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Wall Street encerra sessão em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos

27 October 2026 at 21:34

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos.

Assim, o Dow Jones somou 0,03% para 52.378,40 pontos, o S&P 500 ganhou 0,60% para 7.722,67 pontos e o tecnológico Nasdaq valorizou 1,18% para 26.477,81 pontos.

Wall Street fechou em alta após após as compras de segunda-feira na bolsa de valores dos EUA, impulsionadas pela notícia do IPO da Anthropic. A tecnológica, que quer entrar no Nasdaq com o ticker ANT, poderá chegar ao mercado com uma avaliação que pode chegar a dois biliões de dólares.

 

Cotação do Brent para entrega em dezembro baixa 1,67% para 113,88 dólares

27 October 2026 at 21:19

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta terça-feira, no mercado de futuros de Londres, em baixa de 1,67%, para os 113,88 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, encerrou no Intercontinental Exchange a cotar 1,93 dólares abaixo dos 115,81 com que encerrou as transações na segunda-feira.

O Brent encerrou a sessão em baixa, com os investidores otimistas quanto aos esforços diplomáticos no Médio Oriente e na expectativa do resultado das eleições em Israel e dos possíveis impactos geopolíticos.

O líder iraniano, Moktaba Khamenei, insistiu hoje em que o fim da guerra passa pelo cumprimento das condições colocadas por Teerão, enquanto as negociações estão paralisadas.

Fiona Cincotta, analista da Forex.com, disse hoje, em comentário no seu sítio na internet, que as conversações não anularam as possibilidades de ataques dos houthies contra a Arábia Saudita.

Recordou ainda que outubro foi um dos piores meses quanto a ataques a navios no Estreito de Ormuz, com o Brent a cotar em níveis máximos desde abril e as exportações de petróleo do Golfo Pérsico em baixa pela quarta semana consecutiva.

“Enquanto a oferta continuar limitada, os preços do petróleo manter-se-ão estáveis e até podem subir. Os mercados petrolíferos precisam de mais sinais de progressos diplomáticos e mais fluxo no Estreito para que os preços baixem de forma sustentada”, adiantou.

Ativo do dia. Real recupera terreno face ao dólar após cair 11%

27 October 2026 at 15:43

O ativo

O real esteve sob forte pressão na segunda-feira, depois da vitória de Lula da Silva nas presidenciais brasileiras. A moeda brasileira caiu mais de 11% em relação ao dólar perante os receios dos investidores com a situação das contas públicas do país. Esta terça-feira dá sinais de alguma recuperação.

O marco

O real está a apreciar cerca de 1% para os 5,36 por dólar esta terça-feira, depois de ter recuado para 5,4 por dólar na segunda-feira.

Também a bolsa brasileira dá sinais de estabilização. A reeleição de Lula da Silva levou o Bovespa a quebrar quase 14% na segunda, mas os investidores já superaram o ‘choque, e as ações sobem 1% nesta sessão.

A causa

O ministro das Finanças, Dario Durigan, atribuiu a queda do mercado ao reposicionamento dos investidores, depois de terem acumulado apostas na vitória de Flávio Bolsonaro na segunda volta das eleições, e não a uma deterioração dos fundamentais da economia brasileira.

“A reação de ontem teve muito mais a ver com as posições que o mercado adotou nos últimos dias“, declarou Durigan aos jornalistas em Brasília. “Não foi uma reação aos fundamentos”, disse ainda, citado pela Reuters, considerando que a ligeira recuperação do real demonstra já o regresso de alguma racionalidade no mercado.

Durigan tentou ainda tranquilizar os investidores, assegurando que o governo se mantém comprometido com a “responsabilidade e estabilidade” orçamental.

O que esperar a seguir

Os analistas do JPMorgan consideram que os mercados ainda não desenvolveram uma narrativa clara para o que poderá ser o quarto mandato de Lula da Silva e que os investidores irão reavaliar as suas perspetivas à medida que a equipa económica e os planos do novo governo se forem consolidando.

“E ousamos dizer que, por mais que o mercado esteja adverso agora, vai construir uma narrativa que vai impulsionar os mercados bolsistas para a frente”, escreveram numa nota aos clientes.

Durigan disse que ainda não tinha conversado com Lula da Silva sobre os nomes para a futura equipa económica. E revelou ainda que o governo já tem propostas prontas para levar ao Congresso Nacional para recompor as verbas do Orçamento para atingir o chamado “centro da meta fiscal”, em vez de trabalhar com o limite inferior da faixa de tolerância prevista nas regras atuais.

Rafael Fonteles, governador do Piauí, tem sido apontado ao cargo de ministro das Finanças (ministro da Fazenda no Brasil).

A frase

O mercado estava apostando em uma vitória eleitoral de um determinado candidato. O presidente Lula, em uma vitória histórica, desbancou a expectativa do mercado. E agora o mercado troca de posição.

Dario Durigan

Ministro das Finanças do Brasil

Wall Street abre misto, em véspera de decisão da Fed

27 October 2026 at 13:59
Sete Magníficas Wall Street

Nova Iorque abriu a sessão em terreno misto, na véspera da decisão da Reserva Federal norte-americana sobre as taxas de juro.

O índice Dow Jones é o único a registar ligeiras perdas, com um recuo de 0,07% para 52.323,48 pontos. O S&P500 aumenta 0,14% para 7.686,25 pontos e o Nasdaq ganha 0,30% para 26.247,81 pontos.

A Goldman Sachs sobe 1,56%, a Caterpillar gana 1,62%, a J&J aumenta 0,41%, a Merck&Co aumenta 0,22% e a Verizon avança 0,14%. Em contraciclo, a Sherwin-Williams perde 3,44%, a Boeing desce 1,35%, a Salesforce derrapa 1,17%, a Travelers desliza 0,84% e a Honeywell recua 1,06%.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “Wall Street deverá arrancar em alta, a avaliar pelo comportamento que se regista no mercado de futuros sobre os principais índices de ações de Nova Iorque a cerca de uma hora do início de sessão, que esta semana tem lugar às 13h30m de Lisboa. Num dia com muitas contas empresariais para digerir, de destacar as reações mais entusiasmadas aos números da Sofi e da Polaris, que contrastam com a resposta negativa da Paypal. Isto em véspera da Fed se pronunciar sobre a sua política monetária”

No mercado do petróleo o texano WTI desce 0,25%, fixando o preço do barril nos 101,51 dólares e o Brent recua 0,05% para 110,70 dólares. O gás natural perde 1,82% para 2,967 dólares.

No mercado cambial o euro deprecia 0,27% face ao dólar, fixando-se nos 11144 dólares.

Mota-Engil escolhida para dois troços ferroviários de 830 quilómetros no Lobito

27 October 2026 at 12:36

A Africa Finance Corporation (AFC), principal promotora do Corredor do Lobito, selecionou dois consórcios integrados pela Mota-Engil para a construção da nova linha ferroviária, com 830 quilómetros de extensão. A construtora portuguesa ganha assim mais dois contratos neste importante corredor, que envolvem a construção dos troços zambiano e angolano.

O consórcio constituído pela Webuild S.p.A., Mota-Engil e IC İçtaş Construction foi selecionado como concorrente preferencial para o troço zambiano, enquanto o consórcio formado pela Mota-Engil e pela Odebrecht Engenharia e Construção foi escolhido para o troço angolano do projeto, informa a AFC no seu site.

“As negociações contratuais terão início em novembro de 2026, com o objetivo de concluir os acordos EPC no prazo de oito a 12 semanas, dependendo de negociações técnicas, comerciais e jurídicas satisfatórias”, detalha a promotora.

Segundo a AFC, o projeto ferroviário Zambia Lobito Railway deverá permitir gerar milhares de milhões de dólares em valor económico, criando novas oportunidades de comércio e industrialização ao longo do corredor que liga a Zâmbia à costa atlântica de Angola.

“A infraestrutura facilitará a transformação e valorização dos minerais estratégicos da região, incluindo cobre e cobalto, bem como dos produtos agrícolas. Ao reduzir os custos logísticos e melhorar o acesso aos mercados mundiais, a linha ferroviária reforçará a integração regional e permitirá às economias africanas transformar os seus recursos localmente”, descreve.

O projeto está a ser desenvolvido pela AFC através da Trans African Rail Company FZCO (TARC), a sociedade holding do projeto, e das sociedades responsáveis pela sua execução: a Zambia Lobito Railway Limited e a Zambia Lobito Railway S.A.

Foi há três anos que foi assinado um memorando de entendimento, que envolveu os governos de Angola e da Zâmbia, a União Europeia, o Governo dos Estados Unidos, o Governo italiano e o Banco Africano de Desenvolvimento, para a realização deste corredor ferroviário estratégico que ligará a Zâmbia à costa atlântica de Angola, através do Porto do Lobito.

O projeto deverá transformar as ligações regionais, reduzir os custos logísticos, facilitar as exportações de minerais e produtos agrícolas e abrir novas oportunidades de industrialização e comércio regional.

Mais de um terço dos titulares de PPR desconhece o produto que tem

27 October 2026 at 12:02

Contratar um Plano Poupança de Reforma (PPR) não significa saber o que se contratou. O produto é detido por 31% dos portugueses inquiridos pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), mas 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm.

Além disso, os dados apresentados esta terça-feira revelam ainda que uma em cada quatro pessoas que poupa para a reforma não acompanha as suas poupanças.

Os dados surgem quando quase metade dos portugueses (45%) diz estar a poupar para a reforma e quando 55% dos que não o fazem apontam a falta de dinheiro, e apenas 17% dos jovens adultos possuem produtos de poupança para a reforma. Entre os que não o fazem, mais de metade diz que o dinheiro não chega.

Nos últimos dez anos, a rendibilidade mediana dos PPR sob a forma de seguros ficou abaixo da taxa de inflação nesse período, calcula a ASF.

O que está em jogo é o valor da pensão pública: em 2024, a pensão média anual da Segurança Social foi de 7.665 euros, 1.014 euros abaixo do limiar de risco de pobreza, fixado em 8.679 euros. Com este ponto de partida, o inquérito da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), feito a 801 pessoas entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, procurou perceber o que trava os portugueses.

Entre os que não poupam, 55% apontam a insuficiência de recursos financeiros e 27% nunca pensaram no assunto ou acham cedo para o fazer. “As barreiras à poupança para a reforma são sobretudo financeiras, mas também cognitivas associadas ao adiamento da decisão”, descreve a ASF, notando que há margem para mudar, dado que 41% dos que não poupam admitem fazê-lo no futuro. Destes, 17% têm intenção de contratar um produto, e 58% preveem fazê-lo nos próximos dois anos.

Entre os que poupam, 84% estão empregados, revelam os resultados do inquérito da ASF. A satisfação com a situação financeira faz diferença, dado que 69% dos trabalhadores mais satisfeitos poupam para a reforma, contra 45% no total da população.

A escolaridade também conta, porque 60% dos trabalhadores com menor satisfação financeira, mas com ensino superior, continuam a poupar. Quanto ao momento de começar, 49% dos inquiridos defendem que deve ser antes dos 30 anos.

O que escolhem e o que ganham quem poupa

Os resultados do inquérito da ASF revelam ainda que a prioridade dos portugueses quando poupa para a reforma é proteger o capital investido. Para 35% dos inquiridos, a garantia de capital é o critério mais importante, com a ASF a resumir que “a segurança prevalece sobre a rendibilidade”.

Entre os produtos eleitos pelos portugueses para poupar para a reforma estão os Planos Poupança Reforma (PPR), que são detidos por 31% dos inquiridos, mas 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm e uma em cada quatro pessoas a reconhecer que não acompanha as suas poupanças.

Isso é particularmente relevante, dado que a rendibilidade dos PPR a dez anos ficou abaixo da inflação, segundo o Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma da ASF com base somente nos PPR regulados pela ASF.

Dentro dos 45% dos inquiridos pela ASF que preparam a reforma, 17% não têm um produto próprio para esse fim, mas dizem poupar na mesma, através de outras formas de poupança.

De acordo com os dados compilados pelo supervisor, a rendibilidade mediana foi de 0,9% nos PPR sob a forma de seguros ligados (associados a fundos de investimento), 2% nos PPR seguros não ligados e 1% nos PPR fundos de pensões, enquanto a inflação média nos últimos dez anos foi de 2,1%.

Na prática, quem aplicou dinheiro nestes produtos teve, em termos reais, um retorno nulo ou negativo. A composição das carteiras ajuda a perceber o resultado: no final de 2025, os títulos de dívida pública e equiparados representavam 46,6% da carteira dos PPR sob a forma de seguros, e os fundos de investimento mobiliário pesavam 56,6% na carteira dos PPR fundos de pensões.

Os PPR não são a única via pelos portugueses na poupança para a reforma. Dentro dos 45% que preparam a reforma, 17% não têm um produto próprio para esse fim, mas dizem poupar na mesma, através de outras formas de poupança.

Entre os produtos financeiros analisados no inquérito, o mais detido são os depósitos a prazo (42%), seguidos dos PPR (31%) e dos Certificados de Aforro (27%).

Os resultados do inquérito revelam ainda que o conhecimento é maior do que a posse, com mais de 75% dos inquiridos a dizerem conhecer ações, PPR, Certificados de Aforro e do Tesouro, fundos de investimento e criptoativos, mas uma parte menor tem esses produtos.

Perante uma dúvida sobre produtos de poupança de longo prazo, 53,8% dos inquiridos revelam que recorreriam a seguradoras, gestoras ou bancos, ou seja, a quem vende ou gere o produto. A Internet e os sites especializados reúnem 12,2% das respostas, os consultores financeiros 6,2% e as autoridades de supervisão 3,1%.

Quando se olha para o canal de subscrição dos PPR, a poupança para a reforma continua a fazer-se sobretudo ao balcão. Entre os titulares de PPR, 79,6% contrataram o produto através de um banco e 81,8% fizeram-no presencialmente, numa agência. Só 12% recorreram a um website ou plataforma online e 3,9% contrataram por telefone. Os contratos feitos diretamente com uma seguradora ou sociedade gestora ficam-se pelos 12,3%, e os mediadores de seguros por 5,8%.

O padrão repete-se na hora de procurar informação. Perante uma dúvida sobre produtos de poupança de longo prazo, 53,8% dos inquiridos revelam que recorreriam a seguradoras, gestoras ou bancos, ou seja, a quem vende ou gere o produto. A Internet e os sites especializados reúnem 12,2% das respostas, os consultores financeiros 6,2% e as autoridades de supervisão 3,1%.

Estes números ajudam a enquadrar os resultados anteriores, embora o inquérito não permita estabelecer uma relação de causa e efeito: os PPR são subscritos num balcão e a informação é pedida a quem os comercializa. É nesse contexto que 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm e um em cada quatro não acompanha as suas poupanças.

A amostra do inquérito da ASF agrega 233 titulares de PPR, num inquérito telefónico a 801 pessoas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.

Banco Carregosa “tem condições para continuar com os acionistas atuais”, garante CEO

A principal acionista, Maria Cândida da Rocha e Silva, já admitiu que o Banco de Portugal está “preocupado” com a sucessão no banco, enquanto a família Amorim sinalizou há oito anos a intenção de vender a sua participação minoritária. O CEO Francisco Oliveira Fernandes diz que está focado no crescimento do banco.

Avaliação bancária das casas continua a abrandar. Metro quadrado atinge 2.278 euros

27 October 2026 at 11:14

À semelhança do que tem acontecido nos últimos meses, o valor da avaliação das casas realizada pelos bancos para efeitos de concessão de crédito à habitação voltou a abrandar em setembro. O preço mediano atingiu os 2.278 euros por metro quadrado, o que representa um aumento homólogo de 14,2%, inferior aos 14,7% registados em agosto.

Apesar do abrandamento do crescimento, o valor da avaliação bancária continua a aumentar mês após mês, com o preço por metro quadrado a subir 24 euros em setembro, face ao mês anterior, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O instituto refere ainda que o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 32,6 mil, o que representa uma descida de 0,2% face ao mês anterior e de 1,2% face ao período homólogo.

Por tipologia, a avaliação bancária dos apartamentos atingiu 2.662 euros por metro quadrado, o que representa um crescimento homólogo de 15,4%. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.525 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2), com o Alentejo e o Centro a apresentarem os valores mais baixos (1.739 euros/m2 e 1.748 euros/m2, respetivamente).

O valor mediano dos apartamentos T1 e T2 subiu 32 e 20 euros, para 3.401 euros/m2 e 2.758 euros/m2, respetivamente, tendo a tipologia T3 apresentado um travão, ao baixar sete euros, para 2.266 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 93,3% das avaliações de apartamentos realizadas no período analisado.

Já o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.621 euros/m2 em setembro, o que representa um acréscimo de 11,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Tal como nos apartamentos, os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.942 euros/m2) e no Algarve (2.835 euros/m2), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.172 euros/m2 e 1.284 euros/m2, respetivamente).

O valor mediano das moradias T2 subiu nove euros, para 1.634 euros/m2, o das T3 subiu cinco euros (para 1.581 euros/m2) e o das T4 subiu 12 euros, para 1.647 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,6% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Por regiões, a Península de Setúbal (18,4%) registou o maior crescimento, não se tendo observado qualquer redução.

(Notícia atualizada às 11h29)

JBCapital antecipa ‘profit warning’ dos CTT. Ações corrigem até 7%

27 October 2026 at 11:11

Os CTT estão a enfrentar uma forte pressão vendedora na bolsa de Lisboa, depois de a JBCapital ter antecipado um profit warning por parte da empresa. O grupo chegou a cair 7% esta terça-feira, a descida mais acentuada desde março passado, para um mínimo de 5,11 euros. Desde dezembro de 2024 que as ações dos CTT não atingiam este valor.

A JBCapital cortou de 9,1 para 8,5 euros (-6,6%) o preço-alvo dos CTT. Apesar da revisão em baixa, o preço implica uma valorização superior a 60% face à cotação da empresa de…

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Metais preciosos: “Perspetiva de longo prazo continua a ser atrativa”, realça Julius Baer

27 October 2026 at 10:57

O Julius Baer, um dos principais grupos bancários privados da Suíça, especializado em gestão de património, referiu esta terça-feira 27 de outubro que os riscos de curto prazo nos metais preciosos “parecem inclinados” para o lado negativo, mas a perspetiva de longo prazo “continua a ser atrativa”. Pelo que mantém a sua visão “construtiva” para o ouro e “neutra” para a prata. No mercado cambial o cenário base é de fraqueza do dólar a longo prazo.

“A pressão sobre os metais preciosos persiste, mas não é claro o que está a levar à queda dos preços. Uma possível causa das vendas pode ser a necessidade de os investidores chineses angariarem dinheiro em resposta à repressão do capital offshore”, referiu o Head Next Generation Research do Julius Baer, Carsten Menke.

“Os preços do ouro caíram para perto dos 4.000 dólares/onça, e a prata rompeu a barreira dos 55 dólares/onça. Embora a trajetória da tendência não tenha mudado significativamente desde o pico dos preços no início do ano, não é claro para nós o que está por detrás da recente queda. Normalmente, existe uma forte correlação entre os preços e os stocks de produtos fisicamente lastreados. A compra destes produtos eleva os preços, e a venda reduz-nos. Dito isto, tem havido uma notável desconexão recentemente, particularmente para o ouro”, referiu.

“As reservas de produtos de ouro lastreados fisicamente aumentaram cerca de 70 toneladas desde o verão, enquanto os preços caíram mais de 13%. Também não observámos vendas significativas por parte de investidores especulativos no mercado de futuros. Além disso, os factores habituais, como um dólar norte-americano mais forte ou rendimentos mais elevados dos títulos do Tesouro dos EUA, têm estado ausentes nos últimos dias”, continua.

Carsten Menke salienta que uma “possível fonte de vendas” poderá ser a dos investidores chineses, que são forçados a angariar capital devido à “repressão” do país ao capital offshore. “O pagamento de impostos pode levar à liquidação de parte das suas posições em metais preciosos, criando uma fonte de pressão vendedora que não é imediatamente visível. Esta é uma tese baseada nas últimas notícias disponíveis, no momento da onda de vendas e na pressão mais ampla sobre os ativos chineses. Teriam estas vendas o potencial de levar os metais preciosos a uma queda duradoura? Provavelmente não”, acrescenta. “No entanto, poderiam alastrar para o mundo ocidental, levando os investidores a desfazerem-se também das suas posições”, reforça.

O Head Next Generation Research do Julius Baer, relativamente ao ouro, defende que uma queda abaixo dos 4.000 dólares/onça “provavelmente desencadearia” algumas vendas. “Os riscos de preço no curto prazo parecem estar inclinados para a baixa, mas ainda vemos um cenário de longo prazo bastante promissor. Tanto o ouro como a prata devem ser sustentados pelas preocupações com o endividamento e o peso das taxas de juro nos Estados Unidos. Embora o ouro também beneficie das compras dos bancos centrais, uma forte fonte estrutural de procura, o mesmo não se aplica à prata. Mantemos a nossa visão construtiva para o ouro e neutra para a prata”, diz.

Cenário base do Julius Baer é de um dólar fraco a longo prazo

Já o economista do Julius Baer, David A. Meier, refere que a política francesa “desencadeou uma forte reprecificação” do euro, que “parece estar interrompida” por agora. “A fraqueza do dólar a longo prazo continua a ser o nosso cenário base, mas o caminho para a recuperação do euro pode ser árduo. O franco suíço continua sustentado pelos riscos da zona euro, no meio de possíveis obstáculos decorrentes de uma reprecificação da taxa de juro suíça”, assinala.

“Na segunda quinzena de setembro, o euro sofreu uma pressão significativa devido às preocupações políticas em França. Um alargamento expressivo dos spreads das obrigações do governo francês em relação às obrigações alemãs refletiu a crescente inquietação com os futuros desenvolvimentos políticos e fiscais”, descreve. “Contudo, apesar da contínua ampliação dos spreads em Outubro, o euro tem-se mantido em grande parte lateralizado, sugerindo que os investidores reagiram decisivamente quando os riscos políticos começaram a ganhar destaque”, refere.

“Os mercados de opções fornecem provas deste ajustamento: as reversões de risco do euro moveram-se acentuadamente a favor da protecção contra quedas, atingindo níveis verificados antes da mudança radical na política orçamental da União Europeia (UE)”, salienta o economista. “Desde então, a procura por hedge adicional diminuiu. Um padrão semelhante é visível nos dados de posicionamento especulativo, sugerindo que os investidores adotaram agora uma postura de cautela”, explica.

Face a este contexto o Julius Baer refere que a sua meta de  1,15 para o par euro/dólar norte-americano a três meses “parece ambiciosa”. A instituição salienta que “continua a esperar uma fraqueza do dólar norte-americano a longo prazo”, mas alerta que uma recuperação do euro “pode agora revelar-se mais difícil”.

As dificuldades do euro foram acompanhadas por uma “força renovada” do franco suíço, sublinha. “No início do ano, o franco passou por um período de menor valorização devido à sua crescente desvantagem em relação às taxas de juro, enquanto a sensibilidade aos preços da energia limitou o seu apelo como porto seguro durante o conflito de Hormuz”, diz.

“No entanto, o franco continua a servir como uma proteção fiável contra riscos específicos da zona euro, como ilustrado pela sua dissociação dos diferenciais de taxas durante os acontecimentos recentes. Olhando para o futuro, o franco poderá desvalorizar modestamente se as expectativas em relação às taxas suíças forem reavaliadas. Esperamos ainda que o Banco Nacional Suíço (SNB) mantenha as taxas até meados do próximo ano, enquanto os mercados ainda antecipam uma normalização mais rápida. Qualquer fraqueza resultante do franco deverá ser menos pronunciada do que a implícita na nossa previsão atual de 0,95 para o par euro/franco suíço a três meses”, conclui.

Julius Baer mantém recomendação neutra para ações europeias

27 October 2026 at 09:48

O Julius Baer manteve esta terça-feira 27 de outubro a sua recomendação neutra para as ações europeias e a sua inclinação para as ações cíclicas, incluindo uma visão positiva sobre os bancos europeus. No rendimento fixo o destaque vai para a pressão sobre as obrigações francesas.

“Os preços elevados do petróleo, o aumento dos rendimentos e o enfraquecimento do sentimento impulsionaram uma rotação de ações cíclicas para ações defensivas. Embora a rotação sugira que os investidores estão a posicionar-se cada vez mais para um ambiente de fim de ciclo, os dados de atividade e lucros permanecem mais consistentes com as condições de meio de ciclo”, referiu o Action Strategy Research da Julius Baer, Nenad Dinic.

Este refere ainda que o “desempenho inferior” das ações europeias em relação às ações americanas alargou-se desde meados de setembro, à medida que os preços do petróleo subiram acima dos 100 dólares/barril e a venda global de obrigações pressionou as yields (juro pago) para cima.

“Os sectores financeiro e industrial europeus caíram 6,8% e 4,4%, respetivamente, em relação aos seus picos de meados de setembro, enquanto os sectores de bens de consumo não cíclicos e de saúde subiram 9,0% e 8,4%. No geral, as ações cíclicas europeias tiveram um desempenho inferior ao das ações defensivas em 13,7% desde o início do quarto trimestre, a maior queda desde março de 2020”, assinalou. “Embora a rotação sugira que os investidores estão a posicionar-se cada vez mais para um cenário de fim de ciclo, os dados de atividade e lucros permanecem mais consistentes com as condições de meio de ciclo”, acrescentou.

Os dados preliminares do PMI de outubro “continuam a apontar” para uma expansão na zona euro (exceto em França), enquanto as revisões dos lucros para as ações europeias se mantêm em “terreno positivo”. Os resultados do terceiro trimestre do Stoxx Europe 600 [índice bolsista europeu] “apontam” para um crescimento sólido de 25% em termos homólogos (12% excluindo petróleo e gás), assinalou.

“A época de resultados do terceiro trimestre entrou na sua semana mais movimentada, com 25 bancos europeus a divulgarem os seus resultados, o que proporciona o teste mais claro no curto prazo para verificar se a queda foi excessiva”, considera o Action Strategy Research da Julius Baer. “Neste contexto, mantemos a nossa posição neutra em relação às ações europeias em geral, mas vemos razões para manter uma inclinação para as ações cíclicas. Se os lucros se mantiverem resilientes, as yields atingirem o pico, os preços do petróleo recuarem e o alargamento dos spreads soberanos se mantiver restrito à França, os bancos e outros sectores cíclicos ligados ao investimento terão margem para recuperar. A nível nacional, as nossas perspetivas permanecem inalteradas desde as alterações de rating em maio. Mantemos a nossa recomendação de Sobreponderação para Espanha e Itália, Neutra para a Alemanha e Subponderação para França e Reino Unido”, acrescentou.

Pressão sobre obrigações francesas

No que diz respeito ao rendimento fixo o analista chefe de rendimento fixo do Julius Baer, Dario Messi, assinalou que outubro trouxe uma “pressão renovada” sobre os títulos do governo francês e “focos de fragilidade” no crédito das empresas. “No entanto, as recentes vendas de ações relacionadas com a inteligência artificial (IA) também serviram como um importante lembrete: apesar dos ventos contrários estruturais, as obrigações de alta qualidade com boa duração podem ainda proporcionar uma estabilidade valiosa para a carteira”, acrescentou.

“Os mercados obrigacionistas continuam em movimento no primeiro mês do último trimestre de 2026, com desenvolvimentos distintos em todos os segmentos”, assinalou. A principal preocupação “continua a ser com as vulnerabilidades” dos títulos do governo francês. “Os spreads em relação às yields das obrigações do governo alemão aumentaram, mas o stress ainda não desencadeou uma resposta política significativa”, referiu. “O ponto crítico não foi aparentemente atingido, deixando os títulos franceses vulneráveis. O crédito empresarial também apresenta focos de fragilidade. Embora estas áreas de fragilidade permaneçam contidas, reforçam a nossa preferência pela qualidade nas carteiras de crédito”, alerta.

É ainda dito que outubro mostrou que as obrigações “ainda podem desempenhar um papel valioso” através das suas características de cobertura. “As obrigações de longa duração têm enfrentado ceticismo porque o seu efeito estabilizador tem sido inconsistente este ano”, explica.

“A correlação entre ações e obrigações mudou decisivamente desde 2022, e os obstáculos estruturais mantêm-se. No entanto, as correlações não contam toda a história. Os raros episódios de receios de abrandamento da IA ​​e as consequentes quedas nas ações sugerem que as obrigações mantêm propriedades úteis de proteção, como as últimas semanas demonstraram mais uma vez”, considera o analista.

Dario Messi salienta que isto faz “sentido” económico. “Uma desaceleração da IA ​​reduziria as necessidades de investimento – enfraquecendo um importante motor de crescimento – ao mesmo tempo que tornaria os consumidores mais cautelosos e contribuiria para a desinflação. Em síntese, assemelhar-se-ia a uma desaceleração típica da procura agregada, o ambiente em que a duração tende a ter o melhor desempenho. Tal desaceleração não é o nosso cenário base de curto prazo. No entanto, a dívida de alta qualidade com maturidade intermédia continua a ser um estabilizador de carteira significativo, com um rendimento inicial atrativo que aumenta o seu apelo”, conclui.

Juros da dívida sobem a dois, a cinco e a 10 anos

27 October 2026 at 09:40

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a segunda-feira, alinhados com os de Itália, enquanto os da Alemanha desciam no prazo mais longo.

Às 08:45 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,876%, contra 3,865% na segunda-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,455%, contra 3,446%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,172%, contra 3,166% na véspera.

Os juros de Espanha recuavam a dois anos e avançavam a cinco e a 10 anos, enquanto os da Grécia desciam a dois e cinco anos e subiam a 10 anos.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,358%, contra 3,366%, enquanto os de França se moderavam, para 4,942%, contra 4,900%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, também descia, para cerca de 160 pontos base, depois de ter atingido máximos dos últimos 15 anos na semana passada, e mantinha-se acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Os juros da dívida dos EUA subiam, para 4,992%, contra 4,989% na véspera.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:45:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

27/10…….3,172…3,455…..3,876

26/10…….3,166…3,446…..3,865

Espanha

27/10…….3,235…3,520…..4,005

26/10…….3,236…3,518…..3,998

Grécia

27/10…….3,228…3,753…..4,326

26/10…….3,242…3,756…..4,311

Itália

27/10…….3,511….3,984…..4,511

26/10…….3,507….3,970…..4,487

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

GoBulling duplica ativos desde 2022. “Temos menos ‘traders’ e mais investidores”

Durante a pandemia, o Banco Carregosa registou um aumento “muito relevante” tanto do número de clientes como dos ativos na plataforma de “trading”, que foi acompanhado por uma mudança no perfil. A base de investidores é, por isso, hoje “mais ampla e exigente”.

Bolsa do Brasil encerrou a cair mais de 13% com vitória de Lula

27 October 2026 at 08:45

A Bolsa de Brasil (Bovespa) encerrou a sessão de segunda-feira 26 de outubro a cair 13,88% para os 176.608 pontos, na sequência da vitória de Lula da Silva nas eleições presidenciais de domingo 25 de outubro contra Flávio Bolsonaro. Durante a sessão existiram paragens nas negociações devido à dimensão das desvalorizações.

Entre as ações da bolsa brasileira mais penalizadas estiveram a Magazine Luiza que quebrou mais de 58%, a Vamos Locacao desceu mais de 56% e Hapvida desvalorizou mais de 54%. Ou seja estas cotadas perderam mais de metade da sua capitalização num único dia.

Destaca-se ainda as quedas assinaláveis no setor da banca. Aqui inclui-se a desvalorização superior a 29% do Banco do Brasil, a descida de mais de 24% do Banco BTG, e a quebra superior a 21% do Banco Bradesco. O Itau Unibanco desvalorizou mais de 13%. Já o Santander quebrou mais de 4%.

Entre as quedas assinala-se também a descida superior a 10% da Engie Brasil, a Petrobras caiu mais de 6%, e a Telefonica Brasil e a Tim desvalorizou mais de 5%.

Mas no meio das desvalorizações houve cotadas a subir. Destaca-se a subida superior a 10% da Suzano, a valorização superior a 8% da Embraer, e a Weg On subiu mais de 4%.

“A sessão desta segunda-feira 26 de outubro foi marcada por extrema volatilidade e forte aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro, refletindo a reprecificação dos ativos após a definição do cenário político”, disse a estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, citada pela Globo.

Bolsa de Lisboa abre no vermelho em linha com Europa

27 October 2026 at 08:27

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta terça-feira 27 de outubro com uma desvalorização de 0,23% para os 9.154,73 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para os CTT que caem 5,45% para os 5,20 euros, seguida pela Teixeira Duarte que desce 1,16% para os 0,42 euros, e a Galp Energia quebra 0,98% para os 20,27 euros.

No vermelho encontra-se ainda a Jerónimo Martins, a EDP, o Banco Comercial Português (BCP), a Ibersol, e a Mota-Engil.

A negociar no verde está a Semapa que valoriza 2,05% para os 19,90 euros, seguida pela Altri que avança 0,58% para os 4,33 euros, e a EDP Renováveis sobe 0,41% para os 12,21 euros.

No verde está ainda a NOS e a Navigator.

Europa abre no vermelho

As principais bolsas europeias abriram no vermelho. O DAX (Alemanha) cai 0,25% para os 25.348,50 pontos, o CAC 40 (França) desce 0,44% para os 7.812,89 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 1,01% para os 10.658,12 pontos.

O AEX (Países Baixos) desvaloriza 0,11% para os 1.131,92 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 0,20% para os 18.995,64 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desce 0,32% para os 49.028,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 0,48% para os 111,27 dólares e o crude valoriza 0,52% para os 102,29 dólares.

O euro desce 0,16%, face ao dólar, para os 1,11574 dólares e o euro desvaloriza 0,01%, face à libra, para as 0,83741 libras.

Bolsa de Tóquio abre com Nikkei a subir 2,3%

27 October 2026 at 07:43

A bolsa de Tóquio abriu hoje 27 de outubro a ganhar 2,3%, com o principal índice, o Nikkei, a recuperar 1.418,59 pontos para 63.608,24 unidades, depois de fechar na véspera em terreno negativo.

O segundo indicador, o Topix, estava a subir 0,64% para 3.998,58 pontos, mais 25,60 pontos em relação ao fecho de segunda-feira, às 09:13 locais (01:13 em Lisboa).

O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.

Banco do BCP na Polónia aumenta lucros em 30% até setembro

27 October 2026 at 07:27

O Bank Millennium, detido em 50,1% pelo BCP, fechou os primeiros nove meses do ano com lucros de 1.109 milhões de zlótis (259,7 milhões de euros), o que representa um aumento de 30% face aos 855 milhões de zlótis reportados no período homólogo.

O banco realça que “a evolução positiva dos resultados reflete a resiliência da margem financeira após a redução significativa das taxas de mercado, o crescimento das comissões, a manutenção de uma rigorosa disciplina dos custos e a significativa redução dos encargos relacionados com créditos hipotecários denominados em moeda estrangeira, não obstante o aumento significativo da taxa efetiva de imposto”.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a instituição refere ainda que, apesar dos custos associados aos créditos hipotecários em moeda estrangeira, antes de impostos terem 63% nos primeiros nove meses do ano, em termos homólogos, continuam a condicionar os resultados.

A margem financeira caiu 1%, face ao período homólogo, com a taxa de margem financeira (NIM) a baixar de 4,1%, nos primeiros nove meses de 2025, para 3,54%, no final de setembro. Por sua vez, as comissões líquidas aumentaram 9% face ao período homólogo.

O rácio de crédito com imparidade (Stage 3) baixou nos primeiros nove meses do ano, ao fixar-se em 3,6%, abaixo dos 4,2% no mesmo período do ano passado.

O rácio de capital CET1 fixou-se, em setembro de 2026, em 13,7%, o rácio de capital T1 fixou-se em 16,1% e o rácio de capital total em 20,6%, “suportados pela inclusão da emissão de AT1 no montante de 1,5 mil milhões de zlótis realizada em janeiros de 2026 e de uma emissão subordinada (Tier 2) de 500 milhões de euros realizada em maio de 2026 e ainda pela continuação da geração orgânica de capital (inclusão de 65% do resultado líquido do Banco
no 1.º semestre de 2026 nos fundos próprios regulamentares)”, detalha a instituição.

A carteira de crédito aumentou 11% até setembro, com o número de clientes particulares ativos a ultrapassar os 3,39 milhões, após um crescimento de 160 mil face ao período homólogo.

O banco BCP apresenta as contas dos primeiros nove meses esta quarta-feira, dia 28 de outubro, após fecho do mercado.

(Notícia atualizada)

Bolsas mundiais aguardam resultados das tecnológicas e decisões dos bancos centrais, com petróleo sob pressão geopolítica

27 October 2026 at 07:00

Os mercados financeiros deverão centrar atenções esta terça-feira nos resultados empresariais, nos indicadores económicos dos Estados Unidos e na evolução dos preços do petróleo, numa semana marcada pelas decisões de política monetária da Reserva Federal norte-americana e do Banco Central Europeu.

Em Wall Street, os investidores procuram sinais de que os lucros das empresas, em particular no setor tecnológico, continuam a justificar as avaliações elevadas das ações, numa altura em que as perspetivas para as taxas de juro e os riscos geopolíticos mantêm a incerteza nos mercados.

A época de resultados ganha intensidade ao longo da semana, com a divulgação das contas de grandes empresas tecnológicas, incluindo a Microsoft e a Alphabet na quarta-feira, e a Amazon na quinta-feira. Os números e as perspetivas para o investimento em inteligência artificial, centros de dados e semicondutores deverão ser determinantes para o desempenho do Nasdaq e do conjunto do mercado norte-americano.

Na sessão desta terça-feira, os investidores acompanham também os resultados de empresas como a Coca-Cola, a Boeing e a Visa, procurando avaliar a evolução da procura, das margens e dos custos empresariais num contexto de incerteza económica.

O petróleo deverá continuar a condicionar o sentimento dos investidores. O Brent e o West Texas Intermediate (WTI) permanecem sob influência das tensões no Médio Oriente e dos riscos para o abastecimento energético, apesar de sinais de abertura diplomática envolvendo o Irão terem contribuído para aliviar parte das preocupações. A evolução da situação no estreito de Ormuz será determinante para as perspetivas dos preços do crude e da inflação.

Na Europa, as bolsas recuperaram nesta segunda-feira, com o índice pan-europeu STOXX 600 a subir 0,77%, para 640,66 pontos, e o alemão DAX a avançar 0,9%. A melhoria da confiança empresarial na Alemanha e notícias positivas de algumas empresas ajudaram a compensar os receios associados aos preços da energia e às tensões geopolíticas. A Galp caiu 10,8%, depois de terem fracassado as negociações com a Moeve para uma possível combinação de ativos de refinação, produtos químicos e distribuição de combustíveis.
Os investidores europeus acompanham esta terça-feira os resultados de empresas como a HSBC, a Novartis, a Reckitt Benckiser e a ASM International, num calendário particularmente intenso para a banca, a indústria e a tecnologia. A evolução das margens empresariais, dos custos energéticos e da procura será importante para avaliar a resistência dos lucros num contexto de crescimento económico moderado.

No plano macroeconómico, os mercados aguardam os dados norte-americanos sobre as encomendas de bens duradouros, a confiança dos consumidores e as vendas de casas novas, previstos para esta terça-feira. Os indicadores poderão ajudar a avaliar a força da economia dos Estados Unidos antes da reunião da Fed, cuja decisão será anunciada na quarta-feira.

Na zona euro, a divulgação dos dados da massa monetária e do crédito bancário permitirá avaliar a evolução das condições de financiamento. A intervenção da presidente do BCE, Christine Lagarde, também poderá ser acompanhada em busca de indicações sobre as perspetivas para as taxas de juro, numa altura em que os custos da energia voltam a representar um risco para a inflação.

A geopolítica continuará a ser outro fator de volatilidade, com os investidores atentos à evolução do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, às relações entre Washington e Teerão e às perspetivas económicas da China. A divulgação de dados sobre os lucros industriais chineses poderá fornecer novos sinais sobre a atividade da segunda maior economia mundial e a procura de matérias-primas.

A atenção estará, no entanto, concentrada nas decisões dos bancos centrais ao longo da semana. A Fed anuncia a sua decisão na quarta-feira, seguindo-se o BCE na quinta-feira e o Banco do Japão na sexta-feira. Os investidores procurarão perceber como as autoridades monetárias avaliam os riscos inflacionistas associados à energia e o impacto das taxas de juro na atividade económica.

A combinação de resultados empresariais, indicadores macroeconómicos e incerteza geopolítica deverá manter os mercados sensíveis a qualquer surpresa. A capacidade das empresas para sustentar os lucros e os sinais dos bancos centrais sobre a trajetória das taxas de juro serão determinantes para a direção das bolsas, das obrigações e das matérias-primas nesta semana.

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