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41,5%: Portugal foi o país da UE onde os preços das casas mais subiram desde 2020

By: Lusa
23 October 2026 at 18:20
Subida foi de 81,9%, desde 2010. Constrói-se menos de um quarto do que no início do século, habitação social só atrás da Lituânia. Dois em três portugueses considera habitação uma prioridade para intervenção e a maioria vê custos da casa condicionarem outras despesas. Os preços da habitação em Portugal aumentaram 41,5% entre 2020 e 2025 e 81,9% desde 2010, respetivamente a maior e a terceira maior subidas da União Europeia, segundo o Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS). De acordo com dados estatísticos compilados pela FFMS para um novo conteúdo intitulado “Factualmente”, cuja primeira edição reúne dados sobre

Incêndio numa habitação provoca um ferido grave

23 October 2026 at 18:39

VTM

Um incêndio numa habitação de dois pisos, em Vilela Seca, no concelho de Chaves, provocou um ferido grave, segundo informação avançada à VTM por Nuno Mota, presidente da Junta de Freguesia de Vilela Seca.

Segundo o presidente de junta, o proprietário da habitação sofreu queimaduras e teve de ser hospitalizado.

Segundo os dados da Proteção Civil, às 16h22 a ocorrência encontrava-se em fase de conclusão. Nuno Mota adiantou também que as equipas de socorro permanem no local, com o incêndio já em fase de rescaldo.

As circunstâncias em que o incêndio deflagrou e a extensão dos danos na habitação são, para já, desconhecidas.

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As 55 detenções em Lisboa terão sido ilegais. Até a polícia duvida do famoso decreto-lei 406/74

23 October 2026 at 12:00
Os manifestantes podem evocar que estão perante uma ordem ilegítima e, por isso, não têm de obedecer à polícia. Esta semana ficou marcada por novos protestos pelo direito à habitação, com especial tensão em Lisboa desta vez. Na terça-feira, ao início da manhã, a polícia avançou em Lisboa para retirar as tendas. Houve resistência, houve tensão, alguma violência, e 55 pessoas foram detidas por desobediência. Mas há queixas sobre a acção da polícia. Amadeu Guerra já confirmou que a Procuradoria Geral da República recebeu entretanto denúncias, há “processos em curso” sobre o caso. Decreto-lei n.º 406/74 A polícia justifica a

O homem que apareceu no Rossio a tirar cartazes: quem é? “Não interessa quem eu sou!”

23 October 2026 at 11:15
Um “cidadão comum” foi à praça lisboeta porque estava incomodado com a “falta de responsabilidade” para com os agentes da autoridade. Os recentes protestos pelo direito à habitação têm, como habitualmente, cânticos, slogans, assembleias populares e cartazes. Nesta quarta-feira de manhã, um lisboeta não gostou de ver os cartazes que estavam na Praça do Rossio, em Lisboa, e foi até lá para retirá-los. Carlos Moedas já tinha dito: “Quando eu vejo o vandalismo que foi feito, por exemplo, na estátua de Dom Pedro IV no Rossio, é um vandalismo de um património cultural que tem 150 anos e, portanto, isso

“Não sei se os jovens se sacrificam para ter uma casa, como os nossos pais e avós se sacrificaram”

23 October 2026 at 10:45
Salário de 7.600 euros por mês. Já se pede a demissão do presidente do IHRU, depois destas palavras – que entretanto foram explicadas. O seu nome é Benjamim Pereira. Foi presidente da Câmara Municipal de Esposende, mas desde 2024 é presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU). Nesta quinta-feira, numa sessão sobre a proposta do Plano Director Municipal de Vila Nova de Gaia, atirou: “Já fomos todos jovens, não é? E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade actual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para

A crise na habitação pode estar resolvida daqui a… 10 anos. “Se correr bem”

By: ZAP
23 October 2026 at 10:15
Passam 6 anos só entre o momento da decisão de investir e o dia de entrega das chaves da casa ao inquilino ou comprador. É o assunto do momento em Portugal: a crise na habitação – que não será resolvida em breve. Segundo as contas do Expresso, esta situação só vai ficar resolvida daqui a 10 anos. “Se tudo correr bem”, avisa o jornal. A burocracia é um dos entraves principais, como noutros assuntos: há uma demora de 6 anos só entre o momento da decisão de investir e o dia de entrega das chaves da casa ao inquilino ou

Câmara de Lagoa reclassifica solo para construir 520 fogos de habitação acessível e a custos controlados

22 October 2026 at 16:01

Câmara Municipal aprovou a proposta de alteração simplificada do PDM que permitirá reclassificar cerca de 12 hectares de solo para uso habitacional, estabelecendo que pelo menos 70% da área de construção se destine a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados.

A Câmara Municipal de Lagoa aprovou, na reunião de 20 de outubro, a proposta de alteração simplificada do Plano Diretor Municipal (PDM), destinada à reclassificação de solo rústico para solo urbano com finalidade habitacional, na Unidade de Execução do Calvário, na freguesia de Estômbar e Parchal.

Esta decisão representa um passo importante na estratégia municipal de promoção do acesso à habitação, procurando dar resposta às dificuldades sentidas pelas famílias na aquisição ou no arrendamento de uma casa, através da criação de condições para aumentar a oferta habitacional a preços mais acessíveis, com particular enfoque na habitação a custos controlados.

A proposta abrange uma área de aproximadamente 12 hectares e prevê a possibilidade de construção de até 743 fogos, através de investimento privado. Deste total, 520 fogos destinam-se a habitação acessível, enquanto os restantes 223 correspondem a habitação para o mercado livre.

Em termos de área de construção, a proposta estabelece que pelo menos 70% da área total acima do solo, correspondente a cerca de 71.374 metros quadrados, seja afeta a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados. Esta condição constitui um elemento central do procedimento e traduz a prioridade atribuída à criação de respostas habitacionais que possam chegar a um maior número de famílias.

“O acesso à habitação é um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto sociedade e exige respostas concretas, capazes de produzir efeitos na vida das pessoas. Com esta decisão, estamos a criar condições para aumentar significativamente a oferta habitacional em Lagoa, dando uma importância muito particular à habitação a custos controlados e às soluções de acesso à habitação a preços comportáveis para as famílias. Queremos um concelho onde os jovens possam construir o seu projeto de vida, onde as famílias encontrem condições para se fixar e onde viver em Lagoa não se torne um privilégio reservado a quem tem maior capacidade financeira. Este é um passo relevante nesse caminho, que deverá ser acompanhado pelo cumprimento das condições previstas e pela concretização das soluções habitacionais propostas”, sublinha o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação.

A intervenção incide sobre a Unidade de Execução do Calvário, atualmente classificada como solo rústico, mas contígua ao núcleo urbano consolidado e servida pela Estrada Municipal n.º 125. A reclassificação proposta procura assegurar uma ocupação coerente com a envolvente urbana, articulando a oferta habitacional com a criação de espaços verdes, espaços públicos, acessibilidades pedonais e cicláveis e infraestruturas necessárias ao desenvolvimento da área.

O projeto contempla ainda a previsão de uma via estruturante que deverá contribuir para o desenvolvimento da rede viária urbana, bem como o alargamento do troço adjacente da Estrada Municipal n.º 125, tendo em conta as necessidades de circulação associadas à futura operação urbanística.

O procedimento é desenvolvido ao abrigo do artigo 72.º-B do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), no quadro das alterações legislativas relativas à reclassificação de solos para fins habitacionais. Trata-se de uma alteração simplificada do PDM de Lagoa, que compreende a atualização do respetivo regulamento e da planta de ordenamento, e não da elaboração de um plano de pormenor.

De acordo com os elementos que acompanham o procedimento, esta é a primeira iniciativa desta natureza na região do Algarve, colocando Lagoa na linha da frente na utilização deste mecanismo legal para promover a disponibilização de solo destinado à habitação.

A proposta enquadra-se na Estratégia Local de Habitação de Lagoa e nos objetivos municipais de reforço da oferta habitacional, promoção da coesão social e qualificação urbana. A sua concretização ficará sujeita ao cumprimento dos procedimentos legais aplicáveis, bem como das condições de execução, urbanização e edificação estabelecidas.

Com esta decisão, o Município de Lagoa reforça o compromisso de desenvolver respostas estruturais para um dos problemas que mais afetam as famílias, promovendo condições para aumentar a oferta de habitação acessível e a custos controlados e contribuindo para um concelho mais equilibrado, inclusivo e preparado para o futuro.

Habitação em Vila Real: os milhões do PRR e um PDM que tarda

22 October 2026 at 17:11

VTM

Cinquenta anos depois, ter casa continua a ser um dos maiores problemas sociais do país. A Constituição consagra esse direito, mas a realidade mostra como está longe de ser acessível a todos.

A crise tem várias causas, mas os governos de António Costa, entre 2015 e 2024, tiveram tempo e responsabilidade para enfrentar a escassez de oferta habitacional. Falharam na resposta estrutural. Segundo o Banco de Portugal, entre 2015 e 2023, o número de habitações concluídas foi inferior a metade do registado nos oito anos anteriores. O resultado está à vista: preços elevados, rendas incomportáveis e jovens adiados nos seus projetos de vida.

Vila Real não escapa a esta realidade. Como polo de ensino superior, saúde, administração pública, comércio e serviços, precisa de condições para fixar jovens, atrair profissionais e permitir que as famílias construam aqui o seu futuro.

A aquisição de 180 habitações na Quinta do Centenário, num investimento de cerca de 24 milhões de euros financiado pelo PRR, é um passo importante. Seria desonesto não o reconhecer. Mas seria igualmente irresponsável apresentar este investimento como solução para o problema da habitação no concelho.

E os jovens que começam a trabalhar? E os casais com rendimentos intermédios? E os profissionais que querem viver em Vila Real, mas não conseguem suportar os preços do mercado? A política de habitação não pode limitar-se à emergência social. Tem de aumentar a oferta, recuperar imóveis devolutos e criar condições para que mais pessoas possam viver no concelho.

É aqui que entra uma questão incontornável: o planeamento do território.

A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) começou em 2018, com um prazo inicial de 24 meses. Estamos em outubro de 2026 e o processo continua sem aprovação e publicação da revisão. Oito anos depois, Vila Real permanece à espera de um instrumento essencial para ordenar o crescimento urbano, enquadrar a construção, reabilitar o edificado e dar previsibilidade a quem pretende investir.

Em reunião de Câmara, foi apontado outubro; na Assembleia Municipal, surgiu dezembro como horizonte para a conclusão. Esperemos que o prazo seja cumprido. Mas os anúncios não substituem resultados. Os munícipes e os agentes económicos merecem conhecer o ponto de situação, o trabalho em falta e um calendário credível.

Um PDM atualizado não resolve, por si só, a crise da habitação. Mas a sua demora também não pode ser tratada como um pormenor burocrático. Governar não é apenas captar fundos e inaugurar projetos. É planear, antecipar necessidades e criar condições para o futuro.

O governo de Luís Montenegro já avançou com várias medidas fiscais: – aprovou uma linha de crédito de 1,5 mil milhões de euros para apoiar a construção ou reabilitação de cerca de 50 mil habitações sociais; reduziu o IVA para 6% em algumas operações de construção e reabilitação habitacional; criou benefícios fiscais para rendas moderadas e o aumento das deduções de rendas no IRS; isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação e a simplificação dos licenciamentos.

O investimento público é necessário, mas o planeamento municipal também conta. Vila Real continua a ser um concelho que tarda em planear o seu território, comprometendo a capacidade de construir esse futuro.

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Lei levanta dúvidas se polícia pode interromper protestos da habitação. Seis perguntas e respostas sobre manifestações

22 October 2026 at 16:40

É ou não possível montar tendas no espaço público como forma de protesto em Portugal? A questão divide manifestantes, polícia e até os constitucionalistas. O decreto-lei que garante e regulamenta o direito de reunião é anterior à Constituição e praticamente não sofreu alterações desde 1974

Imóveis para renovar custam menos 240 mil euros do que os imóveis prontos a habitar

22 October 2026 at 11:58
Comprar um imóvel para renovar pode representar um investimento inicial significativamente inferior ao de um imóvel pronto a habitar. Segundo dados do Imovirtual, entre janeiro e setembro de 2026, os apartamentos e moradias para renovar apresentavam um preço médio anunciado de 150 mil euros, face aos 390 mil euros dos imóveis prontos a habitar, uma […]

Habitação: Centenas de pessoas da área da Cultura repudiam violência em carta aberta

By: Lusa
21 October 2026 at 19:01

Mais de 1000 pessoas, maioritariamente trabalhadores da Cultura, subscrevem uma carta aberta que repudia a violência nos protestos pela habitação e manifesta solidariedade com as exigências dos manifestantes.

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Governo diz que compreende "angústia" dos manifestantes e garante que está a "gizar respostas estruturadas"

21 October 2026 at 18:10

PSD e CDS votaram isolados contra o debate de urgência sobre a crise na Habitação requerido pelo Livre. “Graças ao Livre abrimos a casa da democracia”, congratulou-se Jorge Pinto, ao abrir o debate no Parlamento, que ficou marcado pela mudança do tom do discurso do Governo

Cerca de uma em cada oito casas é vendida em menos de sete dias

21 October 2026 at 09:50
Doze por cento das casas anunciadas para venda em Portugal no terceiro trimestre do ano foram vendidas num prazo inferior a sete dias, segundo uma análise do idealista. A análise revela que, além destas “vendas relâmpago”, 18% das casas foram vendidas entre uma semana e um mês, 27% entre um e três meses, 37% entre […]

Seis dezenas manifestam-se em Faro contra custo das casas

By: Lusa
20 October 2026 at 21:14

O protesto em Faro reuniu cerca de seis dezenas de pessoas junto à CCDR Algarve. Manifestantes denunciaram o peso das rendas e do custo de vida.

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Carneiro pede em Lagos que primeiro-ministro deixe cair lei das rendas

By: Lusa
20 October 2026 at 16:32

O líder do PS propõe uma garantia pública para proteger jovens, famílias e idosos e dar segurança aos proprietários em caso de dificuldades no pagamento das rendas.

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