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É o fim do Bigfoot? Novas imagens reacendem a tese de fraude no filme mais famoso

Durante quase 60 anos, 59 segundos de filme bastaram para fazer do Bigfoot uma lenda. Agora, um segundo rolo esquecido num cofre, o testemunho do homem que diz ter vestido o fato, e a viúva que sempre defendeu a história apontam todos para o mesmo: foi tudo encenado. Durante quase 60 anos, 59 segundos de um filme granulado mantiveram viva a lenda do Bigfoot. Foi gravado numa floresta da Califórnia em 1967 por Roger Patterson, um cowboy de rodeo e cineasta amador de Yakima, Washington, obcecado com a criatura. Mostrava uma figura grande e peluda, depois apelidada de “Patty“, a

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Durante quase 60 anos, 59 segundos de filme bastaram para fazer do Bigfoot uma lenda. Agora, um segundo rolo esquecido num cofre, o testemunho do homem que diz ter vestido o fato, e a viúva que sempre defendeu a história apontam todos para o mesmo: foi tudo encenado. Durante quase 60 anos, 59 segund

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Arabia Saudita bajo fuego hutí: ¿pero dónde están sus aliados?

Arabia Saudita ha construido durante décadas una red de alianzas militares y tecnológicas para consolidarse como una potencia económica y geopolítica en Oriente Medio. Sin embargo, la reciente escalada de los ataques de los hutíes ha puesto a prueba sus defensas y la capacidad de sus socios para proteger al reino. Aunque algunos aliados han ofrecido apoyo militar defensivo, persisten las dudas sobre hasta dónde están dispuestos a implicarse en una nueva escalada regional. ¿Está Riad descubriendo los límites de sus alianzas? En France 24 lo analizamos.

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Da riqueza dos diamantes ao abandono: como uma cidade inteira acabou tomada pelas areias do deserto

Casas com salas cobertas de areia, corredores parcialmente soterrados e edifícios que permanecem de pé mesmo após décadas sem moradores. Esse é o cenário de Kolmanskop, uma cidade fantasma localizada no deserto do Namibe, no sudoeste da Namíbia, que já foi um importante centro de exploração de diamantes.

A cidade começou a se desenvolver em 1908, quando a descoberta de pedras preciosas atraiu investimentos e trabalhadores para uma região até então pouco ocupada. Em poucos anos, o local passou a reunir construções sofisticadas e serviços considerados modernos para a época, apesar das dificuldades impostas pelo ambiente desértico.

Com o declínio da mineração e a transferência das atividades para outras regiões, Kolmanskop perdeu seus moradores e foi abandonada em 1956. Desde então, a areia levada pelos ventos passou a ocupar suas construções.

Kolmanskop era um centro de riquezas

Tudo começou em 1908, quando Zacharias Lewala, um trabalhador ferroviário namibiano, encontrou um diamante enquanto retirava areia dos trilhos. A descoberta, comunicada ao supervisor alemão August Stauch, impulsionou a exploração mineral na região, então sob domínio colonial alemão.

Em poucos anos, Kolmanskop se tornou um importante centro de mineração. Segundo a National Geographic, em 1912 a produção local alcançava cerca de 1 milhão de quilates de diamantes por ano, o equivalente a 11,7% da extração mundial naquele período.

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A riqueza financiou uma infraestrutura incomum para uma cidade no deserto, com hospital, escola, teatro, cassino, salão de boliche e fábrica de gelo. Kolmanskop também contava com eletricidade, bonde e equipamentos médicos, enquanto água e mercadorias chegavam de outras localidades. Suas residências seguiam padrões arquitetônicos europeus, principalmente alemães.

Apesar do desenvolvimento, a prosperidade não beneficiava todos igualmente. Enquanto colonos europeus desfrutavam das melhores instalações, trabalhadores africanos enfrentavam condições restritivas de moradia e trabalho nas minas, reflexo das desigualdades impostas pelo sistema colonial.

Por que a cidade foi abandonada e tomada pela areia?

O declínio de Kolmanskop começou após a Primeira Guerra Mundial, quando a mineração perdeu força e depósitos mais ricos de diamantes foram descobertos ao sul, perto do rio Orange, no fim da década de 1920. Com a transferência das atividades, a população diminuiu gradualmente até que, em 1956, a cidade foi completamente abandonada.

Sem moradores e manutenção, os ventos do deserto passaram a carregar areia para o interior das construções. Ao longo das décadas, o material se acumulou em quartos, salas e corredores, formando dunas dentro dos edifícios. Parte das estruturas se deteriorou, enquanto outras permaneceram de pé.

Atualmente, Kolmanskop é uma atração turística localizada a cerca de 10 quilômetros de Lüderitz, na Namíbia. Algumas construções foram restauradas, e as visitas são realizadas mediante autorização. Além de atrair turistas e fotógrafos, a cidade preserva vestígios da mineração de diamantes e do período colonial alemão.

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Hace 2000 años sus propios compañeros apuñalaron y arrojaron a un pozo a un soldado romano del sur de Europa que medía 1,90 en la antigua Flevum

En 1977, unos arqueólogos aficionados excavaban el solar de un antiguo fuerte romano en Velsen, en la costa de Holanda Septentrional, y dieron con un pozo. En el fondo reposaba el esqueleto casi completo de un hombre que aún llevaba el cinturón militar. A su lado había una daga, un anillo, una fíbula (el broche […]

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Os romanos já viviam em prédios de apartamentos. E já tinham problemas com os senhorios

Como os romanos inventaram a vida em apartamento. Foi brilhante, brutal e muitas vezes mortal. Numa lápide à saída de Roma, um antigo escravo, Ancarenus Nothus, deixou o que os estudiosos viriam a chamar “O Lamento do Inquilino”: morto, já não conhece a fome nem paga caução da renda, e goza de graça um alojamento eterno. O humor negro soa estranhamente familiar a quem atualmente vive numa cidade, diz o ZME Science. Para a maioria dos romanos, a capital do mundo antigo não eram vilas de mármore nem pátios com jardim. Isso ficava para 0,1%. Para os outros, viver era

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Como os romanos inventaram a vida em apartamento. Foi brilhante, brutal e muitas vezes mortal. Numa lápide à saída de Roma, um antigo escravo, Ancarenus Nothus, deixou o que os estudiosos viriam a chamar "O Lamento do Inquilino": morto, já não conhece a fome nem paga caução da renda, e goza de graça
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Una mujer de hace 30.000 años en los Pirineos tenía ancestros de Europa central: el ADN desmonta la Europa dividida de la Edad de Hielo

Hace entre 34.000 y 25.000 años, buena parte de Europa compartía una forma de vivir que los arqueólogos llaman Gravetiense. Se reconoce por sus herramientas de piedra y de hueso, por la manera de enterrar a los muertos y por las figuritas que se tallaban, las llamadas venus, que aparecen desde el oeste hasta la […]

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O famoso toque da Nokia ouve-se há mais de 120 anos

Já estávamos com saudade de ouvir isto … O toque mais famoso da história dos telemóveis não nasceu num estúdio: são uns segundos de “Gran Vals”, peça para guitarra que o espanhol Francisco Tárrega escreveu em 1902. No fim dos anos 1990 e início dos 2000, havia um som que se ouvia em todo o lado. Nas ruas, nos cafés, aeroportos, centros comerciais, salas de reuniões. Nos cinemas, a meio dos filmes, como não podia deixar de ser. E em casa, até em casa. Se um telemóvel tocava, era quase certo que dava aquela melodia. Nessa altura ainda não se

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Já estávamos com saudade de ouvir isto ... O toque mais famoso da história dos telemóveis não nasceu num estúdio: são uns segundos de "Gran Vals", peça para guitarra que o espanhol Francisco Tárrega escreveu em 1902. No fim dos anos 1990 e início dos 2000, havia um som que se ouvia em todo o lado. N

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Arístides Medina Rubio: 1 Historian Who Reclaimed Venezuela’s Local Memory

Arístides Medina Rubio championed Venezuelan local history, oral memory and the recovery of historical archives.

Venezuelan local history is central to Arístides Medina Rubio’s legacy, which reclaimed regional memory, oral testimony and archives beyond official narratives.

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Arístides Medina Rubio: A Lesson in Venezuelan Local History

Venezuelan local history was the life’s work of historian Arístides Medina Rubio, who argued that no universal history is possible without the memory of towns, regions and ordinary people.

Medina Rubio believed that Venezuela’s past had been reduced for too long to the history of Caracas, independence heroes and official dates.

His central thesis was simple but powerful: without local history, universal history is impossible.

The historian was born in Puerto Cabello, Carabobo state, on April 27, 1937, and died in Caracas on October 1, 2019, at the age of 82.

He graduated as a professor of History and Geography from the Pedagogical Institute of Caracas in 1969 and earned a doctorate from El Colegio de México in 1974.

Medina Rubio founded the Chair of Venezuelan History at the Pedagogical Institute in 1976 and taught undergraduate, graduate and doctoral courses at the Central University of Venezuela.

He directed the university’s School of History from 1986 to 1989 and became one of the country’s leading theorists and promoters of regional history.

His influence extended beyond Venezuela through his work with historians across Latin America and the Caribbean.

Medina Rubio was also an editor, publisher and institution builder. He led Editorial Trópicos and co-founded the journal Tierra Firme in 1982, which has published more than 100 issues.

He served as director of Venezuela’s National Library from 2003 to 2009 and helped found and lead the National Center for History.

His books include Regional History: Seven Essays on Theory and Method (1984), A Minimal History of Venezuela (1994), Introduction to Regional History (1995) and Readings in Regional and Local History (2002).

In 2018, he presented The Venezuelan People: 15,000 Years of History, written with Mario Sanoja, Iraida Vargas, Carmen Bohórquez and Luis Britto García.

The book challenged the idea that Venezuelan history begins with Christopher Columbus or independence, placing Indigenous peoples at the center of the national narrative.

Arístides Medina Venezuelan Local History Beyond Caracas

Biblioteca Nacional de Venezuela | Centro Nacional de Estudios Históricos

Medina Rubio argued that Venezuelan local history had long been overshadowed by a Caracas-centered narrative.

He said official history focused on events such as April 19, 1810, and July 5, 1811, while ignoring the provinces that made up the Spanish Captaincy General of Venezuela.

“The great contribution of those of us who work on regional and local history is that we have reclaimed those spaces,” Medina Rubio said.

“Our history was filled with the history of Caracas, not even the Province of Caracas. The same happened with Maracaibo and Cumaná. Angostura appeared only when Bolívar was there, but beyond that, almost nothing.”

He argued that many Venezuelan towns had histories long before independence, but those stories were often reduced to the presence of famous figures.

He cited the McGregor Stone in El Socorro as an example of a place remembered mainly because a celebrated leader passed through it.

Medina Rubio insisted that local chroniclers preserved details that national histories often overlooked.

He also defended oral history as a legitimate historical source.

“The academic historian works with documents, statistics and maps,” he said. “But the people work with memory, and the only way to preserve that memory is through testimony.”

He said oral testimony passes from generation to generation and preserves events that may never leave a community but remain part of its historical memory.

Medina Rubio pointed to the Tere Tere, a traditional dish from Guatire, as an example of how local knowledge survives through community memory.

He said many people learned about the dish because residents created a magazine to document local flavors and knowledge.

For Medina Rubio, food, crafts, music and everyday practices were also historical sources because they revealed regional identities and social relations.

He noted that the hallaca, considered a national dish, has distinct regional expressions in the Andes, Margarita and central Venezuela.

The historian believed that recognizing those differences was essential to understanding Venezuela as a diverse and plural country.

Venezuelan Local History and the Independence Process

Archivo General de la Nación | Academia Nacional de la Historia

Medina Rubio also challenged traditional accounts of Venezuela’s independence, arguing that the process was broader, more complex and less centralized than official history suggested.

He explained that the people present in Caracas’ Plaza Mayor on April 19, 1810, were mainly from the Province of Caracas.

They came from Charallave, what is now the Plaza municipality, Guarenas and the valleys of Aragua.

People from Barcelona, Margarita, Cumaná, Angostura, the Andes and other regions joined the independence movement later, but quickly.

Medina Rubio said communication was decisive in spreading the movement.

In 1810, news from Caracas could take weeks to reach other parts of the country. Yet the April 19 events spread within eight to 10 days.

Caracas was the most important city in the Captaincy General, which included seven provinces.

After the Caracas council declared the Junta of the Rights of Ferdinand VII, later transformed into the Supreme Junta of Caracas, emissaries were sent to other provinces.

Their mission was to secure support for the Caracas movement and build consensus across the Captaincy General.

Of the seven provinces, only Maracaibo, Coro and Guayana did not immediately join. They later incorporated into the independence process.

Medina Rubio said the role of those emissaries remained insufficiently studied.

He also argued that many historical documents had been hidden or removed from public access for decades.

He pointed to the case of independence leader Francisco de Miranda and Juan Germán Roscio, who served as prosecutor against Miranda in 1806.

Medina Rubio said Roscio’s role in condemning Miranda and others captured at Ocumare had long been obscured by official narratives.

He said archives later revealed another side of Roscio, not to erase his contribution to independence, but to show that his life had more than one phase.

Medina Rubio said three volumes of previously unknown Miranda documents were later published, while other archives remained insufficiently studied.

Democratizing Venezuelan Historical Knowledge

Venezuelan Ministry of Popular Power for Education | Fundación Librerías del Sur

Medina Rubio believed that the democratization of Venezuelan local history required recovering archives, publishing forgotten documents and training new historians.

He said that before 1960, Venezuelan history was often presented as a nearly divine war led by elites.

He cited the 1808 Revolution of Caracas, organized by wealthy Caracas elites known as mantuanos against Spanish rule.

Although the movement was betrayed, Medina Rubio considered it more important than earlier pre-independence uprisings led by figures such as Pirela and Chirino, as well as Miranda’s invasions.

He noted that the first major study of the movement, Andrés de Ponte’s The Revolution of Caracas, was published in 1910 and not republished until after the 1960s.

Medina Rubio said that after 1960, the work of the General Archive of the Nation, the National Academy of History and university history schools began to recover Venezuela’s past.

Books written by witnesses, memoirists and military figures became available to researchers and the public.

After 1998, he said, the recovery of historical memory accelerated further.

More archives were created, and descendants of historical figures began donating documents to the National Library, the General Archive of the Nation and the National Academy of History.

Medina Rubio said those archives allowed a completely different understanding of Venezuela’s past.

He also criticized the fact that, until about 2002, Venezuelan school history textbooks were produced in Spain.

He said the government purchased millions of books from the Spanish publisher Santillana, with financing linked to international institutions.

Medina Rubio said that practice ended during the government of Hugo Chávez, when he was director of the National Library and Aristóbulo Istúriz was education minister.

He argued that replacing Santillana’s editorial capacity would take years because it involved producing and updating textbooks for millions of students.

For Medina Rubio, the transformation of historical knowledge was a long-term process tied to education, archives and public access to information.

Venezuelan Local History and Social Consciousness

UNESCO Memory of the World | Latin American Council of Social Sciences

Medina Rubio argued that Venezuelan local history helps people understand present-day problems and develop independent civic consciousness.

He gave the example of a town without drinking water or an aqueduct.

Residents may ask why there is no water system despite the existence of a large river nearby.

By investigating the issue, they may discover that a nearby aqueduct serves land owned by a powerful landowner.

That discovery can lead people to organize and fight for their rights.

For Medina Rubio, local history was therefore a tool for social awareness and political action.

He also emphasized the importance of recovering the everyday lives of ordinary people, including songs, dances, food and popular traditions.

He noted that colonial society was deeply marked by class and racial hierarchies.

The term “mantuano” referred to wealthy white elites because the Church allowed only white women to wear mantles, while Black, Indigenous and mixed-race people were excluded.

Medina Rubio said food also reflected those hierarchies. Elites ate refined dishes, while ordinary people ate sancocho, a mixture of ingredients cooked in a gourd.

He argued that history must recover those excluded voices and recognize collective actors as makers of their own history.

Medina Rubio believed that independence was not a completed event but an unfinished process.

He said Venezuela had not yet built a fully independent structure or developed independence as a collective way of life.

For him, history should not be reduced to memorizing dates, names and places.

It should reveal processes, recover local heroes and connect the past with present realities.

His legacy continues through the historians, archivists and communities working to recover Venezuela’s regional memory.


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Techno, raves e o fascínio por ruínas entre Detroit e Berlim

No livro "Sair à Noite", a britânica Imogen Willetts conta uma história da vida noturna. O Observador publicar um excerto sobre a música techno e as cidades que fizeram a história do género.

© ullstein bild via Getty Images

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No quarto de D. Carlota Joaquina: o que (re)descobrimos?

Um projeto de 150 mil euros devolveu ao formato original as câmaras onde a rainha viveu os seus últimos anos, no Palácio Nacional de Queluz. Poderemos conhecer a consorte vilificada de outra forma?

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

A Câmara onde D. Carlota Joaquina dormia. Só mais tarde é que esta divisão viria a ser tratada por quarto de dormir
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Encontrado forte romano no País de Gales que poderá reescrever uma antiga lenda

Fragmentos de cerâmica, moedas e vestígios de fortificações apontam para a existência de um forte romano no oeste do País de Gales. A descoberta poderá ajudar a esclarecer a origem de uma tradição medieval galesa que associa o imperador romano Magnus Maximus a um acampamento militar na região. O forte foi identificado pelo arqueólogo Mark Merrony, investigador especializado em arqueologia romana da Universidade de Oxford. O local foi identificado pela primeira vez em 2024, perto de Frenni Fawr, no condado de Pembrokeshire. Situa-se a pouco mais de três quilómetros a nordeste daquele cume, associado, no folclore galês medieval, ao imperador

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A fralda suja que ajudou um espião do KGB a fugir da União Soviética

Em julho de 1985, um coronel do KGB, que trabalhava secretamente para os britânicos, fugiu da União Soviética escondido na mala de um carro. Na fronteira com a Finlândia, uma fralda suja (e um pacote de batatas fritas) ajudaram a afastar os cães que procuravam Oleg Gordievsky. Dois anos antes, Gordievsky dera ao Ocidente um testemunho valioso sobre o medo de uma guerra nuclear em Moscovo. O exercício Able Archer 83, realizado pela NATO de 7 a 11 de novembro de 1983, simulava uma escalada militar na Europa até ao uso de armas nucleares, incluindo a passagem ao nível DEFCON

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Simon Sebag Montefiore: "Es curioso que Israel tenga mejores relaciones con muchos países árabes que con Gran Bretaña o España"

El escritor e historiador Simon Sebag Montefiore

Después de adentrarse en la corte zarista rusa, la compleja biografía de Josef Stalin o los entresijos de Jerusalén, Simon Sebag Montefiore se atreve ahora con la historia moderna de Oriente Medio. Desde 1900 hasta la actualidad, el escritor e historiador británico ha elegido narrar un siglo de acontecimientos en la región en uno de los momentos más decisivos de su historia. Una tarea "intimidante", según él mismo admite.

"Algunas personas me han dicho que estaba loco por intentar algo así", confiesa durante una entrevista con El Independiente. El complejo trabajo que tenía por delante no le disuadió de emprender una tarea que consideraba "necesaria", porque existe "muy poco conocimiento" sobre una de las regiones más determinantes en la geopolítica mundial. Este trabajo faraónico ha quedado plasmado en El hervidero (Editorial Crítica), una guía imprescindible para comprender la formación del Oriente Próximo moderno en el último siglo.

Sebag Montefiore (Reino Unido, 1965) inició su andadura en la actualidad internacional como corresponsal en la frontera Este europea, cubriendo los últimos estertores de la Unión Soviética. Su carrera como analista internacional le ha llevado por muchos frentes. Nacido en una familia de ascendencia judía, el pasado septiembre firmó una carta junto a otras miles de personas en la que negaba que Israel hubiese cometido un genocidio en Gaza.

Ahora, se dispone a contar una historia de Oriente Medio "para los habitantes de Oriente Medio". Lejos de "mentiras", "mitos" e "ideologías", como él mismo asegura. Para hacerlo, ha decidido comenzar por la llegada al poder de la dinastía Saud. "Quise empezar con un líder árabe independiente de las potencias imperiales", detalla. Y, precisamente ahora, el foco caliente del conflicto está en ese país del Golfo.

Pregunta.- El epicentro del actual conflicto en Oriente Medio se encuentra ahora mismo en Arabia Saudí. ¿Si los rebeldes hutíes de Yemen se impusieran a Riad marcaría el comienzo de una nueva era?

Repuesta.- Podría ser. Es un momento muy peligroso. A los hutíes no se les puede derrotar como a los ejércitos convencionales. Sus líderes están en cuevas en el norte de Yemen, pero se les puede expulsar del sur del país y de la capital. Y eso tiene que ocurrir. Pero esta es una prueba enorme para las potencias árabes, en particular para Arabia Saudí. Y tienen que prevalecer.

El régimen iraní está construido para librar guerras y para la resistencia; la verdadera presión será la económica

P.- Su libro termina con el comienzo de la guerra actual en Irán. Pero a lo largo de estos últimos meses hemos visto que las circunstancias han cambiado muchísimo. En una semana podemos tener un escenario totalmente diferente. ¿Cómo sería el final de El hervidero dentro de un año?

R.- El libro termina el 28 de febrero, al comienzo de la guerra de Irán, porque sabía que el conflicto se prolongaría durante mucho tiempo e involucraría a muchos más actores en la región. Incluso si empezara a escribir ahora, lo terminaría ahí. Porque de lo contrario, uno estaría escribiendo a cada minuto y se volvería loco actualizando el libro. Pero fuera del libro, la situación ahora es sumamente complicada. Y quedan muchas rondas de juego por delante.

P.- ¿Cómo ha prevalecido Irán en esta guerra? Al principio se vio como un desastre masivo para la República Islámica, con su liderazgo desaparecido, pero han logrado resistir y mantenerle el pulso a Estados Unidos.

R.- Irán es un país enorme de 90 millones de habitantes; su liderazgo es muy experimentado y profundo. No era un régimen de un solo hombre, así que matar al líder supremo –el ayatolá Alí Jamenei– no lo inhabilitó como algunos esperaban. Es más probable que el régimen caiga si el brutal bloqueo económico de EE.UU. funciona.

Por lo tanto, creo que no es que el régimen se haya recuperado, sino que está construido para librar guerras y para la resistencia. La verdadera presión será la económica. Mientras que EE.UU. impida que Irán venda su único producto, el petróleo, el régimen se irá desintegrando gradualmente.

España se ha vuelto irrelevante en Oriente Medio, aunque Gran Bretaña y Francia también corren el mismo riesgo

P.- Creo que todos estamos de acuerdo en que hubo un error de cálculo por parte de la Casa Blanca al comienzo de la guerra. ¿Qué cree que las potencias occidentales no entienden sobre Irán o sobre Oriente Medio como región?

R.- La administración Trump no entendió lo suficiente la profundidad del régimen en Irán. Pero tampoco la mayoría de las potencias occidentales, como España, Francia o Inglaterra. Los gobiernos están inmersos en una conversación con sus propios movimientos activistas decoloniales dentro de sus partidos políticos, especialmente en la izquierda, como por ejemplo en el Partido Laborista en Inglaterra. Y aquí, el Gobierno de Pedro Sánchez, por supuesto. Y en Francia, lo mismo.

Esas conversaciones son irrelevantes para lo que está sucediendo en Oriente Medio. De hecho, mientras los gobiernos occidentales intentan aplacar a los activistas de izquierdas dentro de sus fronteras, están haciendo que sus países sean cada vez más irrelevantes en Oriente Medio.

P.- Precisamente España, a lo largo del siglo XX, tuvo muy poca influencia en las decisiones relativas a la región, al menos en la superficie. Y parece que se ha convertido en un interlocutor más significativo. ¿A qué cree que se debe esto?

R.- No creo que se haya vuelto más relevante. En realidad, considero que es cada vez menos relevante. España tuvo muy pocos tratos con Oriente Medio en el siglo XX, aunque hubo mucha relación con Marruecos. Y esa relación sigue siendo extremadamente relevante en este momento. Pero en términos de Israel y Oriente Medio, y también de EE.UU. y la OTAN, el Gobierno de Sánchez se ha vuelto menos relevante por razones internas.

Es mucho más fácil promover la moralidad propia desde una perspectiva simplista cuando no hay consecuencias ni obligaciones de ningún tipo por ello. Pero España se ha vuelto irrelevante en Oriente Medio, aunque Gran Bretaña y Francia también corren el mismo riesgo.

P.- ¿Cree entonces que la postura del actual Gobierno español tiene más que ver con el discurso que con la acción real?

R.- Totalmente. Tiene que ver con el discurso al 100%. Y por eso es popular. Permite la satisfacción de la moralidad sin obligación y sin costes.

Los norteamericanos siempre serán la potencia militar más eficaz en la región; si ellos quieren serlo

P.- Al final de su libro, sugiere que la guerra actual podría conducir a una reconfiguración explosiva de la región. Parece que ya lo estamos presenciando, ¿no cree?

R.- Sí, lo creo.

P.- ¿Y qué tipo de alineación de bloques surgirá tras esta guerra?

R.- No creo que la situación sea como antes de la Primera Guerra Mundial, donde los bloques se consolidaron. Creo que ahora los bloques serán muy flexibles y cambiantes, y se solaparán.

Para empezar, siempre va a haber una presencia de seguridad estadounidense en Oriente Medio. Los norteamericanos siempre serán la potencia militar más eficaz en la región; si ellos quieren serlo. Pero luego van a existir diferentes alineaciones, como Turquía, Pakistán y Arabia Saudí. También de los saudíes con Egipto, entre Israel y Emiratos Árabes Unidos... Todos estos países persiguen sus propios intereses, pero todos ellos tienen fallos y sus propias debilidades. Así que, hasta dónde llegarán realmente para librar guerras y utilizar sus poderes militares, es cuestionable.

P.- Una de las alianzas más interesantes es la que existe entre Israel y Emiratos Árabes. Y una que mucha gente desconoce.

R.- Así es. Es muy curioso que Israel tenga ahora mejores relaciones con muchos países árabes que con Gran Bretaña o España.

Las elecciones podrían hacer que Israel negocie una nueva presencia en Oriente Medio, y nuevas relaciones con Estados Unidos y los países occidentales

P.- ¿Hasta qué punto cree que las próximas elecciones en Israel podrían moldear el futuro de la región?

R.- Podrían remodelarlo drásticamente. Es un momento de gran oportunidad para integrar más a Israel en Oriente Medio. Prácticamente todas las principales potencias árabes tienen relaciones con Israel, en secreto o públicamente. Y todas ellas aceptan la existencia y el poder de Israel, con todos sus fallos... Que son muchos.

Las elecciones podrían hacer que Israel negocie una nueva presencia en Oriente Medio, y nuevas relaciones con Estados Unidos y los países occidentales. Pero, de igual modo, las elecciones podrían no cambiar nada y Benjamín Netanyahu podría formar otro gobierno. Pero, si entrara un nuevo gobierno, un equipo completamente nuevo, hay enormes oportunidades para Israel.

P.- El conflicto árabe-israelí está presente en todo el libro. ¿Cree que la guerra en Gaza, tras el 7 de octubre y la respuesta israelí, fue un antes y un después en este conflicto?

R.- El 7 de octubre fue un verdadero punto de inflexión y un momento muy decisivo. En muchísimos sentidos fue enormemente significativo e importante, y ha llevado a la guerra que estamos viendo ahora. Por eso llamo a los conflictos actuales "las guerras del 7 de octubre", porque todas proceden de ese momento. Así que, sí, es extremadamente importante.

P.- Y la respuesta israelí al ataque... ¿Cree que también fue un punto de inflexión para la opinión pública en el resto del mundo sobre Israel?

R.- La guerra en Gaza fue un conflicto extremadamente complejo y feroz. Pero también fue un desastre en la guerra de la información para Israel, que no hizo esfuerzo alguno por explicar y mostrar lo que estaba haciendo. Y es solo ahora, meses después, cuando muchas de las acciones israelíes han sido explicadas por Hamás y otras organizaciones terroristas al revelar en sus anuncios de fallecimientos que muchas de las personas muertas eran, en efecto, combatientes de Hamás.

Creo que EE.UU. mantendrá una presencia en Oriente Medio, pero no como el actor hegemónico que era tradicionalmente

P.- En el libro y en Oriente Medio, el papel de las potencias extranjeras es vital. Durante años EE.UU. actuó como el principal mediador, pero esto parece estar cambiando, especialmente tras la respuesta de Washington en la guerra de Irán, cuando abandonó a sus aliados en la región. ¿Cree que algún otro actor podrá ocupar su lugar si deciden que ya no quieren tener este papel?

R.- EE.UU. ha demostrado ser, como de costumbre, muy inconsistente y poco fiable. De hecho, dos cuestiones son a la vez ciertas. Todas las potencias están muy decepcionadas con los norteamericanos y no confían en ellos. Pero, del mismo modo, todas quieren que se mantenga la presencia de Washington en la región, hasta cierto punto. Así que creo que EE.UU. mantendrá una presencia allí, pero no como el actor hegemónico que era tradicionalmente.

Y sí, hay oportunidades para China, pero Rusia está fuera del juego, ocupada en Ucrania. Por eso, no creo que ninguna de esas potencias vaya a reemplazar directamente a EE.UU. ahora mismo.

P.- China quiere un papel menos significativo del que han tenido los estadounidenses...

R.- Están usando un plan diferente. Tienen un interés distinto. Prefieren ejercer su poder mediante la construcción de conexiones a través de la infraestructura y del comercio. Y no están dispuestos a luchar en Oriente Medio. Acaban de construir su nueva marina, no creo que quieran perderla tan pronto.

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