A cônsul-geral da Guiné-Bissau, embaixadora Josefina Kosta, foi recebida nos Paços do Concelho de Loulé pelo presidente da Câmara Municipal, Telmo Pinto, na passada quarta-feira, no âmbito de uma visita de cortesia que teve como principal objetivo fortalecer as relações bilaterais e o estreitamento dos laços existentes entre o Município e este país africano.
A comitiva diplomática contou ainda com a presença do terceiro secretário da representação consular, Elizé Semedo Monteiro, e de Fernando Carvalho, professor e músico guineense residente no concelho de Loulé há décadas e com um longo percurso de ligação à comunidade radicada no Algarve.
Foram abordados durante o encontro os principais marcos da cooperação entre Loulé e a Guiné-Bissau, com especial destaque para a geminação com a cidade guineense de Bissorã, celebrada em março de 2001, a qual foi “reativada” em 2024.
Visita de Cortesia da Senhora Cônsul-Geral, Embaixadora Josefina Kosta, a Loulé (Foto: CMLoulé)
Um dos reflexos deste intercâmbio cultural (e afetivo) é a existência de um bairro em Bissorã batizado com o nome de “Loulé” . É também importante referir que um dos pontos altos da agenda desta cooperação é o apoio contínuo à formação académica de jovens guineenses. Atualmente, destaca-se o percurso de José Sadjo, estudante natural de Bissorã que frequenta a licenciatura em Ciências Biomédicas na Universidade do Algarve. O percurso do jovem, financiado ao abrigo do protocolo assinado com a autarquia louletana, teve início no ano letivo 2025/2026, somando desde então um excelente aproveitamento académico.
O encontro de trabalho serviu também para analisar os termos do protocolo que define as áreas prioritárias de cooperação mútua, as quais incluem a formação no domínio das ciências científico-pedagógicas e da saúde – como ciências biomédicas, enfermagem, fisioterapia e nutrição -, a assessoria técnica à Câmara Municipal de Bissorã e o desenvolvimento de estudos de apoio àquela região.
Com esta receção, o Município de Loulé e o Consulado-Geral da Guiné-Bissau reafirmam o compromisso comum de revitalizar e dar continuidade aos projetos de solidariedade, cultura, educação e capacitação técnica que unem os dois territórios.
A Associação Dinamika realizou, em Vilamoura, no dia 16 de outubro de 2026, a 4.ª edição do ‘Surf 4 All’, uma iniciativa dedicada à inclusão através do surf, que reuniu 24 participantes e 20 voluntários num dia marcado pelo sol, boas ondas e, acima de tudo, muitos sorrisos únicos e momentos inesquecíveis.
O evento proporcionou batismos de surf adaptado a participantes da Associação EXISTIR, de Loulé, e da Associação ACASO, de Olhão, que tiveram a oportunidade de sentir a emoção de deslizar sobre as ondas, com o apoio dedicado dos voluntários e o recurso às pranchas adaptadas da marca portuguesa FLOWT.
Mais do que uma experiência desportiva, cada entrada no mar representou um momento de superação, alegria e liberdade. Os sorrisos genuínos dos participantes reforçaram aquilo em que a Dinamika acredita: o mar é um espaço de todos e para todos, onde as diferenças dão lugar às oportunidades.
O principal objetivo do “Surf 4 All” continua a ser proporcionar experiências seguras, inclusivas e significativas de contacto com o mar, promovendo a autoconfiança, a autonomia, o bem-estar físico e emocional e a inclusão social através do desporto.
Esta 4.ª edição contou com o apoio fundamental da Câmara Municipal de Loulé, da Junta de Freguesia de Quarteira, do Conrad Algarve, responsável pela oferta do lanche aos participantes e voluntários, e do Patacas Bar, cujo contributo ajudou a tornar possível mais um dia especial.
O “Surf 4 All” continua a afirmar-se como um projeto comunitário que valoriza a saúde nas suas diferentes dimensões — física, psicológica e social — e demonstra o impacto positivo que o desporto, o contacto com a natureza e o envolvimento da comunidade podem ter na vida de cada pessoa.
A Associação Dinamika deixa um agradecimento especial aos 20 voluntários, cuja dedicação, energia e espírito de entreajuda foram essenciais para o sucesso da iniciativa, bem como a todos os parceiros, instituições e participantes que fizeram desta edição mais um momento de verdadeira inclusão e partilha.
Porque, no final, não são apenas as ondas que ficam na memória, mas os sorrisos, as conquistas e a felicidade de quem viveu esta experiência.O mar é para todos — e juntos continuaremos a prová-lo!
A Câmara pede um regime excecional para disponibilizar solo para habitação acessível, financiamento ajustado aos custos de construção e mais poder para os municípios.
Concelho de Loulé passou de 70.266 residentes em 2011 para 94.447 em 2025. Mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021
«O Algarve vive hoje uma emergência habitacional. E uma emergência habitacional é, sem eufemismos, uma emergência humana. Multiplicam-se as construções ilegais e as casas amovíveis instaladas à margem de qualquer enquadramento. Trabalhadores da construção civil, os mesmos que erguem as casas que nunca poderão habitar, vivem amontoados em contentores, em condições indignas de um país europeu do século XXI. Isto não é uma previsão nem um cenário. Está a acontecer agora, à vista de todos, e todos fingem não ver», começa assim um comunicado da Câmara Municipal de Loulé, que se transcreve a seguir, sobre a crise na habitação em Portugal e em particular no Algarve e no concelho de Loulé.
«Os números não deixam margem para dúvidas. O concelho de Loulé passou de 70 266 residentes em 2011 para 94 447 em 2025: mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021. O Algarve ganhou mais de 70 mil residentes em apenas quatro anos e foi a região do país que mais cresceu. No mesmo período, o preço médio da habitação no concelho de Loulé subiu cerca de 75%. Os concursos públicos para construção de habitação ficam desertos, porque os valores de referência já não correspondem aos custos reais. Para quem vive do seu trabalho, ter uma casa no Algarve tornou-se uma impossibilidade.
A Câmara Municipal de Loulé não está parada: tem em curso operações que somam mais de uma centena de fogos e continua a adquirir habitações para resposta pública. Mas nenhum município consegue responder a uma pressão desta escala quando os instrumentos de que dispõe foram desenhados para outra realidade e quando cada passo depende de quem não está no terreno, não conhece as pessoas e não responde perante elas.
Vista aérea de Loulé
O Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve foi aprovado em 2007, para um Algarve que já não existe. Os instrumentos de gestão territorial continuam a responder a lógicas de contenção pensadas há quase duas décadas, enquanto a região mudou de escala, de população e de necessidades. O resultado é perverso: o que a lei não permite fazer de forma digna e planeada acaba por acontecer de forma precária e ilegal. Enquanto se espera pelos planos, as pessoas não esperam: instalam-se onde podem e como podem.
Digamo-lo sem rodeios: em matéria de território, não há democracia em Portugal. Os Planos Diretores Municipais, os instrumentos com que cada concelho decide o seu futuro, estão subordinados a pareceres de entidades regionais, conduzidos por técnicos que ninguém elegeu, que não prestam contas aos cidadãos e que não conhecem o rosto de quem espera por uma casa. Os autarcas são eleitos para resolver, mas não têm poder para decidir.
As respostas que as populações exigem ficam presas, durante meses e anos, em circuitos intermináveis de pareceres e prazos que ninguém cumpre. Cada parecer que se arrasta é uma família que continua sem casa. E no fim é o presidente de câmara que é julgado nas urnas por aquilo que não o deixaram fazer. Isto não é democracia. É uma ficção democrática.
Sucessivos governos, este e os anteriores, não têm sabido ler a realidade do Algarve. A região que sustenta uma parte decisiva da economia do país não consegue alojar quem nela trabalha: professores, enfermeiros, forças de segurança, trabalhadores da hotelaria e da construção. Uma região que não consegue fixar quem a faz funcionar está a hipotecar o seu próprio futuro.
Vista aérea de Loulé (Foto: Extraída de vídeo de Rodrigo Costa)
Quando é que vamos acordar? Já vimos as tendas nos jardins de Lisboa. Já vimos centenas de pessoas acampadas na Puerta del Sol, em Madrid, e tendas montadas em protesto no Porto, por quem já não consegue pagar uma renda. Vamos esperar que aconteça o mesmo em Faro, em Loulé, em Portimão? A paciência de quem trabalha e não tem onde viver esgotou-se. Quando o Estado não responde, responde a rua. O tempo da paciência acabou.
“Precisamos de decisões arrojadas. Precisamos de decidir agora. Precisamos de agir pelas pessoas, pela economia e pela segurança e futuro da nossa região. Temos de ter coragem, situações de emergência exigem líderes fortes e capazes de ter as pessoas na base da sua atuação. Em Loulé agimos, mas agimos apenas dentro de um quadro legal inadequado, de poderes desajustados às reais necessidades do território e das pessoas”, afirma convictamente o Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.
A Câmara Municipal de Loulé exige, por isso, e exige agora:
1. A conclusão urgente da revisão, já em curso, do PROT Algarve, ajustada à realidade demográfica atual.
2. Um regime excecional e temporário que permita aos municípios libertar solo para habitação acessível, com prazos de decisão curtos e vinculativos para as entidades com competência de parecer e deferimento tácito sempre que esses prazos não sejam cumpridos.
3. A fiscalização efetiva e a erradicação do alojamento em contentores, acompanhada de soluções dignas para os trabalhadores.
4. Uma linha de financiamento específica para regiões sob pressão demográfica extraordinária, com valores de referência ajustados aos custos reais de construção.
5. Uma reforma profunda da estrutura do Estado, que devolva aos eleitos locais o poder de decidir sobre o seu território e robusteça as autarquias com competências, meios e autonomia para dar às pessoas as respostas de que precisam, no tempo em que delas precisam.
A habitação não é um tema técnico. É a condição mínima para que uma comunidade exista. E decidir perto das pessoas é a condição mínima para que exista democracia.
Ou o Estado acorda agora, ou acordará tarde demais. O Algarve não pode esperar mais!» termina assim a missiva do Município de Loulé.
Convocatória visa concretizar novas parceiras oficiais
Uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso e a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) abre uma nova área dedicada às autarquias e convida câmaras municipais e juntas de freguesia do Algarve a tornarem-se parceiras oficiais do Desafio Escolar Heróis da Fruta.
Os dados mais recentes revelam uma realidade alarmante: uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade, e cerca de 70% não consome fruta ou vegetais em quantidade suficiente todos os dias, pelo que para inverter este cenário, a APCOI inicia uma nova fase do programa “Heróis da Fruta”, a maior iniciativa em Portugal de literacia alimentar em ambiente escolar, que já alcançou 1 milhão de alunos da educação pré-escolar (jardim de infância) e do 1.º ciclo do ensino básico.
A APCOI lançou esta quinta-feira, 15 de outubro, um website dedicado às autarquias – desafio.heroisdafruta.com/autarquias -, e convida as câmaras municipais e as juntas de freguesia de todo o país, incluindo o Algarve, a tornarem-se parceiras oficiais do projeto.
Ser autarquia parceira é gratuito e assenta em três passos simples:
Convidar as escolas do território, com convites prontos a enviar.
Divulgar o desafio à comunidade, com materiais de divulgação preparados pela APCOI.
Acompanhar os resultados, com dados em tempo real sobre as turmas inscritas em cada freguesia.
O registo dá acesso a uma área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação. Na mesma página, qualquer pessoa pode consultar, em tempo real, as escolas de cada concelho e freguesia do distrito já inscritas neste ano letivo. Os agrupamentos e as escolas podem inscrever as suas turmas, também gratuitamente, até 31 de outubro.
O exemplo da Freguesia da Ajuda: Como o poder local pode transformar as escolas
O modelo gratuito gera resultados; o modelo 2,0 cofinanciado multiplica o impacto. A versão nacional do desafio, gratuita, já muda hábitos nas escolas de todo o país. Com o cofinanciamento de parceiros locais, os resultados podem ser ainda maiores.
Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI
Foi o que mostrou o projeto-piloto “Heróis da Fruta 2.0”, testado em Lisboa, no passado ano letivo, em parceria com a Junta de Freguesia da Ajuda e no âmbito do programa Cities for Better Health da Novo Nordisk, com avaliação de resultados realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL). Comparado com a edição nacional:
Escolas que aderiram: 90% na Ajuda, contra 7% a nível nacional.
Turmas que concluíram o desafio: 100% na Ajuda, contra 28% a nível nacional.
Crianças que provaram durante o projeto novas frutas ou vegetais: 87% na Ajuda, contra 54% a nível nacional.
“Alimentação saudável nas escolas não é um gasto, é um dos melhores investimentos que uma autarquia pode fazer. Na Freguesia da Ajuda demonstrámos que, quando a autarquia e as escolas dão as mãos, conseguimos mudar efetivamente as lancheiras dos nossos alunos”, afirma Jorge Marques, Presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.
Sobre os ingredientes secretos do projeto-piloto da Ajuda, o presidente da APCOI explica que “talvez o mais simples de todos: cada criança sabia que, no final das 5 semanas, as mascotes do Heróis da Fruta iam visitar a sua escola para entregar os diplomas e os prémios de participação. Quem não se esforçaria por isso? É esta motivação que queremos levar a cada vez mais escolas do país”, diz Mário Silva.
Justiça social e apoio às famílias da região
A avaliação científica independente realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa provou que o programa “Heróis da Fruta” funciona como um promotor de equidade social.
As crianças de famílias com menores rendimentos (escalões A e B da Ação Social Escolar) foram as que demonstraram os maiores ganhos comportamentais, atingindo 64% de consumo regular de frutas e vegetais no final da intervenção.
Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI
Para os professores, o método de gamificação (jogos, canções e missões diárias) representa uma ferramenta simples e sem sobrecarga burocrática. “Inscrever os meus alunos nos ‘Heróis da Fruta’ já faz parte da preparação do meu ano letivo. São apenas 5 a 10 minutos diários de incentivo positivo. Se uma criança se esquece de levar fruta, os colegas partilham para que todos possam pintar a sua estrela no passaporte. Cria um espírito de entreajuda lindo na sala de aula”, afirmou Carla Teodoro, professora do 1.º ciclo, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.
Apelo aos autarcas e diretores escolares do Algarve
“Não conseguimos chegar a todas as crianças sozinhos. Precisamos das autarquias e dos parceiros locais para escalar este modelo e garantir que nenhuma criança da região fica para trás na prevenção da obesidade”, argumenta Mário Silva, Presidente da APCOI.
A APCOI convoca os decisores políticos e escolares e as associações de pais do Algarve a unirem-se e a aderirem a esta iniciativa.
As autarquias interessadas podem registar-se, sem custos, clicando aqui, cujo registo dá acesso à área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação.
Sobre a APCOI
Fundada em 2010, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) é uma ONG sem fins lucrativos dedicada a apoiar crianças e famílias no combate à obesidade infantil, a doença crónica mais prevalente em idade pediátrica. A atuação da APCOI foca-se na prevenção, no reforço da literacia em saúde e no combate ao estigma.
Estas são algumas das questões analisadas no estudo “O Novo Consumidor do Retalho”, realizado pela Behavioral Insights Unit da Católica Lisbon School of Business & Economics, que a DECO, com o apoio da Mercadona, apresentou no Dia Mundial da Alimentação, na Sala Fernando Pessoa do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O estudo analisou os hábitos de compra dos consumidores em Portugal, os critérios que orientam as suas decisões e a influência das estratégias comerciais. O inquérito a 2.000 consumidores adultos revelou que 93% fazem mais de metade das suas compras alimentares nas grandes superfícies, embora recorram também a outros estabelecimentos, sobretudo para adquirir produtos frescos.
O planeamento é essencial: 82% planeiam regularmente as compras, recorrendo a promoções, comparação de preços, marcas próprias e redução de produtos não essenciais. Além disso, 69% consultam frequentemente o preço por unidade e 67% comparam várias opções antes de decidir.
A relação qualidade-preço é importante ou muito importante para 93,7% dos inquiridos. Na escolha da loja, destacam-se também a qualidade, a proximidade, os preços, as promoções e a variedade.
As estratégias comerciais influenciam as decisões: 83% utilizam frequentemente cartões ou aplicações de fidelização e 66% escolhem lojas devido aos descontos acumulados. Os descontos imediatos e as ofertas limitadas no tempo são os principais estímulos às compras por impulso.
Apesar de a loja física continuar a ser a opção preferida, o comércio online ganha espaço pela conveniência, embora suscite preocupações com os custos de envio e a correspondência entre os produtos esperados e recebidos.
A transparência também preocupa: 68% já detetaram reduções na quantidade ou no peso dos produtos sem uma diminuição proporcional do preço. Na consulta dos rótulos, procuram sobretudo informação sobre validade, composição e quantidade. Na sustentabilidade, revelam maior consciência, mas condicionada por orçamentos limitados. Os resultados mostram consumidores que procuram equilibrar qualidade, preço e conveniência, mas continuam expostos a estímulos promocionais e práticas comerciais que podem influenciar as suas escolhas.
Na sede do Moto Clube Faro, no próximo dia 31 de outubro, a partir das 16h00, realiza-se um evento solidário para ajudar o Martim Silva Cruz, natural de Boliqueime, uma criança com paralisia cerebral que precisa de tratamentos intensivos e de uma cadeira adaptada ao seu crescimento.
O jornal diariOnline Região Sul através desta publicação associa-se ao Moto Clube Faro, que convida as empresas e particulares a juntar-se a esta nobre causa, cujo apoio poderá ser dado através de um donativo, da oferta de produtos ou serviços para o evento, ou mesmo da sua divulgação para que a mensagem chegue o mais longe possível.
Martim Silva Cruz
Qualquer contributo será recebido com gratidão e ajudará a aliviar os encargos da família e a proporcionar ao Martim uma melhor qualidade de vida, sendo para a grande família que é o Moto Clube de Faro, um gosto enorme receber todos no evento, que tem entrada livre, música ao vivo, concurso de máscaras, e muita solidariedade.
Na nota enviada para divulgação do evento, ao qual o diariOnline Região Sul se aliou, os elementos do Moto Clube de Faro dizem estar disponíveis para conversar com quem estiver interessado em colaborar, bem como encontrar a forma de colaboração que melhor se enquadre em especial para as empresas.
O Moto Clube de Faro conta convosco para fazer a diferença na vida do jovem Martim Silva Cruz, cuja história está no documento seguinte. Note-se que mensalmente as despesas ascendem a alguns milhares de euros, como se pode comprovar pelo orçamento de maio de 2026 que se publica a seguir.
Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos
O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.
O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.
Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.
Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.
A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.
A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.
Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares, do lado de cá e de lá do Atlântico.
Depois, a 17, o regresso dos concertos “Crescendo”, do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado. Após o arranque das aulas em setembro e do período inicial de (re)adaptação, está na hora de retomar a atividade musical junto do público. Os concertos acontecem nos terceiros sábados do mês, às 11h30, também no Auditório do Solar da Música Nova.
Ainda a 17, sábado, mas às 21h00, há concerto da Orquestra do Algarve, com o mote “Redescobrir Álvaro Cassuto”. O programa articula as primeiras obras do maestro e compositor Álvaro Cassuto com repertório de Mendelssohn e Mozart, num diálogo entre tradição e criação contemporânea. Um concerto que cruza diferentes gerações e linguagens da escrita orquestral.
No dia seguinte, 18, domingo, às 17h00, Frankie Chavez toma conta do palco do Cineteatro. O guitarrista e vocalista tem-se afirmado como um dos músicos mais estimulantes da sua geração, tendo já trabalhado numa outra banda, os Miramar, com o guitarrista dos Ornatos Violeta, Pedro “Peixe” Cardoso, e colaborado em dueto com Tatanka, dos The Black Mamba, entre muitos outros.
No dia 22, arranca em Loulé o Festival Política, que nesta edição traz música, teatro e cinema, stand-up comedy e teatro. Emmy Curl (dia 24) é uma das cabeças de cartaz, mas a atriz e dramaturga Sara Barros Leitão (dia 22) também faz parte da programação, com a peça “Nós, sozinhas”, sobre a condição feminina e, em particular, o aborto. A peça conta com o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão.
Esta edição do Festival Política (que se apresenta também em Lisboa, Coimbra e Torres Vedras) tem como pano de fundo os 50 anos da aprovação da primeira Constituição da Democracia. O festival tem interpretação em Língua Gestual Portuguesa, e a programação integral poderá ser consultada no site do Cineteatro Louletano.
Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável.
Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…
Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa
61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.
Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.
A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).
E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa
Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.
A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência.
Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.
E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa
Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.
A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.
A Biblioteca Municipal de Loulé e o seu polo de Quarteira recebem, no próximo sábado, dia 17, um conjunto de atividades dirigidas aos mais novos e às suas famílias, com propostas que aliam a música, a expressão artística e a leitura, promovendo o desenvolvimento infantil e o gosto pelos livros desde a primeira infância.
O programa inclui sessões de sensibilização musical para bebés e crianças, um atelier de pintura inspirado na obra do autor e ilustrador francês Hervé Tullet e duas iniciativas dedicadas à partilha de histórias em família.
A manhã começa com a atividade “Pequenos sons, grandes sorrisos”, dinamizada por Ricardo Jorge, com sessões às 10h00, para bebés dos 0 aos 30 meses, e às 11h00, para crianças dos 2 anos e meio aos 5 anos. Ambas decorrem na Biblioteca Municipal de Loulé e destinam-se a crianças acompanhadas por um adulto.
A experiência musical assume um papel importante no desenvolvimento infantil, sobretudo nos primeiros anos de vida. Através de conteúdos adequados, do contacto com diferentes estímulos sonoros e da exploração sensorial, os bebés e as crianças são convidados a observar, imitar e experimentar, desenvolvendo capacidades físicas, cognitivas, sociais e emocionais.
Cada sessão tem uma duração aproximada de 40 minutos, sendo permitida a participação de cada bebé ou criança numa única sessão por professor.
Também na manhã de sábado, às 10h30, a Biblioteca Municipal de Loulé acolhe um atelier de pintura inspirado na obra de Hervé Tullet, dinamizado por Joana Charneco.
Pensada para crianças dos 4 aos 10 anos, acompanhadas por um adulto, esta atividade propõe uma experiência artística livre, divertida e interativa. A partir de algumas das obras do autor e ilustrador francês, os participantes são convidados a explorar cores, formas e movimentos, através da pintura e do desenho, contribuindo para a criação de uma grande obra coletiva.
Num ambiente onde não há respostas certas ou erradas, o atelier pretende estimular a imaginação, a experimentação e a criatividade, valorizando a expressão individual e a criação em conjunto.
A tarde é dedicada à leitura e à descoberta de histórias. Às 15h30, a Biblioteca Municipal de Loulé promove mais uma sessão da “Hora do Conto para Pais e Filhos”, dirigida a famílias, com a leitura do livro “Vem aí o lobo!”, de Émile Jadoul.
Às 16h00, o programa prossegue no Polo da Biblioteca Municipal em Quarteira, com a iniciativa “Conta-me um conto”, que apresenta a história “As emoções do pequeno gato ansioso”, de Audrey Bouquet e Fabien Öckto Lambert. A sessão convida miúdos e graúdos a partilharem momentos de leitura e a descobrirem histórias que dão espaço à imaginação e à expressão das emoções.
A participação nas atividades está sujeita a inscrição prévia, através do e-mail: biblioteca@cm-loule.pt .
Recorde-se que, até 29 de outubro, o edifício-sede da Biblioteca Municipal de Loulé recebe a Exposição “E em vez do medo? Arteopatia – A arte como cura”.
Através da arte podemos transformar o medo em coragem, criatividade e expressão. Esta exposição reúne trabalhos realizados por alunos do 5º, 6º, 7º e 8º anos da EB 2, 3 São Pedro do Mar, Quarteira, no âmbito do projeto Ponto de Encontro do Plano Nacional das Artes, desenvolvido pela Biblioteca Municipal de Loulé e o Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres, Quarteira.
Partindo da pergunta “E em vez do medo”, os alunos exploram emoções, medos, e estratégias para os enfrentar, através de mapas mentais, cartazes e criações artísticas. O percurso culminou na construção de “Caixas Cura para o Medo”, objetos que traduzem, de forma criativa e simbólica, diferentes formas de lidar com aquilo que nos assusta.
Com esta programação, a Biblioteca Municipal de Loulé reforça a sua aposta na promoção da leitura, da criatividade e do desenvolvimento infantil, proporcionando experiências culturais e educativas que aproximam os livros, a música e as artes das crianças e das suas famílias.
No âmbito das comemorações associadas à temática da Igualdade e do Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação (PMIND), a Câmara Municipal de Loulé, em parceria com a Junta de Freguesia da Tôr, promove, no próximo dia 17 de outubro, sábado, a iniciativa “Caminhar pela Igualdade”.
O evento, que repete o sucesso de edições anteriores, desafia a comunidade a juntar-se por uma causa social e humanitária. A caminhada terá um percurso circular de aproximadamente 6,5 quilómetros, com início e término programados para a frente da Junta de Freguesia da Tôr.
Para além da promoção da igualdade e do desporto, a iniciativa assume também um forte caráter solidário. Todos os/as participantes são convidados a entregar um bem alimentar no momento da concentração. Os bens recolhidos serão posteriormente distribuídos a uma instituição de solidariedade social local, apoiando as famílias mais vulneráveis do concelho.
A concentração dos/as participantes está marcada para as 14h30.
As inscrições estão abertas e devem ser efetuadas até ao dia 16 de outubro, sexta-feira, através dos seguintes contactos: 289 414 908 ou geral@freguesiadator.pt
Junte-se a esta causa. Caminhe connosco pela igualdade e pela solidariedade!
Empresa reforça compromisso com a inclusão social e a sustentabilidade
Depois do sucesso das edições anteriores, a Águas do Algarve volta a desafiar as instituições da região a transformar a arte numa forma de expressão, participação e sensibilização ambiental, cuja 5.ª edição do concurso ‘A Água e o Mar para Mim’ decorre em 2026/2027, sob o mote ‘A Obra conta uma história’.
A iniciativa tem-se afirmado ao longo dos últimos anos como um projeto de referência na ligação entre a educação ambiental, a responsabilidade social, a criatividade e a inclusão.
Dirigido a instituições do Algarve que trabalham com pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros públicos acompanhados por respostas sociais, o concurso procura dar voz e protagonismo a quem nem sempre encontra oportunidades de participação e reconhecimento na sociedade.
Nesta nova edição, o desafio mantém a sua essência: transformar um simples chapéu de chuva numa obra de arte, recorrendo à criatividade, à reutilização de materiais e às experiências de vida dos participantes, tendo a água e o mar como inspiração.
A inclusão como compromisso, a arte como forma de expressão
Numa sociedade cada vez mais envelhecida e perante a necessidade de construir comunidades verdadeiramente inclusivas, projetos como “A Água e o Mar para Mim” assumem uma importância que ultrapassa a dimensão ambiental.
A iniciativa procura valorizar as capacidades individuais, estimular a criatividade, promover o convívio e proporcionar momentos de participação ativa, reconhecendo que todas as pessoas, independentemente da idade ou condição, têm experiências, conhecimentos e histórias que merecem ser partilhados.
Mais do que criar obras de arte, pretende-se criar oportunidades. Oportunidades para participar, para ser ouvido, para desenvolver competências e, sobretudo, para sentir que se faz parte de um projeto coletivo.
Através da arte, os participantes são convidados a expressar a sua relação com a água e o mar, abordando questões como a preservação dos recursos hídricos, a biodiversidade, a poluição dos oceanos, as alterações climáticas e as memórias associadas à água.
Um projeto que cresce a cada edição
O crescimento de ‘A Água e o Mar para Mim’ demonstra o interesse e o envolvimento das instituições algarvias. Na 4.ª edição, realizada em 2025/2026, foram registadas 44 candidaturas e apresentados 55 projetos, o maior número de sempre, tendo a cerimónia de entrega de prémios, realizada na Fundação Pedro Ruivo, em Faro, reunido cerca de 300 participantes provenientes de vários municípios da região.
Estes números representam muito mais do que o sucesso de uma iniciativa. Refletem o empenho dos profissionais das instituições, a dedicação dos participantes e a vontade coletiva de contribuir para uma sociedade mais participativa, solidária e ambientalmente consciente.
O reconhecimento nacional chegou também em 2025, quando o projeto conquistou o 1.º prémio na categoria de Responsabilidade Social e Ambiental, nos Prémios Essência do Ambiente, reforçando a importância desta iniciativa enquanto exemplo de boas práticas de responsabilidade social e comunicação ambiental.
Uma obra, muitas histórias para contar
A 5.ª edição pretende continuar a valorizar não apenas o resultado artístico, mas também as pessoas e as histórias que estão por detrás de cada trabalho. Cada chapéu de chuva transformado representa um processo de descoberta, aprendizagem e colaboração. Nele encontram-se memórias, vivências, preocupações ambientais e diferentes formas de olhar para o mundo.
Os trabalhos desenvolvidos integram posteriormente exposições itinerantes em vários municípios do Algarve, permitindo que estas mensagens cheguem a um público mais alargado.
Esta componente é fundamental para o projeto: levar a arte para fora das instituições, dar visibilidade aos seus autores e aproximar a sociedade de realidades que merecem maior atenção e reconhecimento.
A sustentabilidade também se constrói com pessoas
Para a Águas do Algarve, a proteção dos recursos hídricos e a promoção de comportamentos ambientalmente responsáveis devem envolver toda a comunidade.
Através de “A Água e o Mar para Mim”, a empresa reforça a sua estratégia de educação ambiental e responsabilidade social, demonstrando que a sensibilização para a importância da água pode assumir diferentes formas e chegar a públicos que nem sempre são contemplados pelas iniciativas tradicionais.
A 5.ª edição representa, assim, a continuidade de um compromisso que se pretende cada vez mais abrangente, participativo e próximo das pessoas.
Porque cuidar da água é também cuidar das pessoas. E construir um futuro sustentável significa garantir que todos têm a oportunidade de fazer parte dele.
Como participar?
As instituições interessadas em participar na 5.ª edição, referente a 2026/2027, poderão consultar o regulamento do concurso, em www.aguasdoalgarve.pt onde se encontram disponíveis as condições de participação, os procedimentos e os prazos aplicáveis.
Para mais informações, poderá ser contactada a Área de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Algarve, através do endereço: comunicacao.ada@adp.pt .
Arte, Sustentabilidade e Inclusão. A Obra conta uma história.
É apresentado na próxima sexta-feira, pelas 18h30, no Polo Casimiro de Brito, em Almancil, da Biblioteca Municipal de Loulé, o livro “O que se passa na infância não fica na infância” Tomo III, por Catarina Silva Almeida.
O momento, integrado na iniciativa “Livros Abertos”, contará com dois dos 52 autores, Ana Poeta, Rui Diniz Monteiro, bem como João Pedro Gaspar e Paulo Guerra, coordenadores da obra.
«Por considerarmos que a infância é um chão que percorremos durante a vida toda, só há que constatar que as vítimas precoces – as crianças que o sistema de promoção e proteção entende que devem ser retiradas às suas famílias biológicas, muitas vezes para delas serem protegidas – têm a vida toda para sofrerem as consequências dessas experiências adversas.
“O que se passa na infância, não fica na infância”, obra editada pela Editora d’Ideias, recorre a 52 personalidades – ligadas pessoalmente ou profissionalmente à proteção das crianças e ao seu saudável desenvolvimento -, reunindo um conjunto de abordagens pessoais e multidisciplinares, remetendo para as consequências irreversíveis e duradouras das experiências adversas na infância – personifica uma campanha que visa prevenir os mau- tratos na infância, idealizada pela entidade que, em Portugal, se dedica a apoiar quem cresceu em acolhimento, a PAJE – Plataforma de Apoio a Jovens (Ex)acolhidos.
A obra e a campanha, qual manifesto, parte da premissa de que é fundamental contrariar a invisibilidade da adversidade e do trauma vivido na infância por cada um de nós, tornando-se, assim, imperioso que os vários contextos e os seus profissionais estejam imbuídos e capacitados de uma abordagem sensível ao trauma, que permita reconhecê-lo, bem como aos seus efeitos, e responder-lhe de forma hábil e reparadora. Para que a onda cresça! E para que cada um de nós faça o que lhe compete – estar atento, denunciar, integrar e tratar o trauma infantil antes que «o monstro tome conta de nós». (João Pedro Gaspar e Paulo Guerra)
Rui Diniz Monteiro é engenheiro, professor do ensino básico e secundário, e Hipno terapeuta com licenciatura em Psicologia. A fazer voluntariado desde há mais de 50 anos, apoiante ativo da campanha “Nem Mais Uma Palmada!”, palestrante e professor da disciplina “Sabedoria, Civilização e Felicidade” em universidades sénior.
Ana Poeta é cientista social, mestre em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, ativista há mais de 30 anos, atualmente trabalha na área do Bem-Estar Animal.
O Designer Outlet Algarve, situado no concelho de Loulé, continua a expandir a sua oferta comercial através da chegada de novas marcas e da modernização de alguns dos seus espaços atuais.
Escola Profissional de Alte Promove Qualificação de Adultos com Formação Profissional Certificada e Gratuita — Inscrições Abertas A Escola Profissional de Alte tem inscrições abertas para duas ações de formação profissional certificada de frequência gratuita, dirigidas a adultos que pretendem reforçar ou atualizar competências em áreas relevantes para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Estas formações destinam-se a todos os interessados em adquirir conhecimentos sólidos e atualizados, com vista à valorização profissional, à requalificação ou à resposta às exigências do mercado de trabalho. A primeira ação, será sobre Literacia Digital – Iniciação, e decorrerá entre os dias 2 e 26 de novembro de 2026, na Escola Profissional Cândido Guerreiro em Alte, com uma carga horária total de 25 horas. Os objetivos principais da formação são:
Operar com o computador;
Navegar na internet;
Gerir uma caixa de correio eletrónico (e-mail);
Interagir através de plataformas digitais;
Proteger a identidade, privacidade e os dados pessoais em ambientes digitais.
A segunda ação, será sobre Gestão de Stress e Gestão de Conflitos, e decorrerá entre os dias 3 e 25 de novembro de 2026, nas instalações da Junta de Freguesia de Boliqueime, com uma carga horária total de 25 horas. Ao longo do processo formativo os formandos irão desenvolver competências para:
Gestão de Stress:
Identificação de causas, sinais e sintomas do stress profissional;
Avaliação do grau de vulnerabilidade pessoal;
Estratégias de prevenção e elaboração de um plano de mudança individual.
Gestão de Conflitos:
Compreensão da origem e tipologia dos conflitos nas organizações;
Estilos de gestão de conflitos e técnicas de negociação ou mediação;
Promoção da comunicação assertiva, escuta ativa e empatia.
As inscrições já se encontram disponíveis em www.epalte.pt Estas ações, cujo número de formandos é limitado, integram o Plano de Formações Modulares Certificadas da Escola Profissional de Alte, são financiadas pelo Programa ALGARVE2030 e contam com o apoio da Junta de Freguesia de Boliqueime.
Três homens morreram enquanto realizavam trabalhos de manutenção numa fossa séptica, junto a uma moradia de luxo localizada na Quinta do Lago, no concelho de Loulé.
A freguesia de Salir será palco, no próximo dia 17 de outubro, sábado, da 3.ª Prova de Duatlo de Salir, integrada no Campeonato Regional do Algarve e Baixo Alentejo.
Organizada pela Junta de Freguesia de Salir, com o apoio da Federação de Triatlo de Portugal e do Município de Loulé, a iniciativa reúne atletismo e BTT numa prova que desafia a resistência, a preparação física e a determinação dos atletas.
A competição compreende três segmentos: 5 quilómetros de atletismo, 20 quilómetros de BTT e, por fim, 2,5 quilómetros de atletismo, num percurso que promete momentos de exigência e superação.
Para além da componente competitiva, esta iniciativa pretende promover a prática desportiva e os hábitos de vida saudáveis, contribuindo igualmente para a dinamização da freguesia e para a valorização do território através do desporto.
As inscrições e as informações relativas aos horários podem ser consultadas no sítio oficial da Federação de Triatlo de Portugal, em www.federacao-triatlo.com, ou solicitadas junto da Junta de Freguesia de Salir, através do telefone 289 489 119 ou do endereço de correio eletrónico secretaria@salir.pt.
A 3.ª Prova de Duatlo de Salir convida atletas e público a associarem-se a mais uma jornada dedicada ao desporto, à competição e ao espírito de superação, reforçando o papel destas iniciativas na promoção de um estilo de vida ativo e na dinamização da comunidade local.