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Orçamento tem “rigorosamente zero para o distrito”

VTM

Marcou presença o membro do Secretariado Nacional do PS, José Manuel Ribeiro, que ouviu as dúvidas de militantes e simpatizantes socialistas, dando, também, conta da posição do partido quanto ao documento apresentado pelo Governo à Assembleia da República.

O dirigente nacional explicou a posição do PS aos militantes e simpatizantes presentes, sobre este orçamento. Na ótica dos socialistas, a proposta do governo merecia um voto contra, mas não estão “em condições de criar uma crise política no país”, disse José Manuel Ribeiro, assegurando que “o orçamento não é um bom orçamento”.

Em declarações à VTM, Rui Santos, presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, considerou que o Orçamento do Estado para 2027 não responde às necessidades do interior, apontando a ausência de medidas para setores como a agricultura, a habitação e a saúde. “Este orçamento para o interior tem zero, não tem nada, tem rigorosamente zero para o distrito”, afirmou, dando como exemplo as dificuldades que a viticultura e o setor do vinho atravessam há três anos. Também na saúde, nomeadamente no que diz respeito à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e à prometida unidade do Alto Tâmega e Barroso, lamentou a falta de respostas orçamentais.

Apesar das críticas, Rui Santos justificou a abstenção do PS com a necessidade de garantir estabilidade política. “O Partido Socialista tem que estar sempre ao serviço do país e, neste caso, o melhor serviço que podemos prestar ao país, num momento complexo a nível internacional, é abstermo-nos e não ir novamente para eleições”, explicou o também deputado na Assembleia da República. Admitiu, contudo, que, se a decisão dependesse apenas dos interesses do distrito, o seu voto seria contra o documento.

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Pouca castanha, seca e com “bichado” marca campanha em Bragança

A campanha da castanha está a ser um “desastre” para vários agricultores do concelho de Bragança, que apontaram hoje à Lusa quebras significativas, fruto pequeno, seco e “bichado”, devido às temperaturas e à falta de água.

Na aldeia de Salsas, Pedro Zoio não está contente com o que vê. “Estamos a começar, mas está um desastre. Não existem castanhas nos castanheiros, os ouriços ficaram pequenos, as castanhas, as poucas que há, não cresceram”, descreveu.

A campanha já começou, mas o agricultor apanhou até hoje apenas “30 quilos” do fruto, porque embora os castanheiros tenham “muitos ouriços”, estão “sem castanhas”.

“Estão agora a começar a cair as poucas que há. (…) Eu dou a volta aos castanheiros e não vejo castanhas nem em cima, nem em baixo”, afirmou.

A chuva que caiu no mês de agosto e em setembro fazia prever, segundo disse, um bom ano de castanha, mas não se veio a confirmar, prevendo uma quebra de “60 a 70%”.

“Não prevejo um bom ano de castanha, nem de longe, nem de perto. O ano passado já foi mau, este ano ainda vai ser pior, ou seja, de ano para ano, cada vez é pior”, vincou.

Para João Condado, produtor de castanha na aldeia de Vilarinho, a campanha deste ano “pior seria impensável”, estimando que possa ter uma quebra de produção de 40%.

O fruto, afirmou, está “bastante seco”, devido às temperaturas elevadas e à falta de chuva, e há castanha, nomeadamente das variedades precoces, que está “bichada” ou com “fungo”.

“Há pouca e o calibre é pequeno, devido às condições atmosféricas. No verão pouco choveu e então as temperaturas foram elevadas e fez com que a castanha não desenvolvesse”, lamentou.

A situação também não é melhor para Marcelino Rodrigues. O agricultor de Meixedo ainda não começou a apanha da castanha, mas salientou que a campanha está “muito mal”.

“Ainda não apanhei nada, mas diz que são pequenas, estão furadas, que têm tudo, há poucas, segundo ouço”, disse.

Segundo explicou à Lusa Abel Pereira, presidente da Arborea – Associação Agro-florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, o calor está a tardar a queda dos ouriços e um “período quente prolongado” foi favorável ao aparecimento de “bichado”.

A juntar à falta de qualidade, apontada pelos produtores, também o preço está “aquém de anos anteriores”, estando entre 1,2 e 1,5 euros o quilo, podendo, nalguns casos, chegar a 1,8 euros.

Segundo o engenheiro Abel Pereira, num ano bom, o preço da castanha de maior calibre já deveria custar mais de dois euros.

Bragança e Vinhais, no distrito de Bragança, são os maiores produtores de castanha do país.

Numa boa campanha, no concelho de Bragança são produzidas 20 mil toneladas e no concelho de Vinhais entre 15 a 20 mil toneladas.

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Rechazan en República Dominicana la eliminación de protección al arroz nacional

Los productores no piden privilegios gratuitos, sino reglas justas tras la derogación de decretos protectores del arroz dominicano que pone en riesgo la soberanía alimentaria, el empleo rural y a miles de agricultores.
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Ministro da Agricultura saúda posição da UE para futura PAC

Ministros da UE aprovaram por unanimidade posição sobre a reforma da PAC para 2028-2034. Portugal reclama 7,4 mil milhões para agricultura e 900 milhões extra para regiões ultraperiféricas.

© MARCOS BORGA/LUSA

"É um passo positivo. A negociação não terminou, mas estamos a caminhar num bom sentido", reagiu o Ministro da Agricultura
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Governo simplifica acesso aos apoios e reforça capacidade de investimento dos viticultores

VTM

Em comunicado, o ministério da Agricultura revela que a medida “reduz a carga burocrática” associada ao processo, permitindo “solicitar o adiantamento da ajuda antes do início dos investimentos e assegurando uma resposta mais rápida às necessidades de tesouraria das explorações, sem comprometer o rigor na gestão dos fundos públicos”.

“Mantêm-se, assim, as exigências de prestação de garantia a favor do IFAP e de execução integral dos investimentos nos prazos definidos”, explica.

De acordo com o comunicado, a portaria procede ainda ao esclarecimento das regras de elegibilidade da intervenção de alteração do perfil do terreno na Região Demarcada do Douro, garantindo uma aplicação mais clara e uniforme do regime em vigor, sem prejuízo das especificidades já previstas para aquela região vitivinícola.

São igualmente introduzidos ajustamentos ao regime excecional de candidaturas da campanha 2026-2027, criado para apoiar os produtores afetados pelos fenómenos meteorológicos adversos registados entre janeiro e fevereiro deste ano.

Para o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, “não faz sentido obrigar um viticultor a iniciar um investimento para só depois poder aceder ao adiantamento do apoio. Com esta alteração, retiramos um obstáculo burocrático e garantimos que os apoios chegam quando são necessários: quando o viticultor decide investir”.

O ministro frisa ainda que “quem quer plantar, reconverter ou modernizar a sua vinha precisa de previsibilidade e liquidez. Estamos a simplificar procedimentos para que os apoios cheguem mais depressa ao terreno, sem abdicar do rigor na gestão dos fundos públicos”.

Esta alteração assume “particular importância” para a campanha em curso, ao permitir uma tramitação “mais célere dos processos e uma execução mais eficaz dos investimentos, contribuindo para uma execução mais rápida e eficaz dos investimentos apoiados e para uma maior capacidade de resposta financeira”, sustenta.

A alteração destas portarias integra uma ação mais ampla do Governo para responder aos desafios imediatos do setor e, em simultâneo, reforçar as suas bases para o futuro. Entre as medidas já adotadas encontram-se, por exemplo, as novas regras de rotulagem, o reforço do controlo e da rastreabilidade, com a criação de um sistema digital de rastreabilidade, o reforço da promoção internacional, a criação do Observatório da Vinha e do Vinho, o Plano de Ação para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro (2026-2032), e a instituição do Dia Nacional da Vinha e do Vinho.

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Alterações climáticas prejudicam aparecimento de cogumelos em Trás-os-Montes

As alterações climáticas sentidas nos últimos dois ou três anos estão a prejudicar o aparecimento de várias espécies nobres de cogumelos comestíveis, devido ao terreno seco e falta de humidade, disse hoje à Lusa um especialista do setor.

Segundo o presidente da Associação Micológica A Pantorra, Manuel Moredo, com sede em Mogadouro, no distrito de Bragança, este ano está a ser péssimo para o aparecimento de cogumelos devido ao tempo quente e seco, o que leva a que estes fungos não se desenvolvam e consequentemente não aparecem no território do interior norte.

“O terreno está muito seco e não há perspetivas de chuva para as próximas duas semanas, pelo menos. Mesmo as espécies mais nobres, como os boletos, amanita caesarea ou setas de cardo, não vão aparecer por falta de humidade e apenas algum calor, o que torna este ano atípico para a apanha dos cogumelos silvestres.

De acordo com o micólogo, haverá ainda algumas espécies como as sanchas que poderão aparecer porque aguentam com algum frio e podem surgir até ao final de novembro.

Por esta altura do ano, lameiros, florestas, soutos e pinhais são locais ideais para a apanha, que são batidos palmo a palmo pelos recoletores de cogumelos silvestres, alguns dos quais o fazem por gosto e outros porque encontraram nesta atividade uma forma de sustento, que este ano “será fraca”.

Os preços das mais variadas espécies de cogumelos silvestres em fresco podem variar entre os 15 euros por quilo, no caso dos boletos, e os três euros, para as setas dos pinheiros.

“Estes preços dos cogumelos silvestres são variáveis em função das quantidades existentes. Como este ano a apanha será praticamente nula, há a tendência para uma forte quebra de rendimento para quem nesta altura do ano tenha esta fonte de rendimento extra”, vincou Manuel Moredo.

Sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros são, entre outras espécies nesta altura do ano, dos fungos mais procurados pelos apreciadores e recoletores na região.

“Já percorremos vários pontos do Nordeste Transmontano, desde a Serra de Bornes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, até Mogadouro, e o cenário é sempre o mesmo: não há cogumelos”, sublinhou o especialista em micologia.

Em zonas mais húmidas do país ainda começaram a aparecer várias espécies de cogumelos, mas em Trás-os-Montes isso não vai acontecer este ano.

O turismo micológico é igualmente um atrativo no Nordeste Transmontano e que este ano também poderá sentir uma forte quebra de amantes da micologia, devido à falta de cogumelos silvestres para estudo ou simplesmente para um passeio de identificação das mais variadas espécies que em anos normais aparecem.

A Pantorra já identificou mais de 1.200 espécies de cogumelos silvestres no Nordeste Transmontano em mais de duas décadas, num trabalho conjunto de vários especialistas em micologia da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) e da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) para identificar as espécies, já que muitas delas são tóxicas e algumas até letais.

As espécies mais predominantes num ano normal são as sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros, fungos procurados pelos apreciadores e recoletores na região.

O território do Planalto Mirandês tem ainda apetências naturais para o aparecimento de trufas negras, sendo este o fungo de maior valor gastronómico conhecido.

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Fileira da horticultura de Odemira quer criar alojamento para 2.000 imigrantes. Vai custar 16 milhões de euros


A Associação de Horticultores do Sudoeste Alentejano (AHSA) quer criar quatro unidades de alojamento coletivo em Odemira, com capacidade para 2.000 trabalhadores imigrantes sazonais. Num investimento de 16 milhões de euros, suportado pelo Estado e investidores privados, o projeto visa responder ao problema de habitação no setor agrícola. Dentro de duas semanas, a associação deverá entregar ao Governo um estudo de viabilidade económica que sustente a proposta e permita avançar com o enquadramento legal necessário.

A proposta surge num contexto de pressão habitacional em Odemira, onde na última década a população duplicou dos cerca de 20 mil para mais de 40 mil habitantes, e grande parte devido…

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Conselho da UE aprova reforma da PAC que privilegia agricultores ativos e jovens

✇ECO
By: Lusa

Os ministros da Agricultura da União Europeia chegaram a acordo na segunda-feira sobre a futura Política Agrícola Comum (PAC), cuja implementação dependerá agora das negociações sobre o orçamento da UE.

Os ministros, reunidos no Luxemburgo, adotaram por unanimidade uma posição comum sobre a reforma da PAC para o período pós-2027, a qual deverá coincidir com o novo orçamento plurianual da UE (2028-2034).

Com base nisto, os Estados-membros vão agora negociar com o Parlamento Europeu, visando alcançar um compromisso, noticiou a agência France-Presse (AFP).

Para entrar em vigor, a reforma terá de ser aprovada nos mesmos termos tanto pelos países da UE como pelos eurodeputados.

“O acordo alcançado representa um passo importante para garantir que a PAC continua a gerar resultados para os agricultores, a apoiar as comunidades rurais e a preservar a segurança alimentar de todos os europeus”, destacou, em comunicado, o ministro irlandês Martin Heydon, cujo país exerce a presidência rotativa da UE.

Depois de um verão “extremamente difícil” para os agricultores, esta negociação era crucial “para restaurar a confiança e oferecer novas perspetivas para o futuro, especialmente para as gerações mais jovens”, sublinhou a ministra francesa Annie Genevard, pouco antes da reunião.

Este acordo preliminar, no entanto, está incompleto, uma vez que o quadro financeiro da reforma depende do desfecho das negociações sobre o orçamento europeu, que os responsáveis da UE esperam concluir até ao final do ano.

A reforma visa, sobretudo, concentrar os auxílios nos agricultores em atividade, nos jovens que ingressam na profissão e nas pequenas explorações agrícolas, através de mecanismos de limitação de valores e de redução gradual.

Contudo, os detalhes destas novas regras serão definidos assim que o orçamento da PAC for estabelecido.

Os debates centraram-se, em particular, na definição de agricultores ‘ativos’, com alguns Estados a defenderem que os pensionistas pudessem manter determinados auxílios. O acordo prevê uma certa flexibilidade na concessão destes auxílios.

Além disso, no que diz respeito à limitação de valores, a França obteve uma vitória no caso dos GAEC, agrupamentos de explorações agrícolas familiares cujos membros poderão continuar a receber verbas de forma individual.

Nesta fase, o financiamento da PAC continua previsto na ordem dos 300 mil milhões de euros, um montante inferior aos 387 mil milhões da anterior PAC. A Comissão Europeia esclarece que outros recursos serão disponibilizados aos Estados para apoiar o setor rural.

A presidente do Executivo comunitário, Ursula von der Leyen, prometeu libertar antecipadamente 45 mil milhões de euros, a partir de 2028, para apoiar o setor agrícola.

Contudo, vários Estados considerados ‘frugais’, com a Alemanha à cabeça, defendem uma redução drástica no orçamento da União Europeia, promovendo cortes nas políticas tradicionais, incluindo a PAC.

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MSD obtém reconhecimento para certificação que facilita crédito rural

A certificação em bem-estar animal e sustentabilidade da MSD Saúde Animal pode permitir que produtores rurais tenham acesso a reduções de até 1 ponto percentual nas taxas de juros de determinadas operações de crédito rural do Plano Safra. Reconhecida pelo MAPA( Ministério da Agricultura e Pecuária), a iniciativa está integrada à Plataforma AgroBrasil + Sustentável, que reúne informações rastreáveis sobre a conformidade socioambiental das propriedades brasileiras.

Batizada de Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, a iniciativa avalia mais de 150 critérios relacionados às condições dos animais, das pessoas e do meio ambiente. Segundo a companhia, o programa busca transformar boas práticas de produção em ganhos de eficiência operacional, redução de riscos e oportunidades de acesso a financiamento e mercados.

O benefício financeiro depende das regras vigentes, da elegibilidade da operação e da análise das instituições financeiras. A plataforma do Ministério da Agricultura organiza e dá visibilidade às informações sobre a conformidade das propriedades, mas não substitui a avaliação de crédito realizada pelos bancos.

O processo de certificação começa com um diagnóstico técnico da propriedade, conduzido por especialistas da MSD Saúde Animal. A análise considera informações zootécnicas, operacionais e ambientais, utilizadas na elaboração de relatórios de desempenho e de um plano de ação personalizado para cada produtor.

Entre os critérios avaliados estão o manejo de baixo estresse, as condições de trabalho, a capacitação das equipes, a biosseguridade, o uso eficiente de água e energia, a gestão de resíduos e a redução dos impactos ambientais. A auditoria final é realizada por certificadoras independentes, como QIMA e SBCert.

De acordo com a empresa, a análise integrada permite identificar gargalos operacionais, corrigir falhas e aprimorar a gestão da atividade rural. A adoção das práticas também pode contribuir para reduzir perdas, mitigar riscos sanitários e melhorar a eficiência zootécnica.

A certificação faz parte da estratégia da companhia de ampliar o uso de dados na gestão das propriedades e demonstrar o cumprimento de critérios socioambientais a instituições financeiras, frigoríficos e compradores.

“Queremos ser o parceiro que ajuda o produtor a tomar melhores decisões e construir um negócio mais eficiente, rentável e sustentável”, afirma Laura Villarreal, presidente da MSD Saúde Animal Brasil.

A MSD Saúde Animal certificou 12 unidades produtivas no Brasil em 2024. Em 2025, o número chegou a 50, aumento de aproximadamente 316% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa da companhia é alcançar 225 unidades pré-auditadas e certificadas nos segmentos de bovinos, suínos e aves.

A preparação para a certificação também envolve o programa Criando Conexões, voltado ao manejo de baixo estresse. Desde 2015, a iniciativa capacitou mais de 17 mil profissionais em 300 propriedades de ruminantes, aves e suínos, com impacto declarado sobre mais de 1 bilhão de animais.

Segundo a empresa, as propriedades certificadas somam, anualmente, cerca de 11 milhões de aves, 115 mil suínos, 530 mil cabeças de gado e 14 milhões de litros de leite. Mais de 140 colaboradores da MSD Saúde Animal atuam em campo na disseminação do conceito de Bem-Estar Único e no suporte técnico aos produtores.

A certificação ocorre em um contexto de maior demanda por rastreabilidade, transparência sobre a origem dos produtos e comprovação de práticas de bem-estar animal e responsabilidade socioambiental.

Para Denis Barbosa Alves Antonio, gerente de Soluções Estratégicas da MSD Saúde Animal, demonstrar como a produção é realizada tornou-se um fator estratégico para os produtores diante das exigências de compradores e importadores.

Além da possibilidade de redução dos juros em operações elegíveis, a companhia aponta que a certificação pode contribuir para melhorar os processos produtivos e fortalecer a posição comercial das propriedades. O acesso a eventuais benefícios, entretanto, depende das condições específicas de cada operação e das exigências dos agentes financeiros.

EUA precisam de carne bovina mais “magra” e Brasil pode se beneficiar

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Alte recebe encontro dedicado ao papel da mulher na agricultura e no desenvolvimento local

Iniciativa inspira-se no Ano Internacional da Mulher Agricultora e decorre a 3 de dezembro, com participação gratuita A Escola Profissional de Alte promove, no dia 3 de dezembro de 2026, o Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local, uma iniciativa que se inspira nas comemorações do Ano Internacional da Mulher […]

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Alte recebe encontro dedicado ao papel da mulher na agricultura e no desenvolvimento local

Iniciativa inspira-se no Ano Internacional da Mulher Agricultora e decorre a 3 de dezembro, com participação gratuita

A Escola Profissional de Alte promove, no dia 3 de dezembro de 2026, o Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local, uma iniciativa que se inspira nas comemorações do Ano Internacional da Mulher Agricultora.

Declarado pelas Nações Unidas para 2026, o Ano Internacional da Mulher Agricultora procura dar visibilidade ao papel essencial das mulheres nos sistemas agroalimentares, da produção ao comércio, um contributo muitas vezes pouco reconhecido.

Neste contexto, o seminário pretende contribuir para a redução das diferenças de género na agricultura, para a melhoria dos meios de subsistência das mulheres nos territórios rurais e para incentivar a fixação de mulheres, em particular das mais jovens, no setor, reconhecendo o seu contributo para o desenvolvimento local.

O encontro reunirá agricultoras(es), investigadoras(es), técnicas(os), dirigentes, estudantes e membros da comunidade, num espaço de reflexão, inspiração e partilha de conhecimento e experiências. Pretende ainda valorizar o papel das mulheres na preservação dos saberes locais e na construção de comunidades mais fortes e sustentáveis.

O programa inclui comunicações, testemunhos na primeira pessoa e momentos de debate, culminando com uma visita à Quinta do Freixo. Pretende-se, assim, promover o diálogo entre tradição, inovação e desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.

Para aceder ao programa, clique aqui. A participação é gratuita, mas implica uma inscrição clicando aqui.

Com esta iniciativa, os promotores convidam todos a conhecer histórias de dedicação, inovação e futuro que inspiram todas as gerações, pelo que para mais informações, deve contactar pelo e-mail: epalte@epalte.pt , ou pelo telefone +351 289 478 100 (custo de chamada local).

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CCDR Algarve destaca laboratório da Frusoal como exemplo de inovação na citricultura da região

A CCDR do Algarve valoriza o Laboratório Frusoal InovCitrus como exemplo de aplicação do conhecimento à economia regional.

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Um homem cultivou a primeira abóbora com 1,4 toneladas. É o fruto mais pesado de sempre

A 15 de abril, Ron Wallace plantou uma semente no solo da sua estufa, em Greene, Rhode Island, nos EUA. Quase seis meses depois, a semente tinha dado origem a uma abóbora gigante, tão grande que estabeleceu um novo recorde mundial. A 10 de outubro, a abóbora foi pesada no Southern New England Giant Pumpkin Growers Weigh-Off, tendo registado um peso de 1.431,5 kg (cerca de 1,43 toneladas). Wallace conquistou assim o Recorde Mundial do Guinness para a abóbora mais pesada do mundo, superando o recorde de 1.295,8 kg estabelecido apenas uma semana antes pelo britânico Ian Paton. Wallace começou

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“Não há perigo de contágio para as pessoas”, tranquiliza ministro da Agricultura sobre vírus Shamonda

VTM

José Manuel Fernandes afirmou que o vírus Shamonda, transmitido por insetos do género Culicoides, “não leva a mortalidade dos animais” e garantiu que “não há nenhum perigo de contágio para as pessoas”.

O governante sublinhou que “não vamos é entrar num alarme, que neste momento não se justifica”, referindo que o impacto na saúde animal não é grave. O ministro destacou um caso isolado em França, onde uma pessoa com estado de saúde muito debilitado contraiu o vírus, mas enfatizou que não se pode afirmar que a morte tenha sido causada pelo vírus.

Atualmente, ainda não existe um plano específico para lidar com o vírus Shamonda. A solução proposta pelo ministro é a monitorização e a melhoria das condições sanitárias nas explorações pecuárias. Fernandes defendeu a necessidade de “avançar rapidamente numa investigação” à escala da União Europeia para desenvolver vacinas eficazes e acessíveis.

O veterinário do Agrupamento de Defesa Sanitário (ADS) de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, alertou na quinta-feira, em declarações à Lusa, para o preço elevado das análises a bovinos para a deteção do vírus Shamonda que afetou uma exploração em Vimioso.

Luís Fernandes explicou ter obtido a informação de que o preço das análises ronda mais de 30 euros, o que numa vacada, por exemplo com 50 animais, já requer algum investimento por parte dos produtores pecuários onde existam sintomas.

Questionado sobre a possibilidade de comparticipação nas análises devido às dificuldades financeiras dos produtores, o ministro não se comprometeu. “Não vamos fazer análises que não sejam necessárias; nós avaliaremos e se for necessário apoio, fazemos”, disse.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou a deteção do vírus em vários países da União Europeia, incluindo Portugal e Espanha. O último relatório indicava casos nos concelhos de Odemira, Vimioso, Évora, Loures, Crato e Montijo.

Os bovinos são os mais afetados pela infeção, embora ovinos e caprinos também possam ser suscetíveis sem manifestações clínicas evidentes. Os bovinos com infeções agudas podem apresentar febre, diarreia e redução na produção leiteira entre 10% e 20%.

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Coleira emite sinal sonoro para pastorear gado à distância na Serra de Montemuro

O gado bovino no concelho de Cinfães está a partir de hoje a ser controlado por georreferenciação, tanto na localização como no controlo da saúde e bem-estar, disse à agência Lusa um dos responsáveis pelo projeto.

“Para já, há cerca de 100 animais com esta coleira, mas o objetivo é o projeto chegar a todos os pastores, neste caso, de Cinfães, porque esta tecnologia é uma mais-valia muito grande para todos”, defendeu Daniel Serralheiro, da Associação dos Baldios de Trás-os-Montes e Douro.

A ideia nasceu da “necessidade de controlar o gado, neste caso o bovino, que circulava entre os diferentes baldios e espaços, sem que fosse possível perceber se podia andar naquele território ou não” o que já se “estava a tornar uma preocupação”, disse.

Daniel Serralheiro adiantou que a “solução passa por o gado usar uma coleira, totalmente indolor, é como a do sino, que indica a localização do animal e, caso saia do território definido na aplicação, emite um sinal sonoro para que perceba que é uma zona em que não pode estar”.

“Por isso é que os animais tiveram de ser treinados antes, para saberem que aquele sinal sonoro têm de recuar e é possível manter o gado nas parcelas de terreno destinadas ao pastoreio”, esclareceu.

Estas coleiras, acrescentou Daniel Serralheiro, “emitem mais do que a localização do animal, também permitem saber o tempo que esteve a comer e com isso calcular a percentagem da carga combustível que reduziu naquela parcela” de terreno.

“E melhor ainda, conseguimos acompanhar a saúde e bem-estar do animal, como se está em processo de digestão e inclusive perceber se está prenha e de quanto tempo. Esta tecnologia dá-nos uma série de dados que são muito vantajosos para os pastores, tudo isto em tempo real”, realçou.

O projeto foi hoje apresentado junto à capela de São Pedro do Campo, em Tendais, concelho de Cinfães, distrito de Viseu.

Para o presidente da Câmara Municipal de Cinfães, Carlos Cardoso, este projeto “é de elevada importância, por diversas razões”, para este concelho que se situa na serra do Montemuro.

“Valorizamos a atividade da pastorícia, atraímos novos e jovens pastores para esta atividade que agora recorre a novas tecnologias e ajuda em muito no controlo dos animais e ainda a vantagem de limpar o combustível dos terrenos, ajudando na eliminação dos fogos florestais”, enumerou o presidente.

Carlos Cardoso realçou ainda que este projeto «não acarreta um investimento significativo», uma vez que a autarquia já tem um protocolo com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e, por isso, «é só fazer uns ajustes» ao documento.

Segundo Daniel Serralheiro, o concelho de Cinfães ficará “totalmente coberto com 16 antenas” que permitem fazer a ligação por ‘wi-fi’ às coleiras e “o ideal era haver mais Municípios a aderirem a um projeto como este”.

A aquisição e manutenção das antenas “fica na responsabilidade da Câmara Municipal de Cinfães e da Associação dos Baldios de Trás-os-Montes e Alto Douro” e esse é o “contributo que dão aos pastores” do concelho.

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Governo apoia jovens agricultores com 35 milhões

Nova linha de apoio simplificada promete licenciamentos mais rápidos. Há já 330 milhões para renovação geracional, com mais de 1.500 projetos em curso.

© NUNO VEIGA/LUSA

"Uma outra simplificação tem a ver com a possibilidade de termos uma transmissão de uma exploração de uma forma mais simples e célere sem penalização da candidatura", afirmou José Manuel Fernandes
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Frusoal apresenta laboratório de 515 mil euros dedicado à investigação dos citrinos

Novo centro de I&D dedicado à citricultura arranca com o estudo do ciclo de vida do inseto tripes dos citrinos da África do Sul, praga que já conta com 106 zonas demarcadas no Algarve.

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Ministro da Agricultura anuncia linha de apoio de 35 ME para jovens agricultores

VTM

“Agora abrimos mais um novo concurso com o objetivo de termos 200 novos agricultores, no valor de 35 milhões de euros”, adiantou o ministro, hoje, no I Encontro de Jovens Agricultores, que está a decorrer em Macedo de Cavaleiros.

José Manuel Fernandes adiantou que esta linha terá “custos unitários e custos simplificados” e haverá “desburocratização”, nomeadamente no licenciamento dos recursos hídricos e na transmissão de explorações, sendo por isso, “muito mais rápida” a aquisição do apoio.

“Quem apresentar agora a candidatura, no que diz respeito aos licenciamentos dos recursos hídricos, não será no momento da submissão da candidatura que tem de ter esse licenciamento, nem faz sentido, […] mas será apresentado no momento que há o contrato depois da candidatura aprovada […] Uma outra simplificação tem a ver com a possibilidade de termos uma transmissão de uma exploração de uma forma mais simples e célere sem penalização da candidatura”, explicou.

O ministro referiu ainda um outro apoio, direcionado à renovação de gerações na agricultura, com 330 milhões de euros disponíveis para apoiar 2.000 jovens, adiantando que “mais de 1.500″ projetos já estão em curso.

“A nossa média de idades na agricultura é de cerca de 64 anos. Nós temos de trabalhar para a segurança alimentar, comida no prato, isso implica renovação geracional, que também traz conhecimento, modernidade, a possibilidade de usar drones, robótica, essa agricultura e agricultura de precisão com maior produtividade também é essencial”, afirmou.

Em 07 de outubro, a Lusa noticiou testemunhos de jovens agricultores que dizem não conseguir viver apenas do setor agrícola, sendo obrigados a recorrer a outra fonte de financiamento.

Confrontado com estas declarações, José Manuel Fernandes entende “que hoje os jovens têm todo o direito e devem poder ter empregos complementares”, sublinhando que os que estão em exclusividade na agricultura recebem um “bom apoio” de “55 mil euros” para a instalação do seu projeto.

“Não podendo ter jovens em exclusividade, estando eles também a trabalhar para agricultura já estão a ajudar o objetivo da segurança alimentar”, disse.

Durante a sua intervenção no I Encontro de Jovens Agricultores, o governante deixou ainda criticas a políticas ambientais que colocam “em desvantagem” os agricultores portugueses, realçando que há falta de perceção de que a “agricultura é um financiador do ambiente”, vincando que “cerca de 41% da Política Agrícola Comum é para objetivos ambientais”, que se traduzem em “mais de 400 milhões de euros por ano”.

Para o ministro da agricultura, esta deveria ser a “missão do fundo ambiental, não devia ser uma missão da agricultura”, obrigando a cumprir legislação “onde às vezes há exageros”.

“Como é que eu explico a um agricultor que ele não pode utilizar um determinado produto fitofarmacêutico na produção e eu vou a seguir a um supermercado, compro um alimento que foi importado de países fora da União Europeia e eu usa aquele produto fitofarmacêutico. (…) Qual é a lógica disto?”, questionou.

Segundo José Manuel Fernandes, estas políticas levam “a perda de competitividade”.

“Aquilo que é permitido fazer em Portugal e na Europa deve ser permitido também aos outros países que exportam para aqui, mas aquilo que é proibido fazer aqui no processo de produção também devia ser proibido fazer nos países que exportam para aqui. Trata-se de uma igualdade de circunstâncias”, defendeu.

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