❌

Normal view

DBRS destaca “fortes” resultados do BCP e antecipa lucro em 2026 acima do de 2025

29 October 2026 at 14:06

A Morningstar DBRS considerou que o BCP apresentou um “conjunto forte de resultados” no terceiro trimestre e nos primeiros nove meses de 2026, com o lucro líquido consolidado a subir 12,6% em termos homólogos, para 873,7 milhões de euros. A agência prevê que o resultado de 2026 fique “confortavelmente” acima do de 2025 e que continue a melhorar em 2027.

Segundo a análise da vice-presidente das Instituições Financeiras Europeias da DBRS, Maria Parra, o terceiro trimestre foi o melhor período do ano até agora, ajudado pela aceleração da margem financeira e por encargos mais leves em outros resultados operacionais, depois de as contribuições obrigatórias terem penalizado o primeiro semestre.

“O BCP reportou um conjunto forte de resultados no 3.º trimestre e nos primeiros nove meses de 2026. O lucro líquido subiu 12,6% em termos homólogos, e o 3.º trimestre foi o melhor trimestre do ano até agora”, escreve Maria Parra, vice-presidente das Instituições Financeiras Europeias da Morningstar DBRS, no comentário sobre os resultados.

A atividade doméstica “voltou a impulsionar o crescimento dos lucros”, enquanto a redução dos encargos com risco legal associado às hipotecas em francos suíços na Polónia “continuou a elevar a contribuição das operações internacionais”.

Em Portugal, o lucro cresceu 11,2% para 727,9 milhões de euros, sustentado por uma margem financeira que avançou 13,9% em termos homólogos apoiada por um saudável crescimento do crédito, particularmente nas hipotecas, depósitos mais baratos e uma maior contribuição da carteira de dívida soberana”, segundo a analista.

Em Portugal, o lucro aumentou 11,2% em termos homólogos, com a margem financeira a crescer 13,9%, “apoiada por um saudável crescimento do crédito, particularmente no crédito à habitação, depósitos mais baratos e uma maior contribuição da carteira de dívida soberana”, segundo a analista.

As comissões também aumentaram, com destaque para o bancassurance e a gestão de ativos. Embora os custos tenham subido com o investimento em tecnologia, as receitas cresceram mais depressa, levando o rácio de eficiência em Portugal para abaixo de 33%, enquanto o custo do risco se manteve contido.

Polónia compensa margens mais baixas

Ao nível do grupo, o crescimento da margem financeira foi parcialmente travado pela redução das margens na Polónia, na sequência dos cortes de juros do banco central. Ainda assim, “o Bank Millennium registou uma forte subida do lucro, em grande parte porque os encargos relacionados com francos suíços caíram substancialmente”.

A agência sublinha, no entanto, que o resultado polaco foi penalizado por “uma taxa de imposto bancário mais elevada e novas provisões para litígios de proteção do consumidor”. Moçambique “contribuiu menos, num contexto local difícil”.

Já a qualidade dos ativos “continuou a melhorar, com o stock de crédito não produtivo a cair 9,8% em termos homólogos, principalmente através de vendas de carteiras e amortizações”, afirma a DBRS, que considera que “a capitalização permanece robusta”.

A DBRS espera que a margem financeira em Portugal continue a crescer, apoiada pela expansão do crédito, por uma balança bem coberta e pela subida das taxas Euribor após o mais recente aumento de juros do BCE. Prevê ainda crescimento moderado das comissões e um custo do risco contido.

Na Polónia, a redução continuada dos encargos ligados aos créditos em francos suíços deverá compensar a normalização gradual do custo do risco, à medida que o banco expande o crédito empresarial.

“De um modo geral, vemos o BCP bem posicionado para cumprir o seu plano estratégico 2025-2028”, conclui a analista, destacando que o banco estima agora um retorno sobre capital próprio de “pelo menos 17,5% em 2028, muito acima da meta original de mais de 13,5%”.

Como riscos principais, a agência aponta um choque geopolítico que afete a atividade económica e a capacidade de pagamento dos clientes através de preços de energia e juros mais elevados, nova volatilidade nos mercados de dívida soberana europeia e o risco de litígios contínuo na Polónia.

 

PCP ouvido em Belém: Seguro devia ter falado “mais cedo”, destaca Paulo Raimundo

29 October 2026 at 12:32

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que a coesão social “não é possível” no cenário político atual e considerou que o Presidente da República deveria ter falado “mais cedo” sobre os protestos pela habitação.

Paulo Raimundo falava depois de ter sido recebido no Palácio de Belém pelo Presidente da República, António José Seguro, que está hoje a ouvir os partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual o chefe de Estado incluiu a habitação.

O líder comunista considerou que a coesão social é necessária e um “tema importantíssimo”, mas ressalvou que esse objetivo “não é possível neste caminho desastroso que o país está a percorrer”.

“Não é possível coesão nem estabilidade social com uma situação destas, não é possível estabilidade social nem coesão social com a situação dramática na habitação que se enfrenta. Sem respostas, ou todas as respostas que se avançam é para agravar ainda mais a situação já por si dramática. Não é possível com esta falta de resposta dos serviços públicos”, enfatizou.

Raimundo disse ter exposto ao Presidente da República que os problemas enfrentados pelos portugueses “não resultam da falta de consensos”, mas, sim, de “consensos que têm estado estabelecidos”.

“Tivemos a oportunidade de recordar ao senhor Presidente da República, por exemplo nas questões da habitação, que desde 2013 até ontem houve um consenso enormíssimo entre PSD, PS, CDS, mais tarde com o Chega e a IL, em chumbar todas as propostas do PCP para responder ao problema da habitação”, lamentou.

Para o secretário-geral do PCP, “está visto que há um grande consenso na continuação de medidas especulativas ao serviço da banca” e, no caso da habitação, “dos fundos imobiliários e dos grandes proprietários”.

Paulo Raimundo insistiu também que o Presidente da República deveria ter falado “mais cedo” sobre os protestos pela habitação, no Porto e em Lisboa, mas considerou que Seguro “parece empenhado em procurar soluções” para a habitação.

“Ainda que, tive a ocasião de dizer, às vezes haja uma certa expectativa num consenso que nunca vai haver”, acrescentou.

Questionado sobre como avaliava as perguntas do chefe de Estado, Raimundo escusou-se a comentar, referindo que Seguro “escolheu as palavras que entendeu”.

António José Seguro recebe ainda hoje em Belém o Livre, a IL, o PS, o Chega e o PSD.

Estas audiências foram convocadas na quarta-feira da semana passada, dois dias depois de o chefe de Estado ter apelado a um entendimento entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras na área da habitação.

Cidadãos contra concessão das linhas de Sintra e Cascais

28 October 2026 at 21:48
Subscritores defendem empresa pública integrada com gestão da infraestrutura. Acidente em Toledo, com 68 mortos, deu peso extra ao argumento contra a separação entre operação e via.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O porta voz do manifesto "CP Pública Una e Nacional" deu também como exemplo negativo a Fertagus, referindo que a concessionária privada, que assegura ligações ferroviárias na margem sul do Tejo, opera com comboios da CP, numa infraestrutura gerida pela Infraestruturas de Portugal (IP)

BCP reorienta financiamento imobiliário para construção a custos moderados e está aberto a soluções com municípios

28 October 2026 at 18:58

O BCP está a reorientar a sua capacidade comercial e de análise de operações para apoiar projetos de promoção imobiliária destinados à classe média, com custos mais controlados, e está a estudar modelos de financiamento que envolvem cooperativas e parcerias entre municípios e promotores privados, anunciou o presidente executivo do banco, Miguel Maya.

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano, o CEO do BCP explicou que o banco reorganizou as suas equipas para acelerar a análise e o financiamento de projetos que respondam às necessidades do mercado habitacional.

“O nosso foco está muito centrado naquilo que é o apoio a projetos que estão dentro da classe média e média, mas são mais custos controlados”, afirmou Miguel Maya, acrescentando que o banco pretende contribuir para aumentar a oferta de habitação.

O  banqueiro sublinhou que o BCP tem uma quota de mercado significativa no financiamento da promoção imobiliária, dispondo de uma unidade de negócio com profissionais especializados nesta área.

O CEO do BCP explicou que o banco está a reforçar a capacidade de analisar projetos imobiliários, incluindo operações que, na sua configuração inicial, não reúnem condições para obter financiamento.

“Conjuntamente com os promotores que nos apresentam um projeto, muitas vezes apresentam-no numa configuração que pode não ser possível de apoiar pelo BCP, e o BCP redesenha, ajuda a redesenhar uma operação, de forma a que essa operação seja melhor”, explicou.

A reorganização pretende permitir uma resposta mais rápida à procura e aumentar a capacidade de adaptação das soluções financeiras às características dos projetos.

O CEO não adiantou operações concretas nem revelou a evolução do volume de crédito destinado à promoção imobiliária, mas reiterou que o banco está a concentrar recursos em projetos dirigidos à classe média e a segmentos com custos de construção e venda mais acessíveis.

Cooperativas e parcerias com municípios

Além do financiamento tradicional aos promotores imobiliários, o BCP está a analisar soluções alternativas, nomeadamente através de cooperativas e de parcerias entre autarquias e empresas privadas.

Miguel Maya revelou que o banco já tem operações com cooperativas em análise e que algumas decisões de financiamento foram tomadas.

O BCP está também a trabalhar em modelos nos quais os municípios desenvolvem projetos em parceria com privados, com financiamento partilhado entre as diferentes entidades. Nestes casos, os promotores asseguram a exploração dos empreendimentos, enquanto as autarquias podem arrendar as habitações a preços inferiores aos praticados no mercado.

“Já temos operações aprovadas nesta metodologia”, afirmou, ressalvando que ainda não existe nenhuma operação concretizada neste modelo.

O responsável defendeu que a banca deve procurar acompanhar a transformação da procura habitacional e participar ativamente na resposta à crise, reconhecendo, contudo, que se trata de um problema complexo, sem soluções simples. “O que não podemos fazer é não fazer”, disse o banqueiro.

Garantia pública facilita acesso à habitação

Miguel Maya voltou também a defender a garantia pública no crédito à habitação, considerando que a medida permite a jovens e casais com rendimentos suficientes comprar casa, apesar de não disporem de poupanças para suportar a entrada inicial.

“Há muitos casais que têm capacidade e têm rendimento. O que não têm é entrada inicial”, afirmou, considerando que a medida é relevante para a sociedade portuguesa.

O CEO reconheceu que a garantia pública não resolve o problema da habitação, mas reiterou que permite alargar o acesso à compra de casa a um conjunto de pessoas que, de outra forma, ficaria excluído do mercado.

O BCP já usou 88% da sua quota de garantia do Estado de apoio aos jovens, o que inclui crédito contratado e em contratação.

Sobre a evolução do crédito, Miguel Maya rejeitou que o aumento seja, por si só, motivo de preocupação, defendendo que o financiamento deve acompanhar as necessidades da economia. Com o fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), acrescentou, uma parte significativa do investimento terá de continuar a ser suportada pelo financiamento bancário.

Já quando questionado sobre a rede comercial e os recursos humanos, Miguel Maya afirmou que o BCP está a contratar profissionais para reforçar competências nas áreas digital, da inteligência artificial, do controlo interno e das equipas comerciais.

O responsável indicou que o banco tem atualmente mais trabalhadores na área comercial do que em 10 de dezembro do ano passado.

Quanto à rede de balcões, afastou a existência de um plano de redução significativa em Portugal, afirmando que o banco pretende manter a dimensão global atual, embora possa fechar algumas agências e abrir outras, em função da evolução da população e da atividade económica.

Sobre as negociações salariais com os sindicatos, Miguel Maya recusou antecipar uma decisão sobre aumentos para este ano, sublinhando que as conversações decorrem diretamente com as estruturas sindicais e que qualquer entendimento será anunciado quando estiver concluído. “O BCP toma as decisões nos tempos que são corretos”, afirmou.

O CEO manifestou confiança na evolução do negócio, apesar do contexto de incerteza económica e geopolítica, destacando a execução das linhas estratégicas do banco e o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.

BCP reforça aposta no crédito à construção para classe média

28 October 2026 at 18:21
Miguel Maya, presidente do Millennium BCP, revela que o banco está a tentar conceder mais créditos para construção residencial a custos controlados, incluindo financiamento de cooperativas.

© FILIPE AMORIM/LUSA

Miguel Maya, presidente da comissão executiva do BCP.

BCP atualiza metas do plano estratégico 2025-2028 e aponta a mais de 200 mil milhões em volume de negócios

28 October 2026 at 17:43

O Millennium BCP reviu em alta as metas do seu plano estratégico para 2025-2028, refletindo uma execução mais forte do previsto e o atual contexto macroeconómico. O banco passa a prever, para 2028, uma rentabilidade sobre capitais próprios (ROE) no consolidado e 17,5% em Portugal, acima dos objetivos iniciais de mais de 13,5%.

Na atividade, o BCP elevou o objetivo de volume de negócios consolidado para mais de 200 mil milhões de euros, face aos mais de 190 mil milhões previstos anteriormente. Em Portugal, a meta passa a ser superior a 130 mil milhões de euros, acima dos anteriores mais de 120 mil milhões.

As novas projeções para o ciclo estratégico 2025-2028 refletem as atuais expectativas macroeconómicas e estabelecem também objetivos mais ambiciosos para a operação em Portugal, onde o banco pretende ultrapassar os 130 mil milhões de euros em volume de negócios, acima dos mais de 120 mil milhões previstos anteriormente.

O banco mantém o objetivo de superar os oito milhões de clientes até 2028, dos quais mais de três milhões em Portugal. Na área digital, pretende que mais de 80% dos clientes utilizem canais móveis, uma meta que já constava do plano inicial.

Ao nível da eficiência operacional, o BCP prevê agora alcançar um rácio de custos sobre receitas (cost-to-income) igual ou inferior a 37%, face ao objetivo anterior de menos de 40%. Para Portugal, a meta passa a ser de 34% ou menos, em comparação com menos de 37% anteriormente.

O banco reviu igualmente em baixa os objetivos para o custo do risco, que deverá ficar em 43 pontos base ou menos no grupo, contra a meta anterior de menos de 50 pontos base. Em Portugal, pretende limitar este indicador a 35 pontos base, face aos menos de 45 pontos base previstos inicialmente.

Em termos de rendibilidade, o Millennium BCP aponta para um retorno sobre os capitais próprios (ROE) de pelo menos 17,5% em 2028, acima do objetivo anterior de mais de 13,5%. No capital, pretende manter um rácio CET1 igual ou superior a 14,25%, face à meta anterior de mais de 13,5%.

O banco mantém ainda o compromisso de permanecer no quartil superior do índice de sustentabilidade S&P Global CSA.

Quanto à remuneração dos acionistas, o plano prevê a distribuição de até 90% dos resultados, sujeita à aprovação do supervisor e às condições de capital e de negócio. Para o período entre 2025 e 2028, o BCP tinha estabelecido como referência um resultado líquido acumulado entre quatro mil milhões e 4,5 mil milhões de euros, associado à concretização dos objetivos definidos para Portugal e para a atividade internacional e ao cumprimento da meta de capital CET1.

No final de setembro de 2026, o banco apresentava um volume de negócios de 182 mil milhões de euros, 7,5 milhões de clientes, dos quais três milhões em Portugal, e um rácio CET1 de 15,2%. O ROE situava-se nos 14,9%, enquanto o rácio cost-to-income era de 36% e o custo do risco de 34 pontos base.

As projeções para 2028 estão sujeitas a riscos e incertezas, nomeadamente relacionados com a evolução do contexto regulamentar, político e macroeconómico, sublinha o banco.

 

PCP quer revogar hasta pública de 10 terrenos, Moedas recusa

28 October 2026 at 17:21
A hasta pública de 10 terrenos distribuídos por sete freguesias de Lisboa tem valor mínimo de 59,2 milhões de euros. PCP quer que fiquem em esfera pública.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Em causa está o lançamento de uma hasta pública para alienar 10 terrenos distribuídos pelas freguesias de Marvila, Beato, Penha de França, Lumiar, Belém, Campolide e São Vicente, pelo valor mínimo de 59,2 milhões de euros

Greve de sexta-feira na CP desconvocada

By: ZAP
28 October 2026 at 17:10
A greve na CP – Comboios de Portugal, prevista para sexta-feira, 30 de outubro, pelos revisores e trabalhadores de bilheteiras, foi desconvocada esta quarta-feira, na sequência de “desenvolvimentos positivos” numa reunião entre o sindicato e o Ministério das Infra-estruturas e Habitação. Em comunicado, o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) anunciou a suspensão do pré-aviso de greve, após terem sido registados “desenvolvimentos positivos no processo de resolução do conflito laboral que opõe os trabalhadores à CP”, durante uma reunião com representantes da tutela, realizada na terça-feira. O sindicato considera que a suspensão da greve constitui um sinal de responsabilidade e

Desconvocada greve de sexta-feira na CP

28 October 2026 at 12:32

A greve na CP – Comboios de Portugal marcada para sexta-feira pelos revisores e trabalhadores de bilheteiras foi hoje desconvocada, após “desenvolvimentos positivos” numa reunião entre o sindicato e o Ministério das Infraestruturas e Habitação.

Em comunicado, o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) aponta que suspendeu o pré-aviso de greve de 30 de outubro depois de terem sido “registados desenvolvimentos positivos no processo de resolução do conflito laboral que opõe os trabalhadores à CP” numa reunião com representantes da tutela na terça-feira.

O SFRCI aponta que a suspensão da greve é um sinal de responsabilidade e confiança no diálogo, depois da disponibilidade manifestada pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação e pela administração da CP em dar seguimento às reivindicações apresentadas.

Durante a reunião de terça-feira, os intervenientes analisaram o caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato, tendo “os representantes ministeriais em conciliação com a administração da CP manifestado disponibilidade para dar seguimento às reivindicações colocadas pelo SFRCI”.

“Esta decisão constitui um sinal de responsabilidade institucional e de abertura ao diálogo, demonstrando que o SFRCI privilegia a negociação e a procura de soluções concretas, sempre que exista vontade efetiva de responder aos problemas dos trabalhadores”, acrescenta o sindicato.

Ainda assim, o sindicato registou que esta abertura deverá “traduzir-se em medidas concretas, compromissos objetivos e resultados efetivos”.

Apesar da suspensão do pré-aviso de greve, o SFRCI sublinha que tal não significa um abandono das reivindicações ou “um cheque em branco à tutela ou à administração da CP”, mas sim “uma oportunidade para que o diálogo” produza os resultados esperados pelos trabalhadores.

Caso tal não aconteça, o SFRCI diz reservar-se ao direito “retomar a luta sindical e de recorrer às formas de ação que considere necessárias, incluindo a convocação de novas ações de luta, nos termos legalmente aplicáveis”.

O conteúdo Desconvocada greve de sexta-feira na CP aparece primeiro em O MINHO.

Bancos estão a encerrar contas sem justificação. Saiba o que fazer em caso de debanking

By: ZAP
28 October 2026 at 12:30
Bancos dão dois meses para retirar fundos e transferir depósitos e créditos. Maioria das queixas envolve o Santander e o Millennium bcp. Há bancos a encerrar contas de clientes sem revelar os motivos e sem possibilidade de reverter tal decisão. Enviam cartas aos seus clientes na qual dão dois meses para transferir depósitos e créditos, sem outra hipótese. A situação é denunciada pela Sábado esta quarta-feira, que explica que o fenómeno até já ganhiou um nome: debanking. O fenómeno já provocou queixas em Portugal e pode até aumentar as prestações do crédito à habitação, denunciam à revista clientes nesta situação.

CP alerta para perturbações na circulação a partir de quinta-feira devido à greve

27 October 2026 at 14:24

A CP – Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras.

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão cumprir a 30 de outubro um dia de greve por melhores condições de trabalho.

“Por motivo de greve convocada, pelo sindicato SFRCI, para dia 30 de outubro, preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e no dia seguinte”, lê-se numa nota no ‘site’ da CP.

Os clientes que já compraram bilhete para os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional ou Regional podem pedir o reembolso total do mesmo ou a sua troca.

Na semana passada, Luís Bravo do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), disse à Lusa que a greve de 24 horas visa a valorização do trabalho e “dignidade das suas condições de vida”, agravada pelo aumento dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e a subida dos preços do gás e da eletricidade.

O SFRCI pede “que a CP e o Governo adotem medidas concretas e eficazes que permitam recuperar o poder de compra perdido, valorizar os trabalhadores ferroviários e garantir condições de vida dignas a quem assegura diariamente o funcionamento de um serviço público essencial ao país”.

Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsídio de deslocação/transporte ainda durante o ano de 2026, com efeitos retroativos a julho, de forma a compensar o aumento extraordinário dos custos de mobilidade.

Por outro lado, reclamam a conclusão das negociações relativas à valorização do trabalho prestado em dias de descanso não compensado, a publicação imediata do Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) de todos os acordos salariais e regulamentares atualmente em vigor e a abertura urgente de negociações para a revisão do Acordo de Empresa e do Regulamento de Carreiras.

Os trabalhadores exigem também a publicação em BTE dos aumentos salariais alcançados em 2025 e 2026 e dos diversos acordos bilaterais atualmente em vigor.

Denunciam igualmente que “a imagem e o profissionalismo dos seus trabalhadores perante os passageiros e opinião pública estão a ser injustamente afetados pelos sucessivos atrasos provocados por problemas na infraestrutura ferroviária”.

Por isso, o sindicato quer “a adequação dos horários dos comboios às condições reais da infraestrutura sempre que se verifique, de forma sistemática, a ocorrência de atrasos significativos, evitando a degradação da qualidade do serviço prestado e a exposição injusta de trabalhadores perante os passageiros”.

Os trabalhadores vão assegurar a prestação, durante a greve, dos serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações em todas as vertentes.

O conteúdo CP alerta para perturbações na circulação a partir de quinta-feira devido à greve aparece primeiro em O MINHO.

BCP: lucro do Bank Millennium sobe 30% nos primeiros nove meses

27 October 2026 at 08:07

O Banco Comercial Português (BCP) informou esta terça-feira 27 de outubro que o Bank Millennium, unidade polaca em que detém 50,1% do capital e que consolida integralmente, registou um lucro líquido de 1.109 milhões de zlótis (259,7 milhões de euros) nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 30% face aos 855 milhões de zlótis (cerca de 200 milhões de euros) do período homólogo.

O BCP atribuiu a evolução positiva à resiliência da margem financeira após a redução significativa das taxas de mercado, ao crescimento das comissões, à manutenção de disciplina de custos e à redução dos encargos com créditos hipotecários denominados em moeda estrangeira, apesar do aumento significativo da taxa efetiva de imposto.

Os custos antes de impostos associados aos créditos hipotecários em moeda estrangeira (francos suíços) caíram 63% nos primeiros nove meses de 2026 face ao período homólogo, mas continuaram a condicionar os resultados do Bank Millennium.

A margem financeira caiu 1% em termos homólogos, embora tenha subido 7% face ao segundo trimestre de 2026. A margem financeira líquida (NIM) fixou-se em 3,54%, contra 4,10% nos primeiros nove meses de 2025. As comissões líquidas aumentaram 9%, os custos operacionais subiram 7%, os proveitos core mantiveram-se estáveis e o resultado operacional recuou 3%.

O rácio de crédito com imparidade (Stage 3) situou-se em 3,6%, contra 4,2% no período homólogo, enquanto o custo do risco foi de 37 pontos base. O rácio de loans-to-deposits estava em 58% em setembro de 2026.

Em termos de capital, o rácio CET1 fixou-se em 13,7% em setembro, o Tier 1 em 16,1% e o rácio de capital total em 20,6%, apoiados pela emissão de AT1 de 1,5 mil milhões de zlótis (cerca de 351 milhões de euros) realizada em janeiro de 2026, por uma emissão subordinada Tier 2 de 500 milhões de euros em maio e pela continuação da geração orgânica de capital.

A carteira de crédito aumentou 11% face ao período homólogo e os depósitos totais de clientes também cresceram 11%, com os recursos fora de balanço a subirem 21%. A nova produção de crédito registou aumentos de 26% no crédito pessoal, 224% no crédito hipotecário, 25% no crédito a empresas e 22% tanto no leasing como no factoring.

No retalho, o número de clientes particulares ativos ultrapassou 3,39 milhões, mais 160 mil do que no período homólogo, com mais de 3,2 milhões de clientes digitais ativos e 95% dos clientes ativos a utilizarem canais digitais. Os depósitos de particulares aumentaram 14% e o crédito a particulares 5%. Nos clientes empresariais, os depósitos de empresas e setor público subiram 3%, o crédito aumentou 25%, os outros créditos e factoring cresceram 33% e o negócio de leasing avançou 11%.

PCP recusa "subterfúgios para limitar" manifesções

26 October 2026 at 19:18
Após dispersão pela PSP dos protestos pela habitação em Lisboa e Porto, Paula Santos diz que a lei "nunca gerou qualquer tipo de problema" e ataca interpretação restritiva do Governo.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

A deputada Paula Santos referiu que "houve ao longo de décadas uma interpretação que nada tem a ver com aquela que está a ser feita neste momento, e nunca gerou qualquer tipo de problema"

I'm a doctor. I ditched traditional health insurance for my family of 4, and I'm not looking back.

25 October 2026 at 12:20
Smiling healthcare worker in dark scrubs with a stethoscope stands in a clinical office with a nutrition poster. Dr_Ben_Hagopian
Dr. Ben Hagopian sees patients through Direct Primary Care. He also made the switch for his family of four, combining DPC with a cost-share group.

Courtesy of Ben Hagopian.

  • I've been a doctor for more than a decade and have a family of four.
  • I've traded traditional health insurance for direct primary care and a medical cost-sharing group.
  • For the first time, I feel like I'm truly in control of our healthcare.

I've spent more than a decade navigating the labyrinth of American healthcare. I've worn the white coat, spent sleepless nights on call, signed the charts, and cared for thousands of patients.

A few years ago, I realized I couldn't keep participating in a system that felt like it was designed to fail the very people it was meant to serve.

Today, my family and I are uninsured in the traditional sense — and I'm confident that it's the best financial and medical decision I've ever made.

I hit my breaking point

For years, I worked in a traditional, insurance-based primary care practice. My days were a blur of 15-minute appointments, dictated not by medical necessity, but by billing codes and insurance reimbursements. I felt completely beholden to the behemoth of corporate medicine. Patients were waiting months to see me and were almost always shortchanged on the time I was able to spend with them.

I felt like the insurance companies were the invisible third party in every exam room, deciding which tests I could order and which medications my patients deserved. I wasn't just a doctor anymore; I was a data-entry clerk for multibillion-dollar payers. The result was a total, soul-crushing burnout that followed me home every night.

On the other side of it, some of my patients were forgoing necessary care because the costs presented to them were simply too high. Did it make sense to spend $300 to check a thyroid test to ensure the $10 per month medication I prescribed was working as it was supposed to? Many patients, rightfully so, decided to spend their money elsewhere.

I knew I had to get out — not just for my own sanity, but to actually provide the type of care I believed in.

Direct primary care offered something different

I eventually traded the treadmill for Direct Primary Care (DPC). In this model, my patients (or their employers or an insurance company) pay a flat monthly membership fee directly to me (around $100 per month). This type of care is affordable— my current patient panel includes attorneys, electricians, teachers, and retirees. There are no co-pays, no deductibles, and most importantly, no insurance companies breathing down my neck.

The difference was night and day. Without the administrative bloat of insurance billing, I finally became the doctor I trained to be:

  • Time: I went from seeing 20 patients a day to seeing six or eight.
  • Access: My patients can text me directly. We have hour-long conversations instead of 10-minute sprints.
  • Cost: By cutting out the intermediary, I'm able to offer wholesale pricing on labs and imaging that are often 90% cheaper than hospital rates. That $300 thyroid test from my previous job? I now offer that for $8.

I took my own family off the grid

Once I saw how much better medicine functioned without traditional insurance interference, I took the ultimate leap. I took my wife and children, now 9 and 6, off our health insurance plan.

Instead, we joined a medical cost-sharing community. It isn't insurance; it's a community of members who share each other's large, unexpected medical expenses. When I combined a DPC membership for our routine care with a health share for the big stuff, I realized I had found a better way to protect my family — and was paying far, far less for it.

The math backs up my decision

To understand why we left, look at the cost of childbirth. When our first child was born under a supposedly high-end traditional insurance plan, we still walked away owing about $10,000 after paying our insurance premiums. We were paying twice: once for the premium and again for the actual care.

My wife spent hours of her precious maternity leave arguing with insurance companies about the services we received in the hospital. When our infant son was hospitalized a few months later, she was back on the phone again, having to advocate for his coverage during the time of a family crisis. We spent years paying off the cost of the birth and his illness.

With our second child, we looked at the numbers through the lens of a cost-share program. On a plan like ours, the Initial Unshareable Amount (IUA) — the part we pay before the community kicks in — was only $1,500.

Beyond that $1,500, the community shared the rest. We didn't have to spend my wife's recovery time fighting with a claims adjuster or waiting for pre-authorizations. We knew exactly what our responsibility was, and more importantly, we knew our family was covered by a community, not a corporation.

I feel like I took back control

As a physician, I've seen the insurance trap from both sides. We've been conditioned to believe that without a blue or green plastic card in our wallets, we are unsafe.

The reality is that for some, traditional insurance has become a barrier to care rather than a bridge. By opting out and pairing Direct Primary Care with a health share, I've reclaimed my time as a doctor and my peace of mind as a father. I'm no longer waiting for an insurance company to tell me how to care for my kids or my patients. As a doctor and as a father, for the first time in my career, I feel truly secure.

Read the original article on Business Insider

❌