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Ansiedade e depressão custam caro e ampliam alerta sobre saúde mental

Impactos do adoecimento de trabalhadores na produtividade e nos resultados financeiros estarão em debate na FICCA Goiás, em Goiânia

Ansiedade, depressão, burnout e estresse relacionado ao trabalho deixaram de ser preocupações restritas à saúde dos trabalhadores e passaram a pesar também nos resultados financeiros das empresas. Um tema que tem se tornado cada vez mais relevante e será uma das pautas das discussões realizadas na FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia, com entrada gratuita.

Considerando a remuneração média mensal de R$ 3.386 dos empregados com carteira assinada, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o afastamento de um único funcionário por 15 dias pode gerar R$ 2,2 mil em despesas adicionais para a empresa, caso seja necessária a contratação de um substituto com remuneração equivalente. A simulação considera o salário proporcional ao período e provisões trabalhistas, como 13º salário, férias e FGTS, sem incluir outros encargos.

A dimensão do problema aparece também nas estatísticas previdenciárias. Dados do Ministério da Previdência Social apontam que 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais foram concedidos no Brasil em 2025, crescimento de 15,66% em relação aos 472.328 registrados em 2024.

Estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estima que os problemas de saúde mental comprometam R$ 282 bilhões por ano do Produto Interno Bruto (PIB) potencial do país – aproximadamente R$ 773 milhões por dia. O cálculo considera não apenas os afastamentos do trabalho, mas também a redução da produtividade de profissionais que continuam exercendo suas atividades mesmo enfrentando problemas de saúde mental.

“Essa é uma realidade de pequenas, médias, grandes empresas e das cooperativas. A saúde mental impacta os negócios, significa impacto no caixa quando se fala em afastamento de até 15 dias e se reflete no engajamento e na produtividade da equipe”, destaca o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira.

O impacto do adoecimento sobre a produtividade estará entre as discussões da FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia. O médico, professor e pesquisador Marcos Mendanha apresentará a palestra “Saúde mental como estratégia corporativa de responsabilidade social e lucratividade”.

Diagnósticos

Ansiedade e depressão estão entre os principais diagnósticos que ajudam a dimensionar o problema. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2025 foram concedidos 166.489 benefícios por transtornos de ansiedade e outros 126.608 por episódios depressivos.

Para o diretor técnico de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesc Med Goiás e médico do trabalho, Heitor Godinho, os impactos do adoecimento mental se manifestam de diferentes maneiras no ambiente corporativo.

“Aumentam o absenteísmo, os afastamentos previdenciários e a rotatividade, além de afetarem a produtividade e a qualidade dos serviços. Há também o presenteísmo, quando o trabalhador continua exercendo suas atividades, mas produz abaixo da sua capacidade porque está adoecido”, explica.

Segundo Godinho, o presenteísmo representa um desafio adicional para as empresas, justamente pela dificuldade de mensurar seus efeitos sobre os resultados. “Eles permanecem em atividade produzindo menos, cometendo mais erros e apresentando maior risco de adoecimento futuro”, afirma.

Prevenção

Se o adoecimento tem impacto financeiro, a prevenção e o tratamento também podem ser analisados sob a perspectiva econômica. Estudo liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que cada US$ 1 investido na ampliação do tratamento de depressão e ansiedade pode gerar retorno de US$ 4 em melhora da saúde e da capacidade para o trabalho.

Na avaliação de Heitor Godinho, ambientes de trabalho mais saudáveis podem contribuir para a retenção de talentos, maior engajamento, melhora do desempenho, redução de conflitos internos, menor absenteísmo e aumento da produtividade.

“Empresas que investem em prevenção frequentemente observam redução de afastamentos, menor rotatividade, melhora do clima organizacional, fortalecimento da marca e aumento da satisfação dos trabalhadores e dos clientes”, afirma.

Programação

A relação entre saúde mental, ambiente de trabalho e resultados empresariais estará na programação da FICCA Goiás.

A programação também reúne nomes que abordarão, sob diferentes perspectivas, comunicação, comportamento, atitude e desenvolvimento humano. Entre os confirmados estão Cíntia Chagas, com “Oratória de Elegância + Mulheres Chiques Inspiram”; Douglas Viegas, com “A vida é sua!”; e Roberto Reis, com “O conhecimento muda sua visão, a atitude muda sua vida”.

Sobre a FICCA

A FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio — nasce da união inédita das instituições representativas dos principais setores da economia goiana, responsáveis por mais de 90% do PIB do estado. Realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2026, no Centro de Convenções de Goiânia, o evento reunirá 200 expositores em 3.500 metros quadrados de área, além de palestras, rodadas de negócios, experiências e conteúdos voltados à inovação, à sustentabilidade e à geração de oportunidades.

A Feira é uma realização conjunta do Sistema Fecomércio-GO, Sistema Fieg, Facieg, Sistema OCB/GO, Sistema FAEG/Senar e Sebrae Goiás. A programação reúne seis eventos: 4ª Expo Fecomércio — Comércio de bens, serviços e turismo; 3ª Expoind — Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana; 2ª ExpoCom — Feira de Fornecedores do Varejo de Goiás; Pavilhão do Cooperativismo; Agro Trends e Feira do Empreendedor Sebrae. A visitação é gratuita. Para saber mais informações, acesse: https://ficca.com.br/.

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Loulé | Município presente em evento sobre Segurança e Saúde no MAR Shopping Algarve

A Câmara Municipal de Loulé associou-se à organização e dinamização da iniciativa “Todos Juntos, Somos Segurança e Saúde”, que decorreu entre os dias 13 e 15 de outubro, no MAR Shopping Algarve. Para  assinalar o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, este ano subordinado ao tema “A resiliência começa em casa”, o […]

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Nova Unidade de Saúde Familiar reforça cuidados de saúde no concelho

VTM

O município de Tarouca dispõe, a partir de agora, de uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF), que vai reforçar os cuidados de saúde prestados à população. A apresentação oficial contou com a presença do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

A cerimónia teve início no Salão Nobre da Câmara Municipal e contou com a presença de representantes do Governo, responsáveis pela administração da saúde, autarcas, profissionais de saúde e diversas entidades locais.

De acordo com a autarquia, a nova unidade representa uma mudança significativa para o concelho. “Há menos de um ano, Tarouca dispunha de apenas um médico de família para cerca de oito mil habitantes. Atualmente, conta com cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar, resultado de um trabalho de articulação institucional que permitiu responder a uma das principais preocupações da população”.

António Leitão Amaro reconheceu, durante a sessão, “o empenho e a persistência de José Damião Melo”, sublinhando “a importância do trabalho desenvolvido pelo autarca na defesa e melhoria dos cuidados de saúde em Tarouca”.

Na sua intervenção, o presidente da câmara municipal, José Damião Melo destacou a importância desta conquista para o concelho. “Há um ano, deparámo-nos com uma realidade que não podíamos aceitar. Hoje, temos cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar. Este é um dia que pertence aos tarouquenses e a todos aqueles que acreditaram que seria possível fazer a diferença”.

José Damião Melo agradeceu também a colaboração das entidades envolvidas e o empenho dos profissionais de saúde, considerando a criação da nova USF um passo fundamental para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e a qualidade de vida da população.

Aproveitando a presença do ministro da Presidência, o autarca apresentou também algumas das principais preocupações do município, apelando ao apoio do Governo para enfrentar os desafios que afetam a região.

Segundo o município, as questões abordadas incluíram os prejuízos causados pelas intempéries, que representam cerca de 30% do orçamento municipal, a revisão da Lei das Finanças Locais para reconhecer o contributo ambiental positivo das regiões do interior e a criação de incentivos fiscais para promover a fixação de famílias e empresas nessas regiões.

Após a sessão nos Paços do Concelho, a cerimónia prosseguiu no Centro de Saúde de Tarouca com o descerramento da placa da Unidade de Saúde Familiar e uma visita às instalações.

Segundo a autarquia, a entrada em funcionamento desta nova estrutura de saúde vem “reforçar os cuidados de saúde no concelho, bem como o trabalho desenvolvido em articulação entre o município, o Governo e as entidades do setor da saúde”.

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Portimão caminha pela prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama

A Caminhada Outubro Rosa propõe percursos de cinco e oito quilómetros na Zona Ribeirinha de Portimão. A iniciativa sensibiliza para o cancro da mama e angaria fundos para apoiar doentes oncológicos e familiares.

O conteúdo Portimão caminha pela prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama aparece primeiro em Barlavento.

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HMMCC promove caminhada do Outubro Rosa em Goiânia

O Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) realiza no sábado, 31 de outubro, em Goiânia, a caminhada “Caminhada por Elas”, em apoio ao Outubro Rosa. A iniciativa chama a atenção para a prevenção do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.

A concentração será às 6h30, no HMMCC, com saída prevista para as 7h. A participação é gratuita e aberta à comunidade. Os interessados podem se inscrever pelo formulário on-line: https://forms.gle/83esJMqFYNFxfB1a6.

O diretor-geral do HMMCC, Everton Beggiato, convida a população a participar da caminhada e lembra que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais no combate ao câncer de mama.

“Queremos levar essa mensagem a mais pessoas e mostrar que o cuidado com a saúde da mulher precisa estar presente no dia a dia. Esperamos contar com a participação da comunidade nessa caminhada”, afirma.Quem participar também poderá doar alimentos não perecíveis no dia do evento. A contribuição é voluntária e não é obrigatória para participar da caminhada.

Serviço

Caminhada por Elas – Outubro Rosa

Data: 31 de outubro, sábado

Concentração: 6h30

Saída: 7h

Local: Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC).

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Inteligência Artificial na Saúde em debate nas I Jornadas dos TSDT da ULSBA em Beja

A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), através da Comissão Organizadora dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT), promove as I Jornadas dos TSDT da ULSBA, nos dias 23 e 24 de outubro de 2026, na Universidade Politécnica de Beja, em Beja.

Subordinadas ao tema ‘A Influência da Inteligência Artificial nas Áreas Profissionais dos TSDT’, as Jornadas têm como objetivo promover a partilha de conhecimentos e a reflexão sobre o impacto da Inteligência Artificial na transformação dos cuidados de saúde, nas práticas profissionais e no desenvolvimento das diferentes áreas das tecnologias da saúde.

O evento reunirá profissionais de saúde, especialistas, investigadores e docentes de diversas instituições, num programa que integra conferências, mesas-redondas e apresentações científicas. Serão abordadas as oportunidades e os desafios da aplicação da Inteligência Artificial em áreas como a imagem médica, as análises clínicas, a cardiologia, a reabilitação, a nutrição, a saúde ambiental e a saúde oral.

A iniciativa pretende valorizar o papel dos TSDT na inovação em saúde, promovendo a reflexão sobre a utilização segura, ética e responsável destas tecnologias e o seu contributo para a qualidade, a segurança e a eficiência dos cuidados prestados à população.

Com a realização destas primeiras Jornadas, a ULSBA reforça o seu compromisso com a valorização dos profissionais, a atualização científica e a partilha de conhecimento, acompanhando os desafios da transformação digital na área da saúde.

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Mondim de Basto acolhe Feira da Saúde com diversas atividades

VTM

A Câmara Municipal de Mondim de Basto organiza a primeira edição da Feira da Saúde, que terá lugar nos dias 22 e 23 de outubro. O evento contará com um programa diversificado que inclui rastreios, conversas temáticas, showcooking, atividades para crianças, dádiva de sangue e desporto.

A abertura oficial está agendada para as 10h00 do dia 22 de outubro e será presidida por Bruno Ferreira, Presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, e Pedro Cunha, Presidente do Conselho de Administração da ULS Alto Ave. O primeiro dia inicia-se com uma mesa-redonda intitulada «Esperança com Nome e Rosto», focada na prevenção do cancro.

O showcooking «Do Saudável ao Saboroso» será conduzido pelo chefe Fábio Bernardino, que demonstrará como é possível aliar uma alimentação equilibrada a refeições saborosas. Durante a tarde do primeiro dia, haverá atividades dedicadas à saúde infantil, incluindo o teatro «Pastilhas no Reino dos Sorrisos» e a iniciativa «Dentinho Feliz», centrada na saúde oral.

Na sexta-feira, dia 23 de outubro, as atividades começam às 09h30 com o teatro infantil «O Mistério da Água na Quinta da Tia Nini». O programa inclui várias conversas com especialistas sobre alimentação e saúde pública. Entre os temas abordados estarão as dietas da moda e a preparação de lancheiras saudáveis para crianças.

Os rastreios de saúde decorrerão nos dois dias entre as 10h30 e as 17h00 sob o lema «Prevenir, Avaliar e Cuidar», reforçando a importância da deteção precoce e do acompanhamento regular da saúde. Além disso, haverá uma campanha de dádiva de sangue na sexta-feira entre as 09h00 e as 12h30 e das 14h00 às 16h00.

O evento culminará com a «Caminhada/Corrida – Juntos pela Saúde», marcada para as 19h00 do dia 23. A Feira da Saúde visa promover uma cultura de prevenção junto da comunidade através do esclarecimento de dúvidas e contacto com especialistas na área da saúde.

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Vídeo: Congresso promulga PEC que acaba com escala 6×1 em sessão com Lula

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou nesta sexta-feira (16) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, em sessão solene com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Candidato à reeleição, Lula tem no fim da escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — uma bandeira eleitoral para melhorar sua popularidade entre os trabalhadores. A aprovação da PEC decorre também da reaproximação de Lula e Alcolumbre.

O presidente do Senado bancou a votação, a despeito da pressão da oposição e do empresariado, trabalhou pelo calendário especial que garantiu a votação em dois turnos na última quarta-feira (14) e comemorou a aprovação em plenário.

A redução da jornada semanal máxima de 44 horas para 40 horas foi aprovada na Câmara e no Senado por ampla maioria de votos, com apoio do governo, do Centrão e da oposição.

A Emenda Constitucional 141 torna obrigatória a concessão de dois dias de folga semanais aos trabalhadores formais. O dia adicional de descanso passa a valer daqui a 60 dias, quando também terá início a primeira redução da jornada semanal, para 42 horas. A segunda e última etapa, com a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), outro fiador da aprovação da PEC, também participou da sessão solene.

Pec da aposentadoria de agentes de saúde também é promulgada

O presidente do Senado também promulgou a PEC que cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e efetiva vínculos temporários. A proposta agora é a Emenda Constitucional 140.

O governo se opôs à proposta e tentou retirar do texto a previsão de paridade e integralidade, que garantem aos aposentados o mesmo salário dos profissionais da ativa e reajuste anual igual ao dos que continuam trabalhando, mas a negociação não avançou.

A equipe econômica calcula que a emenda gere um custo de R$ 30 bilhões em dez anos, enquanto relatores afirmam que a estimativa é exagerada. Após a aprovação no Senado, em julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que o governo pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso o Congresso não aponte a fonte de receitas para compensar os gastos extras.

Apesar de considerar a flexibilização da aposentadoria dos agentes uma espécie de pauta-bomba, a base do governo moderou as críticas ao texto. Os agentes comunitários de saúde são vistos como uma categoria organizada e com certo poder de influência nas bases.

O peso do grupo foi visto durante a votação da PEC na Câmara dos Deputados, quando centenas de agentes ocuparam as galerias do plenário. Nesta sexta-feira, um pequeno grupo estava nas galerias do Senado. Após a assinatura, os presentes gritavam agradecimentos direcionados ao presidente Lula.

Os agentes comunitários de saúde atuam na vigilância epidemiológica, como no combate à dengue e à leishmaniose, na busca ativa por pessoas contaminadas para o controle de doenças contagiosas e no acompanhamento da vacinação infantil e dos programas de saúde da família.

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A verdade por detrás dos mitos sobre saúde

VTM

Por exemplo, apanhar frio causa constipações? É necessário esperar algumas horas após as refeições para tomar banho? Estas são algumas das crenças que continuam presentes no quotidiano da população e que, muitas vezes, são tidas como factos.

A VTM procurou compreender a diferença entre factos e mitos na área da saúde e falou com o enfermeiro Joni Madureira, coordenador da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Vila Real I. Segundo o enfermeiro, é essencial distinguir factos de mitos para evitar comportamentos que podem ser prejudiciais para a saúde. O profissional explica que muitas destas ideias são transmitidas no seio das próprias famílias e acabam por se tornar mais difundidas precisamente por serem simples e repetidas ao longo do tempo.

Um dos mitos mais comuns está associado ao cabelo molhado e às constipações. Segundo Joni Madureira, as constipações são provocadas por vírus, pelo que “sair à rua com o cabelo molhado não causa, por si só, a doença”. No entanto, acrescenta que a exposição ao frio pode favorecer o aparecimento de sintomas, uma vez que o arrefecimento pode provocar vasoconstrição nasal e diminuir a resposta imunitária local. “O frio pode facilitar, mas não é o culpado: sem vírus, não há constipação”, concluiu.

Outro mito frequente está relacionado com o consumo de água. Joni Madureira afirmou que beber água durante ou após as refeições não provoca aumento de peso, visto que a água não tem calorias. Da mesma forma, não é o simples facto de comer após as 18 horas que provoca aumento de peso. “Engordamos quando comemos mais do que gastamos ao longo do dia, não quando comemos depois das 18h”, explica Joni Madureira, alertando, no entanto, para o consumo excessivo de petiscos e porções maiores durante a noite.

Joni Madureira enfermeiro

“Nem todos os mitos são absurdos, alguns nasceram de uma verdade mas foram exagerados”
JONI MADUREIRA 

Segundo Joni Madureira, a persistência destas crenças está relaci onada com a forma simples como são transmitidas e com o facto de muitas vezes terem origem em pessoas em quem confiamos. Neste contexto, a família assume um papel importante por ser frequentemente a primeira fonte de informação sobre saúde.

“Estes mitos são transmitidos como expressão de cuidado e afeto, o que lhes confere autoridade emocional”, explica Joni Madureira. Por isso, defende que a desmistificação destas crenças deve ser feita com respeito, compreensão e empatia.

O enfermeiro acrescenta ainda que nem todos os mitos de saúde são completamente infundados e alguns têm fundamento científico. “Nem todos os mitos são completamente absurdos, alguns têm uma base de v erdade, mas foram exagerados”, evidenciou Joni Madureira.

As redes sociais proporcionaram novas oportunidades para promover a literacia em saúde, mas também facilitaram a difusão de informação falsa. Conteúdos emotivos, promessas milagrosas e opiniões de pessoas apresentadas como especialistas podem alcançar rapidamente milhares de utilizadores.

Para distinguir a verdade dos mitos, Joni Madureira aconselha a verificar a fonte e o autor da informação, a desconfiar de promessas milagrosas, a procurar o consenso científico e a privilegiar entidades reconhecidas como a Direção-Geral da Saúde (DGS), o SNS 24 e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Perante uma dúvida encontrada na internet, o conselho é “não agir por impulso com base num único conteúdo”. A informação deve ser confirmada junto de fontes oficiais ou de um profissional de saúde, por exemplo, o médico de família ou o enfermeiro. “A melhor defesa contra os mitos de saúde é uma população com literacia em saúde”.

Joni Madureira aconselha a população a ligar para o SNS 24, através do número 808 24 24 24, caso tenha alguma dúvida.

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Clínica Catarina Fontes cresce com aposta na saúde oral e em novas valências

VTM

Desde então, as duas unidades têm vindo a crescer, acompanhando uma procura que, segundo Catarina Fontes, se mantém constante. A primeira clínica surgiu depois de alguns anos de experiência profissional na área da medicina dentária.

Apesar de ser natural e residente em Vila Real, Catarina Fontes já trabalhava em Peso da Régua e decidiu avançar com a abertura do espaço no concelho. A ideia de chegar à cidade de origem manteve-se, concretizando-se em 2023. Atualmente, as duas clínicas contam com cerca de 18 profissionais, entre funcionários e prestadores de serviços.

A medicina dentária continua a ser a principal área de intervenção, mas a oferta foi sendo alargada a outras valências, nomeadamente psicologia, fisioterapia e medicina estética. Em Vila Real existem ainda serviços de massagens e uma componente terapêutica.

A aposta noutras áreas surgiu também da perceção de necessidades existentes na população. Em Peso da Régua, Catarina Fontes identificou a existência de uma procura por serviços que obrigavam muitas pessoas a deslocarem-se a Vila Real, enquanto na segunda clínica encontrou igualmente espaço para complementar a oferta existente. “Eu noto muito que as pessoas têm de se deslocar para muito longe para conseguir ter essas consultas”, explica a responsável, referindo-se sobretudo à psicologia e à medicina estética.

Entre as duas clínicas, a equipa já acompanhou cerca de quatro mil pacientes. A unidade de Peso da Régua, por ser a mais antiga, continua a apresentar maior fluxo. O crescimento entretanto alcançado levou ao aumento da equipa e a uma necessidade permanente de recrutamento e formação.

Suplemento Saude Catarina Fontes Peso da Regua PAM

“Há um grande esforço de muita gente para ajudar os filhos ou para fazer um tratamento”
CATARINA FONTES

A responsável reconhece que continua a ser um desafio encontrar profissionais com formação ou experiência na área. Muitos dos elementos que integram a equipa foram formados internamente. A relação com os pacientes é, aliás, uma das componentes que Catarina Fontes considera diferenciadoras do projeto. A aposta passa não apenas pela qualidade dos profissionais de saúde, mas também pelo atendimento desde o primeiro contacto com a clínica.

A responsável assume-se exigente com a formação da equipa, defendendo que toda a experiência do paciente deve seguir os mesmos princípios. “Não vale a pena estar um dentista ou um médico muito bom lá dentro se a rececionista não fizer o mesmo papel quando as pessoas entram”, sublinha. A imagem dos espaços também foi pensada para afastar o ambiente tradicionalmente associado às clínicas dentárias. Os espaços são descritos como modernos e acolhedores, numa tentativa de reduzir o receio que muitas pessoas ainda sentem quando têm de recorrer ao dentista.

Na medicina dentária, uma das áreas com maior procura é a ortodontia através de alinhadores. A clínica afirma ter alcançado, desde os primeiros anos de atividade, níveis elevados de utilização deste tipo de tratamento, sendo atualmente a unidade com maior número de casos de alinhadores no distrito de Vila Real, segundo a responsável.

Ainda assim, os motivos mais frequentes que levam os pacientes às consultas continuam a ser tratamentos de rotina, como avaliações e limpezas, mas também situações de dor ou necessidade de extração dentária.

Apesar das diferenças entre as populações de Peso da Régua e de Vila Real, Catarina Fontes considera que existe uma preocupação crescente com a saúde oral, embora reconheça que os cuidados preventivos ainda não sejam iguais para todos. Destaca, em particular, o esforço de muitas famílias para garantir acompanhamento dentário aos filhos, mesmo quando existem limitações financeiras. “Há um grande esforço de muita gente para ajudar os filhos ou para fazer um tratamento”, afirma.

Com as agendas preenchidas e uma equipa em crescimento, a responsável aponta agora como prioridade consolidar a área de medicina dentária e reforçar a capacidade da unidade de Vila Real, onde considera existir ainda margem significativa para crescimento.

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Clínica Fisimagna serve a população há 34 anos

VTM

A clínica nasceu com o propósito de prestar cuidados de fisioterapia e foi crescendo ao longo dos anos, acompanhando a evolução da área da saúde e as necessidades da população.

Em janeiro de 1995, a filha, Paula Morais, juntou-se ao projeto, dando continuidade a um percurso que viria a consolidar a Fisimagna como uma clínica de referência na área da fisioterapia e reabilitação. Atualmente, a gestão está nasmãos da segunda gera çãoda família, com Paula Morais e as suas filhas, Beatriz e Filipa Morais, a assegurarem a continuidade de um projeto que soma já 34 anos de história.

Apesar da evolução registada ao longo destas décadas, há algo que permanece inalterado, refere Paula Morais, que é “a qualidade e proximidade com os utentes”.

Segundo Paula Morais, a Fisimagna disponibiliza atualmente um conjunto diversificado de serviços na área da fisioterapia, saúde e reabilitação. Entre as valências encontram-se a Fisioterapia, Fisio terapia ao Domicílio, Cinesiterapia Respiratória, Massagem de Drenagem Linfática, Pressoterapia, Mobilidade e Fortalecimento, Massagem de Relaxamento e Acupuntura.

A Fisioterapia e a Reabilitação continuam a ocupar um lugar central na atividade da clínica, com uma abordagem direcionada para as necessidades e objetivos de cada utente.

Segundo a responsável, o processo com eça pela avaliação da situação clínica. Através da consulta de Fisiatria é realizada uma avaliação cuidada, que permite definir o tratamento mais adequado, tendo em conta a condição apresentada, os objetivos de recuperação e a evolução de cada pessoa.

Mais do que aplicar uma solução igual para todos, a Fisimagna procura “adaptar o acompanhamento a cada caso, ajustando a intervenção sempre que necessário e dando especial atenção à evolução e segurança do utente”, revelou Paula Morais.

Ao longo de três décadas, a fisioterapia e a reabilitação sofreram uma evolução, tanto ao nível do conhecimento como das técnicas e abordagens terapêuticas.

A Fisimagna tem acompanhado esse percurso através da atualização de conhecimentos e da formação dos seus profissionais, procurando integrar boas práticas e acompanhar a evolução da área.

Segundo Paula Morais, cuidar não se resume ao tratamento. “Cada pessoa que chega à clínica deve sentir-se acolhida, ouvida e acompanhada”.

Com 34 anos de história, a clínica olha agora para o futuro com o objetivo de “continuar a crescer de forma sustentada, reforçando a qualidade dos serviços sem perder a proximidade que sempre caracterizou o projeto”, refe riu Paula Morais.

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Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas

VTM

O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.

“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.

Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.

Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.

A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.

Suplemento Saude Formacao da APUEAF Daniel Bernanrdo Chaves PAM

“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO
PRESIDENTE APUEAF

Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo

“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.

“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.

Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.

O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.

A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.

“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”

Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.

 

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Mãe elogia atendimento recebido no Hospital e Maternidade Célia Câmara

A experiência de dar à luz no Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) foi marcada pelo acolhimento para Mariana Bárbara, de 27 anos, moradora de Trindade. Após o parto cesáreo, ela se prepara para voltar para casa com a filha Helena e destacou a atenção dos profissionais durante a internação.

“Foi muito bom. Todos foram muito atenciosos e respeitaram minhas escolhas. A educação faz toda a diferença, principalmente porque a gente chega a alguns lugares e não recebe esse tipo de tratamento. Nesse momento, estamos vulneráveis e precisamos de pessoas que nos acolham e nos deixem tranquilas. O atendimento foi humanizado. Não tenho do que reclamar”, afirmou Mariana.

A mãe também falou sobre a importância de Helena realizar, ainda na maternidade, os testes da linguinha, da orelhinha, do olhinho e do coraçãozinho, além de receber as primeiras vacinas. Para ela, ter acesso a esses cuidados na própria unidade traz mais tranquilidade à família, especialmente durante a recuperação do parto cesáreo.

“Isso ajuda muito, porque, depois de uma cesárea, é difícil ficar se movimentando e sair de casa para fazer os exames. Ter tudo isso realizado aqui facilita bastante e deixa a gente mais tranquila. As primeiras vacinas dela também foram aqui, então foi maravilhoso”, relatou.

Durante toda a internação, Mariana contou com a companhia da mãe, Vanderflavia Bárbara, que esteve ao seu lado e teve a oportunidade de presenciar o parto pela primeira vez. Mesmo já sendo mãe, ela descreveu a experiência como emocionante.

“Foi maravilhoso. Participei, foi perfeito, emocionante. Apesar de já ter tido filhos, nunca tinha visto tudo acontecer ali. A equipe era muito grande e estava sempre conversando com ela, perguntando se estava bem. Foi muito bom”, contou Vanderflavia.

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Uma boa alimentação faz a “diferença” na saúde e longevidade

VTM

O envelhecimento é um processo natural, mas não se manifesta de forma igual para todos.

Para além da genética, existem fatores que se conseguem influenciar de forma direta, e a alimentação é um dos mais relevantes, tal como confirma à VTM Carla Gonçalves, professora na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

“A nutrição é um dos pilares para o envelhecimento saudável e para a qualidade de vida”, uma vez que ela “atua desde idades precoces na prevenção da doença, no bom desenvolvimento cognitivo e ajuda a pessoa a atingir o seu potencial, não é só no desporto”.

Carla Gonçalves lembra que uma boa nutrição pode ajudar também no pilar do crescimento saudável, na reabilitação, ao dar mais qualidade de vida, já que ajuda a gerir uma doença crónica, por exemplo. “Se tivesse que elencar dos pilares da qualidade de vida e do potencial de envelhecimento saudável, a nutrição é, sem dúvida, uma das bases”.

Carla Goncalves Nutricionista
“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa”
CARLA GONÇALVES – PROFESSORA DA UTAD

A professora explica que a nossa saúde “está dependente daquilo que comemos, mas não só, também depende dos fatores ambientais que podem ter uma grande influência na nossa saúde, aquilo que somos e aquilo que podemos vir a ser no futuro”. Ou seja, “nós somos aquilo que comemos e como comemos, em que a seleção dos alimentos que fazemos tem um impacto muito grande na nossa saúde”.

Além disso, “outro fator importante para a saúde e bem-estar são as nossas decisões diárias nos alimentos que escolhemos (como os produtos processados, embalados), e ainda como os preparamos na cozinha, se os fritamos, cozemos ou estufamos”, acrescenta a docente, sustentando que uma alimentação rica em nutrientes, variada e consistente ao longo do tempo tem um impacto positivo no envelhecimento.

A também presidente do Colégio de Nutrição Comunitária e de Saúde Pública da Ordem dos Nutricionistas frisa que a Roda dos Alimentos é a base para uma alimentação equilibrada. É composta por sete grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária.

“A nossa Roda dos Alimentos dá-nos muitas respostas. Se a compreendermos bem, conseguimos perceber o tamanho das porções e logo ali vemos a quantidade, que é um dos pilares importantes, mas também a variedade, que nos permite ter diferentes nutrientes e componentes”.

“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa, porque congrega todos os alimentos e ajuda-nos a ter uma alimentação saudável, que é aquela que nos fornece os nutrientes que nós necessitamos para regular o nosso organismo, a relação da microbiota intestinal com o nosso bem-estar e até com o nosso sono”.

A professora da UTAD lembra que, hoje em dia, parece mais fácil seguir as dietas da moda, do extremismo, quando o importante é seguir a simplicidade, que “muitas vezes traz respostas para um envelhecimento mais saudável”. Devemos “evitar aquilo que nos faz mal, como coisas que nós identificamos como alimentos, mas que não passam de uma amálgama de preparações, de aditivos e de ultraprocessados. Devemos efetivamente evitá-los e não ter problema em assumir que são alimentos maus, pois têm excesso de sal e gordura, que fazem mesmo mal à nossa saúde”, vinca.

Num mundo em que o tempo parece “voar”, Carla Gonçalves diz que é possível ter uma alimentação saudável, que “deve ser tendencialmente mais verde, com mais hortofrutícolas, mas também tem de ser prática. Hoje, as famílias têm pouco tempo e foram perdendo competências culinárias, sobretudo desde que a mulher passou a trabalhar e tem menos tempo para estar na cozinha e também para passar esses conhecimentos aos seus filhos”.

E a passagem desse conhecimento é importante para não se perder uma cadeia de saber fazer sopa ou as refeições no tacho, por exemplo. “Do saber colher e conservar, como as compotas, os molhos que se guardavam ou o feijão que se secava. Não quer dizer que nós tenhamos de voltar a isso, mas há ali um conhecimento que se perde e que nos deixa menos capazes”.

Segundo a docente, muitas vezes, sente-se isso com os jovens, que têm menos capacitação para este domínio que é tão importante na sua vida e que está associado à gestão económica. “É algo em que nós temos que pensar desde o ensino mais básico e incutir nas crianças”.

Por último, Carla Gonçalves revela que as pessoas têm de perceber que a alimentação “é fundamental” para uma maior longevidade e não deve ser vista como aquilo que é para “desenrascar e despachar”. Devem, por isso, “olhar para a nutrição como um elemento de qualidade de vida, um bom investimento para o seu futuro e bem-estar”.

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Alzheimer: Doença “não tem cura”, mas pode ser gerida

VTM

A perda de memória é uma característica natural do envelhecimento, mas quando começa a perturbar a vida quotidiana da pessoa, já não estamos a falar de algo natural, mas sim daquilo que poderá ser um sintoma de demência.

A VTM foi tentar compreender melhor esta doença, que é, cada vez mais, frequente em todo o mundo.

Ana João Marques, neurologista na Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), revela que a Alzheimer é uma doença que não tem cura, mas, hoje em dia, pode ser gerida. “Se até há 20 anos era uma doença com uma sentença quase de uma debilidade muito precoce e de uma mortalidade muito elevada, hoje em dia é possível viver-se com Alzheimer até mais tarde e com mais qualidade”.

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II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve juntam conhecimento e inovação em São Brás de Alportel

Encontro reúne profissionais de saúde e especialistas para dois dias de partilha, atualização e reflexão sobre os desafios e novas abordagens na recuperação neurológica

São Brás de Alportel prepara-se para receber, no Cineteatro Jaime Pinto, nos próximos dias 16 e 17 de outubro, as II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve, um encontro que reúne profissionais de saúde e especialistas nacionais e internacionais para dois dias de partilha de conhecimentos, experiências e práticas na área da neurorreabilitação.

Organizadas pelo Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, as Jornadas contam com o apoio do Município de São Brás de Alportel, que assegura também a disponibilização do espaço para a realização do encontro; e a parceria da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel.

São Brás volta a acolher encontro dedicado à neurorreabilitação

A realização deste encontro dá continuidade à aposta na partilha e atualização de conhecimentos na área da neurorreabilitação, depois de São Brás de Alportel ter acolhido a primeira edição das Jornadas, realizada nos dias 5 e 6 de julho de 2025.

A segunda edição mantém o propósito de aproximar profissionais de diferentes áreas e de criar um espaço de reflexão sobre os desafios atuais da recuperação neurológica, reunindo especialistas e profissionais de saúde em torno de temas relevantes para a prática clínica.

Da recuperação neurológica à inteligência artificial

O programa aborda um conjunto diversificado de temas com impacto direto na intervenção em neurorreabilitação, passando pela recuperação neurológica, concussão, dano encefálico, acidente vascular cerebral (AVC), lesão medular, bexiga neurogénica, espasticidade e comunicação aumentativa.

A par da atualização clínica, as Jornadas colocam em destaque novas tecnologias e abordagens inovadoras na reabilitação, com sessões dedicadas à estimulação transcraniana, à inteligência artificial e à impressão 3D, refletindo a evolução das ferramentas disponíveis para apoiar a recuperação e a autonomia das pessoas com doença ou lesão neurológica.

A componente prática assume também um lugar de destaque, com abordagens ao desporto adaptado e à intervenção de enfermagem, bem como dois workshops que permitem aprofundar conhecimentos e competências em áreas específicas da prática clínica.

No dia 16 de outubro, entre as 15h45 e as 17h15, os participantes poderão optar por um dos workshops previstos: “Estruturação do exame objetivo em disfunções do controlo postural no sobrevivente de AVC” ou “Traqueostomias e gestão de secreções”. As vagas são limitadas a 20 participantes por workshop.

Um encontro que aproxima conhecimento, inovação e prática clínica

Ao longo dos dois dias, o encontro pretende promover a partilha e o diálogo entre profissionais de diferentes áreas, criando oportunidades de contacto e reflexão conjunta sobre os desafios atuais da neurorreabilitação e sobre novas formas de intervenção.

As II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve constituem, assim, uma oportunidade de atualização e partilha num domínio em constante evolução, aproximando conhecimento científico, inovação e prática clínica.

As inscrições e informações adicionais estão disponíveis na página da ULS Algarve:

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II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve juntam conhecimento e inovação em São Brás de Alportel

Encontro reúne profissionais de saúde e especialistas para dois dias de partilha, atualização e reflexão sobre os desafios e novas abordagens na recuperação neurológica

São Brás de Alportel prepara-se para receber, no Cineteatro Jaime Pinto, nos próximos dias 16 e 17 de outubro, as II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve, um encontro que reúne profissionais de saúde e especialistas nacionais e internacionais para dois dias de partilha de conhecimentos, experiências e práticas na área da neurorreabilitação.

Organizadas pelo Centro de Medicina e Reabilitação do Sul (CRMS), as Jornadas contam com o apoio do Município de São Brás de Alportel, que assegura também a disponibilização do espaço para a realização do encontro; e a parceria da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel.

São Brás volta a acolher encontro dedicado à neurorreabilitação

A realização deste encontro dá continuidade à aposta na partilha e atualização de conhecimentos na área da neurorreabilitação, depois de São Brás de Alportel ter acolhido a primeira edição das Jornadas, realizada nos dias 5 e 6 de julho de 2025.

A segunda edição mantém o propósito de aproximar profissionais de diferentes áreas e de criar um espaço de reflexão sobre os desafios atuais da recuperação neurológica, reunindo especialistas e profissionais de saúde em torno de temas relevantes para a prática clínica.

Da recuperação neurológica à inteligência artificial

O programa aborda um conjunto diversificado de temas com impacto direto na intervenção em neurorreabilitação, passando pela recuperação neurológica, concussão, dano encefálico, acidente vascular cerebral (AVC), lesão medular, bexiga neurogénica, espasticidade e comunicação aumentativa.

A par da atualização clínica, as Jornadas colocam em destaque novas tecnologias e abordagens inovadoras na reabilitação, com sessões dedicadas à estimulação transcraniana, à inteligência artificial e à impressão 3D, refletindo a evolução das ferramentas disponíveis para apoiar a recuperação e a autonomia das pessoas com doença ou lesão neurológica.

A componente prática assume também um lugar de destaque, com abordagens ao desporto adaptado e à intervenção de enfermagem, bem como dois workshops que permitem aprofundar conhecimentos e competências em áreas específicas da prática clínica.

No dia 16 de outubro, entre as 15h45 e as 17h15, os participantes poderão optar por um dos workshops previstos: “Estruturação do exame objetivo em disfunções do controlo postural no sobrevivente de AVC” ou “Traqueostomias e gestão de secreções”. As vagas são limitadas a 20 participantes por workshop.

Um encontro que aproxima conhecimento, inovação e prática clínica

Ao longo dos dois dias, o encontro pretende promover a partilha e o diálogo entre profissionais de diferentes áreas, criando oportunidades de contacto e reflexão conjunta sobre os desafios atuais da neurorreabilitação e sobre novas formas de intervenção.

As II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve constituem, assim, uma oportunidade de atualização e partilha num domínio em constante evolução, aproximando conhecimento científico, inovação e prática clínica.

As inscrições e informações adicionais estão disponíveis na página da ULS Algarve clicando aqui.

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