Lagarde acelera su salida del BCE y da menos de un mes a De Cos para buscar apoyos


Christine Lagarde will step down as president of the European Central Bank (ECB) on 7th February 2027, bringing her tenure to an early conclusion and opening negotiations among European Union governments over one of the continent’s most influential economic appointments.
The announcement, made by the ECB on 29th October, came on the same day that its Governing Council decided to leave interest rates unchanged, despite renewed inflationary pressure linked to rising energy prices.
Lagarde, who has led the institution since November 2019, was originally expected to remain in office until October 2027. Her departure will therefore bring forward a succession contest that had already attracted considerable attention in European financial and political circles.
Speaking after the announcement, Lagarde explained that she wanted greater freedom to address matters beyond monetary policy, arguing that the restrictions associated with central bank leadership prevented her from contributing publicly to wider debates.
Her explanation leaves open questions about the political consequences of her departure, particularly as EU governments prepare for difficult negotiations over the institution’s future leadership.
Under Article 283 of the Treaty on the Functioning of the European Union, the ECB president is appointed by the European Council, acting by qualified majority following consultations with the European Parliament and the ECB’s Governing Council.
Although the process is formally governed by treaty provisions, appointments to the ECB’s Executive Board have historically involved negotiations among the eurozone’s largest economies.
Two former national central bank governors have emerged as prominent potential successors: Klaas Knot of the Netherlands and Pablo Hernández de Cos of Spain.
Both have substantial experience in monetary policy, although their possible candidacies remain subject to the political calculations of EU governments.
The timing is especially significant for France, which faces a presidential election in April 2027 against a background of domestic political instability and mounting concerns about public finances.
An appointment concluded before that election would be negotiated by the existing European leadership, potentially affecting the balance of influence over one of the eurozone’s principal institutions.
However, Lagarde has not publicly identified the French election as the reason for her departure.
The succession process will also coincide with other changes to the ECB’s Executive Board, increasing the importance of negotiations over the geographical and institutional balance of its leadership.
The leadership announcement coincided with a difficult monetary policy decision. On 29th October, the ECB maintained its deposit facility rate at 2.5 per cent, leaving the main refinancing and marginal lending rates at 2.65 and 2.90 per cent respectively.
Eurozone inflation reached 3.8 per cent in September, substantially above the ECB’s medium-term target of 2 per cent. Rising energy prices have complicated the institution’s position. Higher gas and oil costs threaten to increase consumer prices while simultaneously weakening industrial output and household purchasing power.
The ECB acknowledged that the energy shock could produce further inflationary pressures and reduce growth.
At the same time, tighter financial conditions across the eurozone have increased the risks associated with additional monetary tightening.
This leaves policymakers confronting a familiar but difficult problem: raising interest rates may restrain inflation, but it can also deepen economic weakness and increase borrowing costs for governments, businesses and households.
The next president will inherit these competing pressures rather than a settled monetary environment.
Financial developments in France have added urgency to the debate.
French government bond yields have risen sharply, with ten-year borrowing costs reaching levels not seen since 2002.
This reflects market concerns about the country’s fiscal position and political uncertainty, while raising wider questions about financial stability within the eurozone.
For the ECB, the challenge is particularly delicate.
Its mandate requires monetary policy to be directed towards price stability across the currency union. However, the economic consequences of higher interest rates differ considerably between member states.
Countries with elevated public debt face greater pressure from rising financing costs, while economies exposed to higher energy prices may experience weaker investment and industrial production.
The ECB possesses instruments intended to address disorderly financial-market conditions, but these do not eliminate the underlying fiscal and political differences between eurozone members.
The appointment of Lagarde’s successor will therefore take place against a backdrop of renewed debate about the relationship between monetary independence and national economic interests.
Lagarde’s presidency began before the pandemic, Russia’s full-scale invasion of Ukraine and the subsequent European energy crisis.
During her tenure, the ECB navigated emergency monetary interventions, unusually high inflation and substantial changes in interest rates.
Her successor will confront a different combination of challenges: renewed geopolitical disruption, economic competition with the United States and China, and growing demands for European investment in defence and industrial development.
These priorities are primarily the responsibility of governments, but they influence the economic conditions in which the central bank operates.
The immediate question is who will replace Lagarde. The more consequential question is how the next ECB president will manage monetary policy in a eurozone whose economic and political divisions are becoming increasingly difficult to separate.
For EU leaders, the succession is an opportunity to determine the institution’s leadership. For the ECB, it will be another test of its ability to maintain monetary independence while managing the consequences of Europe’s changing political economy.
The ECB faces an ugly choice as eurozone inflation hits 3.8pc
Afinal, a “capitã” do barco que é o Banco Central Europeu (BCE) vai mesmo abandonar o navio e fá-lo para ter uma voz mais ativa na vida política, explicou Christine Lagarde na conferência de imprensa que se seguiu ao anúncio da decisão de manter os juros inalterados em outubro e, com mais destaque mediático, de sair da presidência do organismo após a reunião de política monetária.
Questionada repetidamente pelos jornalistas sobre qual o motivo por detrás do abandono prematuro, qual o caminho profissional após a presidência do BCE e o que significava isto para a política monetária europeia, Lagarde procurou reconfortar mercados e cidadãos, garantindo que “a instituição é sólida como uma rocha”.
A ainda presidente do BCE explicou a decisão com a necessidade de ter uma voz política mais ativa no atual contexto, admitindo que “não posso permanecer neutra” numa altura em que “a verdade […] tem sido frequentemente danificada, contradita e mal representada”.
“O motivo pelo qual estou a antecipar a minha saída […] é porque, como já expliquei aos meus colegas do Conselho de Governadores, quero ter a liberdade de expressão, de discurso e de ação em temas para lá da política monetária”, ilustrou na conferência de imprensa desta quinta-feira.
Lagarde argumentou que a sua experiência como banqueira central e, antes, como diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) a qualifica como uma voz de relevância – embora admitindo que “se as pessoas ouvem ou não é outra história”.
As questões sobre o futuro da política e advogada de formação francesa ficaram para o fim da conferência de imprensa, depois das explicações quanto à decisão de manter os juros inalterados entre 2,5% e 2,65% na reunião de outubro. O desfecho era largamente esperado pelo mercado, mas ainda assim Lagarde expandiu as explicações.
Falando numa decisão “unânime”, a líder do BCE reconheceu que houve discussões sobre se uma subida de juros seria apropriada, mas, com o cenário da inflação geralmente em linha com o previsto nas projeções macro de setembro, o Comité de Governadores optou por aguardar. Até dezembro, lembra, haverá “um manancial de informação e dados” que incluirá duas leituras da inflação, o PIB trimestral, duas leituras da produção industrial, índices de gestores de compras (PMI) e evolução salarial, tudo indicadores chave na fixação da política monetária.
Por outro lado, e abordando o disparo dos juros soberanos nos últimos meses, Lagarde rejeitou que a situação fosse exclusiva de França, mas alertou para a necessidade de a monitorizar. Um dos motivos desta subida é a forte e crescente emissão de dívida empresarial pelo sector tecnológico, sobretudo os hyperscalers de inteligência artificial (IA), pelo que “os governos nacionais mais endividados devem incorporar na sua política orçamental a expectativa de que os juros vão continuar mais altos por mais tempo”.
Lagarde deixará o cargo em 7 de fevereiro, dando aos atuais líderes da União Europeia (UE) tempo para escolherem seu sucessor antes da eleição presidencial francesa, na qual as pesquisas indicam que a candidata de extrema direita Marine Le Pen é a favorita.
“Deixo esta instituição com a sensação de um bom trabalho realizado e de um BCE preparado para o futuro”, disse Lagarde, de 70 anos, em breve vídeo compartilhado nas redes sociais.
Uma fonte com conhecimento direto do assunto afirmou que Christine Lagarde, ex-ministra das Finanças da França e ex-diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) renunciou para poder se posicionar sobre questões políticas na França e no mundo. Como presidente do BCE, esperava-se que ela permanecesse neutra para salvaguardar a independência da instituição.
Markus Ferber, deputado alemão do Parlamento Europeu pelo Partido Popular Europeu (centro-direita), afirmou que a renúncia antecipada de Lagarde enviou “o sinal errado”, considerando a inflação elevada, o nervosismo nos mercados de títulos e as eleições iminentes.
“Se surgir a impressão de que essa saída foi programada para coincidir com as eleições nacionais, isso prejudica a confiança em uma instituição que deve estar acima de qualquer cálculo político interno”, disse Ferber, que integra a comissão parlamentar responsável por confirmar o sucessor de Lagarde.
Em contrapartida, Marcel Fratzscher, presidente do centro de estudos alemão DIW, disse que Lagarde estava demonstrando “um forte senso de responsabilidade para com a Europa”.
“Ao deixar o cargo antecipadamente, Christine Lagarde dá aos governos e instituições europeias a oportunidade de nomear um sucessor que salvaguardará os valores europeus e protegerá a independência do BCE”, disse ele à Reuters.
Lagarde não abordou diretamente essas questões. Ela afirmou que não será candidata à Presidência da França, mas que defenderá os valores pró-europeus em seu país natal “na função que considerasse mais eficaz”.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que o processo para encontrar o sucessor de Lagarde começará imediatamente.
É provável que a nomeação faça parte de um pacote mais amplo de cargos de alta direção do BCE, envolvendo a vaga na diretoria executiva de Isabel Schnabel, que deixará o cargo no início de janeiro, e a do economista-chefe Philip Lane, cuja saída está prevista para maio.
Os ex-presidentes dos bancos centrais da Holanda e da Espanha, Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos, são considerados os principais candidatos à sucessão de Lagarde.
“Os sucessores cogitados são ambos banqueiros centrais muito competentes e bem estabelecidos; portanto, para os mercados, isso não fará muita diferença”, afirmou Piet Haines Christiansen, economista do Danske Bank.
Os mercados financeiros reagiram pouco ao anúncio, com alguns analistas observando que o BCE já construiu uma reputação que perdura além de qualquer um de seus líderes.
“O BCE está agora bastante consolidado, e o mercado está familiarizado com sua forma de operar”, disse Simon Dangoor, chefe de Investimentos Macro de Renda Fixa do Goldman Sachs. “Nossa opinião é que o comportamento institucional provavelmente perdurará além de Lagarde e será bastante semelhante, independentemente de quem assumir o cargo.”
O mandato de Lagarde estava previsto para se estender até o final de outubro de 2027, mas as especulações sobre uma saída antecipada vinham se intensificando há meses, com o Fórum Econômico Mundial sendo visto como provável destino. O Fórum Econômico Mundial se recusou a comentar.
A renúncia de Lagarde ocorre justamente quando o BCE está no meio de um ciclo de aumento das taxas de juros, com o objetivo de impedir que um choque nos preços do petróleo, ligado à guerra no Irã, se reflita em outros preços e salários.
O BCE também precisa lidar com um aumento nos rendimentos dos títulos públicos — especialmente na França, que está sobrecarregada com dívidas —, o que elevou os custos de financiamento para famílias e empresas e, segundo Lagarde, irá conter o crescimento e a inflação.
Preso entre a inflação persistente, alimentada por um novo aumento nos custos de energia, e a deterioração das condições de financiamento, espera-se amplamente que o BCE mantenha sua taxa de depósito em 2,5% nesta quinta-feira, ao mesmo tempo em que sinalize que outro aumento, possivelmente já em dezembro, continua provável.
“É provável que haja poucas barreiras para outro aumento em dezembro, dada a probabilidade de uma nova revisão para cima da previsão de inflação do BCE devido aos preços mais altos da energia”, disse Oliver Rakau, da Oxford Economics.
O BCE deve anunciar sua decisão sobre as taxas de juros às 10h15 (horário de Brasília) desta quinta-feira, seguida pela coletiva de imprensa regular de Lagarde.
Atualmente, os mercados monetários precificam mais três aumentos da taxa de juros pelo BCE até o final do próximo ano, o que elevaria a taxa de depósito para 3,25%, um nível amplamente considerado restritivo ao crescimento econômico.
*É proibida a reprodução deste conteúdo.

La sorpresa del Consejo de Gobierno que ha celebrado este jueves el BCE no ha venido por su decisión sobre política monetaria, sino por el anuncio de Christine Lagarde de dejar la presidencia de la institución el próximo 7 de febrero. El BCE ha decidido mantener sin cambios los tipos de interés en el 2,5%, hacer una pausa después de la subida adoptada en septiembre, un impasse sin anuncios de calado que la presidenta ha aprovechado para comunicar su salida anticipada. Pero la calma es solo aparente en la autoridad monetaria de la zona euro. No solo por el intenso proceso que comienza para la renovación de su cúpula, sino por las tareas urgentes que siguen ahí: la amenaza inflacionista, que no cesa e incluso va a más con las guerras en Irán y Ucrania encareciendo la energía, y la tensión sobre la deuda soberana francesa, que ha llevado a su prima de riesgo a niveles no vistos desde 2011 y que es un nuevo elemento de preocupación para el BCE. Sobre su salida anticipada de la presidencia, Lagarde ha explicado que siente necesidad de expresar opiniones más allá de la política monetaria y que no puede permanecer neutral en un momento en que “la verdad se ve dañada”.

© Heiko Becker (REUTERS)
European Central Bank (ECB) President Christine Lagarde is heading for the exit early and will depart on February 7, 2027. This is nearly nine months before her term expires, thus freeing her to become a candidate to take over the elite World Economic Forum (WEF).
The post Europe’s Top Banker Christine Lagarde out Early as She Eyes WEF Leadership appeared first on Breitbart.


Possible candidate to run World Economic Forum departs ECB nine months early, saying she wants to speak her mind about world affairs
Christine Lagarde, the eurozone’s top central banker, has said she is stepping down nine months early to speak her mind about world affairs and confront the “misrepresentation of the truth”.
Ending months of speculation about her future at the European Central Bank, Lagarde said she would quit her role as president in March rather than October next year because the rules of neutrality that governed her job prevented her from influencing debate about financial and economics affairs.
Continue reading...
© Photograph: Athit Perawongmetha/Reuters

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Possible candidate to run World Economic Forum departs ECB nine months early, saying she wants to speak her mind about world affairs
Christine Lagarde, the eurozone’s top central banker, has said she is stepping down nine months early to speak her mind about world affairs and confront the “misrepresentation of the truth”.
Ending months of speculation about her future at the European Central Bank, Lagarde said she would quit her role as president in March rather than October next year because the rules of neutrality that governed her job prevented her from influencing debate about financial and economics affairs.
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A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, renunciou ao cargo de forma antecipada e deixará o posto em 7 de fevereiro, informou o BCE em comunicado nesta quinta-feira.
“A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, informou hoje o Conselho de Governadores e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que deixará o cargo em 7 de fevereiro de 2027”, disse o BCE.
O mandato de Lagarde estava previsto para terminar no final de outubro de 2027, mas especulações sobre uma saída antecipada vinham aumentando há meses, com o Fórum Econômico Mundial sendo visto como um destino provável.
O BCE iniciará imediatamente o processo de busca de um sucessor para Christine Lagarde, afirmou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, nesta quinta.
“Para garantir uma transição tranquila para a próxima liderança do BCE, o processo de nomeação do seu sucessor será iniciado hoje e prosseguirá sem demora, com vistas a uma decisão atempada do Conselho Europeu”, disse Costa numa publicação no X.
O Banco Central Europeu anuncia nesta quinta-feira sua decisão sobre as taxas de juros, seguida pela coletiva de imprensa regular de Lagarde.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, vai deixar o cargo a 7 de fevereiro de 2027, anunciou esta quinta-feira a instituição, antecipando em vários meses o fim do mandato que estava previsto terminar apenas no final de outubro do próximo ano.
Num comunicado citado pela Reuters, o BCE revelou que “Christine Lagarde informou hoje o Conselho do BCE e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, de que deixará o seu cargo em 7 de fevereiro de 2027”.
A saída de Lagarde põe fim a meses de especulação sobre uma possível partida antecipada da responsável francesa, que lidera o banco central da zona euro desde novembro de 2019. O seu mandato terminaria oficialmente em outubro de 2027.
Segundo a Reuters, os rumores sobre uma saída antes do final do mandato intensificaram-se nos últimos meses, numa altura em que Lagarde era apontada como uma forte candidata a assumir funções no Fórum Económico Mundial.
O anúncio surge poucas horas antes de o BCE divulgar a sua mais recente decisão de política monetária. A instituição deverá anunciar a decisão sobre as taxas de juro às 13h15 GMT desta quinta-feira, seguindo-se a habitual conferência de imprensa de Christine Lagarde às 13h45 GMT.
As taxas de juro diretoras deverão permanecer inalteradas, segundo as expectativas, com a taxa de depósito a permanecer em 2,5%, depois de dois aumentos efetuados neste ano.
A saída antecipada de Lagarde abre agora a questão sobre quem irá suceder-lhe na liderança do BCE, uma das instituições mais influentes da economia europeia, numa fase em que a política monetária continua a ser determinante para o controlo da inflação e para o crescimento económico da zona euro.
Christine Lagarde lascia la presidenza della Banca Centrale Europea. Lo ha comunicato in una nota diffusa giovedì 29 ottobre nella quale informa il Consiglio direttivo e il presidente del Consiglio europeo António Costa che lascerà l’incarico nel 2027, precisamente il 7 febbraio.
L’addio arriva in anticipo rispetto alla scadenza naturale del mandato, fissata al 31 ottobre 2027. La notizia arriva a poche ore dalla decisione sui tassi di politica monetaria e in un momento nel quale l’UE deve fare i conti con un’inflazione che viaggia su percentuali elevate.
In un comunicato arrivato a Francoforte nella mattinata di giovedì 29 ottobre 2026, Christine Lagarde ha annunciato le dimissioni dalla presidenza della Banca Centrale Europea.
Lascerà l’incarico il 7 febbraio 2027, con circa nove mesi di anticipo sulla scadenza del mandato. Infatti Lagarde si era insediata il 1° novembre 2019 e avrebbe dovuto chiudere i suoi otto anni di mandato, non rinnovabile, il 31 ottobre 2027.
Per la nomina del successore di Christine Lagarde bisognerà attendere gli svariati passaggi burocratici della macchina europea. La nomina finale, come indicato dall’articolo 283 del Trattato sul funzionamento dell’Unione europea, spetta comunque al Consiglio europeo.
Il percorso però ha diversi passaggi. In breve:
Il parere dell’Eurocamera non è vincolante e alla fine la scelta avviene a “maggioranza qualificata”.
La Bce ha già spiegato in una nota che “il successore della presidente Lagarde sarà nominato dal Consiglio europeo secondo la procedura di nomina prevista dall’articolo 283 del Trattato sul funzionamento dell’Unione europea”.
Fino a febbraio 2027, non dovrebbero esserci cambiamenti nella linea della BCE dettata dalla presidente dimissionaria. In genere un cambio al vertice potrebbe portare una temporanea volatilità sui mercati, soprattutto per comprendere al meglio quale potrebbe essere la linea futura del successore di Christine Lagarde.
Per mutui e risparmi, non ci sono effetti dovuti alle dimissioni della presidente della BCE. Si tratta di fattori che vengono stabiliti in base all’andamento Euribor per i tassi variabili e IRS per i tassi fissi e ovviamente anche a seconda delle decisioni prese dal Consiglio direttivo.
La silla económica más importante de Europa está vacante. La presidenta del Banco Central Europeo, Christine Lagarde, dejará su cargo el 7 de febrero, casi nueve meses antes de que venza su mandato, el 31 de octubre de 2027. El movimiento, anunciado por el banco este jueves, ya estaba en los corrillos políticos y financieros de Europa desde hace meses y obliga a los miembros de la eurozona a pactar en pocas semanas la renovación casi al completo de la cúpula de la institución económica más poderosa del continente. El 3 de enero abandona su puesto la alemana Isabel Schnabel, consejera del banco dedicada a mercados financieros, y el 1 de junio lo hará Philip Lane, irlandés que ejerce como economista jefe.

© BCE
Christine Lagarde lascerà la presidenza della Banca centrale europea il 7 febbraio 2027, dopo sette anni e circa nove mesi prima della scadenza naturale del suo mandato. L’annuncio è arrivato giovedì 29 ottobre: la presidente della Bce ha comunicato la decisione al Consiglio direttivo e al presidente del Consiglio europeo, António Costa, che ha preso atto della scelta. “È stato un grande orgoglio e un enorme privilegio servire questa istituzione”, ha dichiarato Lagarde in un video diffuso per annunciare l’addio. La ex ministra francese dell’Economia in un video sui social ha rivendicato: “Lascio questa istituzione con un senso di buon lavoro fatto e una Bce pronta per il futuro“.
Il mandato di Lagarde, nominata nel novembre 2019, sarebbe scaduto il 31 ottobre 2027. La decisione anticipa quindi di quasi nove mesi il cambio al vertice dell’istituzione monetaria di Francoforte e apre la partita per una delle nomine più importanti dell’Unione europea. L’uscita anticipata arriva dopo mesi di indiscrezioni sul futuro della presidente. Il 15 ottobre Reuters aveva riferito che il World Economic Forum avrebbe potuto nominarla alla propria guida già a novembre.
Ma l’anticipo delle dimissioni ha anche una rilevanza politica europea. Consente ai governi di negoziare la successione alla presidenza della Bce prima delle elezioni presidenziali francesi della primavera 2027, evitando che la partita si prolunghi fino a una fase di maggiore incertezza politica in Francia. Tra i candidati considerati favoriti per la successione figurano l’ex governatore della banca centrale olandese Klaas Knot e l’ex governatore della banca centrale spagnola Pablo Hernández de Cos. La scelta del nuovo presidente sarà comunque affidata al Consiglio europeo, secondo la procedura prevista dai trattati.
L'articolo Christine Lagarde lascerà la presidenza della Bce il 7 febbraio, nove mesi prima della scadenza del mandato proviene da Il Fatto Quotidiano.

European Central Bank President Christine Lagarde has warned that a sharp sell-off in government bonds is tightening financial conditions across the eurozone, threatening to weaken economic growth at a time when European governments are already struggling with mounting debt and higher energy prices.
Speaking during the International Monetary Fund’s annual meetings on Saturday, 17 October, Lagarde said rising bond yields were imposing additional pressure on the European economy, potentially reducing demand and helping to bring inflation down.
Her comments came as investors demanded higher returns on government debt across major developed economies, reflecting concerns about persistent inflation, widening budget deficits and the substantial borrowing requirements associated with investment in artificial intelligence.
The development presents a complicated situation for the ECB, which has already raised its key interest rate twice this year in response to renewed inflationary pressure following the conflict in the Middle East.
Higher government bond yields effectively tighten monetary conditions even without a further decision by the central bank to increase official interest rates.
The latest sell-off has pushed borrowing costs higher across Europe, although the pressure is particularly acute in countries with large public debts and persistent budget deficits.
When investors sell government bonds, their market prices fall and yields rise. Those higher yields eventually feed into the costs of borrowing for governments, businesses and households.
Lagarde indicated that financial conditions had become tighter than assumed in the ECB’s September economic forecasts.
According to her latest assessment of the bond market, the resulting slowdown in demand could help moderate inflation, but would also place additional pressure on an economy whose growth prospects remain limited.
The ECB’s September projections forecast eurozone economic growth of just 0.9 per cent in 2026, followed by 1.4 per cent in 2027 and 1.5 per cent in 2028.
Inflation was expected to average 3.0 per cent this year before declining to 2.5 per cent in 2027 and 2.1 per cent in 2028.
Those forecasts were based on assumptions about financial conditions and energy prices that may no longer fully reflect developments in international markets.
France has emerged as one of the most vulnerable major eurozone economies because of its high public debt, persistent deficits and political disagreements over fiscal consolidation.
French government bond yields have risen sharply as investors question whether Paris can deliver the spending reductions required to stabilise its finances.
As EU Today reported earlier this month, eurozone finance ministers have been pressing France to produce a credible budget that would restore confidence in the country’s fiscal position.
The borrowing premium demanded on French debt relative to German government bonds has also widened, reflecting investors’ concerns about the financial outlook and the political difficulties surrounding the 2027 budget.
The IMF has warned that continued increases in borrowing costs could eventually force the French government to undertake more substantial fiscal adjustments.
In its assessment of French bond yields, the Fund said the immediate pressures remained manageable, partly because France benefits from established debt markets and relatively long borrowing maturities.
Nevertheless, persistently elevated yields would increase the cost of refinancing government debt as existing bonds mature.
The wider concern is that higher borrowing costs could reduce the room available for public investment and other expenditure across several European economies simultaneously.
Lagarde’s intervention coincided with renewed warnings from the IMF about the sustainability of European public finances.
In its latest European economic assessment, the Fund argued that governments must either accelerate economic growth or reduce borrowing to prevent debt burdens from becoming increasingly difficult to manage.
The IMF expects eurozone growth of approximately 1.1 per cent in 2026 and 1.2 per cent in 2027, with continuing pressure from energy costs, demographic changes and weak productivity.
The European Commission’s forecasts indicate that eurozone government debt could rise from 88.7 per cent of GDP in 2025 to 91.2 per cent in 2027.
The IMF has also identified structural weaknesses, including barriers within the European single market, which restrict investment and productivity growth.
These problems are becoming more difficult to address as European governments face demands for greater defence expenditure, infrastructure investment and support for industries affected by higher energy prices.
The ECB has already increased its deposit rate to 2.5 per cent following successive increases in June and September.
As EU Today reported after September’s decision, the central bank has been attempting to contain inflation generated by rising energy costs without causing a more substantial economic slowdown.
The IMF now expects at least one additional quarter-percentage-point increase before the end of 2026.
Such a decision would bring the deposit rate to 2.75 per cent, although the ECB has not committed itself to that outcome.
The challenge is that tighter monetary policy would coincide with financial restrictions already being imposed by bond markets.
At the same time, higher energy prices continue to affect household purchasing power and business operating costs.
In her statement to the International Monetary and Financial Committee, Lagarde acknowledged that the eurozone had proved more resilient than expected, while warning that risks to growth remained tilted to the downside and risks to inflation to the upside.
The duration of the Middle East conflict, developments in energy markets and changes in investor confidence will be important in determining the economic outlook.
For the ECB, a bond-market slowdown could reduce the need for further interest-rate increases by weakening demand. But if energy-driven inflation remains elevated, the central bank may still face pressure to tighten policy.
Europe’s governments, meanwhile, have considerably less control over the borrowing costs demanded by international investors.
The next ECB interest-rate decision will therefore take place against an increasingly difficult combination of sluggish growth, persistent inflation and financial markets imposing their own constraints on public and private borrowing.
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JE M'INSCRIS lecourrierdesstrateges.frLe 16 novembre 2016, à Bobigny, Emmanuel Macron annonçait sa candidature. Il avait trente-huit ans, aucun mandat électif derrière lui, trois mois de vie civile depuis sa démission du gouvernement, et une dizaine de points dans les sondages. Cinq mois plus tard il était élu. On a beaucoup écrit sur le personnage ; on a moins regardé le gabarit. Ni élu, ni militant, ni comptable d'un bilan devant des électeurs, mais lourd d'une excellence certifiée par des institutions — l'Inspection des finances, une banque d'affaires, un secrétariat général adjoint, un ministère par nomination.
Ce gabarit n'était pas un accident. C'était une réponse à une panne, et la panne est revenue.
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Gabriel Attal va de 8 à 15 % selon le nombre de concurrents. Il progresse — trois points et huit places au baromètre Cluster 17 de septembre — et c'est précisément son problème : à trente-sept ans, après un passage à Matignon qui aura duré huit mois, il monte dans les classements de sympathie sans jamais franchir le plafond de la crédibilité présidentielle. Bruno Retailleau ne dépasse jamais 10 % dans aucune hypothèse, et perd six points de popularité en un mois, à 20 %. Il tient une ligne, ce qui est déjà rare ; il ne tient pas un électorat.
Élargissons, puisque c'est la mode, et comptons le Parti socialiste dans le bloc central — ce que personne n'assume et que tout le monde pratique. Raphaël Glucksmann a annoncé sa candidature le 23 août, ce qui lui donne un avantage sur les trois précédents : il existe. Il est mesuré entre 9 et 12 %. On dira qu'il progresse, et c'est vrai — il est le seul du haut de tableau à gagner un point en septembre chez Odoxa. Mais une candidature déclarée qui ne décolle pas est un plafond, pas un plancher, et il lui manque les trois choses qu'on ne fabrique pas en dix-huit mois : le charisme, l'habileté de manœuvre, et cette crédibilité gouvernementale qui ne s'acquiert qu'en ayant tenu un ministère par gros temps.
Quatre hommes, quatre plafonds. Aucun n'émerge, et chacun empêche les autres.
Voilà où le sujet devient sérieux. Dans l'hypothèse où le centre et la gauche non insoumise présentent trois candidats, le mieux placé d'entre eux est à 14 %. Jean-Luc Mélenchon est à 16. Marine Le Pen est à 33. Faites l'addition : le second tour se joue sans le bloc central.