Morreu o ator Patrick Stewart
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta quinta-feira (29) que os Estados Unidos sugeriram que o país realize eleições presidenciais no próximo ano — um cronograma que ela já havia defendido anteriormente.
Essa foi a primeira declaração de peso de Machado desde que retornou ao país, no último fim de semana.
O retorno de Machado à Venezuela traz o risco de tensionar suas relações com a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, cuja gestão esteve envolvida na operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro. Maduro enfrenta acusações nos EUA por tráfico de drogas e tortura — alegações que ele nega.
Washington declarou que Machado — que já foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz — tem todo o direito de estar na Venezuela; contudo, Trump também elogiou a presidente interina, Delcy Rodríguez.
A administração Trump apoia negociações entre o governo de Rodríguez e grupos de oposição — das quais o movimento “Vente Venezuela”, de Machado, não participa — visando a uma reestruturação do Conselho Nacional Eleitoral e da Suprema Corte da Venezuela antes do próximo pleito.
Machado agradeceu a Trump e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo papel que desempenharam na destituição de Maduro, ressaltando que a relação entre os dois países baseia-se no respeito mútuo e atende aos interesses de ambas as nações.
“O secretário de Estado Marco Rubio estabeleceu uma sequência de etapas para avançar rumo a uma transição democrática, deixando claro que eleições presidenciais serão realizadas em 2027″, afirmou Machado, acrescentando que trabalhará para garantir que todos os venezuelanos aptos a votar possam exercer seu direito em qualquer eleição futura.
O Departamento de Estado dos EUA não respondeu prontamente a um pedido de comentário.
Anteriormente, Rubio havia manifestado a expectativa de que Machado apoiasse as negociações.
Em uma coletiva de imprensa em Caracas, Machado evitou responder a perguntas sobre declarações feitas por Trump — em janeiro, quando ele disse que ela não teria apoio suficiente para liderar a Venezuela de imediato; e nesta semana, quando sugeriu que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado americano.
Há anos, Machado cultiva uma relação com Trump, tratando-o como um aliado.
A líder opositora acrescentou que viu com bons olhos o fato de Rodríguez — em declarações feitas mais cedo naquele dia — também ter defendido a realização de eleições.
Ela ressaltou que aqueles que auxiliarem o país em sua transição de volta à democracia precisarão de garantias. Machado defendeu a necessidade de um processo de justiça de transição, a criação de uma comissão da verdade e uma reestruturação das forças de segurança estatais.
Machado, de 59 anos, retornou à Venezuela no domingo (25), após várias tentativas frustradas ao longo deste ano. Ela foi impedida de concorrer na eleição de 2024, mas seu representante obteve uma vitória expressiva, segundo a contagem de votos apresentada pela oposição na ocasião. As instituições venezuelanas, contudo, apoiaram Maduro.
A Venezuela precisa de contratos transparentes, licitações abertas para projetos públicos e arbitragem internacional, a fim de garantir que tanto os investidores quanto o povo venezuelano obtenham o máximo proveito de futuros investimentos, afirmou Machado.
O governo interino de Rodríguez firmou acordos com diversas empresas interessadas nos setores de petróleo, gás e mineração, com o apoio dos Estados Unidos. Entre eles, destaca-se um acordo entre a norte-americana Blue Energy Partners e o governo dos EUA para a exportação da produção proveniente de 17 campos venezuelanos.
Machado declarou que o contrato da NABEP (Blue Energy Partners) — o qual ela não chegou a examinar — “evidentemente não reflete os níveis de transparência que a sociedade venezuelana deseja”, especialmente devido à figura do CEO da empresa, Alejandro Betancourt. Betancourt já foi alvo de investigações nos Estados Unidos, na Espanha e na Suíça — inclusive por lavagem de dinheiro —, embora nunca tenha sido formalmente denunciado.
“Quero enfatizar, para todos os investidores que hoje analisam a Venezuela, ou que entraram no país recentemente: todo contrato assinado legalmente será respeitado”, disse Machado, acrescentando que alguns contratos poderão ser “ajustados a novas condições que apresentaremos, as quais serão muito mais vantajosas”.
O país necessita de um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para definir como administrará sua enorme carga de dívidas e atenderá às necessidades humanitárias urgentes, afirmou Machado.
Machado — que viveu na clandestinidade por mais de um ano antes de deixar o país, período durante o qual muitos de seus colaboradores próximos foram detidos — ressaltou que a libertação dos prisioneiros políticos é fundamental para a restauração da democracia.
Há anos, a oposição venezuelana e grupos de defesa dos direitos humanos denunciam que o governo utiliza detenções para suprimir a dissidência. O governo, por sua vez, nega a existência de prisioneiros políticos.
Segundo a organização jurídica Foro Penal, 322 prisioneiros políticos encontram-se encarcerados na Venezuela; mais da metade deles sequer foi condenada. Cerca de 11 mil pessoas estão submetidas a outras restrições, como a prisão domiciliar.
A Foro Penal tem como foco garantir “a destruição do aparato repressivo” — especialmente no que diz respeito à nova alta corte —, a libertação imediata e integral de presos políticos, a revogação de leis repressivas e a criação de uma eventual comissão da verdade, afirmou à Reuters, nesta semana, o vice-presidente da organização, Gonzalo Himiob.
Rodríguez declarou, ainda nesta quinta-feira, que mais de 9 mil pessoas foram libertadas ou tiveram restrições legais removidas no âmbito de uma lei de anistia limitada.
Na segunda-feira (26), Machado visitou seu advogado, Perkins Rocha, que foi detido após a votação de 2024 e mantido por 18 meses no Helicoide, em Caracas — local onde, segundo defensores e ex-detentos, ocorrem atos de tortura. Rocha permanece em prisão domiciliar e teve seu pedido de anistia rejeitado.
Entenda por que os EUA estão interessados no petróleo da Venezuela
Em 29 de outubro de 1901, por volta das sete horas da manhã, um prisioneiro foi levado de sua cela na Prisão de Auburn em Nova York para uma câmara de execução. Sentou-se na cadeira elétrica e, enquanto tinha os eletrodos conectados à sua pele e as tiras amarradas em suas pernas, declarou:
“Eu matei o presidente porque ele era o inimigo do bom povo trabalhador. Não me arrependo do meu crime.” E terminou: “Lamento não ter podido ver meu pai.”
O homem passou o próximo minuto recebendo choques elétricos com tensões entre 1.800 e 300 volts. Seu óbito foi decretado pelos médicos presentes quatro minutos depois. Foi executada com sucesso a pena capital de Leon Czolgosz, assassino do 25º presidente dos Estados Unidos.
53 dias antes, o político de carreira William McKinley cumprimentava seus apoiadores em uma feira de inovação em Buffalo, Nova York. Seis meses após ser reeleito presidente dos Estados Unidos, o republicano no auge de sua popularidade passou a priorizar o contato com o público, abrindo lugar na agenda para ir a eventos como aquele.
Seu secretário não gostava tanto da ideia. George B. Cortelyou sabia da aversão de McKinley a sair com equipes de segurança e considerava a Exposição Pan-Americana no Temple of Music um grande risco para a integridade do estadista.
Mas a vontade do presidente foi feita, e às 16h de 6 de setembro de 1901, William McKinley estava parado em frente a uma fila de pessoas que aguardavam para apertar sua mão.

Finalmente, chegou a vez de Leon Czolgosz. No livro ‘The President and the Assassin’, o jornalista Scott Miller reconta a cena: um homem aparentemente calmo estende a mão direita, coberta por um pano, em direção ao presidente.
O político estende a mão de volta, como havia feito com todos os presentes até então. Em vez de um cumprimento, William McKinley é surpreendido com duas balas de revólver calibre .32, à queima-roupa no abdome.
Czolgosz foi contido por agentes de segurança antes de conseguir disparar o terceiro tiro. A feira tornou-se um caos, e o republicano foi levado às pressas para um hospital, onde passou por cirurgia.
Scott Miller conta que, enquanto uma das balas passou de raspão, outra penetrou o corpo do presidente e nunca foi encontrada.
McKinley não morreu de imediato. Ele parecia estar fazendo boa recuperação até que, seis dias depois, sua condição piorou. Em 14 de setembro, o presidente morreu por consequência de gangrena, atribuída a uma infecção bacteriana que passou despercebida pelos médicos.
Esta era a terceira morte de um líder do Estado norte-americano por assassinato em menos de 50 anos; James Garfield e Abraham Lincoln haviam sido mortos a tiros em locais públicos de Washington, D.C., em 1881 e em 1865, respectivamente.
Duas mudanças importantes ocorreram após o crime: o então vice-presidente Theodore Roosevelt iniciou o primeiro de seus dois mandatos, e o Congresso americano formalizou a atuação do Serviço Secreto, que agora forneceria agentes para acompanhar o presidente 24 horas por dia.
Leon F. Czolgosz era um jovem operário de 28 anos, nascido em Detroit, Michigan, e filho de imigrantes poloneses. Trabalhador braçal, atuou principalmente em fazendas e fábricas, enfrentando dificuldades financeiras desde a infância.
Criado como católico, ele abandonou a religião e voltou-se para a ideologia política depois da crise econômica da década de 1890. Ele encontrou motivação na doutrina anarquista após assistir a um discurso da ativista Ana Goldman, em maio de 1901.
Scott Miller afirma em seu livro que, durante depoimento à polícia, Czolgosz atribuiu ao anarquismo a decisão de matar o presidente.
Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.”]Estava no meu coração, não havia como fugir. […] Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.
”Leon
Após um julgamento sumário que durou cerca de oito horas e meia, Czolgosz foi condenado por assassinato em primeiro grau.

Uma consequência inusitada da morte do assassino de McKinley foi a produção de um curta-metragem pela Edison Studios, a produtora de cinema do inventor Thomas Edison.
Em pouco menos de três minutos e meio, o filme combina gravações externas reais do exterior da prisão no dia da execução e uma encenação da própria pena capital, com cadeira elétrica falsa e um ator interpretando o prisioneiro.
O intuito era filmar a própria execução, mas o diretor, Edwin S. Porter, não conseguiu autorização.

© Ricardo Arduengo/Agence France-Presse — Getty Images
Managua, 29 oct (Prensa Latina) El Instituto de las Culturas de Pueblos y Juventudes (ICPJ) de Nicaragua lamentó hoy el fallecimiento del poeta, cantor, docente y diplomático, David McField.
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Managua, 29 oct (Prensa Latina) El poeta y cantor de la Revolución Popular Sandinista de Nicaragua, David McField Richards, falleció hoy a los 90 años de edad, informó un comunicado de la presidencia de la República.
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“Em um mundo onde os EUA lideram novas práticas do fascismo, por meio de chantagens e ameaças a países pequenos, imposição de guerras econômicas e tarifas, Cuba manteve o apoio da imensa maioria dos países da comunidade internacional. É uma grande vitória de nosso povo”, afirmou o embaixador sobre a votação na ONU.
A queda está relacionada a uma campanha do governo de Donald Trump para convencer países aliados a rejeitarem a resolução. Em 2024, apenas dois países votaram contra a proposta: Israel e EUA.
Neste ano, 17 países votaram contra a condenação do bloqueio a Cuba: Argentina, Bósnia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Hungria, Israel, Lituânia, Marrocos, Macedônia do Norte, Paraguai, Eslovênia, Trindade e Tobago, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, República Tcheca e EUA.
Enquanto em 2024 houve apenas uma abstenção, dessa vez foram 25 países que não votaram, entre eles, nações da América Latina como Chile, Honduras, Guiana, Haiti, Jamaica e Peru que, historicamente, costumavam votar a favor de Cuba.
Ao receber a Agência Brasil na embaixada em Brasília, nesta quinta-feira (29), Palomo lembrou que o bloqueio à Cuba é ilegal pelo direito internacional e destacou o custo humano da política de Washington.
“Foram mais de 1,5 mil crianças que morreram em Cuba por não ter acesso a medicamento e por falta de combustível para manter as incubadoras daqueles que nascem prematuramente ou com baixo peso. Não são apenas números, são vidas”, lamentou.
De 2025 a 2026, em meio ao endurecimento do bloqueio pelo governo Trump, a mortalidade infantil em Cuba dobrou, passando de 4,4 bebês mortos em cada mil nascimentos para 9,9.
O bloqueio econômico a Cuba, adotado em retaliação à Revolução Cubana de 1959, não é um problema apenas da ilha, mas de toda a humanidade, defende o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo.
“É um tema que tem que ver com o mundo porque hoje é Cuba, mas amanhã pode ser qualquer outro país que os EUA desejarem”, justificou.
O diplomata lembrou da nova doutrina de Trump para a América Latina, que busca, entre outros objetivos, impedir as relações dos países da região com a China.
“Os EUA acreditam que eles têm que controlar os destinos da América Latina e do Caribe. Eles dizem que vão impor a paz pela força. É um modelo para o mundo onde eles se consideram os donos de tudo”, destacou Victor.
O embaixador fez questão de descrever como as medidas dos EUA têm prejudicado a população cubana, entre elas, as chamadas sanções secundárias, que punem empresas de outros países que comercializem com Cuba, aumentando o preço dos produtos que entram na ilha.
“As sanções secundárias têm um impacto tremendo. Temos mais de 7 mil contêineres comprados por Cuba parados em portos de todo o mundo porque as transportadoras não querem entregar. Chegam à Jamaica e deixam lá porque os donos dos navios têm medo de represálias dos EUA”, explicou.
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, os EUA têm adotado uma série de novas sanções contra o pequeno país caribenho. Entre as ações, está o bloqueio energético com ameaças a países que vendam petróleo a Cuba.
A medida chegou a deixar a ilha três meses sem receber nenhum barril de petróleo. Em consequência, os apagões de energia podem chegar a mais de dez horas na capital, Havana.
“Se não tem combustível, você não tem capacidade para produzir ou conservar alimentos ou manter os serviços básicos públicos, transporte público, não tem capacidade para indústria”, criticou o embaixador.
As medidas de asfixia econômica vêm escalando mês a mês, levando à redução dos voos interacionais à Cuba, saída de empresas hoteleiras estrangeiras e mesmo da empresa de cartões Visa, o que tem afetado o setor do turismo, o principal do país.
Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos EUA, liderada pelo descendente de cubanos Marco Rubio, adotou nova sanção contra empresas de “tecnologias sensíveis” que tenham relação com a ilha caribenha. A Justiça dos EUA chegou ainda a decretar, neste mês, a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro.
Em resposta, Cuba adotou uma reforma econômica para tentar contornar o bloqueio e dinamizar a economia. O embaixador Victor Manuel Cairo Palomo afirmou que ainda é cedo para avaliar o impacto das mudanças, mas apontou que estudos internos indicam condições mais favoráveis para aumentar a produção.
“Estamos mudando a matriz energética para energia solar de maneira acelerada com ajuda a China e estamos trabalhando muito forte na produção de alimentos porque nosso país não pode esperar que o presidente dos EUA queira mudar seu genocídio contra a Cuba", concluiu.
VTM
A avaliação da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) aponta para uma quebra face às estimativas iniciais, devido às temperaturas elevadas, à falta de água nos meses mais quentes e à perda de volume das uvas. Ainda assim, os indicadores analisados permitem perspetivar vinhos de qualidade elevada.
De acordo com o relatório da ADVID, o ano vitícola começou com um inverno ameno e abundante em chuva, que permitiu acumular água no solo. A partir da primavera, porém, a precipitação tornou-se escassa e os termómetros registaram valores superiores aos habituais. Em julho não choveu nas três estações meteorológicas acompanhadas pela associação, enquanto setembro prolongou o cenário de calor e secura, com duas ondas de calor e défices de precipitação que variaram entre 74,2% e 89,5%, consoante a sub-região.
A evolução do tempo acelerou o desenvolvimento da videira e o amadurecimento das uvas. Nas parcelas de referência da ADVID, os trabalhos de colheita decorreram entre 18 de agosto e 16 de setembro, antes do período habitualmente observado. Apesar de a água acumulada durante o inverno ter ajudado a sustentar a vinha durante parte do ciclo vegetativo, os efeitos da falta de humidade acentuaram-se no verão, com episódios de escaldão e desidratação dos bagos.
A primeira estimativa, calculada através do método polínico, situava a produção entre 243 mil e 272 mil pipas. A evolução do ciclo e os danos provocados pelo calor conduziram a uma revisão em baixa, colocando a previsão final abaixo do patamar inferior inicialmente considerado.
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VTM
A intervenção, financiada integralmente pelo Fundo Ambiental, representa um investimento de 7,3 milhões de euros e foi visitada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
A obra, aprovada em 2024, deveria estar terminada este ano, mas as condições meteorológicas adversas e a complexidade dos trabalhos condicionaram a execução. Segundo a governante, trata-se de uma intervenção exigente do ponto de vista da engenharia, numa zona marcada pela erosão das margens do Douro, pela força das correntes e pela água que escorre das encostas.
“Vai ficar muito mais sólida e muito mais segura do que o que estava”, afirmou Maria da Graça Carvalho, explicando que a estrutura anterior tinha cerca de 30 anos. A intervenção recorre a novas tecnologias e materiais para reforçar a resistência da infraestrutura e melhorar a segurança da estrada e de quem circula naquela zona.
A Avenida do Douro, uma das principais vias de acesso à cidade, foi cortada ao trânsito devido a um abatimento de piso e à derrocada do muro de suporte em 2024.
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Os posicionamentos se tornaram mais enfáticos após a fuga para os Estados Unidos e a divulgação da carta golpista, na qual Flávio chegou a se autoproclamar presidente eleito, líder do Brasil e da oposição.
“O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas”, afirma o documento.
A legenda também declara que “a eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura, e o seu resultado deve ser respeitado”.
O MDB também se manifestou sobre a legitimidade do processo eleitoral. Em publicação nas redes sociais, o partido reafirmou sua confiança no sistema eleitoral brasileiro e no resultado do pleito realizado no domingo. Parte das lideranças do MDB apoiou Flávio Bolsonaro na campanha.
“O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo”, declarou a legenda.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), também admitiu que não há provas de fraude eleitoral no segundo turno das eleições.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi outro aliado de Flávio a se posicionar em favor do resultado das urnas. Em nota divulgada nesta quarta-feira, ele afirmou compreender a indignação do senador, mas destacou que o momento exige “responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte”.
"A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, disse Tarcísio.
Até mesmo o bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, igreja de Brasília frequentada pelo senador, divulgou nesta quarta-feira (28) uma mensagem em defesa do resultado das urnas, que levou à eleição do presidente Lula.
"As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue!", disse o pastor nas redes sociais. "Vamos viver a vida. Pare de profetizar o caos. Deus dará a cada um segundo suas obras. E Ele terá misericórdia do Brasil".
O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) também criticou a decisão do senador de conduzir a oposição a partir do exterior e afirmou que a iniciativa não traz benefícios ao Brasil.
Para ele, Flávio tenta reproduzir o modelo de Juan Guaidó, que se apresentou como presidente interino da Venezuela, mas em um contexto diferente, no qual o Partido Liberal (PL) continua funcionando normalmente no país.
“Ele optou por não lutar aqui, e a verdade precisa ser dita: quando você acredita em algo, você luta na tua terra. Ele não quis lutar, a nossa terra não era boa o suficiente, ele vai lutar direto da Flórida”, afirmou Renan.
Renan disse não acreditar que a iniciativa represente risco institucional, mas classificou a atuação política no exterior como uma “oposição EAD”.
“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender no fundo ao interesse americano aqui. Eu estou aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações”, declarou.
*Colaborou Luciano Nascimento.
O ministério do Ambiente aprovou a delimitação do perímetro de proteção de duas captações de águas subterrâneas na freguesia de Gavieira, Parque Nacional da Peneda-Gerês, destinadas ao consumo humano, refere a portaria hoje publicada em Diário da República (DR).
De acordo com o documento, a delimitação dos perímetros de proteção, que entra em vigor na sexta-feira, abrange as captações designadas por “Furo F1” e “Furo F2” do polo de captação de Beleiral-Gavieira, localizadas no concelho de Arcos de Valdevez.
A “massa de água onde se inserem as captações, Maciço Antigo Indiferenciado da Bacia do Lima, foi classificada no âmbito do Plano de Gestão da Região Hidrográfica Minho e Lima, com Estado Global Bom”.
As captações abastecem 19 habitantes, com um volume médio de 1,13 metros cúbicos por dia.
Os “perímetros de proteção visam prevenir, reduzir e controlar a poluição das águas subterrâneas, nomeadamente, por infiltração de águas pluviais lixiviantes e de águas excedentes de rega e de lavagens”.
Estes perímetros pretendem “potenciar os processos naturais de diluição e de autodepuração das águas subterrâneas, prevenir, reduzir e controlar as descargas acidentais de poluentes e, por último, proporcionar a criação de sistemas de aviso e alerta para a proteção dos sistemas de abastecimento de água proveniente de captações de águas subterrâneas, em situações de poluição acidental destas águas”.

Segundo a portaria hoje publicada em DR, o regime jurídico da qualidade da água destinada ao consumo humano atribuiu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a avaliação do risco das bacias de drenagem dos pontos de captação de água destinada ao consumo humano.
Aquele regime jurídico inclui “a georreferenciação dos pontos de captação nas bacias de drenagem (…) que apenas pode ser dada a conhecer à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), às autoridades de saúde, à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), aos órgãos de polícia criminal e às entidades gestoras de sistemas públicos e privados de abastecimento de água servidos pelos pontos de captação”.
“Nesse sentido, a APA apresentou (…) uma proposta de delimitação do perímetro de proteção e respetivos condicionamentos das duas captações de água, sustentada nos estudos que lhe foram apresentados pela Águas do Alto Minho, entidade gestora das captações”, lê-se na portaria.
Todas as captações de águas subterrâneas destinadas ao abastecimento público de água para consumo humano, bem como a delimitação dos respetivos perímetros de proteção, estão sujeitas às regras previstas na legislação em vigor, bem como na Lei da Água.
O conteúdo Aprovada proteção de captações de água que abastecem 19 habitantes na Peneda-Gerês aparece primeiro em O MINHO.

O ano começou com chuva recorde e barragens cheias. A barragem de Alqueva está a 80% da capacidade e a média nacional supera os 70%, no entanto, há zonas do distrito de Évora onde as reservas de água continuam a ser motivo de preocupação, como demonstra a reportagem da SIC.
Janeiro e fevereiro foram os meses mais chuvosos dos últimos 50 anos, num início de ano que parecia promissor para os recursos hídricos.
Alqueva, o maior reservatório de água do país, atingiu a cota máxima no início de fevereiro, o que obrigou à libertação de água. Atualmente, encontra-se a 80% da capacidade de armazenamento.

Em média, as barragens, os reservatórios e as bacias hidrográficas estão acima dos 70% da capacidade. Ainda assim, há exceções. A barragem da Vigia, no distrito de Évora, está apenas a 25% da capacidade.
A água armazenada é importante para uma área de 1500 hectares, explorada por cerca de uma centena de agricultores, sobretudo dedicados ao olival e à vinha. Se a chuva não regressar, poderá ser necessário recorrer ao rateio da água, apesar de este ter sido um ano favorável em termos de precipitação.
A situação é ainda mais difícil para os produtores e agricultores da zona de Assumar, no distrito de Portalegre. Sem reservas de água nas proximidades, estão dependentes das condições meteorológicas, numa altura em que a água da chuva que caiu no início do ano já se esgotou.
A estes constrangimentos juntam-se os custos dos combustíveis, da energia, dos fertilizantes e das sementes, que têm reduzido as margens de lucro dos produtores. Para já, não se preveem problemas de água no próximo ano agrícola, mas a ocorrência de chuva será essencial para garantir que esse cenário se concretiza.
Ao mesmo tempo, a instabilidade internacional tem provocado um aumento significativo dos custos de produção, de forma transversal. Perante este cenário, a expectativa é de que o próximo ano traga aumentos generalizados dos preços dos produtos alimentares.
Pompeya es una ventana abierta a la vida cotidiana de la Antigüedad que no deja de sorprender. Cada descubrimiento permite asomarse un poco más a las costumbres y a la intimidad de quienes un aciago día del año 79 vieron cómo el Vesubio despertaba con furia y truncaba su existencia. 2 000 años después de la catástrofe, los arqueólogos han encontrado un armario que nadie volvió a abrir desde la erupción del volcán y que conservaba los recuerdos de toda una vida. Utensilios de maquillaje, un quemador de perfumes, un collar con amuletos infantiles y un pequeño tesoro de 38 monedas de bronce: son algunos de los objetos que alguien guardó en un mueble dentro de una casa pompeyana y que nunca volvió a recuperar. La erupción del volcán sepultó la antigua ciudad romana y conservó intacto, como congelado en el tiempo bajo las cenizas, un pequeño universo de recuerdos y pertenencias personales que ahora vuelve a ver la luz.

© Parque Arqueológico de Pompeya
O Jetour G700 Ark Edition, SUV híbrido plug-in, concluiu com sucesso um teste de navegação na água, comprovando suas capacidades anfíbias em condições reais. A demonstração foi realizada na base especializada da Série G da marca, na China, durante o Jetour Global Technology Experience Day 2026.
A iniciativa reforça os avanços da Jetour no desenvolvimento de tecnologias para todo tipo de terreno, ampliando as possibilidades de uso de veículos de produção em série em ambientes terrestres e aquáticos.

A demonstração também destacou a GAIA Ark Tech, solução da Série G da Jetour desenvolvida para ampliar a mobilidade em terrenos desafiadores e na água. Voltada a operações de resgate, exploração ao ar livre e atividades em locais de difícil acesso, ela busca oferecer maior versatilidade em condições adversas.
Ao integrar recursos para a condução off-road e a navegação aquática, a GAIA Ark Tech amplia as possibilidades de uso dos veículos acima dos limites da mobilidade terrestre convencional.
Para garantir o deslocamento controlado na água, a GAIA Ark Tech reúne um conjunto de soluções que inclui sistema abrangente de vedação, controle inteligente de estabilidade durante a navegação e sistema de travessia aquática de 800 V, integrado ao extensor de autonomia anfíbio CEM-O.

Ao ativar o modo de navegação, o sistema de propulsão direciona a energia para o mecanismo específico de deslocamento aquático, permitindo que o veículo avance e mantenha o controle direcional.
Aliados à proteção com classificação IP68 dos componentes essenciais, esses recursos ampliam as capacidades do veículo para além da transposição convencional de trechos alagados, possibilitando uma experiência de navegação controlada na água.
Após a experiência, um representante da imprensa europeia destacou o desempenho do modelo: “Ao contrário dos veículos conceito que costumam ser apresentados, o G700 Ark Edition é um verdadeiro modelo anfíbio de produção em série.

Seu desempenho estável na água, a maturidade de seus sistemas e a capacidade de oferecer uma experiência completa de condução, preservando plenamente suas capacidades off-road em terra, superaram as expectativas e demonstram a expertise tecnológica que a Jetour vem desenvolvendo no campo da mobilidade em diferentes ambientes.”
A Série G da Jetour segue avançando no desenvolvimento de tecnologias para todo tipo de terreno, combinando engenharia aplicada e validação em condições reais. Os testes realizados aproximam o desenvolvimento tecnológico da experiência do usuário e demonstram as aplicações práticas da GAIA Ark Tech em situações reais.

A Jetour segue investindo no desenvolvimento de soluções de mobilidade para todo tipo de terreno, com foco em diferentes necessidades de deslocamento e aplicações especializadas. A iniciativa reforça o compromisso da marca em ampliar as possibilidades de mobilidade e oferecer tecnologias confiáveis a usuários em todo o mundo.
G700 no Brasil
A Jetour prepara o lançamento do G700 no país ainda este ano. O SUV terá motorização híbrida plug-in (PHEV) e deverá ocupar o topo da gama, como o maior e mais potente modelo da fabricante no mercado nacional.

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Irene Miller, de 50 anos, estava em Las Vegas numa viagem de trabalho quando um dos quatro filhos, de nove anos, foi atingido na cabeça por um haltere. A fotógrafa foi detida à chegada à Flórida, depois de deixar as crianças sozinhas em casa durante cinco dias.

La maquinista que dirigía el tren 6076 de Iryo, que este miércoles fue embestido por un AVE de Renfe a la altura de la localidad toledana de Urda, en el kilómetro 118 de la línea de alta velocidad Madrid-Sevilla, intentó desbloquear el sistema de seguridad para reanudar la marcha, tal y como le había indicado el operador del tráfico de Adif, y lo hizo sin éxito hasta en dos ocasiones. Según ha podido saber EL PAÍS de fuentes cercanas a Iryo, la conductora efectuó sendos intentos de reinicio del sistema de seguridad LZB para desbloquear el arranque del convoy, en lo que invirtió unos ocho minutos. Sin embargo, el tren, un ETR 1.000 de Hitachi de nueva construcción y puesto en operación en 2022, fue incapaz de establecer comunicación con el sistema que protege la circulación. Cada uno de los intentos llevó entre tres y cuatro minutos de un tiempo que se agotaba. Desde 25 kilómetros atrás y también en dirección Sevilla, avanzaba el tren de Renfe a una velocidad que de momento se desconoce, pero que, según dijo este miércoles el ministro de Transportes, Óscar Puente, en ese tramo puede “llegar a ser hasta de 200 km/h”.
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Obama e Trump protagonizaram um bate-boca que voltou a expor a rivalidade entre os dois. O antigo Presidente democrata ironizou sobre a decoração da Casa Branca e responsabilizou a Administração republicana pelo aumento dos preços, levando Trump a responder com críticas ao legado do antecessor.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou a ação judicial depois de identificar, em conjunto com o Departamento de Segurança Interna, mais de 20.000 pessoas que considera possíveis eleitores não cidadãos.

Todo cidadão brasileiro tem o direito de reclamar da atuação do Judiciário. Aliás, deve reclamar, em especial do Supremo Tribunal Federal (STF), transformado em palco de disputas políticas rasteiras com fortes indícios de corrupção, da parte de um ou mais de seus poucos integrantes. O que é bem diferente de um senador e candidato derrotado à presidência da República, ele mesmo enrolado em diversas denúncias por todos os cargos que passou, sair do país às escondidas num jato, e declarar na chegada que o resultado eleitoral foi forjado por uma decisão do STF.
Sim, a decisão de prolongar o horário de votação foi estapafúrdia, mas em nada influenciou na diferença de mais de 4 milhões de votos com que Lula conquistou a reeleição. Antes de se declarar “presidente de fato” numa carta mal redigida, repleta de palavras de ordem tão distantes da verdade quanto ele do Brasil, Flávio Bolsonaro poderia ter consultado seus aliados, ou pelo menos o próprio partido. A reação não tardou: em poucas horas, a expressão foi substituída numa nova versão, em que o filho de Jair Bolsonaro se denominou, ao invés de presidente – o que soava ridículo – apenas líder da oposição fora do país. Assim seria menor o vexame, caso a primeira versão não tivesse sido divulgada após nomes de expressão do PL e de partidos do Centrão, como o governador reeleito em São Paulo, Tarcísio de Freitas, terem reconhecido a vitória legítima do PT nas urnas.
Se Flávio permanecesse no Brasil, talvez viesse a ser preso nos próximos meses? Talvez. Mas não por perseguição política, e sim, por investigações em curso, cujo andamento estava travado devido à imunidade parlamentar. Aliás, uma vez seguro ao lado de Donald Trump, o filho de Jair tem as condições para pensar e propor uma reforma para as instituições brasileiras, que incluam, por exemplo, a redução da imunidade para os políticos no exercício do cargo, quando as suspeitas não tiverem nada a ver com a política, mas com roubalheira e outros crimes.
Um dos problemas da retirada para os costados de Trump é o distanciamento da realidade nacional. Na carta em que se disse vítima de um regime de exceção, Flávio Bolsonaro mostra o grau da realidade paralela em que prefere estar, enquanto a população espera por um líder, ou líderes, que demonstrem ser mais convincentes na oposição ao governo do PT. Por sorte, as eleições do primeiro turno encheram o Congresso de novos nomes, e deram protagonismo, nos estados, a personagens que podem despontar, galvanizando uma oposição necessária ao petismo que se defronta com o último mandato de Lula.
E não faltarão razões firmes para o estabelecimento de lideranças oposicionistas, quem sabe até ancoradas num centro perdido desde que o bolsonarismo foi aceso e acolhido pelo PT. O quarto mandato do atual presidente já conta com obstáculos certos adiante, como o equilíbrio de contas públicas menosprezadas, a insegurança jurídica em função de um STF politizado e desacreditado, e a perspectiva de baixo crescimento da economia num cenário de endividamento contínuo das famílias. Com Jair preso e Flávio autoexilado, a oposição ganha oportunidade de reorganização.


© Thiago Lucas