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Ultraderecha intentará enrarecer Cumbre Iberoamericana de Madrid

30 October 2026 at 11:53

Madrid, 30 oct (Prensa Latina) Los esfuerzos de España por rescatar el espíritu de unidad y cooperación del concierto iberoamericano, están hoy amenazados por la corriente ultraderechista en Latinoamérica.

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Maior desafio de Lula 4 será aprovar reformas no Congresso, diz Moody’s

30 October 2026 at 07:31

A dificuldade de aprovar pautas em um Congresso Nacional mais à direita será um dos principais desafios do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo William Foster, vice-presidente sênior da Moody’s Ratings.

Em entrevista exclusiva ao CNN Money, o executivo apontou que a capacidade de negociar com parlamentares e construir acordos políticos será determinante para a implementação de medidas capazes de conter o avanço da dívida pública brasileira.

“O maior desafio que vejo neste momento não é apenas elaborar boas políticas e conquistar a credibilidade do mercado, mas conseguir aprovar a legislação no Congresso para dar sustentação a essas políticas”, afirmou Foster.

Na avaliação dele, o desafio será ainda maior do que no mandato anterior, diante da mudança na composição do Legislativo. “O Congresso se deslocou para a direita”, ressaltou.

Foster destacou que a aprovação de mudanças fiscais exigirá habilidade política do governo para negociar com o centro e construir maiorias. No Brasil, PECs (Propostas de Emenda à Constituição) precisam de três quintos dos votos de deputados e senadores, o que exige uma articulação ampla para a aprovação de mudanças estruturais.

“Isso vai exigir uma negociação significativa de acordos e uma disposição política que Lula precisará empregar para alcançar esses objetivos”, afirmou.

O executivo ressaltou que a questão fiscal não depende apenas da elaboração de medidas bem desenhadas, mas também de sua implementação. Para a agência, a capacidade do governo de transformar propostas em mudanças efetivas será fundamental para recuperar a confiança dos investidores.

A Moody’s mantém a nota de crédito soberano do Brasil em Ba1, um nível abaixo do grau de investimento, com perspectiva estável. Segundo Foster, a evolução da política fiscal será o principal fator para uma eventual mudança na avaliação do país.

Nesse sentido, apontou a necessidade de rever o crescimento das despesas obrigatórias, muitas delas corrigidas pelo salário mínimo e pela inflação. Para ele, mudanças nos mecanismos de indexação e no nível dos gastos poderiam reduzir os déficits primários e, no futuro, permitir a estabilização da dívida.

Juros elevados dificultam recuperação fiscal

O custo de financiamento da dívida é outro ponto de preocupação para a Moody’s. Segundo Foster, o Brasil apresenta despesas com juros elevadas em comparação com outros países, reflexo de taxas historicamente altas e da estrutura de financiamento do governo.

O executivo afirmou que os pagamentos de juros equivalem a cerca de 20% das receitas públicas e superam 8% do PIB (Produto Interno Bruto).

Na entrevista, ele também destacou que mais de 40% da dívida do governo está vinculada a taxas flutuantes relacionadas à Selic, o que aumenta a exposição das contas públicas a períodos prolongados de juros elevados.

“[O Brasil] é muito mais vulnerável a taxas de juros mais altas por períodos mais longos, particularmente com um prazo médio ponderado da dívida pública em torno de quatro anos. Essa é uma característica estrutural […] e a tendência continuou a piorar nos últimos quatro anos do governo Lula”, ponderou.

Na avaliação de Foster, a política monetária enfrenta o desafio de conter as pressões inflacionárias enquanto a política fiscal mantém estímulos à atividade econômica. O aumento dos gastos públicos pode dificultar o trabalho do Banco Central e reduzir o espaço para cortes mais rápidos da taxa básica de juros.

O executivo, contudo, vê possibilidade de redução gradual dos juros, desde que algumas condições sejam atendidas. Entre elas, está um reequilíbrio da política fiscal, capaz de contribuir para a desaceleração da inflação e diminuir o custo de financiamento do governo e da economia.

“[A consolidação fiscal] permitiria ao Banco Central, potencialmente, ter mais confiança para que eles possam reduzir ainda mais as taxas”, disse.

Foster também alertou para a possibilidade de dominância fiscal, situação em que as pressões das contas públicas dificultam a condução da política monetária.

Para a Moody’s, a recuperação da credibilidade fiscal seria um caminho para melhorar as condições de financiamento e favorecer o crescimento sustentável. A redução do custo da dívida também ajudaria a diminuir os déficits e abrir espaço para investimentos do setor privado.

Dívida pública pode continuar crescendo sem reformas

A relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto é um dos principais fatores de risco para o perfil de crédito brasileiro, segundo Foster. O indicador passou de aproximadamente 72% para 83% do PIB nos últimos anos.

Sem mudanças na política fiscal ao longo dos próximos quatro anos, a Moody’s projeta que a relação poderá alcançar cerca de 87% do PIB no ano seguinte e continuar aumentando. A estimativa da agência é superior à projeção do governo, que prevê um pico próximo de 88% nos próximos anos, antes de uma trajetória de queda.

“Para que a dívida comece a cair ou se estabilize, é necessário observar mudanças na política fiscal”, afirmou Foster.

Segundo ele, a principal frente de atuação seria a revisão das despesas obrigatórias, que apresentam uma tendência estrutural de crescimento. A redução do ritmo de expansão dos gastos e eventuais cortes poderiam contribuir para diminuir os déficits primários e, posteriormente, permitir a obtenção de superávits.

O executivo também fez ressalvas ao atual arcabouço fiscal brasileiro. Embora considere razoáveis as metas de resultado primário, ele avalia que o modelo não contempla de maneira suficiente o principal fator por trás do déficit total do governo: o pagamento de juros.

“Uma política fiscal crível precisa levar em conta o custo dos empréstimos”, afirmou.

Para o executivo, a adoção de metas de longo prazo para a dívida em relação ao PIB e mudanças na forma de acompanhar o cumprimento dos objetivos fiscais poderiam aumentar a transparência e a previsibilidade da política econômica.

A agência considera que uma melhora duradoura das contas públicas, acompanhada de crescimento econômico mais forte, poderia abrir caminho para uma perspectiva positiva e, eventualmente, para a elevação da nota de crédito brasileira ao grau de investimento. Isso exigiria, porém, uma mudança permanente e significativa na trajetória fiscal.

No sentido contrário, a persistência de déficits elevados e a deterioração da credibilidade da política econômica poderiam pressionar ainda mais os juros, prejudicar o crescimento e ampliar o endividamento.

Porém, Foster destacou que a polarização política dificulta a adoção de medidas fiscais não apenas no Brasil, mas também em outros países. Reformas que envolvem despesas sociais, previdência e saúde são particularmente sensíveis e dependem de consenso político.

“É necessário um reequilíbrio entre esses custos e os objetivos fiscais. Isso exige consenso político, algo que está muito difícil de alcançar no Brasil e em muitos países ao redor do mundo”, afirmou.

Para a Moody’s, a capacidade do governo Lula de construir pontes com a oposição e com os partidos de centro será decisiva para avançar com reformas capazes de estabilizar a dívida e fortalecer o perfil de crédito do país.

 

O Brasil já votou. Agora é o calendário que manda

30 October 2026 at 00:11

Durante meses, muitas empresas fizeram o que se faz diante de um jogo de resultado incerto: ficaram a assistir. A reforma tributária brasileira podia seguir em frente ou ser revista, e adiar decisões parecia prudente.

A urna respondeu. Lula foi reeleito no passado domingo, com cerca de 52% dos votos válidos, e toma posse a 5 de janeiro de 2027. O mais provável é a continuidade do modelo aprovado: um IVA dual em que a CBS, federal, substitui PIS e Cofins, e o IBS, estadual e municipal, substitui ICMS e ISS. Isso não significa que tudo esteja resolvido. Ajustes continuarão a ser discutidos no Congresso, e o split payment, por exemplo, segue no centro do debate. Mas o rumo está dado, e o relógio também: a CBS é cobrada em pleno a partir de 2027 e ICMS e ISS só se extinguem em 2033.

Para quem tem negócios no Brasil, a pergunta muda. Já não é “será que a reforma vai acontecer?”, é “estamos prontos para quando acontecer?”. Há três frentes que não esperam por novos ciclos políticos.

Primeiro, o caixa. Com o imposto a ser separado no momento do pagamento, o capital de giro deixa de funcionar como antes. Quem não simular o impacto vai descobri-lo no extrato bancário.

Segundo, os contratos. Cláusulas de preço, repasse de tributos e reequilíbrio assinadas há anos foram desenhadas para outro sistema. Convém revê-las antes que o litígio o faça.

Terceiro, os créditos. O novo regime assenta na não cumulatividade ampla, e quem acumula créditos de ICMS ou PIS/Cofins precisa de um plano para os aproveitar durante a transição.

Há ainda uma novidade que passou discreta. Em setembro foi sancionada a lei complementar que leva a arbitragem tributária ao Código Tributário Nacional e prevê que a sua instauração suspende a exigibilidade do crédito, nos termos da lei especial. Portugal chegou lá há mais de 15 anos, com o regime em vigor desde 2011. No Brasil, essa lei especial ainda não existe, e os projetos que a detalham seguem no Congresso. A porta foi aberta, mas ainda não há sala de audiências. Quem tem contencioso volumoso deve começar já a mapear os casos que se prestam a este caminho.

Para brasileiros radicados em Portugal e para investidores portugueses com operações no Brasil, a reforma não é tema distante. Mexe com a tributação das operações transfronteiriças, o custo das remessas, os preços de transferência entre empresas do mesmo grupo e a estrutura societária e sucessória de quem tem património nos dois países. Rever isto agora, com calma, custa menos do que corrigir depois, sob fiscalização. Passada a eleição, a política perde protagonismo e o cálculo ganha. Em 2027, leva vantagem quem tiver diagnosticado o impacto, simulado cenários e ajustado a estrutura.

Instituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com medidas de Lula

Logo Agência Brasil

As medidas anunciadas durante a campanha eleitoral à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ter impacto fiscal de R$ 40 bilhões sem previsão no Orçamento deste ano e no de 2027, estima a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo vinculado ao Senado Federal. 

O cálculo considera mudanças no Bolsa Família, a perda de arrecadação relacionada à bets e um pacote de medidas voltado aos microempreendedores individuais (MEI).

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A estimativa consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, divulgado nesta quinta-feira (29). Segundo a instituição, o valor não inclui outras propostas apresentadas durante a campanha, como a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior e a gratuidade do transporte coletivo nos fins de semana.

O relatório também alerta para a necessidade de um ajuste fiscal para estabilizar a dívida pública e aponta perspectivas de déficit primário este ano e em 2027.

Contas

Os R$ 40 bilhões estimados pela IFI estão associados a três frentes de medidas anunciadas durante a campanha:

  • Bolsa Família: reajuste dos benefícios do programa social;
  • Bets: perda de arrecadação relacionada ao fim das apostas de quota fixa;
  • MEI: medidas de ampliação de benefícios para microempreendedores individuais.

O impacto fiscal poderá ser maior caso outras propostas sejam implementadas. 

A instituição ressalta que o cálculo não contempla o Pé-de-Meia Universitário nem a isenção de tarifas de transporte coletivo aos fins de semana.

A IFI projeta déficit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) este ano. Para 2027, a avaliação apresentada na abertura do relatório indica que os novos compromissos, somados às divergências entre as estimativas da instituição e os números do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), podem elevar o déficit primário efetivo potencial a 1% do PIB.

O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

A instituição calcula que seria necessário alcançar um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação entre a dívida pública e o tamanho da economia.

“Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. [pontos percentuais] do PIB”, afirmaram os diretores Marcus Pestana e Alexandre Andrade na apresentação do relatório.

Juros

O relatório também destaca que a elevação das estimativas para a taxa de juros real neutra (aquela que, em tese, não estimula nem desacelera a atividade econômica) aumenta o esforço necessário para estabilizar o endividamento público.

A mediana das estimativas de juro neutro chegou a 6,1% ao ano no terceiro trimestre deste ano, acima dos 5% utilizados anteriormente como referência pela IFI.

Nesse cenário, o superávit primário necessário para estabilizar a dívida subiria de 2,1% para 2,9% do PIB, mantidas as demais hipóteses do exercício apresentado no relatório.

A instituição também calcula que a probabilidade de a dívida bruta superar 90% do PIB até 2030 aumenta de 78,9% para 81,6% quando considerada a incerteza sobre o juro neutro.

Crédito público

Outro ponto abordado no relatório são as operações de crédito realizadas pela União com recursos do Orçamento, classificadas como despesas financeiras e que não entram diretamente no cálculo da meta de resultado primário.

Segundo a IFI, os pagamentos relacionados a créditos concedidos com recursos orçamentários passaram de R$ 71,7 bilhões em 2023 para R$ 220,3 bilhões acumulados até outubro deste ano.

Descontados os retornos ao Tesouro Nacional, as saídas líquidas chegaram a R$ 147,7 bilhões em 2025 e a R$ 180,5 bilhões nos dez primeiros meses deste ano.

Embora essas operações não comprometam formalmente o cumprimento das metas fiscais, a instituição avalia que elas têm impacto efetivo sobre a trajetória da dívida pública.

Previdência e BPC

A IFI também identificou pontos de atenção nas projeções orçamentárias para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

No caso da Previdência, o relatório aponta que o Projeto de Lei Orçamentária de 2027 não contabiliza o impacto de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre aposentadoria especial, estimado em R$ 13 bilhões.

Em relação ao BPC, a instituição observa divergências entre as projeções do governo e os dados disponíveis até agosto deste ano. Enquanto a estimativa governamental pressupõe redução do número de beneficiários no segundo semestre do ano e aumento das cessações em 2027, os registros indicavam expansão no total de benefícios emitidos.

Plano fiscal

Sobre a condução da política econômica após a reeleição de Lula, a instituição não prevê mudanças bruscas. A expectativa é de continuidade da estratégia gradualista de ajuste fiscal, com correções pontuais.

Os diretores da IFI, no entanto, defendem medidas consistentes para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas e criar condições para a retomada dos investimentos.

“Sem um ajuste fiscal consistente não haverá retomada relevante dos investimentos estratégicos, crescimento acelerado, criação de empregos de qualidade, incremento da renda e dinheiro para financiar políticas públicas essenciais”, avalia Marcus Pestana.

O relatório também recomenda a apresentação de um plano fiscal para os próximos quatro anos e a definição do comando do Ministério da Fazenda, em meio às incertezas dos mercados financeiros.

Para a instituição, o desafio é conciliar o controle do endividamento, o financiamento de políticas públicas e a abertura de espaço no Orçamento para investimentos capazes de estimular o crescimento econômico.

Remanejamento

Na semana passada, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que pretende remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para fazer frente aos novos gastos. A pasta não divulgou o impacto total das medidas anunciadas durante a campanha eleitoral. Apenas informou que o restante da diferença seria coberto pela revisão para baixo de estimativas de gastos obrigatórios no projeto de lei do Orçamento do próximo ano.

A mensagem de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional assim que for designado o relator do projeto. 

Para este ano, a pasta informou que os impactos serão residuais porque a maior parte das medidas anunciadas só começam efetivamente a valer no próximo ano.

“Vou seguir o que Lula determinar”, diz Janones sobre vaga na Esplanada

29 October 2026 at 16:11

O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta quinta-feira (29) que irá seguir a vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre ocupar um eventual cargo na Esplanada dos Ministérios no novo governo.

“Eu estou de baixo da liderança do presidente Lula. Então, eu não poso tomar nem a decisão de aceitar e nem a de não aceitar sem falar com ele. Então, eu preciso ouvi-lo primeiro. E a gente vai entender onde que eu posso somar mais com o Lula 4”, disse ao chegar no Palácio da Alvorada, nesta quinta.

O parlamentar, criador do canal no WhatsApp “Exército do Lula“, desembarcou nesta manhã em Brasília. Ele foi chamado pelo presidente para um almoço no Palácio da Alvorada.

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Para Janones, no entanto, ele pode contribuir mais para o governo se continuar na Câmara dos Deputados. Ele foi questionado por jornalistas se aceitaria o cargo de ministro na área de Comunicação do governo.

“Eu por vontade própria não entendo que um ministério é de onde eu possa ajudar mais o presidente Lula, mas como eu disse, eu estou de baixo da liderança dele”, respondeu. “Eu posso ajudar como deputado. O presidente vai precisar de muita força no Congresso, de muita força para aprovar projetos de interesse da população. A extrema direita tem uma maioria na Câmara e acho que eu ali eu poderia dar um peso pra tentar contrapor isso”, disse.

Janones também não descartou aceitar um eventual cargo de liderança no Legislativo. O parlamentar prometeu ainda trabalhar para um ambiente político “livre da extrema direita”, adotando ações também no exterior.

“Tenho desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra ficar livre da extrema direita. A democracia não existe na hegemonia. Só não cabe no tabuleiro figuras extremistas, que atentam contra o Estado Democrático e querem silenciar”, afirmou.

“Exército do Lula”

André Janones garantiu ainda que não irá “desidratar” o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Ele declarou ter a missão de aumentar para 13 milhões o número de inscritos no grupo até o dia da posse de Lula, marcado para o dia 5 de janeiro.

Atingir a meta seria uma forma simbólica de homenagear o número “13” usado para identificar o Partido dos Trabalhadores nas urnas. Segundo o parlamentar, as ações no canal serão voltadas agora para ajudar na “governabilidade” do Palácio do Planalto em a nova composição eleita no Congresso.

“A gente quer ajudar com esse canal a compensar a minoria na Câmara e no Senado. Eu acho que a gente vai auxiliar ali e ajudar na governabilidade”, garantiu.

Será que Lula 4 nos conduzirá ao futuro ancestral?

29 October 2026 at 15:00

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Em seu discurso de vitória na noite de 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu, em seu quarto mandato, uma nova forma de governar. Com isso, quis dizer que buscaria uma comunicação mais ativa com as ruas, prolongando o sucesso da estratégia digital e de mobilização no segundo turno. Me pergunto se o novo mandato também poderia representar uma oportunidade de inovar na economia e no meio ambiente. Seria possível aprofundar um projeto socioambiental que proteja nossos biomas e favoreça os povos indígenas?

Na candidatura de Lula, a redução do desmatamento, o combate às mudanças climáticas e a proteção aos direitos indígenas estavam presentes. Bem ao contrário do projeto abertamente danoso do bolsonarismo, que negava o direito à demarcação dos territórios indígenas e prometia o desmonte da legislação ambiental. Os jornalistas e ativistas que analisaram os programas de governo dos candidatos do PT e do PL encontraram centenas de menções aos temas socioambientais no caso do petista e quase nenhuma nas propostas de Flávio Bolsonaro.

Por isso, julgo que, a partir de janeiro de 2027, há possibilidades de avanços nas políticas do poder executivo. A trajetória de redução do desmatamento coloca o Brasil como líder na transição ecológica. Tudo indica que será possível acabar com as derrubadas ilegais na Amazônia até 2030. O caminho pode ser um pouco mais longo no Cerrado, onde a agricultura industrial obtém maior lucro. Para estancar a destruição neste bioma, será preciso repensar incentivos financeiros, como os créditos agrícolas, ou mesmo sancionar as propriedades privadas que insistem em destruir para produzir.

Há, no entanto, um caminho mais profundo e de longo prazo. Uma articulação política e territorial que se inspira nos modelos comunitários e de manejo da natureza dos povos indígenas.

A frase “O futuro é ancestral” se popularizou a partir do pensador e escritor Ailton Krenak, o primeiro indígena a ser eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em seu livro de mesmo nome, publicado em 2022, ele traz uma mensagem de esperança ao apontar que o futuro não precisa ser apocalíptico, já que a solução sobre como viver em harmonia neste planeta já está entre nós. Contrário à noção de um progresso ocidental, que transforma a natureza somente em recurso, o pensamento indígena enxerga a terra, as florestas e os rios como entes vivos, nossos parentes mais antigos neste mundo.

Krenak popularizou o conceito, mas o senso de comunidade e o respeito à mãe natureza são algo que observamos em muitas culturas indígenas. Quando escutamos que grandes lideranças como o xamã Yanomami Davi Kopenawa nos alertam dos riscos de liberar os espíritos maléficos quando destruímos a floresta, é fácil entender a violência das invasões garimpeiras em seu território.

Essa visão de mundo, tão distinta da economia capitalista, tem consequências concretas para todos nós. A demarcação de terras indígenas, direito garantido aos povos originários na Constituição de 1988, permitiu que uma vasta extensão de ecossistemas nativos na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal fosse conservada até hoje. Existe uma centena de estudos científicos que demonstram que as áreas sob cuidado dos indígenas estão em melhor condição do que as terras não demarcadas.

Em complemento a estas evidências sobre a efetividade dos territórios indígenas nas estratégias de conservação, temos um estudo muito importante liderado pelos pesquisadores do grupo de ecologia tropical do Instituto Serrapilheira, que foi capaz de calcular a contribuição econômica que as terras indígenas geram ao agronegócio.

A conexão entre floresta, chuvas e lavouras

Essa conexão se dá exatamente pela relação entre a floresta e as chuvas: a umidade advinda dos chamados rios voadores alimenta as lavouras do Centro-Oeste e Sul do país. Segundo nota técnica publicada em dezembro de 2024, as chuvas vindas das terras indígenas da Amazônia abasteceram 80% da atividade agropecuária do país, o que gerou R$ 338 bilhões em 2021, ou 57% da receita total.

Estes mesmos pesquisadores, junto a outros nomes de peso, como José Marengo, atual diretor do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais, publicaram também em 2024 na revista Nature um artigo em que mostram que as terras indígenas são essenciais para evitar o colapso ambiental da Amazônia, o chamado ponto de não retorno. Neste estágio crítico, as florestas deixariam de absorver carbono em quantidade útil para o equilíbrio do clima. Tornando-se mais seca com tantas queimadas e calor, a maior floresta tropical úmida do mundo não mais seria a provedora de chuvas essenciais.

Por esta razão, políticas públicas que reconheçam a importância das terras indígenas para o bem-estar de toda a nação são cada vez mais urgentes. Lula, junto à ministra Marina Silva foram bem sucedidos em criar o Fundo Amazônia em 2008 e com isso atrair recursos de governos estrangeiros e investir na manutenção e proteção dos territórios indígenas.

Mas é preciso avançar mais nos mecanismos de pagamento por serviços ambientais, que ainda engatinham ou flertam com soluções mercadológicas como os créditos de carbono.

Reforço o que havia dito há algumas semanas, quando defendi que povos da floresta estão unidos contra a extrema direita. O senso comunitário que historicamente permitiu a mobilização política em defesa dos direitos à terra, contra a invasão de desmatadores, garimpeiros ilegais é o mesmo que se uniu contra a proposta de entregar o Brasil aos grileiros.

Para saber mais

Já que hoje estamos falando do saber indígena, gostaria de recomendar a leitura do especial “Manejo do Mundo” publicado na edição deste mês da revista piauí e reproduzido em uma super versão interativa no site da mesma.

Este trabalho mostra como atuam os Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAS) das terras indígenas do Alto Rio Negro. Através de diários sobre as condições climáticas e observações da fauna e flora, estes pesquisadores indígenas trazem uma representação incrivelmente completa do meio ambiente e suas transformações.

https://piaui.uol.com.br/revista/241/o-manejo-do-mundo/

Flávio Bolsonaro scappa negli Usa dopo la sconfitta in Brasile: le ragioni della fuga

29 October 2026 at 14:57

A meno di 48 ore dal responso delle urne che hanno decretato a sorpresa il quarto mandato di Ińacio Lula da Silva, il suo antagonista Flávio Bolsonaro ha preso il largo, diretto negli Stati Uniti dopo aver oltrepassato il confine con l’Argentina, azione di cui Javier Milei ha negato il coinvolgimento. Lo attende Trump, che gli ha concesso il visto d’ingresso.

Il Supremo Tribunale Federale (STF) aveva chiesto il ritiro del suo passaporto e il divieto di espatrio per gravi accuse di complicità in riciclaggio. Per capire meglio i dettagli di questa vicenda su cui si è basata la candidatura di Bolsonaro Jr. alla presidenza del Brasile, bisogna partire dal concetto di immunità parlamentare secondo il sistema giuridico nazionale.

In Brasile, la concessione di un tribunale separato dalla giustizia ordinaria è prevista esclusivamente per politici con incarichi parlamentari, in primis il Presidente della Repubblica Federale e il suo vice, poi nell’ordine senatori, deputati e ministri, durante l’esercizio della loro funzione. Quando ciò accade, il personaggio in questione passa sotto la giurisdizione unica del STF, presidiato allo stato attuale dal giudice Alexandre de Moraes, che sta conducendo l’inchiesta su Bolsonaro Jr.

Anche se i candidati alla presidenza non rientrano in questo privilegio, a prescindere che Bolsonaro fosse già senatore, il codice elettorale concede loro una finestra ante voto di 15 giorni durante i quali non possono essere arrestati, che si protrae fino a 48 ore dalla chiusura dei seggi. Periodo sufficiente al mancato presidente per squagliarsela.

De Moraes è da tempo nel mirino di Trump, che ha fatto di tutto per favorire la campagna elettorale del figlio dell’ex presidente, fino a coinvolgere Meta di Zuckerberg, il quale si sarebbe prestato a oscurare l’account Instagram di Lula, favorendo nel contempo la visibilità del profilo di Bolsonaro. Accusa che il creatore di Facebook ha respinto, attribuendo l’incidente al malfunzionamento temporaneo degli algoritmi. Guarda caso, solo da una parte.

Lo scopo principale di Bolsonaro era quindi di salire al Planalto (il palazzo presidenziale, cioè la Casa Bianca brasiliana) ai fini di usufruire della sospensione di azione penale durante il mandato dei 4 anni per i reati precedenti al voto. Periodo dove potrebbe scattare la prescrizione di cui già aveva usufruito Lula, pur condannato in primo grado per il suo presunto coinvolgimento nell’inchiesta Lava Jato.

Va precisato però che tale condanna era stata già annullata per manifesta parzialità del collegio giudicante di allora, composto dall’ex giudice Sergio Moro (ora governatore dello Stato Federale di Paraná) e dal procuratore di Lava Jato Deltan Dallagnol che perse il rinnovo del suo mandato per via di una legge speciale (A Ficha Limpa) promulgata nel 2010 e applicata dal STF per punire la parzialità riscontrata nel processo a Lula.

Flávio è indagato principalmente per riciclaggio ed evasione fiscale in combutta con il suo socio, l’avvocato Willer Tomaz, il quale è anche sotto lente per il dirottamento di fondi INSS (Instituto Nacional Do Seguro Social, l’Inps brasiliano) nei suoi conti privati.

In particolare, Bolsonaro Jr è accusato di aver utilizzato soldi provenienti dal lavaggio di denaro sporco passati per il Banco Master, ai fini di finanziare la produzione del film Dark Horse dedicato al padre, con l’obiettivo di ripulire la sua reputazione macchiata nell’ordine dalla pessima gestione della pandemia durante la sua presidenza, dal tentato colpo di Stato dopo la vittoria di Lula nel 2022, e infine dal tentativo di fuga; fattori che portarono Jair alla condanna a 27 anni, con il carcere commutato poi agli arresti domiciliari temporanei per motivi di salute.

Quello della fuga è un vizio comune di famiglia, dato che dopo il padre fu Eduardo, fratello di Flavio, a riparare negli Usa, diventando lobbista di Trump che gli concesse asilo politico con lo scopo di sabotare la campagna elettorale di Lula favorendo quella del primogenito.

Tornando all’indagine, secondo il quotidiano O Globo ripreso dalla Bbc Brasil, negli hangar degli aerei dell’avvocato Tomaz gli inquirenti rinvenirono 130 milioni di reais in contanti (circa 22 milioni di euro) provenienti dalle scommesse clandestine, riciclati attraverso il Banco Master.

Anche se Bolsonaro Jr non è ancora apertamente accusato di complicità, gli inquirenti comunque indagano sui 5 viaggi internazionali fatti in 5 mesi dalla famiglia Bolsonaro a bordo dei suddetti aerei di proprietà Tomaz.

Tuttavia il crimine che è valso a Bolsonaro il soprannome Racadinha deriva dall’odiosa estorsione che egli praticava sui suoi dipendenti e su altri impiegati ministeriali, i quali dovevano versare al figlio di Jair una percentuale dei loro stipendi per conservare il posto di lavoro. Ciò non ha però impedito a circa 60 milioni di brasiliani di votarlo, sorpassando nel primo turno Lula. E questo la dice lunga sul cinismo locale, frutto delle disuguaglianze e della corruzione che affligge il colosso sudamericano.

L’arma che ha consentito a Lula di farcela al secondo turno è stata quella del gruppo WhatsApp “Exército do Lula”. 10 milioni di iscritti in pochi giorni, un movimento virtuale di giovani che si è concretizzato in quei voti decisivi per la vittoria, malgrado il sabotaggio dei governatori bolsonaristi che aveva causato ritardi dei trasporti pubblici per ostacolare la folla dei lavoratori diretta ai seggi.

Lo smacco più grande subito da Trump: proprio la chat di Zuckerberg – la più diffusa sul pianeta – ha fatto pendere la bilancia a favore del suo nemico, impedendogli così, senza il Brasile, di completare il suo feudo in Sudamerica con la nazione principale.

Foto © F.Bacchetta

L'articolo Flávio Bolsonaro scappa negli Usa dopo la sconfitta in Brasile: le ragioni della fuga proviene da Il Fatto Quotidiano.

Wall Street Journal: “Via libera di Trump all’arrivo di Bolsonaro negli Usa. È entrato con un permesso umanitario”

29 October 2026 at 13:58

È scappato dal Brasile dopo avere perso le elezioni ed è arrivato in Florida, prima entrando a piedi in Argentina, poi imbarcandosi su un volo per gli Usa dall’Ecuador. Nei giorni scorsi il presidente Usa Donald Trump aveva dichiarato, prima di partire per un comizio in Ohio in vista delle elezioni di midterm, che non si sarebbe intromesso nella vicenda che riguardava la fuga di Flavio Bolsonaro e, pur sottolineando di non volere essere coinvolto, aveva aggiunto che “è stata un’elezione molto strana, questo è certo”. Ma secondo quanto ricostruito dal Wall Street Journal, il capo della Casa Bianca sarebbe tutt’altro che estraneo alla fuga del candidato sconfitto da Lula, scappato dopo che il giudice Alexandre de Moraes aveva disposto la consegna dei suoi passaporti nell’ambito di un’indagine per sospetto riciclaggio di denaro, nella quale il senatore nega ogni irregolarità. Il giornale finanziario Usa scrive che il tycoon ha approvato personalmente l’ingresso suo e della sua famiglia negli Stati Uniti e il segretario di Stato Marco Rubio si è attivato per il rilascio dei visti. La famiglia Bolsonaro è comunque entrata negli Stati Uniti con un “permesso umanitario” che consente la permanenza di un anno. Il Wsj, che cita alcune fonti, aggiunge inoltre che dall’esilio Bolsonaro intende continuare la sua attività politica. “Sono io il presidente eletto – ha dichiarato Bolsonaro dopo la fuga negli Usa – e i criminali che hanno rubato le elezioni in Brasile fanno parte di un’organizzazione criminale che ha instaurato una tirannia”, ha scritto il senatore in una dichiarazione pubblicata sul suo profilo X, denunciando una “frode elettorale”. “Da qui guiderò l’opposizione”, ha aggiunto.

Il senatore brasiliano ha ringraziato il presidente argentino Javier Milei, oltre a Trump, per l’accoglienza negli Usa, dove è arrivato con la famiglia il 28 ottobre. In una lettera diffusa dopo l’arrivo a Miami, il figlio dell’ex presidente del Brasile ha denunciato presunti brogli elettorali senza presentare prove e ha chiesto l’annullamento della candidatura di Lula e del suo vice Geraldo Alckmin, accusando le istituzioni brasiliane di persecuzione politica. Bolsonaro Jr ha criticato in particolare il giudice della Corte suprema Cristiano Zanin, contestando la proroga dell’orario di voto fino alle 19, decisa domenica. Secondo il senatore, la misura avrebbe consentito a Lula di ottenere oltre 10 milioni di voti in più rispetto al primo turno.

Il segretario di Stato Usa Marco Rubio e il presidente argentino Javier Milei pare siano state le principali menti dietro alla sofisticata e polemica operazione di intelligence che ha consentito a Flavio Bolsonaro di fuggire dal Brasile. Tra i vari dettagli emersi sulla fuga anche quello riguardante il jet privato utilizzato da Bolsonaro. Il Gulfstream G400 matricola LV-JQW, appartiene infatti alla compagnia privata Baires Fly, legata a sua volta ad uno dei principali scandali di corruzione che coinvolgono attualmente il governo argentino di Javier Milei. La società figura infatti nell’inchiesta sul riciclaggio di denaro proveniente da presunte tangenti negli acquisti di medicinali e forniture dell’Agenzia Nazionale Argentina per i Disabili (Andis). Si tratta dell’indagine condotta dal pm argentino Franco Picardi, che ha individuato nel titolare reale di Baires Fly l’imprenditore Sergio Mastropietro, la mente dietro il “lavaggio di fondi derivanti dai sovrapprezzi applicati agli acquisti effettuati dall’Agenzia”, guidata dall’allora avvocato di Milei, Diego Spagnuolo. Lo stesso Milei utilizzò uno dei velivoli della compagnia per il suo primo viaggio internazionale del 2023 negli Stati Uniti, suscitando polemiche anche perché il volo privato venne finanziato dall’imprenditore Gerardo Werthein, poi nominato ambasciatore dell’Argentina a Washington.

L'articolo Wall Street Journal: “Via libera di Trump all’arrivo di Bolsonaro negli Usa. È entrato con un permesso umanitario” proviene da Il Fatto Quotidiano.

Lula diz a aliados preferir político no comando do Ministério da Segurança

29 October 2026 at 13:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados a preferência por indicar um político para comandar o Ministério da Segurança Pública. O petista promete criar a pasta após a aprovação pelo Congresso Nacional da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que expande a atribuição federal na área e a integração entre os entes.

Segundo interlocutores do presidente, os nomes dos ex-ministros Camilo Santana (PT-CE) e Fernando Haddad (PT-SP) estão na mesa do mandatário como possibilidades para chefiar a pasta no próximo governo.

O nome de Haddad passou a ser cogitado, junto ao de Camilo, devido à sua atuação do Ministério da Fazenda no combate ao crime organizado “no andar de cima”. Lula elogia nos bastidores a ação da Receita Federal em operações como a “Carbono Oculto” – a maior da história do país nessa frente.

Leia Mais:

A avaliação é de que a chefia da pasta poderia dar protagonismo aos petistas, sem necessariamente soar como uma “unção” de um sucessor de Lula, apontam fontes próximas ao presidente.

O mandatário tem dito a interlocutores que a esquerda precisa ganhar espaço na discussão do tema – atualmente capitaneado pela direita – e que deseja ter o Ministério como carro-chefe de seu quarto mandato.

Com isso, perde força o nome do promotor de Justiça do MPSP (Ministério Público de São Paulo) Lincoln Gakiya. O técnico é tido como a personificação do combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado e chegou a dizer publicamente que aceitaria chefiar a pasta caso fosse convidado.

Articuladores do governo preveem que a PEC da Segurança Pública seja votada no Congresso Nacional na segunda semana de novembro. Até lá, tentam costurar um acordo para que a redução da maioridade penal seja discutida em uma proposta de emenda à Constituição à parte.

Em 15 de outubro, a PEC foi retirada de pauta no plenário do Senado após impasse envolvendo emendas sobre a inclusão da mudança na maioridade.

Bolsonaro jr rompe il silenzio da Miami: “Sono io il presidente eletto del Brasile. Un’organizzazione criminale…”

29 October 2026 at 05:28

Flavio Bolsonaro, candidato presidenziale di destra sconfitto in Brasile, ha ribadito di essere il legittimo leader del suo Paese, dopo essere arrivato negli Stati Uniti per iniziare un esilio auto-imposto. La sfida lanciata da Bolsonaro nel fuggire in Florida preannuncia ulteriori turbolenze per il Brasile, dove domenica il presidente di sinistra Luiz Inacio Lula da Silva ha vinto un combattuto ballottaggio elettorale. “Sono io il presidente eletto; i criminali che hanno rubato le elezioni in Brasile fanno parte di un’organizzazione criminale che ha instaurato una tirannia”, ha dichiarato Bolsonaro in un comunicato pubblicato sul suo profilo X, denunciando una “frode elettorale”. “Guiderò l’opposizione da qui“, ha affermato. In una nota successiva, ha corretto la sua dichiarazione, definendosi “leader” anziché “presidente”.

Bolsonaro, 45 anni, è atterrato a bordo di un jet privato all’aeroporto Opa-Locka Executive, vicino a Miami. L’amministrazione del presidente Donald Trump ha solidi legami con Bolsonaro e con suo padre, Jair Bolsonaro – attualmente agli arresti domiciliari in Brasile per aver tentato di ribaltare l’esito delle elezioni del 2022, perse proprio contro Lula. Trump ha ribadito la sua tesi secondo cui le elezioni brasiliane sarebbero state “molto strane”, precisando tuttavia ai giornalisti che “non intende farsi coinvolgere” nella pretesa di Flavio Bolsonaro alla presidenza. Sono ancora in corso di chiarimento i dettagli su come Bolsonaro, accompagnato dalla moglie e dalle figlie, sia riuscito a raggiungere il suolo statunitense.

“Voglio condividere con voi un po’ del sentimento di un cuore di madre. Sono molto triste“, scrive Rogeria Bolsonaro, ex moglie dell’ex presidente Jair, su X. “Il mio cuore sanguina (grazie a Dio che è un cuore forte) perché un altro figlio si è visto costretto a lasciare la sua Patria amata a causa di persecuzioni ingiuste, infondate e arbitrarie. Ora sono 4 i nipoti di cui sarò privata di accompagnare da vicino la crescita, di festeggiare insieme le loro vittorie e conquiste e di confortare nelle ore difficili. Non potrò essere vicina quando avranno la febbre, per posare la mano sulle loro fronti e verificare se è forte o no. Ma il nostro Dio sa quello che fa e io confido totalmente in Lui. So che mi darà la forza per sopportare tutto questo. Avrei molto di più da dire su tutto quello che sta accadendo alla mia famiglia, ma non ci starebbe in questo spazio. Ripeto sempre che i miei figli sono la mia vita. Vi amo troppo, oltre misura. La distanza ci separa, ma l’amore ci unisce. E ora separata da un altro, mi resta solo dire un arrivederci Flavio, figlio mio caro. Dio vi benedica. Arrivederci”.

L'articolo Bolsonaro jr rompe il silenzio da Miami: “Sono io il presidente eletto del Brasile. Un’organizzazione criminale…” proviene da Affaritaliani.it.

Análise Arko Advice: A urgência de uma pacificação

29 October 2026 at 02:59

O Brasil do pós-eleição apresenta, como é habitual em nossa trajetória institucional, aspectos espetaculares e paradoxais. Em poucos dias, acumulamos uma sequência de episódios que, vistos em conjunto, compõem um enredo que mais parece uma tragédia de erros do que o início de um novo ciclo de governo.

Primeiro, Lula venceu as eleições de forma épica, contrariando boa parte das expectativas. Foi uma vitória construída na adversidade, que confirma sua extraordinária capacidade de leitura do eleitorado e de mobilização política. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro, o candidato derrotado. No dia seguinte, o mercado amanheceu de ressaca, com indicadores em degradação refletindo a baixa credibilidade econômica e fiscal do governo.

O natural seria que a pauta fosse dominada pela comemoração dos vencedores e pela reação dos agentes econômicos ao resultado. Não foi o que ocorreu. A questão Moraes-Bolsonaro ganhou as páginas e sequestrou a agenda. Flávio deixou o país temendo ser preso e, do exterior, Donald Trump sinalizou que pode não reconhecer o resultado das eleições brasileiras. O que deveria ser um momento de transição e acomodação transformou-se em um novo capítulo da longa crise institucional que consome o país.

Enquanto isso, a economia aguarda. O mercado vive de expectativas, e o silêncio do governo sobre a questão fiscal e econômica é preocupante. O repique no câmbio sinaliza aumento de preços, o que, por sua vez, aponta para a manutenção dos juros em patamar elevado. Juros altos por mais tempo significam crédito mais caro, investimento adiado e crescimento comprometido. É um encadeamento conhecido, e o governo sabe disso melhor do que ninguém.

A pergunta que se impõe é simples: qual será a resposta do governo? Pacificar as expectativas ou bater de frente?

A memória do primeiro mandato de Lula sugere um caminho. Em 2003, diante de um mercado assustado, o presidente agiu com rapidez e pragmatismo para retirar a desconfiança da pauta. Escolheu uma equipe econômica com credibilidade, reafirmou compromissos fiscais e transformou o temor inicial em confiança. Aquela prudência foi decisiva para o sucesso de seus dois primeiros governos.

O comportamento do Lula 3, porém, aponta em outra direção. Ao longo do atual mandato, o presidente acumulou mágoas com a Faria Lima, com setores do empresariado e com parte da mídia. Se essa mágoa prevalecer sobre o cálculo político, o risco de confronto aumenta. E confronto com quem forma preços, financia a dívida pública e decide investimentos raramente termina bem para governos.

O Brasil precisa de paz. E o presidente, com a montanha de votos que recebeu, tem a obrigação de liderar esse processo junto aos demais Poderes e junto à sociedade. A legitimidade das urnas não é apenas um capital para ser gasto; é também uma responsabilidade. Caso opte por não exercê-la, estará contratando uma crise profunda, que poderá guardar semelhanças com o que ocorreu no segundo governo Dilma Rousseff, quando a perda de confiança dos agentes econômicos se combinou com o desgaste político até produzir uma paralisia que custou caro ao país.

Lula não é Dilma, evidentemente. Tem habilidade política, conhece os atores, sabe negociar e já demonstrou capacidade de mudar de rota quando necessário. Mas a brutal queda de confiança dos agentes econômicos, de modo geral, é muito preocupante. E Lula deve ser o primeiro a se preocupar com ela, porque será o primeiro a pagar a conta se nada for feito.

Há, contudo, uma dimensão que vai além do governo. Sem agentes fortes no setor privado, o país não funciona. E o setor privado brasileiro tem se mostrado ajoelhado e complacente diante da crise institucional que se arrasta há anos. Prefere reclamar em eventos seletos, em ambientes protegidos, como se a queixa feita à distância fosse capaz de resolver alguma coisa. Não é. Lideranças empresariais têm responsabilidade pública, e essa responsabilidade não se exerce apenas no balanço trimestral. Exige presença, posicionamento e disposição para o diálogo institucional, inclusive quando ele é desconfortável.

O mesmo vale para os Poderes da República. O Executivo precisa dar sinais claros sobre a economia e assumir a tarefa de pacificação. O Judiciário precisa considerar o impacto institucional e político de suas decisões em um momento delicado de transição. O Legislativo, que frequentemente se acomoda na posição de árbitro oportunista das crises, também precisa contribuir para a estabilidade, e não apenas extrair dela vantagens.

No quadro atual, não há inocentes. Executivo, Legislativo, Judiciário e lideranças do setor privado são, todos, culpados de omissão. Cada um, à sua maneira, contribuiu para que a crise se tornasse permanente e para que o país se acostumasse a viver em estado de tensão. O resultado eleitoral oferece uma oportunidade de recomeço. Desperdiçá-la seria mais um erro em uma sequência que o Brasil já não pode se dar ao luxo de prolongar.

*Murillo de Aragão é advogado, cientista político e doutor em sociologia, CEO da Arko Advice, sócio-fundador da MDA LAW Advocacia e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Legislativo

Jefe de campaña de Flávio Bolsonaro descarta fraude electoral

28 October 2026 at 23:44

Brasilia, 28 oct (Prensa Latina) El senador brasileño Rogério Marinho, coordinador de la campaña presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmó hoy que ni él ni el Partido Liberal (PL) pueden sostener que hubo fraude electoral, por falta de pruebas.

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Presidente do TSE diz que eleições ocorreram dentro da normalidade

Logo Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou nesta quarta-feira (28) que as eleições deste ano transcorreram dentro da normalidade.

A manifestação do ministro foi divulgada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado a presidente, divulgar uma carta na qual diz que o pleito foi “fraudado”.

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“Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”, afirmou o presidente do TSE.

Kassio também afirmou que a vontade da maioria dos eleitores deve ser respeitada. “Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”, completou.

Ontem (28), Flávio Bolsonaro deixou o país e fugiu para os Estados Unidos, onde recebeu visto concedido pelo governo do presidente Donald Trump.

A fuga ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar que o senador entregasse seus passaportes.

Resultado do segundo turno

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República.

No pleito, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos, enquanto o candidato do PL ficou com pouco mais de 59 milhões de votos.

As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o TSE.

Matéria ampliada às 20h

Lula vence em seções eleitorais com local alterado, apesar de abstenção maior

28 October 2026 at 21:04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições realizadas no último domingo, 25 de outubro, em 247 das 431 seções eleitorais cujo local de votação foi modificado pelos tribunais eleitorais.

Nessas sessões, Lula recebeu 34.053 votos (55,3%) contra 25.691 (41,7%) de Flávio Bolsonaro, apesar de a abstenção média dessas urnas, de 20,36%, ter superado o índice de eleitores faltosos registrado nacionalmente, que foi de 19,2% no segundo turno. No primeiro turno, a abstenção foi de 21,08%, a maior desde 1998, e o grande alvo da campanha de Lula para realizar a virada e alcançar a reeleição.

A Agência Pública comparou como foi a votação nas 247 seções eleitorais entre o primeiro e segundo turnos, checando os boletins de urna na plataforma Resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento considera os dados entre 20 de outubro, quando o sistema do TSE anunciava 453 alterações em 22 Estados, e a lista final de seções que mudaram de local de votação, publicada na manhã do dia em que houve o segundo turno, 25 de outubro. O número de urnas também foi utilizado na reportagem da Pública, que detectou que Lula havia vencido no total de votos nas seções cuja alteração estava prevista na lista do TSE de 20 de outubro.

O número de urnas cujo local foi anunciado que seria alterado, segundo a reportagem, chegou a 4.352, depois caiu para 2.033, até chegar ao número final de 431 em 25 de outubro, tudo isso anunciado no sistema de informações eleitorais do TSE, sujeito a até quatro anúncios diários com modificações. Ou seja, o número de seções eleitorais alteradas poderiam mudar até quatro vezes num só dia.

Abstenção maior e mais votos para Lula

Apesar de uma abstenção maior, as urnas que foram alteradas de local tiveram um comportamento semelhante às do restante da eleição pelo país.

As 247 urnas checadas pela Pública tinham um eleitorado total de 77.338 eleitores dos quais 61.586 compareceram no segundo turno, 1,4% a mais do que os 60.702 do primeiro turno. Essas seções eleitorais estavam distribuídas em 19 estados, nas cinco regiões do país.

Lula teve mais votos em relação ao primeiro turno em 233 das 247 seções, 94% do total, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu votos em 70 das 247 seções ou apenas manteve a votação do primeiro turno.

Analisando essas 247 urnas, fica clara a mobilização dos eleitores de levar mais gente a procurar às urnas no segundo turno e como se distribuíram os votos.

Viradas em urnas de seis Estados

Em Minas Gerais, analisando as 37 seções do Estado que fizeram parte do levantamento, a mudança da orientação fica evidente no voto no Estado, no qual Lula ficou em segundo, no primeiro turno, com 43,3% dos votos, e venceu o segundo turno com 50,4% dos votos.

No estado, foram oito seções em que o presidente perdeu no primeiro turno e passou a ter mais votos que o adversário no segundo turno. As viradas pró-Lula foram registradas em seções nos municípios de Arinos, Carmo da Mata, Ubá e Unaí. Em seções localizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraíba e Pará também foi identificado o movimento de virada de votos.

Bolsonaro venceu nos seus redutos, mas Lula recuperou terreno

Outro comportamento notado na votação foi que Lula teve muito mais votos adicionais no segundo turno em relação ao concorrente, mesmo em estados onde não teve a maioria dos votos, caso de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rondônia.

Lula virou em uma seção da zona norte de São Paulo, na capital paulista, que se tornou um reduto da direita, obtendo 139 votos, 37 a mais do que havia recebido no primeiro turno, e o suficiente para bater Bolsonaro por 2 votos.

No estado de São Paulo, Lula obteve 2,6 milhões de votos a mais no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro teve 1,2 milhão a mais.

Em uma seção do município de Confresa, Mato Grosso, modificada devido a questões climáticas, 283 eleitores compareceram no segundo turno ante os 271 da primeira votação. Bolsonaro recebeu 205 votos, nove a mais que no primeiro turno, enquanto Lula recebeu 72 votos, 18 a mais que a votação que teve na primeira rodada.

No Mato Grosso, Lula teve 112 mil votos novos, enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu apenas 52,5 mil votos adicionais.

Em Laranjeiras do Sul, no Paraná, em uma das seções alteradas, Lula recebeu 75 votos no primeiro turno e 102 no segundo, 27 a mais, enquanto Bolsonaro recebeu 164 votos, apenas 14 a mais que no primeiro turno. No Paraná, Lula teve 511,9 mil votos a mais no segundo turno contra 337 mil votos adicionais de Bolsonaro.

Em Rondônia, estado onde Flávio Bolsonaro venceu, com 69,6% dos votos, estavam 12 das 247 urnas do levantamento, oito delas registraram um comparecimento de eleitores menor que no primeiro turno. Ou seja, em estados que venceu, Flávio não teve uma melhora significativa em sua votação.

Em todo o Estado de Rondônia, enquanto Lula obteve 43.779 votos a mais no segundo turno, Bolsonaro obteve apenas 21.394 votos a mais.

Brasil, la calle que derrotó al algoritmo, el arco progresista y el preámbulo de noviembre

28 October 2026 at 21:24
En Brasil, la izquierda se abrió a la guerra cognitiva y se fundieron despliegue digital, movilización popular y alianza del progresismo. Freno en seco a la ola conservadora, fue prueba de que en tiempos de manipulación el voto masivo es más importante que nunca y dejó lecciones para procesos que se avecinan.

Brazil Denies Fake News on 6×1 Workweek and Social Cuts

28 October 2026 at 20:12
The Bolsa Familia Program (PBF) was created by the federal government in October 2003 and became law in January 2004. Photo: MDS.

The Brazil’s government warned that false social media posts claimed the 6×1 workweek law had been changed and that social programs such as Bolsa Familia faced cuts, and it urged citizens to consult official sources.


The Secretariat of Social Communication (Secom), denied that any change had been made to the constitutional amendment that ends the 6×1 workweek.

The posts, which spread after the presidential run-off, offered incorrect information about labor legislation and social benefits.

RELATED: Brazilian Senate Ends 6×1 Schedule, Approves 40-Hour Workweek

Constitutional Amendment 141 guarantees two paid rest days each week without any reduction in salary. The way those free days are organized can be settled through collective bargaining, as long as the constitutional conditions are respected. The Secretariat of Social Communication stressed that the norm remains in force and untouched.

The false claims included an alleged exclusion of certain professional categories from the new rules. No such proposal exists. The Secretariat of Social Communication explained that conversations with different sectors concern only how to implement rules that have already been approved.

The reduction of the workweek will unfold gradually. The initial limit will be 42 hours a week, and later 40 hours, with no salary reduction at any stage.

The government offered a blunt explanation of why the Executive holds no power over the text. Since the measure is a constitutional amendment approved by the National Congress, the Executive cannot modify or veto it.

O Governo do Brasil alerta para informações falsas que circulam nas redes sociais neste período pós-eleitoral sobre um suposto recuo no fim da escala 6×1 e cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. pic.twitter.com/SIR0but5Vl

— Governo do Brasil (@govbr) October 27, 2026

Text reads: “The Government of Brazil warns about false information circulating on social media in this post-election period about a supposed retreat at the end of the 6×1 scale and cuts to Bolsa Família and Gás do Povo.“

Welfare Programs Intact

Separate rumors suggested that the Bolsa Família program faced suspension or reduced benefits. The Secretariat of Social Communication confirmed that the program keeps operating normally, with payments continuing and no cuts applied.

In October the minimum amount per family rose by 15.04%, from R$600 (about 112 U.S. dollars) to R$691 (around 129 U.S. dollars). That adjustment contradicted the online claims, since a program facing cuts does not raise its floor. Families can verify their information through the Bolsa Familia app, the Caixa Tem platform, or by calling 111, the direct line of the Caixa Economica Federal bank.

The government also rejected rumors about Gas do Povo, the program that provides free refills of 13-kilogram gas cylinders to families that meet the requirements. The Secretariat of Social Communication (Secom) affirmed that the initiative already has budget assigned for 2026 and that resources appear in the 2027 budget proposal sent to Congress.

The pattern was consistent across all the false messages. Each one targeted a program or a right that benefits working families, and each one crumbled against the official record.

The Secretariat of Social Communication (Secom) advised the public to distrust messages that do not identify reliable sources. Citizens should verify whether information has been confirmed by competent authorities before sharing it. The Social Direct Line 121 and official digital channels remain open for questions about benefits.

The warning reflects a government trying to contain a wave of misinformation at a politically charged moment. False posts about labor rights and welfare can spread faster than corrections, especially when they play on fear of losing income or benefits.

The facts, however, tell a different story. The workweek amendment stands. The Bolsa Familia Program pays more than before. Gas do Povo holds its funding for this year and next. None of the alleged changes appears in any official document.

The government’s message closed with a practical instruction. Before passing along a message about labor law or social programs, check the source. The tools to do so, apps and official channels, remain available.

Reeleição de Lula mobiliza esquerda internacional; entenda

28 October 2026 at 20:30

A reeleição de Lula (PT) mobilizou a esquerda mundial, que enxergou na vitória do petista uma possível virada ideológica diante do avanço global da ultradireita. Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, no CNN 360°, líderes e partidos de diferentes países incorporaram símbolos, discursos e estratégias da campanha brasileira.

De acordo com Venceslau, a ultradireita internacional está muito articulada e vem disputando espaço com a esquerda em diversos países. “A vitória do presidente Lula acabou sendo compreendida como uma espécie de sentimento de que pode haver uma mudança de ares”, afirmou o analista.

Símbolos e estratégias exportados

Entre os casos levantados por Venceslau, destaca-se Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona, que fez o “L” de Lula em um comício da Frente Ampla, na Espanha, e declarou que a vitória brasileira pode ser o início de uma virada ideológica em todo o mundo.

Pedro Sánchez, do Partido Socialista espanhol, também se manifestou, afirmando que “se o Brasil conseguiu, a Espanha também consegue”. Já Claudia Sheinbaum, do México, fez o gesto do “L” durante uma entrevista coletiva após a eleição e sinalizou a intenção de convidar André Janones (Rede-MG) para montar uma estrutura similar no país.

A “Tropa de Janones” ganha o mundo

A famosa estratégia digital de André Janones também atravessou fronteiras. Jean-Luc Mélenchon, da França, se inspirou na iniciativa e abriu um grupo de WhatsApp nos moldes do “exército” criado pelo deputado mineiro.

Na Argentina, o peronismo seguiu o mesmo caminho, criando um canal de WhatsApp com estratégia idêntica, claramente inspirada na tática de Janones. Segundo Venceslau, Janones está muito requisitado para colaborar com campanhas ao redor do mundo.

O analista também apurou que Janones é cotado para assumir algum espaço na estrutura do governo, como uma secretaria digital — não a Secom propriamente dita. “Seria uma estrutura que o presidente Lula já deixou claro que ele quer ter no governo, que é para facilitar, fluir melhor a comunicação digital do governo“, explicou Venceslau.

O analista ressaltou, no entanto, que há diferenças importantes entre atuar em uma campanha e em um governo federal, onde existem limites institucionais a serem observados.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

The Bolsonaro Clan Faces Systemic Corruption Probes in Brazil

28 October 2026 at 18:57

An in-depth look at thirty years of dynastic clientelism, illicit property purchases, and attacks on democratic institutions

The Bolsonaro family’s political trajectory marks a polarizing era in modern Brazilian history. Led by patriarch Jair Bolsonaro, a former army captain who served nearly three decades in Brazil’s Chamber of Deputies, the political clan built its brand on anti-establishment rhetoric, militarism, social conservatism, and zero-tolerance policies toward crime.

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Brazil’s Court Probes Foreign Funds in Flávio Bolsonaro’s Campaign

Despite promoting an image centered on traditional values and law enforcement, investigative records and judicial proceedings of the Bolsonaro family depict a political network deeply tied to public fund diversion, money laundering, and connections with armed paramilitary groups.

The Bolsonaro family expanded its influence into a dynasty, embedding sons Flávio, Carlos, and Eduardo across local, state, and federal offices.

Flávio Bolsonaro served as a Rio de Janeiro state deputy for sixteen years before his election to the Federal Senate in 2018. Carlos Bolsonaro directed public messaging as a Rio city councilor, while Eduardo Bolsonaro represented São Paulo as a federal deputy.

The structural base of this network began unraveling following political shifts, election defeats, and growing scrutiny from the Supreme Federal Court (STF) and federal authorities.

Clientelism, Militias, and the Rio de Janeiro Subculture

Jair Bolsonaro’s public life began in the late 1980s following his departure from the Brazilian Armed Forces. Elected to the Rio de Janeiro City Council in 1988 and to Congress in 1990, Jair Bolsonaro established a conservative political base anchored in military sector interests, opposition to progressive social policies, and public defense of paramilitary activity.

During his parliamentary career, Jair Bolsonaro openly defended Rio de Janeiro’s irregular security forces, known locally as milícias. These militias are armed paramilitary groups formed by former and active police officers who exercise territorial control over neighborhood communities.

Unlike drug trafficking networks, militia groups operate illegal local monopolies in extortion, land sales, private security, public transport, and cooking gas distribution. In parliamentary speeches, Jair Bolsonaro repeatedly characterized these militia groups as “self-defense units” that brought order to neglected communities.

The expansion of the Bolsonaro family’s political influence relied heavily on these political networks. In 2002, Flávio Bolsonaro was elected to the Legislative Assembly of Rio de Janeiro (ALERJ) at age twenty-one. Carlos Bolsonaro secured his city council seat in 2000 at age seventeen.

This strategy allowed the family to secure multiple legislative budgets, employ political operatives across jurisdictions, and maintain influence in local communities.

During his time at ALERJ, Flávio Bolsonaro maintained direct political and employment ties with figures associated with Rio’s militia structures. Flávio Bolsonaro employed Raimunda Veras Magalhães and Danielle Mendonça da Costa—the mother and ex-wife of Adriano Magalhães da Nóbrega—in his legislative office.

Nóbrega was a former Special Police Operations Battalion captain who led the Crime Bureau (Escritório do Crime), a professional hit squad linked to militia extortion and high-profile assassinations.

Official records show Flávio Bolsonaro conferred the Medal of Tiradentes, the highest honor awarded by the Rio legislature, on Nóbrega in 2005 while Nóbrega was incarcerated on murder charges.

Financial audits showed that funds drawn from legislative payrolls were routed through accounts controlled by Nóbrega’s family members, linking parliamentary staff operations directly to informal militia networks.

Defeated Brazilian presidential candidate Flávio Bolsonaro and his family have landed in Miami after fleeing his country.

This comes a day after they were granted United States visas by the Trump administration. pic.twitter.com/oB91ejWab5

— The Associated Press (@AP) October 28, 2026

Flávio Bolsonaro and the Rachadinha System

During his mandate in the Legislative Assembly of Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro operated a systematic financial embezzlement enterprise through his parliamentary office.

This illicit network relied on a practice known locally as a salary kickback scheme (rachadinha), a scheme in which legislative staff members are required to return a substantial portion of their public salaries to the elected official or an appointed intermediary.

Investigations conducted by the public prosecutor’s office of Rio de Janeiro and financial intelligence reports from the Council for Financial Activities Control (COAF) revealed that numerous staff members appointed to Flávio Bolsonaro’s office did not perform their legislative duties, functioning instead as nominal ghost employees.

Fabrício Queiroz, a retired military police officer, long-term associate of the Bolsonaro family, and former advisor to Flávio Bolsonaro, served as the primary operator of the collection network. COAF reports identified atypical financial transactions moving through Queiroz’s bank accounts, including transfers directed to members of the Bolsonaro family.

Investigators documented that a significant portion of the embezzled funds was funneled back to cover personal expenses for the Bolsonaro family, ranging from utility and school tuition payments to real estate acquisitions.

To legitimize the illicit funds generated through the rachadinha structure, Flávio Bolsonaro acquired commercial and residential properties and established a franchise business, a chocolate shop located in a Rio de Janeiro shopping mall.

Financial audits of the chocolate business revealed statistical anomalies: cash deposits into the store’s accounts frequently mismatched daily retail sales volumes, indicating the business operated partly as a front to inject cash from the legislative payroll scheme into the formal financial system.

Public prosecutors formally denounced Flávio Bolsonaro for embezzlement, money laundering, and running a criminal organization based on these findings.

Flávio Bolsonaro just two days ago:

“I will not give up on my Brazil.”

Two days later, he has reportedly fled Brazil for the U.S. pic.twitter.com/f91KsZ3V74

— Clash Report (@clashreport) October 27, 2026

Broader Crimes and Systemic Attacks on Brazilian Democracy

The financial allegations against Flávio Bolsonaro formed part of a broader pattern of asset accumulation and institutional interference linked to the wider Bolsonaro family network.

Investigative reports tracking real estate transactions across Rio de Janeiro, São Paulo, and Brasília revealed that a substantial portion of the family’s property acquisitions over three decades were conducted using physical cash payments.

Public registries and journalistic investigations showed that family members purchased multiple residential and commercial units without utilizing standard banking mortgages or formal credit lines, raising concerns regarding the origin of the funds and potential systemic money laundering.

Beyond financial offenses, the family’s political dominance was maintained through continuous friction with investigative bodies and democratic institutions.

Throughout Jair Bolsonaro’s presidential term and the subsequent legislative mandates of his sons, the administration systematically attempted to alter leadership positions within federal agencies, including the Federal Police and the Federal Prosecutor’s Office.

The systemic subversion extended to public discourse, where state apparatuses were utilized to discredit journalists, civil society organizations, and judiciary members examining the clan’s legal exposures.

By framing routine judicial oversight and anti-corruption investigations as partisan political persecution, the Bolsonaro network undermined public trust in regulatory institutions while insulating its members from administrative accountability.

These maneuvers laid the groundwork for an escalating judicial crisis that culminated when electoral outcomes shifted control of the executive branch and removed institutional protections from the family’s inner circle.

The Anatomy of the Bolsonaro Exodus

The national elections on October 25 and subsequent rulings by the magistrate Alexandre de Moraes, representing Brazil’s Supreme Federal Court, marked a decisive shift in the legal landscape surrounding the Bolsonaro family.

As anti-corruption investigations advanced, the Supreme Federal Court, under the leadership of justices overseeing inquiries into financial crimes, institutional subversion, and antidemocratic acts, began tightening judicial restrictions on key figures within the clan. For this reason, Justice Moraes prohibited Flávio Bolsonaro from leaving Brazil and ordered the seizure of his passports—both his ordinary and diplomatic ones. After 24 hours, as he had not physically surrendered them, the Federal Police proceeded to officially cancel his travel documents.

It has been known through the medias that since October 27 Flávio Bolsonaro, along with his family, traveled via private transport to cross Brazil’s border; they are currently in the United States, having arrived there by private plane.

This strategic retreat mirrored patterns observed among regional political figures seeking to evade national accountability systems through foreign asylum or extended stays abroad.

The exodus highlighted broader questions regarding international cooperation and judicial jurisdiction. Right-wing political factions and sympathetic organizations abroad played a facilitative role, offering platforms and legal assistance to political figures fleeing Latin American jurisdictions.

Other media outlets reported that a U.S. State Department official stated that Flávio Bolsonaro and his family would be granted visas, allowing them to reside in the United States following his loss in the Brazilian election to Lula.

The departure of key family members underscored the challenges facing Brazilian legal institutions as they sought to enforce judicial rulings against individuals with transnational resources and foreign political allies.

WATCH: Brazilian President Lula on Flávio Bolsonaro leaving Brazil for the U.S.:

For the Bolsonaro family, Brazil is their second homeland.

Their first homeland is licking boots in the United States, just as they are accustomed to doing. pic.twitter.com/ugCdYWD9gg

— Clash Report (@clashreport) October 27, 2026

Impunity vs. Institutional Resilience in Brazil

The trajectory of the Bolsonaro family and the specific criminal charges leveled against Flávio Bolsonaro illustrate the structural contradictions of contemporary populist right-wing political movements.

While campaigning on platforms of moral renewal, fiscal discipline, and strict law enforcement, the Bolsonaro’s constructed a sophisticated network of public fund embezzlement, real estate money laundering, and structural alignment with paramilitary groups.

The legal actions and subsequent international flights of Flávio Bolsonaro and his family carry profound implications for Brazilian democracy. On one hand, the coordinated evasion of judicial mandates highlights the enduring vulnerability of state institutions when confronted with entrenched political dynasties possessing international safety valves.

On the other hand, the rigorous investigative work conducted by federal prosecutors, financial intelligence units, and the judiciary demonstrates the operational capacity of Brazil’s democratic framework to investigate and prosecute powerful political actors regardless of office.

Ultimately, the handling of the Bolsonaro family’s legal exposures serves as a critical test for the rule of law in Latin America.

As Brazilian courts continue to address the financial and institutional infractions of the Jair Bolsonaro administration, the outcome will define the boundaries of accountability for political elites in the region for decades to come.

Sources: Brasil de Fato – Agência Brasil – Gov.br – O Globo – Folha de S.Paulo – O Estado de S.Paulo – El País – CNN Brasil – EFE – TeleSUR – NYT

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