Ministro dos Transportes espanhol recusa demitir-se: “Não sei que nível de conforto pode proporcionar a uma vítima que eu me demita”


O Presidente da República disse esta sexta-feira em Leiria, concelho gravemente afetado pelo mau tempo, que pediu ao Governo, autarquias e outras entidades informação atualizada sobre o processo de recuperação, para a elaboração de um relatório de acompanhamento.
“O acompanhamento das consequências da tempestade Kristin não terminou com a minha Presidência Aberta. Nesse sentido, já solicitei ao Governo, às autarquias e demais entidades informação atualizada sobre o processo de recuperação, os resultados alcançados, as dificuldades que persistem e as medidas adotadas para prevenir situações de emergência”, afirmou António José Seguro.
O chefe de Estado discursava na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, estabelecimento de ensino que registou danos devido à depressão Kristin, em 28 de janeiro, e que foi requalificado com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência.
O chefe de Estado adiantou que, com base na informação que receber, “será elaborado um relatório de acompanhamento que permitirá fazer um balanço do trabalho realizado, identificar o que continua por resolver e avaliar as medidas necessárias para reforçar a segurança desses territórios”.
“Estive cá no dia a seguir a essa tragédia, estive cá depois, vim durante a Presidência Aberta, foi elaborado um relatório escrito, houve várias reuniões com o Governo, e agora quero avaliar como é que está a ser executado e quais foram os resultados de execução de todas as medidas, sabendo que várias delas funcionaram, estão a correr bem, outras se calhar menos bem”, declarou.
Sublinhando que “esta é a responsabilidade do Presidente da República, não deixar que os assuntos relevantes que têm impacto na vida das pessoas sejam esquecidos só porque já não abrem telejornais”, António José Seguro argumentou que “este trabalho é fundamental para garantir que as dificuldades vividas pelas populações não são esquecidas e que Portugal retira desta experiência os ensinamentos necessários para estar melhor preparado”.
“A prevenção, a resposta dos equipamentos e a capacidade de assegurar o funcionamento dos serviços essenciais têm de continuar a ser prioridades”, defendeu o Presidente da República.
No relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do país, realizada por António José Seguro entre 6 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades, divulgado em maio, o Presidente da República considerou que as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano exigem que “se acelerem apoios, se clarifiquem medidas” e se melhore a coordenação entre entidades no terreno.
No início da sua intervenção, o chefe de Estado avisou que “para muitas famílias, empresas e comunidades, esta crise ainda não terminou”. “As consequências desta crise persistem e continuarão a persistir ao longo do tempo. E também por isso deve continuar a vigilância sobre os apoios, sobre a reconstrução e sobre a capacidade do país, e em particular do Estado, para retirar deste episódio as conclusões e as lições necessárias”, disse.
Ao longo da Presidência Aberta, as preocupações identificadas foram “a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do inverno”.
O Presidente da República defendeu ainda que sem coesão social o país não avança, destacando o acesso à saúde e habitação, e sublinhando a necessidade de existirem “condições essenciais” para que os sonhos das pessoas se possam concretizar.
“Não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós. Se uma parte da nossa população, pode ser minoritária, mas é uma parte de nós, de seres humanos, não tiverem acesso à saúde a tempo e horas, não tiverem acesso à habitação, não tiverem, no fundo, as condições essenciais para que os seus sonhos se possam concretizar”, disse António José Seguro, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira (ESALV), em Leiria, cuja requalificação inaugurou esta sexta-feira.
Para o chefe de Estado, o “deslaçar social começa precisamente, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza e do progresso que é gerado”. Sublinhando que este é “um país de progresso, de criação de riqueza, de ambição e de gente excelente”, o Presidente da República reforçou que Portugal precisa “tratar desta coesão social como de pão para a boca, para garantir que, de facto, todos” se sentem “membros de uma mesma comunidade”.
António José Seguro constatou que existem “demasiados instrumentos que nos destroem e, sobretudo contribuem para nos pôr uns contra os outros”. “E fazem isso com uma rapidez enorme, sem nos dar sequer tempo para refletirmos, como se estivéssemos obrigados a ter de agir no segundo seguinte. Muitas das vezes desrespeitando os outros e, na maior parte das vezes acusamos, julgamos e sentenciamos, sem que o outro tenha a possibilidade sequer de se expressar”, adiantou.
O chefe de Estado acrescentou que parece que se vive em “condomínios fechados”, onde não se ouve, nem se percebe “que há uma diferença no outro”, o qual se deve “ouvir” e “respeitar”.
Perante uma sala com professores e alunos, entre outras entidades, o Presidente da República observou que a “escola não é apenas um conjunto de salas onde um professor tem atrás de si um quadro ou um projetor e tem na sua frente alunos que devem estar com atenção”. “A escola é um lugar de encontro, onde vão pessoas que querem aprender. É evidente que uns têm a missão de ensinar, mas verdadeiramente também aprendem. A escola tem de ser um espaço de diálogo e de encontro. Uns têm a missão de ensinar, outros têm o dever de aprender”, acrescentou.
Apontando que na ESALV coabitam quase 30 nacionalidades, António José Seguro elogiou a forma como esta escola foi “capaz de encontrar soluções diferenciadoras para quem precisa dessa diferença” e “ter condições para ter as mesmas oportunidades em função das suas competências”, o que é o “papel de um Estado Social” e “da escola”, disse, abordando ainda o espaço dedicado a jovens com necessidades específicas.
“As pessoas que lá trabalham todos os dias com os vossos colegas têm uma coisa que não há salário nenhum que pague, que é um coração e uma disponibilidade enormes. Numa altura em que coração, amor, felicidade, empatia e fraternidade parecem uma banalidade, pois o vosso Presidente da República considera que devemos não ter vergonha de utilizar essas palavras em público”, disse, dirigindo-se aos alunos.
Por outro lado, o Presidente da República deve concretizá-las “com exemplos concretos” como os que existem naquela escola, notou. Por isso, António José Seguro frisou que aquela “escola é mais do que paredes, é mais do que cimento, é mais do que vidro, é mais do que madeira”, “é coração, inteligência e, sobretudo, sensibilidade”.
Reforçando que é a “coesão social que preocupa o Presidente da República nos tempos atuais”, o chefe de Estado apontou que os “jovens são os melhores aliados para compreenderem o valor da solidariedade e da generosidade”, porque são aqueles que verdadeiramente ainda “têm o coração mais puro, para darem esses contributos para criar um país coeso”.
A antiga ministra das Finanças francesa e líder do Fundo Monetário Intercional (FMI) chegou a Frankfurt em 2019 sem grande experiência em política monetária e em bancos centrais – o que rapidamente levou o mercado a desconfiar da sua capacidade. Sabia tão pouco da instituição que mais tarde chegou a confessar que aceitou o cargo pensando que a presidência do Banco Central Europeu (BCE) era de cinco anos, e não de oito.
Se havia dúvidas sobre a sua liderança, pouco meses depois de ter entrado em funções no dia 1 de novembro, substituindo Mario Draghi, Christine Lagarde, agora com 70 anos, teve o primeiro…
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O ministro da Educação opôs-se a leituras simplistas do ranking das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.
Fernando Alexandre falava de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.
“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.
“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem [os resultados das duas] para desvalorizar o que é feito na escola pública — trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.
O ranking indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias. A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.
“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua — temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.
Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.
Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.
“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram — porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.
Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.
Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.
“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.
Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.
Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.
Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.
"Eu sempre defendi os rankings, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço.”


O Presidente da República defendeu hoje que sem coesão social o país não avança, destacando o acesso à saúde e habitação, e sublinhando a necessidade de existirem “condições essenciais” para que os sonhos das pessoas se possam concretizar.
“Não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós. Se uma parte da nossa população, pode ser minoritária, mas é uma parte de nós, de seres humanos, não tiverem acesso à saúde a tempo e horas, não tiverem acesso à habitação, não tiverem, no fundo, as condições essenciais para que os seus sonhos se possam concretizar”, disse António José Seguro, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira (ESALV), em Leiria, cuja requalificação inaugurou hoje.
Para o chefe de Estado, o “deslaçar social começa precisamente, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza e do progresso que é gerado”.
Sublinhando que este é “um país de progresso, de criação de riqueza, de ambição e de gente excelente”, o Presidente da República reforçou que Portugal precisa “tratar desta coesão social como de pão para a boca, para garantir que, de facto, todos” se sentem “membros de uma mesma comunidade”.
António José Seguro constatou que existem “demasiados instrumentos que nos destroem e, sobretudo contribuem para nos pôr uns contra os outros”.
“E fazem isso com uma rapidez enorme, sem nos dar sequer tempo para refletirmos, como se estivéssemos obrigados a ter de agir no segundo seguinte. Muitas das vezes desrespeitando os outros e, na maior parte das vezes acusamos, julgamos e sentenciamos, sem que o outro tenha a possibilidade sequer de se expressar”, adiantou.
O chefe de Estado acrescentou que parece que se vive em “condomínios fechados”, onde não se ouve, nem se percebe “que há uma diferença no outro”, o qual se deve “ouvir” e “respeitar”.
Perante uma sala com professores e alunos, entre outras entidades, o Presidente da República observou que a “escola não é apenas um conjunto de salas onde um professor tem atrás de si um quadro ou um projetor e tem na sua frente alunos que devem estar com atenção”.
“A escola é um lugar de encontro, onde vão pessoas que querem aprender. É evidente que uns têm a missão de ensinar, mas verdadeiramente também aprendem. A escola tem de ser um espaço de diálogo e de encontro. Uns têm a missão de ensinar, outros têm o dever de aprender”, acrescentou.
Apontando que na ESALV coabitam quase 30 nacionalidades, António José Seguro elogiou a forma como esta escola foi “capaz de encontrar soluções diferenciadoras para quem precisa dessa diferença” e “ter condições para ter as mesmas oportunidades em função das suas competências”, o que é o “papel de um Estado Social” e “da escola”, disse, abordando ainda o espaço dedicado a jovens com necessidades específicas.
“As pessoas que lá trabalham todos os dias com os vossos colegas têm uma coisa que não há salário nenhum que pague, que é um coração e uma disponibilidade enormes. Numa altura em que coração, amor, felicidade, empatia e fraternidade parecem uma banalidade, pois o vosso Presidente da República considera que devemos não ter vergonha de utilizar essas palavras em público”, disse, dirigindo-se aos alunos.
Por outro lado, o Presidente da República deve concretizá-las “com exemplos concretos” como os que existem naquela escola, notou.
Por isso, António José Seguro frisou que aquela “escola é mais do que paredes, é mais do que cimento, é mais do que vidro, é mais do que madeira”, “é coração, inteligência e, sobretudo, sensibilidade”.
Reforçando que é a “coesão social que preocupa o Presidente da República nos tempos atuais”, o chefe de Estado apontou que os “jovens são os melhores aliados para compreenderem o valor da solidariedade e da generosidade”, porque são aqueles que verdadeiramente ainda “têm o coração mais puro, para darem esses contributos para criar um país coeso”.
O movimento “Voz aos Estudantes” recolheu cinco mil assinaturas para exigir o fim dos exames nacionais, alegando que penalizam os alunos mais pobres e favorecem quem pode pagar para se preparar melhor.
“A realização de exames não é justa, porque não garante uma igualdade de oportunidades no ensino e no acesso ao ensino superior, como se pode confirmar pelos rankings de escolas conhecidos hoje“, disse hoje à Lusa João Baldaia, dirigente do movimento Voz aos Estudantes.
Para o aluno do 12.º da Escola Secundária Marco de Canavezes, os exames acabam por deixar “muitos estudantes para trás”, em especial os de agregados familiares mais pobres e de zonas mais carenciadas.
Por outro lado, acrescenta o dirigente, os exames privilegiam quem “pode pagar a sua educação, ter explicações e preparar-se melhor” para provas feitas em “três horas que resumem três anos de trabalho”.
Nos primeiros 50 lugares dos rankings, que ordenam as notas nos exames nacionais de escolas públicas e privadas, aparecem apenas quatro escolas públicas e a primeira surge só no 38.º lugar, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados divulgados pelo ministério da Educação.
Os resultados dos alunos do secundário que realizaram provas em 2025 mostram ainda que mais de oito em cada dez notas máximas foram atribuídas a um estudante sem Apoio Social Escolar (ASE) e a maioria das escolas públicas com melhores classificações nos exames são as que têm menos alunos carenciados.
Para João Baldaia, estes dados não surpreendem, até porque nas escolas estas desigualdades são uma realidade bem conhecida.
A Voz aos Estudantes lançou um abaixo-assinado “que conta já com cerca de 5.000 assinaturas”.
“Não consideramos normal que, perante as injustiças que se revelam concretamente nestes dados, bem como nos dados de acesso ao Ensino Superior, se continue a insistir nos exames nacionais enquanto forma de avaliação dos estudantes, ignorando a desigualdade que provocam”, escreve o movimento numa carta enviada às redações.
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Para os jovens, a divulgação de rankings de escolas, ordenadas tendo em conta as notas dos exames nacionais vem comprovar o “caráter profundamente injusto e elitizante dos exames”.
Os alunos defendem em alternativa aos exames uma valorização da avaliação contínua, para permitir que todos os estudantes tenham uma “verdadeira igualdade de oportunidades no seu sucesso escolar e no acesso ao Ensino Superior”.
O ministro da Administração Interna assumiu hoje a responsabilidade política nas intervenções policiais nas acampadas de Lisboa e Porto, esclarecendo que a PSP tem “total autonomia técnica, tática e operacional” para tomar as decisões.
“A tomada da decisão, relativamente à forma, ao modo e ao como, pertence à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, com quem estive em permanente contacto. Foi isto que se passou. A responsabilidade política do Governo é absolutamente minha nesta temática e fui eu, com a minha equipa, que acompanhámos o trabalho da Polícia”, disse Luís Neves no parlamento.
Numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), os deputados do PS e do Livre, Isabel Moreira e Paulo Muacho, respetivamente, questionaram o ministro sobre as cargas policiais da PSP nas acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.
“A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática e operacional. Não é o Ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que digo que as acampadas e este tipo de acampamentos têm que terminar, naturalmente é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão que deveria ter entendido de uma forma muito fácil tudo isto”, sublinhou Luís Neves.
O Município de Olhão celebrou esta quinta-feira, 29 de outubro, nos Paços do Concelho, o 95º aniversário dos Bombeiros Municipais,
O conteúdo 95 anos dos Bombeiros Municipais de Olhão celebrados com reforço dos meios humanos e operacionais aparece primeiro em Algarve 7.
A Wise Pirates, consultora de tecnologia e marketing digital, lançou o estudo “Saúde Digital 2026: EUA, Europa e o lugar de Portugal”, no qual conclui que Portugal se destaca na Europa pela infraestrutura pública de saúde digital, mas continua a revelar dificuldades em transformar esse investimento em utilização efetiva pelos cidadãos.
O estudo da Wise Pirates identifica um contraste no mercado português: quando a digitalização depende da infraestrutura disponibilizada pelo Estado, Portugal apresenta indicadores elevados, mas quando a adoção depende da iniciativa do cidadão ou do mercado, o país perde terreno. A análise indica que a utilização dos serviços digitais é um dos principais desafios e oportunidades da próxima fase da transformação digital da saúde em Portugal. A empresa estima que cerca de 2,6 milhões de portugueses entre os 18 e os 64 anos já recorrem à IA para esclarecer dúvidas de saúde.
Os dados do Eurostat sustentam esta análise: em 2024, 39,6% dos portugueses entre os 16 e os 74 anos consultaram o registo de saúde online, acima dos 27,7% da União Europeia. Porém, apenas 28,1% marcaram uma consulta através de um site ou aplicação, abaixo dos 39,8% registados na UE e dos 61,4% em Espanha. Com base nestes dados, a Wise Pirates calcula que os portugueses acedem online aos seus registos de saúde cerca de 43% mais do que a média europeia, mas recorrem à marcação de consultas online cerca de 29% menos.
A análise identifica ainda desigualdades relevantes na utilização dos serviços digitais de saúde. Segundo dados da OCDE e da Comissão Europeia, 62% dos adultos portugueses com maior escolaridade consultam o registo clínico online, face a 19% entre os menos escolarizados. Na marcação de consultas online, a diferença é igualmente expressiva, com valores de cerca de 50% e 10%, respetivamente.
“Portugal já construiu uma parte importante das bases necessárias para a a evolução do uso de digital e tecnologia na saúde, mas falta ainda transformar capacidade tecnológica em utilização efetiva e segura. Para isso, não basta disponibilizar soluções. É necessário trabalhar a experiência, a confiança, a comunicação e a facilidade de utilização, para que a tecnologia se integre de forma natural na relação das pessoas com a saúde, com mais valor para as suas vidas e em plena articulação com pilares médicos estabelecidos”, analisa Pedro Barbosa, CEO da Wise Pirates.
Num contexto internacional, o estudo identifica ainda duas trajetórias distintas. Nos Estados Unidos, a saúde digital tem sido marcada por uma maior disponibilidade de capital e por modelos orientados para o consumidor. Na Europa, a evolução está mais associada à construção de infraestrutura e ao enquadramento regulatório. A análise conclui também que a Europa enfrenta um desafio na capacidade de levar empresas de saúde digital das fases iniciais de financiamento até à escala.
O primeiro-ministro de Espanha reconheceu hoje que há uma “quebra de confiança” na rede ferroviária espanhola de alta velocidade, a segunda maior do mundo, e reiterou que não são aceitáveis dois acidentes em menos de um ano.
“Há uma quebra de confiança no sistema ferroviário de alta velocidade do nosso país, e a tarefa do Governo não se limita a fazer o diagnóstico e a identificar as causas, mas sim a apresentar soluções para que uma tragédia desta magnitude, como referiu ontem [quinta-feira] o chefe de Estado, o rei Felipe VI, não volte a acontecer”, disse hoje Pedro Sánchez, numa declaração a jornalistas em Toledo.
O primeiro-ministro voltou hoje a Toledo, para estar numa reunião do centro de comando de resposta ao acidente de quarta-feira com dois comboios de alta velocidade, na localidade de Urda, em que morreram pelo menos 69 pessoas.
Em janeiro, morreram 46 pessoas noutro acidente com dois comboios de alta velocidade, em Adamuz, Córdova.
O primeiro relatório sobre o acidente de Adamuz, ainda preliminar, concluiu que uma falha nos carris por onde passou um dos comboios poderá ter estado na origem do acidente.
Quanto à colisão desta semana em Urda,, Toledo, ocorreu após uma falha do sistema automático de controlo de circulação e uma cadeia de erros humanos, com indicações erradas dadas aos maquinistas desde um centro de coordenação, segundo as primeiras informações dadas pelo Governo espanhol.
Sánchez reiterou hoje que “não é aceitável para um país como Espanha, com um sistema de alta velocidade tão potente”.
O Rei de Espanha, Felipe VI, pediu na quinta-feira medidas para que não volte a ocorrer uma “catástrofe” como a do acidente ferroviário de Urda, que qualificou como “um duríssimo golpe” para o país.
“Como sociedade voltámos a sofrer um duríssimo golpe”, disse Felipe VI, numa declaração a jornalistas à porta do hospital de Toledo, onde visitou durante uma hora e meia pessoas que ficaram feridas no acidente, acompanhado pela mulher, Letízia Ortiz.
O chefe de Estado espanhol disse que a investigação em curso aberta pelas autoridades “deve determinar como e porquê aconteceu esta catástrofe” e que têm também de ser estudadas e adotadas “medidas para que não volte a acontecer”.
Felipe VI pediu ainda unidade, dignidade e rigor aos espanhóis neste momento.
Já o líder da oposição e do Partido Popular (PP, direita) considerou na quinta-feira que têm de ser assumidas responsabilidades políticas.
“As responsabilidades políticas são imprescindíveis do ponto de vista ético e moral”, disse Alberto Núñez Feijóo.
O presidente do PP sublinhou que as responsabilidades políticas “não são opcionais” e não podem depender de investigações ou decisões judiciais.
Feijóo lembrou que Espanha teve este ano dois acidentes com comboios de alta velocidade, no mesmo corredor (entre Madrid e a Andaluzia, no sul do país), em que morreram mais de cem pessoas, o que faz questionar o atual sistema ferroviário nacional.
Vários partidos têm pedido a demissão do ministro dos Transportes nos últimos dias e perguntado a Sánchez quais são as consequências de não ser aceitável para Espanha ter dois acidentes destes em menos de um ano.
O Município de Lagos assinalou, a 27 de outubro, o Dia do Município e de São Gonçalo, padroeiro da cidade,
O conteúdo Lagos celebrou o Dia do Município e de São Gonçalo com cerimónia solene e iniciativas culturais aparece primeiro em Algarve 7.
O rali Dakar de 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos, em janeiro, anunciou hoje a organização, depois de ter sido forçada a desistir da realização da prova na Arábia Saudita por causa do contexto geopolítico no Médio Oriente.
“Diante dos recentes acontecimentos no Reino da Arábia Saudita” — especificamente a intensificação dos ataques de combatentes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, contra Riade —, “a prova será transferida, excecionalmente em 2027, para a Europa e a África, antes de regressar a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição”, informou a Amaury Sport Organisation.
A organização desta prova de todo-o-terreno explicou que a “primeira etapa será composta por um prólogo seguido de 12 etapas, ocorrendo de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro, em Portugal, e Marraquexe, em Marrocos”, explicou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros acaba de confirmar a morte de um cidadão de nacionalidade portuguesa, do sexo masculino, no acidente ferroviário de Urda, em Espanha.
De acordo com a informação disponibilizada esta sexta-feira, este português era membro da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente que tem já confirmadas 69 vítimas mortais.
“Portugal lamenta profundamente as mortes e feridos deste trágico acidente em Espanha, reforçando as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e com solidariedade para o povo e autoridades espanholas”, acrescenta o Ministério na mesma nota.
O choque de comboios ocorrido na quarta-feira em Urda, Toledo, a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid, ocorreu após uma falha técnica e uma série de erros dos operadores do centro de controlo da circulação na rede de alta velocidade espanhola, segundo as gravações divulgadas pelos jornais do país vizinho.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, já prometeu que serão esclarecidas “até ao último detalhe” as causas do acidente. O primeiro-ministro garantiu ainda um reforço de segurança “para que não volte a acontecer”.
Na quarta-feira, Sánchez tinha afirmado que “não é aceitável” que um país como Espanha tenha dois acidentes com comboios de alta velocidade num ano, referindo-se ao de Adamuz, na Andaluzia, em que morreram 46 pessoas em janeiro.
Carlos Mota dos Santos, CEO da Mota-Engil | A+
A principal promotora do Corredor do Lobito (AFC), selecionou dois consórcios integrados pelo grupo português para a construção da nova linha ferroviária, com 830 quilómetros de extensão. O projeto Zâmbia-Lobito envolve 4 mil milhões de euros. Abre novas oportunidades de industrialização e comércio regional, com a Mota-Engil a continuar a dar cartas em África.
Miguel Maya, presidente do BCP | A-
Miguel Maya assume que o crédito para os construtores civis não se está a centrar apenas no segmento de luxo. A habitação a custos controlados também entra na carteira do banco. Está a apoiar cooperativas e a estudar o financiamento às autarquias em parceria com os privados para arrendar casas a preços acessíveis. A crise na habitação não passa ao lado do banco ao reorientar o crédito com novos atores no mercado.
Paula Amorim, Chairman da Galp | B-
O noivado entre a Galp e os espanhóis da Moeve foi rompido. Incompatibilidade nos critérios estratégicos e financeiros ditou queda do projeto de gigante ibérico. A refinaria de Sines, a única no país, permanece, nas mãos petrolífera nacional. Mas a Galp insiste em parcerias e consolidação. Faltará agora o alinhamento necessário num futuro casamento.
Flávio Bolsonaro, ex-candidato presidencial no Brasil | D
Fugiu para os EUA para não cumprir com uma ordem judicial para entregar o seu passaporte. Chegou a garantir que não fugiria do país e que iria ficar para lutar contra a decisão do Supremo Tribunal no âmbito de uma investigação por suspeitas de corrupção e branqueamento. Quem não deve, não teme. A fuga, após derrota eleitoral, não respeita a democracia e eleva a temperatura política entre Brasília e Washington.
O presidente Lula (PT) decidiu não se envolver no enredo político da fuga de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado ao Planalto, para os Estados Unidos.
A avaliação no Planalto é de que uma intervenção do petista seria despropositada, porque Flávio está a desgastar-se com a história e, por isso, não haveria sentido em arriscar uma crise diplomática com o presidente americano, Donald Trump, por causa do adversário político.
A determinação foi mantida mesmo depois de os jornais americanos The Wall Street Journal e The New York Times afirmarem que Trump ajudou Flávio a fugir para os EUA.
O jato particular em que Flávio viajou foi providenciado, segundo as duas publicações, por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca —informação também sustentada por um aliado de Flávio à Folha.
Miller estreitou laços com a família Bolsonaro quando esteve no comando da Gettr, rede social conservadora. Em setembro de 2021, chegou a ser interrogado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, em investigação sobre atos golpistas conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após participar de conferência organizada por Eduardo Bolsonaro, na qual também se encontrou com Jair Bolsonaro, então presidente da República.
Flávio partiu rumo aos Estados Unidos após ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26) a entregar seus passaportes —ele é alvo de inquérito que apura seu envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro com bets. O senador passou pela Argentina e Equador antes de chegar ao território norte-americano.
Auxiliares de Lula têm repetido que eventuais providências relacionadas à fuga de Flávio cabem ao poder judicial, não à Presidência da República. O chefe do governo tem demonstrado, em conversas internas, que prefere dedicar o seu tempo a outros assuntos –ele acaba de ser reeleito e precisa apurar a sua nova gestão. Também tenta evitar que as negociações sobre o tarifaço fiquem ainda mais difíceis.
Um integrante do alto escalão diz que a fuga foi tão absurda que não deveria ser elemento com potencial de desencadear qualquer crise para Lula.
O governo brasileiro pretende preservar a relação comercial com os Estados Unidos e manter as negociações em curso, mesmo com as notícias que ligam o governo americano à fuga de Flávio. A avaliação interna é de que não convém colocar o episódio no centro da relação entre os dois governos.
Como mostrou a Folha, aliados do petista avaliam que Flávio Bolsonaro tenta atrair Lula para uma armadilha para sabotar a relação entre o petista e Trump, descrita como boa por ambos. Por esse raciocínio, o candidato derrotado busca provocar o presidente brasileiro para que ele tome uma atitude ou dê uma declaração que estresse sua relação com o presidente americano.
Na quarta-feira (28), o senador do PL divulgou uma carta em que se proclamava “verdadeiro presidente do Brasil”. Depois, atualizou o documento e referiu-se a si mesmo como “líder do Brasil”. Ele afirma, sem apresentar prova nenhuma, que a eleição brasileira foi fraudada. Na segunda (26), Flávio havia dito que desistiria de anular a eleição na Justiça e declarou que não fugiria do país.
Trump até o momento não reconheceu explicitamente a vitória de Lula e disse que a eleição brasileira foi uma vergonha. Apesar disso, ele afirma que conversará com o brasileiro. De acordo com Trump, o próprio Lula pediu que ele não tomasse lado na disputa.
A orientação dada aos auxiliares de Lula é não alimentar uma polêmica em torno da fuga de Flávio e manter uma postura pragmática. Integrantes do governo avaliam que Lula saiu fortalecido da reeleição e não precisa cobrar de Trump o reconhecimento da vitória, ainda não expressado pelo presidente americano.
Na avaliação de um auxiliar do Planalto, cobrar publicamente o reconhecimento poderia transmitir uma imagem de fragilidade que o Brasil não precisa assumir. Um diplomata do Itamaraty afirma que, neste momento, as providências relacionadas à saída de Flávio do país cabem ao Judiciário, e não ao presidente da República.
O governo também considera relevante o fato de partidos de diferentes espectros políticos, inclusive o PL, terem reconhecido a vitória de Lula. Outro reconhecimento considerado importante pelo governo foi o do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
O grupo político do chefe do governo brasileiro diz acreditar que a ida do adversário para o exterior tende a dispersar seu eleitorado. No domingo (25), Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos para presidente da República e perdeu para Lula por 3,6 pontos percentuais.
Diversos aliados de Lula relataram à Folha a avaliação de que a fuga de Flávio Bolsonaro é benéfica para o presidente reeleito. Em seu aniversário de 81 anos, o petista citou o episódio como um dos mais vergonhosos da história do Brasil.
A análise é de que o senador abandonou um património eleitoral imenso e desorganizou a oposição, que agora precisará construir uma nova opção de poder –ou seja, um nome forte e incontestável no seu campo político para disputar a próxima eleição presidencial contra o grupo de Lula.
O Partido Comunista Chinês (PCC) prometeu hoje intensificar o combate às regras informais que favorecem a corrupção e enfraquecem a disciplina interna, no âmbito de uma nova ofensiva para reforçar o controlo sobre os seus dirigentes.
Numa conferência de imprensa dedicada às conclusões do quinto plenário do Comité Central, encerrado na quinta-feira, altos responsáveis do partido sublinharam que a corrupção continua a representar uma ameaça grave, apesar da campanha lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, há quase 14 anos.
A reunião, que decorreu durante quatro dias, terminou com a aprovação de uma resolução sobre o reforço da governação interna e da disciplina partidária, que identifica expressamente as chamadas “regras não escritas” como um dos principais obstáculos ao funcionamento das instituições.
“Durante algum tempo, certas regras não escritas existiram, em diferentes graus, dentro e fora do partido, prejudicando a autoridade e a aplicação das normas e da disciplina partidárias”, afirmou Xie Chuntao, vice-presidente executivo da Escola Central do Partido, em conferência de imprensa.
Segundo o responsável, estas práticas suscitaram fortes críticas entre os quadros partidários e a população.
Xie explicou que a resolução prevê reforçar a transparência nos assuntos do partido e do Governo, melhorar a formação dos dirigentes e corrigir práticas informais que permitem contornar as regras oficiais.
O documento procura ainda estabelecer mecanismos institucionais que impeçam a utilização de relações pessoais e redes de influência para obter promoções ou benefícios políticos.
Num artigo publicado este mês na revista de teoria política Qiushi, Xi Jinping alertou para os riscos associados à prevalência destas práticas.
“Quando as regras formais não são firmemente respeitadas, as regras não escritas proliferam inevitavelmente; quando estas prevalecem, as regras formais tornam-se meras decorações”, escreveu o líder chinês.
Xi advertiu que este ambiente permite a intermediários políticos e burlões recorrerem a contactos pessoais para progredir dentro do partido, defendendo maior transparência, fiscalização e responsabilização dos dirigentes.
O diretor do Gabinete Central de Investigação de Políticas do PCC, Tang Fangyu, afirmou que a resolução constitui o principal resultado do plenário e que a sua elaboração foi diretamente supervisionada por Xi Jinping.
Segundo Tang, o processo incluiu consultas a autoridades locais e departamentos governamentais, estudos sobre questões prioritárias e a recolha de mais de mil propostas de alteração.
A resolução reafirma a estratégia de manter uma pressão permanente sobre os dirigentes, visando criar condições para que estes “não ousem, não possam e não queiram” envolver-se em práticas de corrupção.
Huang Jianfa, vice-ministro do Departamento de Organização do Comité Central, explicou que o documento reforça também os critérios de seleção e avaliação dos quadros.
O partido deverá “afastar resolutamente aqueles que são desleais, que dizem uma coisa e fazem outra e que abusam do poder para obter benefícios pessoais”, afirmou.
Huang acrescentou que a fiscalização deverá ser acompanhada de mecanismos de incentivo e proteção dos funcionários que assumam responsabilidades e demonstrem iniciativa.
Zhang Fuhai, alto responsável da Comissão Central de Inspeção e Disciplina, anunciou o reforço da supervisão dos comités partidários, das estruturas locais e da coordenação entre os diferentes organismos de fiscalização.
Desde a chegada de Xi Jinping ao poder, em 2012, as autoridades chinesas abriram cerca de 8,1 milhões de processos disciplinares e puniram 7,92 milhões de pessoas, incluindo 963 altos responsáveis, segundo dados oficiais divulgados hoje.
As sanções abrangem diferentes infrações disciplinares e não correspondem necessariamente a condenações judiciais por corrupção.
O plenário ratificou ainda medidas disciplinares contra 34 membros efetivos ou suplentes do Comité Central, incluindo 18 dirigentes civis e 16 militares, um número sem precedentes nas reuniões plenárias recentes.
A reunião ficou igualmente marcada por uma participação invulgarmente reduzida: apenas 162 dos 205 membros efetivos do Comité Central estiveram presentes, o equivalente a 79% do total.
O frio e a humidade instalaram-se em todo o território português, começando o ano com um Inverno rigoroso, tornado o aquecimento e conforto das casas uma prioridade de todas as famílias. Porém, essa prioridade parece ser missão impossível para muitos consumidores
Em estimativa, 80% das necessidades energéticas de uma família europeia dizem respeito ao aquecimento do ambiente e de águas sanitárias, pelo que é importante fazer um uso eficiente de equipamentos e escolher equipamentos eficientes para reduzir o consumo e, consequentemente, a sua fatura energética.
O mercado de equipamentos para o aquecimento do ambiente e de águas sanitárias tem evoluído muito ao longo dos últimos anos e são várias as soluções disponíveis.
Os aquecedores portáteis, como os termoventiladores, convectores, emissores e radiadores a óleo, ainda são as soluções de aquecimento para a casa, mais procuradas pelos consumidores portugueses, especialmente por serem as mais baratas. Contudo, por serem pouco eficientes, resultam num aumento das faturas da eletricidade e a sua utilização contínua, provoca emissões de CO2 muito significativas. Neste sentido, devem ser usados pontualmente, como fontes secundárias de aquecimento.
Se ainda assim optar por este tipo de solução de aquecimento, tenha em conta a eficiência destes aparelhos (enumerados do mais eficiente para o menos): Termoventiladores > Convectores > Emissores > Radiadores a óleo.
A EVA – Energy Virtual Assistance, plataforma da DECO dirigida a todos os consumidores de energia, apresenta-lhe lhe algumas opções energeticamente eficientes, as suas vantagens e desvantagens. Estas soluções representam um custo inicial elevado, que pode variar conforme as suas necessidades de aquecimento de ambiente.
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Apesar de um valor de investimento elevado, terá uma compensação em vantagens como a poupança de energia, a redução das emissões de CO2 e a poupança na fatura de eletricidade.
Em todo o caso, não deixe também de equacionar outras formas de tornar o seu sistema de aquecimento mais eficiente, como é exemplo a colocação de painéis refletores entre as paredes da sua habitação ou radiadores que distribuem o calor.
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