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Transporte ferroviário de passageiros aumentou 2,6% em 2025

A Alemanha registou o maior número de passageiros transportados, com 2.954 milhões, seguida de França (1.312 milhões) e Itália (844 milhões). No extremo oposto, surge a Lituânia.

© FADI YOUSEF/EPA

A Alemanha registou o maior número de passageiros transportados, com 2.954 milhões, seguida de França (1.312 milhões) e Itália (844 milhões)
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Bruxelas autoriza apoio do Governo a agricultores dos Açores

Apoio criado em abril ao abrigo do Quadro Temporário de Auxílios Estatais para a Crise do Médio Oriente e aprovado em agosto pelo Governo Regional tem o montante máximo de 50 mil euros por empresa.

© ELTON MONTEIRO/LUSA

O comunicado do Conselho de Governo dos Açores declara que "os apoios destinados a compensar o aumento dos custos dos fertilizantes são fixados em 12 euros por hectare de superfície agrícola"
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UE. Portugueses duvidam preparação do país para desastres

66% dos portugueses consideram que as autoridades nacionais não estão bem preparadas para lidar com esse tipo de ocorrências, a quarta taxa mais elevada em toda a União Europeia.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

94% dos europeus concordam que os Estados-membros devem apoiar-se mutuamente
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Transporte ferroviário de passageiros na UE aumenta 2,6% em 2025 para máximo desde 2004

O transporte ferroviário de passageiros na União Europeia (UE) aumentou 2,6% em 2025, face ao ano anterior, para 457 mil milhões de passageiros por quilómetro, o valor mais elevado desde o início da recolha de dados, em 2004.

Os dados foram hoje divulgados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, e indicam que, “em 2025, foram realizados 457 mil milhões de passageiros-quilómetro por transporte ferroviário na UE, acima dos 445 mil milhões registados em 2024, o que representa um aumento de 2,6%”.

“Este é o valor mais elevado registado pelas principais empresas ferroviárias desde o início da recolha de dados, em 2004”, destaca o Eurostat.

Segundo os dados hoje divulgados pelo serviço estatístico da UE, o número de passageiros-quilómetro aumentou face aos 445 mil milhões registados em 2024.

A Alemanha registou o maior número de passageiros transportados, com 2.954 milhões, seguida de França (1.312 milhões) e Itália (844 milhões).

No extremo oposto, a Lituânia contabilizou cinco milhões de passageiros, a Estónia oito milhões e a Grécia 14 milhões.

Em relação à população, o Luxemburgo apresentou o maior rácio de passageiros por habitante, com 46,1, seguido da Hungria (35,9) e da Dinamarca (35,6). A Grécia (1,4) e a Lituânia (1,9) registaram os valores mais baixos, seguidas da Bulgária e da Roménia, ambas com 3,3.

Já no indicador de passageiros-quilómetro por habitante, a Hungria liderou, com 1.692, à frente de França (1.606) e da Áustria (1.588). A Grécia (69), a Lituânia (164) e a Bulgária (226) registaram os valores mais baixos.

O indicador de passageiros-quilómetro mede a distância percorrida pelos passageiros e permite avaliar o volume de transporte ferroviário, combinando o número de passageiros com a distância das viagens.

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Preços do gás na UE recuam 3,5% em termos homólogos, Portugal entre os mais caros

Os preços do gás natural na União Europeia (UE) recuaram 3,5% em termos homólogos no primeiro semestre de 2026, atingindo o valor mais baixo desde 2022, estando Portugal entre os países mais caros.

“Os preços recuaram 10,2% face ao segundo semestre de 2025 e 3,5% em comparação com o primeiro semestre do mesmo ano. Este é o preço médio mais baixo do gás natural na UE desde o primeiro semestre de 2022”, aquando da invasão russa da Ucrânia, indica o gabinete estatístico comunitário, o Eurostat, em dados hoje divulgados.

De acordo com este serviço europeu, o preço médio do gás natural para os consumidores domésticos na UE fixou-se, nos primeiros seis meses deste ano, em 0,11 euros por quilowatt-hora (kWh), uma descida de 10,2% face ao segundo semestre de 2025.

Portugal registou um preço médio de 0,13 euros por kWh, um dos mais elevados entre os Estados-membros, a par de França e apenas abaixo da Suécia (0,22 euros) e dos Países Baixos (0,16 euros).

Quando ajustados às diferenças no poder de compra, os preços do gás natural em Portugal foram os segundos mais elevados da UE, com 15,0 por cada 100 kWh, apenas atrás da Suécia (17,7) e acima dos Países Baixos (13,8).

Os preços mais elevados em termos nominais foram registados na Suécia (0,22 euros por kWh), nos Países Baixos (0,16 euros) e em França e Portugal (ambos com 0,13 euros).

Em sentido contrário, os valores mais baixos foram observados na Hungria (0,03 euros por kWh), na Croácia (0,05 euros) e na Roménia e Eslováquia (ambas com 0,06 euros).

Face ao primeiro semestre de 2025, os preços do gás natural diminuíram em 12 países da UE com dados disponíveis, aumentaram em sete e mantiveram-se globalmente estáveis em quatro.

As maiores descidas registaram-se na Bulgária (-14,5%), na Grécia (-11,3%) e em Espanha (-10,0%), enquanto os maiores aumentos foram registados na Roménia (+9,3%), na Croácia (+8,9%) e na Eslováquia (+6,6%).

Também hoje, o Eurostat divulgou que os preços médios da eletricidade para os consumidores domésticos na UE recuaram em termos homólogos no primeiro semestre de 2026, mantendo-se, contudo, “significativamente acima” dos níveis anteriores à crise energética de 2022.

Nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o primeiro semestre de 2025, os preços aumentaram, sobretudo, na Roménia (51,6%), na Irlanda (19,8%) e na Finlândia (18,4%), enquanto as maiores descidas ocorreram na Dinamarca (-31,7%) e no Luxemburgo (-24,1%).

Face ao segundo semestre de 2025, os preços médios da eletricidade diminuíram 2,2% para 0,28 euros por quilowatt-hora (kWh), abaixo dos 0,29 euros registados no período anterior.

A Irlanda apresentou os preços mais elevados, com 0,39 euros por kWh, seguida da Alemanha e da Bélgica (ambas com 0,36 euros), enquanto os valores mais baixos foram observados na Hungria (0,11 euros), em Malta e na Bulgária (ambas com 0,13 euros).

O peso dos impostos e taxas na fatura da eletricidade também diminuiu ligeiramente, representando 28,4% do preço final no primeiro semestre de 2026, menos 0,5 pontos percentuais do que no segundo semestre de 2025.

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Portugal perde terreno na captação de investimento estrangeiro na União Europeia


Portugal voltou a captar investimento direto estrangeiro no primeiro semestre de 2026, após ter registado uma saída líquida de capitais um ano antes. Mas a recuperação não chegou para acompanhar o peso que o país tinha no investimento recebido pela União Europeia.

Segundo o relatório “FDI in Figures”, publicado esta sexta-feira pela OCDE, as entradas líquidas de investimento estrangeiro na economia portuguesa atingiram 7.718 milhões de dólares entre janeiro e junho, contra um saldo negativo de 300 milhões no mesmo período de 2025.

Esta subida coloca Portugal entre as economias que recuperaram a captação de capital externo em 2026, embora o montante tenha ficado 44,3% abaixo dos 13.862 milhões recebidos no segundo semestre do ano passado – os valores são preliminares e excluem as entidades com finalidade especial, veículos usados pelos grupos empresariais para canalizar operações financeiras.

Por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,6 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,2 dólares nos seis meses anteriores.

A dinâmica de Portugal em captar capital estrangeiro também fica aquém da média dos países da OCDE e da União Europeia. Segundo os dados do relatório, o investimento estrangeiro recebido pelos países da OCDE passou de 278,9 mil milhões para 684,4 mil milhões de dólares, um aumento de 145,4%, enquanto na União Europeia avançou de 59,7 mil milhões para 296,8 mil milhões, quase cinco vezes mais.

Estes dois movimentos contribuíram para que Portugal perdesse peso na captação de investimento direto estrangeiro na União Europeia: por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,60 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,20 dólares nos seis meses anteriores.  A quota nacional caiu, assim, 8,6 pontos percentuais, para menos de um quarto da registada no segundo semestre de 2025.

Apesar desta perda de peso no contexto europeu, Portugal recuperou num período em que algumas das maiores economias europeias receberam menos investimento do que um ano antes. É o caso de Espanha, que captou 9.505 milhões de dólares, menos 28,4% em termos homólogos; da Alemanha, que recebeu 31.956 milhões, menos 20,5%; e de França, que atraiu 17.920 milhões, menos 39,8% em termos homólogos.

O montante português ficou próximo dos 7.985 milhões recebidos pela Grécia e dos 8.511 milhões da Suécia, mas abaixo dos 15.915 milhões da Polónia.

A comparação exige, contudo, cautela, dado que a OCDE explica que algumas economias europeias apresentam “grandes flutuações do investimento direto estrangeiro”, associadas a operações de capital e empréstimos entre empresas de grupos multinacionais. Nos Países Baixos, por exemplo, o saldo passou de uma saída de 51.758 milhões no primeiro semestre de 2025 para entradas de 48.033 milhões em 2026, contribuindo para a recuperação europeia.

Os dados da OCDE revelam também um recuou de 86,9% do investimento das empresas portuguesas no estrangeiro em termos homólogos, com esse investimento a passar de 2.820 milhões de dólares no primeiro semestre de 2025 para 369 milhões no mesmo período de 2026.

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Taxa de desemprego recua em Portugal face a 2025

No mês de setembro, Portugal contabilizava 313 mil pessoas desempregadas, menos 16 mil do que em 2025. Na UE o acréscimo foi de 471 mil pessoas e de 420 mil na zona euro.

O Eurostat considera desempregadas as pessoas sem trabalho que procuravam emprego ativamente nas quatro semanas anteriores
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PIB da Zona Euro sobe 1,3% no terceiro trimestre. Portugal é o terceiro que mais cresce


As economias da Zona Euro cresceram 1,3% no terceiro trimestre em termos homólogos e 0,4% na comparação em cadeia, num período que se têm feito sentir os impactos da guerra no Médio Oriente nos preços. Portugal apresentou a terceira maior taxa entre os países para os quais há dados disponíveis, revela a estimativa do Eurostat divulgada esta sexta-feira.

A estimativa preliminar do gabinete de estatísticas europeu reflete uma ligeira aceleração na evolução homóloga face aos 1,2% registados no trimestre precedente, mas uma desaceleração na ótica da comparação em cadeia face aos 0,6% verificados entre abril e junho. Os números do segundo trimestre foram revistos em alta pelo gabinete de estatísticas europeu face aos valores avançados nas duas primeiras estimativas, que foram, na mesma ordem, de 1% e 0,4%.

Para a União Europeia os valores são ligeiramente superiores. As economias dos 27 Estados-membros terão expandido, em termos homólogos, 1,5% e 0,5%, em cadeia. À semelhança da Zona Euro, na comparação anual representa uma aceleração face aos 1,4% do trimestre anterior e um abrandamento mensal face aos 0,7% desse período.

Agora, entre os países da Zona Euro para os quais há dados disponíveis, Portugal apresenta a terceira maior taxa de crescimento homóloga (2,4%), apenas ultrapassado pela Irlanda (3,6%) e por Espanha (2,7%). No entanto, na variação mensal, Portugal está abaixo da média de 0,4% dos países da moeda única, com uma aceleração de 0,2%.

A maior variação em cadeia foi registada pela Irlanda, de 5,5%, seguida pela Estónia, Espanha e Países Baixos, cujas economias aceleraram 0,6%. Lituânia (-1%) e França (-0,1%) registaram uma contração. O Eurostat detalha ainda que o crescimento anual das economias foi positivo em 14 países e negativo em apenas um: França.

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UE e Canadá defendem aliança perante protecionismo dos EUA

Canadá responde a mudança na ordem comercial mundial reforçando alianças baseadas na "confiança, estabilidade e fiabilidade" e colocou a UE entre os principais parceiros.

© RONALD WITTEK/EPA

Kallas concordou que a nova aliança "não é contra ninguém" e explica que o contexto geopolítico obriga o Canadá e a Europa a identificarem parceiros confiáveis
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Castro Almeida: Portugal ainda é beneficiário líquido da UE

Saldo positivo de 3.100 milhões. Castro Almeida confirmou, na Assembleia da República, que 75% do benefício vem do Portugal 2030 e o restante do PEPAC.

© JOÃO RELVAS/LUSA

"Os fluxos financeiros com a União Europeia mostram que Portugal ainda é um beneficiário líquido", afirmou Castro Almeida
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Portugal entre 12 países que vão libertar barris de petróleo

Portugal é um dos 12 países que vão disponibilizar 42,6 milhões de barris até janeiro de 2027. Decisão segue apelo do G7 e da Agência Internacional de Energia.

© RONALD WITTEK/EPA

Os preços da energia dispararam desde o início da guerra no Irão, com o litro de gasóleo a ultrapassar os 2,30 euros em vários países da UE
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Taxa sobre resíduos eletrónicos não recolhidos como recurso próprio da UE suscita “reticências” a Portugal”


Para Portugal, “é problemático” aplicar uma taxa uniforme ao peso dos resíduos eletrónicos não recolhidos. Uma das sugestões em cima da mesa para criar um novo recurso próprio da União Europeia. O ministro dos Negócios Estrangeiros disse ainda que aplicar um imposto especial sobre o consumo de tabaco, baseado na taxa mínima do imposto especial de consumo aplicada por cada Estado-Membro aos produtos do tabaco, Portugal apenas concorda com esta esta solução se for houver acordo sobre a diretiva do tabaco.

Paulo Rangel, numa audição conjunta com as comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública, dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e dos Assuntos Europeus, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), explicou que “Portugal não está fechado a nenhum recurso próprio, por posição de princípio, o que não significa que ao fim não esteja fechado relativamente a algum recurso, mas caso haja acordo para discutir um pacote global Portugal está disponível para analisar o impacto de cada um dos recursos propostos”.

Apesar desta posição de abertura, o recurso com base numa taxa sobre os resíduos eletrónicos não recolhidos, como computadores, telemóveis inteligentes, tabletes, televisores, impressoras, suscita “maiores reticências a Portugal”.

Quanto ao “imposto sobre o tabaco, que tem a ver com o tabaco não tradicional”, a posição de Portugal é “favorável desde que haja um acordo sobre a diretiva do tabaco”, explicou o MNE. “A versão atual da revisão da diretiva tem o nosso apoio. Se for esta a versão que fica estaremos disponíveis para aceitar este recursos próprio, se não for esta temos de rever esta posição”, explicou.

O ministro disse que Portugal é favorável ao imposto sobre as plataformas digitais, mas quanto à proposta de impostos sobre os jogos online tem de ser vista por Portugal “com grande cuidado, porque pode ter impacto no caso português”. Uma proposta que conta desde logo com a oposição de Malta onde o jogo tem um peso importante na economia.

Já no caso da proposta de taxar os criptoativos, como sugere o Parlamento Europeu, Paulo Rangel disse que ainda não está claro qual será o desenho e Portugal aguardará até que seja elaborada.

Portugal veria com bons olhos que ao nível das receitas tradicionais houvesse uma diminuição de 25% para 10% da taxa que os Estados-membros retém dos direitos aduaneiros cobrados, “aumentando assim os recursos aduaneiros da União”. Uma posição que certamente terá a oposição dos Países Baixos onde os portos têm um enorme peso na sua economia e que desta forma se veriam privados de uma importante receita orçamental.

Outra das formas de garantir mais recursos ao orçamento comunitário seria fazer um roll over da dívida emitida para pagar o Next GenerationEU, mas também emitir nova dívida comum consignada à defesa, opções às quais Portugal é favorável, sublinhou Paulo Rangel.

Esta opção não só geraria mais recursos como permitiria fixar em solo europeu as poupanças europeias que agora acabam por ser canalizadas para os mercados financeiros de outros países. “Dívida comum pode ajudar a fixar recursos e capitais europeus”, concluiu.

Boas notícias para a Agricultura

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que Portugal já conseguiu duas vitórias em Bruxelas nas negociações do próximo quadro financeiro 2028/2034. Garantir que existe uma verba “garantida” para a Agricultura e que portanto não poderá ser disputada pela Coesão, apesar de as duas políticas estarem concentradas no mesmo fundo. E que Portugal vai conseguir mais do que os atuais 9,3 mil milhões de euros para a Política Agrícola Comum.

Paulo Rangel recusou-se a dar números, porque as negociações ainda estão a decorrer, mas deixou a garantia: “Estamos acima em termos de PAC do envelope que recebemos no quadro anterior.

O ministro da Agricultura, a semana passada, no Parlamento, reiterou que Portugal já tem garantidos 7,4 mil milhões de euros para apoiar o rendimento dos agricultores e mais 2,5 mil milhões para o desenvolvimento rural. Mas José Manuel Fernandes admitiu a tentação no Governo de colocar projetos de abastecimento público de água nesta gaveta de 2,5 mil milhões. Algo a que se irá opor porque esse é um projeto de coesão.

A estes montantes poderão acrescer ainda os 1,6 mil milhões de euros que a proposta cipriota ‘angariou’ para Portugal, mas esse é um valor que ainda não está “certo”, como explicou o ministro da Agricultura. Fechada está também a possibilidade de cada Estado-membro antecipar 45 mil milhões de euros destinados à agricultura, o que para Portugal significa poder usar 2,41 mil milhões logo de início.

De acordo com o último trabalho feito pela presidência irlandesa, Portugal tem no primeiro pilar (agricultura e coesão) uma dotação que ronda os 35,2 mil milhões de euros, e que se “traduz um ganho nominal de 7,6% e uma perda de 5,7% quando comparado em termos reais”. Em termos de dotação geral há uma evolução nominal de 3,6% e uma quebra real de 9,2%. Esta quebra real é agora inferior à inicialmente prevista, porque em virtude das negociações a presidência do Chipre alocou uma parcela que ao nosso país deu mais de 1.500 milhões de euros para os países da coesão.

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“Nova era das trevas na Europa”. O aviso da Finlândia

Momento é decisivo e comparável ao final da Segunda Guerra Mundial, diz Alexander Stubb. O presidente da Finlândia alertou na segunda-feira que a Europa atravessa uma nova “era de escuridão”, marcada pela multiplicação dos conflitos armados e pela crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China, que, diz, ameaça a ordem internacional baseada em regras. Durante uma intervenção no Colégio da Europa, em Bruges, na Bélgica, perante uma plateia de estudantes, Alexander Stubb afirmou que o período de estabilidade que se seguiu ao fim da Guerra Fria chegou ao fim, colocando o mundo perante um momento decisivo, comparável ao

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BCE trava novas subidas e mantém a taxa de depósitos nos 2,5%

Juro diretor fica nos 2,5% apesar da inflação alta, para já. A subida de preços na zona euro está no nível mais alto em três anos. O BCE prescinde, para já, de voltar a subir os juros. Mas esse passo pode vir a seguir em breve. Depois do banco central dos Estados Unidos, também o Banco Central Europeu (BCE) prescinde, para já, de uma nova subida dos juros. O BCE decidiu na quinta-feira manter nos 2,5% a taxa de depósito dos bancos, que é a referência para os juros da poupança e do crédito. A nova subida dos preços da

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Associação das petrolíferas admite margem para aumentar produção na refinaria de Sines

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By: Lusa

A associação das empresas petrolíferas (Epcol) considera que existe alguma margem para aumentar a produção na refinaria de Sines, a única em funcionamento em Portugal, mas ressalva que essa possibilidade depende de fatores técnicos e económicos.

“Julgamos que existe alguma margem para aumentar a produção em Sines, mas a questão não é apenas técnica”, disse à Lusa o porta-voz da associação das Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes (Epcol), João Reis, questionado sobre o apelo da Comissão Europeia para travar o encerramento de refinarias e aumentar a produção de combustíveis na União Europeia (UE).

Segundo João Reis, um eventual aumento depende da “disponibilidade de crude e matérias-primas, do tipo de crude disponível, da mistura de produtos procurados pelo mercado (gasóleo, gasolina, jet fuel, etc.) e das condições económicas de operação”.

A associação considera que a nova posição da Comissão Europeia poderá valorizar a importância estratégica da refinaria de Sines, embora não antecipe grandes implicações para o setor nacional.

“Relativamente ao aparelho refinador nacional não nos parece que existam grandes implicações, mas evidentemente que ao passar a apoiar ativamente a manutenção da capacidade de refinação europeia, a posição estratégica de Sines poderá ser valorizada”, refere.

A Epcol vê “muito favoravelmente” a iniciativa de Bruxelas, sublinhando que tem defendido a importância estratégica da indústria de refinação para a segurança energética, o abastecimento de combustíveis, a defesa e a competitividade industrial europeia.

“Seria muito gravoso para a Europa perder capacidade de refinação antes de existirem alternativas plenamente capazes de assegurar o abastecimento energético”, comentou.

As declarações surgem depois de a Comissão Europeia ter defendido, na quarta-feira, a necessidade de travar o encerramento de refinarias e aumentar a produção de combustíveis na União Europeia (UE), numa altura em que os preços continuam pressionados e existem preocupações com a segurança do abastecimento.

Após uma reunião com representantes da indústria, em Bruxelas, o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, defendeu que a UE precisa de aumentar a produção das refinarias existentes, com o objetivo de contribuir para a redução dos preços dos combustíveis.

O executivo comunitário anunciou ainda a intenção de trabalhar com o setor na elaboração de um roteiro conjunto para a transformação da indústria de refinação, procurando conciliar a manutenção da capacidade de produção com os objetivos de descarbonização.

Por sua vez, a associação europeia FuelsEurope, que representa a indústria de produção de combustíveis, congratulou-se com o lançamento do diálogo estratégico e com o reconhecimento da refinação como um setor essencial para a segurança energética, a economia e a defesa europeias.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, a organização afirmou que as refinarias europeias estão disponíveis para trabalhar com a Comissão Europeia e os Estados-membros na identificação de soluções tecnicamente viáveis e seguras para maximizar a capacidade de produção disponível a curto prazo.

Segundo a FuelsEurope, as refinarias europeias aumentaram a produção de combustível para aviação em 30% em maio de 2026, face ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE). A associação admite que poderão ser possíveis novos aumentos, embora ressalve a existência de limitações técnicas e operacionais e a necessidade de criar condições adequadas para o efeito.

A FuelsEurope alertou ainda que a Europa perdeu 20% da sua capacidade de refinação desde 2009, com o encerramento de 35 refinarias, defendendo que devem ser evitados novos encerramentos para impedir o aumento da dependência de combustíveis importados.

Em Portugal, a atividade de refinação está concentrada em Sines, depois do encerramento da refinaria de Matosinhos, em 2021, pela Galp. Segundo os dados da Galp, a refinaria de Sines tem uma capacidade de destilação de 226 mil barris de petróleo por dia, sendo uma das maiores da Península Ibérica.

A empresa tem vindo a investir na transformação do complexo industrial de Sines, incluindo projetos ligados à produção de biocombustíveis avançados e hidrogénio verde, no âmbito da sua estratégia de descarbonização.

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António Costa concorda em dar estatuto de “membro associado” da UE ao Canadá

✇ECO
By: Lusa

O presidente do Conselho Europeu manifestou esta quinta-feira apoio à proposta de Ursula von der Leyen para conceder o estatuto de “membro associado” da União Europeia ao Canadá, quer se utilize esse termo ou outro.

Num discurso no Conselho das Relações Internacionais de Montreal, à margem da cimeira entre a União Europeia e o Canadá, que se realiza esta quinta e sexta-feira, António Costa salientou que, nessa reunião, Bruxelas e Otava vão estabelecer “uma aliança para o futuro” e criar uma “associação cada vez mais estreita”. O presidente do Conselho Europeu salientou que a relação entre as duas partes é “tão forte” que ambas tencionam “criar algo de novo: ir além de uma simples associação, embora não se atinja a adesão plena à União Europeia (UE)”.

“A presidente da Comissão Europeia avançou mesmo a ideia audaciosa de tornar o Canadá um ‘membro associado’ da UE. Eu partilho a sua ambição. Seja esse termo ou outro, uma coisa é clara: a nossa associação vai ser a mais única, estreita e profunda que existe”, afirmou António Costa.

O presidente do Conselho Europeu deu assim respaldo a uma ideia que Ursula von der Leyen apresentou em setembro no discurso sobre o Estado da União, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e que tem sido criticada por alguns Estados-membros.

Países como a Alemanha ou a França opõem-se à criação deste estatuto, por considerarem que os seus moldes deveriam ter sido definidos antes de ser apresentado ao Canadá, além de criticarem Von der Leyen por ter feito a proposta sem os ter consultado previamente. Nesse sentido, pediram que a menção “membro associado” seja retirada da declaração final da cimeira UE-Canadá, que irá ser divulgada na sexta-feira.

No seu discurso, António Costa afirmou que o Canadá é “o mais europeu” dos parceiros da UE que não estão no continente. “Partilhamos os mesmos valores: a democracia, a dignidade humana, o pluralismo das ideias e o Estado de direito”, frisou o presidente do Conselho Europeu, que referiu que a parceria entre a UE e o Canadá se baseia na História.

“Mas a nossa vontade comum de continuar a encontrar soluções, através do diálogo e da confiança, permite antever que as oportunidades e os maiores êxitos desta parceria ainda estão por vir”, previu.

Costa salientou que, através da cimeira que se está a realizar, a UE e o Canadá tencionam “criar oportunidades” para as suas empresas, trabalhadores, investigadores e estudantes, “reduzindo dependências, criando emprego e reforçando a segurança, competitividade e prosperidade”.

“A ambição e a vontade de agir estão presentes. Com a nossa aliança e a nossa parceria, a UE e o Canadá não se limitam a responder a um mundo em transformação. Estamos a contribuir para moldar o mundo que há de vir”, afirmou Costa.

O presidente do Conselho Europeu reconheceu que essa “tarefa é ambiciosa”. “Mas, graças à confiança que nos une e à amizade que nos aproxima, não podemos falhar”, afirmou.

Num discurso desta quinta-feira em Montreal, Von der Leyen já tinha insistido na proposta de dar ao Canadá o estatuto de membro associado, frisando que o objetivo é criar uma “associação sem adesão” e em dar ao país uma “parceria mais próxima da condição de membro” do que qualquer outra que a UE tenha estabelecido até hoje.

“Queremos elevar a nossa relação ao nível mais elevado possível e é por isso que estamos a discutir a possibilidade de o Canadá se tornar o primeiro membro associado da UE”, salientou a presidente da Comissão Europeia.

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SAFE. Bruxelas abre nova call de 21,3 mil milhões


A Comissão Europeia abriu uma nova ronda para o programa de empréstimo SAFE, tendo disponível 21,3 mil milhões de euros que não foram usados pelos Estados-membros do montante inicial de 150 mil milhões de euros.

“Os Estados-Membros têm agora até 30 de novembro de 2026 para indicar os montantes que pretendem solicitar. Este financiamento permitirá aos Estados-Membros continuar a dar resposta às necessidades urgentes em matéria de defesa”, adianta Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para a área da Defesa, ao ECO/eRadar.

“A Comissão incentiva os Estados-Membros a utilizar os fundos ainda disponíveis de forma a contribuir para satisfazer as necessidades urgentes da Ucrânia“, refere ainda o mesmo porta-voz.

Em novembro do ano passado, os Estados-Membros apresentaram à Comissão os seus planos para a indústria de defesa, tendo sido aprovados as propostas de 19 países, entre os quais Portugal, que garantiu uma fatia de 5,8 mil milhões de euros.

Na quarta-feira, a Comissão aprovou o plano da Hungria, o último dos 19 países da União Europeia que se candidataram inicialmente. Mas tanto a Hungria como Itália reformularam as suas candidaturas, reduzindo os montantes solicitados. Estas alterações, bem como revisões de menor dimensão por parte de outros países candidatos, deixaram 21,3 mil milhões de euros em empréstimos por atribuir. Montante que agora a Comissão volta a colocar à disposição dos Estados-Membros para novas candidaturas ao mecanismo de empréstimo europeu.

“Depois de receber os montantes pretendidos pelos países, a Comissão informá-los-á das dotações indicativas no prazo de duas semanas após o fim do prazo de apresentação das candidaturas”, refere a Comissão em comunicado.

“Além de responderem às suas necessidades e prioridades nacionais em matéria de defesa, os Estados-Membros são também incentivados a utilizar os fundos desta segunda convocatória para reforçar a cooperação com a Ucrânia, incluindo a aquisição conjunta com este país nos seus planos de investimento”, pode ler-se em comunicado. “Devem igualmente dar prioridade às necessidades urgentes das forças armadas ucranianas e dos Estados-Membros, nomeadamente nos domínios dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil, dos drones e dos sistemas antidrones, bem como das munições e dos mísseis“, refere ainda.

Em 16 dos 19 acordos de empréstimo iniciais, a Comissão já assinou os acordos de empréstimo, tendo desembolsado cerca de 13,5 mil milhões de euros a 11 países que tinham solicitado pré-financiamento. No caso português, o acordo de empréstimo aguarda em Bruxelas por assinatura, data a partir da qual será possível fazer os pagamentos das tranches de 15%.

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UE e Canadá querem maior cooperação em energia, IA, clima e segurança


Inteligência artificial (IA), clima, energia e segurança são as áreas em que a União Europeia (UE) e o Canadá pretendem aprofundar a cooperação, ao mesmo tempo que exploram a possibilidade de Otava ganhar o estatuto de “membro associado” do bloco comunitário, afirmou esta quinta-feira Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia, que falava em Montreal, onde decorre a cimeira Canadá-UE, reiterou, assim, os compromissos assumidos no último discurso anual sobre o Estado da União, em setembro.

“A nossa ideia é simples: trata-se de uma associação sem adesão”, explicou von der Leyen, ressalvando, porém, que a ideia é “construir uma parceria que se aproxime mais da adesão do que qualquer outra coisa que [a UE] tenha feito até agora”. “Podemos trabalhar em tudo, desde a IA e o clima até à energia ou à segurança”, acrescentou.

Contudo, segundo a Reuters, os líderes da UE e do Canadá retiraram da sua declaração conjunta o termo “membro associado”, que não tem qualquer significado jurídico e ao qual muitos Estados-membros se têm oposto — a começar pela Alemanha. Em vez disso, acordaram com uma “associação cada vez mais estreita”.

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recebem o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, em Estrasburgo, para o discurso anual do Estado da UniãoParlamento Europeu 16 de setembro de 2026

A declaração, que será tornada pública na sexta-feira, indica que o trabalho para definir a relação entre o Canadá e a UE continuará até à próxima cimeira, no próximo ano.

O estreitamento dos laços com a União Europeia faz parte da estratégia do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, para reduzir a dependência económica e de segurança do Canadá em relação aos EUA, desde que Donald Trump impôs tarifas sobre os produtos do país vizinho. Mas os esforços de Otava para se aproximar do bloco comunitário correm o risco de irritar o Presidente norte-americano, uma vez que as negociações comerciais entre o Canadá e os Estados Unidos continuam.

Carney afirmou anteriormente que o Canadá não pretende aderir à UE, mas sim estabelecer “uma aliança única”, dado que as duas regiões partilham valores e prioridades semelhantes e possuem pontos fortes complementares. “Estamos a procurar a resiliência, para que ninguém possa controlar os nossos mercados abertos, comprometer a nossa soberania, ameaçar a nossa integridade territorial ou minar as nossas liberdades, as nossas democracias e o nosso Estado de direito”, afirmou o primeiro-ministro canadiano perante o Parlamento Europeu no mês passado.

Na declaração conjunta que será divulgada no fim da cimeira, há ainda uma proposta para a realização de um estudo de viabilidade conjunto sobre as exportações canadianas de gás natural liquefeito (GNL) para a Europa e a criação de condições para que jovens do Canadá e da UE possam trabalhar de um lado e do outro do Atlântico.

Além disso, a líder do Executivo comunitário apelou a uma cooperação mais profunda entre a UE e o Canadá em matéria de segurança no Ártico. “Quando vemos a Rússia a reconstruir a sua presença militar no Ártico, a adotar estratégias híbridas contra os seus vizinhos e a redefinir a segurança do Ártico, isso tem impacto na União Europeia e no Canadá. Temos de agir e alterar a nossa postura estratégica e, juntamente com parceiros com visões semelhantes, como o Canadá, defender estes valores”, afirmou.

Ainda esta quinta-feira, Mark Carney irá reunir-se com líderes empresariais europeus antes de organizar um jantar com os líderes dos Estados-membros.

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