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Bloco central com PSD divide PS. Carneiro rejeita ideia

“É importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre os dois principais partidos democráticos portugueses, entre o PS e o PSD”, esclareceu o secretário-geral socialista. O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, afastou esta sexta-feira a ideia de um eventual bloco central por considerar “importante para a democracia” que haja “uma alternativa clara” entre PS e PSD. À margem das Conferências do Estoril, em Cascais, distrito de Lisboa, Carneiro foi questionado sobre a possibilidade de um eventual bloco central para evitar que um executivo liderado pelo Chega assumisse a governação do país. “Respondo a essa pergunta na entrevista que

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Emprestado pelo Santos, Robinho Jr. é convocado para Seleção Sub-20

O jovem Robinho Jr., de 18 anos, jogador do Santos emprestado ao Genoa, da Itália, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (30) pelo técnico Paulo Victor.

A Seleção Sub-20 se prepara para dois confrontos amistosos contra o Peru. As partidas estão marcadas para os dias 13 e 16 de novembro, ambas no estádio Mangueirão, em Belém, capital do Pará.

Robinho Jr. chegou ao Genoa por empréstimo do Santos na metade de 2026. Pela equipe sub-20 italiana, o atleta já soma três jogos e impressionantes três gols. Seu desempenho chamou a atenção do técnico Daniele De Rossi, que lhe concedeu oportunidades no time principal.

No Santos, Robinho Jr. ascendeu ao time profissional em 2025. Com a camisa do “Alvinegro Praiano”, ele disputou 27 jogos e distribuiu duas assistências.

Santos não atinge meta e corre risco de colapso financeiro

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

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GNR está na estrada com a Operação ‘Todos os Santos’

A Guarda Nacional Republicana (GNR), informa em comunicado que no período compreendido entre os dias 30 de outubro, esta sexta-feira, e 1 de novembro, próximo domingo, altura em que se assinala o “Dia de Todos os Santos”, irá intensificar o patrulhamento nas estradas com maior fluxo de tráfego em todo o território nacional continental, com o objetivo de reduzir a sinistralidade, garantir a fluidez do trânsito e apoiar todos os utentes das vias, proporcionando-lhes deslocações em segurança.

Durante todo o período da operação, em que se prevê grande intensidade de tráfego rodoviário, a GNR, através de militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito (UNT), irá desenvolver uma ação coordenada de policiamento geral, combate à criminalidade, patrulhamento e fiscalização rodoviária, com vista a assegurar que as deslocações decorram em segurança e a contribuir para a redução dos índices de sinistralidade rodoviária.

Importa referir que o combate a esta sinistralidade rodoviária continua a constituir uma prioridade estratégica para a Guarda. Nesse sentido, a GNR apela a todos os condutores para que adotem uma condução prudente e responsável, tendo em especial atenção os seguintes comportamentos:

  1. Cumprir as regras de trânsito, especialmente nas manobras de ultrapassagem, mudança de direção, inversão do sentido de marcha, cedência de passagem e manutenção da distância de segurança;
  2. Utilizar corretamente o cinto de segurança e os sistemas de retenção para crianças;
  3. Não utilizar o telemóvel durante o exercício da condução;
  4. Adequar a velocidade ao tipo de estrada e às condições de circulação;
  5. Abster-se do consumo de bebidas alcoólicas ou substâncias psicotrópicas antes ou durante a condução.
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Divertimentos dão vida à cidade

VTM

Para os feirantes, porém, a permanência durante várias semanas representa um investimento elevado, que nem sempre é compensado antes dos três dias principais do certame.

Vítor Monteiro está ligado aos carrinhos de choque desde a infância, numa atividade iniciada pelo pai há mais de três décadas. Esta é a terceira vez que participa na Feira dos Santos, depois de uma passagem em 2015 e de outra em 2023. A pista é, aliás, uma das atrações que mais distingue a edição de cada ano. “Os carrinhos de choque são o único divertimento que muda”, explica.

Durante a semana, o movimento é sobretudo de estudantes e adolescentes, enquanto ao fim de semana chegam mais famílias. Ainda assim, os primeiros dias servem essencialmente para cobrir despesas. “Os dias da festa é que são para começar a ganhar algum dinheiro”, afirma.

Também Alfredo Martins, responsável pelo espaço de restauração junto aos divertimentos, reconhece que os “Santos” se tornaram progressivamente mais importantes para o negócio. Natural de Barcelos, participa no certame há cerca de oito anos e acompanha o crescimento da procura e da própria apresentação do espaço.

Feira dos Santos Comercio Tradicional PAM

“É o ponto de encontro na reta final da nossa tournée”
ALFREDO MARTINS 

“Fomos crescendo gradualmente, ano após ano”, explica, agradecendo à população de Chaves o contributo para a evolução do negócio. O movimento começa a aumentar com a chegada dos primeiros visitantes e dos estudantes, que depois regressam com as famílias. “Os últimos três dias são o ponto alto, sem dúvida”, reconhece. Para os feirantes, a feira é também um momento de reencontro, numa altura em que a temporada está prestes a terminar. “É o ponto de encontro na reta final da nossa tournée”, resume, descrevendo a experiência como “umas férias a trabalhar”.

O negócio de António Amaral passa de geração em geração, num percurso marcado por viagens, sacrifícios e longos períodos longe de casa. “É uma vida de muito trabalho e de muito sacrifício”, afirma.

Para Abílio Felício, que participa na Feira dos Santos há cerca de 15 anos com dois divertimentos, a afluência tem vindo a diminuir. Depois de um aumento significativo no período pós-pandemia, considera que o interesse voltou a cair, sobretudo nos fins de semana anteriores ao certame. “É mesmo só mais os dias dos Santos”, lamenta, referindo que o movimento dos restantes dias dificilmente cobre despesas como a eletricidade.

O feirante elogia as condições do espaço, mas considera que a afluência não corresponde ao potencial do evento. “É um ambiente agradável, limpo, acolhedor, mas tem muito pouca afluência durante a semana”, afirma, defendendo que os fins de semana anteriores mereciam maior promoção.

Luís Silva, feirante de Valença, também sente os efeitos do menor poder de compra. Com mais de três décadas de experiência, considera que a localização atual não é a mais favorável, embora reconheça que o espaço poderia ser pior. “A vida é mais difícil agora. O salário é sempre o mesmo e as pessoas cada vez têm menos poder de compra”, observa.

A Feira dos Santos mantém-se, assim, como um ponto de encontro para quem vive dos divertimentos e da restauração itinerante, sendo, para muitos, a última etapa da sua temporada de feiras e festas pelo país.

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Não há “Santos” sem farturas

VTM

“Dizemos que cheira a Santos e o que é? É o cheiro das farturas”, diz Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves sobre a presença assídua dos vários espaços de confeção e venda de farturas. O doce tradicional em todas as feiras e festas de Portugal está espalhado pela cidade flaviense, permanecendo algumas semanas.

Entre jornadas de muitas horas, custos crescentes e clientes mais cautelosos nas compras, as vendedoras com quem falámos esperam que os dias de maior afluência compensem o investimento e o trabalho de várias semanas.

Feira dos Santos Comercio Ana Silva PAm“As pessoas, devido à crise económica que estamos a passar, ressentem-se um bocadinho”
ANA SILVA
VENDERORA
 

Fernanda Dias vende farturas há 46 anos, participa na Feira dos Santos há 35 anos e reconhece que o início desta edição ficou aquém das expectativas. “Está muito fraco”, resume, apontando o calor dos primeiros dias como um dos fatores que prejudicaram o negócio.

A subida dos custos também pesa nas contas. “Tudo aumentou, o material, tudo”, lamenta, referindo que o preço de venda se mantém há cerca de três anos, apesar de as despesas com matérias-primas e combustível continuarem a aumentar. Para quem se desloca de longe e permanece em Chaves desde o início do mês, os três dias principais da feira nem sempre chegam para compensar o investimento.

CUSTOS

Ana Silva, que está presente em Chaves há 11 anos, numa atividade com mais de quatro décadas, também sente os efeitos do aumento dos custos. Além da matéria-prima, destaca as despesas de transporte e de ocupação do espaço, que nem sempre são consideradas pelos consumidores. “As pessoas olham para nós e acham que é água e farinha. Isto tem outros custos por trás e nós também comemos”, observa.

Feira dos Santos Comercio Tradicional PAM

A vendedora reconhece que a perceção dos preços é influenciada pelas dificuldades económicas das famílias. “As pessoas, devido à crise económica que estamos a passar, ressentem-se um bocadinho e acham que tudo é caro”, afirma. Ainda assim, considera que a afluência nos “Santos” depende também do calendário. Quando o feriado de 1 de novembro permite juntar mais dias de feira, o período de trabalho pode prolongar-se.
Feira dos Santos Ana Alves PAM“Não podemos deixar acabar as tradições”
ANA ALVES
VENDEDORA
 

Rosa Ribeiro, que vem de Paços de Ferreira e acompanha a cunhada, presente na Feira dos Santos há mais de 17 anos, destaca a diferença entre as primeiras semanas e os dias de maior movimento. “Ultimamente não tem sido muito bom, porque as pessoas têm que comer. Não há muito poder de compra”, refere, explicando que a atividade ganha normalmente outro ritmo a partir dos últimos dias de outubro.

VISITANTES

Já Ana Alves, que trabalha na área há 18 anos, numa casa com quase meio século de presença na feira, olha para o evento como uma oportunidade de negócio, mas também como uma celebração coletiva. A Feira dos Santos “é muito alegre, porque há muitos visitantes”, afirma, apesar das jornadas que podem chegar às 14 horas.

A vendedora nota que o poder de compra já não é o mesmo, mas observa também a chegada de novos visitantes e a crescente divulgação da feira. “Não podemos deixar acabar as tradições”, defende, considerando que as farturas, os cachorros e outras ofertas de comida de rua fazem parte da diversidade que dá vida à cidade durante o certame.

Apesar das dificuldades, a mensagem é comum às vendedoras. A Feira dos Santos continua a ser um ponto de encontro entre gerações e uma oportunidade para manter negócios familiares. Porque não há “Santos” sem farturas.

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Esperados mais de 100 mil visitantes e cerca de 600 expositores

VTM

A organização procura aumentar o número de participantes sem comprometer a presença dos comerciantes locais e dos expositores habituais

A Feira dos Santos regressa a Chaves, reunindo perto de 600 expositores e com expectativas de trazer mais de 100 mil visitantes. Considerada pela organização a maior feira de rua do país, a iniciativa ocupa cerca de cinco quilómetros de arruamentos urbanos e mantém uma forte ligação à tradição, à agricultura, à pecuária e ao comércio.

A organização estima que o número de expositores aumente face aos cerca de 530 registados no ano passado, aproximando-se agora dos 600. O crescimento resulta de uma melhor gestão dos espaços disponíveis, sem alterações significativas ao percurso. “Conseguimos fazer isto sem grandes alterações ao percurso”, explica Vítor Pimentel, referindo que a ocupação de ambos os lados do Largo General Silveira permite aumentar a capacidade.

EVENTO DIFERENTE

“Mais do que vender uma feira, nós aqui vendemos uma cultura”, afirma Vítor Pimentel, defendendo que o certame permite preservar costumes e tradições que se têm perdido com a passagem do tempo. Para o responsável, a capacidade de reunir expositores de diferentes proveniências e visitantes portugueses e estrangeiros torna a feira um acontecimento distinto de outras iniciativas realizadas ao longo do ano.

“É um evento que é diferente de todos os outros. A Feira dos Santos é diferente”, sublinha, considerando que o certame poderá ser “o evento mais importante da cidade durante o ano”. O presidente da ACISAT destaca ainda a dimensão do percurso, que atravessa o centro histórico e condiciona a circulação automóvel durante os dias de maior afluência.

A seleção dos participantes procura conciliar a entrada de novos vendedores com a permanência de quem participa há vários anos. “Não queremos, naturalmente, que alguém que esteve nas edições anteriores fique de fora da feira querendo continuar a participar nela”, afirma, acrescentando que a organização também pretende garantir espaço aos comerciantes de Chaves que queiram integrar o certame.

O orçamento mantém-se próximo dos 150 mil euros, valor que deverá ser compensado por receitas de montante semelhante. Apesar de a edição deste ano decorrer ao longo de três dias, a redução da duração não representa uma diminuição significativa dos custos, devido ao aumento das despesas operacionais. “A nossa preocupação aqui é que a feira se pague a ela própria”, explica o responsável, que reconhece a dificuldade de acompanhar a inflação sem aumentar os encargos dos expositores na mesma proporção.

“Não conseguimos aumentar aos expositores na medida em que aumenta a inflação e os produtos, porque isso também inviabilizava a feira para eles”, acrescenta, defendendo a necessidade de uma gestão cuidada para garantir a continuidade do evento. Nesse processo, considera fundamental a colaboração do município de Chaves.

LOTAÇÃO

O impacto do evento de rua estende-se à hotelaria, à restauração e ao comércio local. Embora seja difícil contabilizar com rigor o número de visitantes, a organização estima que possam passar pela cidade mais de 100 mil pessoas. “Sabemos que efetivamente é muita gente e que a hotelaria e a restauração estão completamente lotadas durante os três dias, nos dias anteriores e nos dias seguintes”, refere Vítor Pimentel.

Para o presidente da ACISAT, a feira contribui também para promover Chaves enquanto destino turístico, levando muitos visitantes a descobrir outros recursos da cidade, como as termas e o património cultural. O responsável destaca ainda a dimensão intergeracional do evento, que continua a ser um ponto de reencontro para quem vive fora do concelho.

“Cada vez mais, o que esta feira tem de fantástico é que nós conseguimos manter as tradições, mas, ao mesmo tempo, criar aqui um relacionamento intergeracional”, afirma. A programação procura, por isso, conjugar as atividades tradicionais com propostas dirigidas aos mais jovens, nomeadamente através da música e da animação noturna.

A vertente rural mantém-se como um dos pilares do certame, com a Feira do Gado e os concursos pecuários e o Festival Gastronómico do Polvo. A animação musical inclui a atuação da Belcanto Show Orquestra e uma noite dedicada aos DJ que assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild.

A ACISAT prepara já, entretanto, os projetos seguintes, num calendário que inclui iniciativas comerciais e de animação ao longo de todo o ano. “Não há muito tempo para pensar no que aconteceu. Fazemos uma análise daquilo que correu menos bem e que é preciso mudar, procuramos alterar, mas imediatamente estamos com o foco no evento seguinte”, conclui Vítor Pimentel.

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Un juzgado admite una demanda del exjuez García-Castellón contra el portavoz de Podemos por llamarle prevaricador

Continúa la batalla en los tribunales del magistrado jubilado Manuel García-Castellón contra los dirigentes de Podemos que le llaman corrupto. Han pasado cuatro meses desde que un juzgado de Madrid condenó a la líder del partido, Ione Belarra, a pagarle 9.000 euros. Ahora, el que fuese instructor de la Audiencia Nacional ha presentado una nueva demanda ―que ya ha sido admitida a trámite― contra el portavoz de la formación morada, Pablo Fernández, por acusarle en público de ser un “mentiroso, mafioso, corrupto y prevaricador”. Reclama una indemnización de 100.000 euros.

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© Borja Sanchez-Trillo (EFE)

El secretario de organización y portavoz de Podemos, Pablo Fernández, en una rueda de prensa.
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Comércio fica a ganhar com milhares de visitantes

VTM

Com hotelaria e restauração “completamente lotadas”, como disse Vítor Pimentel, da ACISAT, os visitantes procuram também os segredos dos comerciantes flavienses, que têm dias de muito trabalho pela frente.

Juliana Ferreira, da Boitique de Carnes, refere que muitos clientes habituais antecipam as compras para evitar os constrangimentos de trânsito. “Alguns dizem que vinham, mas que não podem porque não têm onde estacionar”, conta. Ainda assim, reconhece que o certame atrai visitantes “mais pela curiosidade e pela variedade” que o seu negócio apresenta. Ainda assim, nota que o número de visitantes dos “Santos” parece aumentar de ano para ano.

Na pastelaria Mil Doce, Paula Vaz destaca a chegada de visitantes espanhóis e de outras zonas do país, mas considera que o negócio já teve melhores dias. “Há muitos anos atrás era melhor. Vendia-se muito mais”, recorda, apontando o aumento generalizado dos preços como uma das razões para a quebra nas vendas.

Ainda assim, conta que “como os Santos são três dias, geralmente vêm muitos espanhóis para cá e também do Porto vem muita gente”. Desta forma, também “sentem curiosidade em vir aqui comer o pastelinho de Chaves e os espanhóis, as natas”.

Também Fátima Costa, que trabalha num quiosque junto ao Jardim do Bacalhau, com vários anos de experiência durante o certame, considera que a feira perdeu parte da dinâmica de compras de outros tempos. “As pessoas vêmpara a Feira dos Santos para relaxar as ideias, passear acima e abaixo”, observa, notando que a restauração parece beneficiar mais da afluência do que o restante comércio.

TRANSPORTE

Pedro Barroco, da Auto Viação do Tâmega, antecipa um aumento da procura de transportes públicos por ocasião da Feira dos Santos. O responsável explica que a afluência está ligada tanto ao certame como à tradição de visitar os cemitérios por ocasião do Dia de Todos os Santos. “A Feira dos Santos, para nós, começa uns dois dias antes”, afirma, referindo que muitas pessoas procuram chegar mais cedo.

Este ano, com o feriado de 1 de novembro a coincidir com um domingo, a empresa espera que a movimentação se concentre sobretudo entre sexta-feira e o fim de semana. A procura leva a reforçar a operação em determinados horários. “Em vez de os horários serem apenas de um carro, há horários em que saem três ou quatro veículos”, explica, destacando as deslocações de trabalhadores e estudantes à sexta-feira e os regressos ao domingo.

O responsável considera que o custo de viajar de automóvel pode levar mais pessoas a optar pelo autocarro. Uma vez que “é muito caro” fazer a viagem, observa, defendendo que o transporte público pode representar uma poupança significativa, sobretudo para quem beneficia de passes ou outros títulos de transporte. “Não há esse conforto que todos nós temos e gostamos, o do veículo próprio”, reconhece, mas acredita que o aumento das despesas com o automóvel poderá levar mais passageiros a deixar o carro em casa.

Pedro Barroco destaca também o crescimento do turismo na região e o aumento do tráfego rodoviário, incluindo de visitantes espanhóis.

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Feira dos Santos é “um momento de celebração da família”

VTM

A Feira dos Santos é um dos momentos mais marcantes do calendário de Chaves, pela dimensão comercial, pela preservação das tradições e pela capacidade de reunir famílias que regressam à cidade nesta altura do ano. Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, considera que o certame mantém uma identidade própria, apesar das transformações que sofreu ao longo do tempo.

“É um evento absolutamente singular e excecional”, afirma o autarca, lembrando que a origem da feira se perde no tempo. Sem uma data conhecida da sua primeira realização, a iniciativa terá surgido como resposta às necessidades das comunidades rurais, num período em que os produtores procuravam vender os excedentes agrícolas e os animais para assegurar o aprovisionamento durante o inverno.

Hoje, a feira mantém essa ligação à agricultura e à pecuária, mas ganhou também uma dimensão festiva e familiar. “É um momento de celebração da família”, sublinha Nuno Vaz, referindo os reencontros de pessoas que vivem noutras cidades ou no estrangeiro e que aproveitam os Santos para regressar a Chaves.

Matriz

Inserida num “conjunto muito significativo de iniciativas”, considera o autarca que, apesar de atualmente ter “uma matriz diferente”, a Feira dos Santos “continua a estar muito ligada à pecuária, à agricultura, às tradições e àquilo que são os momentos marcantes das nossas comunidades”. E por isso, tem uma “dimensão de feira, mas também de festa”.

O facto de acontecer no Dia de Todos os Santos leva as comunidades a visitarem os cemitérios e recordarem os seus entes queridos. A feira tem, por isso, a capacidade de ser um “momento de encontro de famílias”.

“É, de facto, uma feira de uma expressão muito grande”, assume Nuno Vaz, acrescentando que “dizemos que é das maiores feiras de rua do país. Este ano, teremos cerca de 550 expositores, trata-se de uma feira com uma exposição muito grande. Prevemos que cerca de 5 quilómetros de vias, de arruamentos urbanos fiquem perfeitamente preenchidos”.

O presidente da câmara destaca ainda o contributo do evento para a economia local, através da dinamização do comércio, da restauração, da hotelaria e dos produtores. A afluência de visitantes, muitos provenientes da Galiza, cria oportunidades para os agentes económicos da cidade e da região.

“Também queremos que essa dinâmica possa ser aproveitada pelos nossos agentes económicos, seja a restauração, a hotelaria, o artesanato ou os produtos locais”, sublinha o autarca flaviense. “Acreditamos muito que, e sobretudo em concelhos do interior, que é com uma relação colaborativa que podemos garantir a sustentabilidade dos micro e pequenos negócios. Porque é nessa multiplicidade de atividades que podemos garantir a sustentabilidade e por esta via, a manutenção das famílias”, acrescenta.

A vertente rural continua a ocupar um lugar central no programa, com a Feira do Gado e os concursos de diferentes raças pecuárias, agendados para 31 de outubro, junto ao Forte de São Neutel. A iniciativa pretende dar visibilidade ao trabalho dos produtores e à importância da atividade agropecuária na preservação da paisagem e das comunidades do interior.

Nuno Vazdestaca, em particular, a valorização da raça Bísara, associada à produção de fumeiro, presuntos e enchidos tradicionais. Os concursos de bovinos, ovinos e do Cão de Gado Transmontano completam o programa dedicado ao património rural. “Queremos continuar a preservar esta nossa herança”, afirma.

Famílias

A programação inclui ainda artesanato, exposições, animação musical e arruadas, além do Festival Gastronómico do Polvo, que reforça os laços históricos e culturais entre Chaves e a Galiza.

O autarca reconhece que a dimensão do evento implica condicionamentos no trânsito e na circulação, mas considera que estes são temporários e devem ser enquadrados no interesse coletivo. “São três dias vividos de forma mais intensa”, refere, apelando à compreensão dos moradores.

Para o município, a Feira dos Santos deve continuar a conjugar comércio, tradição e diversão, mantendo viva uma herança que atravessa gerações e reforça a atratividade de Chaves. “O que nós queremos é que esta feira seja também uma festa da família”, conclui.

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Dos eventos mais marcantes do Norte do país

VTM

A iniciativa é promovida pela Associação Empresarial do Alto Tâmega (A CISAT), em parceria com o município de Chaves, e volta a levar diferentes atividades ao centro da cidade e a vários espaços do concelho.

São 5 quilómetros preenchidos pela Feira dos Santos, com perto de 600 expositores, que atraem milhares de pessoas dos “quatro cantos do mundo”, como salienta Vítor Pimentel, presidente da ACISAT, que considera esta “a maior feira de rua do país”.

Em termos de orçamento, a edição de 2026 mantém-se ao nível da feira do ano passado, a rondar os 150 mil euros. De acordo com o responsável da ACISAT, “a feira paga-se a si própria”, gerando receitas ao mesmo nível do valor do investimento para a sua concretização.

A abertura oficial da feira, que tradicionalmente levava os habitantes das localidades situadas fora da malha urbana de Chaves à cidade para se prepararem para o inverno, está marcada para 30 de outubro, às 17h00, no Aquanatur Palace. O primeiro dia inclui ainda arruadas de grupos tradicionais e, à noite, pelas 21h30, a atuação da Belcanto Show Orquestra, no Largo General Silveira.

Sem nunca esquecer aquilo que esteve na génese desta feira, cuja data original ainda não foi encontrada em registos históricos, como conta o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, os produtores e a agricultura não são esquecidos na edição de 2026.

No dia 31 de outubro, a vertente pecuária assume particular destaque, com a Feira do Gado, a partir das 08h00, no Mercado do Gado. Pelas 11h00, junto ao Forte de São Neutel, realizam-se os concursos pecuários, que abrangem as raças bovinas Barrosã, Maronesa e Mirandesa, os suínos de raça Bísara, os ovinos de raça Churra Galega Bragança na Branca e o Cão de Gado Transmontano.

O programa inclui também, às 13h00, o Festival Gastronómico do Polvo, junto ao Forte de São Neutel, uma das influências que vem do lado de lá da fronteira.

Homenagem

A animação musical na Feira dos Santos de 2026 assume o carácter de demonstração de apreço do concelho por um artista local que honra as suas origens. Durante a noite de 31 de outubro, o DJ’s Night Festival assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild, que arrecadou prémios internacionais. A noite conta ainda com DJ Fino e DJ Tabuada, a partir das 21h30, no Largo General Silveira.

No dia 1 de novembro, as arruadas voltam a animar a cidade, com a participação de grupos tradicionais e da Banda de Gaitas de Verín.

Ao longo dos três dias, a Feira dos Santos integra ainda uma feira de artesanato, uma exposição de automóveis, no Largo da Lapa, uma exposição de máquinas agrícolas, no Largo do Monumento, e o Stock Out, no centro da cidade, com início diário previsto para as 13h00.

Organizada pela ACISAT, em parceria com o município de Chaves, a Feira dos Santos continua a ser uma referência das tradições e da valorização da identidade cultural de Chaves e de Trás-os-Montes.

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“É bem possível que em 2027 já haja condições para fazer pagamentos” aos credores do BES

Luís Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal que cessa esta sexta-feira funções, acredita que é possível que em 2027 já haja condições para começar fazer pagamentos aos credores comuns do BES, ao abrigo do princípio “no creditor worse off”. Anuncia ainda que há mudanças significativas em curso na lei bancária e diz que o Fundo de Resolução terá condições para pagar entre 1,7 mil milhões e 1,9 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos no fim deste ano ou início do próximo.

Terminou o mandato a 20 de junho e sai nesta sexta-feira. Passou mais de dez anos na administração do Banco de Portugal (BdP). Que balanço faz do que fez e ficou por fazer?

O balanço essencial é o de ter contribuído para um processo de grande melhoria do Banco. Melhorou o desempenho das missões centrais do Banco de Portugal, mas também a organização, os recursos tecnológicos e as políticas para reter talento. O Banco é hoje uma instituição mais próxima da comunidade a vários níveis, mais ligada à academia e à sociedade, e com um projeto para permitir que mais colaboradores aproveitem as condições das delegações regionais e das agências.

O Banco é liderado por um governador – lidei com três – e tem um conselho de administração que funciona de forma colegial. Somos todos, em alguma medida, responsáveis pelo que de bom ou de menos bom acontece na instituição e a evolução nestes dez anos é bastante positiva. A situação do setor bancário em 2016 era muitíssimo mais negativa. O mérito primordial é das instituições supervisionadas, que limparam balanços, racionalizaram recursos e ajustaram o modelo de negócio. Mas o novo quadro regulatório pós-crise e uma atuação supervisora muito mais efetiva também contribuíram. Os resultados recentes da avaliação do FMI (FSAP) são gratificantes, tanto para o sistema bancário como para a ação do Banco enquanto supervisor, na prevenção do branqueamento de capitais e na gestão de crises, onde se inclui a resolução.

O dossier Novobanco foi a tarefa mais difícil? Não será também uma medalha ver o banco que saiu das cinzas do BES a ser comprado pelo francês BPCE?

Medalha não tenho, porque não fui condecorado [risos]. O mais difícil foi fazer aplicar, com rigor, o acordo de capital contingente, defendendo o interesse público ao longo de todo o processo, em especial na aplicação rigorosa do contrato, e procurando minimizar os pagamentos que tínhamos de fazer ao abrigo do CCA [Mecanismo de Capital Contingente]. Não me lembro de nenhum acordo deste tipo aplicado em Portugal, e isto nem sequer é típico das funções de um banco central. Obrigou a uma minúcia e a um rigor enorme e convocou competências particulares, que foi possível reunir com uma equipa dedicada constituída no departamento de resolução.

O Acordo de Capitalização Contingente teve um impacto público significativo, porque falamos de verbas muito avultadas, assentes nas contribuições das instituições financeiras para o fundo e em empréstimos do Estado e das próprias instituições. Houve muita incompreensão, o que é natural. O escrutínio foi muito exigente, mas acabou por ajudar-nos a cumprir a missão, porque tivemos de verificar ao pormenor o racional das nossas decisões e de como as fundamentávamos. O Estado será reembolsado, e as instituições também.

Os meus mandatos ficam marcados pelas questões da resolução, o que é normal por serem os temas mais mediáticos, mas houve muitas outras coisas. Por exemplo, quando tive o Departamento de Supervisão Comportamental, integrou-se no perímetro da supervisão os intermediários de crédito, vários milhares, o que foi um grande desafio. Significou trazer todo um setor para o perímetro da supervisão.

Compensou ter havido o mecanismo de capital contingente?

Em 2017 não havia modo de encontrar alguém disposto a comprar o Novobanco sem um mecanismo como este. Não foi um apoio direto às perdas de um conjunto de ativos (que aliás se verificou serem bem maiores do que aquilo que foi despendido), era um mecanismo original, no sentido em que estava limitado ao menor de dois valores, entre as perdas desses ativos e o necessário para manter determinados rácios de capital no Novobanco. Sem ele, a venda não existia. O balanço final acaba por ser positivo para o país.

A venda do Novobanco foi um bom negócio para o Fundo de Resolução e para o Estado?

Aderimos [o FdR] a uma venda que a Lone Star promoveu e há pouco balizei o meu contributo no Novobanco como a defesa do interesse público na aplicação do mecanismo de capital contingente [antes da venda ao BPCE] e em todas as fases do processo, incluindo a venda final. Mas é objetivo que o valor obtido ultrapassou as melhores expectativas, o que é muito positivo. E o comprador ser uma grande instituição bancária de um mercado, o francês, que não tinha uma presença extraordinária em Portugal, abre novas possibilidades de interconexão para a economia portuguesa. O desfecho final foi positivo.

Em 10 anos também teve de lidar com um contencioso gigantesco…

Em 2016, os processos contra o Banco de Portugal eram da ordem do milhar. Claro que os processos, por causa do contencioso das medidas de resolução, tiveram um peso importante aqui. Não é normal um banco central ter um contencioso tão extenso, e alguns com ramificações no Tribunal Europeu e noutras ordens jurídicas, como Espanha e Reino Unido. As decisões que fomos tomando foram sendo avaliadas por tribunais, que no fundo é o escrutínio mais imparcial possível…

O Banco de Portugal ganhou os processos?

Todos não, mas quase todos, e sem dúvida os mais importantes: aqueles em que se procurava responsabilizar o Banco por falhas de supervisão e os do contencioso da resolução. Como por exemplo a retransmissão das obrigações do Novobanco para o BES.

Noutro plano, nos processos contraordenacionais, em que tivemos de aplicar sanções com todas as garantias, nos universos BES e Banif, as decisões judiciais confirmaram no essencial as posições do Banco. Se não fosse assim teria sido mais difícil.

A resolução devia ter saído da órbita do Banco de Portugal?

Não acho que esse fosse uma boa solução. A decisão de fazer do Banco de Portugal a autoridade nacional de resolução foi acertada e recentemente até foi estendida às contrapartes centrais. Seria muitíssimo pior lidar com uma instituição nova, sem recursos, quando o Banco tem os recursos humanos e o conhecimento para o fazer.

Quando é que o Fundo de Resolução vai pagar entre 1,7 mil milhões e 1,9 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos?

Tencionamos pagar no final de 2026 ou início de 2027.

Essa receita decorre da venda do Novobanco?

Também, mas não apenas. Temos ainda os dividendos da Oitante, rendimentos das aplicações dos recursos do fundo e, naturalmente, as contribuições do setor bancário, que se mantém.

Vamos cumprir os contratos e, ao reembolsar capital, deixamos de pagar os juros que teríamos se mantivéssemos a dívida, o que significa um ganho substancial, na ordem das dezenas de milhões de euros.

Os empréstimos não foram contratualizados todos na mesma data nem têm todos as mesmas regras, e alguns passam a pagar juros em 2027. O aspeto central é que temos recursos reunidos para pagar entre 1,7 mil e 1,9 mil milhões, o que melhora a situação líquida do fundo e evita que sejamos onerados com juros. Não é ainda a dívida toda, há muito trabalho a fazer. O Estado será reembolsado e as instituições também.

Qual é o impacto nas contas do fundo da liquidação desses 1,9 mil milhões de euros?

Posso-lhe dizer que a liquidação de 1,9 mil milhões de euros permite uma poupança bruta anual de juros de 67,8 milhões de euros. Em contrapartida, há uma perda de rendibilidade de 42,6 milhões associada à amortização, porque o montante aplicado passa a ser inferior ao atual. A poupança líquida estimada para o Fundo de Resolução é, assim, de 25,2 milhões.

Há bocado perguntou-me o que ficou por fazer, aqui está uma coisa que ficou por fazer, neste domínio da resolução: reembolsar os empréstimos, embora, como já disse, isto não ficou feito, mas ficou bem preparado. Portanto, estamos em condições de o fazer, mas o reembolso não foi ainda efetivado. Até agora só pagámos juros e ainda não começámos a reembolsar capital, o que acontecerá no fim de 2026 e início de 2027.

A segunda coisa que ficou por fazer foi o reembolso aos credores do BES ao abrigo do princípio “no creditor worse off”. As compensações também ficam por resolver. Já constituímos uma provisão…

Os 630 milhões valor da provisão para cumprir o princípio “no creditor worse off” no BES é uma estimativa realista e quando será pago aos credores?

Constituímos essa provisão sabendo que mais cedo ou mais tarde teria de haver este pagamento, porque é um pilar essencial da legalidade da resolução. Quando um credor recebe menos na resolução do que teria recebido numa liquidação, tem de ser compensado. Uma avaliação independente estimou que os credores comuns receberiam 31,7% do seu crédito se o BES tivesse ido para liquidação em agosto de 2014.

Teoricamente teria de se esperar pelo fim da liquidação do BES, mas houve um movimento por parte dos credores no sentido de que, sendo já reconhecido como privilegiado (o crédito do Fundo de Resolução), podem estar reunidos os pressupostos para que a compensação se exerça. Na provisão usámos um critério de prudência, que não quer dizer que seja o valor final, pode ser menos. Mas as contas têm de ter total transparência, e para isso era fundamental que, ao registar a receita decorrente da venda do Novobanco, também se constituísse essa provisão.

O pagamento está sujeito a requisitos que têm de ser verificados em concreto para cada crédito. A única garantia é que receberão, sem dúvida, aqueles que em que se verificarem todos os requisitos previstos na lei.

O que sucederá no momento em que a autoridade de resolução entender que estão verificados todos os pressupostos. Isto é, que sejam reconhecidos como credores comuns e que esteja fixado o montante. Terá de haver um procedimento regulamentar. Fizemos uma consulta pública e acabámos de receber as respostas.

Portanto não darei uma data específica, mas é bem possível que em 2027 já haja condições para fazer pagamentos a alguns. Isto é uma decisão tomada credor a credor, e cada um vai cumprindo os requisitos recebe.

Impulsionou um Código da Atividade Bancária que não saiu da gaveta. Qual era a sua importância?

O atual RGICSF é de 1992 e tem centenas de alterações: é uma manta de retalhos, quase indecifrável em alguns aspetos. O CAB era uma verdadeira reforma da legislação do setor financeiro. O trabalho começou em 2019, com a ideia de revogar o RGICSF e substituir por esse código. Politicamente não foi possível, houve dissoluções do parlamento, mudanças de Governo e o Código tinha de passar pela Assembleia da República.

Mas nem tudo se perdeu. No contexto da transposição da CRD VI há elementos importantes que estavam previstos no CAB e que poderão manter-se no novo RGICSF, como a organização do diploma, o sentido codificador, a sequência das normas e o regime da tramitação eletrónica dos processos contraordenacionais. Há aspetos, quer de forma, quer de substância, que irão agora integrar o novo RGICSF. Portanto, não será um novo código, mas será um novo RGICSF.

A união bancária é essencial para remover obstáculos às fusões transfronteiriças. A concentração bancária deve ser promovida?

As fusões transfronteiriças têm toda a gente a favor, exceto quando lhes toca a eles… Portugal é até um bom exemplo. A venda do Novobanco ao BPCE foi uma operação transfronteiriça e correu bem. Acho que a concentração bancária não se pode fazer por decreto. Percebo que os bancos europeus tenham de ser grandes à escala da União e à escala mundial, e a dimensão conta para ser mais competitivo, mas tem de nascer do mercado, das sinergias que as instituições encontrem entre si. Não deve ser uma política de cima para baixo, até porque temos de salvaguardar a concorrência, hoje a uma escala mais ampla do que a dos mercados nacionais. Para isso existem a Comissão Europeia e as autoridades nacionais de concorrência.

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Huesillos extremeños o huesos de San Expedito, una receta para Todos los Santos

Lo mejor del Día de Todos los Santos

Los huesillos extremeños forman parte de la añeja tradición española de dulces fritos o frutas de sartén, ubicuos en las fiestas tradicionales. Una masa estilo rosquilla aromatizada con anís que se modela en forma de huesito, típica en Extremadura para celebrar el día de Todos los Santos, aunque se encuentran en otras festividades y casi todo el año. Elaboraciones muy similares se conocen por el nombre de huesos de San Expedito en otras zonas como Andalucía o ambas Castillas, entre otras. Que he dicho entre otras, ¿eh?

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