina a un cavo. Il problema non è capire la minaccia, ma sapere cosa fare quando si è stabilito che sta per accadere qualcosa. Possiamo avere tutti i droni del mondo a monitorare i cavi, ma la domanda resta la stessa: che si fa se notiamo un comportamento sospetto? La guardia costiera può chiedere alla nave di allontanarsi. Se non lo fa, si può inviare la Marina, ma questa dovrebbe attaccare la nave, e lo Stato che sta dietro quella nave reagirebbe a sua volta. È molto complicato, e il monitoraggio non lo risolve. Se la tecnologia fosse la risposta, bene, ma si limita ad aggiungere chiarezza su cose che già sappiamo.

Un’ultima cosa. Nel libro lei riporta diverse esperienze individuali. Come mai?

Penso che questo libro sia una storia di persone. È un argomento affascinante e vorrei che i lettori lo capissero. In molti Paesi ci sono persone che lavorano duramente, ogni giorno, per vigilare sui fondali, nell’industria e nelle istituzioni. Sono eroi silenziosi, perché il loro compito è quasi impossibile, eppure lo svolgono. Non sappiamo quanto lavoro ci sia dietro ma dovremmo essere molto grati a chi protegge e difende i fondali ogni giorno.

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Italia e Polonia, una cooperazione che è ossigeno per la difesa europea

Italia e Polonia: non solo interscambio e spazio, ma la precisa volontà di costruire uno sviluppo, costante e duraturo, delle capacità di difesa, sia alla luce della guerra in Ucraina sia come “doppio uso” del concetto stesso di difesa, ovvero industria e geopolitica. Queste le intenzioni emerse dal sesto forum italo-polacco sulla difesa, da poche ore conclusosi a Varsavia. Un’occasione preziosa sia per metabolizzare i passi già compiuti dai due Paesi in questa particolare strada strategica, sia per raccontare come proseguire un rapporto che, da relazione diplomatica, si è fatto nel corso degli ultimi anni, solida partnership.

Roma e Varsavia, patto di ferro

La cooperazione industriale tra Polonia e Italia celebrata a Varsavia ha visto la presenza di rappresentanti di istituzioni, forze armate e industrie di entrambi i paesi, che hanno animato quello che fino a ieri era denominato Forum italo-polacco aerospaziale, che da semplice vetrina ha ampliato il suo raggio d’azione oltre il settore aerospaziale per includere tecnologie terrestri, marittime e subacquee, nonché soluzioni a duplice uso. Gli organizzatori sono stati l’ambasciata d’Italia a Varsavia, l’Agenzia Ice di Varsavia e la Camera di Commercio e Industria italiana in Polonia (CCIIP). Il partner strategico del Forum è stato il Gruppo Leonardo. La cooperazione italo-polacca come gancio per la sicurezza europea: è questa un’altra traccia programmatica molto interessante per il futuro dei due Paesi, elemento messo in risalto stato da Luca Franchetti Pardo, ambasciatore d’Italia in Polonia, secondo cui proprio l’ampliamento dei temi del Forum, che ora include tecnologie per la difesa e a duplice uso, oltre al settore aerospaziale, riflette la crescente interdipendenza tra sicurezza militare e resilienza civile.

“L’aggressione russa contro l’Ucraina continua a trasformare il nostro modo di pensare alla difesa, di organizzarla e di prepararci alle crisi. Ciò richiede un allineamento tra pensiero strategico e capacità industriali e operative. Italia e Polonia condividono la necessità di proteggere i confini e le infrastrutture chiave, dai porti ai cavi e agli oleodotti nel Mediterraneo e nel Mar Baltico”, ha osservato. In questo senso, dunque, le opportunità di cooperazione coprono una vasta gamma di settori, come la consapevolezza della situazione marittima e sottomarina, la sicurezza informatica e l’innovazione nei sistemi terrestri, aerei e spaziali. “Combinando le competenze di grandi gruppi e piccole e medie imprese specializzate – ha aggiunto il diplomatico – possiamo sviluppare tecnologie, produrre congiuntamente e rafforzare le filiere industriali in entrambi i Paesi. Il Forum promuove il dialogo strategico tra istituzioni, forze armate e industria per tradurre l’analisi delle minacce e le esigenze operative in progetti comuni, contribuendo a costruire una deterrenza credibile e a rafforzare la sicurezza dell’Europa”.

Un sostegno a Bruxelles

Ma come sostenere la difesa europea, anche alla luce del know how italiano? Secondo Roberto Cafiero, direttore dell’ufficio di Varsavia dell’Agenzia Ice numerose sono le opportunità di cooperazione tra aziende polacche e italiane, infatti quest’anno l’Italia si presenta a Varsavia con un messaggio chiaro: la difesa europea ha bisogno di parternariati industriali più solidi, basati sull’innovazione nelle tecnologie a duplice uso. “Gli ambiziosi piani della Polonia per la modernizzazione della difesa – ha spiegato – offrono significative opportunità di cooperazione. L’Italia vanta un settore industriale solido e altamente specializzato, che unisce grandi imprese, piccole e medie imprese innovative e capacità di ricerca, nonché tecnologie con applicazioni sia nel settore civile che in quello della difesa. La partecipazione di 35 aziende e organizzazioni italiane, che rappresentano competenze in settori che spaziano dai processi produttivi avanzati e dall’elettronica ai sistemi autonomi, alle tecnologie marittime e alla protezione delle infrastrutture critiche, riflette sia la diversità delle competenze del nostro settore sia il crescente interesse per il mercato polacco. All’Ice, il nostro obiettivo è molto specifico: trasformare questo interesse in partenariati industriali duraturi. L’ampiezza del Forum crea opportunità di scambio diretto, aiutando le aziende a identificare competenze complementari ed esplorare progetti congiunti”.

Baltico e Mediterraneo

Alla manifestazione hanno partecipato 35 imprese e organizzazioni italiane. Nel 2025 l’interscambio commerciale bilaterale ha superato i 36 miliardi di euro, mentre quello aerospaziale ha raggiunto 677 milioni. Le esportazioni aerospaziali italiane verso la Polonia sono passate da 58 milioni nel 2021 a 364 milioni nel 2025. Per questa ragione, come ha osservato nel suo intervento al VI Italian-Polish Defence & Dual Use Forum di Varsavia, dal deputato di Fratelli d’Italia Emanuele Loperfido, la sicurezza europea dipende sempre più dalla solidità della nostra industria, dalla capacità tecnologica e dalla cooperazione tra Paesi alleati. “Italia e Polonia hanno le condizioni per rafforzare ulteriormente questo percorso”. Loperfido ha richiamato anche la complementarità strategica dei due Paesi: “Polonia e Italia sono due porte strategiche dell’Europa, affacciate rispettivamente sul Baltico e sul Mediterraneo. Abbiamo responsabilità comuni nella sicurezza del continente e interessi condivisi nello sviluppo delle grandi infrastrutture europee, anche attraverso l’Iniziativa dei Tre Mari”.

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Daniel Mordzinski, fotógrafo: “Me ilusiona creer que mis fotografías contribuyen a ensanchar la complicidad lectora”

El fotógrafo Daniel Mordzinski, junto a su retrato del escritor Juan Gabriel Vásquez, que forma parte de la exposición de la Biblioteca Nacional, este miércoles en Madrid.

En el paseo de Recoletos de Madrid, la literatura ha salido a la calle. Los rostros de escritores ocupan las verjas e invitan a reconocer autores y descubrir nuevos nombres. Las fotografías de Daniel Mordzinski (Buenos Aires, 66 años) componen un mapa de la literatura iberoamericana que se aleja de la solemnidad del retrato oficial para dar paso a la intimidad, la ironía y el humor.

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El Daniel Mordzinski posa al lado del retrato a Enrique Vila-Matas en Paseo de Recoletos en Madrid este miércoles.Daniel Mordzinski, en su visita a Madrid con motivo de su exposición en la Biblioteca Nacional y Paseo de Recoletos.
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Albufeira acolheu Torneio Interassociações Regionais de Ténis de Mesa

Albufeira recebeu, de 23 a 25 de outubro, jovens atletas de 13 associações do país para o Torneio Interassociações Regionais de Ténis de Mesa, cuja competição reuniu provas por equipas e de singulares nos escalões de sub-15 e sub-19 e contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo.

Seleções do continente, da Madeira e da Ilha Terceira encontraram-se no Pavilhão Municipal de Olhos de Água, onde os jovens atletas representaram as respetivas associações regionais na disputa dos títulos coletivos e individuais.

Nas provas por equipas, a Associação de Ténis de Mesa do Porto conquistou os títulos de sub-19 masculinos e sub-15 femininos. A Madeira venceu em sub-15 masculinos, enquanto Vila Real assegurou o primeiro lugar em sub-19 femininos. A seleção madeirense destacou-se também pela presença nas quatro finais.

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As provas de singulares terminaram no domingo, com Beatriz Pinto e Carlos Gonçalves, ambos de Vila Real, a conquistarem os títulos de sub-19 femininos e masculinos, respetivamente. No escalão de sub-15, Matilde Sousa, do Porto, venceu a prova feminina, enquanto Tiago Morais da Madeira, alcançou o primeiro lugar na competição masculina.

A par da competição, a Federação Portuguesa de Ténis de Mesa celebrou o seu 82.º aniversário, no dia 24 de outubro, numa gala que reuniu centenas de atletas, treinadores e dirigentes. A cerimónia homenageou as conquistas internacionais da última época e reconheceu o contributo de diferentes gerações para a história e o desenvolvimento da modalidade.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, marcou presença na entrega de troféus e na gala, tendo na ocasião, sublinhado que, “receber em Albufeira jovens atletas de diferentes regiões do país é valorizar o futuro do desporto e o trabalho das associações na formação das novas gerações”.

O torneio contou com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, no âmbito de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026, cuja realização reforçou a presença do ténis de mesa no calendário desportivo do concelho, numa aposta na diversidade de modalidades e no acolhimento de competições de âmbito nacional.

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Albufeira recebe o futuro do Ténis de Mesa Português

Albufeira recebeu, de 23 a 25 de outubro, jovens atletas de 13 associações do país para o Torneio Interassociações Regionais de Ténis de Mesa. A competição reuniu provas por equipas e de singulares nos escalões de sub-15 e sub-19 e contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo. Seleções do […]

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Non c’è difesa senza Europa, non c’è Europa senza difesa. Scrive Nones

Il quadro strategico internazionale è sempre più preoccupante, ma non sono molti a rendersene conto e ancora meno ad ammetterlo. Nelle autocrazie questo è scontato, ma anche nei Paesi democratici le numerose scadenze elettorali sembrano frenare ogni spinta ad ammettere i crescenti rischi e la necessità di accettare realisticamente i possibili rimedi.

Su molti di questi ultimi pesa l’imbarbarimento del dibattito politico sui temi interni e sul loro approccio alle relazioni internazionali. Ancora una volta gli Stati Uniti sono stati la guida, questa volta negativa, del mondo occidentale e hanno condizionato, direttamente e indirettamente, lo scenario europeo.

I Paesi europei, a loro volta, portano la responsabilità di essersi fatti cogliere impreparati di fronte a questo vero e proprio cataclisma che ha colpito il sistema internazionale. Inutile, ma non per questo meno necessario, sottolineare che con un minimo di lungimiranza avremmo dovuto e potuto costruire nel tempo la strumentazione necessaria per navigare anche in acque agitate oltre che in quelle calme. 

La nostra grande contraddizione è che per superare il vero grande male europeo, il nazionalismo tradizionale dei singoli Paesi, si sarebbe dovuto costruire un nazionalismo paneuropeo basato sulla prioritaria tutela degli interessi collettivi europei e non proporre un “salto nel vuoto” in nome di un’Unione europea che non è riuscita a conquistare il cuore dei suoi cittadini, contenti di utilizzarne i vantaggi ma poco disposti ad accettarne gli oneri. Un’Unione che i vertici politici degli Stati membri, indipendentemente dal colore politico, non hanno voluto si espandesse dal mercato alla governance istituzionale e alle relazioni internazionali (e conseguentemente alle politiche di difesa e sicurezza).

Oggi di fronte alla necessità di fare scelte difficili ed inevitabilmente impopolari, la carenza più grave è la mancanza della consapevolezza che non c’è difesa senza Europa e non c’è Europa senza difesa.

Pochi esempi lo dimostrano e dovrebbero essere utilizzati per contrastare la diffusa illusione che sia ancora possibile una risposta “nazionale” ai problemi che ogni giorno, sempre di più, devono affrontare governi e parlamenti nazionali e gli stessi cittadini europei.

Le sorti del mondo sono sempre più nelle mani di tre grandi potenze (a cui cercano di aggiungersene alcune medie) che sono tali sul piano politico, economico e militare. L’Europa non c’è perché lo è solo su quello economico. Non tutti la riconoscono sul piano politico e nessuno su quello militare.

In questi settant’anni dalla firma dei Trattati di Roma l’Unione è stata presentata come un nuovo “animale istituzionale”: una costruzione giuridica e politica unica nella storia perché non è uno Stato sovrano federale, come gli Stati Uniti, ma non è nemmeno una semplice organizzazione internazionale o confederazione di Stati. Allegoricamente è stata spesso definita come un “ircocervo” (un animale mitologico metà becco e metà capra), proprio per sottolineare la sua natura ibrida e senza precedenti. Questo pregio oggi rischia di metterne a repentaglio la sopravvivenza perché si è aperta la caccia e le uniche due categorie sono i “predatori” e le “prede”.

L’ironia della sorte vuole che il primo Paese a non riconoscere un ruolo all’Europa sia proprio il suo principale alleato, gli Stati Uniti. Negli ultimi due anni non si contano le occasioni in cui ha dovuto subire la prepotenza dell’amministrazione Trump e pagare i costi delle sue scelte, dai dazi ai danni provocati dalle sue avventure politiche e militari (come la gestione della crisi israelo-palestinese e la richiesta di pagamento europeo delle forniture militari americane all’Ucraina e, da ultimo, l’attacco all’Iran con la chiusura dello Stretto di Hormuz e la conseguente impennata del prezzo del gas e del petrolio).

Non ci sono alternative per l’Europa: cominciare seriamente a diventare una “potenza” come le altre o diventare un loro terreno di conquista. La responsabilità della scelta spetta ai principali Paesi europei perché sono gli unici a disporre, insieme delle risorse necessarie, ma che devono trovare il coraggio per andare avanti sulla strada del riconoscimento del prevalente interesse comune. L’avvenuto allargamento dell’Unione (per altro non ancora concluso) impone la Cooperazione Strutturata Permanente come unico strumento disponibile nell’Unione per integrare non solo le loro politiche di difesa, ma, anche e prima, quelle internazionali. E, forse, per arrivarci più velocemente, la strada migliore potrebbe essere quella di un preliminare accordo intergovernativo fra i Paesi “willing and able” (compreso il Regno Unito), al di fuori ma non contro l’Unione.

Qualsiasi passo avanti in questa direzione espliciterebbe agli occhi dei cittadini europei che l’integrazione europea non è una scelta, ma una necessità.

La maggiore minaccia militare (tradizionale, ibrida, terroristica) è oggi rappresentata da quella proveniente dall’aria, come chiaramente dimostrato dall’esperienza della guerra condotta dalla Russia contro l’Ucraina e dei ripetuti e variegati scontri militari in Medio Oriente. Con l’avvento dei droni e delle nuove tipologie di missili, insieme al loro maggiore utilizzo anche da piattaforme aree, nonché l’interazione fra queste tre categorie di armamenti, è diventato prioritario lo sviluppo di una capacità di difesa in grado di contrastare ogni possibile forma di attacco dall’aria. Non va, inoltre, sottovalutato il rischio che, nell’attuale spirale di progressivo mancato rispetto di impegni e accordi internazionali e di indebolimento degli strumenti faticosamente costruiti negli ultimi ottanta anni per cercare di gestire la governance del sistema internazionale, possa venire coinvolto direttamente (e non solo indirettamente) il dominio spaziale.

La forza intrinseca di questa minaccia è che può arrivare da qualsiasi direzione e da qualsiasi quota (dallo spazio extra-atmosferico a pochi metri di altezza) con armamenti che possono raggiungere velocità elevatissime. Per difendersi serve quindi un sistema in grado di tenere sotto costante controllo vastissime aree del pianeta e dello spazio e di contrastare ogni tipologia di vettore il più lontano possibile dai presumibili obiettivi, assumendo tempestivamente ogni decisione operativa.

Non a caso si fa riferimento ad una cupola di difesa la cui circonferenza di base deve necessariamente includere tutti i Paesi che vi rientrano. L’unico Paese che fino ad ora lo ha sviluppato, su scala ridotta, è Israele (con l’aiuto americano), mentre gli Stati Uniti sono attualmente impegnati in un gigantesco sforzo per realizzarlo. L’Europa, invece, è ancora una volta molto indietro e sta marciando in ordine sparso. Non occorre essere fini esperti di strategia, ma semplici conoscitori elementari di geografia, per comprendere che una vera cupola di difesa dell’Europa deve comprendere una pluralità di Paesi dove collocare i sistemi di avvistamento e di contrasto avanzato, prevedendo anche un consistente impiego anche di mezzi navali e assetti spaziali per completare efficacemente la cintura di protezione sulla frontiera marittima e spaziale. E, ovviamente, serve anche un sistema avanzatissimo di comunicazione e di comando e controllo, nonché un accordo politico per gestire l’intera cupola.

Quindi un sistema molto costoso che richiede un grande sforzo tecnologico e industriale e una base solida e condivisa sul piano giuridico, istituzionale, militare: nessun Paese europeo, nemmeno i più grandi e ricchi, può seriamente pensare di arrivarci da solo e nemmeno con un semplice programma comune.

Una cupola di difesa europea dimostrerebbe concretamente ai cittadini europei quanto è importante l’Europa non solo per continuare a beneficiare dei vantaggi attuali, ma anche e soprattutto per metterli al riparo dalle crescenti minacce e assicurare la loro protezione e libertà e quella dei loro figli.

Nell’ultimo quindicennio uno dei principali problemi politici e sociali dell’Europa è stato quello dell’immigrazione, troppo spesso irregolare. Complici i conflitti più o meno dichiarati e la maggiore instabilità internazionale, ma anche le esigenze di una popolazione sempre più vecchia e restia a svolgere le mansioni più semplici e, infine, la sua conformazione e collocazione geografica, l’Europa (compreso il Regno Unito) è diventata la meta di circa 25-30 milioni di persone. Nel solo 2024 si stima l’arrivo di più di 4 milioni di immigrati extra-europei. La libera circolazione dei cittadini europei ha comportato due problemi: Le diverse politiche nazionali di riconoscimento della cittadinanza hanno favorito il movimento interno all’Unione degli immigrati regolarizzati. L’abolizione dei sistematici controlli alle frontiere interne dell’Unione ha favorito il movimento anche degli immigrati irregolari.

Questo quadro già complicato è stato aggravato dall’immigrazione irregolare via mare che ha coinvolto alcuni Stati membri e, in particolare, quelli che si affacciano sul Mediterraneo, fra cui l’Italia. Qui, infatti, qualsiasi “respingimento” sui confini marittimi dell’Unione comporta il rischio di mettere a repentaglio la vita di immigrati e loro famiglie. Ma una volta entrati nel territorio dell’Unione, è necessario individuare quanti devono essere riconosciuti come “profughi” e solo per gli altri può essere organizzato il ritrasferimento verso i Paesi di origine (a condizione che vi siano specifici accordi). Quanto ai “profughi”, la loro equa distribuzione fra gli Stati membri continua ad essere disattesa.

Nel complesso una situazione caotica che potrebbe essere gestita decentemente solo a livello europeo con criteri comuni sui criteri per la selezione e regolarizzazione degli immigrati, ma anche con sforzi comuni per limitare al massimo l’arrivo di immigrati irregolari. In quest’ottica solo l’Unione europea potrebbe avere la forza politica, economica ed operativa per realizzare propri campi profughi in alcuni Paesi della sponda sud del Mediterraneo (da cui per altro partono, compresi quelli che vi sono arrivati irregolarmente). In questi campi europei potrebbero essere concentrati gli immigrati intercettati in mare per poi procedere alla individuazione degli aventi diritto. I Paesi ospitanti potrebbero beneficiare dell’investimento europeo in termini di servizi (cibo, acqua, energia), di ospitalità del personale europeo impiegato per i controlli e per il mantenimento dell’ordine all’interno dei campi e di sorveglianza svolta dalle loro forze di sicurezza all’esterno, nonché di gestione del ritorno ai Paesi di origine di quanti respinti.

Questa soluzione avrebbe anche un forte effetto deterrente nei confronti dei flussi migratori irregolari e del traffico di esseri umani perché evidenzierebbe meglio la volontà europea di contrastare l’immigrazione irregolare e consentirebbe di conciliare i principi etici che caratterizzano il Vecchio Continente con una gestione dell’immigrazione che limiti l’allarme sociale che rischia di minare le basi della società europea e di quelle nazionali.

Anche in questo caso solo l’Europa potrebbe collettivamente farci uscire dall’attuale spirale perversa con cui tutti gli Stati membri si stanno misurando e dimostrare ai suoi cittadini la validità di una sua maggiore, e non minore, integrazione.

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La Liaoning attraversa le Filippine. Il messaggio strategico della Cina

La portaerei cinese Liaoning, accompagnata da tre unità di scorta, ha attraversato il 22 ottobre le acque dell’arcipelago filippino, sta raggiungendo lo Stretto di Basilan prima di dirigersi verso il Mare delle Filippine. Il movimento, monitorato dalle forze navali di Manila, rappresenta un nuovo episodio della crescente proiezione militare cinese nell’Indo-Pacifico, con implicazioni che superano le controversie territoriali nel Mar Cinese Meridionale.

Secondo un’analisi dell’Institute for the Study of War e dell’American Enterprise Institute, la manovra potrebbe aver simulato l’attraversamento della first island chain, la cintura geografica che collega Giappone, Taiwan e Filippine e costituisce un elemento centrale della pianificazione strategica americana nella regione. La capacità di operare oltre questa barriera consentirebbe alla marina cinese di esercitare pressione sulle linee di comunicazione marittima e, in uno scenario di conflitto, contribuire all’isolamento di Taiwan o delle stesse Filippine.

La navigazione della Liaoning assume particolare rilevanza nel contesto delle pressioni esercitate da Pechino su Manila per le rivendicazioni nel Mar Cinese Meridionale. Non si tratta necessariamente di una preparazione operativa immediata: le autorità militari filippine hanno descritto il transito come parte delle periodiche esercitazioni cinesi, escludendo motivi di allarme. Tuttavia, la dimostrazione di capacità navali contribuisce a modificare il quadro strategico entro cui si sviluppa la competizione regionale.

È in questo contesto che acquista significato la posizione espressa dalla ministra degli Esteri filippina Maria Theresa Lazaro in una recente intervista a Formiche.net. Lazaro ha sottolineato l’importanza della maritime domain awareness, ossia della capacità di monitorare e comprendere le attività negli spazi marittimi, indicando nella cooperazione con i partner europei, Italia compresa, uno strumento per rafforzare la sicurezza regionale. Una prospettiva che combina maggiore capacità di sorveglianza, diversificazione dei partenariati e mantenimento del dialogo diplomatico con Pechino.

Il movimento della Liaoning si inserisce inoltre in una competizione militare sempre più multidominio. Mentre la Cina accusa Washington di alimentare una possibile corsa agli armamenti spaziali, continua a sviluppare capacità satellitari, dual-use e controspaziali potenzialmente utilizzabili contro i sistemi americani e alleati. La superiorità navale dipende infatti sempre più dall’integrazione tra piattaforme marittime, intelligence, comunicazioni e infrastrutture orbitali.

La questione strategica non riguarda dunque soltanto dove possano arrivare le portaerei cinesi, ma quanto Pechino sia in grado di trasformare questa mobilità in capacità di condizionamento regionale, mettendo alla prova la resilienza delle Filippine e la credibilità della presenza americana nell’Indo-Pacifico.

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La guerra sotto il mare è già iniziata. La sfida della sicurezza nei fondali

Il 25 dicembre 2024 la petroliera Eagle S trascinò l’ancora nel Golfo di Finlandia, danneggiando un interconnettore elettrico e quattro cavi per le telecomunicazioni. La vicenda, arrivata davanti ai giudici di Helsinki, mostra quanto sia complesso attribuire le responsabilità. È uno dei casi raccontati da Elisabeth Braw in The Undersea War, volume presentato all’Associazione della Stampa Estera di Roma durante un incontro organizzato da Formiche e Airpress, con la moderazione di Flavia Giacobbe.

Conoscere per proteggere

Ad aprire i lavori è stato l’ammiraglio Giuseppe Berutti Bergotto, capo di Stato maggiore della Marina militare, che ha richiamato il cambiamento delle condizioni di sicurezza dei fondali. Per lungo tempo la profondità del mare è stata considerata una protezione naturale, ma lo sviluppo tecnologico ha reso accessibili aree un tempo difficilmente raggiungibili, aumentando l’esposizione delle infrastrutture sottomarine. Da qui la necessità di rafforzare le capacità di sorveglianza. “Non possiamo proteggere quello che non conosciamo”, ha osservato, richiamando l’operazione Fondali sicuri, il coordinamento con la Nato e il ruolo del Polo nazionale della dimensione subacquea. Per Berutti Bergotto, “la cooperazione è la prima forma di deterrenza”, fondata sulla condivisione delle informazioni e su procedure comuni.

Tra sabotaggio e diritto del mare

Per oltre un secolo i fondali hanno garantito collegamenti affidabili proprio grazie alla loro relativa inaccessibilità. Una condizione ormai superata, come ha spiegato Elisabeth Braw, secondo cui “non possiamo più dare per scontato che i fondali marini siano sicuri”. Vi operano flotte sottomarine in espansione, sistemi autonomi e nuove attività estrattive. La competizione riguarda anche chi costruisce i cavi e autorizza il loro passaggio, fra rivalità sino-americane e controversie nel Mediterraneo orientale. Resta soprattutto la difficoltà di distinguere un incidente da un’azione deliberata, come dimostrato dalla vicenda della Eagle S, nella quale “le autorità finlandesi hanno dovuto decidere che cosa fare”, ha ricordato l’autrice.

Sul versante giuridico, Francesco Paolo Bello, managing partner di Deloitte Legal, ha richiamato proprio il caso Eagle S e i limiti della giurisdizione nelle zone economiche esclusive. Individuare la nave responsabile di un danneggiamento non basta a dimostrare un sabotaggio né a ottenere una condanna. Bello ha proposto un riconoscimento specifico delle infrastrutture sottomarine critiche, maggiori obblighi per gli Stati di bandiera e accordi che rafforzino la protezione nelle Zee. Tra autorità e operatori vanno inoltre chiariti compiti investigativi e costi delle riparazioni.

Le tecnologie e la filiera italiana

La tecnologia ha contribuito a rendere accessibili profondità prima considerate sicure, ma offre anche gli strumenti per proteggerle. È la prospettiva illustrata da Gabriele Maria Cafaro, executive vice president Underwater di Fincantieri, che ha sottolineato la necessità di sviluppare soluzioni interoperabili, integrando robotica, intelligenza artificiale e sensori, dalla manutenzione alla protezione. In questa direzione va anche l’acquisizione di Next Geosolutions, specializzata nelle ispezioni dei fondali, considerate essenziali per migliorarne la conoscenza.

Il monitoraggio dei cavi può diventare esso stesso uno strumento di sicurezza. Roberto Candela, amministratore delegato di Electrical and Optical Sensing Solutions di Prysmian, ha spiegato come variazioni di temperatura e altri segnali, un tempo destinati alla manutenzione, possano rivelare possibili intrusioni. Un guasto può essere localizzato in tempo reale con precisione di un metro, riducendo le riparazioni da mesi a poche settimane. Resta da stabilire come gestire e condividere la crescente quantità di dati raccolti.

Investimenti e capacità operative

Nelle conclusioni, il sottosegretario alla Difesa Matteo Perego di Cremnago ha richiamato il vantaggio dell’Italia per posizione geografica e competenze industriali, insistendo sulla necessità di facilitare l’accesso ai capitali delle imprese più piccole. “Il nostro sistema Paese deve avere maggiore accesso ai capitali per poter crescere”, ha affermato, invitando anche i fondi di investimento a guardare con maggiore attenzione al comparto della difesa. Nei nuovi domini, ha sostenuto, “il meccanismo è invertito”, con un ruolo crescente dell’iniziativa privata in quella che ha definito una “partnership privato-pubblico”. Fra le prospettive indicate, sciami di droni per la sorveglianza continua delle infrastrutture e data center sottomarini raffreddati naturalmente dall’acqua. Un’evoluzione che, per il sottosegretario, richiederà di valorizzare la filiera nazionale e il contributo della Marina militare e del Polo nazionale della dimensione subacquea.

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RTVE suspende la emisión de Valle Salvaje y La Promesa en La 1 este miércoles 28 de octubre

La 1 no emitirá nuevos capítulos de las series diarias Valle Salvaje y La Promesa este miércoles 28 de octubre. El motivo no es otro que el accidente ferroviario entre Urda y Los Yébenes en Toledo, confirma el departamento de comunicación de RTVE a través de X. De esta manera, el primer canal de TVE pospone el estreno del capítulo 513 de Valle Salvaje y el capítulo 936 de La Promesa, que La 1 habría programado para este miércoles 28 de octubre a las 17.45 y 18.35 horas respectivamente. No es el único cambio significativo en la programación de La 1 con motivo del accidente ferroviario.

Además de la supresión de los seriales de época Valle Salvaje y La Promesa, La 1 tampoco emitirá Malas lenguas ni Aquí la Tierra este miércoles 28 de octubre. En su lugar, Directo al grano cogerá el relevo de la primera edición del Telediario con Alejandra Herranz. El magacín que presentan Marta Flich y Martín Barreiro ampliará su emisión desde las 16.00 hasta las 18.30 horas. Le seguirá un especial informativo hasta las 21.00 horas, momento en que empezará la segunda edición del Telediario con Pepa Bueno. La 1 tampoco emitirá el espacio de humor y entrevistas La revuelta, ni el concurso El túnel.

Valle Salvaje, avance del capítulo 513, que La 1 pospone 'sine die'

La preocupación por Bárbara pasa a mayores y Atanasio le hace una petición a la Salcedo que le va a costar más de lo que imagina. Mientras, tras la visita de Rafael, Luisa acude a Rosalía y le pide que use su influencia sobre el duque para salvar a Alejo… ¿aceptará ayudarla?

La Promesa, avance del capítulo 936, que La 1 pospone 'sine die'

Lorenzo convence a Ciro de no echarse atrás con las estafas. Si reculan, resultará incluso más sospechoso. Tomasa felicita a Candela por plantarse ante Simona, y le azuza para que no baje su hostilidad. Ricardo y Cristóbal se muestran rabiosos por que Julio haya salido indemne del sabotaje de la boda, Teresa, testigo, calla. Julieta intenta hablar con Manuel de un cobro irregular de los manuales, pero él la esquiva.

Curro dice que vigilará a Beni para dar con Pía, y Manuel se ofrece a ayudar. Máximo cuenta a Leocadia que Ángela rechazó su palacio; ella está orgullosa de la integridad de su hija. Casilda sorprende a Jacobo discutiendo con Adriano y Martina. Quiere pasear con ella, pero ésta declina la oferta y la pone en su sitio cuando juzga su personalidad. Jacobo tiene un plan para que su padre acepte su boda: contarle que está embarazada. Martina lo está valorando cuando llega Adriano.

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Endesa mejora sus beneficios un 14,7% hasta septiembre: 1.962 millones de euros

Sede de Endesa

La compañía Endesa ha presentado hoy el balance de resultados durante los nueve primeros meses del año. El beneficio neto logrado alcanza los 1.962 millones entre enero y septiembre, lo que supone una mejora del 14,7 % respecto al mismo periodo de 2025. De esta manera, Endesa se acerca al objetivo que la energética se había marcado para todo el ejercicio de superar los 2.400 millones de beneficio neto durante este año.

Si se observa el beneficio neto ordinario hasta septiembre, este creció un 22 % hasta los 2.125 millones de euros, mientras que los ingresos repuntaron un 9 % hasta los 17.389 millones. Según los resultados presentados a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), el resultado bruto de explotación o ebitda aumentó hasta septiembre un 8,4 % respecto al mismo periodo de 2025, hasta alcanzar 4.577 millones de euros.

Endesa señala que acelera su esfuerzo inversor para "capturar las oportunidades de la electrificación": las inversiones brutas crecen un 19% hasta 1.622 millones de euros, con la red de distribución como principal vector con un alza interanual del 42 %.

Los negocios regulados, fundamentalmente redes y generación extrapeninsular, aportan ya el cerca del 50 % del ebitda frente a un 40 % el año anterior, lo que, según explica la empresa, mejora la visibilidad y predictibilidad de la compañía.

El negocio de distribución registró un beneficio operativo de 1.747 millones de euros, un 24,8 % más y su margen bruto aumentó un 20,2 %, hasta los 2.196 millones, impulsado por el nuevo marco regulatorio en vigor desde el 1 de enero de 2026 y las regularizaciones correspondientes a ejercicios anteriores. El ebitda conjunto de generación y comercialización creció un 3 %, hasta 2.889 millones de euros.

Reducción de costes

Por su parte, los costes fijos ajustados, excluida una provisión de 202 millones de euros asociada a la reestructuración de la plantilla, disminuyeron un 8 % hasta los 1.481 millones de euros.

Asimismo, la compañía generó un flujo de caja de 3.500 millones hasta septiembre de 2026, que permitió financiar en gran medida las inversiones y destinar 2.600 millones de euros a remunerar a los accionistas, incluyendo el pago de dividendos y alrededor de 900 millones del programa de recompra de acciones.

La deuda financiera neta fue de 11.187 millones de euros, 1.100 millones más que al cierre de 2025, aunque la ratio de deuda financiera sobre ebitda se mantuvo estable en 1,8 veces y dispone de 6.900 millones de euros de liquidez, suficientes para 17 meses de vencimiento de deuda.

Crecimiento de la demanda y centros de datos

Endesa señala que la demanda peninsular aumentó un 3,3 % durante los nueve primeros meses de 2026 y un 1,6 % si se ajustan los efectos de temperatura, laboralidad y de la interrupción del suministro en el apagón de 2025.

La energética estima que esta evolución confirma la tendencia estructural hacia una mayor electrificación.

Endesa identifica los centros de datos como uno de los vectores principales de nueva demanda, aunque para convertir esta oportunidad en inversión efectiva será necesario disponer de suficiente capacidad de red y de un marco regulatorio proporcionado que preserve las ventajas competitivas de España. Las inversiones en redes, explica la empresa, buscan reforzar, modernizar y ampliar la red de distribución para atender el incremento de la demanda eléctrica, facilitar nuevas conexiones en un contexto de creciente electrificación. Endesa señala que "el refuerzo de las redes resulta esencial para que la nueva demanda pueda materializarse".

La energía distribuida por las redes de Endesa aumentó hasta 114 TWh, frente a los 109 TWh del mismo periodo del ejercicio anterior. Además, las pérdidas de red mejoraron desde el 9,5 % hasta el 9 %.

La energética valora "positivamente" la mayor visibilidad regulatoria por el aumento de límites de inversión en redes para 2027-2030, con 10.200 millones de euros adicionales en distribución y 7.700 millones adicionales en transporte, esto junto con el impulso al acceso flexible, contribuirá a atender nueva demanda en zonas con capacidad disponible limitada.

Producción electricidad

La producción de electricidad de Endesa aumentó un 6 %, hasta 49.296 GWh, mientras que la producción renovable creció un 8%, hasta 14.944 GWh. La producción solar destacó con un avance del 30 %, hasta 3.759 GWh, y la eólica aumentó un 7 %, hasta 4.407 GWh. En total, las tecnologías libres de emisiones, renovables y nuclear, representaron el 85 % de la producción peninsular de la compañía.

Precisamente, tras la ampliación de la vida útil de Almaraz, Endesa destaca que "valora positivamente" los avances en este ámbito, así como la aprobación del marco regulatorio del mercado de capacidad y el inicio del proceso de asignación de nueva capacidad en los territorios no peninsulares.

Negocio de clientes

El margen bruto del negocio de clientes creció un 16,3 %, hasta 1.579 millones de euros, 221 millones más que en los nueve primeros meses de 2025 apoyado en la resiliencia del negocio minorista de gas y en la mejora del margen del suministro eléctrico, favorecida por las estrategias de actualización de precios, aprovisionamiento y coberturas.

En concreto, de los 9,45 millones de clientes de electricidad que tiene Endesa, 3,2 millones están acogidos a una tarifa regulada; mientras que 6,15 se encuentran en el mercado libre. La compañía presentará en febrero de 2027 una actualización de su plan estratégico. 

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Cuando estudiar y seguir jugando es compatible

De izquierda a derecha, Eva Aznar, Vega Laborda, Daniela Gamarra, Camino de León y Sheila de la Cruz, jugadoras del CB Zaragoza.

Inés Francisco (Zaragoza, 16 años) andaba dándole vueltas: ¿tendré que dejar el baloncesto? Las ganas seguían intactas, ella disfruta jugando en el CB Zaragoza. Pero un miedo lícito empujaba en dirección contraria: quiere estudiar Medicina, el curso próximo afronta la Prueba de Acceso a la Universidad (PAU) y la nota media que necesita es altísima. ¿No interferirán las horas de entrenamiento con el tiempo de estudio?

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Inés Francisco, que cursa primero de bachillerato, estudiando en la nueva sala de estudio del pabellón zaragozano.Imagen del acto de inauguración del pasado martes de la nueva sala en el pabellón CDM Mudéjar.Entrenamiento de las jugadoras del CB Zaragoza.Jugadoras en la sala de estudio del pabellón de Vic.
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