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Brasil: Supremo prorroga votação para as presidenciais por mais duas horas

By: Lusa
25 October 2026 at 20:30
Frotas de autocarros foram reduzidas em várias cidades brasileiras. “Não se pode permitir que as pessoas sejam prejudicadas pelo banditismo de alguns empresários ou alguns prefeitos”, diz Lula da Silva. O Supremo Tribunal Federal brasileiro prorrogou por mais duas horas o horário de votação da segunda volta das eleições presidenciais em todo o Brasil , após a falta de autocarros do transporte público em várias cidades brasileiras. A votação, que deveria encerrar às 17:00 locais (20:00 em Lisboa), foi estendida até às 19:00 (22:00 em Lisboa). A decisão do juiz Cristiano Zanin atendeu a um pedido da campanha do Presidente

Pais levam filhos a seções eleitorais para ensinar democracia

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O voto é facultativo a partir dos 16 anos e obrigatório para os brasileiros de 18 a 70 anos. Mas um público bem mais jovem foi às seções eleitorais no segundo turno das eleições. São crianças levadas por mães, pais e responsáveis para ver como funciona a democracia na prática e na urna.

A publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli levaram o filho e o cachorro da família ao Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte, em Brasília. Todos testemunharam o momento de escolha do presidente que vai governar o Brasil de 2027 a 2030.

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Vinda de Goiânia há quatro anos, Polyana Carla votou pela primeira vez na capital federal. E ela quis que o filho fizesse parte desse momento.

“Ele participar disso é muito importante. Penso no futuro em que ele, um dia, poderá pensar ‘eu participei, eu estive neste momento de futuro para mim e para o Brasil’. Nosso filho faz parte dessa democracia, que tem que ser positiva para seu futuro.”

Polyana Carla defende que os governantes pensem em políticas que extrapolem o período de cada mandato.

“A gente tem que pensar no futuro das próximas gerações e não apenas no agora. O trabalho de qualquer governante tem que ser pensado a longo prazo.”

 

Brasília (DF), 25/10/2026 - Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Brasília (DF), 25/10/2026 - Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 A companheira dela, Luísa, diz que transmite ao filho o legado recebido dos pais dela e vê como necessário o fato de o filho compreender o dever do exercício do voto.

“Este é um dos momentos mais importantes da nossa vida como cidadão. Não podemos não atuar para o nosso futuro. Não adianta ficarmos só reclamando, se não fizermos por onde.”

Por isso, muito além dos dias de votação, Luísa Malagoli enfatiza a necessidade de o povo cobrar ações de governantes e de legisladores como vereadores, deputados distritais e estaduais em prol do bem comum.

Direitos das meninas e mulheres

Com o E-título no celular e uma filha em cada mão, a analista de departamento pessoal Elizabete Queiroz Gomes trouxe as suas filhas Emanuelle, de 10 anos, e Luna, de 9, para acompanhá-la na votação.

“É muito importante, desde cedo, a gente já ensinar os nossos filhos, os nossos irmãos mais novos, todos eles, sobre a importância de a gente ter o nosso direito de voto e saber como é que funciona todo o processo.

Logo após votar no Varjão, a 13 quilômetros do centro de Brasília, Elizabete declara que sua escolha é totalmente consciente por um futuro melhor para suas filhas.

“Eu sou uma mulher. E votar tem um peso enorme para nós que somos mulheres brasileiras, já que esta conquista não faz tanto tempo que a gente conseguiu.”

A referência dela é ao voto feminino no Brasil, instituído apenas em 1932.

Próximas gerações

Na mesma escola pública, Siomara Chao, de 59 anos, levou o neto Iyaz, de 4 anos, por patriotismo, mesmo que o menino ainda não entendesse bem as consequências das escolhas feitas na cabine de votação.

“Iyaz já canta o Hino Nacional na escola dele, que também ensina o patriotismo. O que acho superpositivo.”

 

Brasília (DF), 25/10/2026 - Plínio Delltenna e Siomara Nunes em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Brasília (DF), 25/10/2026 - Plínio Delltenna e Siomara Nunes em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Plínio Delltenna e Siomara Chao em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ao lado do marido, o mecânico Plínio de La Pena, de 72 anos, Siomara justifica que suas opções nas urnas foram por candidatos que possam garantir o futuro dos quatro filhos e dos 12 netos.

“Vir aqui, no domingo, é exercer a nossa cidadania. Fazer valer uma mudança, um progresso futuro para os nossos netos, para os nossos filhos. Algo melhor.”

Segurança 

Arcanjo Miguel Mota da Silva, de 7 anos, nem sabe ainda porque acompanhava o pai, Nilsemar Ferreira da Silva, no local de votação.

Mesmo assim, o pai acredita que seu o filho já é beneficiado pelo voto que digitou.

“É importante para ele começar a entender a respeito do que que se trata a política.”

“Quero um país melhor. Quero poder sair de casa sem medo de nada, ter segurança. E também priorizo a educação para as crianças.”

Homem agredido em ato pró-Lula em Santos tem morte cerebral

25 October 2026 at 21:01

Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi agredido em um ato de esquerda em Santos, no litoral de São Paulo, na noite desta sexta-feira (23/10). Ele ficou inconsciente durante uma apresentação da “Banda Esquerdantina”, que ocorreu em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e foi levado ao Hospital Santa Casa.

Marcelo ficou internado em coma induzido até o diagnóstico de morte cerebral, recebido neste domingo (25/10). O quadro é considerado irreversível. O motivo da agressão ainda é desconhecido, mas há suspeita de que tenha sido motivada por homofobia.

Em relato ao Metrópoles, Luiz Santana, músico do Esquerdantina, afirmou que episódios do tipo nunca ocorreram em outras apresentações da banda. “A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim”, disse. Ele afirmou que a banda se colocou à disposição da família de Marcelo para prestar assistência e que o episódio os deixou “muito abalados”.

Em nota, a banda exigiu a “rápida apuração” do caso e “consequente punição dos responsáveis”. “Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política”, dizia a nota.

Em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aguarda retorno. O caso segue em investigação.

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La tempesta Boelo si abbatte sul nord Europa: un morto nel Regno Unito, 400mila case senza luce e disagi nei trasporti

25 October 2026 at 19:23

Abitazioni senza elettricità, alberi caduti e anche un morto nel Regno Unito. Le violente tempeste che si sono abbattute oggi sul nord Europa hanno causato non pochi problemi in diversi Paesi. La tempesta Boelo ha causato oggi una vittima nel Regno Unito, dove nel tardo pomeriggio decine di migliaia di abitazioni risultavano ancora prive di energia elettrica e i trasporti hanno subito forti disagi a causa di venti violenti. Un uomo di 60 anni ha perso la vita in seguito alla caduta di un albero nel sud-ovest della Scozia, ha reso noto la polizia locale. Secondo un portavoce, l’uomo non si trovava a bordo di un veicolo e il decesso è stato constatato sul posto.

Gravi disagi ai trasporti e alle reti telefoniche anche in Francia. A Lille, nel nord, un corridore è rimasto ferito poco dopo la partenza della maratona cittadina, organizzata per la prima volta dopo 31 anni, dopo essere stato colpito da un albero abbattuto dalle forti raffiche di vento durante la corsa. Il quotidiano locale La Voix du Nord precisa che si tratta di un uomo di 25 anni. Gli organizzatori della gara hanno dichiarato che il corridore non è in pericolo di vita. Secondo le autorità locali, il passaggio delle tempeste Boelo e Austen – avvenuto nel giro di 24 ore l’una dall’altra – ha provocato interruzioni di corrente per oltre 81mila utenze in Gran Bretagna, quasi 60mila in Francia e almeno 10mila in Germania.

Nella regione di Argyll e Bute, nella Scozia occidentale, sono stati registrati venti che hanno raggiunto velocità fino a 135 chilometri orari. Alberi e linee elettriche, abbattuti dal maltempo, hanno bloccato strade e tratte ferroviarie in tutta la Scozia e nel nord dell’Inghilterra. L’Energy Networks Association britannica ha riferito che, nel corso delle tempeste, oltre 400mila abitazioni hanno subito un’interruzione della fornitura elettrica. Mentre in Germania oggi la tempesta Austen ha interrotto l’elettricità per 10mila abitazioni a Friburgo e nelle zone limitrofe nel sud-ovest del Paese. Il maltempo ha colpito anche i Paesi Bassi e il Belgio: a Bruxelles ieri quattro persone sono rimaste ferite dalla caduta di alcuni alberi. In tutto il Nord Europa, centinaia di voli sono stati cancellati o dirottati a causa delle tempeste.

Disagi anche in Scozia per quanto riguarda i trasporti: secondo Network Rail Scotland, la caduta di alberi e cavi, insieme a inondazioni – che hanno raggiunto persino i binari di una stazione a Glasgow – hanno reso necessaria la chiusura di strade e linee ferroviarie. Nel corso del fine settimana, inoltre, sono stati cancellati decine di voli in partenza dagli aeroporti di Leeds–Bradford (Inghilterra), Belfast e George Best (Irlanda del Nord), nonché da Glasgow, Edimburgo, Inverness e Aberdeen (Scozia). Oggi sono stati soppressi anche alcuni collegamenti via traghetto da Belfast verso la Scozia e l’Inghilterra. Parallelamente, le agenzie per l’ambiente britanniche e scozzesi hanno diramato diverse decine di allerte per piene e inondazioni, valide per il tardo pomeriggio. In Irlanda del Nord oggi pomeriggio poco meno di un migliaio di utenze risultavano ancora prive di energia elettrica; il gestore della rete elettrica ha reso noto che, nel frattempo, la fornitura è stata ripristinata per circa 11mila e 500 clienti.

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Casa para Viver condena «violência policial» e convoca protesto no Parlamento

By: Lusa
25 October 2026 at 16:04

A plataforma Casa para Viver condena a atuação policial nas acampadas de Lisboa e Porto e convoca um protesto no Parlamento. Exige o apuramento de responsabilidades e um orçamento que responda à crise da habitação.

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Un virus infectó a los chimpancés hace millones de años y apagó en ellos un gen que los humanos usamos para formar el cerebro

Si ponemos los genes de una persona junto a los de un chimpancé, lo llamativo es lo poco que difieren. Compartimos más del 96% de las secuencias que sirven para fabricar proteínas, que son las piezas con las que se construye un organismo. Y aun así nuestro cerebro es unas tres veces mayor que el […]

Alckmin vota em SP e diz estar confiante na defesa da democracia

O vice-presidente e candidato à reeleição junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin, chegou para votar em um colégio em Morumbi, na zona Sul de São Paulo, às 12:10 deste domingo (25).

Ele veio acompanhado de sua esposa, Lu Alckmin, do candidato ao governo de São Paulo derrotado nas urnas, Fernando Haddad, e de Simone Tebet, Tabata Amaral e Marina Silva.

Após a votação, Alckmin disse que está “muito confiante devido ao movimento que viu nos últimos dias”.

“Mulheres, homens, a melhor idade impressionante a presença de todos nas ruas. Ficamos muito confiantes, animadíssimos, pois cresceram as redes cresceram as ruas e nós vamos garantir a democracia que é onde o povo é ouvido” disse aos jornalistas no colégio Santo Américo.

Alckmin destaca participação dos jovens

Alckmin citou que dia 25 de outubro é o dia Nacional da Juventude e também o dia Nacional da Democracia, e elogiou a presença jovem no segundo pleito.

“O futuro começa hoje, e ele se chama juventude. Os jovens geram um grande exemplo, ocupando as ruas de maneira espontânea, alegre, dando um exemplo de amor ao próximo”, disse.

Segundo ele, as eleições estão com um sentimento semelhante ao do movimento Diretas Já, no final dos anos 1980, quando milhares foram às ruas em defesa da democracia. “Nesse segundo turno vimos no Brasil inteiro cidades pequenas no interior e capitais, todo mundo nas ruas defendendo a democracia que é interpretada hoje, pelo presidente Lula.”

Vice-presidente repudia ataques a apoiadores de Lula

Ele também repudiou os ataques violentos contra apoiadores do presidente Lula ontem, em que a vereadora de Montes Claros do PT Iara Pimentel, e o engenheiro Marcelo Rocha, em Santos, foram agredidos.

“Foi um ataque covarde apenas por manifestarem sua opinião política”, disse. (Ana Bottallo/FOLHAPRESS)

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SOS Racismo exige «fim da violência policial e repressão brutal»

By: Lusa
25 October 2026 at 15:25

A ONG exige a demissão do ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, e um inquérito à atuação da PSP nas acampadas de Lisboa e Porto.

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Una inscripción de casi 5 metros encontrada en los baños romanos de Fortuna en Murcia podría revelar quién los construyó

El martes 20 de octubre, la alcaldesa de Fortuna, Catalina Herrero, el director general de Patrimonio Cultural, Patricio Sánchez, y el concejal de Cultura, Juan Manuel Soler, acudieron a los Baños Romanos para acompañar la extracción de una piedra que llevaba unos veinte siglos formando parte de un muro. La pieza viaja ahora al Museo […]

GNR detém homem suspeito de tráfico de droga em Tavira

By: LUSA
25 October 2026 at 13:11

Um homem de 43 anos, suspeito de tráfico de droga, foi detido na quarta-feira pela GNR, que apreendeu mais de 200 doses de heroína, em Tavira.

Durante uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda abordaram um indivíduo “que apresentava um comportamento suspeito, tendo sido encontrado na sua posse produto estupefaciente”, adiantou o Comando Territorial de Faro da GNR.

Posteriormente, foram apreendidas 208 doses de heroína, duas doses de cocaína e um spray de defesa pessoal.

Os factos foram remetidos ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Olhão.

Doentes inconscientes controlaram sons com a mente

By: ZAP
25 October 2026 at 10:30
Interface cérebro-computador permite a doentes sem resposta nas unidades de cuidados intensivos controlar sons através do pensamento. Uma equipa de investigadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, desenvolveu uma interface cérebro-computador que permite a alguns doentes com lesões cerebrais agudas, clinicamente sem resposta, controlar sons através da atividade cerebral. A tecnologia, que utiliza elétrodos não invasivos de eletroencefalografia (EEG), poderá abrir caminho a novas formas de comunicação com pessoas que mantêm algum nível de consciência, mas não conseguem expressar-se através de movimentos ou da fala. O estudo, liderado pelo neurologista Jan Claassen, partiu da evidência de que alguns doentes

Cães, bastões, feridos, detenções: PSP avançou sobre manifestantes no Porto e Lisboa

By: ZAP
25 October 2026 at 10:11
Número exato de feridos ainda por apurar: a versão da PSP é muito diferente da versão das acampadas. Manifestantes estarão hoje, novamente, pelas 19h, em assembleia popular e já há pelo menos mais duas manifestações agendadas. A madrugada deste domingo foi palco de intervenções policiais simultâneas no Porto e em Lisboa, para retirar à força os manifestantes que se recusaram a desmontar as dezenas de tendas montadas pelo direito à habitação nas duas cidades. O balanço oficial da PSP mais recente aponta para 31 detidos e 11 feridos (5 no Porto e 6 em Lisboa, e três são polícias) nas

Amigo de imigrante que morreu em Olhão não se lembra de alegadas agressões policiais

By: LUSA
25 October 2026 at 10:11

O amigo do cidadão marroquino que morreu em 2024, em Olhão, disse em tribunal não se lembrar das agressões alegadamente cometidas por dois agentes da PSP que estão a ser julgados por homicídio qualificado.

Os agentes da PSP Jorge Sousa e Pedro Barbosa estão acusados pelo Ministério Público de agressões que resultaram na morte de Aissa Ait Aissa, após este ter estado internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro durante 20 dias.

Os arguidos, que se encontram suspensos de funções, estão acusados de dois crimes de sequestro agravado e um crime de homicídio qualificado, cujos factos remontam a março de 2024. O Ministério Público considerou que os agentes “abusaram gravemente” da sua autoridade, mas os agentes negaram responsabilidade na morte do homem.

O amigo do falecido, Hassain Ait Rahou, de 27 anos, foi ouvido no Tribunal de Faro, sendo que durante a audição, recorrendo a tradutor, a segunda vítima afirmou que no dia dos factos estava “drogado”, tal como Aissa Ait Aissa, por terem consumido comprimidos de Rivotril.

Contou que, após terem saído de casa, foram a um supermercado, onde Aissa “escondeu” alguns produtos na sua roupa, o que levou as funcionárias a chamar a polícia. Recordou-se de ter sido “levado com força” para o carro patrulha, onde ele e a vítima mortal foram algemados “por detrás das costas”.

O homem disse que passou o trajeto a “dormir acordado”, que “não estava com a cabeça no sítio”, e que a sua última memória do amigo é de este ter pedido “para alargar as algemas que estavam apertadas”.

Questionado pelo advogado dos pais de Aissa Ait Aissa, se teria memória de os agentes da PSP os terem agredido, referiu não se lembrar.

Confrontado pela defesa com algumas “contradições”, reconheceu ter havido uma abordagem policial, pelos mesmos agentes, na tarde do dia da ocorrência, apesar de minutos antes ter dito que isso teria acontecido no dia anterior. Hassan Ait Rahou afirmou ainda que o agente que pediu calma aos dois amigos seria o passageiro, quando em 2024 disse ter sido o condutor da viatura.

O julgamento prossegue a 10 de novembro, às 9h15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa – que se constituíram assistentes no processo e reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros -, bem como das duas últimas testemunhas.

Científicos consiguen atrapar una partícula de antimateria durante meses

Si un electrón y un positrón se encuentran, desaparecen. Ambas partículas se aniquilan y su masa se transforma en energía. Esa es la razón de que el positrón sea tan difícil de estudiar: no existe un recipiente donde guardarlo, porque las paredes de cualquier recipiente están hechas de materia y un solo roce bastaría para […]

El yugo implacable del destino – Por Juan Manuel de Prada

25 October 2026 at 03:16
Por Juan Manuel de Prada Las imágenes recientes de las urbes francesas arrasadas por el fuego y entregadas al pillaje (patéticamente replicadas en España, con beneplácito gubernativo, como guarnición de…

Mulher é assassinada antes de incêndio em kitnet em Anápolis, aponta perícia

24 October 2026 at 23:37

Rosiane Silva Santos, de 34 anos, foi morta com um golpe de faca no pescoço antes do incêndio que atingiu a kitnet onde morava, no Setor Central de Anápolis. A lesão profunda foi identificada pela Polícia Científica de Goiás durante os exames realizados após a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML).

O sangue encontrado no travesseiro onde a vítima estava foi um dos indícios que levaram a Polícia Civil a investigar a possibilidade de homicídio. Inicialmente tratado como uma morte acidental, o caso passou a ser apurado como um possível assassinato seguido de incêndio provocado pelo autor do crime.

O delegado Cleiton Lobo, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis, informou que Rosiane morava sozinha na residência. Segundo a apuração inicial, o crime teria ocorrido por volta das 4h da madrugada de sábado (24/10). Às 6h17, uma testemunha acionou o Corpo de Bombeiros após perceber uma intensa fumaça que saía do imóvel. Um suspeito já está detido, e a Polícia Civil continua a investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.

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Ameaças, perseguição e mortes: indígenas denunciam aumento da violência política

24 October 2026 at 19:19

Na manhã de 13 de outubro, um grupo de moradores da Terra Indígena Votouro, no Rio Grande do Sul, foi até a casa do cacique Darci Borges, do povo Kaingang. Eles procuravam entender por que cinco trabalhadores da aldeia haviam sido demitidos um dia depois do primeiro turno das eleições. O encontro terminou em briga, e o indígena Álvaro Ferreira, frentista em um posto de gasolina de Faxinalzinho, município vizinho à TI, foi morto. 

Rosa Kaingang*, que estava presente, diz ter visto o cacique – apoiador de Flávio Bolsonaro – atirar contra Ferreira. “Eu sou prova viva disso e nunca mais vou esquecer essa cena horrível.” Segundo vídeo enviado por moradores, a polícia da Brigada Militar estava presente no momento dos disparos.

Foi a primeira de três mortes naquele dia. As outras duas, também de indígenas, ocorreram horas depois, durante ação do Batalhão de Choque da Brigada Militar, chamado à TI após o primeiro crime. Segundo os indígenas, os militares desceram atirando – e mataram duas pessoas da comunidade. Já a corporação alegou à Rádio Gaúcha ter sido recebida a tiros no território indígena e atribuiu a violência a uma disputa interna pela liderança da comunidade. 

Entretanto, para os quatro indígenas ouvidos pela Agência Pública, a disputa tem outro nome: perseguição política. Eles relatam que o cacique Darci Borges, bolsonarista declarado, pune há anos os moradores que votam em candidatos do PT, e que a pressão aumenta a cada eleição. “Quem apoia a esquerda perde o emprego na aldeia”, explica Rosa*.

Vídeo enviado por moradores da Terra Indígena Votouro mostra momento do confronto entre o cacique Darci Borges, o “cacique bolsonarista”, e lideranças apoiadoras do PT

A Polícia Federal informou que a investigação das mortes é conduzida pela unidade de Passo Fundo e que não divulga informações sobre inquéritos em andamento. O Ministério Público Federal abriu um procedimento de mediação e pediu reforço do policiamento no segundo turno. Sobre a apuração criminal, disse ainda não ter retorno.

A Brigada Militar, a Secretaria da Segurança Pública do estado e a Polícia Civil não responderam até a publicação deste texto. O espaço segue aberto. O cacique Darci Borges foi procurado por telefone e se recusou a dar entrevista.

O conflito na TI Votouro não é um caso isolado da tensão política que vem se instaurando nos territórios indígenas durante a eleição. Em Roraima, lideranças Yanomami ouvidas pela Pública relatam que garimpeiros têm telefonado para jovens da etnia avisando que vão “voltar com tudo” ao território se Flávio Bolsonaro for eleito. A maior terra indígena do país foi devastada, durante o governo Bolsonaro, pelo garimpo ilegal, que levou violência, estupro, fome e problemas de saúde aos Yanomami (leia mais abaixo). 

No Pará, áudios revelados pela Folha mostram fazendeiros marcando a invasão da Terra Indígena Apyterewa para 25 de outubro, dia do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). 

Para a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Lucia Alberta Baré, as ameaças têm relação direta com a campanha. “As pessoas falam claramente, isso não é nem segredo: se o candidato X ganhar, no dia seguinte nós vamos entrar na terra indígena.” A própria Funai virou alvo. Quatro dias depois do primeiro turno, em 8 de outubro, a unidade do órgão na Terra Indígena São Jerônimo, no Paraná, foi atacada com artefatos explosivos.

A presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, diz que as ameaças têm relação direta com a campanha
A presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, diz que as ameaças têm relação direta com a campanha

Os relatos se somam a um período pré-eleitoral que foi o mais violento da década. As organizações Terra de Direitos e Justiça Global contaram 354 casos de violência política no país entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, um a cada 44 horas. Só na campanha deste ano, até o primeiro turno, foram mais 134, um a cada nove horas.

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TI Votouro: ‘Ou ele te manda embora ou ele te mata’

A Terra Indígena Votouro, onde vivem famílias Kaingang e Guarani, fica entre Benjamin Constant do Sul e Faxinalzinho, no norte do Rio Grande do Sul. Segundo moradores ouvidos pela reportagem, o cacique Darci Borges, no cargo há cerca de sete anos, faz campanha aberta para candidatos bolsonaristas desde 2018. “Campanha e ameaça ele sempre fez, mas neste ano ele foi ainda mais violento”, relata Rosa* Kaingang. 

A tensão política se acirrou na véspera do primeiro turno, quando uma carreata de apoiadores de Lula dentro da TI foi apedrejada por pessoas ligadas ao cacique, segundo relatos dos indígenas ouvidos. O grupo registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Valentim.

O santinho que o grupo ligado a Darci Borges distribuía, enviado à reportagem pelos moradores entrevistados, pedia votos não apenas para Flávio Bolsonaro e o governador eleito Luciano Zucco, mas também para os candidatos ao Senado Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo), para o candidato a deputado federal Maurício Dziedricki (Podemos) e para o deputado estadual Ronaldo Santini (Podemos).

Foto de uma colinha que teria sido distribuída pelo cacique Darci Borges e seus apoiadores, na TI Votouro (RS)
Foto de uma colinha que teria sido distribuída pelo cacique Darci Borges e seus apoiadores, na TI Votouro (RS)

No dia seguinte à eleição, segunda-feira, 5 de outubro, cinco trabalhadores indígenas que tinham participado da carreata petista foram dispensados de seus cargos na aldeia. A um deles, segundo Rosa*, o cacique teria dito: “Vai pedir dinheiro pro teu deputado agora”. Para ela, a regra na TI é clara: “Se tu mora na reserva, tu tem que apoiar o lado dele. Se tu não fizer o que ele diz, ou ele te manda embora ou ele te mata, como matou o Álvaro. Ele era um companheiro de militância muito querido”, lamenta. “Estava junto com nós no dia da carreata. Ele tava uma felicidade que só, sabe?”

Marta* Kaingang, outra moradora ouvida pela reportagem, diz que a prática é antiga. Depois da eleição municipal de 2024, segundo ela, pessoas de famílias que declararam voto em um vereador indígena do PT também perderam cargos na creche e na escola da aldeia. “Ele ficava na rua o dia inteiro, com um carro de som, tocando a música do Flávio Bolsonaro e ameaçando quem não votasse nos candidatos dele”, conta. 

Além da pressão política, Marta* relatou ameaças de expulsão e incêndio de casas. “Tu dorme com medo, acorda com medo. Tu não sabe se vai acordar e não vão estar cercando tua casa”, diz. “E se ele [o cacique] mata meu filho porque ele não quis apoiar o candidato dele?”

Um áudio enviado à reportagem pelos moradores de Votouro, que dizem ter sido gravado pelo cacique, mostra o tom das ameaças. Na gravação, uma voz masculina se dirige a uma funcionária da prefeitura de Benjamin Constant do Sul: “Tu tá exigindo demais. Eu posso pedir o desligamento total de você. Então, tu quer continuar trabalhando, aí fica bem quietinha no teu canto, tá? (…) E você sabe que eu posso fazer isso”.

O fatídico dia 13

Na manhã de 13 de outubro, dia em que o grupo foi à casa do cacique perguntar o motivo das demissões, não houve tempo para diálogo. De acordo com relatos dos indígenas ouvidos pela Pública, o cacique teria dado um tapa em Álvaro Ferreira, que revidou com um soco, e a briga foi escalando. “Ele entrou para dentro de casa, simplesmente pegou a arma de fogo e atirou contra ele”, afirma Rosa* Kaingang. 

Ainda segundo os moradores, o 3º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar chegou 3 horas mais tarde. Rosa* conta que os policiais “soltaram drones e desceram atirando”. “A polícia alegou confronto, mas não teve confronto nenhum”, explica. Dois homens morreram em decorrência do tiroteio, identificados pelos moradores da TI como Alexandro e Silvano, mas as autoridades não divulgaram a identidade das vítimas. Outras 15 pessoas ficaram feridas, e a Polícia Federal investiga o caso. A identidade das vítimas ou de onde partiram os tiros ainda não foi divulgada. 

Moradores  da TI Votouro relatam terem sido atacados com pedras, pedaços de pau e jatos spray de pimenta durante confronto com a polícia

“Até quando nós vamos viver assim? Se esse cacique continuar, ele vai matar mais quantas pessoas?”, pergunta Rosa*.

Questionada, a presidenta da Funai criticou a atuação policial. “A polícia tem que agir com humanidade. Não pode chegar atirando em todo mundo”, afirma. “Esse não é o primeiro nem será o último caso, infelizmente.” A Funai diz ter acionado a Força Nacional de Segurança Pública para atuar na TI. 

TI Yanomami: ‘estão dizendo que o filho do Bolsonaro ganhou’

Waihiri Hekurari Yanomami
Waihiri Hekurari Yanomami diz que o tráfico de aeronaves na TI voltou a aumentar após o 1º turno

Cerca de uma semana depois do primeiro turno, quatro jovens Yanomami relatam ter recebido ligações de garimpeiros dizendo que eles “estavam voltando” ao território, em Roraima. Em troca de dinheiro, pediam que os jovens limpassem pistas de pouso abandonadas na floresta, usadas por aviões e helicópteros do garimpo.

Estão dizendo que o filho do Bolsonaro ganhou, que já é presidente. Por isso eles estão invadindo nosso território novamente”
Waihiri Hekurari Yanomami
Presidente da Urihi Associação Yanomami

A liderança falou com os quatro jovens, mas, por segurança, preferiu não revelar suas identidades nem a região onde vivem.

As ligações foram destinadas a indígenas de regiões onde a floresta já voltou a ser derrubada. Um relatório preliminar de monitoramento da associação obtido pela Pública registra novos desmatamentos em duas áreas que estiveram no centro da última invasão. A primeira fica em Xitei. Ali, perto da Pista da Pupunha, pista clandestina do garimpo, a plataforma de monitoramento por satélite Guardião emitiu 14 alertas de desmatamento entre abril e 20 de outubro, somando cerca de 5 hectares.

Área perto da Pista da Pupunha, em Xitei, na Terra Indígena Yanomami, em 2 de agosto e em 16 de outubro de 2026. Os polígonos marcam alertas de desmatamento
Área perto da Pista da Pupunha, em Xitei, na Terra Indígena Yanomami, em 2 de agosto e em 16 de outubro de 2026. Os polígonos marcam alertas de desmatamento

A segunda área fica entre Homoxi e Maraxiu, no entorno de Surucucu. Homoxi foi uma das regiões mais devastadas na última invasão. Ali, foram três alertas entre agosto e setembro, cerca de 1,8 hectare.

Área entre Homoxi e Maraxiu, perto de Surucucu, em 2 de março e em 28 de setembro de 2026
Área entre Homoxi e Maraxiu, perto de Surucucu, em 2 de março e em 28 de setembro de 2026

Waihiri afirma que o tráfego de aeronaves voltou a aumentar desde o primeiro turno. A associação avisou a Casa de Governo, estrutura do governo federal que coordena a resposta à emergência Yanomami em Boa Vista, e vai enviar o relatório completo às autoridades.

Entre 2019 e 2022, estima-se que existiam cerca de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena. Eles levaram violência, estupro, contaminação de rios e mortes aos Yanomami. Durante o governo de Bolsonaro, 570 crianças yanomami morreram por causas evitáveis, conforme revelou Sumaúma à época. Os garimpeiros foram expulsos pelo governo Lula em 2023. 

Mas as ameaças da volta do garimpo não se restringem aos Yanomami. Em 9 de outubro, a Aliança em Defesa dos Territórios, que reúne os povos Kayapó, Yanomami e Munduruku, divulgou uma carta relatando ameaças de garimpeiros em Roraima, no Pará e em Mato Grosso logo depois do primeiro turno. Waihiri ajudou a escrever o texto.

Nas redes sociais, garimpeiros fazem campanha aberta. Desde que Flávio Bolsonaro saiu na frente no primeiro turno, diz Waihiri, os garimpeiros “se sentiram com confiança e autoridade”. Em um vídeo publicado no TikTok sob a legenda “A nação garimpeira é Flávio Bolsonaro”, uma mulher grava de uma área de mata: “O tempo em que a gente conseguiu trabalhar melhor no garimpo foi no tempo em que o Bolsonaro foi presidente”.

Em Roraima, o garimpo esteve no centro da campanha eleitoral no primeiro turno. Durante um comício na capital Boa Vista, Flávio Bolsonaro prometeu: “Vocês vão ter segurança jurídica, vão poder plantar, vão poder criar gado, vão poder fazer mineração com responsabilidade, porque é um governo que vai respeitar o garimpeiro legal”.

Aliado de Flávio, o governador eleito de Roraima, Arthur Henrique (PL), que venceu no primeiro turno com cerca de 69% dos votos válidos, usou a defesa da mineração em terras indígenas como uma de suas principais bandeiras. A presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, lembra que a decisão não cabe ao governo estadual. “Ele só esqueceu que as terras indígenas não são de responsabilidade do estado de Roraima. Mas esse discurso é muito delicado durante o processo eleitoral, porque cria essa situação de insegurança para os indígenas e para os nossos servidores.”

‘Com Lula a gente podia dialogar, com Flávio não’

Alessandra Korap Munduruku conhece há anos o preço de enfrentar o garimpo no Tapajós. Ao longo da militância, recebeu ameaças de morte e teve a casa invadida e revirada. Neste ano, levou a disputa para as urnas: concorreu pela primeira vez a uma vaga na Câmara dos Deputados, pelo PT do Pará, e ficou como suplente, com 29.624 votos.

Alessandra Korap Munduruku
“Não esqueceremos jamais” dos estragos que Bolsonaro fez na Amazônia, diz Alessandra Korap Munduruku

Durante a campanha seu perfil no Instagram virou alvo de insultos, ataques e ameaças, a maioria em nome de Flávio Bolsonaro e do garimpo. “Deixa Flávio ganhar, até tu vai pro inferno”, escreveu um usuário. “Garimpeiro é trabalhador, não bandido, então vai te f[*]”, comentou outro.

O que preocupa Korap agora está fora das redes sociais. “A gente, que já viveu esse terror de 2019 a 2022, sabe o que é o garimpo”, diz. “A gente sabe que eles vão voltar tudinho se o Flávio ganhar.” Para a liderança, a disputa já não se resume a “esquerda ou direita”. “Agora, temos que enfrentar o bolsonarismo. Os bolsonaristas estão cheios de raiva, espumando. Eles têm armas, e são violentos.”

Comentários recebidos nas postagens de Alessandra Korap Munduruku durante sua campanha eleitoral
Comentários recebidos nas postagens de Alessandra Korap Munduruku durante sua campanha eleitoral

Para Korap, a questão indígena ficou à margem da campanha nacional deste ano, e foi justamente no intuito de romper esse silêncio que a Aliança em Defesa dos Territórios, da qual ela faz parte, escreveu a carta. “As mulheres estão com medo do cheiro da bala, dos venenos nos nossos rios, das armas dos garimpeiros. A gente precisava escrever essa carta pra alertar o mundo todo. A população brasileira pode até ter esquecido dos estragos que Bolsonaro fez na Amazônia e do que seu filho pode fazer, mas nós não esqueceremos jamais.”

Na TI Apyterewa, invasões marcadas para o dia do segundo turno

No Pará, o governador eleito, Dr. Daniel (Podemos), que venceu no primeiro turno com apoio de Flávio Bolsonaro e tem como vice a garimpeira Ellayne D’Almeida (PL), aparece também nos áudios revelados pela Folha de S.Paulo em 12 de outubro. Em oito mensagens de WhatsApp enviadas a indígenas Parakanã, moradores da região dizem que fazendeiros esperam o dia 25 para invadir a Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu. 

A aposta, segundo os áudios, é que Flávio, se eleito, e Dr. Daniel entreguem o território aos pecuaristas. O Comitê de Desintrusão do governo federal reforçou o efetivo na região. Procurados, Dr. Daniel não quis comentar e a campanha de Flávio não respondeu.

Território de mais de mil indígenas Parakanã, povo de contato recente, a Apyterewa foi a terra indígena mais desmatada do país durante o governo Bolsonaro. Entre julho e setembro deste ano, período que coincide com o da pré-campanha e campanha eleitoral, os focos de incêndio no território passaram de 41 para 1.007, segundo dados do Inpe compilados pelo Programa Xingu.

A Funai, que integra o Comitê de Desintrusão, diz que as forças de segurança foram enviadas à região, mas reconhece o limite. “Nós não temos como proteger as 700 terras indígenas de uma vez. Então as ameaças vão continuar existindo”, lamenta Lucia Alberta Baré.

Ameaças também chegaram a terras onde a desintrusão de fazendeiros já foi realizada pelo governo federal. Nesta semana, servidores da Funai receberam de lideranças da TI Alto Rio Guamá, também no Pará, um vídeo que circula no TikTok em que um homem com boné escrito “Flávio Bolsonaro 2026” grava em frente uma placa da Funai demarcando a área como “terra protegida” e avisa: “Não acredite no discurso de um governo que arrancou o povo de uma terra supostamente indígena. Esse povo, Lula, não vai esquecer a forma desumana que vocês trataram eles. Agora, na urna, no próximo domingo, dia 25, vocês vão ter a resposta do povo paraense”.

Na Terra Yanomami, Waihiri Hekurari conta que, às vésperas do segundo turno, os mais velhos das aldeias têm feito pajelança todos os dias, apesar do receio do resultado no dia 25. “Estamos todos com medo, mas nossos pajés estão conversando com a floresta, conversando com o céu, para que nossa mensagem chegue para todos os brasileiros”, conta.

Alessandra Munduruku, mesmo sem a vaga no Congresso Nacional, parece manter a esperança. “Por mais que eu não tenha sido eleita, me sinto vitoriosa por furar essa bolha no meu estado. Eu espero que, nesse segundo turno, as pessoas possam continuar a ouvir minha voz, a voz do meu povo, a voz do rio, a voz da floresta. Independente das urnas, a luta dos povos indígenas continua”, conclui.

O AEFFL de Olhão deslocou-se a Zakanje (Croácia) para a valorização do património

24 October 2026 at 19:59

Entre os passados dias 18 e 24 de outubro, o AEFFL marcou presença na primeira mobilidade de alunos a Zakanje, na Croácia, no âmbito do Projeto Erasmus+ “Echoes of the Past: Crafting Future Leaders Through Heritage and Environment”, dedicado ao património cultural europeu, mais concretamente à valorização do património cultural e natural como ferramentas para desenvolver competências […]

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