Governo mobiliza mais 10 milhões para apoiar agricultores

© PAULO NOVAIS/LUSA

© PAULO NOVAIS/LUSA
O Governo anunciou hoje um novo apoio de 10 milhões de euros para os agricultores afetados pelos incêndios deste ano, destinado a localidades do país não abrangidas pelo aviso anterior.
Em comunicado, o Ministério da Agricultura e Mar detalha que a nova dotação será atribuída sob a forma de subvenção não reembolsável e visa “apoiar o restabelecimento do potencial produtivo das explorações que sofreram prejuízos significativos” na sequência dos incêndios rurais ocorridos entre 01 de maio e 15 de outubro.
Trata-se do segundo apoio financeiro de igual montante aprovado este ano, sendo destinado a localidades não abrangidas pelo aviso anterior, aberto a 27 de agosto e encerrado no passado dia 27.
“O apoio destina-se à reposição das condições de produção das explorações atingidas, permitindo aos agricultores retomar a atividade normal com a maior brevidade possível”, refere.
Segundo detalha, são elegíveis despesas relacionadas com a recuperação de plantações, infraestruturas e equipamentos danificados, incluindo intervenções específicas em olivais e soutos, como podas de regeneração, enxertias, tratamentos fitossanitários e fertilização.
Podem beneficiar da medida as explorações que tenham sofrido danos superiores a 30% do potencial produtivo, sendo elegíveis investimentos até 400.000 euros.
Os primeiros 10.000 euros de despesa elegível serão apoiados a 100%, sendo a despesa remanescente comparticipada a 80% para agricultores com seguro agrícola e a 50% para os restantes beneficiários.
No comunicado hoje divulgado, o executivo refere que os incêndios dos últimos meses “provocaram danos severos em culturas permanentes, infraestruturas e equipamentos agrícolas, comprometendo a atividade de inúmeras explorações distribuídas por freguesias das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve”.
“Perante a dimensão dos prejuízos causados pelos incêndios, é fundamental garantir aos agricultores os meios necessários para recuperar rapidamente a sua capacidade produtiva e assegurar a continuidade da atividade agrícola nos territórios afetados”, afirma o ministro da Agricultura e Mar, citado no documento.
“Há perdas que não se recuperam. Sabemos que nenhum apoio consegue repor uma vinha velha, um olival centenário ou anos de trabalho, mas não vamos deixar os agricultores sozinhos”, acrescenta José Manuel Fernandes.
O conteúdo Governo mobiliza mais 10 milhões para apoiar agricultores afetados pelos incêndios deste ano aparece primeiro em O MINHO.

© ELTON MONTEIRO/LUSA
A Boa Safra enfrenta um ano desafiador no setor agrícola, mas aposta na diversificação de culturas e na expansão da capacidade produtiva para sustentar o crescimento. A carteira de pedidos da companhia totalizou R$ 1,8 bilhão, alta de 4%, apesar da retração de aproximadamente 12% no segmento de sementes de soja.
Em entrevista ao programa Números Falam, o CFO da companhia, Felipe Marques, explicou que a queda na carteira de soja reflete, em grande parte, o adiamento das decisões dos produtores rurais, pressionados por fatores como restrições de crédito, aumento dos preços dos fertilizantes e instabilidades no cenário global.
“O produtor não está apto a conseguir tomar as decisões dele pelas restrições externas que estão sendo impostas”, afirmou.
Segundo Marques, o crescimento em outras culturas tem ajudado a companhia a compensar a desaceleração no segmento de soja. Ele ressaltou que o adiamento das decisões dos produtores não representa cancelamento de pedidos, mas uma postergação das compras diante das dificuldades do cenário atual.
“A semente não tem substituto e você não tem como economizar nela”, destacou. Segundo o executivo, a demanda por sementes de soja está diretamente ligada à área plantada.
Felipe Marques também ressaltou a resiliência do segmento de sementes no agronegócio. Enquanto produtores reduzem o uso de outros insumos, como fertilizantes e defensivos, para conter custos, a semente continua sendo indispensável.
“Se você vai plantar, você não vai colocar menos semente por hectare, porque o impacto que você teria na produtividade vai fazer o produtor ganhar menos dinheiro”, explicou.
A companhia ampliou sua área de plantio para 320 mil hectares, um crescimento de 17% nos últimos 12 meses. Segundo o CFO, a expansão funciona como uma proteção operacional contra eventos climáticos adversos, ao oferecer mais flexibilidade para preservar a qualidade das sementes mesmo diante de condições meteorológicas desfavoráveis.
“A gente vem trabalhando na companhia para aumentar cada vez mais a nossa área de plantio, porque o nosso cliente realmente quer cada vez mais qualidade”, afirmou.
Apesar de operar a aproximadamente 90% da capacidade instalada, de 280 mil big bags, a Boa Safra registrou o menor índice de perdas por problemas de qualidade de sua história. Marques atribuiu o resultado a uma seleção mais criteriosa dos campos, com o descarte de áreas afetadas pelo excesso de chuva durante a colheita.
No ciclo anterior, a companhia produziu cerca de 305 mil big bags, mas vendeu apenas 215 mil. O excedente, de quase 30% da produção, precisou ser comercializado como grão, prejudicando os resultados. “Esse ano a gente foi muito mais criterioso”, afirmou o executivo, que projetou um resultado operacional “muito melhor do que a gente teve no ano passado”.
O programa Números Falam é uma produção do NeoFeed com a CNN Brasil e é apresentado por Márcio Kroehn. Acompanhe os episódios inéditos, quinzenalmente, às 19h45, no CNN Money.
VTM
A Feira dos Santos é um dos momentos mais marcantes do calendário de Chaves, pela dimensão comercial, pela preservação das tradições e pela capacidade de reunir famílias que regressam à cidade nesta altura do ano. Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, considera que o certame mantém uma identidade própria, apesar das transformações que sofreu ao longo do tempo.
“É um evento absolutamente singular e excecional”, afirma o autarca, lembrando que a origem da feira se perde no tempo. Sem uma data conhecida da sua primeira realização, a iniciativa terá surgido como resposta às necessidades das comunidades rurais, num período em que os produtores procuravam vender os excedentes agrícolas e os animais para assegurar o aprovisionamento durante o inverno.
Hoje, a feira mantém essa ligação à agricultura e à pecuária, mas ganhou também uma dimensão festiva e familiar. “É um momento de celebração da família”, sublinha Nuno Vaz, referindo os reencontros de pessoas que vivem noutras cidades ou no estrangeiro e que aproveitam os Santos para regressar a Chaves.
Inserida num “conjunto muito significativo de iniciativas”, considera o autarca que, apesar de atualmente ter “uma matriz diferente”, a Feira dos Santos “continua a estar muito ligada à pecuária, à agricultura, às tradições e àquilo que são os momentos marcantes das nossas comunidades”. E por isso, tem uma “dimensão de feira, mas também de festa”.
O facto de acontecer no Dia de Todos os Santos leva as comunidades a visitarem os cemitérios e recordarem os seus entes queridos. A feira tem, por isso, a capacidade de ser um “momento de encontro de famílias”.
“É, de facto, uma feira de uma expressão muito grande”, assume Nuno Vaz, acrescentando que “dizemos que é das maiores feiras de rua do país. Este ano, teremos cerca de 550 expositores, trata-se de uma feira com uma exposição muito grande. Prevemos que cerca de 5 quilómetros de vias, de arruamentos urbanos fiquem perfeitamente preenchidos”.
O presidente da câmara destaca ainda o contributo do evento para a economia local, através da dinamização do comércio, da restauração, da hotelaria e dos produtores. A afluência de visitantes, muitos provenientes da Galiza, cria oportunidades para os agentes económicos da cidade e da região.
“Também queremos que essa dinâmica possa ser aproveitada pelos nossos agentes económicos, seja a restauração, a hotelaria, o artesanato ou os produtos locais”, sublinha o autarca flaviense. “Acreditamos muito que, e sobretudo em concelhos do interior, que é com uma relação colaborativa que podemos garantir a sustentabilidade dos micro e pequenos negócios. Porque é nessa multiplicidade de atividades que podemos garantir a sustentabilidade e por esta via, a manutenção das famílias”, acrescenta.
A vertente rural continua a ocupar um lugar central no programa, com a Feira do Gado e os concursos de diferentes raças pecuárias, agendados para 31 de outubro, junto ao Forte de São Neutel. A iniciativa pretende dar visibilidade ao trabalho dos produtores e à importância da atividade agropecuária na preservação da paisagem e das comunidades do interior.
Nuno Vazdestaca, em particular, a valorização da raça Bísara, associada à produção de fumeiro, presuntos e enchidos tradicionais. Os concursos de bovinos, ovinos e do Cão de Gado Transmontano completam o programa dedicado ao património rural. “Queremos continuar a preservar esta nossa herança”, afirma.
A programação inclui ainda artesanato, exposições, animação musical e arruadas, além do Festival Gastronómico do Polvo, que reforça os laços históricos e culturais entre Chaves e a Galiza.
O autarca reconhece que a dimensão do evento implica condicionamentos no trânsito e na circulação, mas considera que estes são temporários e devem ser enquadrados no interesse coletivo. “São três dias vividos de forma mais intensa”, refere, apelando à compreensão dos moradores.
Para o município, a Feira dos Santos deve continuar a conjugar comércio, tradição e diversão, mantendo viva uma herança que atravessa gerações e reforça a atratividade de Chaves. “O que nós queremos é que esta feira seja também uma festa da família”, conclui.
The post Feira dos Santos é “um momento de celebração da família” appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.
El concepto de leapfrogging equivale en teoría a ahorro de tiempo y dinero en zonas pobres y rezagadas. Evoca innovación y otras formas de imaginar el porvenir. Y está rodeada por un halo de modernidad, con propuestas que oscilan entre lo razonable y los sortilegios tecno-optimistas. Tan halagüeños algunos, que permiten vislumbrar a frágiles economías encabezando la vanguardia digital en tiempo récord, como en un sueño futurista.

© NurPhoto (NurPhoto via Getty Images)
VTM
Marcou presença o membro do Secretariado Nacional do PS, José Manuel Ribeiro, que ouviu as dúvidas de militantes e simpatizantes socialistas, dando, também, conta da posição do partido quanto ao documento apresentado pelo Governo à Assembleia da República.
O dirigente nacional explicou a posição do PS aos militantes e simpatizantes presentes, sobre este orçamento. Na ótica dos socialistas, a proposta do governo merecia um voto contra, mas não estão “em condições de criar uma crise política no país”, disse José Manuel Ribeiro, assegurando que “o orçamento não é um bom orçamento”.
Em declarações à VTM, Rui Santos, presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, considerou que o Orçamento do Estado para 2027 não responde às necessidades do interior, apontando a ausência de medidas para setores como a agricultura, a habitação e a saúde. “Este orçamento para o interior tem zero, não tem nada, tem rigorosamente zero para o distrito”, afirmou, dando como exemplo as dificuldades que a viticultura e o setor do vinho atravessam há três anos. Também na saúde, nomeadamente no que diz respeito à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e à prometida unidade do Alto Tâmega e Barroso, lamentou a falta de respostas orçamentais.
Apesar das críticas, Rui Santos justificou a abstenção do PS com a necessidade de garantir estabilidade política. “O Partido Socialista tem que estar sempre ao serviço do país e, neste caso, o melhor serviço que podemos prestar ao país, num momento complexo a nível internacional, é abstermo-nos e não ir novamente para eleições”, explicou o também deputado na Assembleia da República. Admitiu, contudo, que, se a decisão dependesse apenas dos interesses do distrito, o seu voto seria contra o documento.
Artigo exclusivo PREMIUM
Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
ou compre apenas este artigo:
Comprar este artigo — 1,00€The post Orçamento tem “rigorosamente zero para o distrito” appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.
A campanha da castanha está a ser um “desastre” para vários agricultores do concelho de Bragança, que apontaram hoje à Lusa quebras significativas, fruto pequeno, seco e “bichado”, devido às temperaturas e à falta de água.
Na aldeia de Salsas, Pedro Zoio não está contente com o que vê. “Estamos a começar, mas está um desastre. Não existem castanhas nos castanheiros, os ouriços ficaram pequenos, as castanhas, as poucas que há, não cresceram”, descreveu.
A campanha já começou, mas o agricultor apanhou até hoje apenas “30 quilos” do fruto, porque embora os castanheiros tenham “muitos ouriços”, estão “sem castanhas”.
“Estão agora a começar a cair as poucas que há. (…) Eu dou a volta aos castanheiros e não vejo castanhas nem em cima, nem em baixo”, afirmou.
A chuva que caiu no mês de agosto e em setembro fazia prever, segundo disse, um bom ano de castanha, mas não se veio a confirmar, prevendo uma quebra de “60 a 70%”.
“Não prevejo um bom ano de castanha, nem de longe, nem de perto. O ano passado já foi mau, este ano ainda vai ser pior, ou seja, de ano para ano, cada vez é pior”, vincou.
Para João Condado, produtor de castanha na aldeia de Vilarinho, a campanha deste ano “pior seria impensável”, estimando que possa ter uma quebra de produção de 40%.
O fruto, afirmou, está “bastante seco”, devido às temperaturas elevadas e à falta de chuva, e há castanha, nomeadamente das variedades precoces, que está “bichada” ou com “fungo”.
“Há pouca e o calibre é pequeno, devido às condições atmosféricas. No verão pouco choveu e então as temperaturas foram elevadas e fez com que a castanha não desenvolvesse”, lamentou.
A situação também não é melhor para Marcelino Rodrigues. O agricultor de Meixedo ainda não começou a apanha da castanha, mas salientou que a campanha está “muito mal”.
“Ainda não apanhei nada, mas diz que são pequenas, estão furadas, que têm tudo, há poucas, segundo ouço”, disse.
Segundo explicou à Lusa Abel Pereira, presidente da Arborea – Associação Agro-florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, o calor está a tardar a queda dos ouriços e um “período quente prolongado” foi favorável ao aparecimento de “bichado”.
A juntar à falta de qualidade, apontada pelos produtores, também o preço está “aquém de anos anteriores”, estando entre 1,2 e 1,5 euros o quilo, podendo, nalguns casos, chegar a 1,8 euros.
Segundo o engenheiro Abel Pereira, num ano bom, o preço da castanha de maior calibre já deveria custar mais de dois euros.
Bragança e Vinhais, no distrito de Bragança, são os maiores produtores de castanha do país.
Numa boa campanha, no concelho de Bragança são produzidas 20 mil toneladas e no concelho de Vinhais entre 15 a 20 mil toneladas.
O conteúdo Pouca castanha, seca e com “bichado” marca campanha em Bragança aparece primeiro em O MINHO.
VTM
Em comunicado, o ministério da Agricultura revela que a medida “reduz a carga burocrática” associada ao processo, permitindo “solicitar o adiantamento da ajuda antes do início dos investimentos e assegurando uma resposta mais rápida às necessidades de tesouraria das explorações, sem comprometer o rigor na gestão dos fundos públicos”.
“Mantêm-se, assim, as exigências de prestação de garantia a favor do IFAP e de execução integral dos investimentos nos prazos definidos”, explica.
De acordo com o comunicado, a portaria procede ainda ao esclarecimento das regras de elegibilidade da intervenção de alteração do perfil do terreno na Região Demarcada do Douro, garantindo uma aplicação mais clara e uniforme do regime em vigor, sem prejuízo das especificidades já previstas para aquela região vitivinícola.
São igualmente introduzidos ajustamentos ao regime excecional de candidaturas da campanha 2026-2027, criado para apoiar os produtores afetados pelos fenómenos meteorológicos adversos registados entre janeiro e fevereiro deste ano.
Para o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, “não faz sentido obrigar um viticultor a iniciar um investimento para só depois poder aceder ao adiantamento do apoio. Com esta alteração, retiramos um obstáculo burocrático e garantimos que os apoios chegam quando são necessários: quando o viticultor decide investir”.
O ministro frisa ainda que “quem quer plantar, reconverter ou modernizar a sua vinha precisa de previsibilidade e liquidez. Estamos a simplificar procedimentos para que os apoios cheguem mais depressa ao terreno, sem abdicar do rigor na gestão dos fundos públicos”.
Esta alteração assume “particular importância” para a campanha em curso, ao permitir uma tramitação “mais célere dos processos e uma execução mais eficaz dos investimentos, contribuindo para uma execução mais rápida e eficaz dos investimentos apoiados e para uma maior capacidade de resposta financeira”, sustenta.
A alteração destas portarias integra uma ação mais ampla do Governo para responder aos desafios imediatos do setor e, em simultâneo, reforçar as suas bases para o futuro. Entre as medidas já adotadas encontram-se, por exemplo, as novas regras de rotulagem, o reforço do controlo e da rastreabilidade, com a criação de um sistema digital de rastreabilidade, o reforço da promoção internacional, a criação do Observatório da Vinha e do Vinho, o Plano de Ação para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro (2026-2032), e a instituição do Dia Nacional da Vinha e do Vinho.
The post Governo simplifica acesso aos apoios e reforça capacidade de investimento dos viticultores appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.
As alterações climáticas sentidas nos últimos dois ou três anos estão a prejudicar o aparecimento de várias espécies nobres de cogumelos comestíveis, devido ao terreno seco e falta de humidade, disse hoje à Lusa um especialista do setor.
Segundo o presidente da Associação Micológica A Pantorra, Manuel Moredo, com sede em Mogadouro, no distrito de Bragança, este ano está a ser péssimo para o aparecimento de cogumelos devido ao tempo quente e seco, o que leva a que estes fungos não se desenvolvam e consequentemente não aparecem no território do interior norte.
“O terreno está muito seco e não há perspetivas de chuva para as próximas duas semanas, pelo menos. Mesmo as espécies mais nobres, como os boletos, amanita caesarea ou setas de cardo, não vão aparecer por falta de humidade e apenas algum calor, o que torna este ano atípico para a apanha dos cogumelos silvestres.
De acordo com o micólogo, haverá ainda algumas espécies como as sanchas que poderão aparecer porque aguentam com algum frio e podem surgir até ao final de novembro.
Por esta altura do ano, lameiros, florestas, soutos e pinhais são locais ideais para a apanha, que são batidos palmo a palmo pelos recoletores de cogumelos silvestres, alguns dos quais o fazem por gosto e outros porque encontraram nesta atividade uma forma de sustento, que este ano “será fraca”.
Os preços das mais variadas espécies de cogumelos silvestres em fresco podem variar entre os 15 euros por quilo, no caso dos boletos, e os três euros, para as setas dos pinheiros.
“Estes preços dos cogumelos silvestres são variáveis em função das quantidades existentes. Como este ano a apanha será praticamente nula, há a tendência para uma forte quebra de rendimento para quem nesta altura do ano tenha esta fonte de rendimento extra”, vincou Manuel Moredo.
Sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros são, entre outras espécies nesta altura do ano, dos fungos mais procurados pelos apreciadores e recoletores na região.
“Já percorremos vários pontos do Nordeste Transmontano, desde a Serra de Bornes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, até Mogadouro, e o cenário é sempre o mesmo: não há cogumelos”, sublinhou o especialista em micologia.
Em zonas mais húmidas do país ainda começaram a aparecer várias espécies de cogumelos, mas em Trás-os-Montes isso não vai acontecer este ano.
O turismo micológico é igualmente um atrativo no Nordeste Transmontano e que este ano também poderá sentir uma forte quebra de amantes da micologia, devido à falta de cogumelos silvestres para estudo ou simplesmente para um passeio de identificação das mais variadas espécies que em anos normais aparecem.
A Pantorra já identificou mais de 1.200 espécies de cogumelos silvestres no Nordeste Transmontano em mais de duas décadas, num trabalho conjunto de vários especialistas em micologia da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) e da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) para identificar as espécies, já que muitas delas são tóxicas e algumas até letais.
As espécies mais predominantes num ano normal são as sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros, fungos procurados pelos apreciadores e recoletores na região.
O território do Planalto Mirandês tem ainda apetências naturais para o aparecimento de trufas negras, sendo este o fungo de maior valor gastronómico conhecido.
O conteúdo Alterações climáticas prejudicam aparecimento de cogumelos em Trás-os-Montes aparece primeiro em O MINHO.

A Associação de Horticultores do Sudoeste Alentejano (AHSA) quer criar quatro unidades de alojamento coletivo em Odemira, com capacidade para 2.000 trabalhadores imigrantes sazonais. Num investimento de 16 milhões de euros, suportado pelo Estado e investidores privados, o projeto visa responder ao problema de habitação no setor agrícola. Dentro de duas semanas, a associação deverá entregar ao Governo um estudo de viabilidade económica que sustente a proposta e permita avançar com o enquadramento legal necessário.
A proposta surge num contexto de pressão habitacional em Odemira, onde na última década a população duplicou dos cerca de 20 mil para mais de 40 mil habitantes, e grande parte devido…
Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.
Já é assinante? Iniciar sessão
Ver todos os planos
Os ministros da Agricultura da União Europeia chegaram a acordo na segunda-feira sobre a futura Política Agrícola Comum (PAC), cuja implementação dependerá agora das negociações sobre o orçamento da UE.
Os ministros, reunidos no Luxemburgo, adotaram por unanimidade uma posição comum sobre a reforma da PAC para o período pós-2027, a qual deverá coincidir com o novo orçamento plurianual da UE (2028-2034).
Com base nisto, os Estados-membros vão agora negociar com o Parlamento Europeu, visando alcançar um compromisso, noticiou a agência France-Presse (AFP).
Para entrar em vigor, a reforma terá de ser aprovada nos mesmos termos tanto pelos países da UE como pelos eurodeputados.
“O acordo alcançado representa um passo importante para garantir que a PAC continua a gerar resultados para os agricultores, a apoiar as comunidades rurais e a preservar a segurança alimentar de todos os europeus”, destacou, em comunicado, o ministro irlandês Martin Heydon, cujo país exerce a presidência rotativa da UE.
Depois de um verão “extremamente difícil” para os agricultores, esta negociação era crucial “para restaurar a confiança e oferecer novas perspetivas para o futuro, especialmente para as gerações mais jovens”, sublinhou a ministra francesa Annie Genevard, pouco antes da reunião.
Este acordo preliminar, no entanto, está incompleto, uma vez que o quadro financeiro da reforma depende do desfecho das negociações sobre o orçamento europeu, que os responsáveis da UE esperam concluir até ao final do ano.
A reforma visa, sobretudo, concentrar os auxílios nos agricultores em atividade, nos jovens que ingressam na profissão e nas pequenas explorações agrícolas, através de mecanismos de limitação de valores e de redução gradual.
Contudo, os detalhes destas novas regras serão definidos assim que o orçamento da PAC for estabelecido.
Os debates centraram-se, em particular, na definição de agricultores ‘ativos’, com alguns Estados a defenderem que os pensionistas pudessem manter determinados auxílios. O acordo prevê uma certa flexibilidade na concessão destes auxílios.
Além disso, no que diz respeito à limitação de valores, a França obteve uma vitória no caso dos GAEC, agrupamentos de explorações agrícolas familiares cujos membros poderão continuar a receber verbas de forma individual.
Nesta fase, o financiamento da PAC continua previsto na ordem dos 300 mil milhões de euros, um montante inferior aos 387 mil milhões da anterior PAC. A Comissão Europeia esclarece que outros recursos serão disponibilizados aos Estados para apoiar o setor rural.
A presidente do Executivo comunitário, Ursula von der Leyen, prometeu libertar antecipadamente 45 mil milhões de euros, a partir de 2028, para apoiar o setor agrícola.
Contudo, vários Estados considerados ‘frugais’, com a Alemanha à cabeça, defendem uma redução drástica no orçamento da União Europeia, promovendo cortes nas políticas tradicionais, incluindo a PAC.
A certificação em bem-estar animal e sustentabilidade da MSD Saúde Animal pode permitir que produtores rurais tenham acesso a reduções de até 1 ponto percentual nas taxas de juros de determinadas operações de crédito rural do Plano Safra. Reconhecida pelo MAPA( Ministério da Agricultura e Pecuária), a iniciativa está integrada à Plataforma AgroBrasil + Sustentável, que reúne informações rastreáveis sobre a conformidade socioambiental das propriedades brasileiras.
Batizada de Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, a iniciativa avalia mais de 150 critérios relacionados às condições dos animais, das pessoas e do meio ambiente. Segundo a companhia, o programa busca transformar boas práticas de produção em ganhos de eficiência operacional, redução de riscos e oportunidades de acesso a financiamento e mercados.
O benefício financeiro depende das regras vigentes, da elegibilidade da operação e da análise das instituições financeiras. A plataforma do Ministério da Agricultura organiza e dá visibilidade às informações sobre a conformidade das propriedades, mas não substitui a avaliação de crédito realizada pelos bancos.
O processo de certificação começa com um diagnóstico técnico da propriedade, conduzido por especialistas da MSD Saúde Animal. A análise considera informações zootécnicas, operacionais e ambientais, utilizadas na elaboração de relatórios de desempenho e de um plano de ação personalizado para cada produtor.
Entre os critérios avaliados estão o manejo de baixo estresse, as condições de trabalho, a capacitação das equipes, a biosseguridade, o uso eficiente de água e energia, a gestão de resíduos e a redução dos impactos ambientais. A auditoria final é realizada por certificadoras independentes, como QIMA e SBCert.
De acordo com a empresa, a análise integrada permite identificar gargalos operacionais, corrigir falhas e aprimorar a gestão da atividade rural. A adoção das práticas também pode contribuir para reduzir perdas, mitigar riscos sanitários e melhorar a eficiência zootécnica.
A certificação faz parte da estratégia da companhia de ampliar o uso de dados na gestão das propriedades e demonstrar o cumprimento de critérios socioambientais a instituições financeiras, frigoríficos e compradores.
“Queremos ser o parceiro que ajuda o produtor a tomar melhores decisões e construir um negócio mais eficiente, rentável e sustentável”, afirma Laura Villarreal, presidente da MSD Saúde Animal Brasil.
A MSD Saúde Animal certificou 12 unidades produtivas no Brasil em 2024. Em 2025, o número chegou a 50, aumento de aproximadamente 316% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa da companhia é alcançar 225 unidades pré-auditadas e certificadas nos segmentos de bovinos, suínos e aves.
A preparação para a certificação também envolve o programa Criando Conexões, voltado ao manejo de baixo estresse. Desde 2015, a iniciativa capacitou mais de 17 mil profissionais em 300 propriedades de ruminantes, aves e suínos, com impacto declarado sobre mais de 1 bilhão de animais.
Segundo a empresa, as propriedades certificadas somam, anualmente, cerca de 11 milhões de aves, 115 mil suínos, 530 mil cabeças de gado e 14 milhões de litros de leite. Mais de 140 colaboradores da MSD Saúde Animal atuam em campo na disseminação do conceito de Bem-Estar Único e no suporte técnico aos produtores.
A certificação ocorre em um contexto de maior demanda por rastreabilidade, transparência sobre a origem dos produtos e comprovação de práticas de bem-estar animal e responsabilidade socioambiental.
Para Denis Barbosa Alves Antonio, gerente de Soluções Estratégicas da MSD Saúde Animal, demonstrar como a produção é realizada tornou-se um fator estratégico para os produtores diante das exigências de compradores e importadores.
Além da possibilidade de redução dos juros em operações elegíveis, a companhia aponta que a certificação pode contribuir para melhorar os processos produtivos e fortalecer a posição comercial das propriedades. O acesso a eventuais benefícios, entretanto, depende das condições específicas de cada operação e das exigências dos agentes financeiros.
EUA precisam de carne bovina mais “magra” e Brasil pode se beneficiar

Iniciativa inspira-se no Ano Internacional da Mulher Agricultora e decorre a 3 de dezembro, com participação gratuita A Escola Profissional de Alte promove, no dia 3 de dezembro de 2026, o Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local, uma iniciativa que se inspira nas comemorações do Ano Internacional da Mulher […]

A Escola Profissional de Alte promove, no dia 3 de dezembro de 2026, o Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local, uma iniciativa que se inspira nas comemorações do Ano Internacional da Mulher Agricultora.
Declarado pelas Nações Unidas para 2026, o Ano Internacional da Mulher Agricultora procura dar visibilidade ao papel essencial das mulheres nos sistemas agroalimentares, da produção ao comércio, um contributo muitas vezes pouco reconhecido.
Neste contexto, o seminário pretende contribuir para a redução das diferenças de género na agricultura, para a melhoria dos meios de subsistência das mulheres nos territórios rurais e para incentivar a fixação de mulheres, em particular das mais jovens, no setor, reconhecendo o seu contributo para o desenvolvimento local.
O encontro reunirá agricultoras(es), investigadoras(es), técnicas(os), dirigentes, estudantes e membros da comunidade, num espaço de reflexão, inspiração e partilha de conhecimento e experiências. Pretende ainda valorizar o papel das mulheres na preservação dos saberes locais e na construção de comunidades mais fortes e sustentáveis.
O programa inclui comunicações, testemunhos na primeira pessoa e momentos de debate, culminando com uma visita à Quinta do Freixo. Pretende-se, assim, promover o diálogo entre tradição, inovação e desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.
Para aceder ao programa, clique aqui. A participação é gratuita, mas implica uma inscrição clicando aqui.
Com esta iniciativa, os promotores convidam todos a conhecer histórias de dedicação, inovação e futuro que inspiram todas as gerações, pelo que para mais informações, deve contactar pelo e-mail: epalte@epalte.pt , ou pelo telefone +351 289 478 100 (custo de chamada local).
A CCDR do Algarve valoriza o Laboratório Frusoal InovCitrus como exemplo de aplicação do conhecimento à economia regional.
O conteúdo CCDR Algarve destaca laboratório da Frusoal como exemplo de inovação na citricultura da região aparece primeiro em Barlavento.
VTM
José Manuel Fernandes afirmou que o vírus Shamonda, transmitido por insetos do género Culicoides, “não leva a mortalidade dos animais” e garantiu que “não há nenhum perigo de contágio para as pessoas”.
O governante sublinhou que “não vamos é entrar num alarme, que neste momento não se justifica”, referindo que o impacto na saúde animal não é grave. O ministro destacou um caso isolado em França, onde uma pessoa com estado de saúde muito debilitado contraiu o vírus, mas enfatizou que não se pode afirmar que a morte tenha sido causada pelo vírus.
Atualmente, ainda não existe um plano específico para lidar com o vírus Shamonda. A solução proposta pelo ministro é a monitorização e a melhoria das condições sanitárias nas explorações pecuárias. Fernandes defendeu a necessidade de “avançar rapidamente numa investigação” à escala da União Europeia para desenvolver vacinas eficazes e acessíveis.
O veterinário do Agrupamento de Defesa Sanitário (ADS) de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, alertou na quinta-feira, em declarações à Lusa, para o preço elevado das análises a bovinos para a deteção do vírus Shamonda que afetou uma exploração em Vimioso.
Luís Fernandes explicou ter obtido a informação de que o preço das análises ronda mais de 30 euros, o que numa vacada, por exemplo com 50 animais, já requer algum investimento por parte dos produtores pecuários onde existam sintomas.
Questionado sobre a possibilidade de comparticipação nas análises devido às dificuldades financeiras dos produtores, o ministro não se comprometeu. “Não vamos fazer análises que não sejam necessárias; nós avaliaremos e se for necessário apoio, fazemos”, disse.
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou a deteção do vírus em vários países da União Europeia, incluindo Portugal e Espanha. O último relatório indicava casos nos concelhos de Odemira, Vimioso, Évora, Loures, Crato e Montijo.
Os bovinos são os mais afetados pela infeção, embora ovinos e caprinos também possam ser suscetíveis sem manifestações clínicas evidentes. Os bovinos com infeções agudas podem apresentar febre, diarreia e redução na produção leiteira entre 10% e 20%.
The post “Não há perigo de contágio para as pessoas”, tranquiliza ministro da Agricultura sobre vírus Shamonda appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.