❌

Normal view

Milhares de manifestantes em protesto pelo direito a uma casa junto ao parlamento

27 October 2026 at 22:50

Milhares de apoiantes já enchiam hoje ao final da tarde a rua de São Bento, defronte do parlamento, em Lisboa, obrigando a PSP a interromper o trânsito ainda antes da hora marcada da concentração pelo direito à habitação, às 18h30.

Com cartazes e gritando palavras de ordem, muitos cidadãos responderam à mobilização para hoje, que junta o movimento que organizou a Acampada de Lisboa, no Rossio, e a plataforma Casa Para Viver.

“Mais salário, menos porrada”, “todos precisam de um teto, até as tendas. Rua Luís”, “a juventude precisa de uma casa para viver” ou “somos mansos mas não somos tansos”, podia ler-se nas centenas de cartazes empunhados pelos manifestantes anónimos.

Ao contrário do que se tem verificado nas concentrações realizadas na praça do Rossio, organizadas pela Acampada de Lisboa e que juntam maioritariamente jovens, hoje junto à Assembleia da República havia mais diversidade etária e também menos adereços associados a causas como a Palestina

De início, um coro improvisado cantou músicas de intervenção, mobilizando os presentes que também gritavam palavras de ordem, como “25 de Abril sempre” ou “estamos juntos, estamos fortes”.

A cantora Marisa Liz iniciou uma série de concertos improvisados de artistas solidários com a causa agendado para esta noite, cantando uma versão de Zeca Afonso da música “O pintor morreu”.

“Estamos numa luta justa, sem violência”, começou por dizer a cantora, que, quando alguns polícias desceram a escadaria da Assembleia da República, num acerto do forte dispositivo que rodeia o parlamento, disse: “Juntem-se”.

“O nosso país não está à venda”, acrescentou a cantora, que defendeu a intervenção da população nas ruas e não apenas através das eleições.

“Um país não se governa só com o Governo” e também é possível “influenciar as decisões no decorrer de cada mandato”, disse a artista, arrancando aplausos.

A manifestação ocorre no dia em que começou no parlamento a discussão na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro.

O chefe de Estado apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

ASF quer apresentar até ao fim do 1º trimestre de 2027 proposta de adesão automática a planos de pensões

27 October 2026 at 22:19
Gabriel Bernardino ASF

O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Gabriel Bernardino, disse esta terça-feira esperar apresentar, “lá para o fim do primeiro trimestre” do próximo ano, uma proposta concreta para enquadrar em Portugal um sistema gradual de adesão automática (auto-enrollment) a planos complementares de reforma.

Falando aos jornalistas à margem da apresentação do Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma, em Lisboa, Gabriel Bernardino afirmou que a ASF está a trabalhar no tema e que “tem falado naturalmente com o Governo”. O objetivo, explicou, é trazer os sistemas complementares de pensões “para outro nível que muito necessitamos”.

O responsável sublinhou que se trata de matérias “estruturais” e “não fáceis de atuar”, que exigem “estudo técnico” e “reflexão adequada”, e que cada país tem de adaptar o modelo à sua realidade, designadamente ao peso da proteção pública e ao desenvolvimento do segundo pilar, o dos fundos de pensões profissionais. Lembrou que o programa do Governo prevê o fomento dos sistemas complementares e que o reforço destes sistemas consta das recomendações do Semestre Europeu dirigidas a Portugal.

Questionado sobre as medidas que considera urgentes, Gabriel Bernardino enumerou três. A primeira é um sistema de acompanhamento de pensões, uma plataforma tecnológica que agregue a informação sobre a pensão pública, os fundos de pensões da empresa e as poupanças individuais, e que dê a cada pessoa uma projeção da sua reforma. A segunda é a adesão automática a planos profissionais, que, frisou, “não é obrigar as pessoas a poupar, é tentar vencer a inércia”: os trabalhadores seriam inscritos automaticamente, com contribuições que podem ser baixas, e poderiam sair se assim o entendessem. A terceira é “trazer os PPR para o século 21”, distinguindo com clareza os produtos de proteção e garantia de capital dos que privilegiam a rendibilidade futura, com indicadores que mostrem o risco real.

Sobre a possibilidade de um fundo de garantia de pensões, semelhante ao fundo de garantia de depósitos, Gabriel Bernardino considerou que a discussão é antiga a nível europeu e defendeu que é preciso “dizer a verdade”: “não há milagres”, e não é possível ao mesmo tempo ter garantias e proteção máximas, maximizar a rendibilidade e minimizar as oscilações. Quem opta por garantia de capital, alertou, não deve esperar o mesmo desempenho futuro. Apontou como solução as opções por defeito baseadas no ciclo de vida, que reduzem o risco à medida que o aforrador se aproxima da idade da reforma e dispensam as pessoas de serem “especialistas em finanças”.

Confrontado com o facto de mais de metade dos portugueses que não poupam alegarem falta de dinheiro, o presidente da ASF reconheceu que há quem não tenha condições, mas defendeu que é preciso “desmistificar” a ideia de que poupar para a reforma implica montantes elevados. Mesmo poupanças de 20 ou 50 euros por mês, acumuladas durante 30 a 40 anos, “dão um complemento de reforma que é fundamental”, sobretudo para quem tem rendimentos mais baixos, disse, defendendo a criação de produtos adequados a pequenas poupanças.

Quanto à discussão em concertação social sobre o salário mínimo e a possibilidade de garantir um plano de poupança-reforma a estes trabalhadores, Gabriel Bernardino afirmou que cabe ao Governo e aos parceiros sociais definir a melhor forma de canalizar para as reformas parte dos ganhos de produtividade. Questionado se o tema pode integrar o acordo de rendimentos, respondeu que sim.

Sobre os benefícios fiscais, o presidente da ASF considerou que fazem parte da política estrutural do Governo e que o reforço dos sistemas complementares é sempre acompanhado por incentivos fiscais. Defendeu, no entanto, que deve ser encontrada uma solução, fiscal ou de outra natureza, que traduza “um benefício acrescido” para quem poupa e tem rendimentos mais baixos, por serem os que mais vão precisar de complementos de reforma. A ASF dará “em tempo” o seu aconselhamento ao Governo nesta matéria, acrescentou.

Em relação às comissões cobradas e que consomem a rentabilidade das aplicações, Gabriel Bernardino adiantou que a ASF está a analisar o “value for money” dos produtos, primeiro nos produtos acessórios vendidos na área seguradora e agora também nos produtos de poupança. O que interessa ao consumidor, explicou, é saber quanto terá no final, já deduzidas as comissões e os imposto, e se conseguirá bater a inflação, indicador que a ASF quer que seja público e transparente. O tema será debatido a 20 de novembro, no primeiro fórum do consumidor da ASF.

O responsável abordou ainda a hipoteca inversa, matéria que está a ser trabalhada no âmbito do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e sobre a qual espera ter “com relativa brevidade” uma proposta de regulação. Trata-se de uma área “de nicho”, afirmou, mas importante para pessoas mais idosas cuja riqueza está sobretudo no imobiliário, e que deve ter regras que as protejam, como aconteceu noutros países.

O Observatório, desenvolvido em cooperação com a Universidade Nova de Lisboa, revela que apenas 28% dos portugueses detêm pelo menos um produto de poupança de longo prazo para a reforma e que 45% poupam ativamente para esse fim.

Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

Logo Agência Brasil

O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Notícias relacionadas:

Principais números
  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters

Wall Street encerra sessão em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos

27 October 2026 at 21:34

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos.

Assim, o Dow Jones somou 0,03% para 52.378,40 pontos, o S&P 500 ganhou 0,60% para 7.722,67 pontos e o tecnológico Nasdaq valorizou 1,18% para 26.477,81 pontos.

Wall Street fechou em alta após após as compras de segunda-feira na bolsa de valores dos EUA, impulsionadas pela notícia do IPO da Anthropic. A tecnológica, que quer entrar no Nasdaq com o ticker ANT, poderá chegar ao mercado com uma avaliação que pode chegar a dois biliões de dólares.

 

Famílias e empresas pagaram R$ 674 bi em juros no 1º semestre, alta de 7,4%

27 October 2026 at 21:24

As famílias brasileiras viram seus gastos com juros subirem quase 10% no primeiro semestre de 2026 – em comparação com o mesmo período do ano anterior -, totalizando despesa da ordem de R$ 515,4 bilhões, segundo levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Já as empresas tiveram de desembolsar R$ 158,6 bilhões com juros nos primeiros seis meses do ano. Somados os valores, pessoas físicas e jurídicas perderam R$ 674 bilhões nesse sentido, alta de 7,4% ante o primeiro semestre de 2025.

Apesar do crédito ficar cada vez mais caro – a taxa nominal ponderada acumulada passou de 24,3% para 25,3% -, o consumidor segue buscando empréstimos – o saldo real do crédito livre às pessoas físicas subiu 6,1%, a R$ 2,353 trilhões, enquanto as concessões avançaram 5,1%.

Não obstante, a FecomercioSP apurou que a inadimplência cresce, com os atrasos acima de 90 dias atingindo 7,37% dos consumidores, após piora de 1,78 ponto percentual do indicador.

“Em apenas dois anos, houve uma deterioração expressiva da capacidade de pagamento. […] Os lares com dívidas permanecem em patamar elevado”, aponta a entidade em nota de pesquisa.

A FecomercioSP afirma que 3,4 milhões de lares registram dívidas, o maior patamar desde 2022.

Já olhando para as empresas, o levantamento nota outro comportamento alarmante: o gasto total com juros se manteve quase o mesmo entre 2025 e 2026, enquanto as operações de crédito recuaram; com menor saldo de crédito, o que manteve a despesa elevada é o fato do encarecimento das concessões.

Juros altos desencorajam consumo e podem frear economia; entenda

 

Cotação do Brent para entrega em dezembro baixa 1,67% para 113,88 dólares

27 October 2026 at 21:19

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta terça-feira, no mercado de futuros de Londres, em baixa de 1,67%, para os 113,88 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, encerrou no Intercontinental Exchange a cotar 1,93 dólares abaixo dos 115,81 com que encerrou as transações na segunda-feira.

O Brent encerrou a sessão em baixa, com os investidores otimistas quanto aos esforços diplomáticos no Médio Oriente e na expectativa do resultado das eleições em Israel e dos possíveis impactos geopolíticos.

O líder iraniano, Moktaba Khamenei, insistiu hoje em que o fim da guerra passa pelo cumprimento das condições colocadas por Teerão, enquanto as negociações estão paralisadas.

Fiona Cincotta, analista da Forex.com, disse hoje, em comentário no seu sítio na internet, que as conversações não anularam as possibilidades de ataques dos houthies contra a Arábia Saudita.

Recordou ainda que outubro foi um dos piores meses quanto a ataques a navios no Estreito de Ormuz, com o Brent a cotar em níveis máximos desde abril e as exportações de petróleo do Golfo Pérsico em baixa pela quarta semana consecutiva.

“Enquanto a oferta continuar limitada, os preços do petróleo manter-se-ão estáveis e até podem subir. Os mercados petrolíferos precisam de mais sinais de progressos diplomáticos e mais fluxo no Estreito para que os preços baixem de forma sustentada”, adiantou.

Polícia, protestos e habitação. O dia 1 do debate do OE

27 October 2026 at 21:16
No debate do OE, o documento ficou para segundo plano. Na resposta aos protestos pela habitação, Montenegro respondeu a quem o acusou de andar escondido e disputou com o Chega a defesa da polícia.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Número de superendividados no Brasil cresceu 75% em cinco anos, diz BC

Logo Agência Brasil

O número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, alta de 75% em cinco anos, informou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabiliadde Financeira do Banco Central (BC).

O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Diante do avanço do problema, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas para conter ofertas agressivas de crédito ainda este ano.

Notícias relacionadas:

Principais números:
  • 20,3 milhões: brasileiros em situação de endividamento de risco;
  • 75%: crescimento do contingente entre junho de 2021 e junho de 2026;
  • 17%: participação dos devedores de risco no sistema financeiro;
  • 42%: comprometimento da renda com dívidas entre pessoas que ganham até dois salários mínimos;
  • 15%: parcela da renda dessa faixa comprometida com dívidas no cartão de crédito;
  • 18,6%: comprometimento total da renda entre quem ganha mais de dez salários mínimos.

BC prepara novas medidas

Segundo Galípolo, as próximas iniciativas devem priorizar consumidores que já utilizam o crédito rotativo do cartão ou apresentam atrasos significativos no pagamento das dívidas.

“Pretendemos adicionar medidas ainda este ano”, afirmou o presidente do BC. Ele destacou a preocupação com pessoas que já enfrentam juros elevados e dificuldades financeiras.

Galípolo também apontou o crescimento de modalidades de crédito sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado, mesmo em um cenário de juros elevados.

“A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço”, disse.

Quem está em risco

Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC considera quatro critérios. É necessário atender a pelo menos dois deles:

  • Atraso superior a 90 dias no pagamento de parcelas de crédito;
  • Comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas;
  • Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo;
  • Renda restante, após o pagamento das dívidas, abaixo da linha de pobreza.

A classificação não significa que todos os 20,3 milhões de brasileiros estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira.

O relatório do BC mostra ainda que o comprometimento da renda com dívidas no cartão aumentou em todas as faixas salariais. Entre os que recebem até dois salários mínimos, grupo que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento total chegou a 42% da renda em junho de 2026.

Regras para empréstimos

Na última sexta-feira (23), o Banco Central anunciou medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a transparência na contratação de empréstimos.

Entre as mudanças, as instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca.

Nesses casos, as propostas deverão se limitar a alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação e portabilidade, sem concessão de novos recursos.

As regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix.

As iniciativas buscam reduzir a contratação de crédito inadequado e evitar o agravamento do endividamento das famílias brasileiras.

Risiko bancario, Intesa Sanpaolo incassa il via libera della Bce all’offerta per Mps

27 October 2026 at 20:20

Intesa Sanpaolo S.p.A. (“ISP”) ha ricevuto dalla Banca Centrale Europea l’autorizzazione preventiva all’acquisizione della partecipazione diretta di controllo in Mps e all’acquisizione delle partecipazioni indirette di controllo in Wise Dialog Bank S.p.A., Mediobanca – Banca di Credito Finanziario S.p.A., Mediobanca Premier S.p.A. e Compass Banca S.p.A., nonché all’acquisizione di una partecipazione indiretta qualificata in Banca Progetto S.p.A., ai sensi degli artt. 19 e 22 del D. Lgs. 1° settembre 1993, n. 385 (“TUB”). La Banca Centrale Europea ha contestualmente rilasciato l’autorizzazione ad acquisire una partecipazione in Mps e nelle sue partecipate il cui valore supera complessivamente il 10% dei fondi propri consolidati del Gruppo Bancario Intesa Sanpaolo ai sensi degli artt. 53 e 67 del TUB e della relativa disciplina di attuazione.

Sempre in data odierna, ISP ha ricevuto dalla Banca d’Italia l’autorizzazione preventiva all’acquisizione di partecipazioni indirette di controllo in Monte Paschi Fiduciaria S.p.A., Spafid S.p.A., MBPS Leasing S.p.A., MBCredit Solutions S.p.A., MBFacta S.p.A. e Mediobanca SGR S.p.A. nonché l’acquisto di partecipazioni indirette qualificate in Fidi Toscana S.p.A. e nelle società di gestione del risparmio del Gruppo Generali, il tutto ai sensi della disciplina applicabile.

“Attraverso questa operazione noi riusciamo a stabilizzare il risparmio nel nostro Paese e a mettere in sicurezza l’indipendenza di Generali, che non sarà più scalabile una volta che noi avremo più del 13%, e saremo disponibili, come ho già ripetuto più volte, a condividere questo elemento di stabilità con Unicredit, con Delfin, con Caltagirone, con Benetton, con tutti coloro che oggi sono azionisti di Generali e non abbiamo nessuna volontà di interferire sulla gestione di Generali, ma quello che ci interessa è stabilizzare il risparmio”. Lo ha detto il ceo di Intesa Sanpaolo, Carlo Messina, interpellato sull’offerta sul Montepaschi al festival di Moneta. “Lo facciamo per l’Italia, lo facciamo anche per Intesa Sanpaolo”, perché “è chiaro che se qualcuno acquisisse Generali in Italia potrebbe diventare un leader nel wealth management e quindi per noi questa operazione è anche un’operazione difensiva”. 

LEGGI LE NOTIZIE DEL CANALE ECONOMIA

L'articolo Risiko bancario, Intesa Sanpaolo incassa il via libera della Bce all’offerta per Mps proviene da Affaritaliani.it.

Flávio Bolsonaro terá viajado para os EUA após ordem de Moraes para entregar passaportes

27 October 2026 at 20:59

O senador brasileiro Flávio Bolsonaro terá viajado para os Estados Unidos depois de perder a segunda volta das eleições presidenciais de domingo e de não cumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar os passaportes, segundo três fontes citadas pela Reuters.

Uma fonte próxima da família Bolsonaro confirmou à agência que o senador chegou aos Estados Unidos, mas não revelou o seu destino. A mesma fonte afirmou que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, concedeu asilo a Flávio Bolsonaro e à sua família próxima. Esta informação não foi confirmada de forma independente.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e o advogado do senador não responderam de imediato aos pedidos de comentário da Reuters.

A alegada saída do país poderá agravar as tensões entre Washington e Brasília, numa altura em que o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acusa os Estados Unidos de colaborarem com a família Bolsonaro para a fazer regressar ao poder.

Na segunda-feira, Flávio Bolsonaro recebeu um prazo de 24 horas para entregar os passaportes, no âmbito de uma investigação por alegado branqueamento de capitais, na qual nega qualquer irregularidade. Segundo duas fontes citadas pela Reuters, os documentos foram cancelados depois de o prazo ter terminado.

O senador tinha rejeitado a possibilidade de abandonar o Brasil. “Nunca pensei em sair do país”, afirmou na segunda-feira, acrescentando que entregaria os passaportes e se defenderia do que classificou como uma tentativa de intimidação.

Um responsável sénior da Polícia Federal brasileira disse à Reuters que Flávio Bolsonaro não tinha saído do país através de um posto migratório regular. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou à CNN Brasil não ter confirmação da Polícia Federal ou de outros organismos de fiscalização sobre a saída do senador.

Flávio Bolsonaro, que deverá perder a imunidade parlamentar quando terminar o seu mandato no Senado, em fevereiro, ainda não reconheceu formalmente a derrota eleitoral. No domingo, anunciou que procuraria a anulação dos resultados, alegando irregularidades na votação. Na segunda-feira, porém, o Partido Liberal, a que pertence, reconheceu a vitória de Lula.

O resultado eleitoral foi uma surpresa, uma vez que Flávio Bolsonaro era apontado como favorito à vitória. Donald Trump não comentou diretamente a alegada saída do senador, mas afirmou na segunda-feira que a votação no Brasil “parecia mais uma eleição manipulada”.

A situação recorda a do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos depois de perder as eleições de 2022 para Lula e de não reconhecer inicialmente a derrota. Regressou posteriormente ao Brasil e foi condenado a 27 anos de prisão por envolvimento numa conspiração para dar um golpe de Estado, na sequência da invasão de edifícios governamentais em Brasília por apoiantes seus.

Eduardo Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio e residente nos Estados Unidos, tinha defendido publicamente que o senador abandonasse o país caso perdesse as eleições.

Separadamente, o investidor e antigo secretário de Turismo do México Simón Levy afirmou numa publicação nas redes sociais, divulgada na terça-feira, que a chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos teria sido organizada com a intervenção do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Essa alegação não foi confirmada.

Um deputado federal do seu partido, disse também que “está confirmado que Flávio Bolsonaro, não se sabe pela Argentina ou pela Venezuela, pegou um voo e está indo se exilar nos Estados Unidos”, informou Maurico Marcon do Partido Liberal (PL) do Rio Grande do Sul.

Na publicação nas redes sociais, Mauricio Marcon compara a saída de Flávio do Brasil a de Maria Corina Machado “quando fugiu da ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela”, após as eleições gerais de 2025 no país vizinho.

“Flávio Bolsonaro, o candidato derrotado nas eleições, também busca exílio em outro país”, escreveu o deputado.

A imprensa brasileira também noticiou que aliados e pessoas próximas do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmaram que ele deixou o Brasil com a mulher e as duas filhas, e o mesmo relatou a agência Reuters, citando duas fontes próximas do senador.

A confirmar-se, a fuga ocorre um dia depois de Bolsorano ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz brasileiro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, próximo de Lula, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, o que este não fez, além da proibição de deixar o Brasil.

Mauricio Marcon também criticou o juiz Alexandre de Moraes ao dizer que o magistrado apenas esperou acabar as eleições para proferir uma decisão contra o senador.

“Flávio Bolsonaro está a caminho dos Estados Unidos, onde irá denunciar o regime que é imposto pelo Lula e Xandão [Alexandre de Moraes] e toda essa turma contra o povo brasileiro”, escreveu, ao pedir a destituição do magistrado.

Flávio Bolsonaro terá supostamente deixado o Brasil na noite de segunda-feira rumo à Argentina para seguir viagem para os Estados Unidos, num voo privado, tinha já noticiado antes o portal de notícias argentino Infobae.

A autoridade nacional de migração da Argentina afirmou, não ter registado a entrada de Flávio Bolsonaro no país.

A Polícia Federal brasileira contactou hoje as autoridades da Argentina devido ao risco de fuga do senador e monitorou as áreas de fronteira, disseram à Lusa fontes oficiais.

Flávio não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira, indicaram, por sua vez, as autoridades brasileiras.

Lucro da Coca-Cola sobe 14% para 12,36 milhões de dólares entre janeiro e setembro

27 October 2026 at 20:37

A Coca-Cola registou um lucro líquido de 12.358 milhões de dólares (cerca de 11.045 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 14% em relação ao período homólogo. O lucro do terceiro trimestre foi de 4.009 milhões de dólares, um crescimento de 8% face ao mesmo período do ano anterior.

A multinacional norte-americana Coca-Cola registou um lucro líquido atribuído de 12.358 milhões de dólares (cerca de 11.045 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 14% em relação ao período homólogo.

De acordo com a informação divulgada hoje pela empresa, no terceiro trimestre do ano, que terminou em 02 de outubro, o lucro líquido atingiu 4.009 milhões de dólares (cerca de 3.583 milhões de euros), mais 8% face ao mesmo período do ano anterior.

A Coca-Cola registou receitas de 39.232 milhões de dólares (cerca de 35.066 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, o que representa um aumento de 9% em relação ao ano anterior.

Apenas no terceiro trimestre este valor fixou-se nos 13.380 milhões de dólares (cerca de 11.959 milhões de euros), um aumento de 7% relativamente a 2025.

“Os resultados deste trimestre demonstram o impulso sustentado do nosso sistema, o que nos dá confiança nas previsões atualizadas para todo o ano”, afirmou o presidente executivo (CEO) da empresa, Henrique Braun, citado em comunicado.

Numa perspetiva regional, o volume de vendas aumentou 5% na Europa, no Médio Oriente e em África e 6% na América Latina e na Ásia-Pacífico, mas manteve-se na América do Norte.

Para 2026, a multinacional prevê um crescimento de, pelo menos, 11% no lucro por ação, um aumento em relação ao intervalo de 9% a 10% estimado na apresentação dos resultados anteriores.

 

Lisbon Chiado Hotel & Spa premiado internacionalmente nos World Luxury Awards 2026

27 October 2026 at 20:34

O Lisbon Chiado Hotel & Spa acaba de ser reconhecido internacionalmente ao arrecadar dois galardões de prestígio nos World Luxury Awards 2026: as categorias de Best Luxury New Hotel in Portugal e Best Luxury City Hotel in Southern Europe. A distinção consolida o posicionamento da unidade no segmento da hotelaria de luxo e acompanha a crescente afirmação de Lisboa como um destino global de excelência.

Inaugurado há cerca de um ano, o boutique hotel resulta de uma profunda reabilitação urbana de dois edifícios históricos situados em frente ao Teatro da Trindade, no coração do Chiado. Este projeto marca também a estreia da promotora Coporgest no setor hoteleiro, representando um investimento superior a 20 milhões de euros.

Para Alexandre Vasco, diretor-geral do Lisbon Chiado Hotel & Spa, a dupla atribuição reflete a dedicação e o rigor diário da equipa: “Receber estas duas distinções internacionais é motivo de enorme orgulho para toda a equipa do Lisbon Chiado Hotel & Spa. Este reconhecimento valoriza o trabalho, a dedicação e o compromisso que colocamos diariamente na criação de experiências memoráveis para os nossos hóspedes. É também um incentivo para continuarmos a elevar os nossos padrões de qualidade e a afirmar o hotel como uma referência na hotelaria de luxo, em Portugal e além-fronteiras”, salienta o responsável.

Também Sérgio Ferreira, fundador e CEO da Coporgest, destaca o alinhamento da unidade com a estratégia de 20 anos do grupo na recuperação de património histórico na capital. A nossa estratégia, definida desde o início, é a de crescer de forma sustentada e equilibrada — o que tem permitido, ao longo destes 20 anos, sermos uma empresa reputada e reconhecida e que, de forma muito consistente, tem recuperado património urbano de relevância patrimonial e histórica na cidade de Lisboa… Um projeto que é claramente representativo da qualidade e excelência a que temos habituado os nossos clientes e parceiros”, afirma.

No topo do edifício, o Beyond Rooftop Bar oferece vistas privilegiadas sobre os telhados da zona histórica, o Castelo de São Jorge e o estuário do Tejo. “O espaço disponibiliza uma experiência gastronómica e sensorial que inclui cocktails de autor criados com ervas portuguesas e citrinos regionais, uma seleção diversificada de vinhos e espumantes, e a carta de petiscos BEYOND Bites, onde se destacam o tártaro de vaca, as gambas com alho e coentros, a salada de lavagante e o hambúrguer de assinatura com foie gras”, revela o hotel em comunicado.

Imagem e reputação de Portugal mantêm-se em nível “moderado” e valem 257,1 mil milhões de euros

27 October 2026 at 20:21

Portugal ocupa a 21.ª posição num ‘ranking’ de 30 países na avaliação da sua imagem e reputação, mantendo um desempenho classificado como “moderado”, revela o estudo anual da consultora OnStrategy divulgado esta terça-feira.

De acordo com o documento, a reputação da marca Portugal regista uma pontuação global de 61,7 pontos numa escala de 100, sendo mais favorável junto do público externo (62,6 pontos) do que do público interno (60,9 pontos).

A avaliação revela que os principais “embaixadores” do país são os turistas e os líderes empresariais, quer nacionais quer internacionais. Em sentido oposto, os cidadãos nacionais (59,1 pontos) e os emigrantes (58,2 pontos) surgem como os principais potenciais detratores da imagem do país.

Entre os vários atributos analisados, o item “Beleza, Valores, Cultura e Tradições” é o único a atingir o patamar de “excelência” (mais de 80 pontos) tanto para o público interno (89,8 pontos) como para o externo (82,6 pontos).

Por outro lado, a “Exposição, Comunicação e Relevância Internacional” continuam a ser apontadas como os fatores mais vulneráveis pelos inquiridos externos. No caso do público interno, juntam-se às fragilidades áreas como o “Ambiente Político e Económico”, “Governo e Ética”, “Liderança e Visão” e “Segurança e Estilo de Vida”.

No plano regional, apenas Lisboa, Porto, Madeira e Algarve (Faro) recolhem consenso como ativos impulsionadores da imagem do país, com destaque para o Porto (88,0 pontos internamente) e Lisboa (78,9 pontos externamente). A OnStrategy assinala que, de forma geral, as regiões dependem mais da marca Portugal para a sua projeção do que o inverso, sobretudo no mercado externo.

Ao nível dos setores de atividade, o Turismo, a Alimentação e Bebidas e o Desporto sobressaem como os principais motores da reputação nacional. Entre as marcas corporativas e comerciais, Cristiano Ronaldo, as regiões de Lisboa e Algarve, a Vista Alegre, o Porto, a Madeira, o SL Benfica e a Delta figuram entre os raros nomes reconhecidos como embaixadores internacionais do país.

O estudo calcula ainda o valor financeiro da marca Portugal em 257,1 mil milhões de euros, o equivalente a 83,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Enquanto o PIB português cresceu 6% entre 2024 e 2025, o valor financeiro da marca registou uma progressão de apenas 0,8%.

Na tabela global liderada pelos Estados Unidos (73,7 pontos), China (73,3) e Japão (72,1), Portugal (61,7) surge à frente de países como a África do Sul (61,2), Polónia (60,9), Índia (60,1) e Grécia (58,7).

O trabalho de campo da OnStrategy decorreu durante o primeiro semestre de 2026, envolvendo mais de 140 mil inquiridos em 30 países, no âmbito de metodologias em conformidade com as normas internacionais.

Confiança dos consumidores franceses atinge mínimo desde 2013

27 October 2026 at 20:06

A confiança dos consumidores franceses caiu em outubro para o nível mais baixo desde junho de 2013, segundo o INSEE. O indicador, que mede a opinião dos agregados familiares, registou 80 pontos, uma queda de cinco pontos em relação a setembro.

O indicador que resume os resultados dos inquéritos mensais realizados junto dos agregados familiares, caiu para 80 pontos, menos cinco do que em setembro, avançou o INSEE em comunicado, citado pela EFE, no qual recorda que 100 pontos corresponde à média de longo prazo.

A razão para a descida reside na opinião expressa pelos inquiridos sobre a perceção da sua situação financeira pessoal passada e futura, que revelou uma clara deterioração. Em particular no que diz respeito às perspetivas futuras, salientou o instituto de estatística.

Além disso, a proporção de famílias que consideram oportuno fazer compras importantes na situação atual recuou e afastou-se da sua média de longo prazo.

Embora em outubro tenha diminuído a percentagem dos que consideram que é altura de poupar, esta manteve-se claramente acima da média de longo prazo.

Estes dados são publicados num momento em que França enfrenta há semanas com vários protestos contra o aumento do custo de vida e as condições nas escolas.

O país atravessa uma situação financeira muito delicada, com uma dívida pública sob pressão dos mercados, o que se traduziu, nos últimos meses, num forte aumento dos juros e do prémio de risco, que se encontra nos níveis mais elevados desde 2012, um dos momentos críticos da crise financeira.

Trabalhadores-eletricistas da Câmara de Lisboa em plenário na Praça do Município amanhã

27 October 2026 at 20:03

Os trabalhadores-eletricistas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) vão realizar um plenário na Praça do Município, amanhã, dia 28 de outubro, entre as 10h00 e as 11h00.

Em causa está o pagamento do suplemento noturno sobre o trabalho suplementar.

Segundo nota à comunicação social divulgada pelo STML – Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, em 2014 a autarquia decidiu pagar o trabalho extraordinário realizado por todos os trabalhadores em período noturno, com o respetivo suplemento.

A decisão deu cumprimento ao n.º 1 do artigo 161.º da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, que determina que “o trabalho noturno deve ser remunerado com um acréscimo de 25 % relativamente à remuneração do trabalho equivalente prestado durante o dia”, entendimento que o STML também defende.

O entendimento foi vertido no Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP) entre a CML e o STML, publicado em março de 2016, e nas duas revisões subsequentes. No entanto, acusa o sindicato, a decisão tomada em 2014 nunca foi aplicada aos trabalhadores-eletricistas da autarquia.

Apesar da insistência do sindicato junto da Direção Municipal de Recursos Humanos para a correção da omissão no pagamento do suplemento noturno sobre o trabalho suplementar quando o mesmo recai no período noturno – entre as 20h e as 7h -, os trabalhadores decidiram, com o sindicato, reivindicar diretamente junto do executivo municipal liderado por Carlos Moedas, no dia de Reunião Pública de Câmara.

Assim, amanhã, entre as 10h e as 11h, estarão concentrados na Praça do Município para entregar ao Presidente da CML documentação que atesta que a Câmara está em dívida com estes trabalhadores, exigindo a regularização imediata do pagamento.

Na nota, o STML sublinha a importância que estes trabalhadores têm no funcionamento diário de inúmeros serviços públicos municipais, no trabalho realizado no espaço público de Lisboa e o seu papel nos eventos que marcam a vida da cidade.

Crédito Agrícola mantém rating ESG de ‘2’ da Sustainable Fitch e melhora score global para 65 pontos

27 October 2026 at 20:03

A agência Sustainable Fitch manteve o rating ESG corporativo do Grupo Crédito Agrícola (GCA) em ‘2’, numa escala de 1 (melhor) a 5 (pior), e reviu em alta o seu score global de 64 para 65 pontos, informou hoje a instituição financeira em comunicado.

Segundo a instituição financeira, esta avaliação reflete os progressos alcançados no reporte de sustentabilidade, nas práticas operacionais, nas políticas de exclusão setorial e no crescimento da atividade de financiamento e investimento sustentáveis, evidenciando a integração dos princípios ESG (ambientais, sociais e de governação) no modelo de negócio do banco.

O relatório da Sustainable Fitch reconhece o modelo de banca cooperativa da instituição, destacando o seu contributo para a inclusão financeira e para o desenvolvimento económico local. Em concreto, a avaliação sublinha que o Crédito Agrícola está presente em 95% dos municípios portugueses de baixa densidade e mantém 257 agências em localidades onde não existe qualquer outra instituição de crédito, o que representa 41,7% da sua rede comercial de 615 balcões.

Na vertente social e de igualdade de género, o documento assinala que as mulheres representam 52% do total de colaboradores do grupo bancário. Já no órgão de governação, composto pelo Conselho de Administração Executivo e pelo Conselho Geral e de Supervisão, a representação feminina fixa-se nos 37,5%, apresentando um nível de independência de 55%.

No plano ambiental, a avaliação destaca a Estratégia de Sustentabilidade 2026-2028 e as metas estabelecidas para 2030 relativas à redução de emissões operacionais e financiadas em oito setores de elevada intensidade carbónica. O grupo comprometeu-se a alcançar a neutralidade carbónica nos âmbitos 1 e 2 e a reduzir em 33% as emissões operacionais do âmbito 3 até 2030.

O Grupo Crédito Agrícola é o sexto maior grupo bancário português em termos de ativo líquido, operando através da Caixa Central e de 67 Caixas Agrícolas associadas, prestando serviços a cerca de 1,6 milhões de clientes.

FPF, BPI e Fundação la Caixa lançam 4.ª edição das Bolsas de Estudo da Liga BPI

27 October 2026 at 20:01

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em parceria com o BPI e a Fundação la Caixa, lançou esta terça-feira, 27 de outubro, a 4.ª edição do Programa de Bolsas de Estudo destinado a jogadoras da Liga BPI, a principal competição nacional de futebol feminino.

Segundo o Grupo BPI, nesta edição, serão atribuídas bolsas a 20 futebolistas, numa iniciativa que procura reforçar as condições para que as atletas possam conciliar o percurso académico com as exigências da prática desportiva de alto rendimento.

O programa assume-se como um instrumento de apoio à dupla carreira, reconhecendo a importância de criar oportunidades para que as jogadoras possam prosseguir os seus estudos sem deixarem de investir na evolução desportiva e na concretização dos seus objetivos profissionais.

“Chegar à quarta edição deste programa é motivo de satisfação e demonstra o valor de uma iniciativa que tem vindo a consolidar-se, criando oportunidades concretas para as jogadoras da Liga BPI. Queremos que as futebolistas possam ambicionar uma carreira desportiva de sucesso sem terem de colocar de lado a sua formação académica. Acreditamos que preparar o futuro passa também por proporcionar ferramentas e condições para que cada jogadora possa desenvolver todo o seu potencial, dentro e fora do campo”, afirmou Sofia Teles, Diretora da Federação Portuguesa de Futebol.

A responsável sublinhou ainda que “esta caminhada tem sido feita em parceria com o BPI, uma marca que tem desempenhado um papel muito importante no crescimento e na promoção do futebol feminino”.

A mesma ideia foi reforçada por Constança Macedo, Diretora Executiva de Comunicação e Marca do BPI: “O programa de Bolsas de Estudo da Liga BPI é mais um passo no nosso compromisso de apoiar o desenvolvimento e a valorização do futebol feminino. Queremos que as futebolistas não tenham de escolher entre o alto rendimento e a formação académica e que se possam preparar para a vida profissional depois do futebol. Ao fim de três edições concluídas e de quase meia centena de bolsas atribuídas, as bolseiras demonstraram que é possível conciliar a competição com os estudos, com enorme mérito.”

A apresentação da quarta edição ficou também marcada pela realização de dois painéis de debate.

No primeiro, as bolseiras da edição anterior, Rita Melo e Neuza Besugo, juntamente com Susana Bravo, Treinadora Nacional de Sub-16, abordaram a importância do apoio à formação académica e o papel destas oportunidades no percurso das jogadoras.

O segundo painel, subordinado ao tema “Formar para Vencer”, reuniu Constança Macedo, José Paisana, Treinador Nacional, Rita Fontemanha, antiga internacional portuguesa, José Mendes, Diretor da FPF Academy, e Laura Luís, jogadora do Racing Power. A conversa centrou-se na formação, na preparação das atletas para os desafios da carreira e na importância de uma abordagem que articule o desenvolvimento desportivo com a valorização académica e pessoal.

As candidaturas serão apreciadas por um júri composto por elementos da FPF, de acordo com os critérios de mérito e aproveitamento académico definidos no regulamento público.

O período de candidatura e seleção decorre entre 27 de outubro e 28 de novembro de 2026.

A ligação entre a FPF e o BPI começou em 2018, com o patrocínio às Seleções Nacionais AA de futebol, masculina e feminina, e à Seleção Nacional Sub-21 masculina. O BPI dá ainda o naming à principal competição de futebol feminino, a Liga BPI, e patrocina a Taça da Liga Feminina, a Taça de Portugal Feminina e a Supertaça Feminina.

A Fundação la Caixa, que se associou ao Programa de Bolsas de Estudo desde a sua implantação em Portugal, na sequência da entrada do BPI no Grupo CaixaBank, destina em 2026 cerca de 56 milhões de euros a projetos sociais, de investigação, educativos e de divulgação cultural e científica.

Tábua inaugura centro de formação em transição energética

27 October 2026 at 20:48
Espaço vai formar técnicos em energias renováveis e eficiência energética e acolher balcão de aconselhamento para cidadãos e empresas, em parceria com a Adene.

© PAULO NOVAIS/LUSA

"A transição climática e a descarbonização não são conceitos distantes ou metas abstratas de 2050, são uma urgência do presente" a Câmara de Tábua

Acesso à praça de táxis com controlo a partir de dia 3

27 October 2026 at 20:30
O prazo para credenciação sem interrupção de acesso é 30 de outubro. Quem falhar a data só consegue ativar o acesso na semana seguinte à credenciação.

© Corbis via Getty Images

A medida surge depois de sucessivas queixas de passageiros, sobretudo turistas, relacionadas com cobranças excessivas e recusas de destino
❌