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O índice de Small Caps, que engloba as empresas com menor capitalização de mercado na B3, marcou queda de 26,9% no fechamento de desta segunda-feira (26).
O resultado reflete a aversão ao risco dos investidores após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa à Presidência da República, neste domingo (25).
O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, encerrou a sessão com perda de 13,8%, aos 176.608 pontos – o pior desempenho desde a pandemia da Covid-19, em 2020.
O índice de Small Caps vinha em um movimento de alta após o resultado do 1º turno, quando valorizou 10% após o início do pregão da B3.
As small caps são empresas listadas na Bolsa de Valores que são consideradas com baixo valor de mercado. Essa categoria apresenta menor liquidez e um volume menor de negócios por dia.
As small caps tendem também a serem mais voláteis que as empresas de grande porte.
Por se tratarem de empresas em crescimento, as small caps podem apresentar um potencial de retorno acima das outras empresas já consolidadas. Mas, também oferecem o risco de não se desenvolverem e acabarem quebrando.
O índice de small caps da B3 trata-se de um indicador de desempenho médio das cotações das empresas. Atualmente, o índice conta com empresas como Alpargatas, Brava, Copasa e Minerva.
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A Inteligência Artificial já está a mudar a forma como as empresas trabalham. É precisamente o impacto desta transformação que a CEAL – Confederação dos Empresários do Algarve vai colocar em debate no próximo dia 5 de novembro, em mais um Jantar -Debate dirigido ao tecido empresarial da região. Sob o tema “A Inteligência Artificial […]
O acordo para uma fusão parcial entre Galp e Moeve caiu por terra, mas a petrolífera rapidamente informou que estaria interessada em explorar novas parcerias para as áreas de retalho e refinação. Em declarações ao ECO/Capital Verde, os co-CEO da cotada indicam que está em cima da mesa a hipótese de fazer alianças com parceiros diferentes para cada uma das áreas.
O co-CEO da Galp indica que o importante para a Galp é que “o mérito estratégico” de uma futura transação, no sentido da consolidação, se mantenha inalterado. A empresa portuguesa quer, por um lado, um parceiro que, na área do retalho, esteja “claramente focado na Península Ibérica e no cliente”. Em paralelo, procura um parceiro que, no negócio industrial, traga “escala, competitividade, complementaridade e alguma aceleração na transição energética”.
Estas “são duas componentes perfeitamente segregáveis e não necessariamente com o mesmo parceiro”, indica João Diogo Silva. Por seu lado, Maria João Carioca frisa que “seria muito estranho” já ter uma lista de potenciais parceiros, pronta a ativar, no dia em que dá por terminada uma negociação com uma elevada “intensidade” e “compromisso” com a Moeve.
[Retalho e indústria] são duas componentes perfeitamente segregáveis e não necessariamente com o mesmo parceiro.
Sobre as razões que determinaram que a Galp não firmasse um acordo com a concorrente espanhola, o mesmo gestor indica apenas que os termos finais, do ponto de vista comercial, não permitiram atingir o racional de investimento e a disciplina de alocação de capital da Galp, sem querer detalhar os fatores específicos que influenciaram a decisão.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou esta segunda-feira que, perante o salto de 68% nos lucros da Galp relativos ao terceiro trimestre, a iniciativa do Governo de avançar com uma taxa sobre os lucros extraordinários das petrolíferas foi “a decisão correta”.
Confrontada com estas declarações, a co-CEO salienta que a empresa que gere pagou, neste mesmo trimestre, uma taxa de imposto efetiva de 43%. “Naturalmente que nós respeitamos as opções de política fiscal do governo, isso não é tema. Mas temos tido sempre um diálogo no sentido de se salientar que qualquer medida desta natureza tem impacto”, indica, explicando que o negócio tem ciclos de investimento muito longos e que ativos como a refinaria de Sines “estão permanentemente a ser confrontados com ativos semelhantes”. Ativos estes que recebem incentivos, “muitas vezes mais significativos” do que aqueles que a Galp tem recebido em Portugal, afere.
Temos tido sempre um diálogo no sentido de se salientar que qualquer medida desta natureza tem impacto.
João Diogo da Silva recorda que a Galp investiu uma média de 340 milhões ao ano na atividade da empresa em Sines e que, em 11 dos últimos 20 anos, esta unidade industrial registou um free cash flow negativo. “É muito fácil nos anos em que as coisas correm bem taxarmos Sines, mas temos memória relativamente curta acerca dos anos em que investimos e perdemos dinheiro em Sines”, conclui.


O Frasers Group anunciou a aquisição de 198.666 ações da Hugo Boss, por 7.630.761 euros. Com esta operação, a empresa britânica passou a deter 34.468.065 ações, equivalentes a 50,08% do capital da empresa alemã.
A Frasers tem ainda posições em opções de venda sobre até 15.050.100 ações da Hugo Boss, correspondentes a até 21,87% do capital. A aquisição foi financiada com os recursos de caixa da Frasers.
Com a operação, a marca alemã BOSS passa a ser uma subsidiária da Frasers e os seus resultados, ativos e passivos, deverão ser consolidados nas contas do grupo. A transação não está sujeita a aprovação dos acionistas, segundo as regras de admissão à cotação do Reino Unido.
No primeiro semestre de 2026, a Hugo Boss registou receitas de 1,81 milhões de euros e um EBITDA de 272 milhões de euros. A 30 de junho, os ativos brutos totalizavam 3,53 milhões de euros e os ativos líquidos ascendiam a 1,63 milhões de euros.
Galp. A petrolífera nacional apresentou esta segunda-feira resultados “sólidos”, segundo os analistas do RBC Capital Markets, com os lucros a subirem 68% para 682 milhões de euros no terceiro trimestre, à boleia da subida do preço do petróleo e da margem de refinação, acima do esperado pelos analistas.
Ainda assim, o dia ficou marcado por outra notícia que levou as ações da petrolífera portuguesa a afundarem na bolsa de Lisboa: o fim das negociações com a espanhola Moeve para a fusão dos negócios de refinação e distribuição.
As ações da Galp tombaram 10,84% e registaram a pior sessão em quase um ano, fechando o dia a cotar nos 20,47 euros.
É preciso recuar a 9 de dezembro de 2025 para observarmos uma queda mais acentuada, quando os investidores reagiram de forma negativa ao anúncio de uma parceira com a francesa TotalEnergies para exploração de petróleo na Namíbia.
Com base neste preço, a petrolífera perdeu esta segunda-feira praticamente 1,68 mil milhões de euros em termos de capitalização bolsista, passando a registar um valor de mercado acima dos 13,8 mil milhões – e mantendo-se, ainda assim, como uma das cotadas mais valiosas da bolsa nacional.
A sessão também ficou marcada pelas fortes desvalorizações de empresas com forte exposição ao Brasil, casos da Telefónica e Santander, que cederam 6,6% e 3,2%, respetivamente, após a vitória de Lula da Silva nas eleições para Presidente do Brasil. Parte relevante do negócio de upstream da Galp está precisamente no Brasil, no pré-sal.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.
O ECO já tinha noticiado no domingo e a confirmação veio nas primeiras horas da manhã: a Galp e os acionistas da Moeve encerraram as negociações com vista a fundirem as atividades de refinação e distribuição sem chegarem a um acordo.
No âmbito desta operação, anunciadas a 8 de janeiro, seria criada uma joint-venture juntando a refinaria de Sines e as duas refinarias da Moeve em Espanha, com a Galp a ficar com 20% da nova empresa. Além disso, também seriam fundidas as redes de postos de abastecimento na Península Ibérica, numa parceria detida em cerca de 50% pelas duas partes.
Como avançou o ECO, a proposta financeira apresentada este mês de outubro pela Mubadala Investment Company e especialmente o The Carlyle Group, os dois acionistas da Moeve, acabou criar uma divergência inultrapassável entre as duas partes e o negócio ruiu.
Uma fonte citada pela Reuters revelou ainda que a volatilidade nos mercados de energia provocada pela guerra no Irão dificultou o processo de avaliação dos ativos, nomeadamente as refinarias, acrescentando que não há intenção de retomar as conversações no médio prazo.
“Apesar de todos os esforços desenvolvidos, não foi possível alcançar um acordo que permitisse concretizar uma oportunidade de elevado potencial para a criação de um grande operador europeu de downstream”, salientou a presidente da Galp, Paula Amorim, no comunicado em que oficializava o fim da operação.
“Embora o racional estratégico subjacente à operação proposta continue a fazer sentido, as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo”, acrescentou a empresária.
O analista Frédéric Lorec, da Alphavalue, considerou que “a pressão vendedora sobre as ações da Galp após o colapso das negociações com a Moeve parece difícil de justificar apenas com base nesta notícia”.
“A nossa análise de fevereiro questionou a proposta de mudança para um modelo de quase-holding, com menos controlo sobre o cash flow e as decisões de investimento do setor da refinação. Manter o negócio integrado não é necessariamente um revés”, destacou Lorec numa nota publicada esta segunda-feira.
O co-CEO da Galp, João Diogo Marques da Silva, adiantou aos analistas que a companhia petrolífera continua aberta a oportunidades. “Mas só as concretizamos em condições que criem claramente valor a longo prazo para os nossos acionistas”, frisou.
O ECO sabe que, apesar do falhanço das negociações com a Moeve, a Galp continua empenhada em diluir a sua participação nos ativos downstream para se focar no negócio de exploração e produção de petróleo no Brasil e África Ocidental.
A transação previa que cada empresa procedesse a uma separação dos respetivos negócios (carveout) para logo a seguir fundi-los em duas empresas, a IndustrialCo (refinação) e a RetailCo (distribuição). Embora sem um negócio com a Moeve, a Galp deverá avançar com a separação dos negócios para tentar encontrar soluções alternativas posteriormente.
O analista do RBC Capital Markets, Biraj Borkhataria escreveu que os investidores esperavam um acordo entre no início do quarto trimestre e que a fusão poderia tornar a Galp mais atrativa para uma possível aquisição de outro grupo.
Mas, agora, a falta de acordo “pode colocar em causa a elevada avaliação da Galp em relação aos seus pares”.
A Galp mantém o controlo da refinaria de Sines e do seu cash flow operacional, em vez de depender das decisões de distribuição da IndustrialCo para financiar a empresa-mãe. A forte geração de cash-flow reduz a urgência de realizar transações e melhora a sua capacidade de aguardar por melhores condições. Perdem-se potenciais sinergias em compras, logística e manutenção, e a Galp mantém o ónus do investimento. No entanto, o desaparecimento de um negócio incerto não equivale à destruição do valor dos negócios retidos.
A ministra do Trabalho defendeu esta segunda-feira que seria vantajoso para o país que se conseguisse um “pacto de regime” em torno da reforma da Segurança Social. Maria do Rosário Palma Ramalho argumentou que se exige um “entendimento quanto aos desafios“, mesmo que não haja, à partida, acordo sobre as soluções.
“Cumprimos o compromisso que os portugueses sufragaram: estudar a sustentabilidade da Segurança Social. E fizemo-lo através de um grupo de trabalho independente, que aprofundou o trabalho desenvolvido em governos anteriores“, começou por sublinhar a governante.
“Neste âmbito, o país ganha em caminhar para um pacto de regime, mesmo que isso não signifique, à partida, estarmos de acordo quanto às soluções. Certamente, exige-se um entendimento quanto aos desafios, porque esses são comuns a todos”, defendeu a ministra da tutela, numa audição parlamentar promovido no quadro do Orçamento do Estado para 2027.
O primeiro-ministro já tinha indicado que deseja um “entendimento nacional” na reforma da Segurança Social, mas também tem dito que não será nesta legislatura que essas mudanças profundas ao sistema terão lugar.
Em agosto, o grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a sustentabilidade da Segurança Social apresentou, como referido pela ministra do Trabalho, o seu relatório final (com várias propostas de reformas). Os próprios peritos assinalaram, nesse relatório, que é preciso um “consenso político alargado” para que as mudanças perdurem.
Em resposta ao apelo deixado por Maria do Rosário Palma Ramalho, o deputado socialista Miguel Cabrita salientou que “o PS tem um pacto de regime com as pensões e a Segurança Social há 50 anos”. “Todas as reformas que foram feitas para reforçar a sustentabilidade do sistema foram feitas pelo PS“, declarou.
Deixou, contudo, um recado: “Se por pacto de regime se entende uma espécie maioria de direita com base no alarmismo e com uma agenda privatizadora para minar a confiança e a credibilidade do sistema, não contará certamente [com o PS]“.
Questionada também pelo PS sobre que mudanças concretas estarão em cima da mesa (isto é, que propostas dos peritos pondera o Executivo acolher), a ministra do Trabalho não deu detalhes, remetendo-o para um debate com as várias partes.
Já em resposta à Iniciativa Liberal, Maria do Rosário Palma Ramalho, garantiu que o estudo apresentado em agosto “não está na gaveta”. “Está aí e está em debate“, assegurou. “Compete ao Parlamento e ao sentido de responsabilidade de todas as bancadas saber que solução podemos construir a partir daqui. O Governo está disponível para chegarmos a essa solução“, realçou.
Ainda sobre a Segurança Social, mas sobre um outro tema, a ministra da tutela adiantou que o programa de digitalização já permitiu retirar 4,2 milhões de pessoas dos balcões presenciais.
Já sobre as mudanças recentemente aprovadas pelo Parlamento às licenças parentais, a ministra do Trabalho clarificou que o Governo da AD travou a intenção da esquerda de aplicar essas mudanças às situações já em curso, porque entende que só assim se honra o princípio da segurança jurídica e porque seria “inexequível” do ponto de vista procedimental disponibilizar esse período transitório.
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Na audição desta tarde, a ministra do Trabalho anunciou também que pretende transpor a diretiva europeia relativa às plataformas digitais para a legislação portuguesa no próximo ano. A reforma laboral que o Governo esteve a discutir entre o verão de 2025 e a primeira de 2026 previa essa transposição, mas acabou chumbada, daí que seja necessário avançar agora de forma autónoma para cumprir as orientações comunitárias.
Desde maio de 2023 que do Código do Trabalho português já constam regras para o trabalho nas plataformas, prevendo-se a possibilidade de os estafetas serem considerados trabalhadores por conta de outrem das plataformas.
Na proposta de reforma laboral que esteve a discutir com os parceiros sociais e com os partidos com assento no Parlamento, o Governo de Luís Montenegro não fechava a porta a esse reconhecimento, mas queria, nomeadamente, deixar claro que só seria possível para os estafetas em situação de dependência económica, isto é, pelo menos, 80% da sua atividade ligada a apenas uma plataforma.
Esta poderá ser uma das propostas que voltará à ribalta no próximo ano, já que esta segunda-feira, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho explicou que, em 2027, será tempo de transpor a diretiva europeia das plataformas digitais.
No próximo ano, o Governo pretende também transpor a diretiva europeia da transparência salarial, sinalizou Maria do Rosário Palma Ramalho, além de subir o salário mínimo nacional em 50 euros pata 970 euros, atualização as pensões e subir o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos.
À parte destas duas diretivas europeias, o PS quis saber, durante a audição desta tarde, que outras alterações ao Código do Trabalho o Governo está a planear. A ministra da tutela não identificou mudanças, mas reforçou que “a reforma da legislação laboral vai ser inevitável“. “Não foi desta vez porque o Parlamento não quis, mas vai ser inevitável. Pode ser este Governo, pode ser outro“, afirmou, explicando que a lei, como está, está profundamente desajustada face ao mercado de trabalho da era digital.
Já o Livre aproveitou a discussão em torno da adaptação da lei do trabalho ao século XXI para questionar a ministra sobre a semana de trabalho de quatro dias, modelo que foi testado recentemente na Função Pública dos Açores, com resultados animadores.
“Nenhum empregador está impedido de implementar na sua empresa a semana de quatro dias ou três dias. O Estado não se substitui ao empregador na gestão do tempo de trabalho. Os resultados são bons? Ainda bem, mas não nos substituiremos aos empregadores“, declarou, sinalizando que este não é um tema a que o Governo de Luís Montenegro queira dar seguimento.
Já sobre o Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho salientou que “há duas formas de falhar a um país: prometer o que hipoteca o futuro e adiar o que não se pode adiar”.
“Este Orçamento recusa ambas. Não promete o que hipoteca o futuro, nem adia o que não se pode adiar. Moderação política nas promessas. Imoderação na transformação, com as duas prioridades inseparáveis deste Ministério: promover a criação de riqueza e tornar a proteção social mais eficaz. É este o compromisso que aqui reafirmo”, rematou Palma Ramalho.
(Notícia atualizada às 18h53)
La Comunidad de Madrid ha seleccionado a nueve empresas emergentes de la región para facilitar su participación en el congreso NATO Edge 2026, uno de los foros internacionales de referencia sobre innovación y transformación digital en materia de defensa. El evento, organizado por la Alianza Atlántica, se celebrará entre el 17 y el 19 de noviembre en la ciudad de İzmir (Turquía) y servirá de escaparate para las soluciones tecnológicas más punteras desarrolladas en el territorio madrileño.
El respaldo institucional se formalizó en un encuentro de trabajo en el Centro Digitaliza Madrid, presidido por el consejero de Digitalización, Miguel López-Valverde. Durante la cita, el consejero subrayó que estas compañías representan el talento innovador y el músculo técnico regional, incidiendo en el compromiso autonómico de acompañarlas para competir en foros clave y consolidar nuevas alianzas estratégicas.
La participación autonómica contempla un incentivo económico decisivo que reduce las barreras de entrada: las seleccionadas abonarán una tarifa de 950 euros más IVA, frente al coste general de 6.000 euros. Esta bonificación permitirá a las firmas madrileñas exhibir sus capacidades, profundizar en las necesidades operativas de la Alianza y concertar reuniones directas con técnicos de la Agencia de Comunicaciones e Información de la OTAN (NCIA), clientes potenciales y socios de la industria.
El grupo de empresas elegidas está compuesto por Mumken, X Reality Factory (XRF), Nanostine, Secur0, Stormbringer AI, Fossa Systems, Hydra Space, MG Sentinel y Thalanor Dynamics. Sus actividades abarcan sectores de vanguardia como la inteligencia artificial, la ciberseguridad, las telecomunicaciones blindadas, los sistemas autónomos, la nanotecnología, los materiales avanzados y la industria espacial.
Durante la jornada en la capital, los portavoces de las compañías conocieron en detalle las oportunidades comerciales del organismo y las pautas para licitar en sus procesos de contratación. Asimismo, se abordaron los instrumentos enfocados en proyectos de doble uso, diseñados para tener recorrido tanto en el ámbito civil como en el militar.
A través de esta iniciativa, la región busca posicionar su tejido productivo en el mercado defensivo internacional y proyectar el ecosistema madrileño ante los aliados. La cita turca brindará a estas nueve compañías una plataforma para cerrar acuerdos, explorar sinergias y acelerar su expansión en el plano global.
Moeve y la portuguesa Galp han puesto fin a sus negociaciones para crear un 'gigante energético' en la Península Ibérica mediante la fusión de sus negocios tradicionales de refino y distribución y venta en estaciones de servicio ('downstream'), cerrando así la puerta a llevar a buen puerto el acuerdo no vinculante que habían alcanzado el pasado mes de enero para explorar esa posibilidad.
En un comunicado conjunto, ambas compañías indicaron que "no alcanzaron unos términos definitivos que cumplieran sus respectivos criterios estratégicos y financieros para respaldar una alianza duradera y generadora de valor".
Fuentes del sector indicaron a Europa Press que la crisis energética internacional desde el estallido del conflicto en Oriente Próximo a finales de febrero, así como la volatilidad de los mercados que ha provocado en los mercados ha impedido llevar a ese buen puerto finalmente una operación que ya de por si era compleja y que el escenario en los últimos meses ha hecho más complicada aún.
Hay que recordar que Moeve y Galp anunciaron a principios de año, antes de iniciarse la guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán, que habían alcanzado un acuerdo no vinculante para avanzar en las negociaciones sobre la potencial integración de sus negocios de 'downstream'.
Inicialmente, ambos grupos se habían dado de tiempo para llevar a buen fin esas negociaciones hasta mediados de año, aunque ya en julio decidieron por alargar el plazo de las conversaciones durante el segundo semestre de 2026.
En concreto, la operación consistía en la creación de dos plataformas complementarias energéticas europeas; una industrial, denominada IndustrialCo, y que se focalizaría en los negocios de refino, química, 'trading', moléculas verdes y combustibles bajos en carbono, orientada al servicio de clientes B2B; y otra de movilidad que se centraría en la venta de combustibles (incluida la recarga de vehículos eléctricos) y servicios de conveniencia destinados a clientes minoristas y de movilidad, y que impulsaría a su vez el desarrollo de soluciones de movilidad de nueva generación, denominada RetailCo.
Los actuales accionistas de Moeve, Mubadala y Carlyle, tendrían el control de la plataforma industrial (IndustrialCo), con un 80%, mientras que Galp mantendría una participación superior al 20%, y en la que se agruparía las refinerías españolas de Cádiz y Huelva y la refinería de Sines de la petrolera lusa.
Por otro lado, los actuales accionistas de Moeve y Galp se repartirían al 50% el control la otra plataforma, RetailCo. La combinación propuesta excluía otros negocios de Galp, como 'upstream' (exploración y producción), Renovables, Suministro y Trading de petróleo, gas y energía.
De hecho, esa pérdida de control de la refinería de Sines por la portuguesa habían levantado la preocupación también por parte del Gobierno luso sobre la operación, que había afirmado que haría todo lo posible para proteger en la fusión los intereses estratégicos de ese activo para el país.
De esta manera, tras no poder culminar la integración entre los dos grupos, Moeve indicó que seguirá plenamente centrada en ejecutar su estrategia 'Positive Motion' a 2030, dando un especial protagonismo a las moléculas verdes.
"'Positive Motion' siempre ha sido una estrategia independiente. La posible combinación del negocio de downstream con Galp representaba una oportunidad para acelerar la creación de valor, pero nunca fue una condición para su ejecución. Tras extensas conversaciones, no fue posible alcanzar un acuerdo comercial con Galp". indicó el consejero delegado del grupo, Maarten Wetselaar.
Así, subrayó que la compañía sigue "plenamente centrados en ejecutar su transformación con disciplina financiera y en generar valor sostenible a largo plazo".
De hecho, en los últimos meses, el grupo ha acelerado esta estrategia con el inicio la construcción del mayor proyecto de hidrógeno verde de Europa para la producción de energía, con una capacidad inicial de 300 megavatios (MW) y una inversión superior a 1.000 millones de euros; o está a punto de completar el mayor complejo de biocombustibles de segunda generación (2G) del sur de Europa, que representa una inversión de 1.200 millones de euros y cuya entrada en operación está prevista para 2027.
En este sentido, Moeve ya ha desinvertido más del 70% de sus activos de exploración y producción ('upstream') de petróleo y destina dos tercios de sus inversiones a proyectos de transición energética industrial.
Además, el grupo presentó recientemente su nuevo modelo operativo con el fin de acelerar la ejecución de la estrategia 'Positive Motion' y construir una organización más ágil y eficiente, que representa el siguiente paso de su transformación, caracterizada por una ejecución industrial de primer nivel y un enfoque de mercado centrado en el cliente.