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Formação desportiva em Albufeira com apoio reforçado pelo Município

19 October 2026 at 18:02

Os Clubes e associações desportivas do concelho de Albufeira, assinaram na passada sexta-feira, 16 de outubro, os contratos-programa que formalizam o apoio municipal à sua atividade, cuja sessão decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, num ano em que o investimento na formação desportiva regista um aumento de cerca de 15%, sendo de realçar que este reforço procura apoiar o trabalho das coletividades junto das crianças e dos jovens.

A Câmara Municipal de Albufeira dá, assim, continuidade ao apoio ao associativismo desportivo local, reconhecendo o contributo dos clubes para a promoção da saúde, da educação e da coesão social. Os contratos-programa constituem um instrumento de apoio à atividade das coletividades e ao acompanhamento dos seus atletas ao longo da época.

Do futebol ao surf, da patinagem ao basquetebol e às artes marciais, as entidades envolvidas refletem a diversidade da oferta desportiva do concelho. Por detrás de cada modalidade está o trabalho de dirigentes, treinadores e colaboradores que asseguram os treinos, acompanham as competições e ajudam a aproximar os mais novos do desporto.

A formação assume particular importância neste trabalho. Além da aprendizagem de uma modalidade, a participação num clube proporciona às crianças e aos jovens experiências de cooperação, respeito e superação, com reflexos no seu crescimento e na relação com os outros.

“Nós vamos continuar a apostar na formação desportiva”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, durante a sessão. O autarca reafirmou o compromisso com os mais novos e reconheceu as necessidades das coletividades ao nível de equipamentos e dos espaços de treino, para as quais o Município procurará respostas dentro dos recursos disponíveis.

A autarquia adianta ainda que está também em preparação um regulamento de apoio ao associativismo desportivo, que o executivo pretende concluir e aplicar no início do próximo ano.

A definição de critérios mais claros permitirá aos clubes conhecer a metodologia de avaliação e de atribuição dos apoios, com o objetivo de reforçar a equidade e a transparência do processo.

Casa do Povo de Santo Estêvão apresenta nova edição dos Serões de Outono

19 October 2026 at 17:40

Na Casa do Povo de Santo Estêvão vai decorrer uma nova edição dos Serões de Outono. Branco Toca Marco Paulo, e convida Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo

“Há lugares onde a cultura acontece longe dos grandes centros. E há pequenas casas que, pela sua história, pela forma como acolhem artistas e público e pela ambição dos seus projetos, se transformam em importantes espaços de encontro e criação cultural.” Esta é a forma encontrada pela Casa do Povo de Santo Estêvão, no concelho de Tavira, para chamar a atenção da sociedade.

Na pequena aldeia do barrocal do concelho de Tavira, Santo Estêvão, entre outubro e dezembro, os Serões de Outono regressam com três concertos que cruzam diferentes gerações, linguagens e sensibilidades da música portuguesa contemporânea.

Primeiramente, Branco Toca Marco Paulo, com a participação especial de Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo são os protagonistas de uma programação que continua a afirmar a singularidade deste projeto cultural.

Refere a nota de imprensa da Casa do Povo de Santo Estêvão que esta época do ano, tradicionalmente marcada pela diminuição da atividade turística e cultural no Algarve, a Casa do Povo decidiu manter “uma aposta consistente numa programação de qualidade, contribuindo para a descentralização da oferta cultural, a dinamização das comunidades rurais e a criação de novos públicos.”

É importante salientar que ao longo dos últimos anos, este pequeno espaço associativo “tem recebido alguns dos nomes mais relevantes e singulares da música portuguesa, como Manel Cruz, A Garota Não, B Fachada, Márcia, Bruno Pernadas, Aline Frazão, Tó Trips ou Club Makumba, construindo um percurso reconhecido pela diversidade artística e pela proximidade entre músicos e espectadores.”

Ou seja, mais do que uma sucessão de concertos, os Serões de Outono representam “uma forma de pensar e viver a cultura: próxima das pessoas, enraizada no território e aberta à criação contemporânea.”

Trata-se de uma proposta que “complementa a programação cultural do concelho de Tavira e demonstra que a qualidade e a ambição artística não dependem da dimensão das salas nem da localização geográfica.”

Uma pequena Casa com uma grande ambição cultural

Diz-nos a Casa do Povo de Santo Estêvão que estamos numa região e num território onde “a programação cultural tende a concentrar-se nos principais centros urbanos e nos períodos de maior afluência turística”, mas que, “os Serões de Outono afirmam-se como um exemplo da capacidade do associativismo local para gerar projetos culturais consistentes e diferenciadores.”

E acrescenta que apesar de recursos limitados, mas “com uma identidade artística bem definida, a Casa do Povo de Santo Estêvão tem demonstrado que também nas pequenas comunidades é possível desenvolver uma programação exigente, diversificada e capaz de atrair públicos para além do seu território de proximidade.”

O projeto em apreço valoriza igualmente o interior do concelho de Tavira, promovendo a descoberta das suas aldeias e contribuindo para uma relação mais próxima entre cultura, comunidade e território.

Os Serões de Outono são organizados pela Casa do Povo de Santo Estêvão, com o apoio do Município de Tavira e da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, parceiros fundamentais na continuidade desta iniciativa e na valorização da atividade cultural desenvolvida no meio rural.

Neste outono, há sempre lugar para mais um na nossa Casa

Por fim, assinala que “com os dias a ficarem mais curtos e as temperaturas a descer, regressa também o tempo dos encontros, das conversas demoradas e das noites passadas à volta da música.”

A Casa do Povo de Santo Estêvão convida todos os que a têm acompanhado ao longo dos anos, e aqueles que ainda não tiveram oportunidade de a conhecer, a fazer caminho até esta pequena aldeia do barrocal de Tavira.

A não perder, concertos que se vivem de outra forma quando a distância entre o artista e o público quase desaparece. E porque, por vezes, são os palcos mais pequenos que proporcionam os encontros mais memoráveis.

Museu Zer0 acolhe em outubro duas programações de música enraizadas no território

19 October 2026 at 15:41

O mês de outubro traz música ao Museu Zer0: António Bastos e a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, a 25, e AFTER ZER0 #3, com DANZ, dia 30, sendo a primeira, a apresentação pública do resultado do trabalho desenvolvido na residência artística “SEMENTE”, de António Bastos, com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, agendada para dia 25 de outubro, às 16h00.

A segunda programação é o concerto de DANZ, músico e produtor algarvio que vem apresentar o seu mais recente disco, no dia 30 de outubro, pelas 21h30, no já costumeiro AFTER ZER0 (últimas sextas-feiras de cada mês no Museu Zer0).

SEMENTE, performance da residência artística de António Bastos com a comunidade de Santa Catarina

António Bastos escreve canções, é compositor, produtor e professor e tem mais de 30 EPs e discos lançados com os nomes Johnwaynes e António Bastos – movendo-se entre o jazz, house, funk, música tradicional portuguesa, techno e clássica, ultrapassando constantemente barreiras de estilo com a sua música. A sua residência artística, SEMENTE, inscreve-se na estratégia programática do Museu Zer0, enquanto prática de criação e produção artística participada, inclusiva e situada no território, de carácter colaborativo com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo.

Envolve diferentes agentes e entidades locais – nomeadamente a Charola da Amizade, o grupo de bordado tradicional, o Centro Social Nossa Senhora das Dores e a comunidade em geral – num processo de co-criação que valoriza o conhecimento local, as práticas tradicionais e a diversidade de experiências, estabelecendo relação entre tradição e contemporaneidade, pela integração de práticas locais com linguagens contemporâneas e tecnológicas, num contexto de experimentação.

O concerto-performance resultante desta residência tem lugar a 25 de outubro, às 16:00, a entrada está incluída no bilhete da exposição e tem o apoio da CCDR Algarve – Cultura, da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo e da Associação Cultural Memória Viva.

AFTER ZER0 #3: DANZ

DANZ é a extensão artística mais pura e genuína de Rui Daniel. Músico, produtor, DJ e técnico de som algarvio, alimentado pelo que o rodeia, do mais próximo ao distante, e fiel a uma interação orgânica entre o acústico e eletrónico.

Neste trio explora exatamente essa dinâmica: um diálogo entre um kit de bateria e percussão acústico e uma caixa de ritmos de sonoridade sintetizada e industrial. Neste concerto o trio é composto também por Henrique Guerreiro, nos sintetizadores “mellow/ácidos”, e por Ângelo Neto nas guitarras “quentes e atmosféricas”.

Excerto do cartaz promocional

Juntos interpretam o seu mais recente álbum GETTING COMFORTABLE WITH YOUR OWN DARKNESS, um convite à escuta interior, rico em intersecções entre electrónica, rock, indie dance e ambiente, com ecos subtis de grunge.

O concerto de DANZ tem o apoio do programa Equinócios, da Câmara Municipal de Tavira. Cafetaria e exposição lugar-depois abertas a partir 15h00. Entrada: 8,00€, com acesso à exposição até às 21h30 e ao espetáculo. Visita orientada à exposição, às 19h30, incluída.

PpDM afirma que habitação digna é um direito – sem ela, não há igualdade nem liberdade para as mulheres

19 October 2026 at 15:01

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM), em comunicado enviado às redações, que se transcreve a seguir, afirma que «“Habitação digna é um direito. Sem ela, não há igualdade nem liberdade para as mulheres”, no qual alerta para o impacto da crise habitacional na autonomia, na segurança e nos direitos das mulheres.

A habitação é um direito fundamental e constitucional e uma condição indispensável à igualdade. O acesso a uma casa digna e acessível determina as possibilidades de autonomia económica, segurança e liberdade das mulheres.

Num contexto de crise habitacional, as desigualdades de género agravam as dificuldades de acesso e permanência numa habitação, comprometendo o exercício dos direitos das mulheres.

Salários mais baixos, precariedade laboral e a distribuição desigual do trabalho doméstico e dos cuidados limitam a capacidade das mulheres para aceder a uma habitação independente. Mulheres jovens, mães em famílias monoparentais, mulheres mais velhas, mulheres com deficiência, mulheres em situação de pobreza e mulheres em situação de sem-abrigo enfrentam obstáculos acrescidos.

A situação de sem-abrigo entre as mulheres permanece frequentemente invisível, incluindo quando vivem em alojamentos temporários ou dependem de terceiros, por vezes em contextos de violência e exploração.

Nenhuma mulher deve ser obrigada a permanecer numa situação de violência por não ter para onde ir

A falta de alternativas habitacionais seguras e acessíveis compromete a proteção das sobreviventes de violência doméstica e o seu direito a uma vida livre de violência. Garantir habitação segura é uma responsabilidade pública.

Para as mulheres com filhos e filhas a cargo, a insegurança habitacional pode ainda traduzir-se no receio de perder a guarda das crianças, agravando a vulnerabilidade e dificultando a procura de apoio ou a saída de relações violentas.

A precariedade habitacional pode também ser instrumentalizada para exercer coação e violência sexual, nomeadamente através do sex for rent – propostas de alojamento em troca de relações sexuais.

A necessidade de uma casa não pode ser explorada para obter acesso sexual ao corpo das mulheres

O racismo, o antigitanismo e a segregação habitacional agravam estas desigualdades, afetando particularmente as mulheres migrantes, mulheres ciganas e as que vivem em bairros informais ou alojamentos precários, muitas vezes sem condições dignas, infraestruturas essenciais ou segurança habitacional.

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM), que reúne 35 organizações, incluindo a Mulheres na Arquitetura, defende políticas públicas de habitação que coloquem os direitos humanos e a igualdade entre mulheres e homens no centro. Para tal, considera prioritário:

  • Aumentar a oferta de habitação pública, social e acessível, garantindo rendas compatíveis com os rendimentos e proteção contra despejos sem alternativa habitacional digna.
  • Promover a autonomia habitacional das pessoas jovens, através de arrendamento acessível e alojamento estudantil que não dependa dos recursos familiares.
  • Garantir alojamento de emergência e soluções habitacionais duradouras para mulheres em situação de sem-abrigo, sobreviventes de violência doméstica e mães com filhos e filhas a cargo.
  • Garantir que a pobreza e a precariedade habitacional não constituem, por si só, motivo para a retirada de crianças às suas famílias ou para a sua institucionalização, assegurando respostas habitacionais dignas e apoios sociais. A falta de uma casa adequada exige uma resposta pública de habitação e proteção social, sem penalizar as mães pela pobreza em que vivem.
  • Prevenir e combater a violência e a exploração sexual associadas à insegurança habitacional, incluindo o sex for rent, assegurando mecanismos de denúncia, proteção e apoio às mulheres afetadas.
  • Combater a discriminação e a segregação habitacional, incluindo o racismo e o antigitanismo, garantindo condições dignas e respeito pelos direitos humanos.
  • Integrar uma perspetiva feminista nas políticas de habitação, com avaliação dos seus impactos sobre mulheres e homens, dados desagregados por sexo e idade, metas verificáveis e participação efetiva das organizações de mulheres.

A habitação deve ser assumida pelo Governo e pelos municípios como uma prioridade de direitos humanos e de igualdade, reconhecendo o seu impacto na autonomia das mulheres e na prevenção da violência.

Garantir habitação digna e acessível exige políticas públicas concretas, investimento adequado e um compromisso efetivo com a igualdade e a liberdade de todas as mulheres.

Sem casa, não há autonomia; sem autonomia, a liberdade das mulheres fica comprometida. Os direitos das mulheres exigem ação, investimento e resultados concretos», termina assim a missiva da PpDM.

Quarteira de luto: faleceu o Padre Elísio Dias aos 95 anos

19 October 2026 at 16:49

A Junta de Freguesia de Quarteira emitiu uma nota de pesar pelo falecimento do Padre Elísio Dias, aos 95 anos, que foi pároco de Quarteira entre 1968 e 2014.

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Museu Zer0 apresenta «SEMENTE» e recebe DANZ em trio em outubro

19 October 2026 at 12:39

António Bastos mostra a criação com a comunidade de Santa Catarina a 25 de outubro. DANZ apresenta o seu mais recente álbum no dia 30.

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Ex-padre julgado por burla e violação conhece acórdão na terça-feira

By: LUSA
19 October 2026 at 10:16

VTM

A leitura do acórdão chegou a estar marcada para 30 de setembro, mas foi adiada devido a um pedido de esclarecimentos ao Instituto de Medicina Legal e remarcada para terça-feira, dia 20 de outubro.

O julgamento teve início a 12 de maio, decorreu à porta fechada e no dia 15 de setembro realizaram-se as alegações finais, com a defesa do arguido a pedir a sua absolvição e o Ministério Público (MP) uma pena de seis anos de prisão, em cúmulo jurídico.

O antigo sacerdote octogenário está acusado pelo MP da prática de um crime de burla qualificada, de usurpação de funções na forma continuada e de violação.

O crime de coação sexual, pelo qual estava também acusado, caiu depois de a alegada vítima se ter recusado a testemunhar e ter desistido da queixa já no decorrer do julgamento.

À porta do tribunal, questionado pelos jornalistas, o ex-sacerdote foi negando os crimes e insistido que se sente confiante e tranquilo com o julgamento

O arguido foi detido a 24 de dezembro de 2021 pela Polícia Judiciária (PJ) pelo crime de violação de uma mulher de 47 anos e, depois de presente a tribunal, ficou em prisão preventiva, tendo sido libertado em abril de 2022.

A acusação do MP data de setembro de 2023, mas o ex-sacerdote pediu a abertura da instrução, uma fase facultativa que visa decidir, por um juiz de instrução criminal (JIC), se o processo segue e em que moldes para julgamento, ficando a conhecer-se, a 31 de outubro de 2025, a decisão instrutória.

O juiz de instrução considerou suficientemente indiciado que o arguido, após ter sido expulso como sacerdote da Igreja Católica, desde meados de 1979 e até 24 de dezembro de 2021, continuou a apresentar-se e a vestir-se, quer no seu dia a dia quer nas consultas que dava, como padre e como padre exorcista pertencente à Igreja Católica, o que, inclusivamente, aconteceu em programas televisivos com expressão nacional.

Também considerou que o arguido, no âmbito da atividade de exorcista, aconselhamento e orientação espiritual, recebeu, em dezembro de 2021, no consultório da sua habitação, no concelho de Murça, distrito de Vila Real, duas mulheres que ali se deslocaram acreditando que o arguido era padre da Igreja Católica.

Segundo a acusação, numa dessas consultas o ex-sacerdote ter-se-á aproveitado do facto de uma das mulheres se encontrar vulnerável psicologicamente para praticar atos sexuais com a vítima, o que terá acontecido depois de a “colocar num estado como que de inconsciência, retirando-lhe desse modo toda a capacidade de reação”.

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Míssil inflável pede ataque nuclear ao Brasil em ato pró-Flávio

Um míssil inflável estampado com uma frase que pede que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, faça um ataque nuclear contra o Brasil foi levado a ato em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), na avenida Paulista, em São Paulo.

O objeto inflável branco trazia escrita a frase em inglês “Trump nuke Brazil”, algo como “Trump, ataque o Brasil”. O termo “nuke” é usado com o sentido de atacar com armas nucleares. Ele foi visto sendo carregado por pessoas vestindo verde e amarelo, mas os autores não foram identificados.

Nas redes sociais, políticos de esquerda criticaram o objeto. Guilherme Boulos (PSOL), ministro da Secretaria Geral, disse que vídeos nas redes sociais que o ação era “inacreditável” e uma “incedência”. A deputada federal Erika Hilton (PSOL) disse que era em “escândalo”, e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) chamou os manifestantes de “vendidos”.

Histórico de objetos infláveis em manifestações

Manifestações políticas da última década têm um histórico de objetos infláveis levados às ruas. Entre eles, uma peça de cinco metros de altura com formato fálico, nas cores verde e amarela, levada a uma manifestação bolsonarista em 7 de setembro de 2021, na mesma avenida Paulista.

O objeto foi apelidado de “piroca verde e amarela”, mas se tratava também de um míssil, que trazia na base a frase “braço forte, mão amiga”, lema do Exército Brasileiro. O grupo responsável pelo objeto, composto por artistas e não-artistas, preferiu se manter em anonimato em entrevista à Folha de S.Paulo na época.

Outras peças infláveis já fizeram sucesso em manifestações políticas recentes. Entre elas, o “Pato da Fiesp”, uma estrutura de pato amarelo de cerca de dez metros de altura posicionada em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na mesma via paulistana, em 2015, para demonstrar a insatisfação com o aumento de impostos do governo federal.

O boneco ganhou versões menores, levadas à frente do Congresso Nacional, em Brasília, e a protestos em outras cidades pelo país. Outro boneco que ficou popular foi o pixuleco, que retratava Lula (PT) vestido com roupas listradas de preto e branco, em alusão à roupa de presidiários.

Este último foi criado em 2015 por integrantes do Movimento Brasil Limpo, da oposição, e levado a manifestações pelo país. O nome pixuleco fazia referência ao termo usado pela Operação Lava Jato para descrever as propinas pagas em esquemas de corrupção investigados na época.

Míssil aparece em meio a debate sobre influência dos EUA

O míssil no ato deste domingo (18) surge em momento em que se discute a interferência dos Estados Unidos nas eleições para a presidência do Brasil deste ano, cujo segundo turno ocorre no dia 25. Trump já havia afirmado estar acompanhando as eleções “de perto”.

Nas últimas semanas, a Meta IA, ferramenta de inteligência artificial da Meta dona do Instagram, Facebook e WhatsApp se recusava a criar imagens com “Vote Lula”, mas atendia a pedidos semelhantes relacionados a Flávio. Em outra falha encontrada, o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no feed do Instagram em 9 de outubro.

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Lula diz que quer votos de presidiários e provoca Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) afirmou que quer os votos de 100% dos presidiários, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do adversário do petista, Flávio Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo havia perguntado o motivo para o senador ter se posicionado contra a prisão de Bruno Delaroli, policial militar responsável pela bala perdida que matou a menina Ana Clara Machado, de cinco anos, no Rio de Janeiro.

Flávio, no entanto, não respondeu a pergunta e rebateu: “Lula, com você, a criminalidade explodiu no Brasil. Inclusive, você pode responder por que 73% dos presidiários votaram em você?”, e o petista disse: “Eu quero 100% dos votos dos presidiários, até do seu pai”.

Condenação de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participar de um plano de golpe de Estado para impedir que Lula assumisse a Presidência da República. O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar. (Anna Júlia Lopes/FOLHAPRESS)

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Quarteirense Renato da Silva e setubalense Rita Xufre vencem na dupla jornada da Taça de BMX em Setúbal

18 October 2026 at 13:04

Renato da Silva (Team BMX Quarteira) e Rita Xufre (Núcleo Bicross de Setúbal/VSPublicidade), estiveram em destaque na sétima prova pontuável da Taça de Portugal de BMX Race ao vencerem as provas das categorias principais.

Na primeira de duas jornadas no Parque Verde da Bela Vista, em Setúbal, Renato da Silva voltou a mostrar-se o mais forte em competição ao vencer Leonardo Carmo (Team BMX Quarteira) e Bernardo Rocha (Team BMX Quarteira), que completaram o pódio.

Nas atletas femininas, por sua vez, Rita Xufre foi a mais rápida, tendo superado a algarvia Íris Moraru (Clube Bicross de Portimão), segunda classificada, e Maria Pinto (Casa do Povo do Alqueidão), que foi terceira.

Nas categorias mais jovens, Martim Reis (Linda a Pastora Sporting Clube) venceu em sub-17, Guilherme Carolino (Clube Bicross de Portimão) e Mafalda Piedade (Team BMX Quarteira) em sub-15, Tomás Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube) e Adélia Pereira (Clube Bicross de Portimão) em sub-13, Francisco Gil (Clube Bicross de Portimão) em sub-11, Vicente Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube) e Luna Alves (Team BMX Quarteira) em sub-9 e Lourenço Bento (Linda a Pastora Sporting Clube) em sub-7.

Nota ainda para os triunfos de Carlos Rosado (Clube Bicross de Portimão) em Cruiser 40+ e Michelle Smith (Clube Bicross de Portimão) em Cruiser feminina.

A Taça de Portugal de BMX prossegue este domingo, com a oitava e última prova pontuável. A ação terá lugar a partir das 10h30, novamente no Parque Verde da Bela Vista, em Setúbal.

Para aceder à classificação completa clique aqui, para aceder ao ranking da Tala de Portugal clique aqui.

Com colaboração da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC)

Do Algarve para o mundo Charlie Spot ultrapassa 2 milhões de streams

18 October 2026 at 12:29

Charlie Spot, nome artístico de Hélder Ferreira, um madeirense que reside no Algarve, DJ & Produtor, ultrapassou recentemente a marca dos 2 milhões de streams acumulados nas plataformas digitais, assinalando uma etapa importante na sua carreira, iniciada em 2005.

Charlie Spot

Nascido em Machico, na Ilha da Madeira, e como referido, atualmente a desenvolver o seu trabalho a partir do Algarve, mais precisamente de São Brás de Alportel, de onde o artista, de forma independente, atua nos géneros Afro House, Tech House e sonoridades de influência latina.

Entre os momentos de maior destaque da sua trajetória está o tema “Klara”, que alcançou o 1.º lugar mundial na categoria Tech House da Traxsource em 2021.

Este marco de 2 milhões de streams reflete a expansão do seu trabalho para públicos nacionais e internacionais, cujos dados podem ser consultados clicando aqui.

Sobre Hélder Ferreira vs Charlie Spot

O artista ‘algarvio’ veio da Madeira para o Algarve com três anos e cresceu em Albufeira, onde viveu até aos 18. Depois de uns anos fora ao Serviço da Força Aérea Portuguesa, regressou novamente a Albufeira e, há cerca de sete ou oito anos, mudou-se para São Brás de Alportel, onde reside atualmente.

Charlie Spot esteve ligado ao projeto Algarve Summer Grooves, o qual foi desenvolvido durante cinco anos, sendo uma compilação de música eletrónica lançada anualmente nas lojas FNAC, com o objetivo de levar o nome do Algarve a todo o país, incluindo às ilhas, e dar a conhecer a região através da música eletrónica.

A crise da habitação: menos proibições, mais soluções

18 October 2026 at 11:14

O Alojamento Local tornou-se um dos principais alvos do debate sobre a habitação. Mas, enquanto se multiplicam as restrições, continua por resolver a questão essencial: onde estão as casas de que as famílias precisam?

A crise da habitação em Portugal é real. No Algarve, afeta os jovens, as famílias e os trabalhadores que precisam de viver perto dos seus empregos. Mas reconhecer o problema não significa aceitar que limitar o Alojamento Local (AL) seja, por si só, a solução.

Nos últimos anos, o AL tornou-se um dos principais alvos das políticas habitacionais. A ideia é simples: reduzir os alojamentos turísticos fará regressar casas ao mercado residencial e baixar os preços. Mas a realidade é mais complexa.

Lisboa perdeu uma parte significativa dos seus registos de AL nos últimos anos, sem que isso tenha produzido a descida das rendas que muitos esperavam. Este facto não prova que o AL não tenha impacto na habitação; demonstra, isso sim, que cancelar registos não garante, por si só, mais casas disponíveis ou rendas mais acessíveis.

Uma licença cancelada não constrói uma casa, não recupera um imóvel devoluto nem obriga um proprietário a arrendar.

A crise é também de oferta

Como tem sido defendido pelo economista Manuel Caldeira Cabral, a crise da habitação é também uma crise de oferta. A falta de construção, os licenciamentos demorados, os custos elevados e os obstáculos à reabilitação dificultam a resposta às necessidades das famílias.

No Algarve, a análise exige ainda mais cuidado. Albufeira não é Faro, Lagos ou um município do interior. As realidades habitacionais variam entre concelhos e até entre freguesias. Precisamos de dados locais que permitam perceber onde existe pressão habitacional, quais as suas causas e que medidas podem produzir resultados.

Também merece reflexão a utilização de apartamentos como escritórios, consultórios, clínicas e outros espaços profissionais. São atividades legítimas, mas importa estudar quantas frações poderiam, legal e tecnicamente, regressar à habitação e se algumas destas atividades poderiam ocupar espaços comerciais devolutos. Não se trata de proibir, mas de avaliar todas as possibilidades de aproveitar melhor o património imobiliário.

Uma política habitacional eficaz deve, por isso, facilitar a construção, acelerar licenciamentos, incentivar a reabilitação e criar condições para aumentar a oferta, incluindo no arrendamento de longa duração.

Liberdade com responsabilidade

Uma perspetiva liberal defende a liberdade económica, o respeito pela propriedade privada e um Estado que remova obstáculos desnecessários, em vez de multiplicar restrições sem demonstrar a sua eficácia.

Isto não significa defender um mercado sem regras. Significa exigir que as regras sejam claras, proporcionais e fundamentadas, protegendo o interesse público sem penalizar indiscriminadamente quem investe e cumpre a lei.

Também a discussão europeia sobre a regulação do alojamento de curta duração deve ser conduzida com clareza e proporcionalidade. A ALEP — Associação do Alojamento Local em Portugal — tem levantado preocupações quanto à falta de clareza e aos riscos de restrições desproporcionadas. O impacto do AL deve ser avaliado com dados e medidas adequadas à realidade de cada território, não com soluções uniformes para problemas diferentes.

O turismo é essencial para a economia algarvia, gerando emprego e rendimento para milhares de pessoas e empresas. Defender o turismo não significa ignorar as dificuldades dos residentes. Significa reconhecer que habitação acessível e atividade económica podem e devem coexistir.

O que deve fazer Albufeira?

Albufeira precisa de conhecer melhor o seu parque habitacional, identificar imóveis devolutos, compreender os obstáculos à construção e à reabilitação e estudar incentivos à disponibilização de casas para arrendamento permanente.

Precisa também de limpar e atualizar os registos de Alojamento Local, identificando estabelecimentos que já não estão em atividade, não dispõem do seguro obrigatório ou não cumprem os requisitos legais. A fiscalização deve ser efetiva e as irregularidades devem ter as consequências legalmente previstas, garantindo os direitos dos titulares.

Esta não é uma posição contra o AL. É uma defesa de um setor mais transparente, profissional e responsável, com condições justas para quem cumpre as suas obrigações.

O objetivo não pode ser simplesmente reduzir o número de alojamentos turísticos. Tem de ser aumentar as possibilidades reais de os residentes encontrarem uma casa onde possam viver.

Menos ideologia, mais resultados

A crise da habitação não se resolve escolhendo culpados. Resolve-se identificando os problemas, removendo Obstáculos e avaliando as políticas pelos seus resultados.

A minha experiência profissional na gestão de Alojamento Local e a minha ligação à Delegação do Algarve da ALEP permitem-me acompanhar as dificuldades de proprietários e operadores. Essa experiência reforça a importância de ouvir diferentes intervenientes e de tomar decisões baseadas em factos.

No Algarve, a pergunta essencial não é quantas licenças conseguimos cancelar. É quantas casas conseguimos disponibilizar e que condições criamos para que as próximas gerações possam continuar a viver e trabalhar na região.

Menos burocracia. Mais oferta. Regras proporcionais. Liberdade com responsabilidade.

É por aqui que devemos começar.

* Vice-Coordenadora do Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal de Albufeira

Algarve conquista pela 11.ª vez o título de Melhor Destino de Praia da Europa

18 October 2026 at 08:45

O Algarve acaba de ser eleito Melhor Destino de Praia da Europa 2026 nos World Travel Awards, considerados os “Óscares do Turismo”, conquistando este prestigiado galardão pela 11.ª vez – depois das distinções alcançadas em 2012, 2013, 2015, 2016, 2017, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023.

Registando um recorde sem precedentes na categoria de Destino de Praia, a distinção foi anunciada este sábado, durante a Gala Europeia dos prémios, realizada em Kotor, no Montenegro.

Na prestigiada votação dos leitores da Condé Nast Traveller, o Algarve consolidou-se como um dos destinos mais amados da Europa tendo-se destacado entre oito destinos nomeados, superando concorrentes como Porto Santo, Maiorca, Sardenha, Marbella, Cannes e Corfu.

Segundo a Região de Turismo do Algarve, a conquista deste novo título europeu surge num momento particularmente positivo para a notoriedade internacional da região com duas praias a integrarem também o top-20 das melhores da Europa, segundo os leitores da edição britânica da Condé Nast Traveller.

A Praia da Falésia, no concelho de Albufeira, conquistou o 4.º lugar, com 94,70 pontos, enquanto a Praia de Benagil, no concelho de Lagoa, registou a 16.ª posição, com 81,67 pontos. São as duas únicas praias portuguesas a integrar esta classificação, que resulta de uma iniciativa com mais de 296 mil respostas de leitores do Reino Unido nos Readers’ Choice Awards 2026.

O presidente do Turismo do Algarve, disse que “conquistar pela 11.ª vez o título de Melhor Destino de Praia da Europa é um motivo de enorme orgulho para toda a região.” como reporta o Algarve Primeiro.

Enalteceu o “percurso de excelência que temos vindo a construir ao longo dos anos“, e “este reconhecimento ganha um significado ainda mais especial quando duas das nossas praias acabam também de ser distinguidas entre as melhores da Europa pelos leitores da Condé Nast Traveller.“

Gomes valorizou as distinções dizendo que elas “refletem a beleza e diversidade da nossa costa, a qualidade da nossa oferta turística e, sobretudo, o trabalho e a dedicação de todos os que contribuem diariamente para afirmar o Algarve como um destino de referência internacional.”

“Mais do que celebrar estas conquistas, importa encará-las como uma responsabilidade acrescida. Queremos continuar a valorizar aquilo que nos distingue, investindo na sustentabilidade, na preservação do nosso património natural e na qualificação da experiência turística. O nosso objetivo é garantir que o Algarve continua a merecer a confiança e a preferência de quem nos visita, mantendo-se na linha da frente dos grandes destinos turísticos internacionais”, destacou o presidente do Turismo do Algarve, André Gomes.

Importa destacar que a região Algarve está novamente nomeada para Melhor Destino de Praia do Mundo nos World Travel Awards 2026, arriscando-se a conquistar o quinto título na categoria.

Para Melhor Destino de Praia do Mundo 2026 a votação está a decorrer até ao dia 30 de outubro, através do site oficial dos World Travel Awards, em https://www.worldtravelawards.com/vote.

Algarvios Francisco Barreto e Micael Simão vencem 40.ª Baja Portalegre 500

17 October 2026 at 21:31

A 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500 ficou marcada por temperaturas a fazer lembrar os meses de verão, tendo os algarvio Francisco Barreto em Toyota Hilux EVO, vencido na categoria dos automóveis, e o também ‘algarvio’ Micael Simão, em KTM 500 EXC, voltado a celebrar nova vitória depois do triunfo em 2025. Nos quads Tomás Paulo, em Yamaha YFZ450R, foi vencedor incontestado, enquanto nos SSV, Gonçalo Guerra e André Lopes, em Polaris RZR Pro R, obtiveram a primeira vitória da carreira na mítica prova de TT.

Nos automóveis, o segundo setor seletivo da prova foi repleto de incidências que ditaram o pódio final de Portalegre. O então líder, João Ferreira, teve um acidente logo ao quilómetro cinco, danificou a caixa de velocidades da Toyota Hilux EVO e não pôde continuar. Luís Cidade, em BRP Can-Am Maverick R, que assumia o primeiro lugar, teve dificuldades a atravessar uma ribeira e perdeu cerca de dez minutos. Deste modo, Francisco Barreto, piloto de Albufeira, que vinha “a dar tudo e a atacar ao máximo”, acabou o setor na frente da classificação absoluta.

No terceiro e último setor seletivo, o piloto da Hilux #202 manteve o andamento da manhã e garantiu a sua primeira vitória na prova alentejana: “Foi uma prova dura. Este último troço foi extremamente difícil, com os nervos já à flor da pele para aguentar o primeiro lugar. Mas lá conseguimos. Viemos para atacar do início ao fim. Esta é a primeira vitória que conseguimos em Portalegre. É um sonho de qualquer piloto nacional. Está concretizado e espero que venham mais daqui em diante”, declarou Francisco Barreto. 

Paulo Fiuza e Francisco Barreto de capacete

O pódio ficou completo com um emocionado Gonçalo Guerreiro e o seu co-piloto, Pablo Moreno (Polaris RZR Pro R) – primeiros na categoria Auto SSV – e Pedro Carvalho e Romeu Martins (Polaris RZR Pro R) que terminaram na terceira posição. 

O pódio reservado ao evento nacional ficou composto por Lino e Fábio Carapeta, em Ford Ranger, Johan e Yvet Senders, em Toyota Hilux e ainda Richard Timmerman e Lucas Van Geest, em Toyota Hilux, segundo e terceiro classificados, respetivamente. 

Micael Simão primeiro em todas as frentes

Nas motos, Micael Simão voltou a vencer no setor seletivo de sábado, alcançando o segundo triunfo consecutivo na prova de TT do Alto Alentejo e, pelo meio, arrecadou preciosos pontos no assalto ao campeonato nacional de todo-o-terreno, que agora lidera. À cautela depois do abandono na prova em Reguengos, Bernardo Megre, em KTM EXC 450, fez uma corrida “limpa e com o foco em terminar” para chegar em segundo. Após a queda de Gustavo Gaudêncio, Nélson Cunha em Kawasaki KX450X subiu ao terceiro lugar final. 

Micael Simão

“Foi desafiante, estava muito calor. A última parte, onde entrámos no setor em que os carros já tinham passado estava muito destruída. Vim a divertir-me sem arriscar nada para sair daqui com o máximo de pontos possíveis para o campeonato. Impus um bom ritmo, sem arriscar, sem quedas. Levo a vitória que é o culminar do grande esforço que eu e a minha equipa fizemos este ano”, afirmou com emoção Micael Simão.

Tomás Paulo imperial nos quads

Tomás Paulo

Incontestado de princípio a fim, Tomás Paulo foi o grande protagonista entre os quads, seguido de Luís Fernandes (Yamaha YFZ450R) e Tiago Teixeira (Can-Am Renegade XXC 1000) que completaram o pódio da bp Ultimate Baja Portalegre 500.

À chegada, Paulo mostrava o seu contentamento: “Venci aqui o ano passado. Estou feliz. Este ano foi muito dura [a competição], com muito pó, mas faz parte no todo-o-terreno”, rematou.

Gonçalo Guerra estreia-se a vencer em Portalegre

Gonçalo Guerra

Consistente de princípio ao fim, a dupla Gonçalo Guerra/André Lopes (Polaris RZR Pro R) beneficiou da desistência de “Beto” Borrego e Domingos Cunha com problemas mecânicos, para vencer em SSV pela primeira vez em Portalegre. Pedro Pinha e Joaquim Dias (Polaris RZR Pro R) fecharam a sua participação no segundo posto, enquanto André Rodrigues e Ricardo Porto Nunes, em Segway Super Villain 2.0 T, garantiram o último lugar do pódio. 

À chegada, Guerra não escondia a sua satisfação com o resultado obtido. “Foi uma prova bastante dura. Foi intenso. Não tenho palavras para descrever. Finalmente ganhei um Portalegre. E finalmente ganhei uma prova também. É tudo junto. É brutal, é sensacional, é excecional. É uma sensação que não dá para descrever”, concluiu emocionado. 

A festa do TT em Portalegre

Juntando-se às comemorações da 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500, os pilotos juvenis das motos da Mini Baja cumpriram o setor seletivo desta etapa com brio, demonstrando serem o futuro da competição em Portugal. Francisco Porto Nunes (Yamaha YZ 125), Manuel Cary (Yamaha YZ 125) e Joshua De Brion (Yamaha YZ 125) formaram o pódio. 

Nos automóveis clássicos, a competição foi ganha por Gustavo Morais e Miguel Mora (Toyota Land Cruiser KZJ Rally Raid), enquanto na competição dedicada ao Troféu UMM, o triunfo foi alcançado por João Couto e João Santos (UMM Alter Turbo). 

Com colaboração do gabinete de Imprensa da Baja Portalegre 500

Obras na Ponte Marechal Carmona geram indignação e caos no trânsito em Vila Franca de Xira

17 October 2026 at 21:43
📷 Antonio Fernandes

As obras de reabilitação e reforço estrutural a decorrer na Ponte Marechal Carmona (EN10), que liga Vila Franca de Xira ao Porto Alto, estão a causar fortes constrangimentos no trânsito e a gerar uma onda de indignação entre os condutores que utilizam diariamente esta travessia sobre o Rio Tejo.

Nas redes sociais, multiplicam-se os relatos de automobilistas e motoristas de veículos pesados em desespero com as longas filas e com os tempos de espera na travessia da ponte. Percursos habituais de escassos minutos estão agora a demorar cerca de uma hora a hora e meia, afetando gravemente a rotina de quem se desloca para o trabalho ou para deixar as crianças na escola.

O ponto mais crítico apontado pelos utilizadores é a largura extremamente reduzida das vias temporárias de circulação no tabuleiro da ponte. Segundo relatos de motoristas de pesados, o estreitamento dificulta — e por vezes impede — o cruzamento em segurança de dois camiões, fazendo com que os espelhos retrovisores passem a escassos centímetros uns dos outros, aumentando consideravelmente o risco de acidentes.

Perante o cenário caótico na Ponte Marechal Carmona, muitos cidadãos e profissionais do transporte exigem medidas urgentes às entidades responsáveis, nomeadamente à Infraestruturas de Portugal e às autarquias locais. Entre as soluções defendidas pela população estão o condicionamento temporário do trânsito de pesados e a isenção de portagens em alternativas rodoviárias, como a Ponte da Lezíria (A10) ou a A13, enquanto durar a intervenção na travessia.

Por: Dino Frazão

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Depressão Adam leva IPMA a colocar vários distritos sob Aviso Amarelo

17 October 2026 at 19:18

De acordo com um comunicado do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido esta sábado, 17 de outubro, Adam é o nome atribuído pela AEMET (Serviço Meteorológico de Espanha) a uma depressão, que às 00h00 UTC do próximo dia 19, segunda-feira, se irá localizar sobre França, e à qual estará associado um período de precipitação forte e persistente na costa Mediterrânica de Espanha e nas ilhas Baleares.

A referida depressão não deverá ter efeitos diretos significativos no estado tempo em Portugal continental, no entanto, a depressão Adam faz parte de uma região depressionária mais vasta, que irá afetar também o território do continente a partir de sábado, dia 17.

Assim, o IPMA prevê aguaceiros no interior da região Norte a partir da manhã de sábado, estendendo-se gradualmente para o interior das regiões Centro e Sul, e persistindo no Algarve até segunda-feira. Durante a tarde os aguaceiros poderão ser localmente fortes, de granizo e acompanhados de trovoada.

O vento deverá ser fraco ou moderado de nordeste, soprando moderado a forte durante a noite nas terras altas do Norte e Centro, por vezes com rajadas até 70 km/h no dia 18, domingo, e rodando temporariamente para norte no litoral oeste durante a tarde. O IPMA adianta ainda que se espera uma descida acentuada da temperatura ao longo dos próximos dias.

O IPMA emitiu avisos meteorológicos de nível Amarelo relativos a esta situação, que no Algarve tal como nos restantes distritos, está ativo até ás 21h00.

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