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Senado aprova aumento de adicional de fronteira; veja o que diz o texto

28 October 2026 at 22:05

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (28) o projeto de lei de conversão da medida provisória que amplia o chamado adicional de fronteira a dezenas de carreiras do serviço público federal e reajusta o valor da indenização.

O texto havia sido aprovado na terça-feira (27) pela Câmara dos Deputados. No Senado, a proposta foi aprovada em votação simbólica. Agora, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O adicional de fronteira é um valor extra pago a servidores federais que atuam em regiões consideradas estratégicas, como cidades de fronteira ou lugares onde é difícil manter funcionários. O benefício existe desde 2013 e hoje paga R$ 91 por dia trabalhado. Pelo texto aprovado, o valor passa a R$ 191, a partir de 1º de janeiro de 2027.

Leia Mais:

A medida foi editada pelo governo em 3 de julho e tinha alcance bem menor. Na tramitação no Congresso, ganhou novos dispositivos e se transformou num texto com quatro capítulos.

O que mudou?

O adicional já era pago a policiais federais, policiais rodoviários federais, auditores da Receita e fiscais agropecuários, que atuam no controle do que entra e sai do país.

Agora passam a ser incluídos funcionários da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), a Auditoria Federal de Finanças e Controle, os fiscais federais agropecuários, o magistério federal e os técnicos-administrativos das instituições federais de ensino, a Carreira do Seguro Social, as agências reguladoras, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).

Servidores do Sistema Penitenciário Federal em cidades da faixa de fronteira ou da Amazônia Legal também entram. Para a maior parte dessas carreiras, o benefício vale para quem está lotado nos municípios definidos como estratégicos, e não apenas para quem trabalha diretamente no combate a crimes transfronteiriços.

A lista de cidades será definida pelo Ministério da Gestão e da Inovação. Pelo texto, o servidor não precisará provar que faz trabalho de campo ou de repressão para receber. Quem estiver em teletrabalho também pode ter direito, desde que more no município ou em cidade próxima.

Os servidores do Sistema Penitenciário Federal em municípios da faixa de fronteira ou da Amazônia Legal também são contemplados. O texto ainda convalida os pagamentos feitos desde 31 de março de 2026 aos analistas técnicos do Poder Executivo que atuam na Polícia Federal, na PRF e na Receita Federal.

Outras mudanças

O projeto trata ainda de outros temas. Regulamenta o enquadramento de servidores dos ex-territórios do Amapá, de Roraima e de Rondônia, e transforma 254 cargos vagos de agente administrativo do Ministério da Fazenda em 50 cargos de inspetor federal do mercado de capitais, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A proposta passa a exigir nível superior para ingresso no cargo de Técnico do Banco Central e amplia o uso do Fundaf, o fundo da Receita Federal, que poderá custear a assistência à saúde dos servidores do órgão.

Brasil bate Polônia nos pênaltis e avança no Mundial Sub-17 Feminino

28 October 2026 at 21:28

Logo Agência Brasil

A seleção brasileira feminina garantiu presença nas quartas de final da Copa do Mundo Sub-17 após partida eletrizante contra a Polônia, em Rabat (Marrocos). Nesta quarta-feira (28), a Amarelinha saiu na frente no marcador, mas o jogo terminou empatado em 3 a 3 no tempo regulamentar, após duas viradas de placar - uma das adversárias e outra do Brasil. Na definição do resulttado nos pênaltis, as brasileiras levaram a melhor por 8 a 7, com duas defesas incríveis da goleira Nathy no Complexo Mohammed VI.

O adversário do Brasil nas quartas será o vencedor do duelo entre China e França, nesta quinta-feira (29), a partir das 12h (horário de Brasília). 

Notícias relacionadas:

A Amarelinha busca um título inédito na competição. O melhor desempenho foi na última edição, em que terminou na quarta posição geral. 

As brasileiras saíram na frente no primeiro tempo, após belo passe da meio-campista Helena para Greise Kelly na entrada da área. A camisa 13 se livrou da marcação e chutou certeiro no fundo da rede. Dez minutos depois, Greise quase amplia o marcador ao receber cruzamento perfeito e chutar de primeira, rente à trave. A Polônia não se abateu e empatou ao 33 minutos com Galuszka, que acertou uma bomba de fora da área. A bola desviou na defesa brasileira e acabou encobrindo a goleira Nathy. Mal deu tempo de a seleção respirar. Dois minutos depois, as polonesas viraram o placar. A jogada começou com Sofia Gamonal, que rolou para Burzan desferir um belo chute cruzado.

Após o intervalo, o Brasil deixou tudo igual logo aos seis minutos. Dentro da área, Greise Kelly deu o passe para Marcelinha fulminar a bola no fundo da rede. Aos 27 minutos, as brasileiras voltaram a liderar o placar. Mais uma vez, Greise Kelly finalizou, mas a bola acabou sobrando para Pepê marcar o primeiro dela na partida. No entanto, a Polônia arrancou um novo empate aos 37 minutos, após um longo lançamento do campo de defesa para a atacante Zofia Burzan. Cara a cara com a goleira Nathy, a camisa 14 da Polônia chutou certeiro no canto esquerdo.

Pênaltis

Na primeira de cinco cobranças, Indy converteu para o Brasil. Na sequência, brilhou a estrela da goleira Nathy que defendeu o primeiro pênalti das adversárias. O Brasil seguiu liderando o placar e vencia por 4 a 3 quando Helena chutou para fora a quinta cobrança da Amarelinha. Em seguida, Grewling bateu bem e empatou para a Polônia: 4 a 4 no placar.

Nas cobranças alternadas, Gigi, Isa Rech, Iasmin Queiroz e Sofia Gamonal converteram para o Brasil. As adversárias também foram bem, até que na oitava cobrança, a goleira Nathy pegou o pênalti de Galuszka e selou a vitória da Amarelinha por 8 a 7.

Albufeira recebe o futuro do Ténis de Mesa Português

28 October 2026 at 21:32

Albufeira recebeu, de 23 a 25 de outubro, jovens atletas de 13 associações do país para o Torneio Interassociações Regionais de Ténis de Mesa. A competição reuniu provas por equipas e de singulares nos escalões de sub-15 e sub-19 e contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo. Seleções do […]

Goleada com Romer a fazer “hat-trick”

28 October 2026 at 20:25

VTM

O Pedras Salgadas entrou melhor e, aos 8’, abriu o marcador, lançamento longo para a área, onde Romer cabeceia para defesa incompleta de Markito, com o mesmo jogador a aproveitar para colocar a bola no fundo das redes. No minuto seguinte esteve perto o segundo, mas o remate de Jorge Jesus sai ao lado. Aos 10’, o Cumieira reagiu e criou uma situação de aparente perigo, Zé Pedro, com um remate de fora da área, obriga Rafa Mateus a uma excelente defesa para canto. Já com a partida equilibrada, ambos os conjuntos criavam oportunidades de golo, mas a eficácia era nula. Aos 28’, o Cumieira esteve perto do golo, valeu mais uma boa intervenção de Rafa Mateus ao remate de Gabi. Aos 33’, de novo, Rafa Mateus evita o golo ao desviar um remate de Marinho ao poste, com Zé Pedro a não conseguir a emenda. Aos 39’, o Pedras Salgadas aproveita uma perda de bola do Cumieira e com uma saída rápida, a bola chega a Tomás Magalhães, que remata ao lado.

Logo a abrir a segunda parte, os da vila termal estiveram perto do golo, remate de Banora ao poste esquerdo da baliza de Markito. Aos 48’, Romer bisa, após um lançamento longo para a área, com o golo de cabeça. O mesmo Romer fez o “hat-trick” aos 50 minutos. Com uma vantagem confortável, o Pedras Salgadas tentou controlar a partida, sem criar ocasiões de golo. Já o Cumieira procurava o golo, mas sem grandes soluções no ataque. Aos 89’, o Pedras Salgadas eleva a contagem, cruzamento da direita de Bruno Sul para a cabeça de Hugo Alexandre, que bate Markito mais uma vez. Em cima do minuto 90, Banora alcança o quinto golo, terminando o jogo com uma goleada imposta pelo Pedras Salgadas, que segue firme na segunda posição da tabela com menos um ponto do que o Vila Real.


FICHA TÉCNICA
Campo da Flávia, em Cumieira
Árbitro: André Santos
Auxiliares: Fernando Nunes e Filipe Ferreira

CUMIEIRA: Markito; Rafa, Itó (Del Piero, 50’), Marinho (Matos, 70’), e Ayoub; Gabi, Camará (Hugo Almeida, 53’) e Simão (Fontes, 53’); Penelas, Patrick e Zé Pedro
Treinador: José Ribeiro

PEDRAS SALGADAS: Rafa Mateus; Pedro Silva, Gonçalo Almeida, Maga (Hugo Alexandre, 60’) e Fábio Carvalho; Romer (João Silva, 70’), Banora e Tomás Magalhães (Daniel Jordão, 83’); Jorge Jesus, Gabi (Bruno Sul, 83’) e Simão
Treinador: Marco Martins

Ao intervalo: 0-1
Cartões amarelos: Pedro Silva (38’), Gabi (67’) e Tomás Magalhães (81’)
Marcadores: Romer (8’, 48’ e 50’), Hugo Alexandre (89’) e Banora (90’)

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Colisão entre três veículos na N2 provoca seis feridos ligeiros

28 October 2026 at 20:19

VTM

Uma colisão entre três veículos ligeiros de passageiros, ocorrida pelas 18h20 na Estrada Nacional 2 (N2), ao quilómetro 44, na localidade da Gralheira, em Telões, Vila Pouca de Aguiar, provocou seis feridos ligeiros, entre os quais três crianças.

Segundo informação transmitida pelo comandante dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar, Hugo Silva, as vítimas são três adultos, uma mulher de 36 anos e dois homens de 55 e 61 anos, e três crianças, duas meninas de 11 anos e um menino de 10 anos.

Os seis feridos foram assistidos e estabilizados no local pelas equipas dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar, tendo sido posteriormente transportados para o Hospital de Vila Real.

Para o local foram mobilizados seis veículos e 15 operacionais dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar, além da Guarda Nacional Republicana (GNR).

As causas do acidente são, para já, desconhecidas e serão investigadas pelas autoridades competentes.

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Próximo governo de Israel herdará guerra, falta de confiança e déficit alto

28 October 2026 at 20:40

A população de Israel foi às urnas na terça-feira (27) para eleger o novo Parlamento do país. As bocas de urna mostram um cenário de indefinição e que nem o bloco de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro, nem o de Gadi Eisenkot, principal líder opositor, conseguirão maioria.

Esta foi a primeira votação após o ataque terrorista do Hamas de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. Ela também acontece após conflitos no Líbano e contra o Irã.

Agora, os partidos políticos negociam e conversam entre si para tentar reunir uma coalizão que consiga formar um novo governo.

O próximo governo de Israel herdará a falta de confiança da população, um orçamento deficitário e o desafio de encerrar conflitos em andamento.

Quais serão os principais desafios do próximo governo?

Falta de confiança da população

O último relatório anual do Israel Democracy Institute, divulgado em dezembro de 2025, mostrou que apenas 29,5% dos israelenses consideram boa a situação do país.

A confiança da população nas instituições israelenses também é baixa: quase metade dos entrevistados (46,5%) disseram que seria melhor “desmanchar todas as instituições políticas do país e recomeçar do zero”.

Entre judeus e árabes, a confiança no governo não passa de 25%, e no Knesset, o Parlamento, de 18%.

“O israelense médio se interessa muito por política. Ele sabe da importância que tem o Parlamento, a democracia, o sistema parlamentarista, mas entende que esse último Parlamento, especificamente, não corresponde àquilo para o que foi eleito e vê uma oportunidade de mudança”, afirma João Miragaya, assessor do Instituto Brasil-Israel e mestre em História pela Universidade de Tel Aviv.

Conflitos inacabados e trauma do 7 de outubro

O próximo governo de Israel ainda terá que enfrentar conflitos que se arrastam há anos.

Apesar do plano de paz apoiado pelos Estados Unidos, as forças israelenses continuam realizando bombardeios na Faixa de Gaza e controlam cerca de 60% de seu território. O Hamas também não desarmou, sendo que isso é uma das principais reivindicações do governo de Israel.

Além disso, uma trégua não impediu novas trocas de ataques no sul do território do Líbano com o Hezbollah, grupo que também recusa a se desarmar e é visto como uma ameaça pela população israelense.

E, apesar da ofensiva conjunta com os EUA, o Irã ainda não abriu mão de suas pretensões de desenvolver um programa nuclear e continua sendo governado pelo regime linha dura.

Braço armado do Hamas, Brigadas Izz ad-Din al-Qassam seguram bandeira palestina enquanto destroem tanque das forças israelenses na Cidade de Gaza em 7 de outubro
Braço armado do Hamas, Brigadas Izz ad-Din al-Qassam seguram bandeira palestina enquanto destroem tanque das forças israelenses na Cidade de Gaza em 7 de outubro • Foto de Hani Alshaer/Anadolu Agency via Getty Images

O professor Michel Gherman, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), também chama a atenção para o desafio de reconstruir estruturas de segurança confiáveis, que ficaram fortemente abaladas depois do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.

“O 7 de outubro ainda é o grande tema de discussão, o grande trauma”, avalia o especialista, principalmente após uma reportagem do jornal Hareetz afirmar que Netanyahu teria sido avisado pelo líder dos Emirados Árabes Unidos sobre uma ameaça do Hamas com dias de antecedência ao ataque, acusações que ele nega.

Outro ponto que é alvo de grande discussão no país relacionado ao 7 de outubro é a responsabilização pelas falhas de segurança que permitiram o ataque do Hamas.

Samuel Feldberg, doutor em Ciências Políticas pela USP e pesquisador da Universidade de Tel Aviv, explica que foi criada uma comissão de inquérito para apurar essas falhas, mas ela está submetida ao próprio governo, o que levanta questionamentos sobre sua independência.

Assim, parte da comunidade israelense defende a formação de uma comissão parlamentar que possa, eventualmente, responsabilizar o próprio governo, se necessário.

Ultraortodoxos no Exército

Um outro ponto de atrito dentro da população de Israel é a isenção militar aos ultraortodoxos mesmo em um momento com muitos conflitos envolvendo o país.

“Israel tem um governo que se apoia nos partidos ultraortodoxos, que têm como principal demanda para se manter no governo a isenção do serviço militar para aqueles jovens ortodoxos que querem continuar estudando nas escolas religiosas quando fazem 18 anos e, portanto, deixam de se alistar”, explica Feldberg.

O especialista aponta que este é um elemento importante de discussão na sociedade, porque o impacto da guerra e do serviço militar nos últimos anos criou um peso muito grande para o setor laico, havendo demanda para que haja um engajamento maior de outros setores.

Déficit alto e custo de vida

Já na economia, os anos de guerra e os gastos elevados com defesa aumentaram o déficit, que chegou a quase 7% do PIB em 2024 e baixou para 4,7% em 2025.

Um relatório do Banco de Israel estima que os primeiros dois anos da guerra custaram mais de US$ 57 bilhões em perda de produção. O dado ainda não inclui a campanha militar contra o Irã, iniciada em fevereiro de 2026.

“As consequências da guerra — incluindo as restrições à oferta de mão de obra e os custos fiscais do conflito — continuaram a pesar sobre a economia”, afirma o banco central israelense.

“Esses efeitos refletiram-se em uma perda significativa de produção em relação à tendência de crescimento anterior à guerra, em um declínio da renda per capita e em um aumento notável da relação dívida/PIB”, adiciona.

Com isso, o novo governo de Israel também terá que lidar com o aumento no custo de vida no país.

“O custo de vida em Israel subiu muito, especialmente na região central, e está tornando muito difícil a vida dos jovens que têm que iniciar uma carreira profissional”, pontua Samuel Feldberg.

De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o país apresenta um dos “níveis de preços comparativos mais elevados do bloco, o que reduz o bem-estar e acirra as tensões sociais”.

Isolamento internacional de Israel

Outro desafio que o próximo governo de Israel terá que superar é o isolamento internacional do país, visto que a imagem da nação do Oriente Médio saiu arranhada após anos de guerra e de milhares de mortes na Faixa de Gaza.

Uma pesquisa do Pew Research Center de junho deste ano, conduzida em 36 países, mostrou que 67% dos entrevistados têm uma visão desfavorável de Israel, enquanto 25% afirmam ver o país de forma positiva.

Momento em que ataque israelense atinge casa na Cidade de Gaza • REUTERS

Além disso, a relação de Israel ficou estremecida com várias nações, incluindo o Brasil. Tornou-se comum, por exemplo, que diplomatas e chefes de Estado se retirem dos discursos de Israel na ONU como forma de protesto.

Mais recentemente, produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia se tornaram alvos de sanções de um grupo de 12 países, incluindo aliados ocidentais como Reino Unido e França.

A Corte Internacional de Justiça afirmou em 2024 que a presença contínua de Israel nos territórios palestinos ocupados é ilegal e deve acabar “o mais rápido possível”.

Questão do território palestino

E um dos principais fatores do isolamento internacional de Israel é exatamente a disputa em relação à criação do Estado palestino.

“Existem forças dentro do governo atual que pedem a declaração de soberania de Israel sobre esses 60% de território de Gaza que estão ocupados”, pontua João Miragaya.

Mas, além da guerra na Faixa de Gaza, o próximo governo também terá que lidar com a Cisjordânia, território palestino ocupado que tem presenciado o aumento dos assentamentos de colonos israelenses.

Em abril deste ano, a CNN noticiou que o gabinete de segurança de Israel aprovou secretamente a legalização de 30 assentamentos e fazendas na Cisjordânia, segundo três fontes.

Duas dessas fontes explicaram que a aprovação foi mantida em sigilo para evitar críticas internacionais em meio ao aumento da violência de colonos contra palestinos desde o início da guerra com o Irã.

João Miragaya pondera, entretanto, que esta eleição não deve levar à chamada Solução de Dois Estados, que prevê um Estado judeu e um palestino coexistindo pacíficamente.

“Desde o 7 de outubro, a pequena maioria que era favorável aos dois Estados passou a ser uma minoria de um quarto a um terço da população. Então, não é uma eleição que deva gerar esperanças pela criação de um Estado palestino, pela resolução do conflito entre Israel e os palestinos, de forma definitiva”, conclui o especialista.

Comissão da ONU aponta genocídio em Gaza com ataques de Israel a crianças

Albufeira | Europeu de Dardos reúne cerca de 400 jogadores

28 October 2026 at 19:55

O 5.º Europeu DNA Darts reuniu cerca de 400 jogadores de Portugal, Espanha, França e Itália. Com provas disputadas entre 23 e 25 de outubro, a competição destacou-se pelos resultados das equipas de Albufeira, pelo convívio e pelo espírito desportivo. A competição, organizada pela Associação de Dardos do Algarve, contou com o apoio da Câmara […]

Estradas antigas ajudam a compreender a história da região

28 October 2026 at 19:02

VTM

Esta é uma das ideias em destaque no IV Colóquio Viário do Marão – Povoamento e Vias de Comunicação ao Longo da História, que já vai na sua quarta edição e reuniu investigadores e representantes de instituições culturais e autarquias.

Vítor Nogueira, chefe de divisão de Bibliotecas e Museus do município, explicou que a iniciativa nasceu em 2020, durante a pandemia, da preocupação com a proteção e valorização da Calçada do Arco, na Campeã. O local integra um conjunto classificado como de interesse municipal, que inclui um arco funerário considerado raro no contexto nacional.

O interesse científico e cultural da primeira edição levou à continuidade do colóquio, que chega agora à quarta edição, mantendo também a publicação das atas pela Biblioteca Municipal.

Para Vítor Nogueira, estudar as vias de comunicação permite perceber como se estruturou o território ao longo dos séculos. A região de Vila Real, recordou, era atravessada por caminhos que ligavam o Porto ao interior e o Douro a Chaves, cruzando-se na zona onde viria a nascer a cidade. Muitos desses percursos persistem, embora tenham sido alargados e adaptados às necessidades de cada época.

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Profissionais e estudantes refletiram sobre os desafios do setor vitivinícola

28 October 2026 at 17:04

VTM

Subordinada ao tema “O Rumo do Vinho em Portugal”, a iniciativa foi organizada pela Associação Nacional de Estudantes de Enologia e Viticultura (ANEEV), em conjunto com a Direção da Licenciatura em Enologia da UTAD, reunindo representantes de várias regiões vitivinícolas do país, profissionais, docentes e estudantes.

Num contexto marcado pelas dificuldades enfrentadas pela atividade vitivinícola, nomeadamente as alterações climáticas e a necessidade de atrair novas gerações, o encontro procurou consciencializar os estudantes para a importância do setor e para as perspetivas de futuro nesta área.

Em declarações à VTM, Filipe Oliveira, presidente da ANEEV, destacou a importância de envolver os jovens na valorização do vinho português e de incentivar a sua entrada no mercado de trabalho, afirmando que “o setor primário é o mais importante”.

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Com 489 metros de comprimento e 16,5 metros de largura, inaugurada em 1985, ela se tornou a ponte mais comentada do Brasil após as eleições de 2026

28 October 2026 at 16:42

A Ponte Internacional da Fraternidade, conhecida oficialmente como Ponte Tancredo Neves, registrou alta nas buscas na internet após desdobramentos políticos decorrentes do segundo turno das eleições de 2026. A travessia rodoviária sobre o Rio Iguaçu, que liga Foz do Iguaçu (Paraná) a Puerto Iguazú (Argentina), foi o ponto por onde o senador Flávio Bolsonaro ingressou em território argentino às 22h50 de terça-feira (27)

De acordo com registros da Direção Nacional de Migrações da Argentina, o parlamentar realizou a travessia de carro acompanhado de familiares e apresentou documentação válida nos postos de controle.

O deslocamento ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o senador de deixar o Brasil e ordenava o cancelamento de seus passaportes. Cerca de 40 minutos após cruzar a ponte, a comitiva embarcou em um voo privado a partir do aeroporto de Puerto Iguazú rumo ao Equador.

Leia Mais:

As características estruturais e a história da Ponte Tancredo Neves

Inaugurada em 29 de novembro de 1985 pelos presidentes José Sarney e Raúl Alfonsín, a ponte substituiu o antigo transporte feito por balsas na Tríplice Fronteira e marcou a aproximação diplomática que culminou na criação do Mercosul. O nome oficial foi escolhido em homenagem ao presidente eleito Tancredo Neves, falecido naquele mesmo ano antes de tomar posse.

A obra foi erguida em concreto protendido utilizando o método construtivo de balanços sucessivos. Suas dimensões técnicas oficiais englobam:

  • Comprimento total: 489 metros de extensão, conforme levantamentos territoriais argentinos (ou 480 metros segundo cadastro do Ministério dos Transportes do Brasil).
  • Largura: 16,5 metros, compostos por pista de rolamento com 13,3 metros de largura e passeios para pedestres de 1,2 metro de cada lado.
  • Vão livre central: 220 metros de extensão sobre o leito do rio.
  • Ligação rodoviária: Conecta a rodovia federal BR-469, no Paraná, à Ruta Nacional 12, na Argentina.

Funcionamento e regras de fiscalização na travessia

Por força de acordo internacional firmado em 1985, a utilização da travessia é isenta de cobrança de pedágio. O fluxo diário na estrutura é estimado pela Receita Federal em aproximadamente 11 mil veículos e 32 mil pessoas.

A fiscalização no lado brasileiro é exercida de forma conjunta pela Receita Federal (controle aduaneiro), Polícia Federal (controle migratório) e Polícia Rodoviária Federal. Do lado argentino, a atuação fica a cargo da Direção Nacional de Migrações e da Gendarmería Nacional.

Para a travessia de turistas brasileiros que ingressam na Argentina, a legislação aceita a Carteira de Identidade (RG) emitida há menos de 10 anos ou o passaporte válido. A CNH (Carteira Nacional de Habilitação), por sua vez, não possui validade como documento de viagem internacional perante os órgãos de controle migratório.

Por reeleição, Alcolumbre aposta em acordo com Arthur Lira na sucessão

28 October 2026 at 16:32

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conta com a atuação do senador eleito Arthur Lira (PP-AL) para construir um acordo que viabilize sua reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027.

A expectativa é que o ex-presidente da Câmara ajude a contornar resistências dentro do PP e entre setores do centro mais ligados ao bolsonarismo, que defendem uma candidatura própria para enfrentar Alcolumbre.

Lira é colocado como possível sucessor apoiado por Alcolumbre para 2029 em acordo pela reeleição do amapaense em 2027.

A articulação ganhou força nesta terça-feira (27), quando a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio à recondução de Alcolumbre. O movimento, porém, não encerrou a disputa na direita.

O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou que não votará no atual presidente e defendeu a união dos oposicionistas em torno de um único nome, citando Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) como possibilidades.

Nesse cenário, Lira é considerado uma peça importante para aproximar Alcolumbre de parlamentares que resistem à sua permanência no cargo.

O ex-presidente da Câmara mantém interlocução com diferentes setores do Congresso e tem boa relação com integrantes do PT (Partido dos Trabalhadores), como o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, o líder do governo na Câmara, José Guimarães, e a ministra Gleisi Hoffmann.

A proximidade pode ajudar a dar sustentação ao acordo, que também conta com o apoio do governo Lula.

Embora haja reclamações entre governistas sobre a declaração de apoio de Lira a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, a avaliação em torno da sucessão do Senado é pragmática.

Aliados de Alcolumbre consideram tanto a força política que Lira deve exercer na próxima legislatura quanto seu trânsito entre parlamentares de diferentes campos ideológicos.

O apoio de Lula à recondução de Alcolumbre também contribui para a construção desse entendimento.

A aposta é que a articulação consiga reunir governistas, centro e parte da oposição, apesar das divergências sobre a atuação do atual presidente do Senado, especialmente em relação à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Lira mira espaço na próxima legislatura

A negociação também pode abrir espaço para as pretensões de Lira no Senado. O senador eleito tem interesse em comandar a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), considerada uma das mais importantes da Casa, e a posição pode entrar no cálculo das articulações para ampliar seu poder político.

A interlocutores, Lira tem manifestado o desejo de disputar a Presidência do Senado em uma legislatura posterior, sucedendo Alcolumbre. A estratégia permitiria construir uma candidatura própria com perspectiva de continuidade no cargo, a partir de uma nova composição da Mesa Diretora.

Como a CNN Brasil mostrou, Lira não pretende disputar a Presidência em fevereiro de 2027, mas deve participar ativamente das negociações em torno da sucessão. Sua influência, portanto, não depende de ser candidato agora.

A atuação política do ex-presidente da Câmara já foi percebida em momentos de tensão no Congresso. Durante a gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB), Lira participou de articulações para solucionar impasses, como no episódio em que deputados ocuparam o plenário e se sentaram na cadeira da Presidência da Câmara.

O peso de Lira também se manifestou na formação das alianças em Alagoas. A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL) para vice de Flávio Bolsonaro alterou a composição da disputa local e abriu caminho para rearranjos eleitorais que favoreceram a candidatura de Lira ao Senado.

A eleição de João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), para o governo alagoano também foi beneficiada, segundo aliados, pela capacidade de articulação de Lira e sua influência política no interior do estado.

A sucessão do Senado será definida em fevereiro de 2027, na abertura da próxima legislatura. Para vencer, o candidato precisa reunir ao menos 41 dos 81 votos da Casa.

 

Tavira promove oficina de presépios algarvios em barro para famílias

28 October 2026 at 15:33

O Museu Municipal de Tavira vai promover, nos dias 7 e 21 de novembro, uma oficina de modelagem de presépios algarvios em barro, dirigida a famílias com crianças entre os 5 e os 12 anos. A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória, e a atividade será orientada pelo ceramista Mário Mendonça.

Integrada no programa “Em Família no Museu”, a iniciativa pretende valorizar o património e as tradições locais, desafiando os participantes a criar peças decorativas inspiradas no presépio algarvio, para a quadra natalícia.

A oficina está dividida em duas sessões. A primeira realiza-se a 7 de novembro, com atividades de modelagem entre as 10h30 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 16h00. A segunda sessão, dedicada à pintura e aos acabamentos das peças, está marcada para 21 de novembro, entre as 10h30 e as 12h30.

As peças produzidas poderão ser levantadas no Museu Municipal no início de dezembro, coincidindo com as comemorações do 13.º aniversário da inscrição da Dieta Mediterrânica em Portugal na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

As inscrições estão sujeitas ao número de vagas disponíveis e devem ser efetuadas através do formulário de inscrição da atividade. Para mais informações, os interessados podem contactar o Museu Municipal através do endereço de correio eletrónico edu.museu@cm-tavira.pt ou do telefone 281 320 545.

40 milhões de euros para nova central solar prevista para o Algarve

28 October 2026 at 14:59

Está previsto um investimento de mais de 40 milhões de euros na construção de uma nova central solar no Algarve e respetiva linha elétrica de ligação à Subestação de Tavira. O projeto está em fase de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), decorrendo a consulta pública até 9 de dezembro.

O conteúdo 40 milhões de euros para nova central solar prevista para o Algarve aparece primeiro em Algarve Marafado.

Julgamento por sequestro de um homem decorre à porta fechada

28 October 2026 at 15:14
Os arguidos respondem pelos crimes de sequestro agravado, ofensa à integridade física qualificada, gravações e fotografias ilícitas, ameaça agravada e condução sem habilitação legal.

© Wavebreakmedia/Getty Images/iStockphoto

A mulher e um dos homens estão em prisão preventiva e os restantes em prisão domiciliário, oscilando as suas idades entre os 20 e os 35 anos

Mediadores do Catar apresentam nova proposta ao Irã para encerrar guerra

28 October 2026 at 14:23

Mediadores do Catar apresentaram ao Irã uma nova minuta de acordo para encerrar a guerra contra os Estados Unidos e Israel, informou uma autoridade a par das negociações.

No entanto, um alto funcionário iraniano afirmou que Doha apresentou apenas ideias inaceitáveis, que não chegam a constituir uma proposta real.

A fonte a par das negociações — que não é iraniana — declarou que uma nova minuta de proposta de paz para o conflito, que já dura oito meses, foi apresentada no domingo (25) e está sendo analisada por Teerã; espera-se uma resposta até o final da semana.

O Catar, juntamente com o Paquistão, tem liderado os esforços de mediação para encerrar a guerra, um conflito que tem prejudicado o transporte marítimo global e o fornecimento de petróleo, e que, recentemente, estendeu-se à Arábia Saudita e ao Iêmen.

Segundo a fonte, a proposta apresentada pelo Catar estabelece um cronograma de sete dias que aborda as preocupações tanto de Teerã quanto de Washington, definindo medidas diárias de construção de confiança a serem adotadas por ambos os lados.

O cronograma poderia começar no início da próxima semana, e diversos países atuariam como fiadores do acordo, acrescentou a autoridade.

Pouco depois, um alto funcionário iraniano envolvido nas conversas afirmou que o Catar apresentou apenas “ideias inaceitáveis, e não uma proposta”, ressaltando que a política de Teerã — de não demonstrar qualquer flexibilidade em relação à questão nuclear — permanece inalterada.

Washington deseja que o programa nuclear iraniano — que existe há décadas — seja incluído, desde o início, nas negociações para encerrar a guerra.

O Irã, por sua vez, sustenta que suas condições — que incluem o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos e a suspensão das sanções às exportações de petróleo do país — precisam ser atendidas primeiro.

O país rejeita as preocupações ocidentais de que seu programa nuclear tenha natureza militar.

Ataque a refinaria de petróleo saudita

No final de setembro, o Irã apresentou uma proposta de sete dias, segundo a qual, conforme afirmou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, o Estreito de Ormuz — uma das rotas de transporte de energia mais importantes do mundo — poderia ser reaberto caso certas condições fossem atendidas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a proposta, o que levou a uma nova rodada de mediação por parte do Catar.

A minuta discutida em Teerã no domingo (25) era diferente daquela proposta anterior, informou uma autoridade a par das negociações, embora os detalhes do plano mais recente não tenham ficado claros de imediato.

A mesma autoridade havia dito anteriormente à agência de notícias Reuters que os mediadores catarianos coordenaram suas ações com Washington antes de seguirem para Teerã.

Esforços anteriores de mediação para encerrar a guerra — iniciada pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro — chegaram a resultar em um acordo de paz provisório em junho, mas este acabou sendo rapidamente desfeito.

Nas últimas semanas, as forças Houthis do Iêmen, alinhadas ao Irã, lançaram ataques recorrentes contra a Arábia Saudita — um aliado fundamental dos EUA e o maior exportador de petróleo bruto do mundo —, abrindo uma nova frente no conflito, que já dura oito meses.

Os preços do petróleo (LCOc1) subiram mais de 1%, ultrapassando os 115 dólares por barril nesta quarta-feira (28), após um ataque Houthi contra a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, Ras Tanura, o que intensificou as preocupações com riscos ao abastecimento.

Os confrontos com os Houthis se intensificaram no mês passado, à medida que o grupo militante avançava contra as forças apoiadas pela Arábia Saudita em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb — outra importante rota de navegação, situada no lado oposto da Península Arábica em relação ao Estreito de Ormuz.

Preocupações com o risco de novas greves

Uma autoridade a par das negociações afirmou que, antes da reunião de domingo (25) em Teerã, havia receios de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — que disputa um novo mandato em eleições gerais —, pudesse retomar os ataques contra a República Islâmica ainda esta semana.

Na sexta-feira (23), o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou ameaças de atacar o Irã novamente, enquanto autoridades de segurança iranianas disseram à Reuters que Teerã elaborou planos detalhados para atacar cabos submarinos no Golfo, caso os EUA e Israel retomassem as ofensivas.

Na segunda-feira (26), altos representantes da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão reuniram-se com autoridades iranianas em Teerã, como parte de esforços para reduzir a tensão.

O Catar declarou, na terça-feira (27), que o Irã precisa cessar as ameaças contra os Estados árabes do Golfo e liberar o Estreito de Ormuz, demonstrando assim boas intenções para que os esforços de mediação possam prosperar.

Os Estados do Golfo foram alvo de bombardeios constantes no início do conflito.

A guerra também reacendeu os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã.

O cenário contribuiu para a queda nos índices de aprovação de Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, que definirão o controle do Congresso.

Como é a “mãe de todas as bombas”, arma que EUA querem usar no Irã

 

“Tudo é possível”, diz Trump sobre ataques contra o Irã após as eleições

28 October 2026 at 13:47

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “tudo é possível” ao ser questionado, nesta quarta-feira (28), se os Estados Unidos realizariam mais ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato.

As Forças Armadas dos EUA já gastaram mais de US$ 47 bilhões (cerca de R$ 250,7 bilhões) na condução da guerra no Irã — um valor superior em mais de 25% à estimativa feita pelo Departamento de Defesa em julho, segundo dados do Pentágono obtidos pela agência de notícias Reuters.

O Pentágono não respondeu prontamente a um pedido de comentário sobre sua estimativa, que não foi divulgada publicamente.

A revelação sobre o custo crescente da guerra no Irã surge em um momento em que os republicanos lidam com as repercussões políticas desse conflito impopular, às vésperas das eleições de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso pelos próximos dois anos.

Trump também deve iniciar uma viagem pela Ásia, durante a qual se espera um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping.

A desnuclearização poderá estar na pauta — embora o próprio Trump tenha reconhecido que o objetivo não será fácil de alcançar, dado que outros países também possuem armas nucleares.

Trump diz que guerra contra Irã é “uma das melhores coisas que já fizemos”

Trump, classificou a guerra contra o Irã como “uma das melhores coisas que já fizemos”, apesar de o conflito continuar sendo profundamente impopular internamente e de muitos candidatos do Partido Republicano defenderem o seu fim.

Questionado na quarta-feira (21) se lamenta ter iniciado a guerra, o presidente americano disse aos repórteres: “Não, acho que é uma das melhores coisas — acho que é uma das melhores coisas que já fizemos”.

“Impedimos o Irã de ter uma arma nuclear. É uma das melhores coisas que já fizemos”, continuou ele, acrescentando que sua decisão de atacar o país do Oriente Médio em fevereiro “exigiu muita coragem”.

No entanto, quase oito meses após o início da guerra, o presidente não conta com grande apoio da população dos EUA: uma nova pesquisa da CNN, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que apenas 30% dos americanos aprovam a sua condução da política externa.

A CNN conversou com muitos eleitores, inclusive em comícios do presidente, que apontaram o impacto do conflito nos preços dos combustíveis e no custo de vida como uma questão central para as próximas eleições.

Enquanto isso, alguns republicanos que enfrentam disputas eleitorais difíceis neste outono têm se distanciado do presidente no que diz respeito à guerra.

EUA consideram usar bombas de gravidade contra Irã; conheça armamento

Montalegre sofre a primeira derrota no Campeonato de Portugal

28 October 2026 at 13:25

VTM

Minhotos superiorizaram-se na primeira parte. Montalegre equilibrou na segunda. Único golo surgiu de penálti. É fácil marcar grandes penalidades contra o emblema transmontano, em Braga foi igual.

O Ponte da Barca surpreendeu o Montalegre durante o primeiro tempo, foi melhor e esteve perto de marcar. O campeão da AF Viana do Castelo criava muito perigo, aproveitando a profundidade e falta de pressão dos barrosões. O conjunto da casa dava uma pálida imagem daquilo que fez, por exemplo, em Bragança. Aos 17’, depois de um canto na direita, volta a criar perigo, faltou o desvio fatal à baliza. Aos 28’, a bola voltava a rondar a baliza dos “Bravos do Barroso” com perigo e, no minuto seguinte, Lomba atira ao poste. O Montalegre reagiu e Mário Borges, em boa posição, proporciona grande intervenção a João Correia. Ao intervalo, 0-0.

Na etapa complementar, entrou melhor a equipa da casa, a jogar mais rápido para desbloquear o nulo. Através de um cabeceamento perigoso, Neto atira muito perto do poste da baliza minhota. Aos 66’, Mário Borges cai dentro da área, mas o árbitro manda seguir. Dez minutos depois, após livre direto de Fellipe, o árbitro assinala grande penalidade contra o Montalegre – por mão dentro da área – que Luís Guerra transformou em golo.

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DECO: “Um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos”

28 October 2026 at 07:45

Arrendamento: Segurança para o senhorio não pode significar insegurança para as famílias – PARTE 1

Para a DECO um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos. Reforçar uma das partes sem proteger a outra não equilibra o mercado: faz exatamente o inverso.

A proposta de lei do Governo altera o regime do arrendamento urbano com um objetivo assumido: reforçar a posição dos proprietários e tornar mais rápidos os mecanismos de cobrança e de despejo. Mas esta reforma chega num momento em que as rendas dos novos contratos subiram mais de 10% num ano, a oferta continua escassa e cada vez mais famílias não conseguem suportar o custo da casa.

A DECO analisa as principais medidas propostas e apresenta as suas preocupações e propostas para a apreciação na especialidade.

Custos de entrada: arrendar pode tornar-se mais caro

A proposta aumenta de dois para três meses o limite da renda que pode ser exigida antecipadamente e elimina o limite específico atualmente previsto para a caução.

A DECO defende a manutenção de limites para a renda antecipada e para a caução, bem como a definição de um limite global para o conjunto das garantias exigidas ao arrendatário.

Incumprimento: uma dificuldade temporária não deve conduzir à perda da habitação

A proposta reduz de três para dois meses o período de mora relevante para efeitos de resolução do contrato.

A DECO defende que, sobretudo nos contratos destinados a habitação permanente, deve existir uma oportunidade real de regularização da dívida antes da resolução do contrato, sempre que exista capacidade de recuperação financeira.

Renovação dos contratos: garantir estabilidade e previsibilidade

A proposta altera os períodos de renovação dos contratos e as regras relativas à oposição à renovação pelo senhorio.

A DECO defende períodos mínimos razoáveis de estabilidade e previsibilidade nos contratos destinados a habitação permanente, permitindo às famílias reorganizar a sua situação habitacional e financeira.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

“Ele pega no telefone e imediatamente diz ‘Então, Tio, está bom?’”: Ricardo Araújo Pereira relembra a confiança injustificada de um beto

Neste episódio especial de Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira sobre dactiloscopia, quiroscopia e pelmatoscopia, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira reflectem sobre os comportamentos de certas figuras que, à falta de melhor palavra, designam por betos. No fim, recordam outra parte do sketch Castigadores da Parvoíce, pois era um sketch recorrente, o que também têm vindo a dizer recorrentemente

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