"A Digi não comprou mais espectro porque não quis", defende Apritel



A PSP divulgou, esta terça-feira, nas redes sociais um vídeo para mostrar que os agentes também foram alvo de violência por parte dos manifestantes nas intervenções policiais na madrugada de domingo, defendendo que “a violência não pode ser tolerada”.
“Procuramos sempre o entendimento e a conciliação entre todos. Contudo, a violência não pode ser tolerada. As agressões dirigidas à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. A segurança de todos constrói-se com respeito mútuo”, escreve a PSP nas redes sociais num texto que acompanha o vídeo para mostrar a sua versão dos acontecimentos na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.
A PSP protege e garante o direito à manifestação através do diálogo e mediação, procurando o equilíbrio com as liberdades de todos. Mas a violência e as agressões à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. https://t.co/CXka72VuDi
— PSP – Polícia de Segurança Pública (@PSP_Portugal) October 27, 2026
A PSP refere também que a missão da polícia “no espaço público é acompanhar e apoiar quem exerce a sua voz, equilibrando esse direito com as liberdades de toda a comunidade”, acrescentando que privilegia “um constante esforço de diálogo, mediação e sensibilização junto dos manifestantes” e procura “sempre o entendimento e a conciliação entre todos”.
Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.
Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.
António José Seguro apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (27), após ganhos em Nova York, liderados por um rali de ações de inteligência artificial, e com investidores à espera de balanços corporativos e decisões de juros.
O índice sul-coreano avançou 3,09% em Seul, para 5.638,34 pontos, impulsionado pelas gigantes de chips Samsung Electronics (+4,2%) e SK Hynix (+5,2%).
A SK Hynix divulga seu balanço do terceiro trimestre na quarta-feira (28), um dia antes de a Samsung apresentar seus resultados. A Samsung estimou lucro operacional recorde no último trimestre de 107,4 trilhões de won (US$ 80 milhões), quase oito vezes maior do que um ano antes.
Em outras partes da Ásia, o Nikkei subiu 1,73% em Tóquio, para 63.268,37 pontos, enquanto o Taiex registrou leve ganho de 0,12% em Taiwan, no retorno de feriados.
Na China continental, o pregão foi negativo, com baixa de 1,33% do Xangai Composto, para 3.648,30 pontos, e queda de 2,55% do Shenzhen Composto, para 2.132,02 pontos, após dados mostrarem desaceleração no crescimento do lucro industrial chinês.
Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,73%, para 23.041,32 pontos. A ação local do banco britânico HSBC, que divulgou lucro abaixo do esperado, tombou 5,6%.
Ontem, as bolsas de Nova York encerraram com altas de 0,3% a 0,8%, à medida que o pedido de IPO da Anthropic reavivou o entusiasmo com ações ligadas à IA.
Investidores também aguardam decisões de juros nos EUA, na zona do euro e no Japão nos próximos dias. Não há, porém, expectativa de ajustes nesta semana.
Na Oceania, a bolsa australiana terminou o pregão em alta moderada de 0,46%, com o S&P/ASX 200 a 8.850,10 pontos.
O HSBC divulgou nesta terça-feira (27) um salto no lucro trimestral, mas a receita ficou abaixo das estimativas, em parte devido ao crescimento mais lento em seu segmento de gestão de patrimônio, o que levou as ações do banco a uma queda de 6%.
O maior banco da Europa divulgou que o lucro antes dos impostos subiu 32%, para US$ 9,6 bilhões, no trimestre de julho a setembro, em linha com as estimativas, e lançou um programa de recompra de ações de até US$1 bilhão, o mesmo valor do trimestre anterior.
No entanto, a receita ficou abaixo das previsões dos analistas, que apontavam para US$ 19 bilhões, registrando um crescimento de 5%, para US$ 18,6 bilhões.
A queda nas ações do banco listadas em Hong Kong ressalta como os recentes resultados sólidos dos bancos europeus aumentaram as expectativas dos investidores em relação ao desempenho, mesmo com o impacto da guerra no Irã sobre a inflação e as taxas de juros tornando o ambiente mais difícil para os bancos.
As ações continuam com alta de 9% no acumulado do ano.
“Às vezes, há uma expectativa do mercado de que revisemos para cima nossas orientações ou metas”, disse a diretora financeira Pam Kaur a repórteres em uma teleconferência, quando questionada sobre a queda das ações.
A receita da divisão de gestão de patrimônio do HSBC ficou estável em US$ 2,7 bilhões. Isso se compara a um crescimento de receita de 15% e 23% em relação ao mesmo período do ano anterior nos dois primeiros trimestres.
O HSBC se beneficiou da ausência de provisões legais contabilizadas no mesmo trimestre do ano anterior.
O banco também informou que as perdas de crédito esperadas caíram 17%, para US$ 800 milhões, graças a uma redução nas despesas relacionadas ao setor imobiliário de Hong Kong, bem como aos seus negócios de gestão de patrimônio no Reino Unido e no México.
O HSBC afirmou que está no caminho para atingir suas metas de lucratividade principal até 2028, mais um sinal de como as instituições financeiras da região têm mantido lucros robustos nos últimos anos.
O forte desempenho intensificou os apelos de ativistas no mercado doméstico do HSBC, no Reino Unido, por aumentos de impostos sobre os bancos no primeiro orçamento do ministro das Finanças, John Healey, previsto para quarta-feira (28).
Os executivos dos bancos têm feito forte lobby para evitar tal aumento nas tributações do setor, argumentando que isso restringiria os empréstimos e tornaria o Reino Unido menos competitivo.
O HSBC anunciou um dividendo intermediário de US$ 0,1 por ação, o mesmo valor do trimestre anterior.
O dólar abriu em baixa ante o real nesta terça-feira (27), depois de ter disparado mais de 8% na sessão anterior e ter a maior alta diária em 23 anos. Às 09h (de Brasília), a moeda americana tinha queda de 0,20%, cotada a R$ 5,3960.
O avanço do dia anterior foi sustentado pela reação negativa do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora segue para o seu quarto mandato e se tornou o presidente mais votado da história.
Na segunda (26), o dólar disparou 8,36% frente ao real, fechando a R$ 5,4066. A moeda americana chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã, mas desacelerou a alta ao longo do pregão. O avanço foi o maior desde 5 de março de 2003, quando o dólar subiu 10,4%.
O valor de fechamento ainda foi o mais alto desde 2 de janeiro deste ano.
Em atualização
*Com informações da Reuters

O Julius Baer manteve esta terça-feira 27 de outubro a sua recomendação neutra para as ações europeias e a sua inclinação para as ações cíclicas, incluindo uma visão positiva sobre os bancos europeus. No rendimento fixo o destaque vai para a pressão sobre as obrigações francesas.
“Os preços elevados do petróleo, o aumento dos rendimentos e o enfraquecimento do sentimento impulsionaram uma rotação de ações cíclicas para ações defensivas. Embora a rotação sugira que os investidores estão a posicionar-se cada vez mais para um ambiente de fim de ciclo, os dados de atividade e lucros permanecem mais consistentes com as condições de meio de ciclo”, referiu o Action Strategy Research da Julius Baer, Nenad Dinic.
Este refere ainda que o “desempenho inferior” das ações europeias em relação às ações americanas alargou-se desde meados de setembro, à medida que os preços do petróleo subiram acima dos 100 dólares/barril e a venda global de obrigações pressionou as yields (juro pago) para cima.
“Os sectores financeiro e industrial europeus caíram 6,8% e 4,4%, respetivamente, em relação aos seus picos de meados de setembro, enquanto os sectores de bens de consumo não cíclicos e de saúde subiram 9,0% e 8,4%. No geral, as ações cíclicas europeias tiveram um desempenho inferior ao das ações defensivas em 13,7% desde o início do quarto trimestre, a maior queda desde março de 2020”, assinalou. “Embora a rotação sugira que os investidores estão a posicionar-se cada vez mais para um cenário de fim de ciclo, os dados de atividade e lucros permanecem mais consistentes com as condições de meio de ciclo”, acrescentou.
Os dados preliminares do PMI de outubro “continuam a apontar” para uma expansão na zona euro (exceto em França), enquanto as revisões dos lucros para as ações europeias se mantêm em “terreno positivo”. Os resultados do terceiro trimestre do Stoxx Europe 600 [índice bolsista europeu] “apontam” para um crescimento sólido de 25% em termos homólogos (12% excluindo petróleo e gás), assinalou.
“A época de resultados do terceiro trimestre entrou na sua semana mais movimentada, com 25 bancos europeus a divulgarem os seus resultados, o que proporciona o teste mais claro no curto prazo para verificar se a queda foi excessiva”, considera o Action Strategy Research da Julius Baer. “Neste contexto, mantemos a nossa posição neutra em relação às ações europeias em geral, mas vemos razões para manter uma inclinação para as ações cíclicas. Se os lucros se mantiverem resilientes, as yields atingirem o pico, os preços do petróleo recuarem e o alargamento dos spreads soberanos se mantiver restrito à França, os bancos e outros sectores cíclicos ligados ao investimento terão margem para recuperar. A nível nacional, as nossas perspetivas permanecem inalteradas desde as alterações de rating em maio. Mantemos a nossa recomendação de Sobreponderação para Espanha e Itália, Neutra para a Alemanha e Subponderação para França e Reino Unido”, acrescentou.
No que diz respeito ao rendimento fixo o analista chefe de rendimento fixo do Julius Baer, Dario Messi, assinalou que outubro trouxe uma “pressão renovada” sobre os títulos do governo francês e “focos de fragilidade” no crédito das empresas. “No entanto, as recentes vendas de ações relacionadas com a inteligência artificial (IA) também serviram como um importante lembrete: apesar dos ventos contrários estruturais, as obrigações de alta qualidade com boa duração podem ainda proporcionar uma estabilidade valiosa para a carteira”, acrescentou.
“Os mercados obrigacionistas continuam em movimento no primeiro mês do último trimestre de 2026, com desenvolvimentos distintos em todos os segmentos”, assinalou. A principal preocupação “continua a ser com as vulnerabilidades” dos títulos do governo francês. “Os spreads em relação às yields das obrigações do governo alemão aumentaram, mas o stress ainda não desencadeou uma resposta política significativa”, referiu. “O ponto crítico não foi aparentemente atingido, deixando os títulos franceses vulneráveis. O crédito empresarial também apresenta focos de fragilidade. Embora estas áreas de fragilidade permaneçam contidas, reforçam a nossa preferência pela qualidade nas carteiras de crédito”, alerta.
É ainda dito que outubro mostrou que as obrigações “ainda podem desempenhar um papel valioso” através das suas características de cobertura. “As obrigações de longa duração têm enfrentado ceticismo porque o seu efeito estabilizador tem sido inconsistente este ano”, explica.
“A correlação entre ações e obrigações mudou decisivamente desde 2022, e os obstáculos estruturais mantêm-se. No entanto, as correlações não contam toda a história. Os raros episódios de receios de abrandamento da IA e as consequentes quedas nas ações sugerem que as obrigações mantêm propriedades úteis de proteção, como as últimas semanas demonstraram mais uma vez”, considera o analista.
Dario Messi salienta que isto faz “sentido” económico. “Uma desaceleração da IA reduziria as necessidades de investimento – enfraquecendo um importante motor de crescimento – ao mesmo tempo que tornaria os consumidores mais cautelosos e contribuiria para a desinflação. Em síntese, assemelhar-se-ia a uma desaceleração típica da procura agregada, o ambiente em que a duração tende a ter o melhor desempenho. Tal desaceleração não é o nosso cenário base de curto prazo. No entanto, a dívida de alta qualidade com maturidade intermédia continua a ser um estabilizador de carteira significativo, com um rendimento inicial atrativo que aumenta o seu apelo”, conclui.

O Salão Nobre da Câmara Municipal de Faro recebeu na passada sexta-feira, dia 23 de outubro, a apresentação do Projeto de Execução da Rede de Drenagem de Águas Pluviais e Beneficiação de Descargas Pluviais, cujo projeto, concebido pela empresa Hidra, fundada por Saldanha Matos, poderá ascender a um investimento global de cerca de 15 milhões de euros, visando aumentar a resiliência face a eventos de precipitação mais severos e reduzindo o risco de inundações na cidade de Faro, em particular nas zonas do Largo de São Luís.
O projeto preconiza como intervenção prioritária o reforço e reabilitação do coletor da Rua de São Luís, reforço e reabilitação de colectores, o desvio e controlo de caudais, o sistema elevatório pluvial e bacia de detenção enterrada, construção de rede separativa onde a rede é unitária e soluções de controlo na origem (por exemplo no campus da Penha da Universidade do Algarve/ zona do pólo tecnológico), bem como reforço dos dispositivos de captação do escoamento superficial e proteção de descargas.
O objetivo é que este plano possa aumentar a resiliência face a eventos de precipitação mais severos, associados às alterações climáticas; reforço da rede pluvial, com reconstrução da rede e desvio de caudais das ruas Ataíde de Oliveira, D. Jerónimo Osório e Pintor Artur Costa, aliviando os coletores existentes; proteção da descarga da Ribeira das Lavadeiras; reforço da drenagem doméstica, servindo cerca de 13 mil habitantes, substituição da rede de distribuição de água (atualmente em fibrocimento), reduzindo assim o risco de inundações na zona de São Luís – identificado como um dos pontos críticos da cidade em situações de chuvas intensas.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Faro, António Miguel Pina, “a primeira fase desta intervenção, mais robusta, implica, entre outros trabalhos, levar uma conduta com dois metros de diâmetro com vários metros desde a zona de São Luís até à ribeira das Lavadeiras [junto às bombas de combustível do Auchan], num valor de 10 a 12 milhões, enquanto a segunda fase, que se articula com o projeto da Alameda XXI, é o tratamento da área da Ribeira das Lavadeiras, numa intervenção de cerca de 2 a 3 milhões de euros”.
O autarca adianta ainda que, ainda esta sexta-feira, dia 30 de outubro, será assinado um protocolo com o Ministério do Ambiente para “analisar as fontes de financiamento” para realização desta intervenção.
Para Saldanha Matos, professor catedrático do Instituto Superior Técnico e autor do Plano de Drenagem de Lisboa, “esta foi uma solução pensada a 100 anos” e apresenta “uma garantia praticamente absoluta de que esta zona [São Luís] não terá mais inundações”.

Este pressuposto, refere ainda este especialista, implica que “o sistema seja mantido, além de outras intervenções que estão previstas e terão de ser feitas, como o controlo de origem, a montante, entre outras”.
A obra, que provocará inevitáveis constrangimentos, tem uma programação entre 18 a 24 meses para a sua realização desde o seu início, devendo, ainda em fase de projeto, ser acompanhada por uma comissão constituída por comerciantes e outros intervenientes que possam ser interessados ou afetados pela intervenção, garantiu ainda o Presidente da Autarquia, António Miguel Pina.