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Matadouro do Cachão recupera autonomia após anulação de insolvência

VTM

Michel Monteiro, presidente do conselho de administração, reconhece que os custos operacionais continuam a superar as receitas e que a redução dos abates dificulta a recuperação económica, obrigando os municípios de Mirandela e Vila Flor a continuar a financiar a atividade.

O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença do Tribunal de Bragança, que declarou a insolvência do matadouro industrial do Cachão. O tribunal considerou que, pela sua natureza intermunicipal, o matadouro não está sujeito ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.

O responsável considera que o acórdão de 15 de outubro era o desfecho expectável, tendo em conta a natureza intermunicipal da empresa. “O facto de termos esta independência, esta autonomia na gestão do matadouro, naturalmente, tranquiliza-nos”, afirma à VTM.

Apesar do alívio, Michel Monteiro sublinha que “os problemas mantêm-se na atualidade”. Os gastos operacionais, os fornecimentos externos e os custos comerciais continuam acima dos proveitos. “O núcleo central do negócio não é autossustentável”, admite, acrescentando que a atividade “continua a gerar valor negativo no seu dia a dia”.

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Ministro anuncia 35 milhões de euros para jovens agricultores

VTM

Durante o I Encontro de Jovens Agricultores, que decorreu em Macedo de Cavaleiros, o ministro afirmou que “abrimos, agora, mais um novo concurso com o objetivo de termos 200 novos agricultores, que terão um apoio disponível de 35 milhões de euros”.

Adiantou que esta linha terá “custos unitários e custos simplificados” e haverá “desburocratização”, nomeadamente no licenciamento dos recursos hídricos e na transmissão de explorações, sendo por isso, “muito mais rápido” o acesso ao apoio.

O governante deu exemplos de simplificação do processo, já que “existe a possibilidade de termos uma transmissão de uma exploração de uma forma mais simples e célere sem penalização da candidatura”.

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Autarquia disponibiliza Cartão Digital do Munícipe

VTM

Em comunicado, a autarquia explica que com esta medida, Sabrosa “integra o grupo dos primeiros municípios” a nível nacional a disponibilizar o cartão do munícipe na aplicação GOV.PT, numa solução que “visa simplificar o dia a dia dos mesmos, uma vez que este pode ser utilizado, de forma válida e oficial, em várias finalidades e necessidades”.

Fonte da câmara municipal explicou à VTM que um dos maiores benefícios “é poder ser usado como atestado de residência”, evitando deslocações aos serviços para solicitar este documento.

Acrescentou ainda que o município de Sabrosa é um dos primeiros a implementar este cartão, que poderá vir a ser muito útil para os utilizadores.

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Orçamento tem “rigorosamente zero para o distrito”

VTM

Marcou presença o membro do Secretariado Nacional do PS, José Manuel Ribeiro, que ouviu as dúvidas de militantes e simpatizantes socialistas, dando, também, conta da posição do partido quanto ao documento apresentado pelo Governo à Assembleia da República.

O dirigente nacional explicou a posição do PS aos militantes e simpatizantes presentes, sobre este orçamento. Na ótica dos socialistas, a proposta do governo merecia um voto contra, mas não estão “em condições de criar uma crise política no país”, disse José Manuel Ribeiro, assegurando que “o orçamento não é um bom orçamento”.

Em declarações à VTM, Rui Santos, presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, considerou que o Orçamento do Estado para 2027 não responde às necessidades do interior, apontando a ausência de medidas para setores como a agricultura, a habitação e a saúde. “Este orçamento para o interior tem zero, não tem nada, tem rigorosamente zero para o distrito”, afirmou, dando como exemplo as dificuldades que a viticultura e o setor do vinho atravessam há três anos. Também na saúde, nomeadamente no que diz respeito à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e à prometida unidade do Alto Tâmega e Barroso, lamentou a falta de respostas orçamentais.

Apesar das críticas, Rui Santos justificou a abstenção do PS com a necessidade de garantir estabilidade política. “O Partido Socialista tem que estar sempre ao serviço do país e, neste caso, o melhor serviço que podemos prestar ao país, num momento complexo a nível internacional, é abstermo-nos e não ir novamente para eleições”, explicou o também deputado na Assembleia da República. Admitiu, contudo, que, se a decisão dependesse apenas dos interesses do distrito, o seu voto seria contra o documento.

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Calor e escassez de chuva fazem baixar previsão de produção de vinho

VTM

A avaliação da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) aponta para uma quebra face às estimativas iniciais, devido às temperaturas elevadas, à falta de água nos meses mais quentes e à perda de volume das uvas. Ainda assim, os indicadores analisados permitem perspetivar vinhos de qualidade elevada.

De acordo com o relatório da ADVID, o ano vitícola começou com um inverno ameno e abundante em chuva, que permitiu acumular água no solo. A partir da primavera, porém, a precipitação tornou-se escassa e os termómetros registaram valores superiores aos habituais. Em julho não choveu nas três estações meteorológicas acompanhadas pela associação, enquanto setembro prolongou o cenário de calor e secura, com duas ondas de calor e défices de precipitação que variaram entre 74,2% e 89,5%, consoante a sub-região.

A evolução do tempo acelerou o desenvolvimento da videira e o amadurecimento das uvas. Nas parcelas de referência da ADVID, os trabalhos de colheita decorreram entre 18 de agosto e 16 de setembro, antes do período habitualmente observado. Apesar de a água acumulada durante o inverno ter ajudado a sustentar a vinha durante parte do ciclo vegetativo, os efeitos da falta de humidade acentuaram-se no verão, com episódios de escaldão e desidratação dos bagos.

A primeira estimativa, calculada através do método polínico, situava a produção entre 243 mil e 272 mil pipas. A evolução do ciclo e os danos provocados pelo calor conduziram a uma revisão em baixa, colocando a previsão final abaixo do patamar inferior inicialmente considerado.

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Apoio de 3 milhões de euros para áreas afetadas pelos grandes incêndios

VTM

O Governo abriu um novo aviso de três milhões de euros para apoiar a estabilização de emergência das áreas florestais afetadas pelos grandes incêndios rurais de 2026. O financiamento, lançado pelo Ministério da Agricultura e Mar ao abrigo do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) no continente, abrange territórios de vários concelhos, incluindo Boticas, Chaves, Montalegre e Valpaços.

O concurso destina-se a financiar intervenções urgentes para reduzir os efeitos dos incêndios sobre os solos, os recursos hídricos e os ecossistemas, contribuindo para a recuperação do potencial produtivo e ecológico dos espaços florestais, correspondendo ao primeiro lote de grandes incêndios de 2026.

No distrito de Vila Real, o apoio contempla freguesias afetadas pelos incêndios de Ardãos e São Domingos, que abrangem os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre, e de Ervões e Moimenta, no concelho de Valpaços. Estão também incluídas áreas de Vilar de Maçada, no concelho de Alijó.

Também alguns concelhos do distrito de Bragança estão incluídos no apoio. Localidades dos concelhos de Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vinhais estão contempladas.

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Muro da Avenida do Douro deverá estar concluído em junho

VTM

A intervenção, financiada integralmente pelo Fundo Ambiental, representa um investimento de 7,3 milhões de euros e foi visitada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A obra, aprovada em 2024, deveria estar terminada este ano, mas as condições meteorológicas adversas e a complexidade dos trabalhos condicionaram a execução. Segundo a governante, trata-se de uma intervenção exigente do ponto de vista da engenharia, numa zona marcada pela erosão das margens do Douro, pela força das correntes e pela água que escorre das encostas.

“Vai ficar muito mais sólida e muito mais segura do que o que estava”, afirmou Maria da Graça Carvalho, explicando que a estrutura anterior tinha cerca de 30 anos. A intervenção recorre a novas tecnologias e materiais para reforçar a resistência da infraestrutura e melhorar a segurança da estrada e de quem circula naquela zona.

A Avenida do Douro, uma das principais vias de acesso à cidade, foi cortada ao trânsito devido a um abatimento de piso e à derrocada do muro de suporte em 2024.

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Fórum debate desafios das mulheres no empreendedorismo

VTM

O encontro reuniu mulheres com negócios em diferentes áreas, num espaço de partilha de experiências e identificação de dificuldades, com o objetivo de perceber de que forma a autarquia pode apoiar as suas necessidades.

Mafalda Lopes Mendes, vereadora da Câmara de Alijó, explicou que a iniciativa pretende dar voz às empreendedoras do concelho e avaliar a possibilidade de realizar encontros semelhantes com regularidade. “O nosso papel é de escuta ativa”, afirmou, acrescentando que “ouvimos as dificuldades no dia a dia da mulher, porque sabemos que pesa muito sobre ela, principalmente quando tem um negócio e ainda tem que fazer toda a gestão familiar e pessoal”.

A vereadora conta que, durante o encontro, uma das participantes resumiu esse desgaste numa frase que a marcou. “Já não sei quem sou”, disse a participante, refletindo a dificuldade em encontrar tempo para si própria.

Entre as participantes encontravam-se profissionais de áreas distintas, como a agricultura, os transportes, a restauração, o alojamento local, a contabilidade, a advocacia, a estética e os cabeleireiros. Para Mafalda Lopes Mendes, esta diversidade permite conhecer realidades diferentes e reconhecer o contributo destas mulheres para a economia e a sociedade local.

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“Liceu” aposta na realidade virtual para melhorar aprendizagem

VTM

A realidade virtual aumenta a motivação, melhora a retenção de informação e permite simular ambientes complexos ou perigosos sem riscos reais.

Os principais benefícios passam por facilitar a compreensão de geometria, anatomia e física ao sair dos livros em 2D. Permite “visitas” a locais históricos, museus ou ao interior do corpo humano, aumentando a fixação do conteúdo. Possibilita treinos de laboratório, simulações industriais ou manobras médicas num ambiente totalmente seguro, além de reduzir as distrações e despertar maior interesse dos estudantes.

Margarida Seixas, professora na Escola Camilo Castelo Branco, explicou à VTM que os óculos de realidade virtual “permitem-nos aceder a mundos que de outra forma seriam completamente inatingíveis e desconhecidos. Ao colocarmos estes óculos podemos viajar até Marte, ir até ao tempo da pré-história, à Idade Média, ao Renascimento, ver moléculas ou até entrar num átomo do corpo humano”.

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Ser político é ser maior…

VTM

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O presidente conseguiu transmitir uma imagem de pessoa bondosa, amável, educada e íntegra. Mas será mesmo assim?

Assembleia Municipal (AM)

Na AM de 28/9, foi questionado sobre se assumiria o lugar de psicólogo, caso ficasse em primeiro lugar no concurso do Conservatório de Vila Real, ou se continuaria como presidente da Câmara. Respondeu de imediato, agradecendo ao deputado a “preocupação com a sua vida pessoal”. Uma resposta demagógica e descontextualizada, pois estava a ser questionado no exercício das suas funções públicas. Acrescentou que a lei não o impedia de concorrer e que, no momento certo, a sua consciência ditaria a decisão. Será que Rui Santos irá pesar na consciência ou decisão…?

De facto, não existe uma proibição que impeça um presidente de câmara, por ser psicólogo, de concorrer a uma vaga numa escola do concelho que dirige. A questão, porém, não é apenas legal, é também de ética e conduta.

No final da AM, disse à Rádio Universidade que a sua candidatura o colocava nas mesmas condições da vereadora do PSD e do chefe de gabinete do Ministério da Agricultura. Mas as situações são incomparáveis. A vereadora tem vínculo laboral ao Ministério da Educação (ME) e foi, posteriormente, nomeada diretora interina do IEFP. O chefe de gabinete terá rescindido com a sua anterior entidade patronal, concorreu ao ensino e ficou colocado numa escola da Grande Lisboa, não sei se chegou a tomar posse….

Nataniel e Alina não têm nenhuma responsabilidade no funcionamento das escolas onde foram colocados. Já Favaios, enquanto presidente da CMVR, tem responsabilidades autárquicas na área da educação, com impacto no funcionamento das escolas – DL 21/2019. A questão central mantém-se, para além da legalidade, que decisão considera mais compatível com a ética, a transparência e as responsabilidades inerentes ao cargo que exerce?

Concurso

Favaios terá afirmado que ficou em primeiro num concurso nacional do ME. É meia verdade, na prova de conhecimentos (PC), realizada por sete candidatos, teve a melhor nota, os restantes 20, por razões da lei, não fizeram PC e em substituição, tiveram a nota da sua avaliação curricular. Houve cinco candidata(o)s com avaliação superior à do edil nº1.

Na entrevista, mas com um júri local, única prova comum aos 31, onde quatro faltaram, apesar de ter havido 8 vintes, sendo um deles o de Favaios, quis o destino que nenhum dos outros cinco tivesse nota para ficar em 1º lugar. Duas avaliações quantitativas, onde a entrevista contribuiu com 30% para o resultado.

O júri que assinou a ata de 8 de outubro era composto por: Presidente e vice: duas psicólogas das escolas Diogo Cão e Morgado de Mateus. Vogais: nº dois e três da direção do Conservatório de Vila Real, sendo a última, candidata independente a vereadora nas listas do PS, liderada por Favaios, nas autárquicas de 2025.

Nos dias de hoje, poderá tudo isto ser considerado normal?

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Apoio para criação de emprego pode financiar até 75% dos custos por trabalhador

VTM

A sessão foi dinamizada pela ProBasto – Associação de Desenvolvimento Rural de Basto, responsável pela divulgação e pelo acompanhamento das candidaturas nos territórios de Mondim de Basto e Cabeceiras de Basto. Segundo José Brás, representante da associação, o objetivo passa por fazer chegar a informação aos empresários e potenciais empreendedores, disponibilizando também apoio gratuito na preparação das candidaturas.

“Este aviso é uma oportunidade para muitos empresários alavancarem a criação líquida de postos de trabalho”, explicou, sublinhando as condições específicas destinadas aos territórios de baixa densidade, onde o financiamento pode atingir 75% dos custos elegíveis por trabalhador.

O apoio permite financiar a criação de um a três postos de trabalho por candidatura. A comparticipação é calculada com base em custos salariais de referência definidos a nível nacional, acrescidos de uma componente de 40% para outros encargos associados ao emprego, como despesas com eletricidade, água ou equipamento. Esta parcela é atribuída através de custos simplificados, sem necessidade de justificar individualmente cada despesa.

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Feira Berço D’Ouro reuniu cerca de 60 expositores

VTM

Cerca de 60 expositores e feirantes participaram na segunda edição da Feira Berço D’Ouro, em Santa Marta de Penaguião. Os dados são da autarquia e apenas das inscrições a dois dias da iniciativa.

Entre os participantes esteve António Gonçalves, agricultor da região, que levou cebolas, nabiças e feijão, produtos cultivados na sua própria horta. Foi a primeira vez que participou numa feira deste género e a expectativa era conseguir algum rendimento adicional. “Aproveitamos para ganhar aqui mais alguma coisinha”, explicou à VTM, num contexto em que, segundo referiu, a venda das uvas também não tem compensado como desejava.

Amélia Prior, residente no concelho, apresentou produtos caseiros, como marmelada e bolos, enquanto a sua prima disponibilizou roupa em segunda mão e trabalhos de Natal. Para a participante, a feira é uma oportunidade para quem produz em pequena escala e para os consumidores que procuram preços mais acessíveis. “É bom para todos, para o concelho e para nós, que fazemos as coisas”, considerou, defendendo a continuidade da iniciativa.

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Associação denuncia mais um ataque de lobo ibérico

VTM

De acordo com a associação, a vítima foi um cão que acompanhava e protegia os rebanhos.

“Este caso é particularmente preocupante, uma vez que até os próprios cães utilizados para proteger os animais dos ataques de lobo acabam por ser vítimas quando tentam desempenhar a sua função de defesa”, sublinha a associação, acrescentado que esta situação “volta a levantar sérias dúvidas sobre a eficácia das medidas de proteção que continuam a ser recomendadas aos criadores”.

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Qual a cor

VTM

A imposição do Mapa verde energético pretende substituir o verde natural por painéis cinzentos e torres brancas nos altos dos montes acrescentando assim mais cores à “monótona” natureza. Não se prioriza, por exemplo, a implantação dos projetos energéticos, amigos do ambiente, em parques de estacionamento de grandes superfícies e municipais, nem em edifícios públicos e privados desde que tenham condições para acomodar as instalações e, desta forma, seria algo que daria um impulso ao próprio Estado para recuperar o inúmero património imóvel que detém aproveitando a eficiência e a produção energética.

A prioridade em primeiro lugar é cartelizar o setor energético em grande expansão e não resolver parte de dois problemas atuais de uma só vez: baixar o custo do consumo de energia e recuperar edifícios para habitação.

A recuperação patrimonial associada à eficiência energética é também futuro e contraria o paradigma que força o pensamento em que recuperar património é mais caro e não compensa, e assim se cumpria com a Convenção de Faro (2005 – Quadro do Conselho da Europa relativa ao Valor do Património Cultural para a Sociedade) que defende a utilização do património como um recurso para o desenvolvimento económico e social sustentável.

As palavras eco; sustentável; amigo do ambiente, etc. surgem sempre pintadas a verde e nesses termos não se encontra outra vontade de fazer pelo ambiente se não houver investimento por trás. Sem investimento não há alteração do ambiente, sendo uma verdadeira máquina de lavar a roupa verde.

Imaginemos que para criar uma zona verde, como nos brindam com o anunciado parque das Tourinhas, é preciso um investimento de 3 milhões de euros no âmbito do programa nacional PRO.NAT.URBE (Despacho n.º 11559/2026, de 21 de Setembro) mas com financiamento europeu, algo compatível com a expansão prevista em PDM da área urbana para a mesma zona. Se num lado criam uma zona verde, ao lado e noutra parte autorizam a destruição de um prado. Uma verdadeira perseguição a toda a velocidade ao verde numa cidade que prefere substituir o verde citadino por granito, onde se promove o abate de árvores por todos os motivos para abrir espaço para o sol brilhar e onde a visão futurística dos últimos 13 anos é uma contradição às metas ecológicas.

Se no passado o financiamento assim o exigia para uma visão de grandes praças descampadas e livres para qualquer evento municipal, agora a moda é outra e no final continua a população daltónica e sem ver o retorno das cores desses investimentos e o verde tende a desaparecer no nosso meio.

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Movimento dos Cursilhos de Cristandade promove encontro de reflexão

VTM

A reunião contou com a presença de D. António Augusto de Azevedo, Bispo de Vila Real, e de Joaquim Mota, Presidente do Secretariado Nacional do MCC, evidenciando a relevância da comunhão e da colaboração entre as estruturas diocesanas e nacionais do Movimento.

Durante a sua intervenção, D. António Augusto salientou a missão do Movimento dos Cursilhos de Cristandade e o papel da sinodalidade na vida da Igreja. Num contexto em que as comunidades procuram cada vez mais aproximar-se de Deus e aprofundar a vivência da fé, foi destacada a importância de uma Igreja próxima das pessoas, disponível para escutar, caminhar em conjunto e dar testemunho de Cristo nos diferentes ambientes da sociedade.

O encontro proporcionou um espaço de partilha, reflexão, comunhão fraterna e planeamento, permitindo aos participantes refletir sobre desafios comuns, reforçar os laços de união entre os Secretariados Diocesanos e renovar o compromisso com a missão evangelizadora do Movimento.

Num ambiente de corresponsabilidade e comunhão eclesial, os trabalhos evidenciaram a necessidade de continuar a levar a mensagem de Cristo aos ambientes em que cada cursilhista vive e desenvolve a sua atividade, através do testemunho pessoal, da amizade e de uma vivência coerente do Evangelho.

Esta reunião constituiu uma oportunidade para renovar a esperança e o entusiasmo na missão do MCC, reafirmando a disponibilidade do Movimento para continuar a caminhar com a Igreja, em espírito sinodal, ao serviço das comunidades e de todos aqueles que procuram Deus.

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Contrastes gritantes

VTM

Os ponteiros continuaram o seu caminho. Há alguns dias, já não são tão poucos, no Porto, depois, em Lisboa e em outras cidades, essas manifestações têm vindo a ganhar adeptos. E vão engrossando. Só não vê quem não quer ver. Ao que parece, o Governo integra-se nesse grupo.

Perante estes movimentos cívicos, onde se destacam jovens, o Primeiro-Ministro (PM) classificou os manifestantes de “egoístas”, o presidente da câmara do Porto declarou-se “implacável” face aos acontecimentos na Praça D. João e o de Lisboa apelidou de “vandalismo” os do Rossio. Entretanto, a comunicação social foi informando que “os governantes portugueses possuem mais de mil casas”. O direito à propriedade, fique claro, é um direito de todos os cidadãos. Não será por ser governante que se perde esse direito. Mas fazer avançar uma lei que, a avaliar por análises diversas, vai beneficiar claramente os proprietários em prejuízo dos inquilinos leva-nos a realçar o forte contraste que daí decorre.

A persistência do problema mostra outra realidade, a de existir cerca de meio milhão de fogos construídos, mas não habitados, ou a de vermos o PM visitar escolas distantes de Lisboa, sem jornalistas, para não responder a perguntas incómodas para si. São mais contrastes. Gritante, como os anteriores, é este outro. Logo após a intervenção cirúrgica a que foi submetido, o Papa Leão XIV, em vez de descansar em Castel Gandolfo, quis estabelecer contacto telefónico com Putin e Zelensky sobre a gravíssima situação em que se encontram os habitantes, cada vez em menor número, é um facto, da cidade de Oleshky, na região de Kherson, sob controlo russo desde fevereiro de 2022 e onde os residentes se queixam de falta quase total de alimentos, medicamentos, água potável, eletricidade e gás. A avaliar pela imprensa internacional, tanto um como outro mostraram-se abertos a uma solução para aquela comunidade tão martirizada. Que dizer da Igreja, por cá, neste problema da falta de habitação, das manifestações das pessoas reivindicando soluções para tão premente problema? Silêncio, é o que se tem visto.

São contrastes relativos a problemas bem atuais. Dos que trabalham e não têm casa digna para viver, dos que já não têm outra forma de viver senão em guerra. Todos eles merecem a nossa atenção. De quem ousa refletir sobre os problemas, mas, de igual modo, dos líderes políticos, dos que exercem o poder central e o poder local, assim como dos dirigentes das várias religiões, desde logo, da hierarquia católica.

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Autarquias contestam projeto solar e eólico

VTM

Os municípios de Tabuaço, Moimenta da Beira e Sernancelhe mantêm a oposição ao projeto solar fotovoltaico flutuante e híbrido eólico de Vilar-Tabuaço, promovido pela FINERGE. A consulta pública está aberta no âmbito do procedimento de avaliação de impacte ambiental coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O projeto prevê a instalação de painéis fotovoltaicos flutuantes na albufeira de Vilar, complementados por um parque eólico em terra, uma subestação de transformação e linhas elétricas associadas. Segundo a informação disponibilizada na plataforma Participa, a combinação das duas fontes renováveis pretende aproveitar uma infraestrutura elétrica comum e reduzir constrangimentos na ligação à rede pública.

Oposição

A oposição dos municípios centra-se nos possíveis efeitos sobre os recursos hídricos, a biodiversidade, a paisagem e a atividade turística. Moimenta da Beira reafirmou publicamente “a sua posição de total e inequívoca reprovação face à instalação desta infraestrutura nos moldes propostos”. Em nota publicada, é salientado que “o executivo municipal, em estreita articulação com os municípios vizinhos de Sernancelhe e Tabuaço, já fez chegar às entidades competentes – incluindo a Agência Portuguesa do Ambiente – um parecer profundamente negativo”, considerando que “a transição energética não pode ser feita a qualquer custo, atropelando os territórios e as populações do interior”.

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Papa Leão XIV alerta para uma sociedade que fragmenta o ser humano

VTM

“Numa sociedade como a nossa, que tende a fragmentar o ser humano, dividindo as pessoas não só entre si, mas também, e de forma mais grave, dentro de si mesmas, esta dimensão da caridade é fundamental para a recuperação, a promoção e o autêntico respeito pela dignidade de cada um, especialmente dos mais pobres e necessitados”, afirmou Leão XIV.

O pontífice dirigiu estas palavras às delegadas do Capítulo Geral das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, durante uma audiência no Vaticano. “Valorizem-na, cultivem-na e difundam-na”, acrescentou, numa intervenção divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé.

Leão XIV apelou à congregação religiosa para que continue a dedicar especial atenção ao “bem integral, espiritual e temporal, do próximo”, sublinhando que esta responsabilidade faz parte da “herança carismática” deixada pela fundadora.

Segundo o Papa, a união com Cristo fortalece os laços entre as pessoas e amplia a capacidade de prestar auxílio, em conformidade com os seus desígnios.

“Ter as raízes em Cristo significa, de facto, seguindo o exemplo de Santa Joana Antida, colocar apenas Ele no centro da própria existência e dos próprios pensamentos”, salientou.

Na mesma ocasião, o pontífice realçou ainda o valor de “doar em conjunto” no seio da Igreja, recordando o amor e o respeito que Santa Joana Antida Thouret demonstrava pelo Sucessor de Pedro.

Atualmente, a congregação encontra-se presente em 32 países, onde religiosas, leigos, jovens, voluntários e colaboradores continuam a dar vida ao “carisma da Caridade”.

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Quem não crê em Deus, será que se salva?

VTM

Foi ateu assumido desde a juventude, momento em que deixou para trás a “quinquilharia da crença”. Disse-lhe que Deus tem muitos caminhos para nos salvar, ou seja, para nos chamar a uma plenitude de vida para além da morte.

Jesus Cristo é o caminho para essa salvação, que já se começa a viver aqui desde o batismo. E quem não acredita em Jesus Cristo, ou por outras palavras, quem não chega à fé não se salva? Noutros tempos, quem não acreditava ou era contumaz na descrença estava condenado e excomungado. Fora da Igreja não existia salvação, nem mesmo para as outras fações cristãs. Mas o Concílio Vaticano II reformulou esta doutrina dogmática e rígida: salientou a consciência. Já em tempos lembrava o Papa Francisco: “para quem não crê em Deus a questão está em obedecer à própria consciência: acontece o pecado, mesmo para aqueles que não têm fé, quando se vai contra a consciência. De facto, ouvir e obedecer a esta significa decidir-se diante do que é percebido como bem ou como mal; e é sobre esta decisão que se joga a bondade ou a maldade das nossas ações”.

Um não crente, que não tenha encontrado a razoabilidade para acreditar em Deus, se for fiel à sua consciência ao longo da vida, salva-se. Esta mesma doutrina já está patente no que a Igreja chama de “cristãos anónimos”, homens e mulheres de boa vontade, que não assumem a fé cristã e não fazem parte da Igreja, mas que comungam e agem na vida de acordo com muitos princípios e valores do Evangelho, na fidelidade à sua consciência. Convinha vincar que é preciso ouvir mesmo a consciência, sendo necessária a devida formação. “O homem tem no coração uma lei escrita pelo próprio Deus; a sua dignidade está em obedecer-lhe, e por ela é que será julgado” (Gaudium et Spes, nº 16).

Hoje, a consciência anda num mar de confusões, confundida, muitas vezes, com arbitrariedade individualista ou sendo máscara de puro subjetivismo. Convinha também salientar que todo o homem é “capaz” da fé e está feito para a relação com Deus. Entende-se que determinadas pessoas tenham mais exigências intelectuais do que outras para acreditar em Deus e até podem mesmo, com verdade, não conseguir chegar lá. Mas não se deve confundir isto com a teimosia ou o comodismo de não querer acreditar. Estes casos ficam entregues à misericórdia de Deus.

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Quando pessoas comuns fazem coisas extraordinárias

VTM

Há mais de trezentos anos, John Locke escrevia que “as coisas deste mundo estão num fluxo tão constante que nada permanece por muito tempo no mesmo estado”. Talvez seja esta uma das verdades mais simples e, simultaneamente, mais difíceis de aceitar por quem governa. As sociedades mudam, as pessoas mudam e as suas expectativas também. E, quando os problemas persistem sem resposta, acabam inevitavelmente por encontrar uma forma de se tornarem visíveis.

Penso muitas vezes no dia 18 de dezembro de 2013. Não pela dimensão mediática que alcançou, nem sequer pelo desfecho que viria a ter. Recordo esse dia porque me permitiu compreender algo que os livros explicam, mas que apenas a experiência verdadeiramente ensina: as pessoas não se mobilizam porque partilham uma ideologia – mobilizam-se porque partilham uma realidade! Estive envolvido, desde cedo, na organização nacional daquela contestação. O que nos unia não era uma doutrina, uma corrente partidária ou qualquer projeto ideológico, mas sim a convicção de que existia um problema que afetava a nossa profissão, a sua dignidade e a própria ideia de escola pública.

Foi então que compreendi melhor Hannah Arendt quando escreveu que a desobediência civil significativa nasce de uma comunidade de interesses. Não é o indivíduo isolado que produz mudança, é o momento em que pessoas diferentes reconhecem numa dificuldade aparentemente individual uma preocupação coletiva. Aquilo que parecia privado revela-se, afinal, uma questão pública. Mas foi precisamente nesse momento que muitos deixaram de discutir o problema para discutirem os seus protagonistas. Em vez de se ouvirem razões, distribuíam-se rótulos. O movimento foi apresentado como uma iniciativa da extrema-esquerda, como se uma etiqueta ideológica explicasse a mobilização de milhares de professores ou anulasse as causas que os levaram a agir.

Passados mais de dez anos, continuo a observar o mesmo fenómeno. Vejo-o nas manifestações estudantis em França, percebo-o nos protestos sociais que atravessam a Europa e observo-o cravado em tantas outras expressões de descontentamento coletivo. Antes de se compreender o que move as pessoas, procura-se classificá-las. Talvez porque seja mais fácil atribuir um rótulo a um protesto do que enfrentar as razões da sua existência. Mas ninguém reúne milhares de cidadãos em torno de uma mera etiqueta política. O que une as pessoas é algo mais profundo, é uma preocupação partilhada, uma dificuldade comum, uma injustiça sentida. É essa experiência que transforma vidas dispersas numa causa coletiva. Quando olho para a Europa de hoje, não vejo apenas manifestações. Eu vejo cidadãos que procuram ser escutados antes de serem interpretados. Porque a verdadeira questão nunca é quem está por detrás dos protestos. A verdadeira questão é aquilo que está diante das pessoas. E é precisamente nesse momento que a política deveria começar a ouvir. Não para concordar com tudo, não para ceder a tudo, mas porque a primeira responsabilidade de uma democracia não é classificar os seus cidadãos, mas compreendê-los.

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