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Euribor termina outubro com média inalterada a 3 meses, a subir a 6 e a cair a 12 meses

30 October 2026 at 11:56
euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,992%, mais 0,019 pontos percentuais que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 3,306%, menos 0,002 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,676%, mais 0,033 pontos.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, também como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Circuit Breaker: CNN Brasil estreia documentário sobre revolução do mercado

30 October 2026 at 09:53

A CNN Brasil exibe de 9 a 13 de novembro, às 23h30, os cinco episódios de Circuit Breaker – A Revolução do Mercado Financeiro, documentário do selo CNN Séries Originais produzido pela NeoFeed Produções.

No CNN Money, a estreia será em 12 de novembro, às 20h15, com novos episódios às quintas-feiras até 10 de dezembro. A produção percorre os últimos 25 anos do mercado financeiro brasileiro e mostra como a tecnologia, as mudanças regulatórias e o surgimento de novos modelos de negócio transformaram o setor.

Com direção e roteiro do cineasta Lúcio Goldfarb e produção de Carlos Sambrana e Ralphe Manzoni Jr., a série documental acompanha a evolução de um mercado historicamente concentrado nas grandes instituições financeiras. A narrativa aborda a expansão das corretoras independentes, das plataformas de investimento e das assessorias, além do crescimento da educação financeira e da participação de novos perfis de investidores.

Por dentro da série

Ao longo dos cinco episódios, a produção recupera momentos decisivos dessa trajetória e mostra como as transformações tecnológicas, regulatórias e econômicas alteraram a relação dos brasileiros com os investimentos.

O documentário também acompanha os movimentos das instituições tradicionais e a entrada de novos participantes que ajudaram a redefinir a dinâmica do setor.

A série reúne mais de 40 entrevistados, entre executivos de instituições financeiras, empreendedores, investidores, reguladores, assessores de investimentos e especialistas em educação financeira.

Entre os participantes estão Guilherme Benchimol, fundador e presidente executivo do conselho de administração da XP; Gilson Finkelsztain, CEO da B3 entre 2017 e 2026; Marcelo Flora, sócio do BTG; Carlos Constantini, diretor executivo do Itaú Unibanco; João Pedro Nascimento, presidente da CVM entre 2022 e 2025; Alexandre Riccio, CEO do banco Inter; Carlos André, presidente da Anbima entre 2022 e 2026; Luciane Effting, head do Santander AAA; Augusto Miranda, diretor executivo do Wealth Management do Bradesco; Roberto Dagnoni, chairman do Mercado Bitcoin; Roberto Lee, cofundador e CEO da Avenue; Nathália Rodrigues, CEO da Nath Finanças; e Thiago Nigro, fundador do Grupo Primo.

“O Circuit Breaker é o primeiro filme da NeoFeed Produções, produtora que atuará no segmento audiovisual. É o nosso cartão de visita para quem pretende conhecer a fundo a história por trás da popularização e da revolução do mercado financeiro no Brasil”, afirma Carlos Sambrana, cofundador do NeoFeed e produtor da série documental.

Segundo Sambrana, o projeto levou cerca de um ano e meio de pesquisas e entrevistas. “O resultado é um trabalho de dezenas de pessoas e de um ano e meio de pesquisas e entrevistas para mostrar como os grandes players se movimentaram e outros surgiram chacoalhando o mercado. Trazemos a visão dos reguladores, dos líderes das empresas do mercado financeiro, dos influenciadores, dos educadores, dos assessores de investimento e muito mais”, completa.

Para Lúcio Goldfarb, diretor e roteirista do documentário, o desafio foi transformar uma história extensa, com diferentes personagens e mudanças estruturais, em uma narrativa acessível também a quem não acompanha o mercado financeiro.

“Partimos de uma proposta ousada, de contar uma história grande, que envolvia todo o mercado financeiro por 25 anos. Eram muitos personagens, como players, empreendedores, investidores e outros, em um momento de intensa transformação do mercado. Portanto, creio que o ponto principal foi encontrar um caminho criativo para deixar essa história compreensível e interessante mesmo para quem não é do mercado financeiro”, afirma.

O documentário marca a estreia da NeoFeed Produções no audiovisual e amplia a parceria entre NeoFeed e CNN Brasil, que já desenvolveram projetos conjuntos como É Negócio, Números Falam, Café com Investidor, Call de Negócios e Fato Relevante.

Além da exibição na CNN Brasil e no CNN Money, a produção também será distribuída pelo NeoFeed.

“Para estrear a série nada mais natural do que estarmos ao lado da nossa grande parceira, a CNN Brasil. Já produzimos alguns programas em conjunto e o documentário, que será exibido na tela da CNN e também no NeoFeed, coroa essa parceria”, conclui Sambrana.

Serviço

CNN Brasil

  • Maratona inédita: de 9 a 13 de novembro, às 23h30.
  • Reprises: aos sábados, de 14 de novembro a 12 de dezembro, às 14h30.

CNN Money

  • Estreia: 12 de novembro, às 20h15.
  • Exibição inédita: às quintas-feiras, até 10 de dezembro, às 20h15.
  • Reprises: em rodízio aos fins de semana, de 14 de novembro a 13 de dezembro, na faixa vespertina.

Distribuição: CNN Brasil, CNN Money e NeoFeed.

Ficha técnica

A direção e o roteiro são de Lúcio Goldfarb; a produção, de Carlos Sambrana e Ralphe Manzoni Jr.; e a direção de conteúdo, de Patrícia Valle. A direção de produção é de Letycia Cardoso. A direção de fotografia é assinada por Fabio de Paula e Vinicius Torres, com montagem de Rogério Zagallo e finalização da The Hue. A direção de arte, design e animação é da NOO Works.

Sobre o NeoFeed

O NeoFeed é uma das principais plataformas de conteúdo sobre negócios, economia e finanças do Brasil, reconhecida por sua cobertura exclusiva e análises aprofundadas.

Fundado por jornalistas com ampla experiência no mercado, o veículo se destaca por antecipar tendências, revelar bastidores do poder econômico e oferecer insights estratégicos sobre empresas, tecnologia e investimentos, conectando líderes e tomadores de decisão às transformações que moldam o ambiente de negócios.

Sobre CNN Séries Originais

A CNN Séries Originais é a frente de produções especiais da CNN Brasil dedicada ao desenvolvimento de conteúdos documentais, investigativos e temáticos com linguagem multiplataforma.

Com foco em aprofundamento jornalístico e narrativas autorais, o projeto reúne séries inéditas que exploram temas de relevância nacional e internacional, conectando informação, contexto e storytelling audiovisual.

As produções abordam diferentes universos — como economia, inovação, comportamento, política, cultura, tecnologia e sociedade — por meio de entrevistas exclusivas, reportagens especiais e personagens que ajudam a traduzir tendências e transformações contemporâneas.

Sobre o CNN Money

No ar desde novembro de 2024, o CNN Money já é referência em cobertura econômica, com 12 horas diárias de programação ao vivo acompanhando os mercados do Brasil e do exterior, da abertura ao fechamento. A equipe traz os índices financeiros globais por meio de um moderno dashboard, com dados fundamentais para investidores e tomadores de decisão.

Sobre a CNN Brasil

No país desde março de 2020, a CNN Brasil atinge mais de 105 milhões de pessoas por mês com a cobertura jornalística multiplataforma mais completa do Brasil.

Disponível em TV por assinatura, banda kU, streaming (Claro, Amazon Prime, Vivo Play, Samsung TV Plus e LG) e YouTube, a CNN Brasil também oferece seu conteúdo via portal, apps, redes sociais e podcasts.

Com um time que reúne alguns dos mais renomados jornalistas e analistas do país em suas respectivas áreas, a multiplataforma endossa o compromisso de levar as notícias mais importantes do Brasil e do mundo ao alcance do espectador ou leitor, na forma e no momento que mais lhe for conveniente, contemplando informações sobre política, economia, meio ambiente, assuntos internacionais, tecnologia, cultura e esportes.

Desde o início de 2024, a marca estende sua credibilidade ao CNN Talks, unidade que hoje se notabiliza pelo êxito em unir líderes dos setores público e privado em debates sobre os temas mais relevantes para o desenvolvimento do país.

Dólar sobe 0,76% e fecha a R$ 5,39 em dia de cautela

Logo Agência Brasil

Em meio a preocupações com o cenário econômico nacional e internacional, o dólar fechou em alta de cerca de 1% nesta quinta-feira (29), aproximando-se de R$ 5,40. A bolsa caiu pouco mais de 1% e encerrou abaixo dos 170 mil pontos, na quarta queda consecutiva.

O mercado financeiro foi influenciado pelo avanço da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes, por dados econômicos dos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Notícias relacionadas:

Principais números
  • Dólar comercial: R$ 5,387 (+0,76%);
  • Ibovespa: 169.186 pontos (-1,06%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,43, por volta das 15h30;
  • Mínima do Ibovespa: 168.765 pontos, às 15h26.
  • Dólar no ano: queda acumulada de 1,85%

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,76%, cotado a R$ 5,387. Por volta das 15h30, a moeda chegou a R$ 5,43, alta de 1,56% em relação ao fechamento anterior.

No cenário internacional, a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos contribuiu para o movimento cambial. O Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) estadunidense cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% de economistas consultados pela Reuters. Os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em setembro.

O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas. O índice cheio avançou 0,5%.

Após a divulgação dos dados, o dólar ganhou força em relação a moedas de países emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.

No Brasil, as atenções também se voltaram às expectativas para o próximo mandato presidencial, como a formação da equipe econômica e futuras medidas na área.

A preocupação fiscal também ganhou relevância após dados do Banco Central indicarem que a dívida bruta do setor público chegou a 82,9% do PIB em setembro. A dívida líquida atingiu 70% do PIB, contra 69,3% no mês anterior.

No exterior, às 17h07, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, recuava 0,16%, aos 101,960 pontos.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186,42 pontos, e completou a quarta sessão consecutiva de perdas. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos.

Os investidores também acompanharam os dados de inflação dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros norte-americanos. Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,3%, em uma sessão negativa para o setor de tecnologia, após os resultados da Alphabet ampliarem as preocupações com os custos crescentes de investimentos em inteligência artificial.

No Brasil, o mercado também repercutiu os dados fiscais divulgados pelo Banco Central.

* Com informações da Reuters

Empresas na Bolsa perdem R$ 873 bilhões em valor de mercado após o 2º turno

By: pedroz
29 October 2026 at 14:57

A sangria da bolsa brasileira vem se prolongando desde o resultado do segundo turno, que chancelou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda-feira (26), a bolsa viu um circuit breaker e um tombo de quase 14% em um único pregão.

As quedas seguiram entre terça-feira (27) e quarta-feira (28) e o balanço, até agora, é de uma perda de R$ 873 bilhões no valor de mercado consolidado de todas as empresas listadas na B3, segundo levantamento realizado pela Elos Ayata.

Os investidores seguem reprecificando as expectativas, principalmente, com relação ao que esperar sobre a política monetária da próxima gestão Lula. Os agentes desmobilizaram posições enquanto grandes bancos revisaram suas recomendações de exposição ao Brasil.

Citigroup e a BCA Research rebaixaram a recomendação dos ativos brasileiros ​argumentando que o perfil de risco-retorno para ações, títulos e moeda se deteriorou, à medida que os investidores reavaliam as perspectivas de disciplina fiscal e reformas estruturais sob o novo governo.

A BCA vê ainda riscos crescentes ​de inadimplência, perspectivas de crescimento mais fracas e pressões inflacionárias decorrentes de ​uma moeda mais fraca.

Outro relatório importante que baliza a atual corrente do mercado financeiro é o da Moody’s. A agência de classificação de risco pontua que a ausência de um perfil mais firme com a consolidação fiscal pode pressionar o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo.

A instituição avalia que a reeleição de Lula deve manter a atual trajetória da política fiscal, com ajustes graduais, prolongando os déficits nominais, os custos elevados de financiamento e o aumento dos encargos da dívida pública.

Outro fator que contribuiu para esse resultado foi a alta dos juros futuros. Na segunda-feira as taxas dispararam mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos e têm se estabilizado em patamares mais elevados. Na manhã desta quinta-feira (29), a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,43%.

O forte desmonte de posições dos investidores após a eleição e a perspectiva mais pessimista sobre a trajetória da política monetária brasileira vai além das ações e pressiona também as gestoras.

Um levantamento de rentabilidade de fundos ao qual a analista de Economia do CNN Money, Lucinda Pinto, teve acesso aponta quedas de até 21% entre os multimercados da amostra.

Nas estratégias que combinam posições compradas e vendidas, mas mantêm maior exposição à alta das ações, as perdas chegaram a superar 40% em um único dia.

Diante dessa mudança abrupta de cenário e de projeções, o mercado passa a ver menor espaço para que o Banco Central continue reduzindo a taxa de juros no país. Atualmente, a Selic opera em 13,75% ao ano.

Na próxima semana, o Copom deve se reunir para uma nova decisão sob pressão desse novo cenário que vem se desenhando ao longo dos últimos dias.

Ibovespa recua com dados dos EUA e política fiscal em foco; dólar sobe

29 October 2026 at 12:53

O Ibovespa mostrava indefinição nesta quinta-feira (29), com Bradesco entre as principais pressões negativas em meio à piora das perspectivas de analistas, enquanto Gerdau era destaque positivo com alta de 4% endossada por “upgrade” do Itaú BBA.

Investidores também repercutiam o balanço da Ambev e dados de produção e vendas da Petrobras, em pregão ainda marcado pela divulgação de números de inflação nos Estados Unidos.

Às 11h18, a principal referência do mercado acionário brasileiroa presentava queda moderada de 0,54%, aos 170.079,58 pontos, tendo já alcançado 170.255,96 na mínima e 171.402,97 na máxima.

O volume financeiro no pregão somava R$ 6,33 bilhões.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, investidores também estão com as atenções voltadas para a condução econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A principal preocupação é a capacidade do governo de estabilizar a dívida pública e recuperar a confiança dos investidores”, afirmou.

“Para o mercado, a questão central permanece fiscal. A ausência de uma estratégia clara para conter o crescimento da dívida poderá manter os juros elevados, pressionar o câmbio e limitar a recuperação da bolsa”, acrescentou Pedroso.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguem atentos a desdobramentos políticos e econômicos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,43%, a R$ 5,3725 na venda.

Na quarta-feira (28), o dólar encerrou o dia estável, com variação negativa de de 0,04%, cotado a R$ 5,3466.

Em entrevista à CNN, a ex-ministrad do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet disse qye as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal.

“A janela de oportunidade é agora”, disse.

No exterior, o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidospreservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.

A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação

*Com informações da Reuters

Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

29 October 2026 at 10:42
euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,973%, mais 0,013 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 3,308%, mais 0,018 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses também avançou hoje, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,025 pontos.

O mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha hoje as taxas diretoras e adie a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Banco Sabadell regista lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro devido a venda do TSB

29 October 2026 at 08:26

O Banco Sabadell registou um lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro, menos 1% do que no ano anterior, devido à menor contribuição do TSB, banco britânico que o grupo vendeu em maio.

De acordo com informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, sem contar com o TSB nem com os efeitos extraordinários, o banco registou um lucro de 405 milhões no terceiro trimestre, mais 13% do que entre abril e junho, graças ao aumento das receitas de juros e comissões e a custos recorrentes estáveis.

A entidade, cuja rentabilidade recorrente subiu para 14,2%, pagará a 29 de dezembro um dividendo provisório em dinheiro de 7 cêntimos por ação, num total de 325 milhões de euros.

“Demonstrámos, mais uma vez, a nossa capacidade de fazer crescer o negócio de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhoramos as receitas e contemos os custos”, afirmou num comunicado o diretor executivo do banco, Marc Armengol.

O TSB contribuiu com 79 milhões de euros nos quatro meses em que fez parte do grupo este ano, contra os 242 milhões que gerou nos primeiros nove meses de 2025.

Excluindo a filial britânica, o lucro do Sabadell passou de 1.148 milhões nos primeiros nove meses de 2025 para 1.297 milhões este ano, mas sem os efeitos extraordinários deste exercício teria sido inferior ao do ano anterior.

Com a venda do TSB, o banco registou mais-valias no valor de 322 milhões, embora tenha também suportado despesas extraordinárias, como o plano de pré-reforma, pelo que o saldo líquido foi de 201 milhões a seu favor.

Excluindo esses efeitos, o lucro recorrente ascendeu a 1.096 milhões até setembro, menos 5,3% do que no ano anterior, segundo o banco, embora tenha vindo a crescer trimestre a trimestre desde a primavera.

A saída da filial também se reflete no balanço: o ativo total do grupo reduziu-se 18,5% num ano, para 199.258 milhões.

A margem de juros situou-se em 2.694 milhões até setembro, uma redução de 0,6%, embora no terceiro trimestre tenha crescido 2% em relação ao anterior, atingindo 920 milhões, devido a um maior volume de crédito.

As comissões cresceram 2,1%, atingindo os 983 milhões, impulsionadas pela gestão de ativos na sequência do alargamento do acordo com a gestora francesa Amundi, e no terceiro trimestre registaram um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior.

Com isso, as receitas da atividade bancária, que incluem juros e comissões, atingiram 3.677 milhões, um aumento de 0,1%, voltando assim a registar um crescimento em termos homólogos.

A margem bruta ascendeu a 3.777 milhões, mais 1%, mas a margem antes de provisões caiu 5,3%, para 1.981 milhões, porque os custos totais aumentaram 9,1%, para 1 797 milhões.

Esses custos incluem 88 milhões não recorrentes decorrentes do plano de pré-reforma; sem eles, as despesas aumentaram 3,8% até setembro e mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre.

A instituição prevê encerrar o ano com um aumento de cerca de 1% na margem de juros, de cerca de 4% nas comissões e de 2% nos custos recorrentes.

Mercado não deverá conceder benefício da dúvida para Lula, avalia analista

28 October 2026 at 12:37

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou incertezas no mercado financeiro sobre como o novo governo lidará com os desafios fiscais e as negociações com um Congresso Nacional considerado mais à direita.

Carlos Pessoa, CEO da Vêneto Family Office, avaliou que a questão fiscal continuará sendo um tema central.

 

“Com certeza, a questão fiscal vai continuar vindo à tona. Basta ver o último mandato, de 2023 até o final desse ano, a questão fiscal acabou sendo motivo de discussão entre os agentes de mercado”, afirmou.

Segundo ele, a trajetória da dívida pública “se descontrolou em algum momento”, e o mercado aguarda atentamente os nomes que comporão o novo governo.

Carlos Pessoa destacou que, diferentemente do início do governo anterior, o mercado não deverá conceder o benefício da dúvida desta vez.

“O mercado financeiro vai querer uma agenda fiscal crível para vermos o dólar com patamares menores, bolsa para cima e o juro futuro se acomodando um pouco mais”, disse.

Ele pontuou que o pregão de segunda-feira (26) trouxe tanto movimentos especulativos quanto posições de longo prazo, especialmente por parte de investidores estrangeiros que reduziram sua exposição ao Brasil.

Juros futuros com pouco espaço para recuar

Na avaliação de Carlos Pessoa, o cenário base é de continuidade do governo atual, o que implica uma agenda fiscal mais gradativa do que o mercado idealizava.

“Provavelmente a renda fixa, dado que os juros futuros não vão ter tanto espaço para se acomodar, ainda mais que o juro americano pode ser um empecilho em relação a isso”, afirmou.

Ele acrescentou que o ambiente de CDI elevado e Selic alta tende a persistir, tornando a renda fixa e a dolarização alternativas relevantes para os investidores.

Para quem estiver disposto a assumir riscos, Carlos Pessoa mencionou a possibilidade de aproveitar ativos de qualidade que sofreram desvalorização, mas alertou para a necessidade de aceitar a volatilidade.

“Um pouco mais de juros, dólar, essa leitura inicial e para quem tiver apetite a risco, aproveitar essas oportunidades”, resumiu. Ele também alertou que os juros elevados tendem a ser especialmente prejudiciais para empresas de menor capitalização listadas no Ibovespa.

Dúvidas sobre a equipe econômica

Carlos Pessoa comentou ainda sobre os nomes cotados para compor a equipe econômica do novo governo, como Rafael Fonteles, Gabriel Galípolo e Geraldo Alckmin. Na sua avaliação, uma nomeação nesses moldes representaria continuidade em relação ao governo anterior.

“Se essa nomeação vier nessa linha, eu acho que é continuidade do Lula 3. Isso é uma sinalização que a gente não vai ter um perfil parecido com o que foi feito com a Dilma, com o Joaquim Levy”, disse.

Ele concluiu que tudo pode mudar a depender das nomeações e das sinalizações do novo governo, mas que o cenário-base da Veneto Family Office não contempla grandes ajustes fiscais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

Logo Agência Brasil

O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Notícias relacionadas:

Principais números
  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters

Bolsa perde “uma Petrobras” em valor de mercado em um único pregão

26 October 2026 at 23:55

As empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado nesta segunda-feira (26), em meio à forte queda das ações brasileiras após o resultado das eleições presidenciais.

O valor de mercado consolidado das companhias passou de R$ 5,684 trilhões na sexta-feira (23) para R$ 4,950 trilhões nesta segunda-feira, uma retração de 12,91%, segundo levantamento da Elos Ayta.

Os dados ainda mostram que o montante perdido pelas companhias listadas na B3 equivale a 98,4% do valor de mercado da maior empresa estatal do Brasil, a Petrobras.

A queda ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores, que vinham se posicionando para uma vitória de Flávio, especialmente após o senador liderar a apuração no primeiro turno.

No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, chegou a recuar mais de 17%, em uma sessão marcada por forte volatilidade e pelo acionamento do mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

A desvalorização ocorreu em um único pregão e reverteu os ganhos acumulados pelas companhias nas semanas anteriores, período em que a Bolsa vinha operando em patamares elevados.

A perda desta segunda-feira também reverteu a valorização acumulada pelas empresas brasileiras nas semanas anteriores, que operava em patamares elevados. Entre 2 e 23 de outubro, o valor de mercado consolidado da B3 havia avançado R$ 409 bilhões, passando de R$ 5,275 trilhões para R$ 5,684 trilhões.

Com a queda, esse ganho foi mais do que anulado. O valor de mercado das companhias ficou R$ 325 bilhões abaixo do registrado em 2 de outubro, no último pregão antes do primeiro turno das eleições.

Entre o encerramento de 2025 e a sexta-feira (23), o valor de mercado das empresas listadas na B3 havia crescido R$ 972 bilhões, passando de R$ 4,712 trilhões para R$ 5,684 trilhões.

Com a perda registrada nesta segunda-feira, 75,5% dessa valorização foi eliminada. Apesar do tombo, o valor de mercado consolidado da Bolsa permaneceu acima do registrado no fim de 2025.

Dólar sobe 8,21%, e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula

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O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

O dólar fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 13,88% e atingiu os 176.608,23 pontos. Durante a manhã, a bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

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Principais números do dia:
  • Dólar: R$ 5,403 (+8,21%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,6049 durante a manhã;
  • Ibovespa: 176.608,23 pontos (-13,88%);
  • Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos, recuo superior a 17%.
  • Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%.
  • Ibovespa em outubro: queda acumulada de 5,22%.
  • Ibovespa em 2026: valorização acumulada de 9,61%.

Dólar tem disparada histórica

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Foi a maior valorização percentual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro.

Durante a manhã, a divisa chegou a R$ 5,605, ultrapassando a marca de R$ 5,60. Ao longo do dia, porém, perdeu força e recuou para a faixa de R$ 5,40, em um movimento de realização de lucros (venda de dinheiro para embolsar ganhos) e entrada de recursos de exportadores que aproveitaram a alta para internalizar divisas.

O resultado eleitoral alterou as posições que investidores haviam montado antes da votação. Parte do mercado esperava a vitória de Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno, e precisou ajustar suas estratégias após a confirmação da reeleição de Lula.

O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Apesar da disparada diária, a moeda estadunidense ainda acumulava queda de 1,57% em 2026.

Bolsa registra forte queda

O Ibovespa fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de fechamento desde 31 de agosto. O resultado representou a maior queda diária desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de covid-19.

Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos. A intensidade da queda levou à ativação do circuit breaker, mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte desvalorização.

O volume financeiro movimentado no pregão foi de R$ 88,6 bilhões, muito acima da média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões.

Com o resultado da sessão, o Ibovespa eliminou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês. No acumulado de 2026, o índice manteve valorização de 9,61%.

*Com informações da Reuters

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