O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya diz que aceitaria fazer parte de um eventual Ministério da Segurança Pública do próximo governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Claro, se fosse convidado aceitaria, sim”, disse Gakiya à CNN Brasil nesta terça-feira (27). O promotor pontuou, no entanto, que não recebeu um convite formal até o momento.
Gakiya ficou reconhecido por ser um dos principais investigadores de facções criminosas no país, principalmente do PCC (Primeiro Comando da Capital) — pelo qual é considerado inimigo e “jurado”de morte.
A promessa de Lula para o novo ministério pode ficar apenas para 2027, conforme mostrou a CNN.
O governo projeta que pode até recriar a pasta ainda neste ano como aceno ao cumprimento da proposta em uma área que desafiou Lula durante a eleição. O pleno funcionamento da pasta, todavia, pode ficar para o ano que vem por questões orçamentárias.
Gakiya defende uma maior integração das forças de segurança pública estaduais e federais para o combate ao crime organizado, além de ser contra a denominação de PCC e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, afirmando que as facções atuam como máfias.
Em 2025, o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, participou da elaboração do texto do PL (Projeto de Lei) Antifacção, que originou a Lei Antifacção, no último mês de março.
A digressão terá o nome 'The Greatest Show on Earth', título de um dos singles já divulgados. O Estádio da Luz surge como o cenário mais provável para acolher a banda originária de Dublin.
O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.
Nenhuma autoridade oficial do Brasil ou dos EUA, entretanto, confirma saída de Flávio do país.
"Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula", escreveu.
A postagem foi feita por volta das 15h30. Em outra publicação, menos de 30 minutos depois, Levy acrescentou que essa fuga recebeu o nome de Operação Alba.
Levy é empresário e advogado e se autodescreve publicamente como um aliado próximo e alguém que serve a Donald Trump e ao movimento MAGA [Make America Great Again, no inglês].
Post de Simón Levy sobre fuga de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Foto: SimonLevyMx/X - SimonLevyMx/X
A Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio, mas não recebeu retorno. O senador não chegou a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador em suas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro. Por causa do descumprimento, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.
O projeto televisivo Conta Lá conta com mais um capítulo na sua história turbulenta, depois de a Meo descer o canal de posição na grelha.A empresa acumula, desde julho, sete processos em tribunal, cinco dos quais deram entrada depois de Sérgio Figueiredo ter abandonado o projeto.
O canal de televisão atualmente ocupa a 168ª posição na grelha de canais da operadora de telecomunicações Meo, abaixo de canais como o LocalVisãoTV, o Conectv e o Azores TV. No Facebook do canal, não atualizado desde 13 de outubro, mantém-se a referência à posição 15 — em que o canal se estreou –, abaixo de canais como o V+, SIC Mulher e a SIC Novelas. Na Nos e na Vodafone, o canal permanece na 123ª e na 999ª posição, respetivamente.
O +M questionou as três operadoras sobre a manutenção do canal nas suas grelhas, aguardando resposta.
O canal tem estado a emitir repetições dos seus conteúdos.Nas redes sociais, também a última atualização da página de Instagramdata de 13 de outubro. No LinkedIn, o último conteúdo partilhado é de 24 de julho. Já no canal de Youtube, o mais recente vídeo foi publicado a 27 de julho.
As últimas notícias no site do canal remontam a 8 de julho e os vídeos a 12 de julho, de acordo com uma cópia arquivada no Internet Archive a 3 de outubro. Atualmente, quando se tenta aceder ao site, aparece uma mensagem de manutenção devido à atualização do seu servidor. De acordo com a informação visível, essa atualização decorre das recentes vulnerabilidades identificadas na linguagem de programação PHP, que deixaram milhares de sites em risco.
Além disto, desde julho que o Conta Lá acumula, pelo menos, sete processos no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, que totalizam os 504.322,36 euros. Os processos partem, por ordem de valor, da produtora Coral Europa — que procura ser ressarcida em 266.934,16 euros –, da sociedade de advogados Vieira, Grilo e Silva (71.631,56 euros), da unipessoal Mentes de Contacto, Produções Multimédia (39.589,37 euros) e de Isabel Maria dos Santos Osório (36.636,69 euros). Acrescem ainda os processos movidos pela unipessoal Vozes e Memórias (35.555,85 euros), pela empresa de soluções de áudio profissional Magnelusa (33.139,95 euros) e pela CFO do Grupo Impresa, Teresa Gonçalves (20.834,78 euros).
Recorde-se que um grupo de trabalhadores vai ainda avançar com um pedido de insolvência, segundo a informação avançada a 19 de outubro pela Lusa. Os trabalhadores procuram conseguir recorrer ao fundo de garantia salarial, num momento em que os salários estão em atraso há vários meses.
A agência noticiosa avançou ainda que os diretores estão demissionários desde 16 de outubro, devendo ter formalizado a saída na semana seguinte.
Em 12 de agosto, a assembleia-geral do Conta Lá elegeu uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, com mandato até dezembro, a qual nunca tomou posse. O projeto precisava de uma injeção de capital de cinco milhões de euros, que até ao momento não se concretizou.
A Comissão foi nomeada depois de um dos acionistas do projeto, Sérgio Figueiredo, ter abandonado o cargo de CEO em julho e convocado uma assembleia-geral para aprovar um plano de reestruturação. A Comissão Executiva era composta ainda por Maurício Ribeiro — o principal acionista do canal — e por Jorge Santos.
Alexia Putellas parecia intocável há quatro anos. Capitã do Barcelona e destaque do futebol feminino, a espanhola se tornou a primeira mulher a conquistar o Bola de Ouro Feminino em duas edições consecutivas. Na segunda-feira, a resposta veio em grande estilo, voltando a conquistar o principal prêmio individual do futebol feminino e chegou a sua terceira conquista.
“Todas as crianças do mundo, meninos e meninas: se vocês amam futebol e querem jogar futebol, joguem. Não importa se você é menino ou menina, nem de onde você vem. Não dê ouvidos a quem disser que você não consegue. Acredite em si mesmo”, declarou Putellas durante o discurso de agradecimento.
Alexia Putellas comemora a conquista da Champions League Feminina • Judit Cartiel -UEFA/Getty Images
Lesão no joelho interrompeu auge de Alexia Putellas
No verão europeu de 2022, Putellas já havia se consolidado como a principal jogadora do futebol feminino. A espanhola liderou o Barcelona na consolidação entre as principais equipes da Europa. O clube havia conquistado sua primeira Champions League em 2021.
A trajetória, porém, sofreu uma interrupção brusca. Poucos dias antes da estreia da Espanha na Eurocopa Feminina de 2022, a meio-campista rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho. A lesão a tirou do torneio e ameaçou mudar os rumos de sua carreira.
A recuperação a afastou dos gramados por quase um ano. Mesmo após retornar, Putellas ainda precisou recuperar o ritmo e a melhor condição física. Na Copa do Mundo Feminina de 2023, a espanhola continuava em busca de sua melhor forma e, posteriormente, passou por outra cirurgia no joelho após um novo problema.
Putellas se recupera e volta a brilhar pelo Barcelona
Pela primeira vez na carreira, a meio-campista precisou correr atrás do nível que ela própria havia estabelecido. Enquanto o Barça continuava conquistando títulos e novas jogadoras ganhavam destaque, Putellas trabalhava para recuperar seu espaço.
A reconstrução foi gradual. Primeiro, voltou a demonstrar sua qualidade técnica e depois, recuperou a confiança e a influência que a haviam transformado em uma das principais referências do futebol mundial.
A última temporada foi uma demonstração dessa retomada. Alexia conquistou seu décimo título espanhol e sua décima Copa da Rainha com o Barcelona, além da quarta Champions League. Ao longo da temporada, marcou 20 gols em todas as competições.
• Reprodução/Instagram
Alexia Putellas troca Barcelona pela Inglaterra
Em julho Putellas se transferiu para o London City Lionesses, equipe da Women’s Super League, a liga inglesa de futebol feminino. A espanhola aceitou o desafio de liderar o projeto da proprietária Michele Kang, que busca desafiar a hierarquia estabelecida no futebol inglês.
Fora de campo, a jogadora também tem utilizado sua visibilidade para aproximar o público do futebol feminino. A conquista desta segunda-feira representa mais do que o reconhecimento por uma temporada de destaque.
A terceira vitória da premiação confirma o retorno de Putellas ao topo após o período mais difícil de sua carreira e reforça seu lugar entre as principais jogadoras da era moderna.
O MPT (Ministério Público do Trabalho) registrou 946 denúncias de assédio eleitoral no período entre o primeiro e o segundo turno das Eleições 2026. De acordo com o órgão, o número total de queixas relacionadas ao pleito deste ano realizadas até o último domingo (25) é de 1.937.
Segundo os dados do MPT, o estado de São Paulo acumulou o maior número de reclamações com um total de 350, seguido por Minas Gerais com 212 e pelo Rio de Janeiro, que registrou 169.
O órgão obteve na Justiça do Trabalho 52 decisões liminares contra o assédio eleitoral. As liminares foram concedidas em 59 ações civis públicas ajuizadas pela instituição, o que corresponde a 88% de decisões favoráveis ao MPT.
De acordo com o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o assédio eleitoral é caracterizado por qualquer conduta que constranja, induza, influencie, restrinja, discrimine ou retalie o trabalhador em razão de seus direitos ou escolhas políticas.
O crime pode ocorrer de forma vertical (quando praticado por um superior hierárquico) ou horizontal, entre colegas do mesmo nível na empresa. Um exemplo típico é quando um empregador afirma que a empresa poderá fechar caso determinado candidato não seja eleito.
Entre as modalidades identificadas pelo MPT, destacam-se o assédio eleitoral documental, praticado por meio de memorandos e circulares, e o assédio eleitoral econômico, relacionado a benefícios como bônus e promoções.
Como denunciar
O MPT orienta que as denúncias podem ser feitas de forma sigilosa ou anônima pelo site da instituição, ou ainda por meio das ouvidorias do Tribunal Regional do Trabalho.
O voto é secreto e livre, e nenhum empregador ou colega tem o direito de interferir na escolha política do trabalhador.
O MME (Ministério de Minas e Energia) anunciou nesta terça (27) o cronograma de leilões de energia com a previsão de sete leilões de transmissão de energia até 2029.
O documento estabelece as diretrizes e os prazos para a realização dos leilões, que têm como objeto a concessão das novas instalações de transmissão necessárias à expansão do sistema elétrico nacional.
As sessões públicas devem ocorrer em abril e outubro de cada ano e um certame adicional em dezembro de 2027.
Veja abaixo o cronograma:
Leilão de Transmissão
Sessão Pública
Data Limite para Celebração do CUST
(se aplicável)
1º/2027
Abril/2027
16 de novembro de 2026
2º/2027
Outubro/2027
15 de abril de 2027
3º/2027
Dezembro/2027
15 de junho de 2027
1º/2028
Abril/2028
15 de outubro de 2027
2º/2028
Outubro/2028
17 de abril de 2028
1º/2029
Abril/2029
16 de outubro de 2028
2º/2029
Outubro/2029
16 de abril de 2029
Entre as regras definidas, destaca-se a exigência de celebração do Cust (Contrato de Uso do Sistema de Transmissão), junto ao ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), pelos agentes que demandam as novas instalações, dentro dos prazos estipulados no Anexo da Portaria, como condição para que essas instalações sejam incluídas nos leilões.
A exigência aplica-se às instalações de rede básica para o atendimento a distribuidoras (concessionárias, permissionárias ou autorizadas), subestações que incluam transformadores de potência com tensão primária igual ou superior a 230 kV e tensões secundária e terciária inferiores a 230 kV, além das conexões e equipamentos do terciário. Nesses casos, o Cust deve ser celebrado entre a distribuidora e o ONS.
Além de instalações de rede básica para atendimento a consumidores livres: instalações cuja data de necessidade, definida no Potee (Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica), esteja condicionada à confirmação da carga. Nessas hipóteses, o contrato será firmado entre o consumidor livre e o ONS.
A exigência para instalações condicionadas à confirmação de carga é novidade em relação às edições anteriores do cronograma dos leilões.
O objetivo é evitar que essas instalações sejam licitadas e construídas antes da confirmação da carga que as justifica, o que transferiria aos demais consumidores, por meio de tarifa, o custo de ativos que poderiam ficar ociosos.
A Axia Energia anunciou nesta terça-feira (27) a estruturação de um financiamento de até R$ 680 milhões para o desenvolvimento e implantação do Lote 7 de transmissão, no Rio Grande do Norte.
A estruturação está sendo feita a partir de uma carta-mandato com o IDB Invest, instituição do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) voltada ao setor privado.
A assinatura da carta dá início às avaliações e negociações para a possível operação.
Entretanto, uma eventual participação do IDB ainda depende da conclusão das análises, da negociação dos documentos e das aprovações internas aplicáveis.
O lote foi conquistado pela empresa no Leilão de Transmissão realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em outubro do ano passado.
Segundo a Axia, o empreendimento tem prazo de construção de 42 meses e estimativa de gerar 2.299 empregos durante a implantação.
Para Eduardo Haiama, vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, o potencial financiamento faz parte da nossa estratégia de crescer com disciplina na alocação de capital.
“Ter o BID ao nosso lado reforça a relevância do projeto, pela experiência e pelo rigor da instituição na avaliação de investimentos”, disse.
Ainda segundo Haiama, o projeto combina geração de valor com uma contribuição concreta para a segurança do sistema elétrico.
O lote é formado pelos sublotes 7A e 7B, tem a RAP (Receita Anual Permitida) contratada de R$ 71,9 milhões por ano e prevê a instalação de três compensadores síncronos de 500 kV, sendo dois na Subestação Açu III e um na Subestação João Câmara III.
Ambos os equipamentos contribuem para o controle de tensão e a estabilidade da rede, especialmente importantes para o Nordeste, que é marcada pela forte presença de geração renovável.
A Subestação João Câmara III integra um corredor relevante de transmissão e funciona como hub para a conexão de fontes renováveis.
O governo dos Países Baixos (Holanda) anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende investir US$500 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). O mecanismo internacional de financiamento foi idealizado pelo Brasil e lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, em 2025.
O aporte não será feito todo de uma vez, mas dividido ao longo de um período de 10 anos. Segundo o anúncio do governo, o investimento reforça a ambição do país em relação às metas climáticas internacionais e à biodiversidade.
O ministro do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento, Sjoerd Sjoerdsma, disse que preservar as florestas é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas, que ameaçam segurança, prosperidade e liberdades.
“Isso reduz as emissões e é essencial para a resiliência dos ecossistemas, da biodiversidade e do abastecimento alimentar global. Por meio deste compromisso, oferecemos aos países um incentivo sólido e previsível para proteger e conservar suas florestas tropicais”, disse Sjoerdsma.
Com o anúncio, os Países Baixos passam a integrar uma coalizão internacional que já anunciou intenção de contribuir com o investimento. Entre os países estão Brasil, Noruega, Luxemburgo, Indonésia, Alemanha, França, Portugal e Reino Unido.
Os investidores que comprarem os títulos emitidos pelo TFFF receberão juros fixos e estáveis. Já os países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço. Eles só receberão os valores após verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos.
O fundo também prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações.
Os idealizadores do TFFF estimam que ele poderá proteger mais de 1 bilhão de hectares de florestas em mais de 70 países. O objetivo é arrecadar, pelo menos, US$ 125 bilhões. Desse montante, US$ 100 bilhões deverão vir do setor privado, enquanto os outros US$ 25 bilhões são esperados de governos pelo mundo.
A Assembleia da República (AR) abriu esta segunda-feira 11 vagas na área da comunicação, para a categoria de assessor parlamentar. As candidaturas decorrem durante dez dias úteis, contados a partir da publicação do aviso no Diário da República.
As remunerações base vão de 1.551,78 euros, em nove das 11 vagas, a 2.516,53 euros, na vaga mais sénior de assessoria de imprensa. A vaga na gestão de redes sociais fica no meio, com 2.299,69 euros. Os valores são de 2026 e a todos se soma um suplemento pelo regime especial de trabalho dos funcionários parlamentares.
Em geral, os candidatos precisam de ter, na área da vaga, um mestrado, um doutoramento ou uma licenciatura pré-Bolonha, ou então uma licenciatura de Bolonha seguida da parte curricular de um mestrado ou doutoramento. Em alternativa, podem candidatar-se com licenciatura pré-Bolonha/Bolonha em qualquer área, complementada com um curso acreditado de pelo menos 150 horas nas áreas especificadas no aviso.
A área de conteúdos conta com o maior número de vagas — cinco — e os selecionados terão de produzir, editar e rever conteúdos para o site, as comunicações internas, as redes sociais e a newsletter da Assembleia da República. A área de formação necessária é Ciências da Comunicação, Comunicação, Jornalismo ou Marketing. Na área de design multimédia, a AR procura dois profissionais para criar infografias e desenvolver conteúdos visuais e audiovisuais.
Para a assessoria de imprensa contam-se duas vagas, com tarefas e remunerações distintas. Ambas admitem candidatos com formação em Comunicação ou Jornalismo.
A primeira vaga exige ainda experiência profissional de, pelo menos, 15 anos na área. O profissional escolhido terá, por exemplo, de fazer o clipping, preparar comunicados de imprensa, promover relações com os media e preparar e acompanhar conferências de imprensa.
Já a segunda vaga tem como funções a elaboração da estratégia de relação com os media, a intermediação entre os assessores de imprensa das entidades externas e as fontes de informação internas, a “promoção de mecanismos de combate à desinformação” e o apoio na coordenação de assessoria.
A gestão de redes sociais e os conteúdos visuais têm uma vaga cada. O profissional que for contratado para a gestão de redes sociais terá de analisar dados estatísticos e definir estratégias de performance nos meios digitais. A vaga procura, por isso, formação em Ciências da Comunicação ou Ciências de Dados (ou com percurso alternativo previsto), a que se adicionam, pelo menos, 8 anos de experiência na área.
Para a vaga de conteúdos visuais, a AR procura alguém formado em Cinema ou Audiovisual (ou com percurso alternativo previsto) que terá de planear, captar, editar e finalizar conteúdos audiovisuais para os meios digitais.
Os contratos são por tempo indeterminado e o concurso vai criar uma reserva de recrutamento, válida por dois anos. Nas referências com pelo menos duas vagas em concurso, um quarto das vagas fica reservado a funcionários parlamentares que passem no concurso com nota igual ou superior a 14 valores.
O concurso tem quatro fases de seleção, todas eliminatórias. São, por esta ordem, uma prova escrita e oral de inglês (nível C1), uma avaliação psicológica, prova escrita de conhecimentos informáticos, com componentes teórica e prática específicas para cada área, e, por fim, uma entrevista de avaliação de competências.
Amanece en Nusfjord, una diminuta aldea de pescadores levantada sobre palafitos, aferrada a la rocosa costa de las islas Lofoten, un archipiélago en el norte de Noruega. La luz aquí parece tener sus propias reglas y, en un instante, la aldea se tiñe de un naranja intenso que lo envuelve todo, como si amaneciera con más ganas que en otras partes del mundo. Desde agosto hasta abril, cuando las noches se alargan, otra luz aún más mágica, las auroras boreales, se asoma por sorpresa en noches despejadas, dibujando paisajes tan hipnóticos como etéreos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, anunciou na noite deste domingo (25) que não vai reconhecer o resultado das urnas, apesar da diferença de mais de 4,4 milhões de votos a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A justificativa seria a prorrogação do horário de votação eleitoral, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atendeu um pedido de ambas as candidaturas, incluindo a da campanha de Flávio.
"É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que essa regra tenha mudado em cima do jogo. Mais uma vez, pelos amigos do Lula do Supremo Tribunal Federal", afirmou Flávio em comunicado à imprensa ao lado de aliados, na frente de seu QG de campanha, em Brasília.
Para ele, os acontecimentos do segundo turno foram inaceitáveis.
"O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada, a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral [TSE], atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se num estado onde as urnas não foram reabertas quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu", disse o candidato.
Sem fazer menção aos mais de 59 milhões de votos recebidos, Flávio Bolsonaro saiu sem responder às perguntas.
Zanin tomou a decisão sobre a prorrogação do horário de votação, até às 19h, em caráter de urgência, considerando graves os relatos de dificuldades no transporte de eleitores, especialmente em cidades da Bahia e na cidade de São Paulo.
A determinação, anunciada próximo das 17h, horário previsto para o encerramento da votação, inicialmente estabeleceu a extensão do prazo em todas as seções eleitorais.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a manterem essas seções em funcionamento até as 19h. Os votos registrados nas urnas já encerradas seriam computados normalmente.
Para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a eleição consagrou o presidente Lula de forma democrática. Ele fez um apelo pedindo a pacificação do país e pontuou que os líderes, incluindo o próprio presidente da República, façam uma avaliação sobre erros e acertos.
"Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avalição dos seus acertos, mas também dos erros cometidos. Nós somos humanos e precisamos nesse momento fazer uma autoavaliação daquilo que precisa ser melhorado. Nós temos uma Brasil dividido, que passou, infelizmente, os últimos quatro anos radicalizado. Com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de conciliar o país, olhar para frente e governar para todos os brasileiros"
Na mesma linha, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou que o desafio do novo mandato será o de fortalecer as instituições. "Eu tenho muita confiança que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá uma grande missão, além de todas que ele assumiu como compromisso eleitoral, político ou de campanha: unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas. A ninguém interessa o enfraquecimento das instituições", afirmou.
Já o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou em nota que o momento é de serenidade, responsabilidade e compromisso com o país. Fachin ressaltou que o Brasil precisa de paz, estabilidade institucional e respostas concretas às legítimas aspirações da sociedade.
Nunca antes na história deste país, um candidato à presidência havia chegado ao segundo turno em desvantagem e revertido a posição. Aconteceu. Com 51,79% dos votos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está reeleito presidente do Brasil e vai exercer seu quarto mandato.
A virada improvável, que envolveu uma redução inédita na abstenção entre um turno e o outro (de 21,08% para 19,22%), tem relação direta com uma mobilização sem precedentes nas redes sociais – justamente o terreno em que a extrema direita deitou e rolou nos últimos anos.
A tomada das redes pelo campo progressista – que transbordou para as ruas, com as maiores manifestações da esquerda em décadas em todo o país – envolveu vários jovens parlamentares que subiram ao palanque do petista, como Ana Elisa, deputada federal eleita pelo PT em Minas Gerais aos 21 anos e Érika Hilton, reeleita pelo PSOL em São Paulo. Mas nenhuma figura se destacou tanto quanto a do deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e seu canal do WhatsApp “Exército do Lula”, que soma quase 11 milhões de participantes.
Para os especialistas em comunicação e política ouvidos pela Agência Pública, é consenso que a estratégia digital capitaneada por Janones foi central na histórica virada de Lula.
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“O Janones entendeu a lógica das plataformas [digitais], no sentido de que não adianta só fazer conteúdo impulsionado e ou divulgado por influenciadores. O trabalho de formiguinha das pessoas para os seus grupos, das pessoas para as suas redes, é muito importante”, aponta Raquel Recuero, coordenadora do Laboratório de pesquisa MIDIARS (Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais) da Universidade Federal de Pelotas (UfPel).
A pesquisadora destaca que a estratégia conduzida por Janones também acertou ao gerar rejeição a Flávio – algo que a extrema direita vinha fazendo desde o início do terceiro mandato de Lula. “O que mobilizou foi a emoção, o medo de uma vitória de Flávio Bolsonaro [PL]. Não existe comparação com a campanha do primeiro turno. Foi uma campanha muito mais abrangente, digital, que chegou muito mais nas pessoas, já que, querendo ou não, o espaço do debate hoje é o digital”, diz.
Recuero destaca ainda a relevância da campanha digital em um cenário adverso para Lula no Congresso. “A mobilização é importante porque mostra que o presidente eleito tem força de mobilização, ou seja, tem apoio popular, isso pressiona o Congresso, pressiona as instituições. Mas vai ser um governo difícil”, afirma.
A pesquisadora Maria Paula Almada, codiretora executiva do Aláfia Lab e doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), destaca as circunstâncias em que a virada histórica ocorreu, com denúncias de interferência por parte da Meta e, de acordo com a pesquisadora, com “o ministro Kassio Nunes Marques agindo de maneira dúbia, muitas vezes juridicamente equivocada, favorecendo claramente um dos lados”.
“A gente viveu, pela primeira vez na história do Brasil, uma eleição das bolhas, em que a gente não tinha acesso ao que o outro lado estava consumindo e tomando como percepção da realidade”, diz Almada. “A gente sempre soube da importância das redes e sempre soube que a direita domina essa lógica, mas o papel dos algoritmos, das plataformas e o não acesso ao conteúdo que está sendo disseminado do outro lado é um fenômeno novo”.
Para a pesquisadora, o fato de Lula ter ficado em segundo lugar em um primeiro turno morno, com uma esquerda desengajada, fez com que as pessoas começassem a se mobilizar, encarando um papel de “protagonistas”, com as missões desenvolvidas por Janones no canal de WhatsApp, o que foi central para reduzir a abstenção.
Tatiana Dourado, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUC-Rio (PPGCOM PUC-Rio), destaca a importância da identificação na campanha vitoriosa de Lula. “O que vimos foi uma mobilização em larga escala, com milhões de pessoas acompanhando canais de WhatsApp e produzindo e compartilhando conteúdos virais que geravam identificação, ampliavam o alcance dessa onda e contribuíam para consolidar convicções de voto, que vão se reproduzindo por contágio”, descreve.
Ela aponta que essa identificação, para além do conteúdo racional, tem uma expressão emocional, que mobiliza afetos – e por isso é bem sucedida. “O canal de Janones, que chegou a superar 10 milhões de inscritos, foi a grande expressão desse fenômeno. Mais do que criar um canal, Janones conseguiu estabelecer pontes com públicos, com uso de uma linguagem bastante direta, emocional e popular, mobilizando afetos, estimulando o compartilhamento de mensagens e investindo com muita autenticidade na manutenção dessa onda”, diz.
Dourado aponta que ainda é cedo para entender o quanto essa transformação da estratégia digital progressista irá se manter, mas destaca como a mobilização soube contrapor táticas que já eram usadas pelo campo bolsonarista nas redes. “Não vejo isso como uma transformação restrita à esquerda, mas como a articulação de diferentes atores em torno de uma oposição ao bolsonarismo, que se expressou tanto nas redes sociais quanto nas urnas. Ainda é difícil afirmar que essa capacidade de mobilização se tornou permanente, porque também depende de conjunturas políticas, redes de participação e condições específicas de engajamento”, pontua.
Momentos após a confirmação oficial da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais do Brasil, líderes de países vizinhos foram às redes sociais cumprimentar o presidente reeleito.
Um deles foi o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, que disse ter se comunicado com Lula para felicitá-lo. "Eu o cumprimentei pelo triunfo e pela festa democrática que representa o processo eleitoral", afirmou.
"Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades presidente Lula", escreveu a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Outro líder que se manifestou foi o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. "Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", escreveu o mandatário.
O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também foi às redes sociais saudar Lula. "Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países", postou.
Na mesma linha, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi outro que saudou Lula e o povo brasileiro pela jornada democrática.
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conteve um movimento de direita liderado por Flávio Bolsonaro, cujo pai foi condenado por tentativa de golpe após a eleição de 2022", diz o periódico.
Na mesma linha, a agência de notícias Associated Press (AP) enfatiza a vitória de Lula como um revés para Trump e para a expansão da influência norte-americana sobre a América Latina, além de destacar o quarto mandato presidencial.
O alemão Der Spiegel também estampou em sua versão digital a escolha do povo brasileiro pela continuidade de Lula, aos 80 anos, na presidência brasileira.
A rede árabe Al Jazeera, do Qatar, noticiou que o presidente Lula superou por pequena margem seu rival, o senador Flávio Bolsonaro, e conquistou um quarto mandato inédito, citando o órgão eleitoral oficial do Brasil.
Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela prorrogação das votações até as 19h, quem não tinha conseguido votar, viu na medida a possibilidade de garantir o voto. Mas, muitos acabaram dando de cara com portões fechados. Para os eleitores isso causou confusão e frustração.
Houve mesários que só ficaram sabendo da medida após o fechamento das seções e quando já não era mais possível reabrir a votação.
Quase uma hora depois da determinação de prorrogar o horário de votação, veio a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da que a decisão de prorrogação até as 19h, no horário de Brasília, serviria apenas para as seções que ainda não tinham encerrado a votação.
A Agência Brasil conversou com eleitores e mesários.
No Rio de Janeiro, em uma das maiores zonas eleitorais da zona sul da cidade, o Colégio Pensi, no Flamengo, pelo menos sete pessoas chegaram após às 17h, quando a escola fechou os portões.
Essas pessoas receberam uma Declaração de Comparecimento sem Voto. A declaração, assinada pelo presidente da seção eleitoral, afirma que os eleitores foram até a seção e não conseguiram votar.
Rio de Janeiro (RJ), 25/10/2026 -Declaração de comparecimento sem voto, do Tribunal Regional Eleitoral -TRE-RJ Foto - Rafael Cardoso/Agência Brasil
Uma dessas pessoas foi a contadora Manuela Tunas, que viajou do Uruguai para o Rio de Janeiro para votar, mas um atraso no voo fez com que pousasse apenas às 17h.
"Eu consegui chegar até aqui a tempo para tentar votar, já que eles prorrogaram. Mas, eu não consegui", diz.
Segundo Manuela, o fato de algumas seções permancerem abertas e outras não, gera assimetria. "Um absurdo! Porque algumas pessoas podem votar e outras não, é injusto", diz.
A estudante Gabriele Eduarda de Azevedo também estava em viagem. Ela não esperava votar, mas quando soube da prorrogação pensou que daria tempo.
"É frustrante. É complicado porque eu já tinha aceitado que eu não ia votar, então pra mim não era um problema. A partir do momento que solta essa nota de que pode ir até às sete horas, eu espero que isso seja respeitado e que eu tenha até as sete horas pra votar", diz.
A aposentada Gina Cláudia Nunes, deu de cara com as portas da escola onde vota fechadas. Ela chegou a ser orientada por pessoas que estavam no local a ir a outra escola para tentar votar ali.
"Me orientaram para vir para o Pensi, que ainda tava aberto. Só que chegando no Pensi, eles falaram que não tinha como exercer o direito de voto porque as urnas já estavam fechadas e a minha zona não era essa", conta.
"Frustração total. Já tenho 70 anos, votei no primeiro turno e gostaria de realizar o voto no segundo turno também", lamenta.
Sem informações
Em Brasília, Bruna Lourenço foi presidente de seção eleitoral na Escola Classe 108, em Samambaia Sul.
"Hoje o dia estava seguindo tudo certo, diferente do primeiro turno que tinha muita fila e estava demorando muito, hoje foi muito tranquilo, votação muito rápida. Quando foi 17 horas, a escola tocou o sinal e a orientação da escola era a seguinte: 'a gente vai tocar o sinal, mas espera passar o coordenador avisando que a escola tá vazia para que a gente feche as urnas, imprima os boletins'", conta.
Assim foi feito e ela recebeu orientação para fechar as urnas. "Aí a gente começou a fazer os procedimentos de finalização. Ainda não sabia o que que tava acontecendo", diz.
Depois de tudo finalizado que ela teve acesso às notícias.
"As informações demoraram muito a chegar. Então, a gente ficou meio perdido, entendeu?", diz. "Muita gente só soube depois que já tinha finalizado, com urna entregue, com boletim zerésimo, urna e ata preenchidas e mídia entregue. Não tinha muito o que ser feito. Foi uma grande confusão".
Segundo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), assim como a seção de Bruna, no DF, as urnas foram fechadas às 17h em ponto, antes que a informação sobre a prorrogação do horário de votação até as 19h pudesse chegar a mesários e presidentes de seção.
Baixa procura
Em São Paulo, a seção eleitoral em que Lucas Suassuna trabalhou como mesário voluntário, a seção 309 da 6ª Zona Eleitoral. foi uma das que ficaram abertas até as 19h.
Segundo ele, às 17h ele foi avisado para "não fechar, ainda não está autorizado". Por volta das 17h10, ele foi informado de que deveria ficar até as 19h.
A seção fica em região próxima a estação de metrô e de linhas de ônibus. Segundo Lucas, a partir das 16h40 já quase não havia movimento no local.
"Desde que a gente teve a prorrogação do tempo de votação até às 19 horas, pelo que eu vi aqui, devem ter entrado, no máximo, umas três ou quatro pessoas", diz.
Sem prorrogação
Em Campinas, São Paulo, a advogada Amanda Vitorino, votou pela manhã. Mas, assim que soube da prorrogação, correu para seções eleitorais próximas para verificar se a medidasestava sendo cumprida.
"Eu fui até a escola para ver se estava aberta ou não. Eu cheguei lá e já tava fechada a escola. Me informaram que a escola já tinha fechado as urnas e que, por isso, não poderia votar e tinha duas pessoas na porta da escola para votar", diz.
Em outra escola próxima, ele encontrou outras pessoas que não conseguiram fechar e conversou com mesários. "De um certo lado, eu entendo que as urnas estavam fechadas. Eles falaram que já tinham fechado às cinco horas e a informação chegou mais tarde para eles. Mas não tinha nada sobre contingência, nada do tipo", diz.
Amanda passou pelas escolas Professora Maria Julieta de Godói Cartezani, Tancredo Neves e Matinde Azevedo Egídio Setúbal.
"Eu fui nas escolas para registrar o impacto da decisão tardia, pois na prática nao houve prorrogação", defende.
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A great movie soundtrack can be just as memorable as the film itself. A few notes might bring an entire scene rushing back, and an old song can find new life in the right movie. Below, six Atlantic staffers share their favorite film soundtracks of the 21st century.
One Battle After Another (streaming on HBO Max and Prime Video)
Beneath its cat-and-mouse tale about fascism and rebellion, Paul Thomas Anderson’s 2025 Best Picture Oscar winner is a masterpiece of cadence. The story progresses in slow creeps and sudden, skittering leaps. Characters crash together and pull apart like excited molecules. The sizzling energy owes to an unusual process: Anderson hired the Radiohead multi-instrumentalist Jonny Greenwood to compose music before shooting began and then edited Greenwood’s work. The soundtrack pairs percussive piano with drums hooked to robotic circuits to create backbeats as insistent and unsteady as hiccups. Twanging guitars and symphonic strings express unsettled, ugly-pretty chords. The effect is an astonishingly original reminder that social movements are but collections of individuals, each squiggling along their own trajectory.
— Spencer Kornhaber, staff writer
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Darkest Hour (streaming on Apple TV and Prime Video)
I love soundtracks, but my favorites—Glory, Miller’s Crossing, Crimson Tide—are all at least 30 years old. I am a sucker for a John Williams march or an elegiac Thomas Newman moment, but when I consulted my playlist, I found that one soundtrack kept rising to the top: Darkest Hour,by Dario Marianelli (with piano by Víkingur Ólafsson). The movie follows Winston Churchill’s first days in office, in 1940, after France fell and Britain stood alone against the Nazis. The score alternates between piano meditations and orchestral flight; like Churchill, it is fussy and elegant, quiet and then bombastic. It conveys the tension and urgency in the man and the moment. The final track, “We Shall Fight,” plays over Churchill’s speech to Parliament in which he vows to never surrender to evil. It is a moving and uplifting piece, but also tragic: He knew the horrors that awaited, and he led Britain to its fate anyway.
— Tom Nichols, staff writer
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The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (streaming on HBO Max)
On the subject of movie music, much comes to mind. My single favorite piece of original movie music this century might be “The Alien,” Ben Salisbury and Geoff Barrow’s eerie composition for Annihilation; my favorite repurposed song might be Plumtree’s “Scott Pilgrim,” the lovey-dovey indie-rock namesake of Scott Pilgrim vs. the World. Jon Brion’s off-kilter bricolage for Punch-Drunk Love, the torch ballads of A Star Is Born, the uncut Daft Punk–ness of Tron: Legacy—all of this matters to me. However, play two seconds of “Concerning Hobbits,” and I’m back in the Shire, awaiting the appearance of a great wizard and hanging out with my vertically challenged friends. Howard Shore’s score for Fellowship, and for the rest of the Lord of the Rings series, is both transportive and formfitting, making Peter Jackson’s movie sound as epic as it looks.
— Jeremy Gordon, senior editor
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Shrek 2 (streaming on Peacock)
When I first watched Shrek 2, I was far more interested in the movie’s ridiculous fairy-tale antics than in the music. Years later, I’ve come to appreciate that the soundtrack is every bit as good as the movie itself. The song choices, including Counting Crows’ “Accidentally in Love” in the opening sequence, are absurdly perfect for a film about a green ogre meeting his in-laws. The soundtrack also features David Bowie, Nick Cave, and Tom Waits, but the undisputed highlight is Jennifer Saunders’s rendition of “Holding Out for a Hero” as the Fairy Godmother, which turns the climactic rescue scene into a musical spectacle that has no right to be as thrilling as it is. A villain belting out a Bonnie Tyler song while a giant gingerbread man storms a castle? As a kid, I thought it was the height of cinema. I may have outgrown some of my other childhood favorites, but I still think the Fairy Godmother deserves a Grammy.
— Rafaela Jinich, assistant editor
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Challengers (streaming on Paramount+ and Apple TV)
Ever need to outrun a serial killer, punch a bully, or fight a bear? Have I got the soundtrack for you! Nothing gets me going quite like Trent Reznor and Atticus Ross’s magnum opus, the soundtrack for Luca Guadagnino’s film Challengers. (To fans of their work for The Social Network—sorry, this one’s simply better!) The film makes the compelling argument that everything in life is about sex, except sex, which is about tennis. The pulsing, almost panic-inducing score draws on Berlin techno and ’90s rave music to heighten the anxiety of the film’s central love triangle. The frenzied sounds amplify the adrenaline that elite tennis players feel as they play (and sometimes kiss) each other. Listening to the climactic track, “Match Point,” one almost feels like the tennis ball being flung around the court. Whenever I need to crush a deadline or motivate myself to tackle a hard task, the Challengers soundtrack is my go-to. Plus, I once heard it played in a nightclub, and I haven’t been the same since.
— Madeleine Carlisle, staff writer
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Sicario (streaming on HBO Max and Hulu)
The Icelandic composer Jóhann Jóhannsson’s work in Sicario has been ripped off a million times. The beautifully foreboding noises he pioneered and perfected for Denis Villeneuve’s ultra-stylish, very violent feds-versus-cartels thriller—the subterranean bass groans, the trapped-in-the-birth-canal percussion, the tinnitus-like swarms of strings—are now part of the standard kit of horror-movie soundtracking: You can hear them, in degraded form, everywhere. But Jóhannsson, unlike his imitators, had other registers, other capacities: Sicario also features the elegiac “Desert Music,” which sounds less like the industrial metal nihilists Godflesh and more like, I don’t know, Bach. Something else Jóhannsson shared with Bach? I think he was probably a genius.
The Only Living Pickpocket in New York, a crime thriller about an aging pickpocket who steals a valuable USB drive and becomes the target of a vengeful crime family (in theaters Friday)
Nocturne, a crime-drama series about a Pennsylvania detective who enlists his FBI-agent protégé to catch a serial killer (streaming Friday on Apple TV)
The Brightness, a novel by Chad Harbach about two young women who navigate friendship, love, and ambition as they face life-changing decisions in their 20s (out Tuesday)
Essay
Illustration by Marine Buffard
50 Unforgettable Love Stories
By The Atlantic Culture Desk
Centuries before bookstores had shelves labeled romance and fictional hockey players locked eyes across the ice, the love story, with all of its attendant joys and sorrows, was an organizing principle of life—and of literature. The sentiment that another person might “complete” us enchanted both Plato and Jerry Maguire, and the search for that someone, along with the desire to understand why it can hurt so bad, has animated fiction from the beginning. The list below is an effort to name those love stories: novels, of course, but also poetry, plays, and short stories—that we consider to be the most enduring. We asked a jury of scholars, librarians, critics, and authors across genres, as well as many colleagues, to name their favorite titles that were originally written in English. We thought of our own personal touchstones, deliberated over the choices, and emerged with a group of standouts: 50 titles you won’t soon forget.
A dois dias do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuou para impedir que fosse derrubado o principal canal de comunicação da campanha digital de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — o Exército do Lula. O ministro Floriano de Azevedo Marques ordenou nesta sexta-feira, 23 de outubro, que Kassio Nunes Marques, que comanda a Corte, se abstenha de suspender por via administrativa o canal de WhatsApp, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede).
Floriano escreveu que a presidência do TSE não tem competência para tirar do ar canais de pessoas físicas e viu o risco de abuso de poder. A resposta veio após um pedido do presidente da Corte, na última quinta-feira, 22 de outubro, para que a Meta – dona do Instagram, Facebook e WhatsApp –, o Google e o X (antigo Twitter) entregassem um relatório sobre a atuação do canal Exército do Lula, que reúne quase 10 milhões de pessoas. O prazo vence no início da noite desta sexta-feira, 23 de outubro.
A decisão de Nunes Marques foi avaliada como “desastrosa” pelo professor Afonso Albuquerque, do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF). “[O TSE] atribui a uma empresa privada estrangeira o poder de produzir diagnóstico capaz de orientar a vida pública no Brasil”, criticou.
Professor Afonso Albuquerque, do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF)
O docente também descreveu como “judicialização freestyle” a forma como o principal órgão eleitoral do país tem atuado, por estabelecer um desequilíbrio na forma como analisa os movimentos das duas campanhas eleitorais e por favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
O canal de Janones entrou na mira de Nunes Marques após o fim do primeiro turno, depois que a campanha do candidato Flávio pediu a suspensão do grupo por suposta disseminação de desinformação – fato que não foi constatado por peritos do próprio TSE. A equipe do candidato do PL também foi responsável pelo pedido ao ministro para que as plataformas fornecessem um relatório completo sobre a atuação do Exército do Lula, que estaria promovendo ações coordenadas.
Às 10h12 desta sexta-feira, 23 de outubro, Janones avisou aos seguidores do canal de que eles estavam prestes a perder o lugar que os reunia. No Exército do Lula, o parlamentar mineiro disse que a página “deverá sair do ar ainda hoje” e que seria perto do horário do último debate entre presidenciáveis, que será realizado nesta noite na TV Globo, e que o pedido teria vindo do TSE.
Com o anúncio de uma suposta restrição, os integrantes do grupo começaram a se mobilizar nas redes sociais, por conta própria, e disparar hashtags que apontavam para uma possível censura administrada por Nunes Marques.
Uma minuta de resolução – que proibiria canais com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores à votação – chegou a circular entre os ministros, mas foi abandonada por falta de maioria.
A reportagem procurou o TSE que “não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos que pedem informação em tempo curto são absolutamente indevidos.”
A nota acrescentou ainda que “na manhã de hoje, os ministros da propaganda do TSE se reuniram com as plataformas Meta, X, Google, TikTok e Kwai. Em pauta, as providências para o atendimento da legislação eleitoral. O ministro Kassio Nunes Marques, pediu reforço de pessoal e atuação isonômica por parte das plataformas a fim de garantir o cumprimento do plano de conformidade assinado por todas as empresas.”
A Agência Pública entrevistou o professor Afonso Albuquerque, leia as principais respostas aqui.
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Como você avalia a decisão do ministro Nunes Marques em pedir um relatório para a Meta sobre o Exército do Lula e uma possível derrubada do canal ainda hoje?
Eu avalio como desastrosa. Porque atribui a uma empresa privada estrangeira o poder de produzir diagnóstico capaz de orientar a vida pública no Brasil. Isso é não apenas privatização da Justiça, porque você atribui poder público a um agente privado, mas também um ataque à soberania nacional, porque você atribui a um agente estrangeiro a capacidade de formar decisões que impactam na vida política brasileira, num momento extremamente delicado.
A campanha de Flávio Bolsonaro acusa o Exército do Lula de coordenar ações nas redes, distribuindo “missões” de compartilhamento aos seus seguidores. Existe alguma regra que limite a forma como grupos da sociedade civil se organizam para fazer campanha?
Para responder a essa questão, eu vou fazer referência à campanha do Pablo Marçal [quando concorreu à Prefeitura de São Paulo, em 2024]. A campanha dele estabelecia missões e premiava as pessoas que conseguiam ter o melhor desempenho em relação às missões.
Extraído o elemento financeiro, acusar alguém de fazer missões durante a campanha eleitoral, é acusar alguém de participar da campanha eleitoral.
O que acontece é que no partido PL, muitos dos seus candidatos eleitos são influencers que aprenderam a usar um estilo de campanha que depende de apoio de plataformas e robôs, se queixando de uma organização que pratica campanha à moda antiga, adaptando a moda antiga ao novo meio.
Então, isso é rigorosamente surreal. É o fake acusando o verdadeiro de fazer coisas verdadeiras. Não é apenas acusação sobre algo que é legal. É uma acusação sobre algo que é o que deveria ser feito numa campanha de verdade, por todos os envolvidos, inclusive na campanha do PL do Flávio Bolsonaro.
Isso sugere que a campanha do PL não tem militância organizada, não tem a habilidade de construir militância organizada, sem que seja estruturada a partir de uma lógica externa de financiamento e apoio de plataforma. Isso oferecia um elemento financeiro e monetário ao que de outra forma seriam ações de base.
O ministro Nunes Marques solicitou à Meta, Google e X esclarecimentos sobre a eventual amplificação coordenada de conteúdos e hashtags relacionados à campanha eleitoral – que é exatamente como o grupo tem se articulado nas redes. Como você avalia, professor?
É “judicialização do freestyle”, porque entra aquele desequilíbrio que a gente acompanha em todas as campanhas, em que existe uma regra para o PT e não existe essa regra para quem esteja se opondo ao PT. Então, você tem essa tradição estabelecida no Brasil desde o Mensalão, passando pela Lava Jato, de criminalização de um partido político. Essa lógica entrou na política brasileira e não saiu mais.
Existe aí um movimento judicial no sentido de criar condições para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro. É isso desenhado, explícito, pulando na frente desse movimento.
Existe alguma base legal para uma possível derrubada do canal, baseado nos apontamentos feitos por Nunes Marques às Big Techs, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro?
Nenhuma, por isso que eu falei que é judicialização freestyle, porque é impedir o direito e é uma regra que só se aplica para um lado.
O impulsionamento, por exemplo, feito por campanhas tem que ser declarado, mas nesse caso – que é uma coordenação orgânica em que as pessoas entram livremente nos grupos –, existe alguma determinação do TSE que diz que isso não pode acontecer?
A organização coletiva de cidadãos em torno de agendas políticas é o coração da democracia. Não é ilegal ou contrária a nenhum princípio político, mas sim o princípio de organização [social] previsto na Constituição. É o que leva as organizações coletivas de defesa do direito individual.
Então não existe nada de ilegal na organização de indivíduos. A legislação, e esse é o ponto, ela se preocupa historicamente com a interferência do poder financeiro, porque é a democracia, não a aristocracia ou cleptocracia.
É o uso da legislação como instrumento de poder político. E eu acho que é isso que o ministro Kassio está fazendo. Não vejo nenhuma razão jurídica que poderia justificar esse seu posicionamento.
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