Carlos Costa é o orador convidado da sessão solene de abertura do ano letivo 2026/2027 da Porto Executive Academy (PEA) dia 5 de novembro, às 18h30, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto (FCEP), em São Mamede de Infesta. A sessão é aberta ao público, sujeita à lotação da sala.
É a primeira abertura de ano letivo da academia desde a criação da Universidade Técnica do Porto, que sucedeu ao Politécnico do Porto e cujos órgãos tomaram posse a 1 de setembro.
A conferência acontece numa altura em que o novo regime jurídico do ensino superior está a redesenhar o sistema e em que a inteligência artificial obriga profissionais e empresas a rever as competências de que precisam.
Carlos Costa, que liderou o Banco de Portugal entre 2010 e 2020, vai falar sobre “Os desafios da Educação Superior no contexto de uma transformação tecnológica e da globalização”. No final, responde a perguntas do público, num momento moderado pelo coordenador da Porto Executive Academy, Armando Silva.
“A formação executiva ganha verdadeiro sentido quando contribui para melhorar a capacidade de decisão de quem enfrenta diariamente os desafios da gestão. Iniciar o ano académico com quem esteve durante uma década à frente do Banco de Portugal é afirmar, desde o primeiro momento, essa ambição e exigência”, afirma Armando Silva.
A sessão conta com a presença do diretor da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, Manuel Moreira da Silva.
Durante a cerimónia são entregues 13 prémios aos melhores alunos de cada curso de 2025/2026 e cinco bolsas de mérito.
A Porto Executive Academy é a academia de formação executiva da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, da Universidade Técnica do Porto. No ano letivo 2026/2027, a sua oferta contempla cinco MBA e 29 pós-graduações, dirigida a profissionais e empresas, em áreas como transformação digital e inteligência artificial, finanças e fiscalidade, gestão, marketing, liderança e saúde.
A sessão de dia 5 coincide com a abertura da terceira e última fase de candidaturas, que decorre até 30 de novembro e abrange três MBA e 14 pós-graduações.
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
As simulações da Deco Proteste baseiam-se num cenário com um financiamento de 150.000 euros a 30 anos e um ‘spread’ (margem de lucro comercial) de 1%.
Baseando-se nestas condições, os contratos com Euribor a 12 meses revistos em novembro passam a pagar 736,94 euros, mais 89,31 euros do que pagavam desde novembro de 2025.
Os contratos com Euribor a seis meses sobem 44,24 euros, para 713,96 euros, face ao fixado em maio.
Já os contratos a três meses passam a pagar mais 17,62 euros em relação ao valor apurado em agosto, ou seja, 684,92 euros.
A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.
A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239%.
A média da Euribor considerada para efeitos de revisão de um empréstimo de taxa variável é a do mês anterior ao da assinatura do contrato de crédito.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.
O Presidente da República exigiu esta sexta-feira aos partidos entendimentos para resolver os problemas da habitação e da saúde, criticando o “passa-culpas” e a “trica partidária”. Em Leiria, António José Seguro garantiu que continuará a pressionar por soluções, apesar das dúvidas sobre os resultados dos seus apelos.
“A divergência deve ser uma desculpa para a inação?”, questionou, um dia depois de anunciar a convocação dos partidos para Belém. Lembrando que os jovens portugueses saem, em média, de casa dos pais aos 30 anos, defendeu respostas que ultrapassem legislaturas e mudanças de Governo.
“Aquilo que é o dever do Presidente da República, neste momento, é exigir que os partidos cumpram a sua função, se sentem, dialoguem e sejam capazes de encontrar soluções para resolver os problemas”, afirmou.
Perante um Parlamento fragmentado e um Governo sem maioria, Seguro pediu esforços para assegurar estabilidade e governabilidade, sem que os partidos abdiquem das suas posições essenciais.
A União Europeia vai passar a cobrar, a partir deste domingo, uma nova taxa de dois euros sobre qualquer encomenda proveniente de fora do bloco, para atenuar o impacto do comércio ‘online’, designadamente chinês, no mercado europeu.
Esta taxa vai ser cobrada a qualquer encomenda que vier de fora da União Europeia (UE), independentemente do seu valor, e acresce a outra tarifa, de três euros, que a Comissão Europeia já tinha começado a aplicar em julho para encomendas de menos de 150 euros.
A taxa de dois euros vai ser cobrada por categoria de artigos e não por encomenda, o que significa que, na compra de cinco ‘t-shirts’, apenas se aplica uma única taxa de dois euros (por pertencerem à mesma categoria).
No entanto, se a encomenda incluir artigos de três categorias diferentes, como um relógio, camisolas e joias, será cobrada uma taxa total de seis euros.
A medida vai começar a ser aplicada a poucas semanas de começarem as épocas de saldos do ‘Black Friday’ e do ‘Cyber Monday’, mas a UE defende que o custo da taxa deve ser suportado pelas plataformas e não pelo consumidor final.
Não está, contudo, prevista qualquer medida para impedir que as plataformas repercutam o valor desta taxa no preço dos seus produtos.
A Comissão Europeia salienta que, atualmente, continuam a chegar cerca de cinco milhões de encomendas por dia à Europa, a grande maioria proveniente de plataformas chinesas como a Temu, a AliExpress ou a Shein.
Esse volume de encomendas está a colocar sob pressão as autoridades aduaneiras, numa altura em que o executivo comunitário estima que cerca de 60% das encomendas provenientes de fora da UE não cumprem os requisitos comunitários.
Nos últimos meses, por exemplo, a Comissão Europeia aplicou multas à AliExpress e à Temu por falhas na verificação dos riscos associados a produtos que vendem nas suas plataformas, como brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
O objetivo da taxa é, assim, cobrir os custos adicionais que as autoridades aduaneiras estão a ter com este volume de encomendas, dando-lhes a capacidade para fiscalizarem melhor as encomendas provenientes de fora do bloco e garantir que respeitam as regras europeias.
Ao contrário da taxa aplicada em julho – que só ficará em vigor até 2028, quando entrar em vigor o novo sistema aduaneiro europeu – esta nova taxa é permanente.
O grou que veio do frio para salvar a TAP. Esta ave também existe em Portugal e é migratória: passa o inverno no Sul da Europa e voa para o Norte no verão. É esta a ave que surge desde 1918 no logótipo da companhia aérea alemã Lufthansa
Agora, promete mais de 2,5 mil milhões de euros para comprar a totalidade da TAP. O Estado vai receber em dinheiro 1.201 milhões de euros decorrentes da venda de 49% da TAP. Depois, a venda dos restantes 50,1% deverá render mais 863 milhões de euros também em ‘cash’.
Mas a segunda fase da privatização pressupõe a troca de ações, com o Estado português a receber ações da Lufthansa. Nas contas do Governo, isto vai colocar o Estado como o segundo maior acionista da companhia aérea alemã, com 5% do capital, apenas atrás da Fundação Kühne, que conta com 20%.
Ora, sendo acionista do Grupo Lufthansa, o Estado prevê receber um total de 1.400 milhões de euros em ações, mais dividendos acumulados do grupo alemão até 2040. Feitas as contas, o Estado português pode encaixar 19,8 milhões de euros por ano em dividendos, ao valor atual da remuneração acionista, de 0,33 euros. São quase 200 milhões de euros no espaço de 10 anos.
Nas contas do Governo, é assumido um ‘dividend yield’ de 3,9% para uma ação cotada a 8,8 euros, o que dá um dividendo anual de 0,3432 euros por ação. Contas feitas, são 20,6 milhões de euros em dividendos pela fatia de 5%.
O Governo assume na sua apresentação que a sua estimativa está “dependente da performance e cotação da empresa”. Tendo em conta o preço-alvo da ação assumido pelo Governo de 8,8 euros, isto significa que a posição de 5% vai valer 528 milhões de euros.
“Já podemos encarar o futuro da TAP com entusiasmo e confiança. Isso deve-se ao esforço dos portugueses, que injetaram nos últimos anos na empresa mais de 3,2 mil milhões de euros dos seus impostos, dinheiro que, ao ser canalizado para a companhia, deixou de estar disponível para outras despesas públicas, nomeadamente nos serviços públicos essenciais. Desde o início que assumimos o nosso objetivo de recuperar esse valor para os portugueses”, disse o Primeiro-Ministro Luís Montenegro a 14 de outubro.
“Por isso, fomos firmes e exigentes na negociação, de forma a obter as melhores condições e contrapartidas e reduzir a exposição futura do Estado, precisamente para podermos maximizar o esforço que fizemos antes com a injeção de capital. É por isso que esta parceria entre a TAP e a Lufthansa nos aponta para esse caminho: a recuperação total do valor que os portugueses investiram na TAP”, acrescentou.
A Lufthansa espera uma aprovação “mais rápida” do negócio da TAP em Bruxelas face à compra da italiana ITA.
“Espero que seja mais rápido do que a ITA, um processo mais fácil”, disse o CEO da Lufthansa a 15 de outubro.
“Os nossos amigos em Bruxelas, os líderes da Europa, percebem que o mundo mudou e que é do interesse da Europa criar fortes empresas globais. A atitude mudou em Bruxelas”, analisou Carsten Spohr.
“A sobreposição da TAP com a Lufthansa é muito menor do que com outros potenciais compradores, como a IAG ou a Air France-KLM, onde seria enorme. Do nosso ponto de vista, é uma transação fácil de aprovar”, acrescentou. E também deixou uma mensagem ao Governo do seu país: “A Alemanha, uma nação líder na Europa, deve garantir que a Europa não fica atrás dos EUA e da Ásia”, defendeu Carsten Spohr.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 617,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, menos 384,6 milhões de euros face ao mês anterior, foi hoje anunciado.
“No final de setembro, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 617,5 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 384,6 milhões de euros face ao mês anterior”, lê-se na síntese de execução orçamental, hoje divulgada pela Entidade Orçamental (antiga DGO – Direção-Geral do Orçamento).
O documento ressalva que não é possível calcular a variação homóloga, tendo em conta que a definição de pagamentos em atraso foi alterada em junho.
Para a variação mensal contribuíram, sobretudo, as áreas da saúde (-364,9 milhões de euros), da Administração Central (-13,7 milhões de euros), excluindo o subsetor da Saúde, e das Entidades Públicas Reclassificadas (-13,1 milhões de euros).
Nos primeiros nove meses deste ano, o capital mobilizado no mercado transacional em Portugal caiu 45%, face a igual período do ano passado, para 7,8 mil milhões de euros, de acordo com os dados da TTR Data. O número de operações reduziu-se em 27%, para 379.
É um prolongamento da tendência de quebra verificada desde o início do ano.
No terceiro trimestre houve 120 operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla inglesa), anunciadas ouconcluídas, no valor de 4,7 mil milhões de euros, insuficientes para compensarem a quebra acumulada.
O recuo em Portugal contrasta com a evolução do Sul da Europa. No primeiro semestre, o valor das fusões e aquisições na região aumentou 37%, para 147,7 mil milhões de euros, apesar de o número de negócios ter diminuído 6%, para 1.858. São dados de um relatório da Forvis Mazars e da Mergermarket. O crescimento foi impulsionado por grandes transações.
Segundo o mesmo estudo, no mesmo período, em Portugal, o capital mobilizado limitou-se a 800 milhões de euros de valor anunciado, contra os 6,3 mil milhões um ano antes, o que decorre do efeito Novobanco. O número de operações caiu 37%, para 82.
O peso das operações excecionais marcou 2025. A aquisição do Novobanco pelo francês BPCE, anunciada por 6,4 mil milhões de euros, inverteu os indicadores de um ano que, sem esse negócio, teria apresentado uma quebra acentuada.
A Mergermarket identificou 33 potenciais operações em Portugal, em 12 setores, num universo de 608 oportunidades sinalizadas no Sul da Europa.
“Embora o mercado português de M&A registe um número de transações menor, a verdade é que existem muitas oportunidades”, afirma Filipa Matias, senior manager de Transaction and Advisory Services da Forvis Mazars em Portugal. Acrescenta que a atividade nas operações de pequena e média dimensão “continua presente, embora seja menos visível nos dados de transações com valores divulgados”.
“Há muito capital disponível, não há é, se calhar, tantas oportunidades”, afirmou Rui Corrêa Henriques, responsável pelo Corporate and Investment Banking do Santander em Portugal, ao Jornal Económico em setembro. O banqueiro antecipa uma recuperação no prazo de seis a 18 meses.
Os resultados do estudo da Forvis Mazars e da Mergermarket não são diretamente comparáveis com os da TTR Data, por utilizarem critérios diferentes, mas confirmam que o número de negócios caiu e que faltam grandes operações.
Estrangeiros compram
Segundo a TTR Data, Espanha foi o país que mais investiu em Portugal até setembro, com 28 operações, e também foi o principal destino do investimento português, com 37 negócios, e no Reino Unido, com nove.
As compras estrangeiras no setor de tecnologia e internet recuaram 16% em termos homólogos.
Entre os negócios destacados pela Forvis Mazars no primeiro semestre está o investimento no grupo de mediação de seguros Sabseg, numa operação global de 600 milhões de euros envolvendo a Miura Partners e o reforço da posição da Schroders, de 2% para 20%. Seguiu-se a aquisição do Caesar Park, em Sintra, pela Catterton Management e pela Cedar Capital Partners, por 140 milhões.
(Adnkronos) - L'azione legale punta il dito contro le clausole di parità tariffaria, che vietavano agli alberghi di offrire prezzi più bassi sui loro siti
(Adnkronos) - Già ministra delle Finanze nel governo Sarkozy fino al 2011, poi alla guida del Fmi dopo lo scandalo Strauss Khan e a seguire la poltrona dell'Eurotower lasciata vuota da Draghi, le sorti di Parigi e dell'Europa si sono incrociate con quelle globali nella lunga esperienza della Iron Lady
"Tenemos que garantizar que la administración sea neutral con independencia de quien la dirija y plantarnos cuando hay una decisión política que va a ir en contra de los procedimientos legales o de los criterios técnicos". Alto y claro, los altos funcionarios han dicho basta y han decidido plantarse ante los continuos atropellos con los funcionarios públicos por parte del Gobierno, personificado los últimos días en el ministro de Transportes Óscar Puente, tras el accidente de Urda.
El vicepresidente de la federación que agrupa a los altos funcionarios (Fedeca), Víctor Rodríguez, ha pedido a los funcionarios a plantarse cuando una decisión política vaya contra la legalidad o los criterios técnicos. "Los políticos están de paso, pero la administración permanece", ha señalado en el XXXVI Congreso de Inspectores de Hacienda del Estado, en el que ha reiterado que los empleados públicos respetan "el cumplimiento de los procedimientos legales como de los criterios técnicos".
Estas declaraciones han llegado poco antes de un comunidad oficial de Fedeca, que ha ido más lejos y han denunciado que está en juego el buen funcionamiento de nuestras instituciones, por lo que es necesario "garantizar la independencia de los funcionarios públicos en el ejercicio de sus responsabilidades técnicas. Las labores de investigación, inspección, supervisión y control deben desarrollarse con absoluta autonomía, sin injerencias políticas ni presiones de ningún tipo. La independencia de criterio de los funcionarios no constituye un privilegio corporativo, sino una garantía esencial para los ciudadanos, la defensa del interés general y el correcto funcionamiento del Estado de derecho".
Los altos funcionarios del Estado reiteran que "es imprescindible esclarecer con el máximo rigor, transparencia e independencia las causas del trágico accidente ferroviario de Urda pero también del de Adamuz, para ofrecer a la ciudadanía las respuestas que legítimamente reclama y merece, como condición indispensable para preservar la confianza en nuestras instituciones y evitar que una tragedia semejante vuelva a repetirse".
Fedeca lleva años advirtiendo de los riesgos que entraña la creciente politización de puestos de responsabilidad que requieren conocimientos técnicos, experiencia y capacidad de gestión acreditada. "El acceso a estas responsabilidades no puede responder a criterios de afinidad partidista ni convertirse en una puerta giratoria para el acomodo de cargos políticos, al margen de los principios de mérito y capacidad". Por ello, exigen "la urgente necesidad de profesionalizar la dirección de las administraciones y organismos públicos".
Recuerdan que la "legítima dirección política de la Administración debe ser plenamente compatible con una gestión pública profesional, independiente y sometida a criterios objetivos. Confundir ambas esferas, desplazando el conocimiento y la experiencia profesional en favor de la confianza política, contribuye al deterioro de las instituciones, a la pérdida de eficacia de los servicios públicos y a la erosión de la confianza de los ciudadanos. Por eso, han vuelto a denunciar "la politización de la Administración y el debilitamiento de los criterios de mérito y capacidad no son cuestiones meramente organizativas: tienen consecuencias reales sobre la calidad de los servicios que reciben los ciudadanos. Los graves acontecimientos que estamos viviendo deben servir para reflexionar sobre la necesidad de reforzar nuestras instituciones, sin anticipar responsabilidades ni conclusiones que corresponden a las investigaciones pertinentes", concluyen.
Un empleo de verano puede ayudar a un hijo mayor de edad a costear parte de sus gastos sin proporcionarle recursos bastantes para sostenerse por sí mismo, una diferencia determinante en un conflicto familiar sobre la pensión de alimentos de un joven que cursaba Formación Profesional y trabajaba algunos meses como socorrista.
El padre solicitó que se extinguiera la obligación de contribuir a sus gastos o, de forma subsidiaria, que la cuantía se redujera a 120 euros mensuales, aduciendo que el hijo ya era mayor de edad, obtenía ingresos propios y que él percibía una pensión de 893,21 euros al mes sometida a un embargo.
Un juzgado de Fuengirola había rechazado extinguir los alimentos, aunque disminuyó la pensión a 250 euros mensuales, y el padre recurrió para lograr su supresión o una rebaja mayor, pero la Audiencia Provincial de Málaga ha ratificado íntegramente aquella decisión y le ha impuesto las costas de la apelación.
Ingresos de temporada y formación
La Sentencia número 358/2026, dictada el 15 de abril por la Sección Sexta de la Audiencia Provincial de Málaga, parte de que el hijo residía con su madre y cursaba un grado medio de comercio y marketing cuando se resolvió el litigio en primera instancia, mientras que su intención de continuar con estudios superiores también constaba en el procedimiento, sin que la resolución dé por concluida esa formación ni aprecie independencia económica.
El joven había trabajado como socorrista durante unos dos meses y medio al año, con ingresos que la Audiencia cifra en aproximadamente 3.600 euros anuales, y también había realizado prácticas vinculadas a sus estudios, una actividad que el tribunal distingue del empleo estival al valorar si podía sostenerse sin ayuda de sus progenitores.
Para la Sala, el dinero obtenido durante el verano podía servirle para afrontar una parte de sus necesidades, pero «en ningún caso» le procuraba independencia económica, mientras que la mayoría de edad tampoco bastaba por sí sola para retirar los alimentos si el hijo continuaba formándose, convivía en el domicilio familiar y necesitaba esa contribución.
La situación económica del progenitor
El padre sostuvo que sus recursos habían disminuido y que el embargo del 60% de su pensión le impedía afrontar el pago, pero la Audiencia señala que la prestación que percibía por incapacidad ya existía desde hacía muchos años y que no acreditó un empeoramiento de sus ingresos respecto de la situación tomada en cuenta al fijar los alimentos.
El tribunal atribuye el embargo a los impagos de la propia pensión de alimentos y considera que esa circunstancia no justifica extinguirla, además de señalar que el padre seguía residiendo en una vivienda de grandes dimensiones y apreciar indicios de otros ingresos, aunque la sentencia los presenta como una presunción y no cuantifica ninguna renta adicional acreditada.
Sí admite la Audiencia que los ingresos estivales del hijo constituyen un cambio frente a 2009, cuando se fijó una pensión inicial de 300 euros al mes y el menor no obtenía dinero propio, y, dado que la cantidad se había actualizado hasta 348,27 euros en 2020, confirma la reducción a 250 euros decidida por el juzgado, que la madre no recurrió.
La rebaja a 120 euros solicitada por el padre habría dejado el sostenimiento del joven prácticamente a cargo de la madre, según razona la Sala al recordar que ambos progenitores deben contribuir, por lo que desestima la apelación y confirma la cuantía de 250 euros mensuales.
Vista de la playa de Los Peligros de Santander. Las personas con daltonismo pueden, desde este verano, y gracias a una iniciativa de Cruz Roja en las playas de Cantabria, distinguir el color de la bandera que les indica si el baño es recomendable o si, por el contrario, deben permanecer fuera del agua. Todas las mañanas, antes de que lleguen los primeros bañistas, los socorristas de las playas cántabras analizan el estado del mar, el viento y las corrientes para decidir qué bandera ondeará ese día
Los dos hijos de un fontanero municipal de Zaragoza han tenido que continuar la reclamación que inició su padre. Él enfermó tras trabajar expuesto al amianto y falleció en noviembre de 2017. La familia reclamaba una indemnización por los daños que, según los tribunales, guardaban relación con su trabajo.
El litigio llegó al Tribunal Supremo por una cuestión difícil de entender a primera vista: el Ayuntamiento había ingresado 264.562,43 euros en la Seguridad Social para financiar un aumento de la pensión del trabajador. Una sentencia anterior trató esa suma como si la familia ya la hubiera cobrado y la descontó de la indemnización.
El Supremo ha corregido esa cuenta. Su sentencia del 20 de julio de 2026 reconoce a los dos hijos 214.594,65 euros, más intereses, a repartir por mitad. El pago corresponde al Ayuntamiento de Zaragoza.
Una reclamación que pasó de 286.126 a 16.172 euros
El padre había trabajado como fontanero para el consistorio. Su enfermedad fue reconocida como profesional y se le concedió una incapacidad permanente absoluta. También se apreció que faltaron medidas de protección en su puesto, por lo que su prestación se incrementó un 50 %.
Tras su fallecimiento, los hijos siguieron la reclamación de responsabilidad patrimonial. Un juzgado fijó inicialmente la compensación en 286.126,20 euros. Después, el tribunal aragonés la redujo un 25 % al considerar que el tabaquismo había contribuido al resultado. Además, restó el dinero que el Ayuntamiento había ingresado para el recargo de la pensión. El importe final cayó a 16.172,82 euros.
Ahí estaba el desacuerdo que los hermanos llevaron al Supremo. Aquellos 264.562,43 euros no habían entrado en la cuenta del trabajador ni en la de sus hijos: se ingresaron en la Tesorería General de la Seguridad Social para sostener el aumento mensual de una prestación. Y, al morir el beneficiario pocos meses después de que se reconociera, dejó de percibir ese incremento.
El amianto ha dado lugar a otros litigios por daños laborales y falta de protección. En este caso, la responsabilidad del Ayuntamiento por la enfermedad y el fallecimiento ya se había reconocido. Lo que quedaba por resolver era cuánto podía descontarse de la compensación.
Por qué el Supremo cambia la cifra
La sala distingue dos conceptos. Uno es la indemnización por los daños atribuidos a la falta de protección. Otro es el recargo de las prestaciones de Seguridad Social que se impone por incumplir medidas de seguridad laboral. Tienen finalidades distintas y el segundo no reduce automáticamente el primero.
Ese recargo por falta de seguridad se paga mediante la prestación, no entregando a la familia el capital que el empleador deposita para financiarla. Por eso el Supremo considera incorrecto hablar de un doble cobro. Los hijos nunca recibieron esa suma de 264.562,43 euros.
La sentencia mantiene, sin embargo, la reducción del 25 % por la contribución del tabaquismo, extremo que no revisa en su decisión final. Así resulta la cifra de 214.594,65 euros: el 75 % de la indemnización fijada inicialmente. Para los hijos, la resolución cierra una discusión larga sobre un dinero que figuraba en el expediente, pero que nunca había llegado a sus manos.
La inversión ferroviaria en España se ha quedado atrás. Prueba de ello podrían ser los dos fatídicos accidentes que han tenido lugar este último año, pero los datos también lo avalan. Según datos generales recogidos por el Instituto Juan de Mariana, el actual Gobierno dedica a mantenimiento únicamente el 15,8% de su gasto ferroviario y gasta 45,5 millones por cada mil kilómetros de vía frente a los 80,6 en la UE-14, su capital ferroviario sigue por debajo del de 2015 y el gasto de conservación por viajero de la alta velocidad ha caído un 22% desde 2018.
Según investigaciones de Fundación BBVA y el Ivie, recogidas en este informe. la inversión bruta en infraestructuras públicas alcanzó en 2009 los 752 euros por habitante, mientras que en 2025 se situó en 265 euros, un 65%. Las infraestructuras ferroviarias fueron la principal partida entre 2008 y 2011 y la que más se redujo en el ajuste posterior: su inversión por habitante pasó de 240 a 75 euros entre 2009 y 2025, un descenso del 69%
En términos absolutos, la inversión ferroviaria de 2025, de 4.589 millones de euros, fue un 66,7% inferior a la de 2009 en términos reales. Por otra parte, la inversión de los gestores también se desplomó. Según las cuentas de Adif, pasó de 6.316 millones en 2011 a 1.749 millones en 2016, un 72 por ciento menos, y se re
cuperó hasta 4.696 millones en 2025, todavía un 26 por ciento por debajo del nivel de 2011.
El mantenimiento realizado por parte de la compañía se movió en ese periodo entre 891 y 1.120 millones anuales y en 2025 era apenas un 12,8 por ciento superior en términos reales al de 2011. Según la CNMC, los gestores ejecutaron en 2025 inversiones por 5.230 millones de euros corrientes, un 16,1 por ciento más que en 2024, pero entre 2021 y 2024 Adif sólo ejecutó el 66,3 por ciento de las inversiones previstas en su programa.
Teniendo en cuenta la evolución histórica, el dinero depositado en infraestructuras pasó de 40.056 millones de euros en 1995 a un máximo de 110.817 millones en 2015, pasó de 40.056 millones de euros en 1995 a un máximo de 110.817 millones en 2015. El IJM asegura que entre 2016 y 2022, la inversión no cubrió siquiera la depreciación y el stock retrocedió hasta unos 107.500 millones. De
hecho, en 2025, el stock de capital ferroviario, de 109.561 millones, seguía por debajo del nivel alcanzado hace una década.
El número de accidentes se dispara un 142%
Además, el número de accidentes ferroviarios registrados por la Comisión de Investigación de Accidentes Ferroviarios (CIAF) se disparó un 142% desde la llegada de Pedro Sánchez a la Moncloa. En concreto, en seis años de registros pasaron de 40 a 97, mientras que los descarrilamientos se triplicaron, de 7 a 22.
Las incidencias son el día a día de los españoles que utilizan el transporte público. La puntualidad en el sistema ferroviario se ha desplomado y, según el mismo informe, en marzo de 2026 sólo el 48,6% de los AVE llegaron a su hora y en Rodalies apenas el 49,2%. En 2018, sólo el 1,1% de los trenes de larga distancia de Renfe llegaba a destino con una hora o más de retraso; en enero de 2026, tras Adamuz, lo hizo el 8,1%, siete veces más.
Mientras los pasajeros sufren estas negligencias, el Gobierno se lava las manos. Renfe recortó sus compromisos con los viajeros ante las incidencias en sus servicios. Hasta 2024, se devolvía el 50% del billete por retrasos de más de 15 minutos y el 100% por retrasos de más de 30. Desde el 1 de julio de 2024, sólo compensa a partir de los 60 minutos, y únicamente se devuelve el billete íntegro si el retraso supera los 90.
El ministro Puente justificó el cambio porque las compensaciones, que habían costado 42 millones de euros en 2023, "suponían mermas muy importantes de ingresos". En octubre de 2024, el Congreso aprobó una proposición no de ley que exigía recuperar las compensaciones de 15 y 30 minutos, pero el Ministerio no la ha aplicado. Esto ha hecho que el 97,2% de los trenes AVE y de larga distancia con incidencias durante junio de 2026 no generase derecho a compensación alguna.
La mala gestión de los servicios ha hecho que los ciudadanos no confíen más en Renfe y se haya iniciado una estampida a cuentagotas. Desde Adamuz, se impusieron una serie de restricciones de velocidad en varias líneas. entre enero y agosto de 2026 viajaron en alta velocidad 25,9 millones de personas, un 12,3% menos que en el mismo periodo de 2025, con una caída del 32,1% en febrero. Ahora, la vuelta a la suspensión de la línea Madrid-Andalucía tras el accidente de Urda volverá a castigar la serie en los próximos meses.
Esta pérdida de clientela coincide con la época de mayor expansión del sector. La liberalización de los espacios de alta velocidad españoles abarató los billetes hasta un 50% en el corredor Madrid-Valencia, un 40% en Madrid-Málaga y un 25% en Madrid-Barcelona.
Mientras los clientes huyen y no reciben sus indemnizaciones, el Gobierno prefiere subvencionar billetes y gastar más en ello que en los procesos de restauración y conservación. En 2025, destinó unos 1.371 millones de euros a abonos y billetes, frente a los 1.100 millones que Adif y Adif AV destinaron a mantener la infraestructura.
La inversión en carreteras tampoco es suficiente
La principal alternativa al transporte ferroviario es el traslado por carretera, pero la situación de esas infraestructuras tampoco es mucho mejor. Según la auditoría de la Asociación Española de
la Carretera, y en datos recogidos por el IJM, el déficit acumulado de inversión en conservación en estas vías rozó en 2025 los 15.000 millones de euros, casi un 50% más que cuatro años antes.
Además, más de la mitad de las carreteras del país presentan deterioros importantes y cerca de 34.000 kilómetros deberían ser reconstruidos de urgencia, tres veces más de lo que se estimaba hace un par de ejercicios. El estudio alega que esta es "la peor situación desde finales de la década de 1980".
Este abandono contrasta de forma "escandalosa" con lo que el Estado recauda de los conductores. Según ANFAC, la fiscalidad asociada al automóvil alcanzó en 2025 los 41.995 millones de euros, de los cuales más de 23.000 millones procedieron de los impuestos sobre los carburantes. Pese a esta gran cantidad embolsada a costa de los contribuyentes, el Estado dedica menos de 3.000 millones a conservar las carreteras, es decir, por cada euro que se invierte en mantener la red viaria, el automovilista aporta unos 15 euros en impuestos.
Mário Centeno alertou para o excesso de supervisão financeira em Portugal, defendendo uma maior proporcionalidade e reforço da confiança no sistema financeiro, durante a 4.ª Conferência Anual de Pagamentos da ANIPE, que decorreu esta sexta-feira, em Lisboa.
Mário Centeno alertou para o excesso de supervisão financeira em Portugal, defendendo uma maior proporcionalidade e reforço da confiança no sistema financeiro, durante a 4.ª Conferência Anual de Pagamentos da ANIPE, que decorreu esta sexta-feira, em Lisboa.
Mário Centeno alertou para o excesso de supervisão financeira em Portugal, defendendo uma maior proporcionalidade e reforço da confiança no sistema financeiro, durante a 4.ª Conferência Anual de Pagamentos da ANIPE, que decorreu esta sexta-feira, em Lisboa.
Saldo das Administrações Públicas reduziu-se em 1,2 mil milhões de euros face a igual período de 2025. Receita fiscal arrecadada pelo Estado atingiu 76,3% do previsto para a totalidade do ano.
Portugal tinha 271.984 desempregados inscritos nos centros de emprego em setembro, menos 30.616 do que há um ano. A indústria do vestuário, o couro e calçado e os têxteis registaram as maiores quebras. Apesar da descida do desemprego registado,...
Os fundos destinam-se ao restabelecimento do potencial produtivo das explorações que sofreram prejuízos significativos, nomeadamente em culturas permanentes, infraestruturas e equipamentos agrícolas. Entre as despesas elegíveis estão a...